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Sobrevivente da injeção letal nos EUA quebra silêncio: “Dor na alma”

30 October 2026 at 17:05

Christa Pike, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, Estados Unidos, há um mês, falou publicamente pela primeira vez, afirmando que está em recuperação, “mas estar em processo de cura não é o mesmo que estar bem”.

“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor. Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar”, revelou Pike em uma declaração por escrito que, segundo seus advogados, foi ditada por ela.

“E a dor não é apenas física. Há dor em minha mente e em minha alma”, adicionou.

Pike, de 50 anos, foi hospitalizada após sobreviver a duas doses de pentobarbital durante uma tentativa de execução pelo estado, ocorrida em 30 de setembro.

Ela foi condenada pelo assassinato de uma colega de classe, Colleen Slemmer, em 1995 — crime cometido por meio de espancamento e golpes de faca.

Logo após o procedimento malsucedido, Pike precisou ser socorrida, e seus advogados chegaram a acreditar que ela não sobreviveria. No entanto, ela recuperou a consciência e, posteriormente, passou a conseguir falar e caminhar com auxílio.

Pike disse que estava “preparada para morrer”, mas, em vez disso, “acordou sozinha em um hospital, confusa e sentindo dor”, segundo o relato.

Este é o primeiro comentário público atribuído a Pike desde a execução que falhou. Ela é a única pessoa a ter sobrevivido, até hoje, à injeção de substâncias químicas letais em uma execução, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.

Pike retornou à prisão no início deste mês, após uma internação de 10 dias, e tem continuado a receber assistência médica, segundo seus advogados.

“Desde aquela noite, tenho permanecido, em grande parte, isolada na ala médica da prisão, longe de outras pessoas e das conexões humanas que significam tanto para mim”, afirmou ela em um comunicado.

“Esse isolamento traz um tipo próprio de dor. Passei 28 anos em confinamento solitário, e grande parte do que vivencio hoje é uma repetição dessa condição”, adicionou.

Agora, Pike está envolvida no que provavelmente será uma longa batalha jurídica para impedir uma segunda tentativa de execução.

Em janeiro, seus advogados apresentaram uma petição buscando adiar a execução, argumentando que o novo protocolo de injeção letal do estado não foi testado e que é “certo, ou muito provável, que resulte em dor e sofrimento desnecessários e acrescidos, além de terror e humilhação”.

“O novo protocolo não prevê quaisquer medidas de salvamento — o que viola os direitos da requerente, garantidos pelas Constituições dos Estados Unidos e do Tennessee — caso a execução falhe”, alertou a equipe jurídica de Pike na ocasião.

Os advogados dela solicitaram a um juiz a alteração da petição inicial para incluir os fatos ocorridos com ela no dia 30 de setembro.

Na quinta-feira (29), o tribunal determinou que Pike tem até o final de janeiro para apresentar uma nova petição, concedendo-lhe um prazo adicional em razão de seu atual estado de saúde.

Estado investiga como execução falhou

Logo após a falha na execução, o governador do Tennessee, o republicano Bill Lee, determinou a abertura de uma investigação sobre o que ocorreu e adiou, por tempo indeterminado, outra execução que estava prevista para este ano.

O fato de a execução de Pike não ter sido realizada também gerou críticas da família de Slemmer, que afirmou que a atenção voltada para a condição de Pike acabou desviando o foco da vítima.

“Acho que o Estado me deve um grande pedido de desculpas”, disse May Martinez, mãe de Slemmer, à WTLV, emissora afiliada à CNN, neste mês.

Lee não está inclinado a comutar a pena de Pike nem a descartar a pena de morte, afirmou ele a repórteres esta semana em Nashville.

“Ela continua encarcerada nos termos das leis do Estado do Tennessee. Suponho que a pena dela permanecerá a mesma, a menos que os tribunais decidam de outra forma”, disse Lee, segundo a WSMV, emissora afiliada à CNN.

*Avni Trivedi, da CNN, contribuiu para esta reportagem

Entenda como é executada a pena de morte nos EUA

Eleição de Israel: Veja resultado final e como Parlamento será dividido

29 October 2026 at 22:53

O Comitê Central de Eleições de Israel divulgou nesta quinta-feira (29) o resultado final da votação para o Parlamento do país. Ele ainda será certificado em 4 de novembro e está sujeito a “pequenas alterações”, segundo as autoridades.

O partido Likud, de Benjamin Netanyahu, continua sendo a maior legenda no Parlamento, tendo conquistado 27 cadeiras. O Yashar, de Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, ficará com 21.

O bloco do premiê conquistou um total de 53 cadeiras, mas ficou aquém de assegurar a maioria, que seria de 61 cadeiras — o Knesset tem, ao todo, 120 lugares.

Por sua vez, a oposição também falhou na tentativa de conquistar maioria: o bloco assegurou 48 assentos.

Os partidos árabes, agrupados na Lista Conjunta e no Ra’am, conseguiram um resultado expressivo, com 19 cadeiras. Assim, podem ser importantes para as alianças de formação de novo governo.

Veja como ficará a distribuição do Parlamento de Israel:

  • Likud: 27 cadeiras
  • Yashar!: 21 cadeiras
  • B’Yachad: 12 cadeiras
  • Lista Conjunta: 11 cadeiras
  • Os Democratas: 8 cadeiras
  • Ra’am: 8 cadeiras
  • Yisrael Beiteinu: 7 cadeiras
  • Otzma Yehudit: 7 cadeiras
  • Yahadut HaTorah: 7 cadeiras
  • Shas: 6 cadeiras
  • Religious Zionism: 6 cadeiras

Ao todo, 5.716.665 votos foram contabilizados. Destes, 5.690.778 foram considerados válidos, enquanto 25.887 votos foram invalidados.

O comparecimento de eleitores às urnas foi o mais alto em décadas, com 77,9%.

Veja o número de votos por partido

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 337.413 votos (5,93%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 337.253 votos (5,93%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)

O que acontece agora?

Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.

Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.

Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.

Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.

Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.

Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

França mobilizará 70 mil policiais para conter protestos no Halloween

29 October 2026 at 22:18

O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, afirmou que os protestos marcados para este sábado (31) representam um “risco muito elevado” para a ordem pública e que, novamente, mobilizará 70 mil agentes das forças de segurança para tentar garantir a ordem no país.

Nunez declarou a jornalistas, nesta quinta-feira (29), que diversos grupos radicais convocaram, por meio das redes sociais, manifestações violentas para este dia, que coincide com o Halloween, e ressaltou que a resposta das forças de segurança será “extremamente firme”.

Ele destacou, em particular, o risco de distúrbios na noite de sábado, após o término das manifestações de caráter mais convencional.

“Estamos observando muitas convocações para atos, provenientes do movimento sindical, da extrema-esquerda radicalizada e de certos sites ligados a facções radicais dos ‘Coletes Amarelos‘, incitando as pessoas a participarem de manifestações em vias públicas a partir das 20h (de 31 de outubro) em diversas cidades da França”, afirmou.

“Essas convocações vêm acompanhadas de mensagens que são, digamos, bastante radicais”, adicionou.

“O dia 31 de outubro representa um risco muito elevado para a ordem pública”, concluiu.

Segundo o Ministério do Interior, 410 mil pessoas participaram de marchas no último sábado (24) — ocasião em que as autoridades mobilizaram 70 mil policiais, o que ajudou a evitar a repetição dos saques e atos de vandalismo registrados em várias cidades no dia 17 de outubro.

Líderes sindicais e estudantes convocaram novos protestos para o dia 31 de outubro, além de uma greve nacional para o dia 5 de novembro, argumentando que a frustração em relação aos salários, ao custo de vida e aos serviços públicos tem se espalhado muito além do movimento estudantil que iniciou as mobilizações no mês passado.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

Como Israel pode sair do impasse eleitoral e formar um novo governo?

29 October 2026 at 21:06

As eleições em Israel nesta semana terminaram sem que um bloco político conseguisse garantir clara maioria no Parlamento, o que deve gerar negociações delicadas para formação de um novo governo.

Benjamin Netanyahu permanecerá no cargo como primeiro-ministro interino, mas enfrenta um Parlamento com maioria da oposição que busca destituí-lo.

Aqui estão alguns cenários que podem acontecer nos próximos dias e meses.

Outra eleição

Após a divulgação dos resultados finais oficiais das eleições — o que deve ocorrer na próxima semana –, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará consultas com representantes dos partidos e, em seguida, indicará o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.

Se o candidato não conseguir formar um governo, outro poderá tentar e, caso esse também falhe, o Knesset poderá indicar outro. Há um prazo de cerca de 100 dias para esse processo.

Se ninguém tiver sucesso, será realizada outra eleição.

Herzog afirmou na quarta-feira (28) que tudo deve ser feito para evitar uma nova eleição e pediu aos partidos que participarem das consultas com ele com a mente aberta.

Governo de unidade

O partido Likud, de Netanyahu, que ainda deve conseguir a maior quantidade de assentos no Knesset, poderia formar uma coalizão com partidos de oposição de centro e de direita, como o Yashar, de Gadi Eisenkot — o segundo maior partido —, o “Israel, Nosso Lar”, de Avigdor Lieberman, e a facção “Juntos”, de Naftali Bennett.

Esse agrupamento garantiria 66 cadeiras, uma maioria no Parlamento de 120 cadeiras.

No entanto, essa opção parece remota neste momento, pois significaria que Netanyahu provavelmente teria que abandonar seus aliados políticos “naturais”: os partidos de ultradireita e os judeus ultraortodoxos.

Além disso, os partidos da oposição teriam que quebrar sua principal promessa aos eleitores, que era destituir Netanyahu.

Ainda assim, se nenhum dos lados conseguir formar um governo ao final de semanas de negociações prolongadas, um governo de unidade poderá surgir como última opção.

A retomada dos confrontos com o Irã, ou com outros atores, também poderia aproximar os lados.

Governo de minoria de Eisenkot

Se Herzog escolher Eisenkot primeiro, ele poderia tentar formar um governo com os aliados “naturais” do Yashar — Juntos, Os Democratas e Israel, Nosso Lar — apoiado pelos dois partidos árabes de Israel, mesmo que eles não sejam integrantes desse governo: Ra’am e a Lista Conjunta.

A coalizão de Eisenkot somaria 48 cadeiras, de acordo com a última apuração de votos, com os partidos árabes somando 19 cadeiras, o que, juntos, alcançaria uma maioria de 67 cadeiras.

Mas, mesmo que Eisenkot volte atrás em sua promessa de campanha de não incluir partidos árabes no governo e aceite o apoio deles, seria difícil convencer muitos israelenses, cujas atitudes em relação à minoria árabe de Israel se endureceram ainda mais desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Netanyahu concentrou sua campanha em deslegitimar o apoio dos partidos árabes, que alcançaram níveis recordes nas eleições.

Por enquanto, apenas o partido “Os Democratas”, de centro-esquerda, se manifestou publicamente pedindo a inclusão desses partidos.

Ambos os partidos árabes sinalizaram que estão dispostos a cooperar com a chapa de Eisenkot.

O Ra’am integrou-se ao governo de Naftali Bennett em 2021, a primeira vez que um partido árabe independente entrou em uma coalizão israelense. Esse governo caiu após 18 meses.

Netanyahu com maioria para um governo de direita

A coalizão de Netanyahu deve sair das 64 cadeiras que detém no Parlamento para 53, de acordo com os últimos resultados eleitorais.

Mas o líder mais longevo de Israel é visto como um dos políticos mais habilidosos do país e poderia dividir a oposição ao atrair integrantes de seus partidos para o seu lado.

Ele já conseguiu fazer isso antes, inclusive como líder da oposição na corrida para as eleições de 2022, das quais saiu vitorioso. Mas a coalizão contra a qual ele lutava na época tinha uma vantagem muito menor e ele não precisou de muitos desertores para desestabilizar seus rivais políticos.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio, diz NYT

29 October 2026 at 19:46

Flávio Bolsonaro (PL) deve fazer a solicitação de residência permanente nos Estados Unidos “em algum momento”, e o pedido seria processado rapidamente pelo governo de Donald Trump, assim como ocorreu com Eduardo Bolsonaro, segundo o NYT (New York Times).

O green card, documento que deve ser solicitado por Flávio, permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos EUA por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

Eduardo conseguiu o green card em julho deste ano, após mais de um ano esperando pelo atendimento da solicitação à administração federal.

Atualmente, o senador e sua família receberam do governo de Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. Assim, poderão ficar no país até outubro de 2027, pelo menos.

Essa permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.

Assessor de Trump providenciou jato em que Flávio fugiu

Ainda segundo o NYT, Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na fuga para os EUA.

O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte “a par da logística” dessa viagem ouvida pelo jornal americano.

Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT. “O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte”, pontua a reportagem.

Questionada sobre o assunto pela CNN Brasil, a Casa Branca redirecionou os questionamentos a Jason Miller. A CNN Brasil também entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e com o assessor de Trump e aguarda retorno.

Trump diz que não vai se envolver

Na quarta-feira (28), Donald Trump confirmou que os Estados Unidos concederam a permissão para que Flávio entrasse no país.

Entretanto, quando foi perguntado por repórteres sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil, o líder dos EUA afirmou que não comentaria o caso.

“Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou em outro momento.

Trump tem feito acusações, sem mostrar provas, de que a eleição brasileira pode ter sido fraudada. Autoridades do Brasil e de outros países, além de especialistas de órgãos independentes, atestaram a lisura da votação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário.

Assessor de Trump providenciou jato para Flávio ir aos EUA, diz NYT

29 October 2026 at 17:41

Flávio Bolsonaro (PL) utilizou um jato particular que foi providenciado por Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, na fuga para os Estados Unidos, segundo reportagem do NYT (The New York Times).

O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte “a par da logística” dessa viagem ouvida pelo jornal americano.

Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT. “O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte”, pontua a reportagem.

A CNN Brasil entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a Casa Branca e com Jason Miller e aguarda retorno.

Flávio Bolsonaro desembarca em Miami com a família após fugir do Brasil
Flávio Bolsonaro desembarca em Miami com a família após fugir do Brasil • Getty Images

Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio

Flávio Bolsonaro e sua família receberam do governo de Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. Assim, poderão ficar no país até outubro de 2027, pelo menos.

Essa permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.

Ainda de acordo com o NYT, Flávio Bolsonaro deve solicitar um green card “em algum momento”. O documento permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos EUA por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

Esse pedido seria processado rapidamente pelo governo Trump, assim como ocorreu com Eduardo Bolsonaro, segundo a fonte ouvida pelo jornal.

Eduardo conseguiu o green card em julho deste ano, após mais de um ano esperando pelo atendimento da solicitação à administração federal.

Trump diz que não vai se envolver

Na quarta-feira (28), Donald Trump confirmou que os Estados Unidos concederam a permissão para que Flávio entrasse no país.

Entretanto, quando foi perguntado por repórteres sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil, o líder dos EUA afirmou que não comentaria o caso.

“Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou em outro momento.

Trump tem feito acusações, sem mostrar provas, de que a eleição brasileira pode ter sido fraudada. Autoridades do Brasil e de outros países, além de especialistas de órgãos independentes, atestaram a lisura da votação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário.

Brasileira ficou ferida em colisão de trens na Espanha que deixou 69 mortos

29 October 2026 at 17:25

A colisão de trens mortal na Espanha que aconteceu na quarta-feira (28) deixou uma brasileira ferida, segundo informou o Itamaraty.

O acidente deixou ao menos 69 mortos e gerou protestos no país europeu. No caso, um trem de alta velocidade se chocou contra uma composição que estava parada.

O Ministério das Relações Exteriores não informou qual o estado de saúde da brasileira, mas pontuou que presta “assistência consular devida” através do consulado-geral em Madri.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lamentou o acidente e pontuou que está em contato com o ministro de Transportes do país.

A Real Federação Espanhola de Futebol também chegou a suspender as 24 partidas da Copa do Rei previstas para a quarta-feira.

Nesta quinta-feira (29), o rei e a rainha da Espanha visitaram um hospital na cidade de Toledo onde os feridos estão sendo tratados.

“Há, naturalmente, uma investigação em curso. Essa investigação deve esclarecer como e por que essa catástrofe ocorreu. Em seguida, teremos de avaliar quais medidas devem ser adotadas para evitar que algo assim volte a acontecer”, afirmou o rei Felipe VI a repórteres.

*com informações da Reuters, da CNN Brasil e da CNN

Trump diz que EUA permitiram entrada de Flávio, mas que não vai se envolver

28 October 2026 at 21:32

O presidente Donald Trump confirmou nesta quarta-feira (28) que os Estados Unidos permitiram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, após ele ter deixado o Brasil depois de perder a eleição presidencial.

De toda forma, Trump disse que não comentaria sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil.

“Mas sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, disse ele a repórteres antes de partir para Ohio.

“Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou o presidente.

Trump afirmou acreditar que Flávio e sua família foram “maltratados”, insistindo, contudo, que não participou da disputa eleitoral.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio informou que o político temia ser preso no Brasil. Ele é alvo de investigações por supostos atos de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Como vocês sabem, não tomei partido na eleição. Mas, quando vejo algo inadequado, eu aponto. Achei que ele e sua família foram tratados de forma muito injusta”, adicionou.

A CNN noticiou, ainda nesta quarta-feira, que Flávio havia chegado aos EUA. Imagens mostraram o senador desembarcando de um avião no aeroporto de Opa-locka, em Miami, acompanhado de sua esposa e duas filhas. Posteriormente, a família foi fotografada deixando o aeroporto, protegida por guarda-chuvas.

Na segunda-feira, Trump alegou, sem apresentar provas, que a eleição presidencial brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada, para ser sincero”, declarando aos repórteres que o processo foi “tão corrupto, tão terrível”.

Segundo um assessor relatou à CNN, integrantes do governo Trump sabiam, já na segunda-feira, que Flávio Bolsonaro tinha um prazo de cerca de 24 horas para entregar seu passaporte.

Eles deixaram claro ao candidato derrotado que sua entrada nos Estados Unidos seria permitida.

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição no segundo turno, no domingo (25), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.

A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

*com informações de Alejandra Jaramillo, da CNN

Próximo governo de Israel herdará guerra, falta de confiança e déficit alto

28 October 2026 at 20:40

A população de Israel foi às urnas na terça-feira (27) para eleger o novo Parlamento do país. As bocas de urna mostram um cenário de indefinição e que nem o bloco de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro, nem o de Gadi Eisenkot, principal líder opositor, conseguirão maioria.

Esta foi a primeira votação após o ataque terrorista do Hamas de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. Ela também acontece após conflitos no Líbano e contra o Irã.

Agora, os partidos políticos negociam e conversam entre si para tentar reunir uma coalizão que consiga formar um novo governo.

O próximo governo de Israel herdará a falta de confiança da população, um orçamento deficitário e o desafio de encerrar conflitos em andamento.

Quais serão os principais desafios do próximo governo?

Falta de confiança da população

O último relatório anual do Israel Democracy Institute, divulgado em dezembro de 2025, mostrou que apenas 29,5% dos israelenses consideram boa a situação do país.

A confiança da população nas instituições israelenses também é baixa: quase metade dos entrevistados (46,5%) disseram que seria melhor “desmanchar todas as instituições políticas do país e recomeçar do zero”.

Entre judeus e árabes, a confiança no governo não passa de 25%, e no Knesset, o Parlamento, de 18%.

“O israelense médio se interessa muito por política. Ele sabe da importância que tem o Parlamento, a democracia, o sistema parlamentarista, mas entende que esse último Parlamento, especificamente, não corresponde àquilo para o que foi eleito e vê uma oportunidade de mudança”, afirma João Miragaya, assessor do Instituto Brasil-Israel e mestre em História pela Universidade de Tel Aviv.

Conflitos inacabados e trauma do 7 de outubro

O próximo governo de Israel ainda terá que enfrentar conflitos que se arrastam há anos.

Apesar do plano de paz apoiado pelos Estados Unidos, as forças israelenses continuam realizando bombardeios na Faixa de Gaza e controlam cerca de 60% de seu território. O Hamas também não desarmou, sendo que isso é uma das principais reivindicações do governo de Israel.

Além disso, uma trégua não impediu novas trocas de ataques no sul do território do Líbano com o Hezbollah, grupo que também recusa a se desarmar e é visto como uma ameaça pela população israelense.

E, apesar da ofensiva conjunta com os EUA, o Irã ainda não abriu mão de suas pretensões de desenvolver um programa nuclear e continua sendo governado pelo regime linha dura.

Braço armado do Hamas, Brigadas Izz ad-Din al-Qassam seguram bandeira palestina enquanto destroem tanque das forças israelenses na Cidade de Gaza em 7 de outubro
Braço armado do Hamas, Brigadas Izz ad-Din al-Qassam seguram bandeira palestina enquanto destroem tanque das forças israelenses na Cidade de Gaza em 7 de outubro • Foto de Hani Alshaer/Anadolu Agency via Getty Images

O professor Michel Gherman, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), também chama a atenção para o desafio de reconstruir estruturas de segurança confiáveis, que ficaram fortemente abaladas depois do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.

“O 7 de outubro ainda é o grande tema de discussão, o grande trauma”, avalia o especialista, principalmente após uma reportagem do jornal Hareetz afirmar que Netanyahu teria sido avisado pelo líder dos Emirados Árabes Unidos sobre uma ameaça do Hamas com dias de antecedência ao ataque, acusações que ele nega.

Outro ponto que é alvo de grande discussão no país relacionado ao 7 de outubro é a responsabilização pelas falhas de segurança que permitiram o ataque do Hamas.

Samuel Feldberg, doutor em Ciências Políticas pela USP e pesquisador da Universidade de Tel Aviv, explica que foi criada uma comissão de inquérito para apurar essas falhas, mas ela está submetida ao próprio governo, o que levanta questionamentos sobre sua independência.

Assim, parte da comunidade israelense defende a formação de uma comissão parlamentar que possa, eventualmente, responsabilizar o próprio governo, se necessário.

Ultraortodoxos no Exército

Um outro ponto de atrito dentro da população de Israel é a isenção militar aos ultraortodoxos mesmo em um momento com muitos conflitos envolvendo o país.

“Israel tem um governo que se apoia nos partidos ultraortodoxos, que têm como principal demanda para se manter no governo a isenção do serviço militar para aqueles jovens ortodoxos que querem continuar estudando nas escolas religiosas quando fazem 18 anos e, portanto, deixam de se alistar”, explica Feldberg.

O especialista aponta que este é um elemento importante de discussão na sociedade, porque o impacto da guerra e do serviço militar nos últimos anos criou um peso muito grande para o setor laico, havendo demanda para que haja um engajamento maior de outros setores.

Déficit alto e custo de vida

Já na economia, os anos de guerra e os gastos elevados com defesa aumentaram o déficit, que chegou a quase 7% do PIB em 2024 e baixou para 4,7% em 2025.

Um relatório do Banco de Israel estima que os primeiros dois anos da guerra custaram mais de US$ 57 bilhões em perda de produção. O dado ainda não inclui a campanha militar contra o Irã, iniciada em fevereiro de 2026.

“As consequências da guerra — incluindo as restrições à oferta de mão de obra e os custos fiscais do conflito — continuaram a pesar sobre a economia”, afirma o banco central israelense.

“Esses efeitos refletiram-se em uma perda significativa de produção em relação à tendência de crescimento anterior à guerra, em um declínio da renda per capita e em um aumento notável da relação dívida/PIB”, adiciona.

Com isso, o novo governo de Israel também terá que lidar com o aumento no custo de vida no país.

“O custo de vida em Israel subiu muito, especialmente na região central, e está tornando muito difícil a vida dos jovens que têm que iniciar uma carreira profissional”, pontua Samuel Feldberg.

De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o país apresenta um dos “níveis de preços comparativos mais elevados do bloco, o que reduz o bem-estar e acirra as tensões sociais”.

Isolamento internacional de Israel

Outro desafio que o próximo governo de Israel terá que superar é o isolamento internacional do país, visto que a imagem da nação do Oriente Médio saiu arranhada após anos de guerra e de milhares de mortes na Faixa de Gaza.

Uma pesquisa do Pew Research Center de junho deste ano, conduzida em 36 países, mostrou que 67% dos entrevistados têm uma visão desfavorável de Israel, enquanto 25% afirmam ver o país de forma positiva.

Momento em que ataque israelense atinge casa na Cidade de Gaza • REUTERS

Além disso, a relação de Israel ficou estremecida com várias nações, incluindo o Brasil. Tornou-se comum, por exemplo, que diplomatas e chefes de Estado se retirem dos discursos de Israel na ONU como forma de protesto.

Mais recentemente, produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia se tornaram alvos de sanções de um grupo de 12 países, incluindo aliados ocidentais como Reino Unido e França.

A Corte Internacional de Justiça afirmou em 2024 que a presença contínua de Israel nos territórios palestinos ocupados é ilegal e deve acabar “o mais rápido possível”.

Questão do território palestino

E um dos principais fatores do isolamento internacional de Israel é exatamente a disputa em relação à criação do Estado palestino.

“Existem forças dentro do governo atual que pedem a declaração de soberania de Israel sobre esses 60% de território de Gaza que estão ocupados”, pontua João Miragaya.

Mas, além da guerra na Faixa de Gaza, o próximo governo também terá que lidar com a Cisjordânia, território palestino ocupado que tem presenciado o aumento dos assentamentos de colonos israelenses.

Em abril deste ano, a CNN noticiou que o gabinete de segurança de Israel aprovou secretamente a legalização de 30 assentamentos e fazendas na Cisjordânia, segundo três fontes.

Duas dessas fontes explicaram que a aprovação foi mantida em sigilo para evitar críticas internacionais em meio ao aumento da violência de colonos contra palestinos desde o início da guerra com o Irã.

João Miragaya pondera, entretanto, que esta eleição não deve levar à chamada Solução de Dois Estados, que prevê um Estado judeu e um palestino coexistindo pacíficamente.

“Desde o 7 de outubro, a pequena maioria que era favorável aos dois Estados passou a ser uma minoria de um quarto a um terço da população. Então, não é uma eleição que deva gerar esperanças pela criação de um Estado palestino, pela resolução do conflito entre Israel e os palestinos, de forma definitiva”, conclui o especialista.

Comissão da ONU aponta genocídio em Gaza com ataques de Israel a crianças

Morre juiz dos EUA que era responsável pelo julgamento de Maduro e esposa

28 October 2026 at 20:28

Alvin Hellerstein, o juiz federal dos Estados Unidos que estava supervisionando o julgamento de Nicolás Maduro desde sua captura pelas forças norte-americanas em janeiro, faleceu nesta quarta-feira (28), aos 92 anos.

Um porta-voz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York confirmou a morte e informou que os casos que estavam sob a responsabilidade de Hellerstein serão redistribuídos de forma aleatória.

O juiz presidiu inúmeros casos de grande repercussão ao longo de seus quase 30 anos na magistratura.

Há duas semanas, Hellerstein supervisionou uma audiência do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e da então primeira-dama, Cilia Flore, acusados ​​de torturar cidadãos norte-americanos e outras pessoas com o objetivo de se manterem no poder, acusações que eles refutam.

Durante a audiência, o juiz interrompeu Maduro, que, em vez de responder se se declarava culpado ou inocente das acusações, começou a proferir um discurso a respeito das denúncias.

Juiz comandou casos de grande repercussão nos EUA

Hellerstein foi nomeado juiz em 1998 pelo presidente Bill Clinton.

Em 2011, passou para a categoria de juiz com status de sênior (juiz em situação de aposentadoria parcial), o que implicava uma carga de trabalho reduzida. No entanto, isso não impediu que alguns dos casos de maior repercussão na mídia caíssem em suas mãos.

Em agosto, Hellerstein rejeitou uma tentativa do presidente Donald Trump de transferir para a esfera federal o processo judicial estadual contra ele, relacionado a pagamentos feitos a uma estrela de filmes adultos para comprar seu silêncio.

O juiz determinou que esses pagamentos e reembolsos — que levaram à condenação de Trump por 34 acusações estaduais de falsificação de registros comerciais — não constituíam atos oficiais. Trump recorreu da decisão.

Além disso, ele interveio para ordenar a libertação de Michael Cohen, que foi adversário de Trump, permitindo que cumprisse o restante de sua pena em prisão domiciliar, após concluir que a administração havia tomado represálias contra o ex-advogado pessoal de Trump devido à publicação de um livro revelador.

O juiz também presidiu os litígios sobre as indenizações destinadas às equipes de resposta a emergências e a outras pessoas afetadas pelos atentados de 11 de setembro.

Quem é Nicolás Maduro, ditador da Venezuela

 

Chile diz que presidente José Kast comparecerá à posse de Lula

27 October 2026 at 00:29

O presidente do Chile, José Antonio Kast, se comprometeu a comparecer à cerimônia de posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2027, após sua vitória nas eleições presidenciais brasileiras, segundo afirmou Gonzalo Arenas, subsecretário da secretaria-geral do governo chileno, nesta segunda-feira (26).

Arenas foi questionado se o governo reafirmava o reconhecimento dos resultados eleitorais, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciar que buscaria contestá-los devido à prorrogação do horário de votação, medida também solicitada por ele.

“Respeitamos as instituições dos países. As instituições declararam o presidente Lula vencedor e, portanto, não temos mais comentários a fazer; não vamos interferir na política interna do Brasil, muito menos”, enfatizou.

Nessa linha, ele pontuou que “o Brasil é um aliado do Chile, um parceiro fundamental do nosso país e, portanto, seja quem for o presidente, nossas relações continuarão sendo entre Estados”.

Assim, Arenas informou que o presidente Kast se comprometeu a participar da posse do terceiro mandato do presidente Lula.

No domingo (25), após o anúncio de que Lula venceu a votação no segundo turno e conseguiu a reeleição, Kast publicou uma imagem falando ao telefone, afirmando que ligou para o petista e o parabenizou pelo resultado.

Kast destacou a relação entre os países, afirmando que “Chile e Brasil têm muito futuro em comum e continuarão trabalhando por uma agenda que potencialize as relações entre nossos países em integração econômica e combate ao crime organizado na região”.

Trump diz que eleição do Brasil pareceu fraudada, mas que gosta de Lula

26 October 2026 at 19:42

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26), sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, mas destacou que gosta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que se dá bem com o petista.

Questionado por repórteres sobre sua avaliação do pleito, realizado no domingo (25), Trump disse que achou “terrível”. Flávio Bolsonaro (PL), que foi derrotado por Lula, anunciou que não reconhecerá o resultado da votação e que pedirá anulação.

“Não tomei partido, mas a imagem que passou para o mundo foi péssima; é mais uma eleição — e você sabe, eleições precisam ser inquestionáveis ​​—, por isso, para mim, a situação pareceu muito ruim”, adicionou.

“Não apoiei ninguém nem nada, mas acompanhei a eleição e ela pareceu tão corrupta”, acrescentou.

Em outro momento, o presidente dos Estados Unidos foi questionado se faria algo a respeito da eleição brasileira, respondendo que não comanda o Brasil e que tem bom relacionamento com Lula.

“Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a forma como a apuração foi feita passou uma impressão muito ruim”, disse.

No domingo (25), dia do segundo turno, Donald Trump Jr., filho do presidente, criticou a extensão do horário de votação no Brasil, que teve fim adiado das 17h para as 19h.

“Se um governo conservador no Brasil fizesse isso, todo mundo na imprensa mainstream americana perderia a cabeça, mas acho que eles estão apenas escolhendo ficar em silêncio porque é tudo pela causa”, alegou.

Até agora, os Estados Unidos não reconheceram oficialmente o resultado da eleição presidencial brasileira. Outros países, como China, França, Espanha, Portugal e Alemanha, reconheceram a votação e parabenizaram Lula.

Outras autoridades dos EUA também se pronunciaram e saudaram o petista, como Gavin Newsom, governador da Califórnia, o senador Bernie Sanders e Zohran Mamdani, prefeito de Nova York.

Nações da América do Sul, como Chile, Peru e Colômbia, que são comandadas por líderes de direita, também reconheceram o resultado. A Argentina, de Javier Milei, não se pronunciou.

Campanhas de Flávio e Lula pediram extensão do horário de votação

A solicitação de extensão do horário da votação foi feita tanto pela campanha de Lula quanto pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O pedido do grupo de Lula usou como base relatos de problemas envolvendo o transporte de eleitores em todo o país.

Já a campanha de Fávio havia pedido o alongamento da votação ao TSE para os estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo por causa das fortes chuvas.

O PT (Partido dos Trabalhadores) também protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para prorrogação da votação por mais duas horas em todo o território nacional. Cristiano Zanin foi sorteado relator do caso às 16h30, no horário de Brasília.

O magistrado acatou a solicitação às 16h57, mas a decisão só entrou nos sistemas da Corte às 17h01. A apuração foi paralisada por volta das 17h06, com o TSE já tendo divulgado os números de algumas urnas.

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, referendou a medida às 18h.

Autoridades do Brasil confirmam lisura da votação para presidente

O presidente do TSE também assegurou, ainda no domingo, que não houve irregularidades na eleição presidencial e que a prorrogação do horário de votação não comprometeu sua lisura.

“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques.

Partidos que haviam declarado apoio a Flávio Bolsonaro também parabenizaram a reeleição do presidente Lula. Foi o caso de União Brasil, Republicanos e Podemos.

Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União) e Hugo Motta (Republicanos), respectivamente, também se pronunciaram.

Alcolumbre disse que o resultado foi uma “vitória da democracia” e pediu respeito à “vontade soberana do povo”. Hugo também elogiou o sistema eleitoral brasileiro e afirmou que a data se trata de “um dia de alegria para nós, democratas”.

Votos após as 17h representaram 0,027% do total

Apenas 34.330 votos foram computados depois das 17h de domingo (25), horário previsto para o encerramento do segundo turno das eleições.

O número representa 0,027% dos 127,8 milhões de votos registrados no país e não teria peso suficiente para alterar o resultado da disputa presidencial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário.

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