3h. Escolas privadas continuam a liderar rankings do ensino


Aliados próximos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o enxergam mais radicalizado após sua fuga para os Estados Unidos, executada na sequência do pedido de apreensão de seus passaportes pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Segundo a apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, a fuga de Flávio Bolsonaro teria ocorrido sem que o núcleo duro da campanha fosse comunicado, o que agravou o desconforto entre aliados e lideranças do Partido Liberal (PL).
Na última quarta-feira (28), Flávio divulgou uma carta com teor golpista em que se intitulava “verdadeiro presidente eleito do Brasil” — documento que posteriormente foi reformulado, passando a referir-se a ele como “um líder do Brasil”.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto reprovou publicamente a carta divulgada por Flávio.
Segundo Jussara Soares, a postura de Valdemar reflete uma estratégia deliberada de se distanciar de posicionamentos que possam gerar novos problemas judiciais ao partido.
“Fica muito clara essa distância que ele toma dessa posição radical de Flávio Bolsonaro”, afirmou a jornalista.
Ao mesmo tempo, Valdemar busca preservar a imagem do ex- presidente Jair Bolsonaro como liderança da direita.
De acordo com Jussara Soares, trata-se de um equilíbrio calculado: afagar Jair Bolsonaro, figura ainda relevante para o PL mesmo estando preso por tentativa de golpe de Estado, enquanto se distancia dos filhos, especialmente de Flávio e Eduardo Bolsonaro.
A cautela de Valdemar tem raízes no passado recente.
Em 2022, o PL foi multado em 22 milhões de reais pelo ministro Alexandre de Moraes, então à frente do TSE, em razão da contestação do resultado das urnas.
O próprio Valdemar chegou a ser investigado no âmbito da trama golpista por endossar o questionamento ao sistema eleitoral.
“Quem já passou por isso está tomando toda a cautela para evitar qualquer tipo de problema de novo”, destacou Jussara Soares.
Há ainda uma contradição de fundo que Valdemar precisa administrar: o PL elegeu, nas últimas eleições, 121 deputados, 19 senadores — com perspectiva de bancada de 28 congressistas no Senado a partir de 2027 — e seis governadores.
Questionar as urnas que produziram esses resultados expressivos seria, no mínimo, contraditório para o partido.
É nesse contexto que Valdemar opta por se distanciar das posições mais radicais adotadas por Flávio Bolsonaro, ao mesmo tempo em que mantém Jair Bolsonaro como referência política central do PL.
![]()
Mescolano tutto, carovita, scuola, Palestina, in un cocktail che cattura ogni pulsione senza costruire realmente una piattaforma politica seria.
Oggi tutte le grandi città saranno “occupate” da cortei autorizzati o non autorizzati per lo sciopero generale degli Usb, che ancora una volta hanno fregato sul tempo la Cgil, che farà il suo sciopero generale il 20 novembre. Questi Usb hanno già giocato sull’equivoco quando ci fu la grande manifestazione pro-Pal: molta gente credette che era il classico sciopero generale dei sindacati o almeno della Cgil, e andò in piazza.
Gli eredi dei Cobas fanno di nuovo da calamita per l’arcipelago pro-Pal, a cui si aggiungono gli studenti del Movimento 17 ottobre, diviso tra manifestanti pacifici e casinisti di ogni risma. Vedremo le dimensioni della protesta, ma è già chiara la sua connotazione radicale: non è un giudizio di valore – al netto delle pratiche violente – ma una constatazione. Il Pd infatti non ci sarà, se non con i dirigenti più movimentisti e “flotilleri”.
Non è neppure chiaramente identificabile come una giornata contro il governo Meloni – anzi, se ci scapperanno le botte la cosa farà gioco proprio alla premier – ma contro un Avversario Indistinto, il Liberismo, il Sionismo… Si prevede anche gente pronta a infrangere le regole e il diritto degli altri cittadini a una giornata normale, in questo magma segnato da spinte ribelliste, anarcoidi e nichiliste, come si è visto nelle giornate dei disordini soprattutto a Milano.
L’estremismo storico fa la sua parte e ci mette il cappello, Askatasuna a Torino, i centri sociali a Roma, i disoccupati a Napoli. Vedremo se la parte democratica degli studenti, che giustamente reclama una scuola molto diversa da quella attuale, riuscirà a governare la piazza. Ma al di là della cronaca, che comunque in questi casi è politica, è innegabile che ci sia un ritorno di un estremismo anche venato di “rossobrunismo” – le simpatie per Putin, il disprezzo per Zelensky, l’indifferenza ideologica, l’ostilità per l’Europa – il che lo differenzia enormemente dall’estremismo classico del Novecento e che, anche per questo, è persino più pericoloso, perché è in grado di catturare l’“umor nero” degli italiani senza minimamente darvi risposta.
Questo vento movimentista si accompagna e forse in una certa misura imprime una spinta radicale al campo largo, che sta un po’ dentro e un po’ fuori dal magma. Alimenta uno slittamento estremistico della coalizione guidata da Schlein, Conte, Fratoianni, a cui ora si è aggiunto – oggettivamente chiamato dalla segretaria del Pd – il rifondarolo Maurizio Acerbo, e benedetta da vari intellettuali, cineasti e commentatori, di norma gente benestante che si lamenta del carovita. Sempre oggi il campo largo si riunirà nel formato-osteria (Schlein, Conte, Fratoianni, Bonelli), cioè il gruppetto dei leader che il 16 giugno s’incontrò a pranzo all’Osteria Costanza, nel centro di Roma, per discutere il percorso di costruzione del programma del centrosinistra in vista delle elezioni e annunciare due appuntamenti politici, fissati per l’8 e il 15 luglio: il primo finì male, il secondo non si fece e finora il programma è una scatola vuota.
La famosa foto del quartetto avvolto in una luce livida non portò bene. Anche oggi i quattro dovrebbero decidere se e quando fare una manifestazione contro il carovita, incastrandola tra vari scioperi generali, con il fondato rischio di un flop a paragone di quelli. Difficile che si discuta di primarie, visto che non c’è accordo sui tempi: per Conte bisognerebbe sbrigarsi, mentre la leader del Pd immagina i gazebo a metà marzo, nella convinzione che le politiche saranno a maggio, dunque meglio non bruciarsi per la troppa fretta. È un labirinto che sarebbe piaciuto a Borges.
Dunque, da una parte c’è la persistenza di un movimento segnato da un’egemonia estremista con preoccupanti spinte violente; dall’altro si vede un ulteriore rafforzamento della spinta radicale nel campo largo. Potrebbe sembrare che la sintonia tra la piazza e la politica della sinistra sia una buona cosa, specie dal punto di vista elettorale. Ma probabilmente si tratta di un’illusione ottica: l’estremismo non vince mai.
Piuttosto, ciò che è davvero inquietante è la totale assenza di reazione da parte dei moderati del centrosinistra, indaffarati nelle proprie beghe sulle loro liste più che impegnati a costruire un autonomo programma di riforme possibili e utili per il Paese. Un’ignavia che fa male soprattutto a loro, sempre più marginali.
L'articolo Il movimentismo spinge il campo largo a scelte sempre più estreme proviene da Linkiesta.it.
A Justiça do Trabalho determinou nesta quinta-feira (29) que a Meta, dona no Instagram, Facebook e WhatsApp, retire do ar, em até 24 horas, publicações do Instagram que incentivam empresários a vigiar, expor e demitir funcionários em razão de suas escolhas políticas.
A empresa também deverá exibir, em até 72 horas e durante cinco dias consecutivos, um aviso a todos os usuários do Instagram, Facebook e Threads no Brasil informando que a discriminação política e o assédio eleitoral no ambiente de trabalho são proibidos. O descumprimento das determinações poderá resultar em multa de R$ 200 mil.
A CNN Brasil procurou a Meta para pedir um posicionamento sobre a decisão, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
Na avaliação do juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, as publicações ultrapassam os limites da liberdade de expressão ao estimular práticas discriminatórias contra trabalhadores exclusivamente por suas convicções políticas.
“Uma coisa é externar opinião política ou crítica partidária; outra, inteiramente distinta e ilícita, é utilizar as plataformas digitais para instigar a punição de trabalhadores por suas escolhas ideológicas“, afirma Perusso na decisão.
O magistrado também disse que, embora o empregador possa demitir um funcionário sem apresentar justificativa, a dispensa motivada exclusivamente por questões políticas é proibida pela Constituição.
Os conteúdos indicados pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) devem ser retirados imediatamente das recomendações da plataforma, como as abas de Explorar e Reels, e totalmente excluídos em até 24 horas. A empresa também terá de comunicar aos responsáveis pelos perfis, em até 48 horas, que as publicações foram removidas por determinação judicial.
O texto definido pela Justiça diz: “A legislação brasileira e a Constituição Federal proíbem a discriminação de trabalhadores e a prática de assédio eleitoral nas relações de trabalho. Ninguém pode ser punido, exposto, preterido na contratação ou dispensado em razão de sua convicção, preferência ou manifestação política“.
A decisão estabelece ainda que a companhia preserve os conteúdos retirados do ar e seus respectivos dados técnicos até o encerramento do processo.
Já o pedido do MPT para que a Meta pague R$ 50 milhões por danos morais coletivos será analisado no julgamento da ação. Procurada pela CNN, a empresa disse que não vai comentar o caso.
Julgando-se pelos padrões de Donald Trump, o presidente americano está sendo discreto em relação as eleições brasileiras. Até aqui está críticando o resultado e a forma das eleições, mas não chegou ao ponto de dizer que não reconhece ou que não as considera válidas.
Ele mandou um assessor arrumar um avião na Argentina para ajudar Flávio a sair de lá e chegar aos Estados Unidos. Onde o aguardava um tratamento especial e um visto provisório de permanência.
É pouco para que o clã Bolsonaro esperava, mas é significativo para as relações entre Brasil e Estados Unidos.
Sugere que a Casa Branca encara essas relações de uma perspectiva estratégica que não necessariamente passa por “regime change”. No caso, obviamente, “change” do regime brasileiro.
Na doutrina de segurança nacional da Casa Branca, esta parte do mundo é quintal deles. O problema é o tamanho que a China tem nesse declarado quintal americano.
Mas também o papel relevante do Brasil em três setores de importância central na geopolítica das commodities: combustíveis fósseis, minerais raros e commodities agrícolas.
Washington quer Brasília longe de Pequim, coisa que não parece fácil de se conseguir. Quer recursos naturais do Brasil.
Mas também alinhamento numa ação conjunta de combate ao narcotráfico ou narcoterrorismo – cada um chama como quer – que é para os americanos uma questão de segurança nacional.
Não vai ser fácil conseguir adesão do Brasil, que se dispõe a cooperar mas não a ser parte da instituição criada para esse fim. Por enquanto Trump parece considerar Flávio Bolsonaro uma questão menor.
Diante do que é a grande briga com o Brasil.




O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou nesta quinta-feira (29) ter discutido a possibilidade de ocupar um cargo no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação no X, o petista afirmou que também não conversou sobre a política econômica do futuro governo.
“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”, escreveu.
Fonteles também disse que não saber de uma eventual viagem de Lula ao Piauí. “Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do Presidente ao nosso Estado”, acrescentou.
Na mesma mensagem, o governador comemorou sua participação na campanha presidencial e o desempenho dos aliados no estado. Fonteles passou a integrar o núcleo mais próximo das decisões do presidente reeleito no segundo turno, após garantir o cargo novamente no governo piauiense.
“Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo”, afirmou.
Como mostrou a CNN Brasil, Fonteles é um dos nomes considerados para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Lula. Segundo aliados, o governador sinalizou disposição para integrar a Esplanada caso fosse convidado pelo presidente. Sua atuação na comunicação da campanha durante o segundo turno ampliou a proximidade com o petista e fortaleceu seu nome nas discussões sobre a futura equipe.
Antes de chegar ao governo estadual, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e presidiu a Comsefaz, comitê que reúne os secretários estaduais da área. Ele é formado em matemática e mestre em economia matemática. Na terça-feira (27), o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o governador como um “excelente nome”.
Delcy Rodríguez ha reestructurado el frente internacional del Ejecutivo con cambios clave en la Cancillería. Se trata de una nueva etapa con la que maniobra ante la aparente aceleración de las transformaciones en Venezuela, un proceso en el que busca asegurarse un lugar. El nombramiento de Oliver Blanco al frente de las relaciones exteriores resulta significativo: con este movimiento, Rodríguez emite señales de que ella también empuja la transición. Blanco es licenciado en Estudios Internacionales y hace solo unos días completó un máster en Gobierno y Políticas Públicas; sin embargo, su carrera diplomática comenzó apenas hace unos meses. Su mayor activo en el convulso tablero político actual es no pertenecer al chavismo. “Defenderé nuestra soberanía y el interés nacional trabajando siempre para alcanzar benificios concretos para la gente”, dijo Blanco al recibir el aceptar el cargo. Señaló que el momento obliga a “construir desde las diferencias” un país en el que “todos tengan un lugar”, sin exclusiones ni discriminación.

© MIGUEL GUTIÉRREZ (EFE)
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (29) devolver ao ministro André Mendonça as investigações ligadas ao escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas manteve sob a Presidência da corte os procedimentos relacionados ao Banco Master.
A decisão encerra, ao menos em parte, um impasse que se arrastava desde 12 de setembro, quando Fachin determinou a remessa dos casos à Presidência do Supremo em meio à crise interna na Corte. Desde então, Mendonça deixou de decidir nos processos, enquanto pedidos de investigados e medidas das próprias apurações ficaram paralisados.
No caso do INSS, Fachin afirmou que não há, até o momento, elementos concretos que justifiquem a manutenção dos autos na Presidência. A PGR (Procuradoria-Geral da República) não identificou indícios suficientes de envolvimento de ministros da Corte nos fatos analisados, o que levou o presidente da corte a restabelecer a relatoria de Mendonça.
“Essa conclusão não importa afirmação definitiva acerca da inexistência de conexão processual, tampouco antecipa qualquer juízo sobre os fatos investigados ou sobre as pessoas eventualmente envolvidas. Significa, apenas, que a permanência de procedimentos investigatórios na Presidência exige fundamento concreto e atual, cuja demonstração não se verifica, por ora, em relação às investigações referentes à denominada ‘Operação Sem Desconto'”, escreveu o ministro.
A situação é diferente no caso Master. Fachin decidiu manter por até 90 dias na Presidência os procedimentos ligados à Operação Compliance Zero, diante da necessidade de esclarecer referências a integrantes do Supremo e de definir, no plenário, os limites da competência para a condução das investigações.
Até lá, a Presidência poderá analisar apenas medidas urgentes, enquanto o tribunal discute quem deverá ficar responsável pelos casos.
Em uma conversa reservada com aliados, o pastor Silas Malafaia chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “jumentos”. A mensagem, revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo UOL, foi enviada pelo líder evangélico após a divulgação de uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual ele se colocou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e acusou o sistema eleitoral de fraude sem apresentar provas. “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor.
Na mesma mensagem, Malafaia afirmou que Donald Trump já retirou o apoio à família Bolsonaro. “Trump já tirou o apoio. ‘Deixei ele vir para América, mas não me meto nessa questão’. Um bando de amadores babacas”, declarou o pastor, reproduzindo uma suposta fala do presidente dos Estados Unidos. A referência é à chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos na última terça-feira (27/10), após deixar o Brasil.
A carta de Flávio foi divulgada horas após ele chegar a Miami, na Flórida. Minutos depois da primeira versão, o senador publicou uma versão editada do texto em seu próprio perfil nas redes sociais, na qual se denominou “líder do Brasil”. As acusações de fraude na eleição presidencial foram mantidas. O candidato derrotado citou a decisão do STF que prorrogou o prazo de votação por duas horas e afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não apresentou respostas críveis.
Não é a primeira vez que Malafaia critica publicamente os filhos de Bolsonaro. Em agosto de 2025, um dia após o anúncio do aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o pastor chamou o deputado Eduardo Bolsonaro de “babaca” em uma mensagem de áudio enviada ao ex-presidente. Na ocasião, ele afirmou que poderia gravar um vídeo para criticar o deputado, mas que ainda não havia feito isso por consideração a Jair Bolsonaro.
The post Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos” e “amadores babacas” appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.
A nova presidente da Associação dos Movimentos Autárquicos Independentes (AMAI) apontou hoje o combate legislativo e institucional como um dos três eixos de atuação para o próximo mandato, defendendo uma reforma da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais.
"Seremos a voz inflexível na exigência de uma reforma urgente da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais. Não pedimos privilégios. Exigimos, de forma intransigente, a igualdade de direitos e de condições perante a lei", afirmou Liliana Pimentel.
A também presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, tomou hoje posse como presidente da AMAI para o mandato 2026-2029, numa cerimónia que decorreu em Condeixa-a-Nova.
Liliana Pimentel elencou como segundo eixo o reforço da coesão e do apoio técnico, defendendo que a AMAI "será um escudo" para todos os movimentos de cidadãos.
"Nenhuma candidatura independente voltará a sentir-se isolada perante uma máquina burocrática do Estado", afirmou.
O terceiro eixo referido foi "a afirmação do modelo independente como sinónimo de boa governação", com mais transparência, mais eficiência na gestão dos recursos públicos e uma ligação às necessidades das populações.
"Queremos partilhar boas práticas de gestão pública local e criar redes de cooperação que fortaleçam a ação dos nossos autarcas no terreno", sublinhou.
No seu discurso, Liliana Pimentel salientou que os movimentos independentes são "hoje a terceira maior força política" do poder local em Portugal, liderando câmaras municipais, assembleias municipais e juntas de freguesias.
Considerando que se vive "num mundo em que o desgaste acumulado por décadas de bipartidarismo provocou um profundo descontentamento nos eleitores", a presidente da AMAI considerou que, a nível local, os movimentos independentes representam "uma alternativa e garantia democrática".
"Somos a prova de que a resposta ao esgotamento do sistema não tem de ser o extremismo, a divisão, o ressentimento ou o rancor, mas sim a cidadania ativa, responsável e de proximidade", referiu.
Afirmou ainda que os movimentos independentes "são a válvula de oxigénio" de que a democracia portuguesa precisa para "resgatar a confiança das pessoas, combater a abstenção e impedir que o descontentamento legítimo seja instrumentalizado contra as próprias instituições democráticas".
Além de Liliana Pimentel na presidência da direção, os órgãos sociais da AMAI contam com Ricardo Silva (Amar e Servir Braga) na presidência da Assembleia Geral e Flávio Massano (Manteigas 2030) na liderança do conselho fiscal.
A tomada de posse dos novos órgãos sociais da associação foi antecedida da conferência "Poder autárquico - entre a democracia representativa e a democracia direta", que contou com a intervenção de Rui Moreira, antigo presidente da Câmara do Porto.
Leia Também: Lisboa: Junta de freguesia suspende funcionários por assédio e instigação

A vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, no Oeste do Paraná, provocou polêmica após declarações contra nordestinos e baianos durante uma sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira (26/10), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu não quero mais ver um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade”, afirmou a parlamentar na tribuna.
Durante o discurso, Salete criticou eleitores de Lula, associou o resultado das eleições ao recebimento de benefícios sociais e chegou a defender uma divisão territorial do Brasil. A vereadora também mencionou possíveis cortes em programas sociais e afirmou que eleitores poderiam enfrentar dificuldades para conseguir alimentos.
Após a repercussão, Salete divulgou uma nota de retratação, reconheceu que suas declarações foram inadequadas e pediu desculpas. A manifestação ocorreu depois que o vídeo da sessão circulou nas redes sociais e gerou críticas de parlamentares e entidades.
O Ministério Público do Paraná solicitou a abertura de um inquérito, instaurado pela Polícia Civil, para investigar possíveis crimes de discriminação e preconceito. O caso também motivou uma representação que pede a cassação do mandato da parlamentar. A Câmara Municipal de Nova Santa Rosa deve analisar o pedido nos próximos dias.
The post Vereadora do Paraná é investigada por declarações contra nordestinos appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.
O primeiro-ministro pede compreensão, reconhece o direito à manifestação e recusa adiantar previsões para a construção de casas que depende do mercado.
O conteúdo Montenegro diz que habitação não se constrói num estalar de dedos aparece primeiro em Barlavento.
O presidente do Chega, André Ventura, confessou que, na sua ótica, Flávio Bolsonaro "não devia ter fugido" do Brasil, após ter saído derrotado na segunda volta das eleições presidenciais, que ditou a vitória do atual chefe de Estado, Lula da Silva. Apesar de hesitante, o parlamentar adiantou que, se fosse o primeiro-ministro de Portugal, não lhe daria asilo, por falta de "condições".
"Estou tramado, porque estamos em direto. […] Os brasileiros que vivem cá não vão gostar do que vou dizer", brincou, diante de um conjunto de jornalistas da CNN Portugal, esta tarde de quinta-feira.
"Acho que o Flávio não devia fugir e não devia ter fugido. […] Conheço o Flávio Bolsonaro, como o Eduardo e como o pai. Diria que, separando o André do titular político português, não há condições de [o] manter em Portugal, num país com estas condições, nesta legislação e no quadro da União Europeia", respondeu, pese embora tenha lamentado "tudo o que isto pudesse implicar de sofrimento e de dor – para ele e para a família".
"Não gosto de ser desleal; sou uma pessoa leal e amigo dos meus amigos", complementou.
Nessa linha, Ventura vincou que "aconselhá-lo-ia a voltar ao Brasil, a enfrentar a Justiça e a conseguir vencer no seu país, dando explicações para isso.
"Se fizesse aquilo que Flávio fez, o que gostaria é que tivesse um líder noutro país que me dissesse: ‘André, tens de voltar. Se foste contra o sistema e quiseste enfrentá-lo, agora tens de o enfrentar’", explanou.
Quanto às alegações de fraude no sufrágio, o líder do Chega considerou que "há coisas que foram estranhas, nomeadamente uma prorrogação do horário que foi decidida pelo Supremo Tribunal", ainda que tenha concedido "que foi pedida pelas duas candidaturas e só 34 mil votos é que chegaram depois".
"Acho que pode ter havido, mas não tenho a certeza, porque não estou lá. Tenho o hábito de não estar a meter-me na vida política dos outros; já temos a nossa. Sobre a nossa teria uma posição clara e tem sido sempre a de respeitar resultados eleitorais – acho que deve ser assim, a menos que haja provas evidentes de fraude, e espero que fizessem a mesma coisa", disse.
E acrescentou: "Faz-me estranheza que, numa primeira volta, um candidato fique à frente e o outro candidato fique a quatro milhões de votos, o que nunca aconteceu na história brasileira. Todos os outros candidatos que tinham esses milhões votos declararam apoio ao candidato que venceu [na primeira volta], mas quem venceu [na segunda volta] foi o outro candidato, que não teve o apoio de nenhum deles."
Importa realçar que esta análise não é factual, tendo em conta que Flávio Bolsonaro obteve o apoio de Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Romeu Zema (NOVO), Wilson Grassi (Democrata) e Ronaldo Caiado (PSD), enquanto Lula da Silva recebeu a ajuda de Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP). Já Rui Costa Pimenta (PCO) disse que votaria nulo e Renan Santos (Missão) deu liberdade aos eleitores para escolherem quem preferissem.
De notar que o candidato conservador derrotado, Flávio Bolsonaro, chegou aos Estados Unidos na quarta-feira, recusando-se a reconhecer o resultado da votação. Um dia antes de deixar o país, tinha publicado um vídeo no qual garantia que nunca abandonaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades policiais.
Numa longa missiva, o filho do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, aliado de Donald Trump, denunciou ter havido "fraude eleitoral" e afirmou querer liderar a oposição a partir do território norte-americano. Recorde-se que, no Brasil, está a ser investigado por crimes como corrupção e branqueamento de capitais.
Na carta ontem divulgada, Flávio assumiu-se, inicialmente, como "verdadeiro presidente do Brasil", versão que foi, pouco depois, alterada para "verdadeiro presidente". Numa terceira publicação, apresentou-se como "líder do Brasil".
Perante as alegações de fraude, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, garantiu que o sufrágio decorreu "dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais".
Saliente-se que Lula da Silva venceu as eleições com cerca de 51,7% e exercerá o quarto mandato presidencial a partir do início do próximo ano. Além de se ter consagrado o primeiro presidente na história do Brasil a ser eleito em quatro ocasiões diferentes, conseguiu reverter, de forma inédita, a desvantagem da primeira volta, na qual se posicionou em segundo lugar, atrás do filho de Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro emitiu uma declaração na qual se declara o "verdadeiro presidente eleito", do Brasil, fala em caça às bruxas e falou do pai, Jair Bolsonaro, que está "calado, preso e censurado". Menos de uma hora depois, editou a carta, substituindo a formulação "verdadeiro presidente eleito" para "verdadeiro presidente" e, finalmente, para "líder".
Notícias ao Minuto | 20:05 - 28/10/2026
O antigo presidente do Partido Social Democrata (PSD) e ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, defende a necessidade de desenvolver o Interior e retirar pressão das cidades de Lisboa e do Porto para resolver o problema da habitação. Para isso, os partidos têm de ter "sentido de Estado", defende.
Em entrevista na CNN Portugal, o social-democrata reconheceu também a importância dos protestos pelo direito à habitação, mas acredita que a intervenção policial não só tem sido adequada nas manifestações, como "a PSP até se tem humilhado".
"Uma manifestação pela habitação, dado o problema gigantesco que o país tem, é justa e é útil porque pressiona o poder político a começar a tentar resolver o problema", começou por reconhecer, em entrevista à emissora, na noite desta quinta-feira.
Contudo, para Rui Rio, "se a essa manifestação juntarmos bandeiras da Palestina, bandeiras LGBT e alguns cartazes insultuosos", o protesto "deixa de ser útil, e se calhar deixa de ser justo... mas é legal".
Já no que toca à "ocupação ilegal da via pública", ao incumprimento da lei, ao estar na manifestação de cara tapada ou grafitar monumentos nacionais - essas são, a seu ver, questões que fazem do protesto não só "inútil" e "prejudicial à causa, como é ilegal", refere antigo líder do PSD.
Rui Rio defende também que "quando [a manifestação] deixa de ser ordeira e passa a ser como nós temos visto, obviamente que as pessoas se começam a enfurecer" e isso empurra-as "para posições mais extremadas", nomeadamente a fazer "um voto de protesto no Chega".
"A democracia tem regras, essas regras estão espelhadas na lei e são para cumprir", defendeu, assumindo que, "no global", as forças de segurança têm cumprido as regras na proporcionalidade. E vai mais longe, considerando que "a PSP até se tem humilhado" ao fazer inúmeros avisos antes de intervir.
Na ótica de Rui Rio, a PSP agiu de forma "adequada" nas manifestações da madrugada do último domingo, dado aquilo que tinha acontecido no Porto uns dias antes e que, "aí [no domingo], podia suscitar mais dúvidas".
"Eu acho que tem de haver equilíbrio e que tem de haver bom senso. Têm de haver manifestações, [mas] têm de ser ordeiras e de acordo com a lei", defendeu.
Sobre a forma como o Governo tem gerido estes protestos, Rui Rio assume estar do lado do Executivo, mas reconhece uma dificuldade na "gestão política" desta crise: o facto de o ministro da Administração Interna estar "muito fragilizado".
"Estando ele [Luís Neves] sob suspeitas ou acusações [...], obviamente que está fragilizado para pedir a ordem e o cumprimento da lei", sublinha Rui Rio.
Nesse sentido, toda a situação "favorece o Chega", também por responsabilidade "do PS e do PSD, que têm protegido, de uma forma brutal, o ministro Luís Neves". Nesta entrevista, o antigo presidente do PSD assume desconfiar do porquê dessa proteção transversal, mas prefere não partilhar a sua opinião.
Ainda assim, insiste na responsabilidade dos partidos tradicionais, por não terem conseguido, nos últimos anos, dar resposta ao problema da habitação.
"Se o regime não está capaz de fazer as reformas necessárias em si mesmo e na sociedade para se adaptar às novas circunstâncias, não fica capaz de responder e surgem os extremos. É isso que tem acontecido", aponta ainda.
Rui Rio diz mesmo que o "principal problema da habitação tem décadas" e tem a ver com "querermos meter o país todo no litoral, particularmente em Lisboa e no Porto".
"Resolve-se com desconcentração", conclui. "Quando mete tudo em Lisboa e uma parte no Porto – e desertifica Bragança, Guarda, Portalegre, Beja, Évora... obviamente que vai gerar problemas de habitação."
Admitindo que este Governo está melhor do que o anterior, Rui Rio defende que construir mais em Lisboa e no Porto não vai resolver o problema, mas apenas aumentar os preços.
Fazer face à questão exige, por isso, "sentido de Estado" dos vários dirigentes partidários. Mas, nesse aspeto, Rui Rio demarca-se da posição de Passos Coelho, por exemplo, que é mais a favor de um entendimento à Direita: "Eu prefiro, francamente, entendimento nos setores mais moderados do que em setores mais extremados", afirma.
"Desenvolver o Interior, criando investimento, emprego e, por consequência habitação para o país ser equilibrado do ponto de vista territorial – que é o primeiro passo para a solução da habitação. É do interesse do país, tanto faz ser de Direita ou de Esquerda, é preciso é ter sentido de Estado e largar as tricas partidárias. Ora se isso era difícil com dois, com três ainda é mais difícil", sublinha. "É difícil tentar com o Chega... E se tentar com o Chega, é difícil conseguir com o PS. A não ser que haja sentido de Estado, como disse, e as pessoas se entendam e façam um esforço por se entender naquilo que é verdadeiramente estrutural."
Leia Também: Acampada mantém protesto no Rossio apesar do mercado de Natal
