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El ébola causa ya 5.000 muertos y 10.000 casos mientras el mundo mira para otro lado
La primera víctima mortal de ébola en Kenia recorrió enferma más de 2.000 kilómetros antes de que nadie identificara que estaba infectada por el virus. Salió de Buta, en el noreste de la República Democrática del Congo (RDC), uno de los territorios afectados por la epidemia de ébola Bundibugyo declarada en mayo y, durante tres semanas, atravesó tres países, pasó por al menos 10 ciudades, tomó tres vuelos y un autobús y acudió a varios centros sanitarios. El 17 de septiembre fue atendido en un hospital de Bondo, a unos 210 kilómetros de su punto de partida, con síntomas compatibles con el ébola, y posteriormente en otro de Kisangani, a unos 500 kilómetros de allí. Sin embargo, según el Centro para el Control y la Prevención de Enfermedades de África (Africa CDC), fue diagnosticado erróneamente con fiebre del Valle del Rift, cuyos síntomas, como fiebre alta o dolores musculares, son similares a los del ébola. Esta madrugada, se han superado los 5.000 muertos por este último brote de ébola.

© Julien Dewarichet (Julien Dewarichet/MSF)

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© Julien Dewarichet (Julien Dewarichet/MSF)

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© Gradel Muyisa Mumbere (REUTERS)
Surto de Ebola na RD Congo deixa mais de cinco mil mortos, diz governo
O número de mortos pelo surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 5.000, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (30).
Autoridades ainda não encontraram uma maneira de controlar a epidemia de Ebola mais mortal já registrada no país.
Não há tratamentos nem vacinas aprovados para combater a rara cepa Bundibugyo, responsável pelo surto neste país da África Central.
Mais de 10 mil pessoas foram infectadas desde que o surto foi declarado, em maio.
A detecção tardia, os conflitos e os serviços de saúde sobrecarregados contribuíram para que o vírus se espalhasse mais rapidamente do que em surtos anteriores.
Oito das 26 províncias do Congo foram afetadas, com muitas mortes ocorrendo fora dos centros de tratamento.
O surto deste ano é o segundo maior da história, ficando atrás apenas do surto de 2014-2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11 mil na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
Na semana passada, a Nigéria tornou-se o quarto país africano a registrar um caso de Ebola, ampliando a propagação geográfica do surto para a África Ocidental. Os países da África Oriental, Quênia e Uganda, também registraram casos.
Violência e desconfiança dificultam combate ao Ebola na RD Congo