Não será fácil, mas o que é absolutamente óbvio é que a crise não se resolverá com facilitação de despejos ou reduções fiscais. Há outros caminhos, outras políticas urgentes a lançar. Opinião de Ana Drago
Os ganzados, porcos, malcriados, aquilo a quem chamaram a “escória da sociedade”, deram-lhes uma lição política e criaram uma situação, por débil que seja, sem retorno para a questão da habitação. Opinião de José Pacheco Pereira
Se a cimeira a três se vier a concretizar, seria a primeira vez desde 1945 que o mapa do poder se desenharia sem um europeu à mesa, e se discutiria o fim da arquitetura nascida em Yalta.
Um congresso não permite julgar todo um setor. Mas deixa uma pergunta: quantas instituições poderão promover ideologias sob uma aparência académica e científica?
Existe a caricatura de que o liberal só se preocupa com mercados e liberdade individual. A liberdade individual não floresce no isolamento. Não existe felicidade se não tivermos com quem a partilhar.
A agitação recente tem alguns motivos evidentes: a crise da habitação, o alojamento estudantil e o emprego jovem. Mas percebe-se bem que o clima geral é bastante mais grave e inquietante. Opinião de António Barreto
Agora que parece que os ânimos punitivos governamentais já serenaram e que o debate público passou, em parte, para os tribunais e se espera venha a passar para os gabinetes, será a hora do diálogo. Opinião de Francisco Teixeira da Mota
Há uma observação triste sobre os portugueses que nunca fiz. É esta: quando digo que gosto muito de alguém, a pessoa que me está a ouvir entra logo em acção para que eu goste um bocadinho menos.
Crónica de Miguel Esteves Cardoso
Pouco passava das 23h00 de sábado passado, a Avenida Fontes Pereira de Melo trovejava de carros acelerados — parecia uma corrida selvagem, velocidades perigosas e dementes, não havia nem ordem nem respeito nem um único polícia a travar a febre de condutores sem a menor consideração pelos outros. Eles não seguiam a 70 ou 80 km/h, alguns iam muito mais depressa, fintando os outros, ziguezagueando, pondo todos em risco.
Pouco passava das 23h00 de sábado passado, a Avenida Fontes Pereira de Melo trovejava de carros acelerados — parecia uma corrida selvagem, velocidades perigosas e dementes, não havia nem ordem nem respeito nem um único polícia a travar a febre de condutores sem a menor consideração pelos outros. Eles não seguiam a 70 ou 80 km/h, alguns iam muito mais depressa, fintando os outros, ziguezagueando, pondo todos em risco.