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Ninguém é responsável pela minha saída do Brasil, diz Flávio

31 October 2026 at 00:06

O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta sexta-feira (30), que ninguém é responsável pela sua saída do Brasil para os Estados Unidos.

“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubesse a chance de dar errado seria maior, então de verdade, não escolham, não apontem o dedo para ninguém, não tem ninguém que é responsável pelo que aconteceu, com relação a minha saída.“, disse o senador durante transmissão ao vivo em suas redes sociais. 

A fuga do Brasil do candidato derrotado ao Planalto foi acompanhada, ao longo de toda a terça-feira (27), de informações falsas sobre o paradeiro do senador, que chegou aos Estados Unidos na manhã de quarta-feira (28). Os dados foram repassados por pessoas ligadas à família Bolsonaro e por fontes ligadas ao governo de Donald Trump.

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“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”

O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou que tenha fugido do país após a derrota. Ele afirma que saiu “pelo Brasil”. A justificativa para tal ação, segundo ele, é para trabalhar como uma “voz” fora do país.

“Eu vou poder ser uma voz um pouco mais ativa ainda de todos vocês e poder falar muita coisa que eu não poderia falar se eu falasse no Brasil, eu seria ainda mais perseguido”, disse.

Para ele, permanecer no Brasil não teria o mesmo impacto e que seria mais uma voz “calada e censurada”, comparando-se com o próprio pai, que também fugiu para os Estados Unidos após perder as eleições de 2022 contra o presidente Lula (PT).

“Qualquer coisa que aconteça eu vou estar aqui, pronto, inclusive se for preciso para disputar a presidência da República de novo”, disse.

Flávio diz que indicará Rogério Marinho para presidência do Senado

31 October 2026 at 00:02

O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta sexta-feira (30), que indicará o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), à presidência da Casa Legislativa. Em pronunciamento durante transmissão ao vivo após deixar o Brasil, o candidato derrotado à Presidência da República defendeu que o Congresso seja o principal espaço de oposição ao novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho foi coordenador da campanha presidencial de Flávio e é um dos nomes da direita interessados no comando do Senado. Ele enfrenta a articulação do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, além da possibilidade de uma candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Como mostrou a CNN Brasil, Alcolumbre tem discutido a possibilidade de anistia ou indulto a Jair Bolsonaro (PL) em um movimento para atrair apoio de parlamentares da direita. O senador apresenta a proposta como parte de uma agenda de pacificação.

Alcolumbre também conta com o apoio do governo à sua recondução. Lula assegurou o respaldo da base governista à reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião na segunda-feira (26), no Palácio da Alvorada.

Flávio diz que Congresso será “trincheira” da oposição contra Lula

Flávio afirmou que a eleição de Marinho seria uma forma de resistir às medidas do governo. Ao criticar as propostas econômicas de Lula, previu um agravamento da situação do país e disse que pretende continuar atuando politicamente no exterior.

“Eu dei um passo atrás para dar dois para frente. Então, fiquem firmes. Nossa trincheira será o Congresso, especialmente o Senado, e a pessoa que eu vou indicar seria Rogério Marinho para a Presidência”, declarou. O senador classificou como “nojentas” as tentativas de negociação que, segundo ele, utilizam a liberdade de seu pai como instrumento político.

Flávio deixou o Brasil após perder o segundo turno para Lula e chegou aos Estados Unidos com a família. Antes da viagem, havia sido intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega irregularidades.

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