❌

Normal view

Exames do 9.º ano: Colégio em Guimarães no 2.º lugar nacional, Conservatório de Braga é melhor escola pública

30 October 2026 at 00:43

As notas nas provas finais de 9.º ano de Português e Matemática pioraram no ano passado, havendo muito mais negativas entre os estudantes das escolas públicas e melhores resultados nas escolas das grandes cidades do litoral.

Houve um ligeiro agravamento do desempenho dos alunos nas provas finais de 3.º ciclo, segundo uma análise da agência Lusa às mais de 180 mil provas realizadas em 2025 e em 2024: a média global desceu de 2,91 valores para 2,87 valores (numa escala de zero a cinco).

Num universo de 1.043 escolas, apenas 25,2% obtêm média positiva, segundo dados do Ministério da Educação, que mostram que no ano anterior 32,5% das escolas tinha “positiva”.

Os alunos das escolas públicas tiveram mais dificuldades: enquanto 83% das escolas públicas teve média negativa, 82% das privadas teve média positiva.

No ‘ranking’ da Lusa, os colégios voltam a ocupar os primeiros lugares da tabela, agora liderada pelo Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com uma média de 4,26 valores.

Nas posições seguintes surgem o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em Guimarães, Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, Colégio Moderno, em Lisboa, e Grande Colégio Universal, no Porto.

Os dados mostram uma forte concentração no litoral e nos principais centros urbanos do país: Dos 10 estabelecimentos com melhores médias, quatro localizam-se no distrito do Porto, dois em Lisboa e dois em Braga.

Os primeiros lugares da tabela pertencem a colégios privados localizados em áreas metropolitanas e concelhos mais povoados do litoral.

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian é a primeira escola pública

A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, é a primeira escola pública da lista e surge em 17.º lugar.

As escolas públicas com melhores resultados médios também se encontram nos grandes centros urbanos do litoral, capitais de distrito e cidades universitárias. Lisboa, Porto e Braga concentram sete dos 10 primeiros estabelecimentos públicos do ‘ranking’, aos quais se juntam Coimbra e Aveiro.

Fazendo um ‘zoom’, percebe-se que estão localizados em bairros habitados maioritariamente por pessoas com elevada escolaridade e onde os preços da habitação estão entre os mais elevados do país, como o Parque das Nações, Telheiras ou Alvalade, em Lisboa, ou a Foz, no Porto.

Neste ‘ranking’ destacam-se também as escolas artísticas, já que três dos primeiros cinco lugares são Conservatórios de Música: além do Conservatório em Braga, está também o Conservatório do Porto e o Conservatório Nacional, em Lisboa.

Já as 10 escolas públicas com piores resultados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, regiões conhecidas pela falta de professores.

Olhando para os bairros onde estão localizadas, percebe-se que são escolas que servem populações maioritariamente mais pobres, corroborando os estudos que indicam que os alunos de famílias mais desfavorecidas têm mais dificuldades em atingir o sucesso académico.

Muitas destas escolas estão abrangidas pelo Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), destinado a estabelecimentos situados em zonas com muitas crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, que tem como objetivo melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar.

No Monte da Caparica, os alunos do 9.º ano da Escola Básica do Miradouro de Alfazina tiveram a média mais baixa do país: 1,95 valores. A escola integra o programa TEIP e é frequentemente referido como um território com grandes desafios sociais.

Outros casos bastante conhecidos que voltam a surgir no fim da tabela são a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, nos Açores, marcada pelos problemas de pobreza e exclusão social.

O impacto do estatuto socioeconómico nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres a terem notas muito mais baixas do que as crianças não beneficiárias já tinha sido apontado no relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).

Apesar de terem piores notas nas provas finais, há muito mais casos de alunos que fazem o 3.º ciclo sem chumbar, segundo o indicador dos “percursos diretos de sucesso”, que mostra a percentagem de alunos sem retenções ao longo do 3.º ciclo e com positiva nas provas finais do 9.º ano.

O conteúdo Exames do 9.º ano: Colégio em Guimarães no 2.º lugar nacional, Conservatório de Braga é melhor escola pública aparece primeiro em O MINHO.

Braga, Guimarães, Famalicão e Fafe lideram ‘ranking’ das escolas públicas com mais notas 20

30 October 2026 at 00:32

Mais de 15 mil alunos tiveram, pelo menos, uma nota máxima na pauta pelo trabalho realizado ao longo do ano, sendo mais raro encontrar alunos de famílias carenciadas neste universo de notas 20. A lista de escolas públicas com mais notas 20 tem nos primeiros postos estabelecimentos de Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Fafe.

As raparigas voltaram a conseguir ter mais notas máximas na pauta, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação das classificações internas dos alunos dos cursos científico-humanísticos do 11.º e 12.º anos no ano letivo de 2024/25.

Naquele ano, 15.557 alunos tiveram, pelo menos, uma nota 20 na pauta: 2.013 estudavam em colégios e os restantes 13.544 em escolas públicas.

Os professores atribuíram 6.585 notas máximas no privado e 40.149 no público, sendo Educação Física, Aplicações Informáticas B, Inglês e Educação Moral e Religiosa e Biologia as disciplinas mais visadas.

A teoria de que os alunos de famílias carenciadas atravessam mais obstáculos para atingir o sucesso académico confirma-se também nestes números, já que mais de oito em cada 10 notas máximas (81,6%) foram dadas a alunos sem Apoio Social Escolar (ASE).

Os mais carenciados são uma minoria: Apenas 5.079 alunos chegaram ao final do ano com, pelo menos, uma nota máxima.

A Lusa fez um ‘ranking’ das escolas públicas com mais “20” na pauta e nos primeiros 15 lugares aparecem apenas estabelecimentos de ensino no litoral norte.

No entanto, o 1.º lugar pertence à secundária Alves Martins, em Viseu, onde os professores atribuíram 713 notas máximas aos seus alunos que também se destacaram nos exames nacionais (4.ª melhor média nacional entre as públicas).

À exceção da secundária de Viseu, não há escolas alentejanas ou algarvias, nem do interior do país nos primeiros lugares.

As primeiras posições são ocupadas por estabelecimentos em Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Porto, Santo Tirso e Penafiel. Em 16.º lugar surge a Infanta Dona Maria, em Coimbra, e em 23.º a secundária do Restelo, em Lisboa.

Muitas das escolas que estão entre as públicas com melhores médias nos exames nacionais têm poucos beneficiários de Ação Social Escolar (ASE) com classificações máximas: na secundária Garcia de Orta, por exemplo, representam apenas 5,9% dos 20 atribuídos, na Infanta D. Maria são 6,6%, e na Alves Martins 6,9%.

As escolas com maior percentagem de alunos carenciados com notas máximas estão, invariavelmente, a meio da tabela que ordena os estabelecimentos de ensino por média nos exames nacionais.

Na Escola de Paços de Ferreira, uma em cada três notas 20 foram atribuídas a alunos com ASE (33,7%), seguindo-se a secundária de Amarante (32,9%), a Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão (22,4%), a Secundária de Penafiel (21,6%) e a Secundária de Fafe (21,1%).

As escolas públicas com mais 20 valores parecem revelar duas realidades: de um lado estabelecimentos tradicionalmente associados a contextos mais favorecidos com poucos alunos carenciados, e do outro escolas de concelhos industriais do norte, como Paços de Ferreira, Amarante ou Penafiel, que parecem contrariar a ideia de que a excelência académica é exclusiva de meios mais privilegiados.

Nos colégios, ao contrário do que acontece no ensino público, as classificações máximas concentram-se sobretudo em escolas situadas nos grandes centros urbanos.

Muitos destes estabelecimentos são colégios que lideram os ‘rankings’ de exames nacionais, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, Efanor, D. Diogo de Sousa, Novo da Maia ou Salesianos de Lisboa.

Nas pautas do Externato Ribadouro houve 533 notas 20, sendo a escola privada com mais notas máximas atribuídas, seguindo-se Colégio D. Diogo de Sousa e o Colégio Nossa Senhora do Rosário.

A Nossa Senhora do Rosário foi a segunda escola com melhor média nacional nos exames (16,5 valores), o Colégio D. Diogo de Sousa aparece em 6.º lugar desse ‘ranking’ (15,8 valores) e o Externato Ribadouro em 21.º.

Mas há também muitos colégios que atribuem um número muito elevado de classificações máximas sem conseguirem uma posição equivalente nos exames nacionais.

Em agosto, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou um relatório que revelou que 38 colégios atribuíram classificações de 19 ou 20 valores a mais de 30% dos alunos em 2024/25, e que 21 deles repetiram este padrão durante oito anos consecutivos. Já no ensino público, apenas três escolas atingiram esse mesmo limiar.

O conteúdo Braga, Guimarães, Famalicão e Fafe lideram ‘ranking’ das escolas públicas com mais notas 20 aparece primeiro em O MINHO.

Ranking: Colégio de Braga no ‘top 10’ nacional, escola de Monção no pódio das públicas

30 October 2026 at 00:18

Os alunos das escolas públicas melhoraram o seu desempenho nos exames nacionais em 2025, mas os colégios privados voltam a destacar-se no ‘ranking’ geral, em que a primeira pública surge apenas em 38.º lugar. 

No ‘ranking’ da Lusa, o Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, ocupa o 6.º lugar, enquanto que, entre as escolas públicas, a Escola Secundária de Monção encontra-se no 3.º lugar. Já a Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, ficou no 7.º posto.

Entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 provas realizadas no ano passado, as médias nacionais subiram tanto no público como no privado, mas são os colégios que ocupam os primeiros lugares.

Familiarizado com o número um, o Grande Colégio Universal, no Porto, lidera a tabela pelo segundo ano consecutivo, com uma média de 16,93 valores (numa escala de zero a 20) entre as 231 provas realizadas às 16 disciplinas analisadas pela Lusa.

No final do ano letivo 2024/2025, as classificações dos alunos do Colégio Universal foram muito próximas da média interna atribuída pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano, superando-a até por 0,04 valores. 

Os nomes seguintes na lista também não são estranhos ao ‘top 10’, que a maioria integrou nos últimos anos, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, que volta a ocupar o 2.º lugar com 16,59 valores, e o Colégio Efanor, em Matosinhos, novamente em 3.º lugar, com 16,32 valores.

Em 4.º lugar, aparece a Academia de Música de Santa Cecília, a escola da zona de Lisboa mais bem posicionada, seguida do Colégio Novo da Maia, do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, do Colégio de S. Tomás, em Lisboa, do Salesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José, do Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, e do Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.

Num universo de 479 escolas públicas e 91 privadas, é preciso descer até ao 38.º lugar para encontrar a escola pública com melhor média nacional: a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto.

Entre as 121 provas realizadas, os alunos daquele conservatório conseguiram uma média de 14,01 valores, ligeiramente mais alta do que a melhor escola pública do ano anterior que, na altura, ocupava o 33.º lugar com 13,85 valores.

Além do Conservatório de Música do Porto, na lista das 10 públicas com melhores resultados surgem outras duas escolas artísticas bem conhecidas dos lugares cimeiros da rede pública: a Soares dos Reis, no Porto, em 8.º lugar, e a António Arroio, em Lisboa, em 9.º lugar.

Outra “repetente” é a Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, este ano em 2.º lugar, seguida das secundárias de Monção, Alves Martins, em Viseu, Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim, do Colégio Militar, em Lisboa, da secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, e, em 10.º lugar, a Martinho Árias, em Soure.

Sobretudo no público, as escolas do norte dominam os melhores resultados nos exames. Entre as 223 escolas com desempenhos acima da média nacional, a maioria (61,9%) situa-se nessa zona do país.

Pelo contrário, das 60 escolas públicas com médias abaixo dos 10 valores, uma percentagem idêntica (61,7%) encontra-se em apenas dois distritos: Lisboa e Setúbal.

Este ano, o último lugar do ‘ranking’ geral elaborado pela Lusa é ocupado pela Escola Portuguesa da Guiné-Bissau (privada), onde a média das 121 provas foi 6,66 valores, mas em seguida surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, em Vale da Amoreira, Moita.

Naquela escola da margem sul do Tejo, onde a média foi 7,09 valores, a maioria dos alunos recebe apoio da Ação Social Escolar só metade consegue concluir o ensino secundário em três anos.

Integrada no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), a secundária da Baixa da Banheira está ainda inserida num quadro de zona pedagógica (QZP) considerado carenciado devido à insuficiência estrutural de professores, um contexto que é partilhado por outras três das 10 escolas com média mais baixa: as secundárias de Odivelas, Camarate (Loures), e Gil Vicente (Lisboa).

Nessa lista, estão também a secundária José Cardoso Pires, em Loures, igualmente inserida num QZP carenciado, a Professor António da Natividade (TEIP), em Mesão Frio, a Escola Portuguesa do Lubango (privada), em Angola, a secundária Jaime Cortesão, em Coimbra e o Real Colégio de Portugal (privada), em Lisboa. 

10 melhores e 10 piores da tabela geral
DistritoEscolaMédia de exame (valores)Média de exame (%)N.º de exames
10 melhores
PortoGrande Colégio Universal16,93169,3%232
PortoColégio Nossa Senhora do Rosário16,59165,9%637
PortoColégio Efanor16,32163,2%348
LisboaAcademia de Música de Santa Cecília16,03160,3%115
PortoColégio Novo da Maia15,92159,2%466
BragaColégio D. Diogo de Sousa15,86158,6%766
LisboaColégio de S. Tomás15,80158,0%450
LisboaSalesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José15,70157,0%974
PortoColégio Nova Encosta15,62156,2%169
CoimbraColégio da Rainha Stª Isabel15,41154,1%475
10 piores
LisboaReal Colégio de Portugal8,7387,3%266
LisboaEscola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa8,7187,1%201
LisboaEscola Secundária de Odivelas8,6186,1%844
CoimbraEscola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra8,4684,6%190
LisboaEscola Secundária de Camarate, Loures8,3983,9%167
EstrangeiroEscola Portuguesa do Lubango7,7777,7%103
Vila RealEscola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio7,7477,4%101
LisboaEscola Secundária José Cardoso Pires, Loures7,7377,3%213
SetúbalEscola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita7,0970,9%170
EstrangeiroEscola Portuguesa da Guiné-Bissau6,6666,6%121
10 melhores e 10 piores escolas públicas classificadas
DistritoEscolaMédia de exame (valores)Média de exame (%)N.º de exames
10 melhores
PortoEscola Artística do Conservatório de Música do Porto14,01140,1%121
LisboaEscola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre, Lisboa13,38133,8%839
Viana do CasteloEscola Secundária de Monção13,38133,8%392
ViseuEscola Secundária Alves Martins, Viseu13,36133,6%2215
PortoEscola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim13,30133,0%1425
LisboaColégio Militar13,09130,9%189
Viana do CasteloEscola Básica e Secundária Pintor José de Brito, Viana do Castelo13,06130,6%155
PortoEscola Artística Soares dos Reis, Porto13,00130,0%1038
LisboaEscola Artística António Arroio, Lisboa12,98129,8%1438
CoimbraEscola Básica e Secundária Martinho Árias, Soure12,96129,6%262
10 piores
SetúbalEscola Básica e Secundária Prof. Ruy Luís Gomes, Almada8,8588,5%316
LisboaEscola Básica e Secundária Dr. Azevedo Neves, Damaia, Amadora8,7587,5%231
SetúbalEscola Secundária Dom Manuel Martins, Setúbal8,7387,3%348
LisboaEscola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa8,7187,1%201
LisboaEscola Secundária de Odivelas8,6186,1%844
CoimbraEscola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra8,4684,6%190
LisboaEscola Secundária de Camarate, Loures8,3983,9%167
Vila RealEscola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio7,7477,4%101
LisboaEscola Secundária José Cardoso Pires, Loures7,7377,3%213
SetúbalEscola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita7,0970,9%170

O conteúdo Ranking: Colégio de Braga no ‘top 10’ nacional, escola de Monção no pódio das públicas aparece primeiro em O MINHO.

Luís Pinto: “Se queremos um campeonato mais competitivo temos de pensar nas atitudes que se tomam”

30 October 2026 at 00:07

Declarações após o jogo Benfica – Gil Vicente (4-1) dos quartos de final da Taça da Liga portuguesa de futebol, hoje realizado no Estádio da Luz:

– Luís Pinto (treinador do Gil Vicente): “Entrámos bem, tivemos a primeira oportunidade. Antes de o Benfica fazer o 1-0, tivemos uma grande oportunidade onde o Trubin fez uma grande defesa. Jogámos 30 a 35 minutos com uma intensidade muito alta. Depois, o Benfica fez dois golos. Na segunda parte entrámos à procura do 2-1 e sofremos o terceiro golo. Conseguimos fazer o 3-1. Procurávamos o 3-2 e sofremos o quarto golo.             

Fiquei surpreendido com a entrada do Durán. Espero contra o Guimarães ter o Espigares disponível, porque também eu quero ter um jogador despenalizado.

Se queremos um campeonato mais competitivo e taças mais competitivas temos de pensar nas atitudes que se tomam. Despenalizar na véspera deste jogo um jogador que foi expulso vem colocar muita coisa em causa.

A vitória do Benfica não está em questão. O que é que nós queremos? O Benfica fez um grande jogo, o Gil Vicente teve grandes momentos e não estamos a falar do jogo. Estamos a falar destes casos.

Não sou contra o formato da Taça da Liga, ganhei-a na época passada. Já estive no Trofense e era muito bom jogar nas eliminatórias iniciais. Na minha opinião todos os clubes da I e da II Liga deveriam poder jogá-la.

A preparação para este jogo foi igual, independentemente de quem viesse a jogar. Hoje tentámos ter a nossa linha num bloco mais alto, mas não foi fácil pela forma de jogar do Benfica. Preferimos ter a coragem de ter uma audácia defensiva que nos permitisse estar mais altos no campo. Este jogo vai ter muitas coisas que podemos retirar”.

– Marco Silva (treinador do Benfica): “Estou satisfeito com o Sudakov. Ele é capaz de definir e fazer golos. Ele precisa disso. Foi um grande momento da parte dele.

Estou também satisfeito com a identidade da equipa, independentemente de quem joga. Hoje construímos muito mais a quatro do que normalmente fazemos. Foi mais estratégico. O Gil Vicente deu uma réplica muito boa. Trubin fez uma grande defesa e manteve aí a nossa baliza a zero. Tivemos momentos muito bons. Sudakov teve grandes ligações com Lukebakio. Conseguimos estar na ‘final-four’. Era o nosso objetivo e conseguimos.

Não sabendo todos os ‘timings’, tentei informar-me de reuniões e de quando saem castigos. A partir do momento em que soubemos que havia uma reunião tive sempre muita esperança que o Durán estivesse no jogo. Se não jogasse o Durán começaria o Pavlidis. Tive essa esperança. Percebo a frustração de Luís Pinto. Tinha esperança que ele fosse despenalizado porque não fez absolutamente nada. Se queremos a verdade desportiva e se o Durán não pudesse jogar, ela não existiria porque ele não fez nada.

Rafa Silva teve influência e vai continuar a ter. No papel está no corredor, mas com bola nunca lá está. Hoje esteve mais à esquerda. Ele entrou num momento em que o jogo estava mais partido.

Contra o FC Porto será uma meia-final, num jogo a decidir. Não vou estar a falar dele agora, falaremos quando chegar a altura”.

O conteúdo Luís Pinto: “Se queremos um campeonato mais competitivo temos de pensar nas atitudes que se tomam” aparece primeiro em O MINHO.

❌