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Received — 23 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

São Brás de Alportel promove encontro para dar vida a novas ideias de negócio

23 October 2026 at 17:14

O VI Fórum Ideias de Negócios realiza-se a 27 de outubro, às 18h00, no Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel, para reunir empreendedores e interessados em desenvolver projetos no concelho.

O encontro pretende proporcionar aos participantes a oportunidade de apresentar ideias e projetos, partilhar experiências e estabelecer contactos com potenciais parceiros e entidades que possam contribuir para concretizar novas iniciativas empresariais.

Dinamizado anualmente pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel desde 2021, o fórum integra a estratégia de incentivo ao empreendedorismo e à criação de negócios no concelho, procurando aproximar empresas, empreendedores e outras entidades locais.

Ao longo das edições anteriores, a iniciativa tem procurado dar visibilidade a novos projetos e estimular a cooperação entre os agentes económicos do concelho. Nesta sexta edição, mantém o objetivo de promover a partilha de ideias e criar oportunidades de colaboração que contribuam para dinamizar a economia local.

As inscrições estão abertas para quem pretenda apresentar um projeto ou dar a conhecer a sua empresa. A participação é gratuita, sendo possível obter mais informações através do número 289 840 212 ou do endereço de correio eletrónico empreendedor@cm-sbras.pt.

A iniciativa é organizada pelo Município de São Brás de Alportel, através do Gabinete do Empreendedor, com o apoio de empresas e empreendedores locais.

Tavira assinala Dia das Raças Autóctones com fórum dedicado às espécies algarvias

23 October 2026 at 16:37

O Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT) recebe, a 12 de novembro, a partir das 9h30, um fórum dedicado às raças autóctones algarvias, para debater a sua preservação e valorização. A iniciativa, organizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), em parceria com a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve (DSAVR Algarve), assinala o Dia Nacional das Raças Autóctones e dá início às comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira.

Sob o tema “Raças Autóctones: Património Vivo, Biodiversidade e Território”, o encontro reúne associações de criadores, investigadores, autarquias e representantes dos setores agrícola e turístico, com destaque para as raças bovina Algarvia, ovina Churra Algarvia e caprina Algarvia.

O programa começa às 9h30, com a sessão de abertura, seguindo-se uma retrospetiva sobre o papel do antigo Posto Agrário na pecuária regional. Ao longo da manhã, serão apresentadas as três raças algarvias, com intervenções da Associação de Criadores de Gado do Algarve (ASCAL) e da Associação Nacional de Criadores de Caprinos da Raça Algarvia (ANCCRAL).

A componente científica inclui uma apresentação sobre a caracterização genómica e a valorização das raças algarvias, pelo Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, e a divulgação de um projeto-piloto dedicado à valorização da carne de ovinos da raça Churra Algarvia.

O programa contempla ainda a apresentação do projeto “Alinhados pela mesma Lã”, da Câmara Municipal de Loulé, e da iniciativa “Pastores do Algarve 2027”, pelo Amendoeiras Resort. O debate está previsto para as 11h45, seguindo-se o encerramento, às 12h15, e uma prova de produtos regionais, às 12h30.

Ao longo do dia, estarão também patentes três exposições temáticas dedicadas ao centenário do antigo Posto Agrário de Tavira, às raças autóctones algarvias e aos produtos regionais que lhes estão associados.

Portimão prolonga apoios às famílias e alarga condições de acesso em 2027

23 October 2026 at 16:06

A Câmara Municipal de Portimão aprovou a renovação das Medidas Excecionais de Crise Económica e Habitacional para 2027, prolongando os apoios às famílias entre 1 de janeiro e 31 de dezembro do próximo ano. A proposta segue agora para a Assembleia Municipal, onde será discutida e votada, sendo a sua aprovação necessária para a entrada em vigor das medidas.

A decisão surge num contexto de pressão sobre os orçamentos familiares, marcado pelo custo de vida e pelas dificuldades no acesso à habitação, particularmente sentidas no Algarve. Entre as principais alterações previstas estão a renovação automática dos apoios em vigor e o alargamento das condições de acesso, com o objetivo de abranger mais agregados familiares.

O Subsídio de Apoio ao Arrendamento chega atualmente a 677 agregados, mais 132 do que no início de 2026, e representa um investimento municipal anual de 2.257.671 euros. A Tarifa Social da Água abrange 992 agregados, enquanto a Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos apoia 107. No conjunto, os três apoios chegam a mais de 1700 famílias.

Uma das principais mudanças é a renovação automática das prestações em vigor, para evitar que os beneficiários percam o apoio por motivos administrativos ou pelo fim do prazo previsto. No caso do subsídio ao arrendamento, o mecanismo aplica-se também aos agregados que atinjam o limite de três anos de atribuição.

No apoio ao arrendamento, a comparticipação mensal mantém-se entre 275 e 350 euros, consoante o rendimento do agregado. O limite de rendimento per capita passa a corresponder a 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, enquanto o período mínimo de residência no concelho exigido para a candidatura diminui de cinco para dois anos. O pagamento continua dependente da apresentação mensal do comprovativo de pagamento da renda.

A Tarifa Social da Água passa a aplicar as mesmas condições de acesso, com o alargamento do limite de rendimento e a redução para dois anos do período mínimo de residência. As tarifas já atribuídas serão também renovadas automaticamente.

Já a Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos passa a ter condições de acesso mais abrangentes e renovação automática dos apoios em vigor. O valor anual da comparticipação varia entre 200 e 350 euros por agregado familiar, de acordo com o escalão de rendimento.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila. O autarca acrescenta que o município pretende manter os apoios e permitir que cheguem a mais famílias.

As medidas continuam abertas a novas candidaturas. Os interessados podem obter informações sobre as condições de acesso e os prazos junto do Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou através do sítio oficial do Município.

Rua Ataíde de Oliveira, em Silves, fica sem água a 27 de outubro

23 October 2026 at 15:29

O fornecimento de água será interrompido na Rua Ataíde de Oliveira, em Silves, na terça-feira, 27 de outubro, entre as 09h00 e as 13h00, devido à execução de um ramal de ligação à rede pública, informou a Câmara Municipal.

A autarquia adianta que serão tomadas medidas para que os trabalhos decorram de forma célere, agradecendo a compreensão dos moradores e restantes utentes pelos constrangimentos causados.

Para esclarecimentos ou informações adicionais, está disponível o contacto telefónico do Piquete de Águas, através do número 282 440 860.

Comédia romântica “Fragile” exibida em Vila Real de Santo António

23 October 2026 at 14:58

A Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, exibe o filme francês “Fragile”, de Emma Benestan, a 29 de outubro, às 21h00. A sessão integra o ciclo “O Filme Francês do Mês”, promovido pela Alliance Française – Algarve, e tem entrada gratuita.

Lançada em 2021, a comédia romântica conta com Yasin Houicha e Oulaya Amamra nos principais papéis e acompanha a história de um ostreicultor que prepara um pedido de casamento especial, escondendo um anel numa ostra.

O plano, porém, não corre como esperado: a namorada não aceita o pedido, levando o protagonista a contar com a ajuda do grupo de amigos para ultrapassar a situação.

A iniciativa pretende proporcionar um espaço regular de encontro para os apreciadores de cinema francês. O filme será exibido com legendas em português.

O ciclo conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, da Biblioteca Municipal Vicente Campinas, do Turismo de Portugal, da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António e do Institut Français.

A próxima sessão está marcada para 26 de novembro, às 21h00, com a exibição de “Fifi” (2023), de Paul Saintillan e Jeanne Aslan.

Albufeira recebe gala de jiu-jítsu com atletas de faixa preta e festival de música e gastronomia

23 October 2026 at 14:21

O Pavilhão Desportivo de Albufeira recebe, a 14 de novembro, o Grand Prix Jiu-Jitsu Algarve 2026, uma competição que reúne atletas de faixa preta em duas categorias de peso e combina os combates com um festival de street food e música. O evento, organizado pelo Clube Desportivo Areias S. João, integra as celebrações de Albufeira como Cidade Europeia do Desporto.

A abertura de portas está marcada para as 18h00, com a competição a começar às 20h00. O recinto exterior contará com uma área gastronómica, que inclui propostas de comida mexicana, pizzas, bifanas, sushi, açaí, doces e cocktails.

A animação musical começa com a atuação da banda local Ben and the Pirates, estando o encerramento da noite a cargo do DJ Teaga, num momento pensado para promover o convívio entre o público e os atletas.

No interior do pavilhão, a competição será disputada exclusivamente por atletas de faixa preta, selecionados pela organização tendo em conta o desempenho desportivo e a representatividade geográfica. O torneio divide-se em duas categorias de peso, até 76 quilos e acima de 76 quilos, cada uma com oito lutadores.

Segundo a organização, os combates serão disputados num formato de eliminação e terão de terminar por finalização. O vencedor de cada categoria receberá um prémio monetário de mil euros.

O Grand Prix Jiu-Jitsu Algarve conta com o apoio institucional do Município de Albufeira e da Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água.

Os bilhetes e as informações adicionais estão disponíveis no site oficial do evento, em grandprixalgarve.com.

Lagos debate importância do brincar no desenvolvimento das crianças

23 October 2026 at 12:36

O Centro Cultural de Lagos recebe, a 2 e 3 de novembro, o 15.º Encontro Nacional do Grupo de Trabalho Brincar na Cidade Educadora, dedicado ao tema “À Descoberta do Brincar”. A iniciativa reúne representantes de municípios, profissionais da educação e especialistas para debater o papel do brincar no desenvolvimento infantil e na criação de cidades mais amigas das crianças.

Ao longo dos dois dias, o programa organiza-se em torno de três eixos: “Brincar em Casa”, “Brincar na Escola” e “Brincar no Espaço Público”, abordando as condições necessárias para garantir às crianças mais oportunidades para brincar, explorar, criar e estabelecer relações com os outros.

A sessão de abertura está marcada para 2 de novembro, às 10h30, com a participação de Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos. O primeiro dia inclui painéis dedicados ao brincar em casa e na escola, uma dinâmica de grupo e a apresentação do projeto municipal (RE)Creio.

Entre os oradores convidados estão Gabriela Trevisan, socióloga da infância, Rita Alexandre, professora da Escola Superior de Educação de Lisboa e cofundadora do projeto Gera Kairos, Leonor Pêgo, arte-educadora e coordenadora de projetos pedagógicos, e Ariana Cosme, inspetora-geral da Educação e Ciência.

No dia 3, o debate centra-se no brincar no espaço público, com intervenções de Margarida Marques, arquiteta e cofundadora do projeto Rés-do-Chão, e Maria João Macedo, cofundadora do Movimento Serpentina. O encerramento institucional está previsto para as 11h00, com a participação de Sara Coelho, vereadora da Educação da Câmara Municipal de Lagos. Às 12h00, realiza-se a reunião da Rede do Grupo de Trabalho Brincar na Cidade Educadora.

O encontro pretende promover a partilha de experiências e a cooperação entre municípios e outros agentes, incentivando a integração do direito de brincar nas políticas locais. A iniciativa enquadra-se nos princípios das Cidades Educadoras, que reconhecem o potencial educativo dos espaços e das experiências do quotidiano e defendem a construção de territórios mais inclusivos e acessíveis às crianças.

A participação está sujeita a inscrição, que deveria ser efetuada até 23 de outubro, através do formulário disponibilizado pela organização. O programa e outras informações podem ser consultados nos canais de divulgação da iniciativa.

Governo avança com plano para prevenir cheias em Faro e estudar soluções para os resíduos do Algarve

23 October 2026 at 12:07

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, desloca-se ao Algarve a 30 de outubro para homologar dois protocolos destinados a reforçar a prevenção de cheias em Faro e a estudar alternativas para o tratamento dos resíduos urbanos da região. Os acordos envolvem a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Câmara Municipal de Faro e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

No âmbito do primeiro protocolo, a APA vai prestar apoio técnico à Câmara de Faro na elaboração de um plano de prevenção de cheias e inundações. O trabalho deverá identificar as intervenções necessárias para reduzir o risco de inundação na cidade e preparar uma candidatura ao programa Sustentável 2030, com vista à obtenção de financiamento europeu para concretizar as soluções propostas.

O objetivo é reforçar a proteção de pessoas e bens e aumentar a capacidade de resposta de Faro perante fenómenos meteorológicos extremos. Segundo Maria da Graça Carvalho, a cidade é uma das zonas do Algarve particularmente afetadas por episódios de cheias e inundações. A governante identifica também Albufeira como uma área crítica que exige intervenções prioritárias.

“Queremos avançar com os projetos necessários para reduzir estes riscos, mobilizar os instrumentos de financiamento disponíveis e garantir uma maior proteção das populações e dos seus bens”, afirmou a ministra.

Estudo vai avaliar alternativas aos aterros

O segundo protocolo, entre a APA e a AMAL, prevê a realização de estudos técnicos e científicos para identificar as soluções tecnológicas mais adequadas ao tratamento e à valorização dos resíduos urbanos produzidos no Algarve. O trabalho contará com a participação de entidades do sistema científico e académico e incluirá a avaliação de possíveis localizações para futuras infraestruturas.

A análise deverá considerar os impactos ambientais, económicos e territoriais das diferentes alternativas, bem como a evolução prevista da produção de resíduos e as tecnologias disponíveis. Entre os objetivos estão a redução da deposição em aterro, o aumento da valorização dos resíduos e o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de economia circular.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Ambiente e Energia, o Algarve produz cerca de 436 mil toneladas de resíduos urbanos por ano, das quais aproximadamente 85% são encaminhadas para aterro. A produção média diária indicada é de 2,4 quilogramas por habitante, acima da média nacional, de 1,4 quilogramas.

Maria da Graça Carvalho considera necessária uma resposta duradoura para o problema da gestão de resíduos na região. “Os números mostram que não podemos continuar a depender dos aterros como principal destino dos resíduos urbanos”, afirmou, defendendo o recurso ao conhecimento científico e à experiência internacional para encontrar uma solução adequada às necessidades do Algarve.

Os dois protocolos deverão permitir avançar com o planeamento e a avaliação técnica das respostas a estes desafios regionais. A concretização das intervenções identificadas dependerá, contudo, das fases seguintes de desenvolvimento dos projetos e, no caso das medidas previstas para Faro, da obtenção de financiamento.

Tertúlia em Faro debate cuidados a pessoas autistas na vida adulta

23 October 2026 at 11:37

O Centro de Desenvolvimento Pediátrico da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve promove, a 30 de outubro, uma tertúlia dedicada à continuidade dos cuidados a pessoas autistas na transição da Pediatria para a idade adulta. A iniciativa decorre entre as 10h00 e as 12h00, no auditório do Hospital de Faro, e pretende reforçar a articulação entre os profissionais que acompanham estas pessoas nas diferentes fases da vida.

Com o tema “Autismo: continuidade de cuidados entre Pediatria e Vida Adulta”, o encontro reúne especialistas de várias áreas, incluindo Psiquiatria de Adultos, Psicologia de Adultos, Psicologia do Desenvolvimento e Pediatria do Desenvolvimento, para debater os desafios da transição e a importância de assegurar respostas de saúde articuladas.

A sessão começa com as boas-vindas de Carla Mendonça, coordenadora do Centro de Desenvolvimento Pediátrico da ULS do Algarve. A moderação estará a cargo de Raquel Melo Medeiros, psicóloga clínica do mesmo centro.

Entre os convidados encontram-se Inês Vaz Matos, pediatra do neurodesenvolvimento no Centro Materno-Infantil do Norte; Inês Lobo, psiquiatra da ULS do Algarve e responsável pela consulta de Perturbações do Neurodesenvolvimento no Adulto; e Pedro Rodrigues, psicólogo clínico e neuropsicólogo especializado na avaliação e intervenção com pessoas autistas adultas.

A tertúlia pretende promover a partilha de conhecimento científico e de experiências profissionais, contribuindo para melhorar a continuidade dos cuidados e a resposta às necessidades das pessoas autistas na passagem dos serviços pediátricos para os de adultos.

Tavira recebe Menção Honrosa no Prémio “Viver em Igualdade”

23 October 2026 at 11:11

O Município de Tavira recebeu uma Menção Honrosa na 8.ª edição do Prémio “Viver em Igualdade”, referente ao biénio 2026-2027, que distingue autarquias pelas práticas desenvolvidas na promoção da igualdade e da não discriminação. A distinção foi atribuída pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), após a avaliação de 71 candidaturas.

O reconhecimento valoriza o trabalho desenvolvido pela autarquia em articulação com entidades e redes locais, enquadrado pelo Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação 2025-2030, que prevê a integração destes princípios nas políticas públicas do concelho.

Entre as iniciativas promovidas no período abrangido pela candidatura encontram-se ações de sensibilização e participação dirigidas à comunidade, nomeadamente no âmbito da prevenção da violência de género, da dignidade menstrual e da valorização dos direitos das mulheres.

A participação na campanha “Orange the World – 16 Dias de Ativismo Contra a Violência Baseada no Género”, a colaboração com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e as iniciativas assinaladas no Dia Internacional da Mulher são alguns dos exemplos destacados pelo município.

O Prémio “Viver em Igualdade” é uma iniciativa bienal da CIG, integrada na Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030. As menções honrosas distinguem candidaturas que se destacam pela relevância ou qualidade das práticas apresentadas.

Lagoa aprova reclassificação de solo que permitirá construir 520 fogos de habitação acessível

23 October 2026 at 10:44

A Câmara Municipal de Lagoa aprovou uma proposta de alteração do Plano Diretor Municipal (PDM), destinada à reclassificação de solo rústico para solo urbano, na Unidade de Execução do Calvário, na freguesia de Estômbar e Parchal. A mudança vai permitir a construção de 520 fogos de habitação acessível.

A proposta abrange uma área de aproximadamente 12 hectares e garante a possibilidade de construir até 743 fogos, através de investimento privado. Destes total, 520 destinam-se a habitação acessível, enquanto os restantes 223 correspondem a habitação para o mercado livre.

De acordo com a autarquia, em termos de área de construção, a proposta estabelece que pelo menos 70% da área total acima do solo, correspondente a 71.374 metros quadrados, seja afeta a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados.

A intervenção incide sobre a Unidade de Execução do Calvário, atualmente classificada como solo rústico, sendo que a reclassificação procura “assegurar uma ocupação coerente com a envolvente urbana”, articulando a oferta habitacional com a criação de espaços verdes, espaços públicos, acessibilidades pedonais e cicláveis e outras infraestruturas necessárias.

O projeto contempla ainda a previsão de “uma via estruturante e o alargamento do troço adjacente da Estrada Municipal n.º 125”.

O presidente da Câmara Municipal de Lagoa considera o acesso à habitação “um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto sociedade”. Com a referida decisão, “estão a ser criadas condições para aumentar significativamente a oferta habitacional em Lagoa, dando uma importância muito particular à habitação a custos controlados e às soluções de acesso à habitação a preços comportáveis para as famílias”.

Luís Encarnação quer um concelho “onde os jovens possam construir o seu projeto de vida, onde as famílias encontrem condições para se fixar e onde viver em Lagoa não se torne um privilégio reservado a quem tem maior capacidade financeira”.

Olhão recebe novo trator para limpar faixas de gestão de combustível

23 October 2026 at 10:43

O Município de Olhão recebeu um novo trator, avaliado em cerca de 100 mil euros, para reforçar os trabalhos de limpeza das faixas de gestão de combustível e contribuir para a prevenção de incêndios rurais. O equipamento foi entregue na quarta-feira, 21 de outubro, numa cerimónia realizada em Aljezur, no âmbito de um protocolo assinado com o secretário de Estado das Florestas.

“Estamos a falar de um equipamento de cerca de 100 mil euros que conseguimos através de fundos comunitários”, afirmou Ricardo Calé, presidente da Câmara Municipal de Olhão, sublinhando que a aquisição permitirá aumentar a capacidade de intervenção e a resiliência na gestão do território. “Olhão fica a ganhar. A segurança de todos fica a ganhar”, acrescentou.

Segundo Luís Gomes, comandante do Corpo de Bombeiros Municipais de Olhão e coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil, o município já assegurava estes trabalhos, mas dispunha de “máquinas com menos condições e menos dotadas destas capacidades”.

Com a chegada do novo trator, a autarquia espera realizar de forma mais rápida e eficaz a limpeza das faixas de gestão de combustível sob a sua responsabilidade, uma intervenção importante para reduzir a propagação de eventuais incêndios.

Festival de Artes Inclusivas promove workshops dedicados à expressão artística

23 October 2026 at 10:10

A Associação Teia D’Impulsos, no âmbito do Festival de Artes Inclusivas 2026, vai promover workshops destinados a pessoas com deficiência, proporcionando momentos de aprendizagem, descoberta e partilha através de experiências artísticas.

Ao longo dos meses de outubro, novembro e dezembro, o Espaço Raiz, em Portimão, acolhe quatro workshops.

O primeiro encontro acontece no dia 27 de outubro, das 10h30 às 12h30, com o Workshop de Criação de Quadros com Flores, dinamizado por Sofy Art. Na atividade, a natureza será a principal inspiração. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, aqui.

No dia 10 de novembro, das 10h30 às 12h30, realiza-se o Workshop de Mandalas, dinamizado por Margala Mandala. A ocasião é um convite a “explorar as cores, confiar na intuição e expressar emoções através da arte”. As inscrições serão abertas após a realização do primeiro workshop.

Dezembro vai trazer ainda dois workshops, cujas temáticas, datas e inscrições serão anunciadas em breve.

“A arte é uma forma de expressão que não conhece barreiras e que permite a cada pessoa descobrir novas capacidades, partilhar emoções e dar vida à sua imaginação”, considera a Associação.

PSP detém dois suspeitos por tráfico de droga em Portimão

23 October 2026 at 09:23

A PSP de Portimão deteve dois homens, de 26 e 33 anos de idade, no dia 21 de outubro, suspeitos de tráfico de droga no centro da cidade.

As detenções ocorreram no âmbito de uma operação policial de prevenção e combate ao tráfico e consumo de estupefacientes, mas a referida intervenção teve origem na ação de um polícia que, mesmo não estando em trabalho, detetou “movimentações suspeitas” entre indivíduos.

Os três suspeitos iniciaram uma fuga depois de os agentes da PSP se dirigirem ao local, procurando evitar a abordagem policial. No entanto, foram os três apanhados, tendo sido ainda apreendidas 24 doses individuais de haxixe, 100 euros em numerário, dois telemóveis e uma balaclava.

Os dois detidos ficaram sujeitos a apresentações semanais perante a autoridade policial.

GNR detém homem e apreende embarcação, armas e combustível

By: LUSA
23 October 2026 at 09:05

A GNR deteve uma pessoa e apreendeu duas espingardas, nove viaturas, uma embarcação e cerca de 10 mil litros de combustível para abastecimento de lanchas rápidas ligadas ao tráfico de droga.

As apreensões ocorreram em diversas operações contra o narcotráfico marítimo desenvolvidas na noite de quarta-feira e na madrugada de quinta-feira, ao longo de toda a costa, de Esposende (Braga) até ao Algarve.

Nas ações policiais foi detido um homem de 41 anos, constituído arguido outro de 35, e intercetado um menor, de 15 anos. Foi apreendida uma embarcação, dois motores marítimos e 420 jerricãs com cerca de 10 mil litros de combustível.

Foram igualmente apreendidas nove viaturas ligeiras – algumas de matrícula espanhola -, incluindo veículos de transporte de mercadorias, vários telemóveis e material relacionado com a navegação e montagem de estruturas de apoio ao narcotráfico.

Received — 22 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

“Os sucessivos governos não souberam ler a realidade algarvia”: Máximos históricos do preço da Habitação levam o povo à rua

22 October 2026 at 20:07

O Algarve é a segunda região mais cara do país para arrendar, com 20,8 euros por metro quadrado, apenas atrás da Área Metropolitana de Lisboa (22 euros/m2). Os preços subiram 15,2% em setembro, face ao mesmo mês de 2025, a maior subida regional em todo o país e Portimão mantém-se como o município algarvio mais caro, com um preço mediano de 20,3 euros/m2, seguido de Loulé (18,8 euros/m2), Silves (15,3 euros/m2), Faro (14,8 euros/m2) e Tavira (14,4 euros/m2).

Só entre julho e setembro deste ano, o aumento do preço no distrito foi de 24,5%. Se recuarmos uns anos até setembro de 2022, arrendar uma casa no Algarve custava 11 euros por metro quadrado, enquanto no mesmo mês de 2026 custa 20,8 euros.

No que toca à compra o cenário é semelhante: o preço era, em setembro de 2022, 2926 euros por metro quadrado, um valor que atingiu 4216 euros quatro anos depois e assinalou um novo máximo histórico segundo dados do Idealista. Os locais mais caros continuam a ser Loulé (5.194 euros/m2), Lagos (4.729 euros/m2) e Albufeira (4.194 euros/m2) e os mais baratos Alcoutim (1179 euros/m2), Monchique (3029 euros), Olhão (3383 euros) e Silves (3398 euros).

Já o site da Mareante Insights, que realiza estudos de mercado, publicou um «semáforo» de pressão no arrendamento. Entre os concelhos com 100 ou mais contratos por ano, arrendar uma casa de 70 m² pesaria, em São Brás de Alportel, cerca de 37% do rendimento mediano de um agregado. É o único município algarvio situado na cor intermédia, o amarelo. Com o vermelho de “esforço alto: acima de 40%” destaca-se Albufeira (77%), Lagos (76%), Loulé (72%) e Tavira (71%). Portimão (69%) e Silves (60%) apresentam uma percentagem acima de 60 e Vila Real de Santo António, Lagoa, Faro e Olhão acima de 50%. Também Vila do Bispo, Monchique, Castro Marim e Aljezur situam-se na zona vermelha, mas a plataforma sublinha uma “leitura frágil” devido ao número reduzido de contratos de arrendamento.

Mais de 200 pessoas manifestaram-se em Faro pelo direito à Habitação. Créditos: David José Marreiros

“Casas para morar, não para especular”

O paradigma atual da Habitação levou mais de 200 pessoas a uma manifestação, no dia 17 de outubro, junto ao Forum Algarve, em Faro, organizada por vários movimentos com o apoio do Movimento “Acampada Faro”. Cidadãos de todas as idades gritaram frases como “Algarve unido jamais será vendido”, “Queremos casa, chão, direito à Habitação” e “Casas para morar, não para especular”, enquanto as apitadelas dos carros mostravam apoio à causa e, de vez em quando, ouvia-se um crítico “vão trabalhar”.

Nos cartazes de protesto liam-se frases contra o Governo e a especulação, frases irónicas, piadas, sátira política e referências ao 25 de Abril. Todas convergiam numa mensagem final: “a Habitação é um direito”.

Ao Jornal do Algarve, Catarina Negrão, uma das manifestantes e membro do movimento “Algarve em Resistência”, defendeu que a Habitação é hoje “um ativo financeiro que perdeu a sua função social” e é necessário “reconquistar esse direito na rua” porque as mudanças “só se fizeram através do poder popular e de paralisações”, dando como exemplo “a luta pelas oito horas de trabalho e as férias pagas”.

A ativista considera que os sucessivos governos e as instituições estão “de mãos-dadas com interesses e com a especulação imobiliária” e que “as políticas atuais favorecem a lei do mercado e o interesse capital”.

“Virámo-nos demasiado para o Turismo e colocámos o residente de lado. Eu fui a primeira da minha família a tirar uma licenciatura, em Lisboa, e nunca me imaginei a voltar para o Algarve precisamente porque não quero trabalhar no Turismo”, conta, acrescentando que o que vê na maioria dos jovens é que “se não querem trabalhar para o Turismo, não há espaço para eles na região”. É por esses motivos que diz ser necessário “pensar o Algarve de forma mais criativa e diversificada”.

Como medidas essenciais – “porque existem casas, mas falta Habitação” – quer que acabem os contratos que terminam em maio, que o valor das rendas tenha tetos acessíveis, que se diminua a construção de hotéis e se combata a especulação imobiliária.

Viver na instabilidade e incerteza

Créditos: David José Marreiros

A manifestação em Faro teve também o propósito de dar voz a situações como a de Mariana. Com 26 anos, está no Algarve há cinco. Em 2024 vivia num quarto sem contrato de arrendamento, por 400 euros mensais, e foi avisada, com dois meses de antecedência, de que teria de sair porque o apartamento ia ser vendido. Durante esse tempo não conseguiu encontrar nada acessível em termos de custo, sendo que “um t1 por 1000 euros” fica fora das suas possibilidades, acrescentando o facto de ter um cão, algo que “dificulta a procura”. Além disso, garante, sentiu preconceito por ser imigrante e conta que várias vezes os senhorios deixaram de lhe responder assim que dizia ser brasileira, até porque “essa é uma das primeiras perguntas que fazem”.

Sem conseguir encontrar um quarto em Faro que a aceitasse, e ao seu cão, mudou-se para perto de Monte Gordo durante o inverno. Essa é outra “grande dificuldade” de viver no Algarve: o arrendamento de outubro a maio, visto que “a grande maioria dos senhorios prefere arrendar as casas a turistas durante o verão”, algo que leva Mariana a questionar onde fica a morar quem vive no Algarve durante todo o ano.

Depois desse inverno conseguiu regressar a Faro, onde está atualmente, num estúdio. No entanto, é novamente uma situação temporária e sem contrato, um contexto que domina o mercado do arrendamento algarvio. A partir de “maio ou junho” terá de sair e ainda não sabe para onde vai. Cenários destes criam “um ciclo de soluções temporárias que não trazem estabilidade”. “Para mim, a questão não é apenas ter um teto, mas poder viver sem a constante preocupação de não saber onde estarei daqui a alguns meses… Estou à procura da mesma coisa que qualquer pessoa: um lugar seguro onde possa viver em paz, com dignidade e sem estar sempre a viver com incertezas”, lamenta.

Apesar de tudo, ainda consegue ver um pouco de privilégio na sua situação, nomeadamente no facto de ter um trabalho remoto que lhe dá “liberdade” para poder encontrar diferentes casas em diferentes códigos postais. “Não tenho planos de sair de Faro, mas sinto que estou a ser empurrada para fora. É cada vez mais difícil.”

Manifesto do movimento “Acampada” de Faro, Lisboa e Porto

As reivindicações não se ficaram por aquele sábado, em Faro, nem por todas as outras acampadas pelo País. Nos dias 24 e 25 de outubro vai realizar-se uma concentração pacífica organizada pelo “Acampada Faro”, na Pontinha, na capital algarvia, a partir das 11h, que conta inclusive com uma Assembleia Popular logo a essa hora, bem como outras atividades ao longo do dia. O programa e mais informações podem ser obtidas na página de Instagram @acampada.faro.

Importante frisar que o “Acampada Faro” está de mãos dadas com as acampadas de Lisboa e Porto e, em união, escreveram um manifesto ao qual o Jornal do Algarve teve acesso.

No documento, o movimento sustenta que “estamos a presenciar o maior retrocesso social da democracia portuguesa. Pela primeira vez desde o 25 de Abril, uma geração sabe que viverá pior do que a geração que a antecedeu”, enumerando algumas preocupações como “o aumento do custo de vida, a degradação dos serviços públicos, a falta de professores nas escolas e de profissionais no SNS, o aumento das propinas e a falta de respostas para uma população cada vez mais pressionada pela inflação”, tudo isto enquanto “os salários ficam para trás e os preços da habitação atingem níveis históricos”.

No manifesto é frisado que estes problemas não afetam apenas os jovens, mas também as camadas mais vulnerabilizadas da população: “as pessoas com deficiência, as pessoas reformadas, quem vive nos bairros e nas periferias e as comunidades do interior do país”. Além disso, “as pessoas trabalhadoras são tratadas como meros instrumentos de produção e consumo ao serviço da acumulação cega do lucro e da valorização do capital”.

“Recusamo-nos a permanecer na passividade, mesmo no pouco conforto que algumas de nós ainda temos. Não nos deixamos enganar pelo dimorfismo de classe, a falsa identificação com os interesses do capital, que procura convencer as pessoas trabalhadoras de que os seus interesses são os do capital e não os da sua própria classe. Sabemos que a ofensiva do capital e do imperialismo internacional promete a degradação das condições de vida de todas aquelas que apenas possuem a sua força de trabalho para vencer”, pode ler-se na mesma nota.

Sebastião Florêncio, porta-voz da Acampada em Faro, adianta ao Jornal do Algarve que a ocupação do espaço público, diálogo e concentração de opinião e experiência do povo surge como “ferramenta de oposição à opressão sistémica e censura de informação que estrangula toda a mudança orgânica que poderia de outra forma fluir sem obstáculos”.

O “Acampada.Faro” nasce como “uma extensão imediata do movimento «Acampada pelo Direito da Habitação», que teve origem em Espanha, Madrid, com o caso Mari Carmen e que teve a sua repercussão em Portugal, no Porto”. Neste, é reforçado “o poder do diálogo, união e compreensão, restaurando a resposta do povo em utilidade ativa, com impacto direto na sociedade”.

Sebastião olha à sua volta e vê “uma atualidade em que a maior parte dos portugueses e imigrantes têm a estabilidade habitacional a escapar-lhes pelos dedos”. Nas suas palavras, existe “uma agenda clara do Estado e dos seus patrocinadores, difundindo informação falsa à população, numa tentativa falhada e descarada para esconder o real motivo que causa toda esta crise de habitação” e é “cada vez mais difícil fazer crer que a culpa disto tudo é da classe média ou classe baixa, de quem não tem dinheiro para investir em imóveis e muito menos para usufruir deste custo de vida altíssimo”.

“Será mais contribuitivo para a escassez de habitação cinco imigrantes que ocupam uma casa, sujeitando-se ao valor inflacionado da mesma, ou cinco investidores que compram cada um 10 imóveis como investimento e os removem do alcance do português comum com possibilidade de pagar uma renda acessível relativamente ao salário mínimo bruto (920 euros) e ao salário médio bruto (1,200 a 1,350 euros), que juntos correspondem a 73% da população portuguesa?”, questiona.

Nos dias 24 e 25 de outubro, o movimento Acampada.Faro vai às ruas da capital algarvia manifestar-se pelo direito à Habitação. Créditos: David José Marreiros

Sabendo que “os problemas sociais não podem ser resolvidos individualmente porque estão todos interligados”, é exigido no documento o cumprimento da Constituição da República Portuguesa, nomeadamente o Artigo 65.º, que consagra o direito de todas as pessoas a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto, que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar; e o Artigo 81.º, que estabelece como incumbências prioritárias do Estado: promover o aumento do bem-estar social e económico e da qualidade de vida das pessoas, em especial das mais desfavorecidas; e promover a justiça social, assegurar a igualdade de oportunidades e operar as necessárias correções das desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento.

Nesse sentido, o Manifesto propõe algumas medidas, entre as quais: o fim dos despejos; reversão imediata da nova Lei de Arrendamento Urbano e de todas as medidas que fragilizam os direitos das pessoas inquilinas; introdução efetiva do princípio da função social da propriedade no ordenamento jurídico português; expropriação de imóveis devolutos detidos por grandes proprietários para fins de habitação permanente e acessível; expropriação dos imóveis detidos por fundos imobiliários e de investimento que especulam com o direito à habitação; taxação de 100% da segunda habitação e de propriedades adicionais mantidas para fins especulativos; aumento substancial do parque habitacional público; mobilização imediata de edifícios públicos devolutos para habitação pública, social e estudantil; implementação de um programa público de reabilitação habitacional; criação de respostas habitacionais de emergência; e transparência e revisão dos critérios municipais de atribuição de habitação pública.

“Em matéria de território, não há democracia em Portugal”

Não foi só na rua que se ouviu protestos contra o estado da Habitação. Também Telmo Pinto, presidente da Câmara de Loulé, reforçou em comunicado que o Algarve vive hoje uma emergência habitacional que é, “sem eufemismos, uma emergência humana”.

O concelho passou de 70.266 residentes, em 2011, para 94.447 em 2025, um aumento de 24 mil pessoas; desde 2021 foram mais de 13 mil. A região ganhou mais de 70 mil residentes em apenas quatro anos, tendo sido a que mais cresceu no país. No mesmo período, o preço médio da habitação no concelho de Loulé subiu cerca de 75%. Mesmo com operações em curso que somam mais de uma centena de fogos e com uma aquisição constante de habitações para resposta pública, é “impossível responder a uma pressão desta escala quando os instrumentos de que dispomos foram desenhados para outra realidade”, diz o autarca.

É nesse sentido que Telmo Pinto fala no Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROT), aprovado em 2007 “para um Algarve que já não existe”. Os instrumentos de gestão territorial continuam a responder a lógicas de contenção “pensadas há quase duas décadas”, enquanto a região mudou de “escala, população e necessidades”.

Outra crítica é que os Planos Diretores Municipais de cada concelho estão subordinados a pareceres de entidades regionais, “conduzidos por técnicos que ninguém elegeu, que não prestam contas aos cidadãos e que não conhecem o rosto de quem espera por uma casa”.

“Multiplicam-se as construções ilegais e as casas amovíveis instaladas à margem de qualquer enquadramento”, os trabalhadores da construção civil “vivem amontoados em contentores, em condições indignas”, os concursos públicos para construção de habitação “ficam desertos porque os valores de referência já não correspondem aos custos reais”. Tudo isto são problemas que levam Telmo Pinto a frisar que “em matéria de território, não há democracia em Portugal”.

Telmo Pinto afirma que os instrumentos de gestão territorial continuam a responder a lógicas de contenção “pensadas há quase duas décadas”, enquanto a região mudou de “escala, população e necessidades”. Créditos: CM de Loulé

“Hipotecar o seu próprio futuro”

O autarca critica ainda os sucessivos governos por não terem sabido “ler a realidade do Algarve”, uma região que apesar de “sustentar uma parte decisiva da economia do país, não consegue alojar quem nela trabalha”, estando por isso a “hipotecar o seu próprio futuro”.

Nesse sentido, a autarquia louletana exige a conclusão da revisão do PROT Algarve; um regime “excecional e temporário” que permita aos municípios libertar solo para habitação acessível; a fiscalização efetiva e a erradicação do alojamento em contentores; uma linha de financiamento específica para regiões sob pressão demográfica; e uma reforma da estrutura do Estado, que devolva aos eleitos locais o poder de decidir sobre o seu território, com “competências, meios e autonomia”.

O impacto do turismo e do Alojamento Local na Habitação

Ana Rita Cruz é socióloga e uma das autoras do estudo Rural touristification and short-term rentals reshaping tourism geographies: Algarve’s spatial transformations, publicado no primeiro trimestre do ano, que analisa as transformações causadas pelo turismo e pelo Alojamento Local nos territórios urbanos e rurais, no Algarve.

A também Professora na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve esclarece que existem diferenças entre o Algarve, Lisboa e Porto, no sentido em que o primeiro já é um destino turístico consolidado há décadas, enquanto os outros dois tiveram uma “explosão” turística mais significativa a partir de 2008.

O Algarve, atualmente, concentra mais de 40% de todos os alojamentos locais do país. O dado traduz-se em 75 AL por 1000 habitantes, contrastando com, por exemplo, os 7,9 de Lisboa. Esse facto é relevante para a compreensão de que o problema da crise na habitação e a sua relação com o turismo é “muito mais antiga no Algarve do que no resto do país”. 

“Já acontecia desde os anos 80 e 90 uma grande especulação imobiliária nos preços de aquisição de casas para habitar por causa do turismo e por causa da procura por segundas residências”, explica, sublinhando que embora este contexto seja importante, a crise da Habitação tem múltiplas causas e é necessária uma análise multifatorial.

Decisão judicial pode deixar Alojamentos Locais pelas ruas da amargura
O Algarve, atualmente, concentra mais de 40% de todos os alojamentos locais do país.

Ana levanta ainda outra questão: o desconhecimento da procura de alojamentos locais com menos de 10 camas (95% do total de AL na região), que ao contrário dos alojamentos turísticos tradicionais e dos AL com mais de 10 camas, não existe a obrigação de registar informações sobre o perfil do cliente. “Quem procura, quanto tempo fica, quanto paga. Não sabemos nada sobre o Alojamento Local no Algarve”, esclarece.

A análise da docente continua. O Alojamento Local tem “coisas boas e coisas más”, mas há que perceber se as primeiras superam as segundas e de que forma é possível diminuir os impactos negativos e tornar a atividade sustentável a longo prazo. A revitalização urbana é apontada como um exemplo de um efeito positivo, mas “não significa que sejam habitantes locais a usufruir dessa revitalização”.

O que acontece é que o parque habitacional deixa de estar disponível para residentes e fica refém da atividade turística. Em Portugal, 1,8% do parque habitacional é ocupado por AL. No Algarve, este número ultrapassa os 10%, sendo que Albufeira lidera com aproximadamente 21,4%, seguida por Faro com 19% e Lagos com 18,9%. Lagoa apresenta 16,9% e Vila do Bispo 16,1%. A percentagem mais baixa é a de Alcoutim, com 1%, segundo dados de 2025.

Os efeitos negativos indiretos podem ser, para Ana Cruz, “a perda da identidade e de traços característicos das cidades” porque os residentes – possuidores de memória coletiva – deixam de ter espaço dentro delas. Além disso, a questão comercial também tem de ser considerada, visto que a turistificação afeta o tecido económico e pode também fazer com que pequenos negócios locais deixem de ser sustentáveis e de conseguir suportar os valores das rendas.

Uma área menos falada, mas não menos importante, são os territórios rurais. Visitas de campo realizadas por Ana Rita Cruz, na zona de Querença e São Marcos da Serra, levaram a socióloga a conhecer de perto pessoas que receiam que o modelo intensivo de turismo costeiro se prolongue para as suas terras, podendo afetar a sua sustentabilidade a longo prazo, até em questões relacionadas com a fauna e flora. Embora reconheçam os benefícios económicos do turismo, consideram que há a necessidade de uma “gestão rigorosa da escala da atividade turística” com uma “clara delimitação” das zonas para nova construção. “Existe também uma reivindicação por parte de moradores e donos de negócios locais, que é a de serem ouvidos e envolvidos no processo de definição da oferta turística em zonas rurais, uma oportunidade que dizem ainda não ter tido”, afirma a socióloga.

“A turistificação, portanto, opera não apenas como um motor de reorganização espacial urbana, mas também como um mecanismo de revalorização periférica, por meio da qual a habitação, a paisagem e o estilo de vida se tornam ativos para consumo temporário e investimento especulativo”, pode ler-se no estudo da Professora.

Enquanto a turistificação urbana transforma bairros em locais orientados para “o consumo”, a rural e de baixa densidade transforma aldeias e povoados “em espaços de habitação temporária e autenticidade experiencial”. No caso do Algarve, a deslocação não é necessariamente física, da população, mas antes a continuidade: perde-se “os ritmos quotidianos, os laços intergeracionais, os valores identitários e as práticas sociomateriais”.

Alcançar “um equilíbrio entre oportunidade económica, gestão ambiental e continuidade cultural” é “cada vez mais difícil”, visto que as economias do turismo expandem-se mais rapidamente do que as comunidades rurais.

A economia da partilha e a regulamentação

Quando surgiu, o Alojamento Local fazia parte da chamada “sharing economy” ou “economia da partilha” em que “alguém tinha uma casa ou um quarto a mais e podia rentabilizá-lo numa lógica de partilha”. Ana Cruz afirma que tal já não existe e que, inclusive, “muitos proprietários de AL nem sequer residem em Portugal, nem pagam imposto em Portugal, e exploram centenas de estabelecimentos”. “Se as pessoas querem ter 300 alojamentos locais que oferecem 500 camas ou mais, têm de construir um hotel. Não deveriam poder estar a utilizar casas para isso”, defende.

Para contextualizar o “boom” de AL, Ana recua até ao governo de António Costa, quando já havia “alguma pressão em relação aos efeitos negativos que o aumento explosivo do alojamento local estava a ter”, nomeadamente na questão da valorização financeira das casas para a especulação imobiliária. Nessa altura, a gestão do Alojamento Local era feita a nível municipal e Lisboa e Porto criaram zonas de contenção em determinadas freguesias mais afetadas, mas no Algarve “ainda não houve nenhum concelho que criasse algum tipo de limitação”.

O Governo de António Costa criou, inclusive, o pacote Mais Habitação que incluía medidas específicas como a impossibilidade de registar mais AL no litoral, que já estava saturado. Havia uma obrigatoriedade de os condomínios autorizarem, por unanimidade, a criação de alojamentos locais dentro de prédios. Foi criado também um limite temporal às licenças que eram dadas, com um máximo de cinco anos, sendo que também não podia haver a transmissão dos registos de propriedade dos AL.

“O Governo de Montenegro revogou todas estas medidas. Voltámos uns passos atrás e desde então nada mais foi feito em termos de regulação”, lamenta.

Portugal tem um défice de habitação social que não chega a 2%, quando a média dos países da OCDE é 7%

Falando em medidas, Ana realça que os registos de AL por pessoas particulares têm de ser limitados para recuperar “o espírito da economia da partilha como foi conceptualizada no início”; tem de existir um limite máximo de licenças por cada titular; e não podem ser permitidos registos a pessoas que não residam em Portugal e não paguem impostos em Portugal.

Aquilo que tem sido feito a nível nacional é “muito brando” face aos efeitos negativos que têm sido registados. Existe também muito a aprender pela Europa fora e Ana menciona alguns exemplos. Em Barcelona, acabaram com os registos de AL, e noutras cidades existem limitações a x dias por ano.

“Dependência de trajetória”

A socióloga argumenta ainda que “a falta de casas não existe” e que os últimos censos do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicaram 700 mil casas vagas em Portugal, 12% do parque habitacional. “Construir mais casas não vai resultar porque nós temos uma oferta que é local, mas os conjuntos de procura a que estamos sujeitos são globais, do mundo inteiro, de fundos de financiamento que não conhecemos e que concorrem com o cidadão comum que não tem capacidade para lhes fazer frente”, descreve, sugerindo que o Estado deve intervir – “e com urgência” – na habitação social.

Portugal tem um défice de habitação social “gravíssimo”, que não chega a 2%, quando a média dos países da OCDE é 7%. Nesse sentido, existe a necessidade de “definir quadros legislativos para enfrentar o problema com medidas de longo prazo, e algumas de curto prazo que são urgentes, como o controlo de rendas e a abolição de todas as medidas legislativas para incentivos fiscais a residentes estrangeiros”.

De acordo com a CCDR, sete municípios do Algarve já apresentaram 11 candidaturas ao Programa Regional ALGARVE 2030 para reforçar e qualificar a oferta de habitação social, num investimento global superior a 105 milhões de euros, sendo estes Lagos, Vila do Bispo, Portimão, Tavira, São Brás de Alportel, Castro Marim e Alcoutim.

O investimento apresentado na primeira fase do Aviso ALGARVE-2026-13 – Habitação Social na Região do Algarve, que terminou a 15 de agosto, conta com uma dotação indicativa de 28 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). A segunda fase decorre até ao dia 30 de março de 2027. O aviso apoia a construção, reabilitação ou reconversão de edifícios destinados a habitação social, enquadrados nas respetivas Estratégias Locais de Habitação, com uma taxa de cofinanciamento entre 30% e 70%, sendo que as operações devem também cumprir os requisitos aplicáveis de sustentabilidade ambiental e eficiência energética.

Para além deste, estão previstos 32 milhões de euros adicionais em futuras oportunidades de financiamento no ALGARVE 2030 para habitação a custos acessíveis, alojamento para estudantes e casas de função. Vários municípios também já investiram em habitação a custos controlados através do PRR, como no caso de Vila Real de Santo António, que recentemente colocou 111 milhões em 314 novos fogos e na reabilitação de 372.

O Algarve sofre com o que os economistas chamam de “dependência de trajetória”. A sua economia vive muito do turismo e existe sempre medo de lhe “causar danos”. Para Ana Rita Cruz, o distrito de Faro, em relação ao resto do país, sente alguns impactos extra. “Temos o efeito direto, que é o cidadão comum que não consegue encontrar ou pagar casa, mas temos também uma dificuldade adicional que é atrair profissionais essenciais como professores ou médicos”.

Posto isto, no que toca à região, o objetivo global deve ser “garantir que a atividade turística se torne o mais sustentável possível”, até porque a sua economia depende do setor – “que tem de ser saudável -, e “abolir a desigualdade que está a ser criada no acesso à habitação”.

X Milhas do Guadiana ligam Portugal e Espanha a correr

22 October 2026 at 17:46

As X Milhas do Guadiana regressam a 8 de novembro, com partida na Praça Marquês de Pombal, em Vila Real de Santo António, e chegada à Plaza de la Ribera, em Ayamonte, Espanha. A 31.ª edição da prova terá um percurso de 16,09 quilómetros, que inclui a travessia da Ponte Internacional sobre o rio Guadiana, e contará ainda com uma corrida destinada aos mais jovens.

A partida da prova principal está marcada para as 10h00, hora portuguesa, seguindo-se, às 10h15, a X Milhas Kids, destinada a crianças nascidas entre 2016 e 2021.

Com um limite de mil participantes, a competição está aberta a atletas federados e populares nascidos em 2008 ou antes. A prova inclui classificações individuais masculinas e femininas, por escalões etários e por equipas, estando prevista a entrega de troféus aos três primeiros classificados da geral masculina e feminina, aos três primeiros de cada categoria e às cinco melhores equipas.

Ao longo do percurso, haverá postos de abastecimento de líquidos aos quilómetros 5, 10 e 13, bem como na zona de chegada. A organização garante também assistência médica na partida, durante a corrida e na meta.

As inscrições custam dez euros e devem ser efetuadas exclusivamente através do sítio www.10millasdelguadiana.com, até às 23h59 de 5 de novembro. As vagas são atribuídas por ordem de inscrição e não serão aceites inscrições fora do prazo nem no dia da prova.

Em Portugal, os dorsais podem ser levantados a 7 de novembro, entre as 15h00 e as 18h00, na sede do Grupo Desportivo Pic-Nic. No dia da corrida, a entrega decorre entre as 8h30 e as 9h30, na Praça Marquês de Pombal.

Organizada pela Comissão Desportiva Conjunta de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Ayamonte, a prova envolve os três municípios, o Grupo Desportivo Pic-Nic e o Patronato Municipal de Desporto de Ayamonte.

As X Milhas do Guadiana integram a dinâmica de cooperação desportiva da Eurocidade do Guadiana e o calendário de iniciativas associado ao reconhecimento deste território como Comunidade Europeia do Desporto 2026, promovendo a atividade física e a ligação entre as comunidades dos dois lados da fronteira.

São Brás de Alportel recebe corrida noturna com luzes fluorescentes e música

22 October 2026 at 17:11

São Brás de Alportel recebe, a 24 de outubro, a partir das 19h00, a “Glow Night Run”, uma iniciativa que combina corrida, caminhada, música e animação. Apesar de as inscrições já estarem encerradas, a organização vai disponibilizar mais 50 vagas no próprio dia.

Organizado pela Free Challenge, com o apoio da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, o evento convida participantes de todas as idades a percorrer as ruas num ambiente descontraído, marcado por luzes, adereços fluorescentes e música.

O programa inclui animação musical ao longo do percurso e, antes da partida, um espetáculo do “Super Dog Show”, dirigido ao público presente.

A iniciativa pretende promover a prática de atividade física, os hábitos de vida saudáveis e o convívio entre participantes, associando o desporto a uma experiência de entretenimento e participação comunitária.

A organização destaca ainda o apoio do município e o contributo dos parceiros e patrocinadores para a realização do evento.

Vila Real de Santo António distingue alunos dos Quadros de Valor e Excelência

22 October 2026 at 16:54

O Agrupamento de Escolas de Vila Real de Santo António (VRSA) distinguiu os alunos que integraram os Quadros de Valor e Excelência no ano letivo 2025/2026, numa cerimónia de entrega de diplomas realizada a 21 de outubro, na Escola Secundária de Vila Real de Santo António.

A iniciativa reconheceu o desempenho escolar, o empenho e a dedicação dos estudantes, bem como os valores demonstrados ao longo do ano letivo, reunindo elementos da comunidade educativa.

A cerimónia contou com a representação do executivo municipal e incluiu homenagens ao diretor do agrupamento, Rui Marques, e a outras seis pessoas ligadas à função pública e à educação: Isabel Gaspar, Maria de Fátima Trindade, Satiro da Costa Louseiro, Gilberta Guerreiro, Ana Cristina Rosa e Maria José Reis.

O Município de Vila Real de Santo António felicitou os alunos distinguidos e a comunidade escolar, sublinhando a importância de valorizar o mérito académico e reconhecer o contributo de quem marcou o percurso educativo do concelho.

Quarteira celebra Halloween com concurso de disfarces

22 October 2026 at 16:17

A Praça do Mar, em Quarteira, recebe, a 31 de outubro, entre as 18h00 e as 23h00, uma festa de Halloween com animação de rua, música, dança e um concurso de disfarces. A iniciativa é de entrada livre e prevê a atribuição de prémios aos três primeiros classificados de cada escalão da competição.

Sob o mote “Praça Assombrada”, o evento inclui pinturas faciais, atuações de grupos de dança locais, animação de rua e um DJ set, além de tasquinhas de comes e bebes.

O concurso de disfarces divide-se em três escalões, infantil, juvenil e adulto, com prémios para os três primeiros classificados de cada categoria. As inscrições são feitas no local, no próprio dia, entre as 19h00 e as 21h00.

A festa é organizada pela Junta de Freguesia de Quarteira, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e a colaboração do Centro de Apoio à Criança de Quarteira, do Colégio Origami, da Fundação António Aleixo e da Associação Talentos Unidos.

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