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Os colégios privados continuam a destacar-se no ranking geral das escolas em Portugal. O Grande Colégio Universal, no Porto, lidera o ranking das notas mais altas com 16,93 valores, numa escala de zero a 20, entre as 231 provas realizadas às 16 disciplinas.
Fundado em 1910, pelos Padre Santos Brito, Padre Fonseca e Pinho e pelo advogado Morais de Almeida, o Grande Colégio Universal, com instalações na Avenida da Boavista, repete o desempenho do ano passado.
Os nomes seguintes também são habitués na lista. O Colégio Nossa Senhora do Rosário volta a garantir o 2.º lugar com 16,59 valores, e o Colégio Efanor, em Matosinhos, é novamente 3.º, com 16,32 valores.
A Academia de Música de Santa Cecília é a quarta na geral e a primeira escola da zona de Lisboa na lista, seguida do Colégio Novo da Maia, do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, do Colégio de S. Tomás, em Lisboa, do Salesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José, do Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, e do Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.
Num universo de 479 escolas públicas e 91 privadas, é preciso descer até ao 38.º lugar para encontrar a escola pública com melhor média nacional: a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto. Com 121 provas realizadas, os alunos desta escola conseguiram uma média de 14,01 valores, ligeiramente mais alta do que a melhor escola pública do ano anterior que, na altura, ocupava o 33.º lugar com 13,85 valores.
No top 10 das escolas públicas com melhores resultados há mais duas escolas artísticas bem conhecidas dos lugares cimeiros da rede pública: a Soares dos Reis, no Porto, em 8.º lugar, e a António Arroio, em Lisboa, em 9.º lugar.
Outra “repetente” é a Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, este ano em 2.º lugar, seguida das secundárias de Monção, Alves Martins, em Viseu, Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim, do Colégio Militar, em Lisboa, da secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, e, em 10.º lugar, a Martinho Árias, em Soure.
As escolas públicas do norte dominam os melhores resultados nos exames. Entre as 223 escolas com desempenhos acima da média nacional, a maioria (61,9%) situa-se nessa zona do país.
E o contrário também é verdadeiro. No grupo das 60 escolas públicas com médias abaixo dos 10 valores, uma percentagem idêntica (61,7%) localiza-se nos distritos de Lisboa e Setúbal.
O último lugar do ranking geral elaborado pela Lusa e que o Jornal Económico publica aqui é ocupado pela Escola Portuguesa da Guiné-Bissau (privada), onde a média das 121 provas foi 6,66 valores, mas em seguida surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, em Vale da Amoreira, Moita.
Naquela escola da margem sul do Tejo, onde a média foi 7,09 valores, a maioria dos alunos recebe apoio da Ação Social Escolar só metade consegue concluir o ensino secundário em três anos.
A Escola Secundária da Baixa da Banheira está integrada no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) e inserida num quadro de zona pedagógica (QZP) considerado carenciado devido à insuficiência estrutural de professores, um contexto que é partilhado por outras três das 10 escolas com média mais baixa: as secundárias de Odivelas, Camarate (Loures), e Gil Vicente (Lisboa).
Nessa lista, estão também a secundária José Cardoso Pires, em Loures, igualmente inserida num QZP carenciado, a Professor António da Natividade (TEIP), em Mesão Frio, a Escola Portuguesa do Lubango (privada), em Angola, a secundária Jaime Cortesão, em Coimbra e o Real Colégio de Portugal (privada), em Lisboa.
No grupo das perto de seis centenas de estabelecimentos de ensino com mais de 100 provas realizadas nos exames nacionais em 2025, as notas subiram tanto no público como no privado.
Os rankings ordenam todas as escolas pela média obtida pelos alunos na 1.ª fase dos exames nacionais realizados em 2024/2025.
1o melhores
Distrito Escola Média Exame (Valor) Média Exame (%) NºExames
Porto Grande Colégio Universal 16,93448276 232
Porto Colégio Nossa Senhora do Rosário 16,5855573 637
Porto Colégio Efanor 16,32011494 348
Lisboa Academia de Música de Santa Cecília 16,03391304 115
Porto Colégio Novo da Maia 15,9248927 466
Braga Colégio D. Diogo de Sousa 15,86436031 766
Lisboa Colégio de S. Tomás 15,79511111 450
Lisboa Salesianos – Colégio Oficinas de São José 15,69917864 974
Porto Colégio Nova Encosta 15,62011834 169
Coimbra Colégio da Rainha Stª Isabel 15,41431579 475
10 Piores
Lisboa Real Colégio de Portugal 8,727067669 266
Lisboa Escola Básica e Secundária Gil Vicente 8,709452736 201
Lisboa Escola Secundária de Odivelas 8,609004739 844
Coimbra Escola Secundária Jaime Cortesão 8,457368421 190
Lisboa Escola Secundária de Camarate, Loures 8,391616766 167
Estrangeiro Escola Portuguesa do Lubango 7,766990291 103
Vila Real Escola BS Prof Ant. da Natividade, M Frio 7,741584158 101
Lisboa Escola Secundária José Cardoso Pires, Loures 7,72629108 213
Setúbal Escola S. Bx Banheira, V. Amoreira, Moita 7,086470588 170
Estrangeiro Escola Portuguesa da Guiné-Bissau 6,661983471 121


O encontro entre o Benfica e o Gil Vicente, que acabou com uma goleada, por 4-1, a favor das águias, nesta quinta-feira, para os quartos de final da Taça da Liga, não teve golos feios para contar a história.
Depois dos belos pontapés de Lukebakio e Sudakov abrirem o ativo na primeira parte, o internacional belga fez um golaço de bicicleta, antes de Durán picar a bola sobre Samuel Portugal para o quarto das águias.
No entanto, o Gil Vicente também marcou um golo de bandeira, e talvez o mais impressionante, com Andreas Hausen a marcar de 30 metros da baliza de Trubin.
Confira o vídeo.
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Análise ao jogo: "Prefiro começar a falar pelo jogo. Percebo tudo o que se passou em relação à expulsão injusta de um jogador do Benfica, mas foi um bom jogo da nossa equipa. Jogámos com uma equipa bem organizada, está a fazer um bom campeonato. Começámos a dominar, o Gil reagiu bem, e nós crescemos com o jogo. Não entrámos da forma acutilante como tem acontecido, tínhamos muitas alterações da equipa, mas depois de desbloquearmos, o jogo foi totalmente nosso. Com o 3-0 tirámos as esperanças que o Gil podia ter. Ganhámos com números expressivos, estamos na meia.final de uma competição importante para nós. Não vou comentar o que o Luís disse. Todo este barulho foi criado porque o Jhon não devia ter sido expulso e o Benfica não podia ficar calado. Percebo o que o Luís disse, eu também não sabia se o Jhon podia começar o jogo."
Exibição de Lukebakio: "Fez um excelente jogo, teve momentos muito bons, está a crescer na ligação com os colegas. É forte no um contra um e continua a crescer na nossa ideia ofensiva de ligações, chegada ao segundo poste, e houve boas ligações com Sudakov, com o Dahl em alguns momentos. E é muito forte em campo aberto, é o momento mais forte dele, quando pode explorar melhor as suas qualidades. Acabou por marcar golos, deu boas oportunidades para o Rafa e o Anísio. Já lhe dei os parabéns pelos dois golos que fez."
Apreço a Sudakov: "Os nossos interiores no meio-campo jogam na mesma posição. Sendo mais um médio que o Prestianni ou o Rafa, há momentos defensivos diferentes e após ganhar a bola está de frente para o jogo. Depois tem de ganhar dinâmicas de coberturas aos médios adversários. Fez um excelente golo, muito importante para ele. É um jogador solidário, trabalha sem bola, satisfeito por ele. Também quero realçar o Trubin, no momento em que o jogo estava equilibrado, manteve a baliza a zeros com uma dupla defesa num momento importante da noite, antes de arrancarmos para uma boa vitória."
Utilização de Jhon Durán: "Isso já aconteceu noutros momentos, não é virgem no futebol português. A gestão foi simples, coincidiu com o dia do jogo, normalmente os castigos saem à quinta-feira e sabíamos que o jogador não tinha feito nada, não andamos aqui a brincar. Tivemos a palavra dele, as imagens o relatório e acabámos por trazê-lo connosco para o jogo, para passar todo o dia connosco."
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Rescaldo do jogo: "Fomos capazes de competir nos primeiros 35 minutos. Apesar do resultado tivemos a capacidade de reentrar no jogo e quase fizemos o 3-2. Sabíamos que nos iríamos expor, mas era um jogo a eliminar. Preferimos o risco. Os jogadores tentaram de tudo, sabendo que a vitória seria difícil. Não estou satisfeito, mas estou orgulhoso. Foi um golpe duro estarmos próximo de marcar o 1-0 e, pouco depois, sofrermos golo num lance com um ressalto."
Caso Durán: "O jogo começou a ser jogado fora de campo, infelizmente. Hoje ganhou quem queriam que ganhasse. O Benfica teve mérito. É uma equipa muito bem trabalhada, com uma dinâmica ofensiva muito difícil de contrariar. Mas quero ver se vão despenalizar o Espigares para jogar contra o Vitória SC - em cima da hora do jogo. Temos o futebol como queremos ter."
Precedente aberto: "Durán? Não fiquei surpreendido. Infelizmente. Gostava que acontecesse o mesmo connosco. O Rafa não está isolado. Não há um cotovelo na cara. Não é motivo para expulsão. Foi facilmente expulso. Abriram um precedente."
Expulsão de Espigares: "Não acredito que vão despenalizar o Espigares. Temos o futebol que queremos ter. Temos a final-four que querem ter, com três grandes e outra equipa - e parabéns ao Famalicão."
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Análise ao encontro: "Foi muito importante para mim entrar bem e para nós chegar o mais longe possível em todas as competições. Queremos ganhar todos os jogos e se puder ajudar a equipa com uma boa exibição, é um extra para mim."
Adeptos mais atentos e a apoiar: "É verdade que estou a tentar mostrar a minha melhor versão em todos os jogos. Não tem sido fácil para mim, mas tento trabalhar ao máximo em todos os treinos. Temos muitos jogos e espero estar tão bem como estive hoje. Sei que os adeptos esperam muito de mim e agradeço-lhes o apoio que me dão, só tento retribuir."
Clássico nas meias: "É só em janeiro. Temos mais um jogo em casa na segunda-feira e estou muito feliz com a vitória desta noite."
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Rescaldo do jogo: "Sabíamos que vínhamos a casa de um adversário muito difícil, para um jogo difícil. Tentámos impor o nosso jogo, mas o Benfica teve a felicidade do jogo. Estamos de parabéns, não pelo resultado, mas pela entrega. Quem não marca…sofre, já dizia o velho ditado. Com o 2-0, na Luz, seria difícil dar a volta. Tentámos. Agora é recuperar para a próxima batalha no campeonato."
Gil não se encolhe: "Onde temos jogado tentamos impor a nossa identidade. Vamos sempre dar o nosso melhor."
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© Carlos Rodrigues


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João Mário fez hoje um dos golos da Fiorentina, no empate (2-2) na receção à Atalanta, resultado que mantém o emblema de Florença em zona de descida, no fecho da nona jornada da Liga italiana de futebol.
O lateral internacional português foi titular na equipa da casa e marcou aos 61 minutos, golo que, na altura, resultou no 2-1 no marcador e consumou a reviravolta da Fiorentina, embora sem sucesso até final.
A viver uma temporada bem abaixo das expectativas, a Atalanta (11.ª com 11 pontos) chegou à vantagem pelo belga Charles De Ketelaere, aos 41 pontos, mas o sueco Alieu Njie, aos 53, refez a igualdade e, pouco depois, fez a assistência no tento de João Mário, o primeiro do português esta temporada na Serie A.
Contudo, aquela que seria apenas a segunda vitória da Fiorentina na prova, e a primeira em casa, acabou adiada pelo polaco Nicola Zalewski, que fez o 2-2 final aos 74 minutos.
Nos descontos, aos 90+1 minutos, Pedro Gonçalves ainda foi lançado na equipa de Florença, mas sem tempo para poder fazer qualquer coisa (jogo terminou aos 90+4).
A Fiorentina continua assim no penúltimo lugar, com cinco pontos, mais dois que o Veneza, último, e apenas a um dos lugares de permanência.
Horas antes, o Frosinone isolou-se no sexto lugar da Serie A com um goleada caseira por 5-1 sobre o Lecce, de Tiago Gabriel e Danilo Veiga, ambos titulares nos forasteiros.
O romeno Daniel Birligea, com um 'bis, foi a figura da partida, que teve ainda um golo de Antonio Raimondo.
O avançado italiano de 22 anos chegou aos oito golos na Serie A e igualou Gustavo Varela, do Monza, impedindo assim o avançado português de terminar a ronda como líder isolado da lista de melhores marcadores.
Varela marcou na quarta-feira na derrota caseira do Monza com o Nápoles (4-1).
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