❌

Normal view

Após denúncia de estupro, jovem vira alvo de ataques na Bahia

30 October 2026 at 02:36
A família de uma jovem, de 19 anos, moradora de Rio Real, no norte da Bahia, vem tentando provar que ela foi estuprada pelo chefe, um empresário, de 46 anos, que está preso desde o dia 17 de outubro. A garota era funcionária do homem. Embora Adeilson Bomfim Barros e Silva permaneça detido por força de um mandado de prisão preventiva, a mãe da jovem, a recepcionista Jucineide Silva Araújo, 38, afirma que o caso está longe de ser resolvido, já que a filha vem sofrendo retaliação na cidade.Segundo ela, o fato piorou após a divulgação de um vídeo em que a suposta vítima aparece em uma situação amistosa com o empresário e saindo da empresa com ele, durante o turno de trabalho. O registro teria sido feito no mesmo dia em que o crime foi noticiado no Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) de Rio Real. A imagem foi publicada nas redes sociais e segue sendo compartilhada. O crime teria ocorrido no dia 9 deste mês, nas dependências da empresa de Adeilson, a GM Solution, onde a jovem trabalhava desde abril como consultora de venda. Além dos registros feitos pelas câmeras de segurança da própria empresa, imagens de outro estabelecimento comercial, onde suspeito e a jovem teriam ido, na manhã do dia do fato, também está sendo compartilhada. "Hoje, mesmo, a gente foi na delegacia, prestou queixa novamente. Porque estão repostando o vídeo e difamando ela [vítimas]. Na verdade, estão acabando com ela. Não posso falar sobre o vídeo", explicou Jucineide.O que conta a mãe Em conversa com o A TARDE, Jucineide contou que a filha recebeu uma proposta de emprego por parte de Adeilson por meio de uma rede social. "Ele mandou convite no Instagram, ela aceitou e ele falou que tinha uma proposta de emprego pra ela. E aí foi onde ela começou a trabalhar. Tinha cinco meses que ela  estava trabalhando nessa empresa”, lembrou a senhora. Ela relembra que, no dia do fato, recebeu uma ligação do namorado da filha pedindo que ela fosse até a empresa porque havia acontecido alguma coisa com a jovem. "O namorado da minha menina me ligou. Aí falou assim: ‘olhe, vá no trabalho de Renata* [nome fictício], está acontecendo algo muito estranho, ela me ligou desesperada e me chamou’. Larguei meu emprego e fui até o emprego dela. Quando eu cheguei lá, estava fechado”, contou. Câmeras de segurança de estabelecimento comercial teria registrado carro do suspeito com vítima dentro - Foto: Reprodução “Bati, bati, bati na porta, ninguém me atendeu. Quando eu olhei na frente, procurei a moto dela e não estava. Ela foi pra casa. Quando cheguei em casa, ela me contou que ele tinha abusado dela”, completou.Após a situação, mãe e filha foram à Neam registrar ocorrência. Na delegacia, elas foram encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Depois foram orientadas a ir ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) em Alagoinhas para fazer exame de corpo de delito. Investigação segue em cursoA delegada Débora Ferro, titular da Neam, apura o crime. Ao A TARDE, ela explicou que o caso segue sob investigação e, inclusive, aguarda a análise do vídeo que está sendo compartilhado nas redes. O material já foi juntado aos autos do inquérito policial."Quer revitimizar mais ainda a vítima. Ser mulher não é fácil", afirmou a delegada ao ser questionada sobre o teor do vídeo. Ainda de acordo com Ferro, além do estupro, o empresário é investigado também pelo crime de importunação sexual contra outra funcionária. “Tem mais uma outra [funcionária] também que foi vítima. Por enquanto, só essas duas. Possivelmente tem mais vítimas. Mas o pessoal também tem medo, vergonha de denunciar e não compareceu ainda”, avaliou a delegada, ao revelar que encaminhou relatório ao Ministério Público do Estado (MP/ BA) e aguarda denúncia. Nesta quinta-feira, 29, Adeilson foi encaminhado ao Conjunto Penal de Feira de Santana (CPFS), após seu defensor, Ricardo Almeida, ter negado o pedido de revogação da prisão preventiva. Outra acusação A jovem Luiza Oliveira, de 20 anos, acusa o empresário de importunação sexual. Sem temer represália, ela procurou a polícia para denunciar o fato após saber o que tinha acontecido com a outra funcionária. Ela trabalho com o homem por 15 dias. "Inicialmente, ele entrou em contato comigo para a gente fazer entrevista de emprego. No início, eu estranhei um pouco porque ele falava mais sobre a vida dele do que do trabalho em si. No terceiro dia de treinamento, no dia que aconteceu o ocorrido, ele me pediu um "Ele viu que eu não ia me levantar, então me puxou pelo meu braço e começou a me alisar, me apalpar, me beijar no pescoço, tentou beijar meus seios, colocar a mão dentro da minha calça, tentou introduzir a mão na frente. Nessa hora, eu tenho um alarme que é programado todo dia para o mesmo horário, que é o horário que eu tomo meu remédio, tocou, ele se assustou e me soltou. Peguei minhas coisas e fui embora”, relembrou a moça. Outra ex-funcionária de Adeilson, Marta Reis, também conversou com o A TARDE. Ele revelou que, embora não tenha sido vítima de nenhum crime sexual, está sofrendo represália na cidade e nas redes sociais pelo simples fato de ter apoiado as colega colega, com quem trabalhou por dois meses. "O próprio Adeilson disseminou que eu estou por trás de tudo isso. Nesse caso, não sou vítima do fato, nem de tentativa. Entro na história por ser amiga dela [Renata*]. Quem me conhece sabe que sempre levanto causas feministas e não me calaria, acontecendo do meu lado", afirmou ela, revelando que também já registrou ocorrência na delegacia. Leia Também: POLÍCIA Suspeito de atear fogo na namorada grávida é preso três dias após crime na Bahia SAIBA QUAIS SÃO OS BAIRROS Ônibus param de circular em dois bairros de Salvador após situações de violência DECISÃO JUDICIAL Policial civil espancado por PMs no carnaval receberá R$ 100 mil de idenização O que diz a defesa de AdeilsonPor meio de nota, o advogado Ricardo Almeida afirmou que, por se tratar de um procedimento que tramita sob segredo de Justiça, não irá se manifestar sobre as acusações. Ele ressaltou ainda que seu cliente está preso inocentemente em decorrência de uma falsa acusação.Almeida também questionou a manutenção da prisão preventiva do empresário e declarou que a medida contraria os princípios constitucionais da presunção de inocência e da excepcionalidade da prisão cautelar. Segundo ele, não cabe ao acusado provar sua inocência para responder ao processo em liberdade. "Surgiram provas audiovisuais que demonstram, de forma clara, que a versão apresentada pela acusação não corresponde ao que de fato aconteceu. Ainda assim, entendeu-se que o acusado deve permanecer preso enquanto se verifica a idoneidade desse material. A dúvida, que no processo penal deve favorecer o réu, está sendo usada contra ele", reafirmou o advogado."Enquanto isso, um homem que nunca havia sido preso suporta o constrangimento ilegal de uma prisão injusta. A defesa confia que o Judiciário saberá corrigir esse equívoco e seguirá adotando todas as medidas cabíveis para restabelecer a liberdade de seu cliente", concluiu.

2h. Polícias ameaçam regressar aos protestos

30 October 2026 at 02:17
Depois de mais de mil agentes se terem manifestado em Lisboa, polícias ameaçam novos protestos se Governo não avançar com propostas. Ainda, escolas privadas continuam a liderar os rankings do ensino.

Suspeito de atear fogo na namorada grávida é preso três dias após crime na Bahia

30 October 2026 at 02:06
O jovem de 18 anos suspeito de atear fogo na própria namorada, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, foi preso nesta quinta-feira, 29 três dias após o crime. A vítima, identificada como Paloma da Silva Gomes, de 21 anos, está grávida e permanece internada em estado grave.O suspeito, Saymon Santos Silva, estava sendo procurado pela polícia desde segunda-feira, 26, quando ocorreu a agressão. Ele se apresentou espontaneamente em uma delegacia, acompanhado de um advogado, onde foi cumprido o mandado de prisão que havia sido expedido contra ele.Saymon permaneceu em silêncio durante o depoimento. Ele está à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia nos próximos dias.Vítima descobriu gravidez durante internaçãoPaloma está internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, após sofrer queimaduras de segundo e terceiro graus em aproximadamente 30% do corpo.A gravidez foi revelada pela jovem aos médicos e familiares durante a internação. Segundo a família, ela já passou por procedimentos cirúrgicos e continua em estado grave, sem previsão de alta. Leia Também: SAIBA QUAIS SÃO OS BAIRROS Ônibus param de circular em dois bairros de Salvador após situações de violência DECISÃO JUDICIAL Policial civil espancado por PMs no carnaval receberá R$ 100 mil de idenização POLÍCIA Homem descumpre medida protetiva e agride ex-mulher na Estrada das Barreiras Crime aconteceu quando jovem tentava deixar relacionamentoA tentativa de feminicídio ocorreu na segunda-feira, 26, no bairro Morada Real, em Vitória da Conquista. De acordo com familiares, Paloma estava arrumando as malas para deixar a casa onde vivia com o namorado quando foi atacada.Segundo a irmã da vítima, Letícia da Silva, o suspeito jogou um líquido inflamável nas costas da jovem e, em seguida, utilizou um isqueiro para provocar as chamas.“Foi pelas costas. Jogou álcool de posto de gasolina. Ela pensou que era água, ele pegou o isqueiro e jogou fogo nela. Ela falou que teve que se socorrer sozinha. Só com o segundo balde de água que apagou o fogo. A roupa ficou toda grudada no corpo”, relatou Letícia.Mesmo ferida, Paloma conseguiu tentar apagar o fogo por conta própria. Inicialmente, ela foi socorrida para o Hospital Geral de Vitória da Conquista, mas precisou ser transferida para Salvador devido à gravidade das lesões.Família relata histórico de agressõesPaloma e Saymon mantinham um relacionamento havia pelo menos um ano. Segundo familiares, a jovem vivia uma relação abusiva e já havia sofrido agressões físicas anteriores atribuídas ao suspeito.O caso é investigado como tentativa de feminicídio.

Ônibus param de circular em dois bairros de Salvador após situações de violência

30 October 2026 at 01:19
Moradores de dois bairros de Salvador ficaram sem transporte público nesta quinta-feira, 29, após episódios de violência e protestos que comprometeram a circulação dos ônibus. A suspensão do serviço atingiu Mirantes de Periperi, no Subúrbio Ferroviário, e Vale das Pedrinhas, no Complexo do Nordeste de Amaralina.De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), a falta de condições de segurança impossibilitou a continuidade da operação nas duas localidades.Em Mirantes de Periperi, os ônibus foram impedidos de acessar o terminal, enquanto os veículos que já estavam no local não conseguiram sair devido a uma manifestação de moradores. O protesto ocorreu após uma ação policial que terminou com um homem morto e outro preso.Já no Vale das Pedrinhas, a circulação foi interrompida em meio a novos episódios de violência na região. O bairro havia enfrentado recentemente quatro dias consecutivos sem ônibus, também por questões de segurança.Entenda o que aconteceu em cada bairroMirantes de Periperi: morte em ação policial provoca protestoUma operação policial realizada na tarde desta quinta-feira, 29. terminou com um homem morto e outro preso em Mirantes de Periperi. A vítima, identificada como Reginaldo, foi baleada durante a ação e encaminhada ao Hospital do Subúrbio, mas não resistiu aos ferimentos.Na mesma operação, Nerisvaldo Jesus de Macedo foi preso em flagrante. Segundo informações preliminares, ele já havia sido detido em 2023, em uma ocorrência que resultou na apreensão de drogas e três fuzis.Após a intervenção policial, moradores bloquearam o acesso ao bairro com pneus e outros objetos incendiados. A manifestação provocou congestionamento e impediu a entrada e saída dos ônibus.Equipes da 18ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para auxiliar na liberação da via, enquanto o Corpo de Bombeiros atuou no controle das chamas. Leia Também: MAIS SAÚDE BYD e Governo da Bahia se unem para concluir Hospital dos Olhos da OSID DECISÃO JUDICIAL Policial civil espancado por PMs no carnaval receberá R$ 100 mil de idenização VLT NO FERIADÃO VLT funcionará durante feriadão; confira horários Vale das Pedrinhas: homem é baleado durante confronto com a PMNo Complexo do Nordeste de Amaralina, um homem foi baleado na perna durante uma troca de tiros com policiais militares na tarde desta quinta-feira (29), na localidade conhecida como Campo do Natureza.Segundo o tenente-coronel Batalha, equipes do 30º Batalhão de Polícia Militar (BPM) realizavam incursões na região quando foram recebidas a tiros por suspeitos. Os militares reagiram e, durante o confronto, um dos homens acabou ferido.O suspeito foi socorrido pelos próprios policiais e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde recebeu atendimento médico.Durante a ocorrência, foram apreendidas drogas e um carregador de pistola calibre 9 mm. A arma que teria sido utilizada no confronto não foi encontrada.

1h. Benfica vence Gil Vicente e chega à final four da Taça

30 October 2026 at 01:15
O Benfica junta-se a Sporting, FC Porto e Famalicão na final four da Taça da Liga. Ainda, polícias prometem voltar aos protestos se o Governo não apresentar propostas de valorização salarial.

Não devíamos precisar de capacetes

30 October 2026 at 00:13

Lembro-me dos capacetes. Eram de construção civil, pintados com as cores dos nossos cursos. Levávamo-los para as manifestações porque já sabíamos que podíamos precisar de proteger a cabeça. Alguns partiram-se sob os bastões da polícia.

As imagens das intervenções policiais nos protestos pela habitação, em Lisboa e no Porto, fizeram-me regressar aos anos 90. Fui dirigente da Associação Académica de Coimbra, com o pelouro da Cultura, aparentemente mais pacífico, e participei no movimento estudantil contra as propinas durante os governos de Cavaco Silva. Entre outras aprendizagens, tornámo-nos especialistas na fuga e na corrida. Uma competência que não devia fazer parte da formação cívica de ninguém.

É fácil reduzir aquela luta ao «Não pagamos!». Mas a questão era maior do que uma propina. Estava em causa quem podia estudar, pagar um quarto, alimentar-se e passar vários anos sem ganhar dinheiro. Contestávamos um sistema em que as oportunidades continuavam demasiado dependentes dos meios da família.

Hoje, reconheço uma inquietação semelhante na luta pela habitação: estudar, trabalhar, cumprir o que se espera e, ainda assim, não conseguir construir uma vida autónoma. As épocas são diferentes. A sensação de encontrar uma porta fechada é familiar.

Não estou nas acampadas. A minha vida e as minhas circunstâncias são outras. Não conheço todos os participantes nem subscrevo necessariamente as suas propostas. Mas não preciso de estar numa manifestação para defender o direito de quem lá está. Seria incoerente ter exigido esse direito para mim e relativizá-lo agora porque já não sou eu a precisar de o exercer.

O direito à manifestação não depende de concordarmos com a mensagem, o método ou o incómodo que provoca. Numa democracia, protestar é tornar visível um conflito que as instituições ainda não resolveram. Inclui ocupar o espaço público, perturbar rotinas e exigir atenção. Os limites existem quando estão em causa outros direitos ou há violência concreta, não quando o protesto se torna inconveniente.

A polícia invoca ordens de dispersão desobedecidas. Os manifestantes denunciam violência. Importa esclarecer os factos e apurar responsabilidades. Mas uma ordem desobedecida não dispensa a pergunta essencial: era necessária a força usada? Era adequada ao risco? Foi limitada ao indispensável? A proporcionalidade não é um detalhe técnico. É o princípio que impede que a desobediência seja tratada como autorização para qualquer resposta.

A autoridade policial não se mede apenas pela capacidade de dispersar uma multidão. Mede-se também pela capacidade de distinguir resistência, desobediência, ameaça e violência, de escolher a resposta menos lesiva e de justificar a sua necessidade. Quanto maior o poder de usar a força, maior o dever de explicar o seu uso.

Não defendo agressões, destruição ou intimidação. Os polícias têm direito à segurança e quem pratica violência deve responder pelos seus atos. Mas quem exerce a força em nome do Estado tem uma responsabilidade acrescida. Proteger agentes e manifestantes não são objetivos incompatíveis. Uma polícia profissional deve conseguir fazer ambas as coisas sem transformar uma manifestação inteira num alvo.

Lembro-me também dos protestos dos bombeiros junto ao Parlamento, perto do meu local de trabalho. Do fogo, da circulação condicionada, da tensão. Não pretendo equiparar operações diferentes, mas pergunto que critérios justificam respostas policiais tão distintas. Esses critérios devem ser objetivos, públicos e compreensíveis. E quando a força é usada, deve haver fiscalização independente e consequências se os limites forem ultrapassados. Sem isso, a confiança transforma-se em obediência por medo.

Uma manifestação incomoda. Ocupa espaço, interrompe rotinas e obriga a olhar para um problema. Esse incómodo faz parte da democracia. A ordem pública não pode ser confundida com silêncio, nem a normalidade do trânsito ou do comércio valer mais do que a liberdade de expressão e de reunião. Manter a ordem é permitir que os direitos coexistam, não eliminar o que mais perturba.

A habitação exige decisões económicas difíceis, investimento e políticas eficazes. Exige também confiança nas instituições. Uma confiança que enfraquece quando a resposta a um problema social passa a ser dominada por imagens de bastões e pessoas feridas, sem explicações convincentes sobre a necessidade da intervenção e os limites da força utilizada.

A minha geração teve voz. Esta também merece ser ouvida. Não tenho de concordar com tudo o que diz para defender que possa dizê-lo, de forma pacífica e sem medo. Nem tenho de aceitar qualquer comportamento para exigir que a resposta do Estado seja necessária, adequada e proporcional.

Há mais de trinta anos, levávamos capacetes para uma manifestação. Não devíamos precisar de voltar a fazê-lo.

Vereadora do Paraná é investigada por declarações contra nordestinos

29 October 2026 at 23:50

A vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, no Oeste do Paraná, provocou polêmica após declarações contra nordestinos e baianos durante uma sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira (26/10), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu não quero mais ver um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade”, afirmou a parlamentar na tribuna.

Durante o discurso, Salete criticou eleitores de Lula, associou o resultado das eleições ao recebimento de benefícios sociais e chegou a defender uma divisão territorial do Brasil. A vereadora também mencionou possíveis cortes em programas sociais e afirmou que eleitores poderiam enfrentar dificuldades para conseguir alimentos.

Após a repercussão, Salete divulgou uma nota de retratação, reconheceu que suas declarações foram inadequadas e pediu desculpas. A manifestação ocorreu depois que o vídeo da sessão circulou nas redes sociais e gerou críticas de parlamentares e entidades.

O Ministério Público do Paraná solicitou a abertura de um inquérito, instaurado pela Polícia Civil, para investigar possíveis crimes de discriminação e preconceito. O caso também motivou uma representação que pede a cassação do mandato da parlamentar. A Câmara Municipal de Nova Santa Rosa deve analisar o pedido nos próximos dias.

The post Vereadora do Paraná é investigada por declarações contra nordestinos appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Polícias prometem voltar aos protestos

29 October 2026 at 23:42
Mais de mil elementos da PSP e da GNR desfilaram entre o Largo de Camões e São Bento, em Lisboa, a exigir a revisão do sistema remuneratório.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A manifestação nacional desta quinta-feira foi o culminar de vários protestos que a ASPP e a APG realizaram em diferentes cidades do país desde setembro

21h. Manifestações. PSP garante que vai manter ordem pública

29 October 2026 at 21:49
Porta-voz da PSP diz que atuação das forças de segurança tem sido caracterizada pela primazia da via do diálogo. Ainda, Governo diz que execução total do PRR é uma conquista para Portugal.

Policial civil espancado por PMs no carnaval receberá R$ 100 mil de idenização

29 October 2026 at 21:22
A Justiça da Bahia determinou que o Governo do Estado pague R$ 100 mil, por danos morais, ao investigador da Polícia Civil (PC) que foi agredido por policiais militares no carnaval de Salvador de 2023.A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) nesta quinta-feira, 29, mas a decisão é de 19 de outubro e ainda cabe recurso. O portal A TARDE entrou em contato com o governo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Leia Também: POLÍCIA Homem descumpre medida protetiva e agride ex-mulher na Estrada das Barreiras POLÍCIA TSE decide que agressão a mulher gera inelegibilidade para candidatos OPERAÇÃO MULHER SEGURA Bahia tem mais de 600 prisões por crimes contra mulheres em 4 meses Relembre o casoAdson Gomes Miranda estava de folga e assistia ao desfile de trios elétricos no circuito Barra-Ondina, na orla da cidade, quando foi atingido por golpes de cassetete, murros e pontapés. A ação cometida por agentes do do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi filmada por uma testemunha. Mesmo depois que o homem caiu os militares não pararam e a agressão só foi encerrada depois que uma ambulante se aproximou e protegeu o investigador.Na decisão, a Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado e rejeitou a alegação de que os policiais teriam agido para apartar uma briga ou em legítima defesa, diante da ausência de provas. Foram considerados:o inquérito da Corregedoria da Polícia Militar;os laudos médicos que, além da perda dos dentes, atestaram fratura na face e lesão no olho esquerdo;o acompanhamento psiquiátrico;e o vídeo da agressão.Investigador citou racismo na épocaDias depois da agressão, Adson Gomes Miranda relatou a imprenda os momentos de tensão vividos. Na ocasião, ele apontou racismo na ação dos policiais militares."É por que eu sou rastafári? É por que eu sou negro? Eu não tenho direito de ir para festas, de curtir naquele local? O caso está repercutindo porque sou policial, mas quantos outros estão internados? [...] Se o negro não tem direito de ir para o Carnaval, baixem um decreto dizendo: 'só vai branco no carnaval da Bahia e negro a gente não tolera, vamos te bater e te matar'', desabafou em entrevista à TV Bahia na época. O investigador disse também que achou que iria morrer quando as agressões começaram. "Eles estavam atrás de mim, não vi que estavam passando. Depois que recebi a pancada, me virei para ver o que tinha acontecido, já que o tri-elétrico nem tinha passado ainda, não havia confusão. Ele me deu a segunda [pancada] e me empurrou. Eu pensei que ia morrer naquele momento", contou.A decisão que determina o pagamento da indenização ainda pode ser contestada por meio de recurso. Procurado pelo g1, o Governo da Bahia não havia se manifestado até a última atualização da reportagem original.

Lisboa. Centenas de polícias protestam por melhores salários

29 October 2026 at 20:57
Centenas de polícias e guardas concentraram-se no Largo de Camões para exigir salários mais altos e cumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O desfile com destino a São Bento começa a partir das 19h30 para, segundo os organizadores, ser cumprida a lei da manifestação, que apenas permite desfiles a partir daquela hora durante os dias úteis

"Não gostei do que vi, mas não foi por culpa da polícia"

29 October 2026 at 19:44
Descrevem-no como "ponderado" e "calmo". Em Oeiras foi "um dos melhores", no Rossio é "o homem certo". Quem é o comandante da divisão "sempre no foco" que lida com o braço de ferro no Rossio?

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Homem descumpre medida protetiva e agride ex-mulher na Estrada das Barreiras

29 October 2026 at 17:48
Um homem identificado como Ronaldo é suspeito de agredir a ex-companheira na manhã desta quinta-feira, 29, na Estrada das Barreiras, em Salvador. Conforme as informações iniciais, ele teria tentado se aproximar da ex-esposa, apesar de uma medida protetiva. Após a suposta agressão, o homem teria tentado fugir, mas foi contido por pessoas que estavam no local. A situação provocou uma confusão, e o suspeito passou a ser alvo de agressões por parte de populares. Leia Também: POLÍCIA TSE decide que agressão a mulher gera inelegibilidade para candidatos OPERAÇÃO MULHER SEGURA Bahia tem mais de 600 prisões por crimes contra mulheres em 4 meses OPERAÇÃO KRAMPUS NARCO Tráfico de cocaína e armas em Salvador tem R$ 10 milhões bloqueados Em contato com o portal A TARDE, a Polícia Militar da Bahia informou que equipes foram acionadas para verificar uma ocorrência de linchamento contra um homem suspeito de agredir uma mulher. Ao chegarem, os policiais intervieram, mas os envolvidos nas agressões conseguiram fugir.Após a intervenção, o suspeito e a vítima foram encaminhados à Casa da Mulher Brasileira para o registro formal da ocorrência e a adoção das medidas legais cabíveis.Até o momento, as informações divulgadas pela Polícia Militar não detalham o estado de saúde dos envolvidos nem confirmam oficialmente o eventual descumprimento da medida protetiva.Confira o vídeo: 

PSP Manifestações. "Tentámos durante horas a via do diálogo"

29 October 2026 at 18:54
O porta-voz da PSP, Sérgio Soares, garante que a atuação das forças de segurança não é ditada pelo poder político. E espera que não seja necessário recorrer à força na acampada anunciada para sábado.

18h. Movimento Acampada Lisboa promete pernoitar este sábado

29 October 2026 at 18:35
Em comunicado, a organização do protesto diz que nada tira os manifestantes da rua nem a vontade de lutar. Ainda, ministro da Presidência diz que manifestações são mais eficazes se não violarem a lei.

TSE decide que agressão a mulher gera inelegibilidade para candidatos

29 October 2026 at 16:40
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu por unanimidade que condenações por lesão corporal contra a mulher enquadram-se na categoria de crimes contra a vida, gerando a inelegibilidade do condenado. Durante a mesma sessão plenária, a Corte fez um apelo formal ao Congresso Nacional para que atualize expressamente a legislação eleitoral e garanta a proibição na lei.O novo entendimento da Justiça Eleitoral ocorreu durante o julgamento do recurso do candidato João Francisco de Assis Neto (Dr. João Neto), que tentava disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas. Os ministros negaram o pedido e mantiveram a restrição imposta pelo tribunal regional.Segundo o relator do processo, ministro Dias Toffoli, a decisão não estabelece uma nova causa de inelegibilidade, mas especifica o alcance de regras já existentes na Lei das Inelegibilidades. Toffoli destacou mudanças legislativas recentes que aproximaram as qualificações de feminicídio e lesão corporal em contexto de violência de gênero. Leia Também: SEM CONVERSA Otto Alencar nega possibilidade de anistia e indulto a Jair Bolsonaro POLÍTICA Malafaia se revolta com carta de Flávio Bolsonaro e detona: "Jumentos" POLÍTICA Racha no PL? Valdemar detona carta divulgada por Flávio nos EUA A posição foi acompanhada pelos demais magistrados. Durante o julgamento, os ministros pontuaram que a violência física contra a mulher acarreta risco contínuo à vida, antecedendo frequentemente crimes mais graves.O tribunal também sugeriu agilidade na votação de um projeto de lei complementar sobre o tema, que atualmente aguarda parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta prevê a proibição de candidaturas por oito anos após o cumprimento da pena para condenados por violência doméstica.

Queixa à PGR pede investigação ao diretor da PSP e Governo

29 October 2026 at 16:31
Denúncia de 23 páginas, apresentada por um cidadão com advogado, cobre as quatro intervenções policiais de 15 e 25 de outubro em Lisboa e no Porto e pede urgência na preservação de prova.

© Guilherme Costa Oliveira/Observador

Cidadão representado pelo escritório do advogado António Garcia Pereira aponta as quatro intervenções policiais que provocaram vários feridos em Lisboa e no Porto

Bahia tem mais de 600 prisões por crimes contra mulheres em 4 meses

29 October 2026 at 15:57
A Bahia registrou mais de 600 prisões por crimes contra mulheres em quatro meses com a Operação Mulher Segura 2026. Durante o período, foram 514 em flagrante e 133 decorrentes do cumprimento de mandados judiciais.Entre junho e outubro, foram realizadas 5.284 mil diligências, com 12.669 mil vítimas atendidas e 29.178 pessoas alcançadas nas ações educativas em todo o estado.A mobilização reúne ações de:Prevenção;atendimento às vítimas;enfrentamento à violência contra as mulheres.Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), a iniciativa busca prevenir e combater diferentes formas de violência contra as mulheres, por meio de medidas educativas, preventivas, ostensivas e repressivas.Em outubro, 87 pessoas já foram presasAté 29 de outubro, 87 pessoas foram presas, sendo 78 em flagrante e nove decorrentes do cumprimento de mandados judiciais.Neste mês, as ações educativas alcançaram 4.433 pessoas. No mesmo período, as equipes realizaram 716 diligências e atenderam 1.196 vítimas.Quais crimes resultaram em prisões?Entre as ocorrências que resultaram em prisões estão crimes de:Ameaça;estupro;lesão corporal;crimes contra a honra;feminicídio consumado e tentado;descumprimento de medidas protetivas de urgência;perseguição. Leia Também: OPERAÇÃO KRAMPUS NARCO Tráfico de cocaína e armas em Salvador tem R$ 10 milhões bloqueados CASO DE 2024 Quarto suspeito de matar famoso designer de Salvador é preso OPERAÇÃO FINADOS Vai viajar no feriadão? PRF reforça fiscalização na Bahia Dia D da Operação Mulher Segura 2026O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) foi ativado na manhã desta quinta-feira (29) para acompanhar as ações do Dia D da Operação Mulher Segura 2026. A estrutura tem funcionamento previsto até as 18h.O Centro reúne representantes das Polícias Militar, Civil e Técnica, do Corpo de Bombeiros Militar, além das Superintendências de Gestão Integrada da Ação Policial (SIAP), de Telecomunicações (Stelecom), de Inteligência (SI), de Gestão Tecnológica e Organizacional (SGTO) e de Prevenção à Violência (SPREV).A mobilização também conta com representantes da Secretaria das Mulheres (SPM) e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), ampliando a integração entre os órgãos envolvidos nas ações de proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres.A estrutura contribui para agilizar a comunicação, subsidiar a tomada de decisões e coordenar a atuação dos órgãos envolvidos.

Junta de freguesia algarvia alerta para tentativa de burla

29 October 2026 at 15:52

A Junta de Freguesia de Benafim (Loulé) lançou um alerta à população para uma tentativa de burla e furto de dinheiro, ocorrida ontem, dia 28 de outubro, naquela freguesia, através da simulação de um acidente que não chegou a acontecer.

O conteúdo Junta de freguesia algarvia alerta para tentativa de burla aparece primeiro em Algarve Marafado.

Tráfico de cocaína e armas em Salvador tem R$ 10 milhões bloqueados

29 October 2026 at 14:46
Um esquema ligado a tráfico de cocaína, armas e lavagem de dinheiro em Salvador teve R$ 10 milhões bloqueados nesta quinta-feira, 29, durante a Operação Krampus Narco, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva.Além da capital baiana, o grupo atua em outra cidade da Bahia e também em São Paulo. As ações aconteceram em:Salvador (BA);Amélia Rodrigues (BA);São Paulo (SP);Guarujá (SP)/Santo André (SP).A associação criminosa também tem atyação em Alagoas.Bloqueio de R$10 milhões e suspensão de empresasEm Salvador, as ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Salvador/BA, que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões e a suspensão das atividades econômicas de 13 empresas ligadas ao grupo. Um carro também foi apreendido durante a operação.A investigação atual é desdobramento da Operação Krampus, deflagrada em 2025, contra uma organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras.Na ocasião, foi identificado um dos investigados naquela operação também coordenava o transporte de drogas e a venda ilegal de armas. O dinheiro circulava por contas bancárias de terceiros e por empresas de fachada, o que indica lavagem de capitais. Leia Também: CASO DE 2024 Quarto suspeito de matar famoso designer de Salvador é preso OPERAÇÃO FINADOS Vai viajar no feriadão? PRF reforça fiscalização na Bahia INTERFERÊNCIA Oruam repassa ordem de Marcinho VP sobre o CV na política Grupo ainda segue em investigaçãoA apuração prossegue para identificar outros envolvidos e aprofundar a investigação sobre a lavagem dos recursos obtidos com a atividade criminosa.A Operação Krampus foi de competência da Polícia Federal, Força Correcional Especial Integrada (Force/Coger/SSP-BA) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Bahia (Gaeco/MPBA).

❌