❌

Normal view

Líder da IL mais preocupada com inação do que com silêncio do primeiro-ministro

24 October 2026 at 12:04

A líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, disse hoje à agência Lusa estar mais preocupada com a inação do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do que com o seu silêncio numa semana marcada por protestos pelo direito à habitação.

“Em relação ao silêncio do sr. primeiro-ministro, preocupa-me bastante mais a sua inação do que, propriamente, o silêncio”, afirmou Mariana Leitão, em Porto de Mós, distrito de Leiria, onde participou na 5.ª Conferência “Leiria Mais Liberal”. 

Mariana Leitão salientou que o problema grave da habitação “afeta milhares de pessoas, desde os mais jovens aos mais velhos, mas com particular enfoque nos jovens”, admitindo que estes “arriscam-se a viver pior do que os seus pais”, o que será “quase uma inevitabilidade” enquanto o problema da habitação não for resolvido.

“Preocupa-me que o Governo não esteja a conseguir pôr em prática propostas, medidas, soluções para a tal necessidade premente que nós temos, que é de construir muito mais, nomeadamente através da utilização dos imóveis devolutos do Estado”, declarou.

Sobre estes imóveis, a líder da IL referiu que “já foi feito um levantamento”, mas questionou “onde é que está essa listagem de imóveis, quais é que são, quando é que podem ser postos à disposição das pessoas ou que “modelos vão ser utilizados para esse efeito”.

“Precisamos de construir e é a essa dificuldade que estamos a ver que o Governo não está a conseguir dar resposta”, criticou.

Num dia em que estão previstas mais manifestações e protestos em várias cidades no país pelo direito à habitação, Mariana Leitão reconheceu que são “fruto da crise de habitação” que “se tem vindo a agravar” e para a qual são necessárias respostas.

“Temos um défice de 300 mil casas e, neste momento, o foco devia estar em como é que garantimos que se constroem mais casas”, insistiu, exemplificando com a libertação de terrenos e de imóveis devolutos do Estado, “pondo-os ao serviço das pessoas, contando com os privados” e cooperativas.

Por outro lado, apontou a simplificação dos licenciamentos e, quanto ao mercado de arrendamento, Mariana Leitão considerou ser necessário “devolver confiança”, para “pôr mais casas no mercado”.

Sobre as declarações do presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, Benjamim Pereira, que o líder parlamentar da IL, Mário Amorim Lopes, já tinha considerado infelizes, Mariana Leitão subscreveu e perguntou o que é que aquele organismo “está a fazer para ser parte da solução, que ações está a tomar, que projetos está a desenvolver, a quem é que está a dar financiamento para que projetos e quantas casas é que isso vai trazer para o mercado”.

Na quinta-feira, em Vila Nova de Gaia (Porto), Benjamim Pereira disse não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, argumentando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

No dia seguinte, em comunicado, Benjamim Pereira admitiu que foram infelizes as expressões que utilizou e alegou que não teve intenção de desvalorizar as dificuldades na habitação ou sugerir a emigração.

Também na quinta-feira, o primeiro-ministro não presidiu à reunião do Conselho de Ministros por razões de agenda, tendo visitado uma escola no distrito de Aveiro, sem a presença da comunicação social.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto em 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

O conteúdo Líder da IL mais preocupada com inação do que com silêncio do primeiro-ministro aparece primeiro em O MINHO.

Carneiro justifica viabilização do Orçamento de Estado com crises em Portugal e no estrangeiro

23 October 2026 at 23:42

O líder do PS recusou hoje, em Valongo, ter-se precipitado no anúncio da viabilização do Orçamento de Estado 2027, invocando a crise que os portugueses vivem e as crises em Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos e Brasil.

“Os portugueses estão a viver uma crise muito expressiva no custo de vida. O custo com os bens alimentares, os combustíveis, a eletricidade e com o gás. E, por isso, vamos levar propostas à especialidade para responder a essas necessidades vitais”, afirmou José Luís Carneiro que lembrou ainda as “dificuldades na habitação”.

E prosseguiu: “imaginem que eu votava contra o orçamento e que criávamos com isso uma crise política no país. Essa crise política iria agudizar, iria tornar mais aguda a dificuldade que as pessoas já estavam a passar, num momento em que o mundo está perigoso. Temos uma guerra nas portas da Europa, temos uma guerra no Médio Oriente, temos uma crise política em Espanha, uma crise política na França, uma crise política na Alemanha, uma crise política nos Estados Unidos e também no Brasil, com grande instabilidade política e social”.

Em declarações à entrada para o plenário de esclarecimento sobre o Orçamento do Estado para 2027, que decorreu esta noite em Ermesinde, concelho de Valongo, o deputado reiterou que o seu dever “é defender Portugal” apesar de o Governo apresentar “um mau orçamento”, não querendo ficar associado a “uma crise política no país, que teve eleições em 2022, que teve eleições em 2024, que teve eleições em 2025, e há alguns que queriam já uma crise em [20] 26, por isso apresentaram uma moção de censura [Chega]”.

Continuando a tentar separar as águas, José Luís Carneiro, sobre a estratégia socialista, afirmou que “entre um Governo que é insensível e tem mostrado incompetência em responder às necessidades das pessoas e o populismo e a demagogia”, procuram “demonstrar aos portugueses” que estão a colocar “Portugal em primeiro lugar”.

O conteúdo Carneiro justifica viabilização do Orçamento de Estado com crises em Portugal e no estrangeiro aparece primeiro em O MINHO.

❌