❌

Normal view

Brasileira ficou ferida em colisão de trens na Espanha que deixou 69 mortos

29 October 2026 at 17:25

A colisão de trens mortal na Espanha que aconteceu na quarta-feira (28) deixou uma brasileira ferida, segundo informou o Itamaraty.

O acidente deixou ao menos 69 mortos e gerou protestos no país europeu. No caso, um trem de alta velocidade se chocou contra uma composição que estava parada.

O Ministério das Relações Exteriores não informou qual o estado de saúde da brasileira, mas pontuou que presta “assistência consular devida” através do consulado-geral em Madri.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lamentou o acidente e pontuou que está em contato com o ministro de Transportes do país.

A Real Federação Espanhola de Futebol também chegou a suspender as 24 partidas da Copa do Rei previstas para a quarta-feira.

Nesta quinta-feira (29), o rei e a rainha da Espanha visitaram um hospital na cidade de Toledo onde os feridos estão sendo tratados.

“Há, naturalmente, uma investigação em curso. Essa investigação deve esclarecer como e por que essa catástrofe ocorreu. Em seguida, teremos de avaliar quais medidas devem ser adotadas para evitar que algo assim volte a acontecer”, afirmou o rei Felipe VI a repórteres.

*com informações da Reuters, da CNN Brasil e da CNN

Diplomacia vê fracasso em tentativa de governo paralelo

29 October 2026 at 17:01

A tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se autoproclamar uma espécie de “líder paralelo” do Brasil é vista pela diplomacia brasileira como um movimento sem viabilidade jurídica ou política.

A avaliação foi apresentada pela analista de política Isabel Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (29), após consultar diversas fontes do Palácio do Itamaraty antes e depois da veiculação das cartas assinadas por Flávio Bolsonaro.

Mega afimou que o Itamaraty, antes mesmo da publicação das cartas, já estava monitorando de perto o que estava acontecendo e já vislumbrava qual seria o caminho adotado pelo grupo bolsonarista.

Ela descreveu qual seria a postura que as fontes no Itamaraty dizem que seria dotada pela diplomacia, caso Flávio seguisse a narrativa de “governo paralelo”:

“A gente tem, por exemplo, uma justificativa para evocar a lei da reciprocidade contra os Estados Unidos, caso a gestão Donald Trump abrace muito esse discurso do bolsonarismo”, relatou.

Contexto americano e uso político do caso brasileiro

Mega apontou que a situação do bolsonarismo nos Estados Unidos tem ganhado espaço justamente por conta do contexto doméstico de Donald Trump às vésperas das eleições de meio de mandato.

Segundo a analista, o time de Trump e Marco Rubio quer usar as eleições brasileiras para gerar uma agitação de contestação de resultado das urnas lá nos Estados Unidos também.

“Se Trump perde nessas eleições de meio de mandato, o caso brasileiro, em que ele afirma parecer que tem fraude, sem que haja qualquer prova apresentada, seja por Flávio, seja por Donald Trump, será usado no discurso”, explicou Mega.

Fontes diplomáticas também alertaram para o risco de Flávio Bolsonaro se tornar, para Donald Trump, o que Carla Zambelli representou para Jair Bolsonaro em 2022.

Na véspera do segundo turno de 2022, a ex-deputada perseguiu armada uma pessoa em São Paulo, e isso pesou negativamente junto ao eleitorado. Esse episódio, segundo a analista, é apontado por parte dos bolsonaristas como um dos fatores da derrota eleitoral daquele ano.

Comparação com Juan Guaidó

A analista destacou que a mudança significativa entre a primeira e as demais versões da carta já deu um indicativo à diplomacia brasileira de que a tentativa de instalar um governo paralelo, nos moldes do que foi feito por Juan Guaidó na Venezuela, não obteve o resultado esperado.

Na primeira das três versões da carta de teor golpista, Flávio se autointitulava “presidente eleito do Brasil”; nas versões seguintes, passou a se colocar como “verdadeiro líder do Brasil”.

Mega lembrou que Guaidó chegou a ser recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto e era tratado quase como um presidente pelo governo brasileiro à época. “A inspiração de Flávio Bolsonaro bebe dessa fonte”, destacou.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Lula cogita Mauricio Lyrio à frente do Itamaraty em troca “geracional”

29 October 2026 at 06:50

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cogita fazer uma “troca geracional” no Ministério das Relações Exteriores e nomear Mauricio Lyrio para a chefia do Itamaraty, segundo interlocutores do mandatário.

O atual chanceler, Mauro Vieira, de 75 anos, esteve à frente da pasta durante os quatro anos do terceiro mandato de Lula , mas também chefiou o Itamaraty entre 2015 e 2016 – no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT).

Lyrio, de 59 anos, foi porta-voz e é da confiança do principal conselheiro de Lula para a área internacional, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim.

Leia Mais:

 

No governo Lula 3, o diplomata foi primeiro escalado para a Secretaria de Assuntos Econômicos.

No cargo, Lyrio teve protagonismo em dois dos maiores êxitos da gestão no âmbito comercial: a declaração da cúpula do G20 de 2023, que aconteceu no Brasil, e a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia.

Ele também foi um dos técnicos a atuar diretamente para abrandar o primeiro tarifaço dos Estados Unidos.

Em 2025, o embaixador passou a ser o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, para que atuasse diretamente nas negociações da COP30, que aconteceu em Belém (PA).

A “troca geracional” cogitada pelo presidente Lula aconteceria no Ministério das Relações Exteriores, mas também na Defesa, atualmente comandada por José Múcio, segundo fontes.

Brasil só dará visto livre a indicado embaixador se EUA liberar para Viotti

27 October 2026 at 21:56

A área internacional do Palácio do Planalto sugere que o governo brasileiro deve condicionar a autorização de visto com livre trânsito a Daniel Perez, indicado pelos Estados Unidos a embaixador no Brasil, ao mesmo tratamento dado pela Casa Branca à embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.

Em agosto, Viotti teve o visto de entradas múltiplas em território norte-americano, prerrogativa de um embaixador, revogado. A medida foi tomada pelo Departamento de Estado norte-americano, que equivale ao Ministério de Relações Exteriores no Brasil.

Na época, o secretário de Estado, Marco Rubio, alegou reciprocidade em razão de o governo brasileiro ainda não ter autorizado o novo embaixador americano no país. Lula havia suspenso até as eleições a concessão de agrément, que dá o aval diplomático, a indicados embaixadores. Encerrado o pleito, o Planalto irá retomar os processos ainda neste ano.

Segundo a equipe diplomática do Palácio do Planalto, o Itamaraty não identificou até o momento nenhum indicativo que impeça o nome escolhido por Donald Trump para exercer a função de embaixador no Brasil.

No entanto, caso Perez receba as cartas credenciais, assessores de Lula defendem que a análise sobre qual tipo de visto diplomático concedido, se de livre trânsito ou não, seja condicionado ao mesmo tratamento dado à embaixadora brasileira.

Presidente da Câmara de Representantes do estado da Flórida, e alinhado a Donald Trump, Daniel Perez foi anunciado como indicado embaixador pelos EUA em junho deste ano. A divulgação pública gerou críticas internas na diplomacia brasileira, já que o processo de análise e aceitação de agrément é sigiloso, com o nome do indicado informado inicialmente ao país que irá receber o embaixador, antes de ser anunciado.

Em agosto, a nomeação foi aprovada pelo Senado norte-americano em um placar apertado, com 51 votos a favor e 47 contrários.

O Brasil não tem embaixador dos Estados Unidos desde janeiro de 2025. Quem representa o governo norte-americano em território brasileiro é Gabriel Escobar, encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA.

Em entrevista a uma emissora local de Miami, concedida em agosto, Daniel Perez foi questionado sobre qual prioridade deverá ter se assumir o cargo de embaixador e disse: “O primeiro objetivo será sempre a segurança e a proteção dos americanos que estão no Brasil”.

❌