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Duas escolas públicas do Norte entre melhores nas provas MOdA do 6.º ano

30 October 2026 at 00:04

Os alunos de duas escolas públicas do norte do país surgem entre os melhores nas provas nacionais de Português e Matemática do 6.º ano, entre colégios privados e escolas artísticas de música que voltam a destacar-se.

 

Nas primeiras Provas de Monitorização das Aprendizagens (ModA) do 6.º ano realizadas em 2025, os colégios privados lideram as tabelas realizadas pela Lusa com base em dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

Mas existem exceções: Os alunos da Escola Básica n.º 1 de Eiriz, em Baião, conseguiram superar os resultados dos colégios mais prestigiados do país, ficando em segundo lugar a Matemática enquanto a Escola Básica n.º 2 do Viso, no Porto, alcançou o 1.º lugar no desempenho a Português.

Com uma nota média nacional de 51,7 pontos a Matemática, o ensino privado domina os primeiros lugares, com uma forte presença de colégios católicos e escolas artísticas da música.

Os alunos do Colégio Quadrante tiveram os melhores desempenhos na prova, colocando a escola primária de Cascais em primeiro lugar com 74 pontos (numa escala de zero a 100), logo seguida pela Escola de Eiriz, em Baião (72 pontos).

Entre as 20 escolas com melhores resultados, há apenas mais duas escolas públicas, todas de ensino artístico de música: Academia de Música de Espinho e o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga.

Entre as escolas com melhores resultados também é habitual encontrar colégios católicos com bons desempenhos a Matemática.

Já a Português, os alunos da Escola Básica n.º 2 do Viso, no Porto, conseguiram os melhores desempenhos médios, com uma nota de 67 pontos que permitiram colocar este estabelecimento público em primeiro lugar de um 'ranking' liderado por colégios.

Os colégios dominam no top 20 de Português, mas há mais escolas públicas. Mais uma vez, destaca-se a Escola Básica n.º 1 de Eiriz, em Baião, que surge em 5.º lugar com 62 pontos, e várias escolas artísticas, como a Escola de Musica de São Teotónio, em Coimbra, ou o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga.

Também a Português, os alunos do norte dominam a tabela, corroborando o relatório do ministério da Educação que apontava as escolas do norte e centro do país como tendo melhores desempenhos médios.

Na ModA de Português nota-se uma concentração particularmente forte na área metropolitana do Porto e no Minho, mas mais uma vez também aqui surgem vários colégios de matriz católica.

O relatório divulgado pelo ministério sobre as provas sublinhou que os alunos têm mais dificuldades a Português, sendo que mais de metade teve resultados abaixo do esperado, não atingindo o nível Proficiente.

Estar no nível Proficiente equivale a demonstrar as competências que o sistema educativo espera que um aluno domine naquele ano de escolaridade. Ficar abaixo desse patamar significa que existem ainda aprendizagens por consolidar.

Numa análise feita pela Lusa aos resultados das 1.154 escolas envolvidas nestas provas, a nota média a Português foi de 48,9 pontos, numa escala entre zero e 100 pontos.

Os alunos têm mais dificuldades em escrever do que em compreender os textos, enquanto a Matemática, o maior problema é resolver problemas, mas mais de metade dos alunos conseguiu atingir níveis Proficiente ou Avançado.

Os resultados mais baixos são obtidos pelos alunos alentejanos, algarvios, açorianos e da península de Setúbal.

Um relatório com os resultados das Provas ModA realizadas entre maio e junho deste ano mostraram uma ligeira melhoria dos resultados a Português e a Matemática face a 2025, mas também alertavam para o facto de a escrita continuar a ser a área que requer mais atenção pedagógica.

Leia Também: No topo do 'ranking', os exames são o espelho das notas internas

Escolas com maior pobreza enfrentam dificuldades com falta de professores

30 October 2026 at 00:04

A maioria das escolas públicas consegue contrariar o impacto da pobreza no insucesso escolar, mas os estabelecimentos onde o contexto socioeconómico mais penaliza os alunos são também aqueles que mais sofrem com a falta de professores.

 

Ao longo da escolaridade obrigatória, e sobretudo até chegarem ao ensino secundário, são poucos os alunos que ficam para trás, mas concluir cada ciclo sem reprovar continua a ser mais difícil para os mais pobres.

Muitas escolas já conseguem contrariar essa relação, mas noutras o desempenho dos alunos carenciados fica muito aquém das expectativas, e as dificuldades não parecem estar alheadas do problema da falta de professores.

A conclusão resulta da análise feita pela Lusa ao indicador de equidade que acompanha os alunos com ASE e compara o seu sucesso escolar com a média nacional dos alunos com um perfil semelhante à entrada de cada ciclo de estudos.

No ano letivo 2023/2024, a que se referem os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a percentagem de alunos com ASE a concluir cada ciclo no tempo esperado superou a média nacional comparável em cerca de 53% das escolas, enquanto 40% registaram níveis negativos de equidade.

Olhando para o mapa, é possível perceber que as escolas que mais se destacam pela positiva situam-se, sobretudo, no norte do país.

No ensino secundário, por exemplo, 159 das 314 escolas analisadas conseguiram que os seus alunos carenciados superassem as expectativas, mas entre as 30 com níveis mais elevados de equidade, 22 pertencem a distritos da região Norte.

Pelo contrário, das 30 escolas que ocupam o fundo da tabela – onde a percentagem de alunos a concluir o secundário em três anos é mais baixa face à média nacional comprável – 15 encontram-se no distrito de Lisboa e outras cinco no distrito de Setúbal, os mais afetados pela falta de professores.

É o caso da Escola Secundária de Alves Redol, em Vila Franca de Xira. Dos 16 alunos com ASE, apenas três (19%) concluíram o ensino secundário sem chumbar, muito abaixo da média das escolas com um contexto socioeconómico idêntico (70%).

Nos últimos anos letivos, o quadro de zona pedagógica (QZP) em que a Alves Redol se insere foi classificado pelo Ministério da Educação como "carenciado" por se verificar uma insuficiência estrutural de docentes, mas o exemplo daquela escola em Vila Franca de Xira não é o único.

Além dessa, outras 23 das 30 escolas com níveis de equidade mais baixos no ensino secundário fazem igualmente parte de QZP carenciados, em contraste com as que mais se destacam pela positiva, nenhuma das quais com insuficiência de professores.

A relação entre a falta de docentes e a capacidade de as escolas superarem o impacto das condições socioeconómicas no sucesso dos alunos é mais evidente no ensino secundário, mas verifica-se igualmente nos restantes ciclos de ensino, em que metade das 30 escolas com níveis mais baixos de equidade pertencem a QZP carenciados.

Por regiões, o país divide-se claramente a meio no que respeita à equidade: independentemente do ciclo de ensino, só as regiões Norte e Centro registam valores positivos, enquanto a Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve apresentam, em média, valores negativos do 1.º ciclo ao secundário.

Além das crianças e jovens provenientes de famílias mais desfavorecidas, ter um percurso escolar sem percalços também é mais difícil para os estudantes de nacionalidade estrangeira.

Entre os mais pequenos, as diferenças são menos acentuadas, mas o fosso aumenta à medida que os estudantes avançam nos estudos.

No 3.º ciclo, por exemplo, 89% dos alunos portugueses terminaram o 9.º ano sem chumbar naquele ou nos dois anos anteriores, em contraste com os 63% oriundos da Guiné-Bissau, ou os 61% de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Ao longo de toda a escolaridade obrigatória, os alunos chineses são os que mais conseguem aproximar-se dos colegas portugueses, sendo a distância maior no ensino secundário, em que 10 pontos percentuais separam as duas nacionalidades.

Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

Os alunos das escolas públicas melhoraram o seu desempenho nos exames nacionais em 2025, mas os colégios privados voltam a destacar-se no "ranking" geral, em que a primeira pública surge apenas em 38.º lugar.

Lusa | 00:01 - 30/10/2026

No topo do 'ranking', os exames são o espelho das notas internas

30 October 2026 at 00:03

Nas escolas com notas mais altas nos exames, a avaliação externa espelha o desempenho dos alunos ao longo do ano e em muitas a diferença para a nota atribuída pelos professores não chega a um valor.

 

Para milhares de estudantes dos 11.º e 12.º anos, os exames nacionais do secundário marcam o fim de um ciclo e muitos esperam conseguir uma nota próxima da classificação interna, mas nem sempre é fácil alcançar esse objetivo.

Ainda assim, no ano passado, 21 escolas destacaram-se entre 567 públicas e privadas (com dados disponíveis) pela proximidade entre a média nos exames e as notas internas, com uma diferença inferior a um valor.

No Grande Colégio Universal, no Porto, a média dos exames nacionais – a mais alta no 'ranking' geral elaborado pela Lusa – foi o espelho quase perfeito das classificações atribuídas pelos professores ao longo do ano.

Com a média das classificações internas finais nos 16,89 valores (numa escala de zero a 20), a diferença para a média na avaliação externa foi de apenas 0,04 valores e, nesta escola, os alunos conseguiram um feito ainda mais "raro": superar o seu desempenho ao longo do curso, alcançando uma média de 16,93 valores.

Num contexto em que os exames tendem a puxar as notas para baixo face à avaliação contínua, além do Grande Colégio Universal, apenas outras duas escolas conseguiram melhores resultados nas provas.

No Colégio Bartolomeu Dias, em Loures, a diferença entre a média do exame e a nota interna foi de 0,14 valores, e no Colégio de S. Tomás, em Lisboa, os alunos superaram a classificação atribuída pelos professores em 0,57 valores.

À semelhança do colégio do Porto, também estas duas escolas privadas estão entre as mais bem posicionadas no 'ranking' geral da Lusa, que ordenou as 570 escolas públicas e privadas com, pelo menos, 100 provas realizadas segundo as melhores médias.

Olhando para a lista das 21 escolas com diferenças inferiores a um valor entre a média dos exames e a média interna, conclui-se que é precisamente nas escolas com melhores resultados nos exames que a avaliação externa melhor reflete o desempenho dos alunos ao longo do curso.

São todas de privadas, 19 dessas escolas estão entre as 30 melhores médias nos exames do secundário realizados no verão de 2025, incluindo oito das escolas no 'top' 10 do 'ranking'.

Pelo contrário, em 79 estabelecimentos de ensino o desfasamento ultrapassou os quatro valores, sendo que a maioria (59%) está entre as pior classificadas, com médias negativas nos exames nacionais.

No fundo da tabela está a Escola Portuguesa da Guiné-Bissau, onde os alunos foram a exame com uma média de 13,95 valores, mas tiveram apenas 6,66 valores nas provas realizadas (menos 7,28 valores).

Em casos semelhantes, o fosso entre a avaliação externa e a avaliação contínua coincide com o fraco desempenho nos exames, como nas escolas secundárias da Baixa da Banheira (Moita), de Odivelas, Gil Vicente (Lisboa), José Cardoso Pires (Loures), Jaime Cortesão (Coimbra), Professor António da Natividade (Mesão Frio), o Real Colégio de Portugal e a Escola Portuguesa do Lubango (Angola), todas entre as 10 médias mais baixas.

Em comparação com os colégios, a diferença entre as notas internas e as dos exames nacionais tende a ser maior nas escolas públicas.

Enquanto na maioria das escolas públicas (68%) as notas dadas pelos professores superaram em, pelo menos, três valores as notas dos exames, no caso dos privados o cenário é inverso e 73% registaram uma diferença abaixo desse valor.

Por outro lado, os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação permitem ainda perceber que entre os colégios, só 2,22 valores separam a média interna da média dos exames, uma discrepância maior no universo das escolas públicas, onde a diferença sobe para 3,16 valores.

Quadro das 10 melhores e 10 piores na diferença entre a media das classificações internas e média das notas dos alunos nos exames nacionais

Distrito  - Escola - Média  - Exame (Valor)  - Média CIF Dif

Lisboa Colégio de S. Tomás 15,79511111 15,2300885 0,565022616

Lisboa Colégio Bartolomeu Dias 15,25 15,10465116 0,145348837

Porto Grande Colégio Universal 16,93448276 16,88944724 0,045035522

Porto Colégio Efanor 16,32011494 16,53333333 -0,213218391

Braga Colégio D. Diogo de Sousa 15,86436031 16,29793978 -0,433579465

Lisboa Colégio Manuel Bernardes 14,31306413 14,89261745 -0,579553317

Lisboa Colégio Moderno 15,31128776 15,90337079 -0,592083028

Lisboa Salesianos de Lisboa - Colégio Oficinas de São José 15,69917864 16,2948886 -0,595709953

Lisboa Colégio de São João de Brito 14,79642105 15,45868946 -0,662268406

Lisboa Academia de Música de Santa Cecília 16,03391304 16,70526316 -0,671350114

Setúbal Escola Básica e Secundária de Santo António, Barreiro 9,417622951 14,4502924 -5,032669447

Setúbal Escola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita 7,086470588 12,38461538 -5,298144796

Estrangeiro Escola Portuguesa de Cabo Verde - CELP 9,354054054 14,73333333 -5,379279279

Lisboa Escola Secundária Fonseca Benevides, Lisboa 9,176956522 14,61904762 -5,442091097

Lisboa Escola Secundária Marquês de Pombal, Lisboa 9,033898305 14,5 -5,466101695

Leiria Colégio Rainha D. Leonor 9,58880597 15,12903226 -5,540226288

Lisboa Real Colégio de Portugal 8,727067669 14,37288136 -5,645813687

Braga Didáxis - Riba de Ave 11,06618705 17,32258065 -6,256393595

Vila Real Escola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio 7,741584158 14,57377049 -6,832186333

Estrangeiro Escola Portuguesa da Guiné-Bissau 6,661983471 13,94690265 -7,284919184

Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

Os alunos das escolas públicas melhoraram o seu desempenho nos exames nacionais em 2025, mas os colégios privados voltam a destacar-se no "ranking" geral, em que a primeira pública surge apenas em 38.º lugar.

Lusa | 00:01 - 30/10/2026

Litoral domina melhores notas no 9.º ano e públicas ficam para trás

30 October 2026 at 00:03

As notas nas provas finais de 9.º ano de Português e Matemática pioraram no ano passado, havendo muito mais negativas entre os estudantes das escolas públicas e melhores resultados nas escolas das grandes cidades do litoral.

 

Houve um ligeiro agravamento do desempenho dos alunos nas provas finais de 3.º ciclo, segundo uma análise da agência Lusa às mais de 180 mil provas realizadas em 2025 e em 2024: a média global desceu de 2,91 valores para 2,87 valores (numa escala de zero a cinco).

Num universo de 1.043 escolas, apenas 25,2% obtêm média positiva, segundo dados do Ministério da Educação, que mostram que no ano anterior 32,5% das escolas tinha "positiva".

Os alunos das escolas públicas tiveram mais dificuldades: enquanto 83% das escolas públicas teve média negativa, 82% das privadas teve média positiva.

No 'ranking' da Lusa, os colégios voltam a ocupar os primeiros lugares da tabela, agora liderada pelo Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com uma média de 4,26 valores.

Nas posições seguintes surgem o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em Guimarães, Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, Colégio Moderno, em Lisboa, e Grande Colégio Universal, no Porto.

Os dados mostram uma forte concentração no litoral e nos principais centros urbanos do país: Dos 10 estabelecimentos com melhores médias, quatro localizam-se no distrito do Porto, dois em Lisboa e dois em Braga.

Os primeiros lugares da tabela pertencem a colégios privados localizados em áreas metropolitanas e concelhos mais povoados do litoral.

A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, é a primeira escola pública da lista e surge em 17.º lugar.

As escolas públicas com melhores resultados médios também se encontram nos grandes centros urbanos do litoral, capitais de distrito e cidades universitárias. Lisboa, Porto e Braga concentram sete dos 10 primeiros estabelecimentos públicos do 'ranking', aos quais se juntam Coimbra e Aveiro.

Fazendo um 'zoom', percebe-se que estão localizados em bairros habitados maioritariamente por pessoas com elevada escolaridade e onde os preços da habitação estão entre os mais elevados do país, como o Parque das Nações, Telheiras ou Alvalade, em Lisboa, ou a Foz, no Porto.

Neste 'ranking' destacam-se também as escolas artísticas, já que três dos primeiros cinco lugares são Conservatórios de Música: além do Conservatório em Braga, está também o Conservatório do Porto e o Conservatório Nacional, em Lisboa.

Já as 10 escolas públicas com piores resultados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, regiões conhecidas pela falta de professores.

Olhando para os bairros onde estão localizadas, percebe-se que são escolas que servem populações maioritariamente mais pobres, corroborando os estudos que indicam que os alunos de famílias mais desfavorecidas têm mais dificuldades em atingir o sucesso académico.

Muitas destas escolas estão abrangidas pelo Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), destinado a estabelecimentos situados em zonas com muitas crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, que tem como objetivo melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar.

No Monte da Caparica, os alunos do 9.º ano da Escola Básica do Miradouro de Alfazina tiveram a média mais baixa do país: 1,95 valores. A escola integra o programa TEIP e é frequentemente referido como um território com grandes desafios sociais.

Outros casos bastante conhecidos que voltam a surgir no fim da tabela são a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, nos Açores, marcada pelos problemas de pobreza e exclusão social.

O impacto do estatuto socioeconómico nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres a terem notas muito mais baixas do que as crianças não beneficiárias já tinha sido apontado no relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).

Apesar de terem piores notas nas provas finais, há muito mais casos de alunos que fazem o 3.º ciclo sem chumbar, segundo o indicador dos "percursos diretos de sucesso", que mostra a percentagem de alunos sem retenções ao longo do 3.º ciclo e com positiva nas provas finais do 9.º ano.

Quadro das 10 melhores e 10 piores da tabela geral

Distrito - Escola - Média - Exame (Valor)  - Numero de Exames

Faro Colégio de Nossa Senhora do Alto 4.26 50

Braga Colégio de Nossa Senhora da Conceição 4.180851064 94

Porto Externato das Escravas Sagrado Coração de Jesus 4.081081081 74

Lisboa Colégio Moderno 4.073170732 287

Porto Colégio Grande Colégio Universal 4.067708333 192

Lisboa Colégio Santo André 4.057553957 139

Coimbra Colégio da Rainha Stª Isabel 4.047297297 148

Porto Colégio Nossa Senhora do Rosário 4.028070175 285

Braga Colégio D. Diogo de Sousa 4.008426966 356

Porto Colégio Casa Mãe 3.913793103 58

R. A. Açores Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe 2.14973262 187

Lisboa Escola Básica Francisco de Arruda, Lisboa 2.144578313 83

Lisboa Escola Básica Manuel da Maia, Lisboa 2.137931034 87

Setúbal Escola Básica e Secundária Ordem de Sant´Iago, Setúbal 2.121076233 223

Lisboa Escola Básica Damião de Góis, Lisboa 2.117647059 102

Lisboa Centro de Educação e Desenvolvimento D. Nuno Álvares (Casa Pia) 2.1125 80

Setúbal Escola Secundária da Baixa da Banheira 2.09352518 139

Lisboa Escola Básica Pintor Almada Negreiros, Lisboa 2.053097345 113

Lisboa Escola Secundária de Camarate, Loures 2.018181818 165

Setúbal Escola Básica do Miradouro de Alfazina, Monte de Caparica, Almada 1.956521739 69

Quadro das 10 melhores e 10 piores escolas públicas

Distrito Escola Média Exame (Valor) Numero de Exames

Braga Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Braga 3.845238095 84

Porto Escola Básica Francisco Torrinha, Porto 3.728813559 118

Porto Escola Artística do Conservatório de Música do Porto 3.656716418 134

Lisboa Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, Lisboa 3.62745098 102

Coimbra Escola Básica e Secundária da Quinta das Flores, Coimbra 3.623655914 186

Lisboa Escola Básica Vasco da Gama, Lisboa 3.519379845 129

Aveiro Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, Aveiro 3.516129032 279

Lisboa Escola Secundária Rainha Dona Leonor, Lisboa 3.502283105 219

Braga Escola Secundária Carlos Amarante, Braga 3.487951807 166

Lisboa Escola Básica de Telheiras, Lisboa 3.457317073 164

R. A. Açores Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe 2.14973262 187

Lisboa Escola Básica Francisco de Arruda, Lisboa 2.144578313 83

Lisboa Escola Básica Manuel da Maia, Lisboa 2.137931034 87

Setúbal Escola Básica e Secundária Ordem de Sant´Iago, Setúbal 2.121076233 223

Lisboa Escola Básica Damião de Góis, Lisboa 2.117647059 102

Lisboa Centro de Educação e Desenvolvimento D. Nuno Álvares (Casa Pia) 2.1125 80

Setúbal Escola Secundária da Baixa da Banheira 2.09352518 139

Lisboa Escola Básica Pintor Almada Negreiros, Lisboa 2.053097345 113

Lisboa Escola Secundária de Camarate, Loures 2.018181818 165

Setúbal Escola Básica do Miradouro de Alfazina, Monte de Caparica, Almada 1.956521739 69

Leia Também: Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

Escola de aldeia que esteve em risco de fechar lidera provas 4.º ano

30 October 2026 at 00:02

Numa escola de aldeia, que esteve em risco de fechar por falta de crianças, estudaram os alunos que obtiveram um dos melhores resultados nas provas nacionais do 4.º ano a Português, Matemática e Inglês em 2025.

 

A Escola Básica de Covão do Coelho, em Alcanena, esteve em risco de não abrir portas em setembro de 2019. Na altura, havia a hipótese de ser precisa uma "autorização especial" para manter aberta a escola rural, caso houvesse menos de 20 inscritos.

Agora, os seus alunos estão entre os que obtiveram melhores resultados nas provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) do 4.º ano, realizadas em 2025, segundo uma análise da Lusa a mais de 3.600 escolas primárias.

Todas as crianças daquela escola atingiram o nível "Avançado" nas provas, que é o patamar mais elevado dos vários níveis de competência, que vão desde o "Inicial", passando pelo "Básico" e "Proficiente" até chegar ao "Avançado".

Os dados do ministério não discrimina o número de alunos de cada escola.

Os alunos de nível "Avançado" conseguem resolver tarefas mais complexas do que as exigidas para o nível que é esperado e, naquela escola da aldeia da Serra de Aire, todos o conseguiram fazer.

Mas esta não é a única escola pública no top do 'ranking' que ordena os estabelecimentos de ensino pelos melhores resultados nas provas ModA.

Nas provas de Português, por exemplo, há muitas escolas públicas entre as melhores e várias estão fora dos grandes centros urbanos, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

Várias encontram-se longe das grandes cidades, como a escola primária junto à fronteira espanhola, a Escola Básica de Aldeia de Santo António, no Sabugal, ou a Escola Básica de Póvoa de Rio de Moinhos, em Castelo Branco, ou a Escola Básica de Viso, em Montemor-o-Velho.

Olhando para os resultados a Matemática, a escola rural de Alcanena surge em 2.º lugar, ultrapassada apenas pelo Colégio Place4All, que também aparece com bons resultados nas três provas.

Entre as 20 melhores classificadas a Matemática, os colégios já aparecem mais vezes, sendo as escolas públicas maioritariamente situadas em aldeias ou localidades menos populosas, como Unhais da Serra, Rebordãos ou Aldeia de Santo António.

Os melhores resultados a Matemática apresentam uma geografia bastante dispersa, com casos no interior rural da Beira Interior, Trás-os- Montes ou no Alentejo, que conseguem rivalizar com os colégios habitualmente destacados nos 'rankings'.

Nas ModA, que vieram substituir as provas de aferição, os colégios destacam-se a Inglês: A escola de Alcanena continua a ser a melhor classificada, mas as seguintes 20 da lista são todas privadas e muitas na zona de Lisboa.

Neste grupo, destacam-se os colégios com ensino bilingue ou que privilegiam um contacto precoce com o inglês, como a St. Julian's School ou a Queen Elisabeth's School.

Um estudo recente divulgado pelo Ministério da Educação salientava a forte ligação entre compreensão de texto e os bons resultados a outras disciplinas, como Matemática e História e Geografia e reforçava a associação entre contexto socioeconómico e resultados escolares.

Escolas com maior pobreza enfrentam dificuldades com falta de professores

Escolas com maior pobreza enfrentam dificuldades com falta de professores

A maioria das escolas públicas consegue contrariar o impacto da pobreza no insucesso escolar, mas os estabelecimentos onde o contexto socioeconómico mais penaliza os alunos são também aqueles que mais sofrem com a falta de professores.

Lusa | 00:04 - 30/10/2026

Norte domina 'ranking' das escolas públicas com mais notas 20

30 October 2026 at 00:02

Mais de 15 mil alunos tiveram, pelo menos, uma nota máxima na pauta pelo trabalho realizado ao longo do ano, sendo mais raro encontrar alunos de famílias carenciadas neste universo de notas 20.

 

As raparigas voltaram a conseguir ter mais notas máximas na pauta, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação das classificações internas dos alunos dos cursos científico-humanísticos do 11.º e 12.º anos no ano letivo de 2024/25.

Naquele ano, 15.557 alunos tiveram, pelo menos, uma nota 20 na pauta: 2.013 estudavam em colégios e os restantes 13.544 em escolas públicas.

Os professores atribuíram 6.585 notas máximas no privado e 40.149 no público, sendo Educação Física, Aplicações Informáticas B, Inglês e Educação Moral e Religiosa e Biologia as disciplinas mais visadas.

A teoria de que os alunos de famílias carenciadas atravessam mais obstáculos para atingir o sucesso académico confirma-se também nestes números, já que mais de oito em cada 10 notas máximas (81,6%) foram dadas a alunos sem Apoio Social Escolar (ASE).

Os mais carenciados são uma minoria: Apenas 5.079 alunos chegaram ao final do ano com, pelo menos, uma nota máxima.

A Lusa fez um 'ranking' das escolas públicas com mais "20" na pauta e nos primeiros 15 lugares aparecem apenas estabelecimentos de ensino no litoral norte.

No entanto, o 1.º lugar pertence à secundária Alves Martins, em Viseu, onde os professores atribuíram 713 notas máximas aos seus alunos que também se destacaram nos exames nacionais (4.ª melhor média nacional entre as públicas).

À exceção da secundária de Viseu, não há escolas alentejanas ou algarvias, nem do interior do país nos primeiros lugares.

As primeiras posições são ocupadas por estabelecimentos em Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Porto, Santo Tirso e Penafiel. Em 16.º lugar surge a Infanta Dona Maria, em Coimbra, e em 23.º a secundária do Restelo, em Lisboa.

Muitas das escolas que estão entre as públicas com melhores médias nos exames nacionais têm poucos beneficiários de Ação Social Escolar (ASE) com classificações máximas: na secundária Garcia de Orta, por exemplo, representam apenas 5,9% dos 20 atribuídos, na Infanta D. Maria são 6,6%, e na Alves Martins 6,9%.

As escolas com maior percentagem de alunos carenciados com notas máximas estão, invariavelmente, a meio da tabela que ordena os estabelecimentos de ensino por média nos exames nacionais.

Na Escola de Paços de Ferreira, uma em cada três notas 20 foram atribuídas a alunos com ASE (33,7%), seguindo-se a secundária de Amarante (32,9%), a Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão (22,4%), a Secundária de Penafiel (21,6%) e a Secundária de Fafe (21,1%).

As escolas públicas com mais 20 valores parecem revelar duas realidades: de um lado estabelecimentos tradicionalmente associados a contextos mais favorecidos com poucos alunos carenciados, e do outro escolas de concelhos industriais do norte, como Paços de Ferreira, Amarante ou Penafiel, que parecem contrariar a ideia de que a excelência académica é exclusiva de meios mais privilegiados.

Nos colégios, ao contrário do que acontece no ensino público, as classificações máximas concentram-se sobretudo em escolas situadas nos grandes centros urbanos.

Muitos destes estabelecimentos são colégios que lideram os 'rankings' de exames nacionais, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, Efanor, D. Diogo de Sousa, Novo da Maia ou Salesianos de Lisboa.

Nas pautas do Externato Ribadouro houve 533 notas 20, sendo a escola privada com mais notas máximas atribuídas, seguindo-se Colégio D. Diogo de Sousa e o Colégio Nossa Senhora do Rosário.

A Nossa Senhora do Rosário foi a segunda escola com melhor média nacional nos exames (16,5 valores), o Colégio D. Diogo de Sousa aparece em 6.º lugar desse 'ranking' (15,8 valores) e o Externato Ribadouro em 21.º.

Mas há também muitos colégios que atribuem um número muito elevado de classificações máximas sem conseguirem uma posição equivalente nos exames nacionais.

Em agosto, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou um relatório que revelou que 38 colégios atribuíram classificações de 19 ou 20 valores a mais de 30% dos alunos em 2024/25, e que 21 deles repetiram este padrão durante oito anos consecutivos. Já no ensino público, apenas três escolas atingiram esse mesmo limiar.

Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

Os alunos das escolas públicas melhoraram o seu desempenho nos exames nacionais em 2025, mas os colégios privados voltam a destacar-se no "ranking" geral, em que a primeira pública surge apenas em 38.º lugar.

Lusa | 00:01 - 30/10/2026

Mais alunos concluem 3.º ciclo sem chumbos

30 October 2026 at 00:01

Terminar o 3.º ciclo (do 7.º ao 9.º) sem percalços é um desafio para a maioria, mas há cada vez mais alunos com notas positivas nas provas do 9.º ano que assim concluem aquela fase sem chumbar nos anos anteriores.

 

Em 2024, ainda antes da implementação do formato digital, os alunos do 9.º realizaram perto de 200 mil provas, com resultados médios positivos a Português, mas não a Matemática.

Naquele ano, a média nacional melhorou face a 2022/2023 e os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação confirmam uma melhoria global do desempenho no 3.º ciclo, além das provas finais.

Entre os mais de 91 mil alunos do 9.º ano que foram a exame em 2024, cerca de 39 mil tiveram notas positivas na avaliação externa após um percurso sem retenções nos 7.º e 8.º anos.

Ainda que representem 43%, há cada vez mais jovens a concluir o 3.º ciclo sem percalços, tanto na avaliação contínua, como na avaliação externa.

No ano letivo anterior, apenas 36% dos alunos conseguiram esse feito e em 2022/2023 (ano em que foram retomadas as provas do 9.º ano obrigatórias após a pandemia da covid-19) foram ainda menos: 34%.

Numa lista de mais de mil escolas públicas e privadas, a percentagem de percursos diretos de sucesso ultrapassou os 50% em apenas 326 estabelecimentos.

Desses, 28 destacam-se por conseguir que 90% fossem aprovados nas provas finais depois de um percurso de três anos sem retenções, apenas uma das quais pública.

Na Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, 45 dos 48 alunos que realizaram as provas de Português e Matemática em 2024 tiveram percursos diretos de sucesso, muito acima da média comparável (63%), que inclui apenas o universo de escolas com um perfil socioeconómico semelhante.

Pelo contrário, houve 44 escolas onde a percentagem de percursos diretos de sucesso não ultrapassou os 10%, a esmagadora maioria da rede pública e dois centros educativos de desenvolvimento.

Entre os 44 estabelecimentos – todos com resultados aquém das expectativas – mais de metade são em conselhos da Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, as zonas mais afetadas pela falta estrutural de professores.

A Península de Setúbal, em particular, regista a média mais baixa de percursos diretos de sucesso no 3.º ciclo (34%), sendo também a região que mais diverge da média nacional comparável, em 7,7 pontos percentuais.

Além do indicador dos percursos diretos de sucesso, que se refere apenas ao 3.º ciclo, os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação revelam também uma ligeira melhoria na percentagem de alunos que concluiu o respetivo ciclo de ensino no tempo esperado.

A única exceção foi no 2.º ciclo, que 95% dos alunos concluiu nos dois anos esperados, menos um ponto percentual em relação ao ano anterior.

Escolas com maior pobreza enfrentam dificuldades com falta de professores

Escolas com maior pobreza enfrentam dificuldades com falta de professores

A maioria das escolas públicas consegue contrariar o impacto da pobreza no insucesso escolar, mas os estabelecimentos onde o contexto socioeconómico mais penaliza os alunos são também aqueles que mais sofrem com a falta de professores.

Lusa | 00:04 - 30/10/2026

Escolas públicas melhoram desempenho nos exames, mas colégios lideram

30 October 2026 at 00:01

Os alunos das escolas públicas melhoraram o seu desempenho nos exames nacionais em 2025, mas os colégios privados voltam a destacar-se no 'ranking' geral, em que a primeira pública surge apenas em 38.º lugar.

 

Entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 provas realizadas no ano passado, as médias nacionais subiram tanto no público como no privado, mas são os colégios que ocupam os primeiros lugares.

Familiarizado com o número um, o Grande Colégio Universal, no Porto, lidera a tabela pelo segundo ano consecutivo, com uma média de 16,93 valores (numa escala de zero a 20) entre as 231 provas realizadas às 16 disciplinas analisadas pela Lusa.

No final do ano letivo 2024/2025, as classificações dos alunos do Colégio Universal foram muito próximas da média interna atribuída pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano, superando-a até por 0,04 valores.

Os nomes seguintes na lista também não são estranhos ao 'top 10', que a maioria integrou nos últimos anos, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, que volta a ocupar o 2.º lugar com 16,59 valores, e o Colégio Efanor, em Matosinhos, novamente em 3.º lugar, com 16,32 valores.

Em 4.º lugar, aparece a Academia de Música de Santa Cecília, a escola da zona de Lisboa mais bem posicionada, seguida do Colégio Novo da Maia, do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, do Colégio de S. Tomás, em Lisboa, do Salesianos de Lisboa - Colégio Oficinas de São José, do Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, e do Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.

Num universo de 479 escolas públicas e 91 privadas, é preciso descer até ao 38.º lugar para encontrar a escola pública com melhor média nacional: a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto.

Entre as 121 provas realizadas, os alunos daquele conservatório conseguiram uma média de 14,01 valores, ligeiramente mais alta do que a melhor escola pública do ano anterior que, na altura, ocupava o 33.º lugar com 13,85 valores.

Além do Conservatório de Música do Porto, na lista das 10 públicas com melhores resultados surgem outras duas escolas artísticas bem conhecidas dos lugares cimeiros da rede pública: a Soares dos Reis, no Porto, em 8.º lugar, e a António Arroio, em Lisboa, em 9.º lugar.

Outra "repetente" é a Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, este ano em 2.º lugar, seguida das secundárias de Monção, Alves Martins, em Viseu, Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim, do Colégio Militar, em Lisboa, da secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, e, em 10.º lugar, a Martinho Árias, em Soure.

Sobretudo no público, as escolas do norte dominam os melhores resultados nos exames. Entre as 223 escolas com desempenhos acima da média nacional, a maioria (61,9%) situa-se nessa zona do país.

Pelo contrário, das 60 escolas públicas com médias abaixo dos 10 valores, uma percentagem idêntica (61,7%) encontra-se em apenas dois distritos: Lisboa e Setúbal.

Este ano, o último lugar do 'ranking' geral elaborado pela Lusa é ocupado pela Escola Portuguesa da Guiné-Bissau (privada), onde a média das 121 provas foi 6,66 valores, mas em seguida surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, em Vale da Amoreira, Moita.

Naquela escola da margem sul do Tejo, onde a média foi 7,09 valores, a maioria dos alunos recebe apoio da Ação Social Escolar só metade consegue concluir o ensino secundário em três anos.

Integrada no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), a secundária da Baixa da Banheira está ainda inserida num quadro de zona pedagógica (QZP) considerado carenciado devido à insuficiência estrutural de professores, um contexto que é partilhado por outras três das 10 escolas com média mais baixa: as secundárias de Odivelas, Camarate (Loures), e Gil Vicente (Lisboa).

Nessa lista, estão também a secundária José Cardoso Pires, em Loures, igualmente inserida num QZP carenciado, a Professor António da Natividade (TEIP), em Mesão Frio, a Escola Portuguesa do Lubango (privada), em Angola, a secundária Jaime Cortesão, em Coimbra e o Real Colégio de Portugal (privada), em Lisboa.

Quadro das 10 melhores e 10 piores da tabela geral

Distrito Escola Média Exame (Valor) Média Exame (%) NºExames

Porto Grande Colégio Universal 16,93448276 169,3448276 232

Porto Colégio Nossa Senhora do Rosário 16,5855573 165,855573 637

Porto Colégio Efanor 16,32011494 163,2011494 348

Lisboa Academia de Música de Santa Cecília 16,03391304 160,3391304 115

Porto Colégio Novo da Maia 15,9248927 159,248927 466

Braga Colégio D. Diogo de Sousa 15,86436031 158,6436031 766

Lisboa Colégio de S. Tomás 15,79511111 157,9511111 450

Lisboa Salesianos de Lisboa - Colégio Oficinas de São José 15,69917864 156,9917864 974

Porto Colégio Nova Encosta 15,62011834 156,2011834 169

Coimbra Colégio da Rainha Stª Isabel 15,41431579 154,1431579 475

Lisboa Real Colégio de Portugal 8,727067669 87,27067669 266

Lisboa Escola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa 8,709452736 87,09452736 201

Lisboa Escola Secundária de Odivelas 8,609004739 86,09004739 844

Coimbra Escola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra 8,457368421 84,57368421 190

Lisboa Escola Secundária de Camarate, Loures 8,391616766 83,91616766 167

Estrangeiro Escola Portuguesa do Lubango 7,766990291 77,66990291 103

Vila Real Escola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio 7,741584158 77,41584158 101

Lisboa Escola Secundária José Cardoso Pires, Loures 7,72629108 77,2629108 213

Setúbal Escola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita 7,086470588 70,86470588 170

Estrangeiro Escola Portuguesa da Guiné-Bissau 6,661983471 66,61983471 121

Quadro das 10 melhores e 10 piores escolas públicas classificadas

Distrito Escola Média Exame (Valor) Média Exame (%) Numero de Exames

Porto Escola Artística do Conservatório de Música do Porto 14,00991736 140,0991736 121

Lisboa Escola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre, Lisboa 13,38009535 133,8009535 839

Viana do Castelo Escola Secundária de Monção 13,3755102 133,755102 392

Viseu Escola Secundária Alves Martins, Viseu 13,36130926 133,6130926 2215

Porto Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim 13,30301754 133,0301754 1425

Lisboa Colégio Militar 13,09365079 130,9365079 189

Viana do Castelo Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, Viana do Castelo 13,06322581 130,6322581 155

Porto Escola Artística Soares dos Reis, Porto 12,99922929 129,9922929 1038

Lisboa Escola Artística António Arroio, Lisboa 12,98351878 129,8351878 1438

Coimbra Escola Básica e Secundária Martinho Árias, Soure 12,96412214 129,6412214 262

Setúbal Escola Básica e Secundária Prof. Ruy Luís Gomes, Almada 8,854113924 88,54113924 316

Lisboa Escola Básica e Secundária Dr. Azevedo Neves, Damaia, Amadora 8,749350649 87,49350649 231

Setúbal Escola Secundária Dom Manuel Martins, Setúbal 8,733908046 87,33908046 348

Lisboa Escola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa 8,709452736 87,09452736 201

Lisboa Escola Secundária de Odivelas 8,609004739 86,09004739 844

Coimbra Escola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra 8,457368421 84,57368421 190

Lisboa Escola Secundária de Camarate, Loures 8,391616766 83,91616766 167

Vila Real Escola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio 7,741584158 77,41584158 101

Lisboa Escola Secundária José Cardoso Pires, Loures 7,72629108 77,2629108 213

Setúbal Escola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita 7,086470588 70,86470588 170

ONU alerta que uso de novas tecnologias ameaça segurança marítima

29 October 2026 at 23:59

A Organização das Nações Unidas alertou hoje que o uso de tecnologias como a inteligência artificial (IA) e os sistemas de controlo remoto está a transformar a segurança marítima e a elevar os riscos de ataques, interferências e escaladas involuntárias.

 

Em consequência pediu o reforço da supervisão humana e da cooperação internacional.

O alerta foi feito por Courtenay Rattray, chefe de gabinete do secretário-geral, António Guterres, durante uma intervenção no Conselho de Segurança sobre tecnologias emergentes e as suas implicações para a paz e a segurança marítimas.

Avisou também que o mundo vai ser "menos resiliente" se apenas alguns, poucos, países tiverem capacidade para detetar vulnerabilidades e estabelecer medidas de proteção, pelo que pediu à comunidade internacional "uma cooperação mais estreita entre os Estados, as organizações internacionais e regionais, a indústria, a comunidade científica e a sociedade civil".

Leia Também: Ucrânia, Síria e não só: ONU pede ajuda para 9 milhões de deslocados

Resultados finais: Bloco de Netanyahu vence mas sem maioria para governar

29 October 2026 at 23:56

O Likud, do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, conquistou as eleições de terça-feira, com a sua coligação a obter 53 lugares, número insuficiente para governar, segundo os resultados finais divulgados na madrugada de hoje pela Comissão Eleitoral Central.

 

Os resultados finais da votação, após a contagem dos chamados votos em "envelope duplo", provenientes de eleitores que votaram fora do seu local de voto designado, indicam que o Likud alcançou 27 lugares e partido de oposição Yashar!, partido opositor liderado pelo general Gadi Eisenkot, ficou em segundo lugar, com 21 lugares.

A coligação pró-Netanyahu obteve um total de 53 lugares, contra 48 do bloco da oposição e 19 das duas listas árabes, estas últimas podendo funcionar como um fiel da balança, necessário para atingir a maioria de 61 lugares no Parlamento (Knesset).

Segundo o comunicado da comissão eleitoral, foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos.

Onze partidos ultrapassaram a barreira de 3,25% necessária para conquistar lugares, o que, nesta eleição, exigiu 184.947 votos.

Dentro do bloco de Netanyahu, o partido Judaísmo Unido da Torá (ultraortodoxo asquenaze) conquistou sete lugares, e o ultraortodoxo Shas, seis.

Entre os ultranacionalistas, o partido Poder Judeu, de Itamar Ben Gvir, obteve sete lugares, enquanto o Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, conquistou seis.

No bloco da oposição, aos 21 lugares do Yashar! juntam-se os 12 do partido Juntos, formado pelos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, os oito do partido Os Democratas, de Yair Golan, e os sete do Israel Beitenu, de Avigdor Líberman.

Entre os partidos árabes, que não integram nenhum dos dois blocos, a Lista Conjunta, de orientação de esquerda, obteve onze lugares, e o partido islamista Raam, de Mansur Abás, oito.

Faltam a Netanyahu oito lugares para a maioria absoluta, e ao bloco de Eisenkot, treze, o que significa que nenhum dos dois conseguiria governar sem o apoio dos partidos árabes ou dos deputados do bloco oposto.

Leia Também: Partidos árabes acusam Netanyahu de manipular resultados das eleições

Movimentos Autárquicos Independentes defendem reforma da lei eleitoral

29 October 2026 at 23:52

A nova presidente da Associação dos Movimentos Autárquicos Independentes (AMAI) apontou hoje o combate legislativo e institucional como um dos três eixos de atuação para o próximo mandato, defendendo uma reforma da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais.

 

"Seremos a voz inflexível na exigência de uma reforma urgente da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais. Não pedimos privilégios. Exigimos, de forma intransigente, a igualdade de direitos e de condições perante a lei", afirmou Liliana Pimentel.

A também presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, tomou hoje posse como presidente da AMAI para o mandato 2026-2029, numa cerimónia que decorreu em Condeixa-a-Nova.

Liliana Pimentel elencou como segundo eixo o reforço da coesão e do apoio técnico, defendendo que a AMAI "será um escudo" para todos os movimentos de cidadãos.

"Nenhuma candidatura independente voltará a sentir-se isolada perante uma máquina burocrática do Estado", afirmou.

O terceiro eixo referido foi "a afirmação do modelo independente como sinónimo de boa governação", com mais transparência, mais eficiência na gestão dos recursos públicos e uma ligação às necessidades das populações.

"Queremos partilhar boas práticas de gestão pública local e criar redes de cooperação que fortaleçam a ação dos nossos autarcas no terreno", sublinhou.

No seu discurso, Liliana Pimentel salientou que os movimentos independentes são "hoje a terceira maior força política" do poder local em Portugal, liderando câmaras municipais, assembleias municipais e juntas de freguesias.

Considerando que se vive "num mundo em que o desgaste acumulado por décadas de bipartidarismo provocou um profundo descontentamento nos eleitores", a presidente da AMAI considerou que, a nível local, os movimentos independentes representam "uma alternativa e garantia democrática".

"Somos a prova de que a resposta ao esgotamento do sistema não tem de ser o extremismo, a divisão, o ressentimento ou o rancor, mas sim a cidadania ativa, responsável e de proximidade", referiu.

Afirmou ainda que os movimentos independentes "são a válvula de oxigénio" de que a democracia portuguesa precisa para "resgatar a confiança das pessoas, combater a abstenção e impedir que o descontentamento legítimo seja instrumentalizado contra as próprias instituições democráticas".

Além de Liliana Pimentel na presidência da direção, os órgãos sociais da AMAI contam com Ricardo Silva (Amar e Servir Braga) na presidência da Assembleia Geral e Flávio Massano (Manteigas 2030) na liderança do conselho fiscal.

A tomada de posse dos novos órgãos sociais da associação foi antecedida da conferência "Poder autárquico - entre a democracia representativa e a democracia direta", que contou com a intervenção de Rui Moreira, antigo presidente da Câmara do Porto.

Leia Também: Lisboa: Junta de freguesia suspende funcionários por assédio e instigação

Espanha. "Ninguém está preparado para uma cena de guerra daquelas"

29 October 2026 at 23:52

Juan Manuel Parra, médico do pronto-socorro do Hospital Alcorcón, seguia no último vagão de um dos comboios de alta velocidade que sofreram um acidente em Urda, Toledo, na quarta-feira. Sobreviveu à tragédia e, por conseguinte, foi um dos primeiros profissionais de saúde a prestar atendimento aos feridos, ainda junto aos trilhos.

 

Com 23 anos de experiência no sistema público de saúde de Madrid, esta não foi a primeira vez que ele arriscou a vida para salvar outras pessoas. Parra foi o primeiro médico a tratar a enfermeira Teresa Romero em 6 de outubro de 2014, a primeira profissional de saúde infetada com Ébola em Espanha .

Esta quarta-feira, não hesitou em socorrer os feridos após o desastre, naquele que descreveu ao Diario Público como um cenário de "guerra".

"Foi uma tragédia, estou mentalmente exausto", confessa. "O meu vagão descarrilou. Os assentos voaram para fora, as pessoas foram arremessadas. Bati no assento da frente, mas instintivamente levantei a mão para proteger o rosto. As pessoas entraram em pânico, parti a janela de emergência e começamos a sair."

O médico contou também como chegou a realizar uma triagem improvisada para classificar os feridos de acordo com a gravidade dos ferimentos e determinar quem precisava de atendimento prioritário.

"Quando a Guardia Civil chegou, eu já estava a dizer «Por favor, este precisa ser levado para aquele lado, vamos tirar este daqui...», principalmente para tirá-los da carruagem", relata.

Juan Manuel Parra considera que a resposta dos serviços de emergência foi rápida, mas revela que os momentos que se seguiram não foram fáceis.

"Foi horrível. Trabalho no pronto-socorro há 23 anos, mas nunca ninguém está preparado para uma cena de guerra como aquela. Eles treinam-te para trabalhar em emergências, mas os gritos, especialmente os pedidos de socorro, de resgate… Foi horrível", repetiu.

O acidente ocorreu na quarta-feira de manhã, quando dois comboios de alta velocidade em que viajavam mais de 500 pessoas colidiram em Urda, uma localidade a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid.

Pelo menos 110 pessoas foram atendidas em hospitais e 15 continuam internadas em estado grave, segundo as autoridades locais.

Segundo a CIAF (ou Autoridade Independente de Investigação de Acidentes de Transporte), o balanço de 69 mortos continua a ser provisório e há um número "muito elevado de feridos ainda pendente de confirmação".

O Rei de Espanha pediu hoje medidas para que não volte a ocorrer uma "catástrofe" como a do acidente ferroviário de Urda, que qualificou como "um duríssimo golpe" para o país.

O primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, prometeu hoje que serão esclarecidas "até ao último detalhe" as causas do acidente.

Este foi o segundo acidente ferroviário com comboios de alta velocidade este ano em Espanha, depois do de Adamuz, em Córdova, em janeiro, no qual morreram 46 pessoas.

Autoridade espanhola retifica número de mortos em acidente: Mantêm-se 69

Autoridade espanhola retifica número de mortos em acidente: Mantêm-se 69

As autoridades espanholas corrigiram o balanço das vítimas mortais da colisão de comboios em Toledo, recuando para os 69 mortos iniciais. A Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários tinha avançado temporariamente um aumento para 74 vítimas, mas veio retificar os dados oficiais esta quinta-feira.

Márcia Guímaro Rodrigues com Lusa | 16:30 - 29/10/2026

Clube Mar-a Lago de Trump colocado sob proteção de sistemas de defesa aérea

29 October 2026 at 23:49

Os militares norte-americanos colocaram sistemas terrestres de defesa aérea no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, no Estado da Florida, onde está a residência de Donald Trump, e nas suas imediações, segundo imagens difundidas por meios locais.

 

Os sistemas foram colocados em barcaças nas proximidades de Mar-a-Lago e no aeroporto internacional de Palm Beach, informou o canal WPTV.

A colocação foi realizada pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad, na sigla em inglês) e pelo Comando Norte dos EUA (Northcom), "a pedido do Serviço Secreto dos EUA", disse um porta-voz a este meio.

Mar-a-Lago tem estado sob apertado dispositivo de segurança desde que ocorreu um atentado a Trump, em setembro de 2024, no seu clube de golfe, em Palm Beach.

Segundo o WPTV, desde janeiro de 2025, quando Trump tomou posse, os pilotos de combate intercetaram mais de 60 aeronaves que violavam as restrições temporárias de voo em torno de Palm Beach.

Trump está agora no Estado da Carolina do Sul para protagonizar outro comício eleitoral, a menos de uma semana para as eleições de meio de mandato, nas quais os republicanos podem perder a maioria na Câmara de Representantes e no Senado.

Leia Também: Carney garante que EUA beneficiarão de aproximação do Canadá à UE

Venezuela anuncia Oliver Blanco para ministro das Relações Exteriores

29 October 2026 at 23:41

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou hoje que o diplomata Oliver Blanco será o novo ministro das Relações Exteriores do país, substituindo Félix Plasencia, que assumirá o cargo de diretor de Assuntos Internacionais.

 

Blanco atuava até agora como vice-primeiro ministro de Relações e Comércio Exterior da Venezuela, com especial foco para a Europa e América do Norte.

"Decidi nomear Oliver Blanco como chanceler da República Bolivariana da Venezuela. Espero que essa equipa fortalecida continue a avançar nas mudanças e na recuperação geopolítica da Venezuela em áreas de cooperação e amizade com todos os países", anunciou a chefe de Estado interina num discurso televisivo.

Plasencia partirá imediatamente para o Reino Unido "até recuperarmos o ouro que é dos venezuelanos e venezuelanas", adiantou Rodríguez, que, justamente na quarta-feira, reclamou a devolução das reservas de ouro do seu país, depositadas no Banco da Inglaterra, onde estão congeladas há mais de seis anos.

A Venezuela tem lingotes de ouro no banco avaliados em quase 2.000 milhões de euros que não pode retirar porque a Grã-Bretanha se recusou a reconhecer a reeleição de Nicolás Maduro, em 2018.

"Chega de desculpas" e "do roubo do nosso ouro", afirmou Rodriguez na quarta-feira, sublinhando que "esse ouro pertence aos venezuelanos, não ao Banco da Inglaterra".

Leia Também: Quatro portugueses continuam presos por razões políticas na Venezuela

OE2027: Decisão da Galp "é soberana" e Governo cumpriu o seu papel

29 October 2026 at 23:38

O ministro da Economia defendeu hoje, em Lisboa, que a decisão da Galp relativamente ao fim das negociações com a Moeve "é soberana", mas garantiu que o Governo cumpriu o seu papel.

 

Na segunda-feira, a Galp anunciou o fim das negociações com a Moeve para uma possível combinação dos negócios de refinação e comercialização de combustíveis, por não ter sido alcançado um acordo entre as partes.

"Este Governo respeita absolutamente a iniciativa privada e a liberdade de iniciativa, mas também achamos, com a mesma convicção, que a soberania de um país tem que ser equacionada a par destes valores. O Governo acha que é possível compatibilizar os dois direitos e deveres", afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, em resposta aos deputados, na Assembleia da República.

O ministro, que falava numa audição no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), sublinhou que a intervenção do Governo no processo foi no sentido de compatibilizar esses dois valores.

"Uma refinaria [Sines] que é única em Portugal tem um valor estratégico para lá dos direitos da livre iniciativa. O que posso dizer é que o Governo cumpriu o seu papel, como não poderia deixar de ser", vincou.

Contudo, referiu que a decisão da Galp de não fazer negócio com a Moeve "é soberana" e alheia ao Governo.

Também na segunda-feira, a Galp disse à Lusa que as negociações com a Moeve decorreram "sem dissonâncias", mas as decisões comerciais não permitiram um desfecho positivo.

"Desde logo não era uma venda, mas uma combinação e, por isso, tinha uma complexidade adicional. Durante todo o processo estávamos a registar um bom alinhamento e uma confirmação em relação ao valor do nosso ativo", afirmou, na altura, a co-presidente executiva da Galp Maria João Carioca, em declarações à Lusa.

Apesar de garantir que o processo decorreu "sem dissonâncias" e com um "bom alinhamento", Maria João Carioca disse que não foi possível fechar a transação devido às condições comerciais, nomeadamente "não foi possível fazer a captura de valor" de acordo com os critérios da Galp.

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Três cães resgatados de tanque com água e lama em Santo Tirso. Há imagens

29 October 2026 at 23:37

Três cães que se encontravam no interior de um tanque com água e lama foram resgatados, esta tarde de quinta-feira, na Rua Casal Novo, em Burgães, no município de Santo Tirso.

 

O alerta para a ocorrência de resgate animal aquático foi dado pelas 15h25, de acordo com as informações disponibilizadas pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Tirsenses.

Através das redes sociais, a corporação deu conta de que foi mobilizado um veículo para o local, onde os operacionais levaram a cabo o resgate dos três cães, tal como poderá ver na galeria acima.

O organismo não detalhou como é que a ação decorreu, tampouco o que levou a que os três animais tenham ficado presos no interior do tanque.

Pavão resgatado após ficar

Pavão resgatado após ficar "preso numa árvore" no Castelo de São Jorge

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa resgatou um pavão que ficou "preso na copa de uma árvore" no Castelo de São Jorge. O animal encontrava-se ferido e foi encaminhado para uma clínica veterinária, onde permanece em recuperação antes de regressar ao monumento.

Notícias ao Minuto | 23:41 - 23/10/2026

 

Ataque russo com mísseis balísticos contra Kyiv faz pelo menos um morto

29 October 2026 at 23:35

Pelo menos uma pessoa morreu na sequência de um novo ataque russo com mísseis balísticos contra a capital da Ucrânia, Kyiv, informou o presidente da câmara da cidade.

 

Segundo o autarca, Vitali Klitschko, o alvo dos mísseis russos foram vários armazéns no bairro de Darnitsia, na capital ucraniana.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou entretanto a morte de um funcionário da Central Nuclear de Zaporijia — na região ucraniana de Energodar e sob controlo russo — após um ataque com drones não identificados.

"Qualquer ataque contra o pessoal de uma central nuclear é completamente inaceitável e viola os Sete Pilares Indispensáveis para a Segurança Nuclear e a Segurança durante um conflito armado", condenou o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi.

Pelo menos 13 pessoas morreram e cinco ficaram feridas hoje durante um ataque com um drone russo a uma plataforma na estação ferroviária de Dnipro, uma grande cidade no centro-leste da Ucrânia, informou o governador regional Oleksandr Ganzha na rede social Telegram.

O drone a jato embateu numa plataforma onde se encontrava um comboio, detalhou a companhia ferroviária nacional Ukrzaliznytsia, acrescentando que as vítimas também se encontravam na plataforma. Apesar do alerta de ataque aéreo, havia pessoas na plataforma, informou a empresa num comunicado.

Só em setembro, mais de 5.800 comboios tiveram de ser retirados devido a ameaças de ataques, declarou a Ukrzaliznytsia à agência de notícias AFP no início de outubro.

A Força Aérea ucraniana declarou hoje que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.

Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país e, até ao momento, não há informações sobre vítimas ou danos decorrentes desta onda de ataques.

Por outro lado, as autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.

O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.

Depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014, a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).

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Assembleia popular da Acampada de Lisboa termina sem votar propostas

29 October 2026 at 23:34

A assembleia popular de hoje da Acampada de Lisboa, que juntou cerca de duas centenas de pessoas no Rossio, terminou pelas 23:00, sem votação de propostas e com a indicação que voltarão a reunir-se na sexta-feira às 19:00.

 

"Agora, agora que estamos juntas, agora que sim nos veem, abaixo o Montenegro, que vai cair, que vai cair, e viva a acampada a resistir, a resistir", gritaram os manifestantes concentrados junto à estátua de D. Pedro IV, no final da assembleia popular, enquanto iam desocupando o local a um ritmo descontraído.

Ao contrário do que tem acontecido nos últimos dias, em que os manifestantes se concentraram a partir das 19:00 no Rossio, a assembleia popular de hoje começou pelas 21:00, por questões logísticas, inclusive da cantina comunitária montada na praça.

Uma das propostas apresentadas na assembleia popular, através do microfone aberto, foi do grupo de trabalho responsável pela logística da Acampada de Lisboa, nomeadamente a cozinha, que sugeriu que a hora das assembleias passe definitivamente para as 21:00.

Já alguns dos participantes apelaram à organização de uma única Acampada, que junte as várias cidades associadas ao movimento em defesa do direito à habitação.

A 13.ª assembleia popular da Acampada de Lisboa teve como ordem de trabalhos recolher propostas sobre como melhorar a organização e o processo de tomada de decisão, "pela saúde da Acampada", situou Priscila Valadão, uma das porta-vozes.

Depois de duas horas de reunião, com a maioria das pessoas sentadas no chão da calçada a ouvir quem intervinha, Priscila Valadão leu o conjunto de propostas, que serão publicadas nas redes sociais para reflexão, e avisou que a votação acontecerá na sexta-feira, na assembleia popular às 19:00 no Rossio.

A porta-voz reforçou ainda que no próximo sábado, às 16:00, no Largo Luís de Camões, haverá a manifestação "Não temos casas, ficam as tendas!", que terminará na Praça D. Pedro IV, no Rossio, onde pretendem voltar a montar as tendas.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação dos imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

As acampadas pelo direito à habitação começaram em 10 de outubro, no Porto, e estenderam-se depois a Lisboa.

Na madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e retirassem as tendas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação, no que têm sido acompanhados por vários juristas, enquanto a PSP tem fundamentado as suas intervenções num decreto-lei de 1974, que refere que os protestos não podem ir além das 00:30.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais de domingo, que causaram dezenas de detidos e de feridos, tendo a provedora de Justiça solicitado também informações à PSP, com caráter de urgência.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção Presidente da República, António José Seguro.

O chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação "e nunca à violência", afirmando que não gostou das imagens que viu, mas aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre os manifestantes.

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Única agência noticiosa da Finlândia vai encerrar informação e fotografia

29 October 2026 at 23:32

A única agência noticiosa da Finlândia, a STT, uma das mais antigas do mundo, anunciou hoje que vai encerrar os seus serviços de informação e fotografia em 2027, depois de anos de dificuldades financeiras.

 

Depois de negociações sobre uma reestruturação, o conselho de administração da STT anunciou ter "decidido acabar com as atividades de agência os domínios da informação e da fotografia", com uma paragem definitiva destes serviços em 31 e março de 2027.

"No próximo domingo, fará exatamente 139 anos que a STT começou as suas atividades. Considero o fecho dos nossos serviços de informação e fotografia uma tragédia para a sociedade finlandesa no seu conjunto", afirmou o seu diretor-geral, Kimmo Laaksonen, em comunicado.

A Finlândia torna-se assim um dos poucos Estados ocidentais sem uma agência de notícias, segundo o radiodifusor público, Yle.

A reestruturação afeta 95 postos de trabalho e deve levar à eliminação de 89, dos quais 68 de jornalistas. Trinta contratos a prazo também vão acabar.

A STT vai manter a difusão de comunicados de empresa, serviço que emprega sete pessoas.

A agência também anunciou que vai "explorar as possibilidades de exploração comercial dos seus arquivos e da tecnologia em curso de desenvolvimento".

A presidente do Sindicato dos Jornalistas da Finlândia, Marjaana Varmavuori, qualificou o anúncio como "devastador".

Em comunicado, deplorou: "O seu papel na produção e difusão de informação fiável na Finlândia é insubstituível. Estou profundamente chocada que o Estado e as empresas de informação tenham a intenção de deixar a nossa agência noticiosa acabar".

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Não há golos feios na Luz. O resumo do Benfica-Gil Vicente

29 October 2026 at 23:32

O encontro entre o Benfica e o Gil Vicente, que acabou com uma goleada, por 4-1, a favor das águias, nesta quinta-feira, para os quartos de final da Taça da Liga, não teve golos feios para contar a história.

 

Depois dos belos pontapés de Lukebakio e Sudakov abrirem o ativo na primeira parte, o internacional belga fez um golaço de bicicleta, antes de Durán picar a bola sobre Samuel Portugal para o quarto das águias.

No entanto, o Gil Vicente também marcou um golo de bandeira, e talvez o mais impressionante, com Andreas Hausen a marcar de 30 metros da baliza de Trubin.

Confira o vídeo.

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