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Lufthansa escolhida para comprar parte da TAP: Miguel Pinto Luz explica o que vai mudar na companhia aérea portuguesa

23 October 2026 at 21:20

A TAP prepara-se para entrar numa nova fase da sua história, depois de o Governo português ter escolhido a Lufthansa para adquirir uma participação no capital da companhia aérea. A operação deverá permitir reforçar a presença internacional da transportadora, embora existam condições para garantir que a empresa mantém a sua identidade portuguesa e o aeroporto de Lisboa como principal centro de operações.

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, explicou recentemente o que poderá mudar na companhia após a entrada do grupo alemão. Segundo o Notícias ao Minuto, o governante utilizou as redes sociais para destacar as perspetivas de crescimento da TAP, apontando para uma maior capacidade de expansão e para o reforço das ligações aéreas a partir de Portugal.

O que vai mudar na TAP com a chegada da Lufthansa?

Entre as principais alterações esperadas está o aumento da capacidade da TAP para competir no mercado internacional. Miguel Pinto Luz considera que a integração num grupo com a dimensão da Lufthansa poderá proporcionar novas oportunidades à transportadora portuguesa, nomeadamente no desenvolvimento da sua rede de destinos e no reforço das ligações existentes.

Segundo a mesma fonte, o ministro destacou três objetivos: aumentar a dimensão operacional, melhorar a conectividade e criar condições para o crescimento da companhia. O governante garantiu ainda que a identidade portuguesa será preservada, tal como a importância de Lisboa enquanto centro de operações, conhecido no setor da aviação como hub.

Grupo alemão apresenta proposta superior a mil milhões de euros

A proposta selecionada pelo Governo prevê um encaixe global de 1.201 milhões de euros, correspondente à alienação de até 49,9% do capital da TAP. Deste montante, 1.025 milhões dizem respeito à aquisição de 44,9% das ações pelo grupo alemão, enquanto os restantes valores incluem ajustamentos financeiros e a participação de 5% reservada aos trabalhadores.

A operação ainda depende da concretização de diferentes procedimentos contratuais. Nesta primeira fase, o Estado português deverá conservar uma participação maioritária de 50,1% na transportadora, pelo que a escolha da Lufthansa não significa que a companhia aérea tenha sido integralmente vendida ao grupo alemão.

Lufthansa terá de pagar um sinal que pode chegar aos 30 milhões

Uma das condições estabelecidas pelo Governo diz respeito ao pagamento inicial que a Lufthansa terá de efetuar antes da concretização da venda. O valor corresponde a 2,5% do montante oferecido pelas ações, podendo situar-se nos 25,6 milhões de euros ou aproximar-se dos 30 milhões, dependendo da parcela da proposta considerada para o cálculo.

Além deste pagamento, o grupo alemão terá de apresentar uma garantia bancária destinada a assegurar o montante remanescente da operação. O Governo pretende concluir a assinatura dos contratos até ao final de 2026, embora a concretização da transação dependa ainda dos procedimentos e autorizações necessários.

Quando ficará concluída a privatização da TAP?

Apesar de a Lufthansa já ter sido escolhida como parceira estratégica, a conclusão da operação não será imediata. Segundo o calendário apresentado pelo Executivo, a primeira fase da privatização deverá ficar concluída até ao início de 2028, estando ainda por cumprir diferentes etapas administrativas e contratuais.

O processo poderá também abrir caminho a uma segunda fase de privatização, embora essa possibilidade não faça parte da venda agora selecionada e dependa de decisões posteriores. Para já, as mudanças anunciadas por Miguel Pinto Luz traduzem os objetivos do Governo para a companhia, que pretende reforçar a sua capacidade de crescimento internacional, mantendo a marca TAP e a ligação estratégica a Portugal.

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Gebalis contesta versão de Marta Almeida e diz que idoso tinha direito à casa em Marvila

23 October 2026 at 19:35

A Gebalis contestou a versão divulgada sobre o despejo de Marta Almeida, a jovem viúva de 26 anos, com dois filhos menores, cujo caso motivou a convocação de uma vigília em Marvila, Lisboa. A empresa municipal sustenta que a mulher não integrava o agregado autorizado e que não demonstrou ter residência habitual naquela habitação.

O presidente do conselho de administração, Fernando Angleu, apresentou esclarecimentos nesta sexta-feira, 23 de outubro. Segundo a posição da empresa, também noticiada pela RTP, quem tem direito à casa é um idoso de 84 anos. A Gebalis invoca decisões judiciais para defender a sua atuação.

Empresa diz que idoso foi impedido de entrar na habitação

Em declarações ao Correio da Manhã, a Gebalis afirmou: “A senhora em questão nunca integrou o agregado, nunca residiu na habitação, nem fez prova desses factos”.

De acordo com os esclarecimentos divulgados, o imóvel tinha sido atribuído à avó do falecido companheiro de Marta. Após a morte da arrendatária, o seu companheiro, atualmente com 84 anos, manteve o direito à habitação, sustenta a empresa.

Nas declarações prestadas ao jornal, a Gebalis acusa ainda Marta Almeida de ter agredido e expulsado o idoso. Segundo esta versão, o homem apresentou queixa às autoridades. Trata-se de uma acusação atribuída à empresa municipal.

Gebalis invoca decisões dos tribunais

Fernando Angleu referiu duas providências cautelares através das quais se tentou impedir a desocupação. Segundo a empresa, ambas tiveram decisões favoráveis à sua posição, posteriormente confirmadas pelo Tribunal Central Administrativo Sul.

A Gebalis acrescentou que nas certidões de nascimento dos filhos de Marta consta outra morada, também em Lisboa. As decisões judiciais invocadas pela empresa dizem respeito aos processos cautelares e não estabelecem, por si, responsabilidade criminal pelas alegadas agressões.

Comissão de moradores apresentou uma versão diferente

O despejo ocorreu a 30 de julho. Na posição divulgada antes destes novos esclarecimentos, a Comissão de Moradores e Utentes de Marvila (COMUM) afirmou que a família continuara a pagar rendas, aceites pela Gebalis, e que Marta entregara documentação para regularizar a situação.

A comissão contestou a retirada da família e criticou a ausência de uma alternativa habitacional. Foi neste contexto que convocou uma vigília para 23 de outubro, às 18:00, junto ao lote 568 do Bairro do Condado. Esta posição antecede as novas acusações apresentadas pela empresa.

Casa está desocupada, segundo a empresa

A Gebalis informou que Marta está inscrita num programa de arrendamento habitacional, aguardando apreciação. Quanto ao idoso, encontra-se com familiares enquanto espera pela atribuição de uma casa mais pequena, adequada à atual dimensão do agregado. A habitação que esteve na origem do conflito está desocupada, acrescentou a empresa.

Leia também: Marta Almeida tem 26 anos, é viúva e foi despejada com dois filhos: “Só queria um teto para os meus filhos”

Bruno Zarra e Sylva Drums levam o nome do Algarve ao Amsterdam Dance Event 2026

23 October 2026 at 19:00

Dois DJs portugueses ligados ao Algarve, Bruno Zarra e Sylva Drums, vão atuar no próximo sábado, 24 de outubro, no Amsterdam Dance Event (ADE), um dos principais encontros internacionais de música eletrónica, realizado em Amesterdão, nos Países Baixos.

Os artistas integram o Xpressive Showcase, que decorrerá no 50:HERTZ House & Techno Cafe, entre as 22:00 e as 04:00, num programa que reúne diferentes sonoridades e participantes internacionais.

A presença dos dois artistas portugueses acontece numa edição particularmente simbólica do Amsterdam Dance Event, que assinala este ano três décadas de existência.

O evento reúne anualmente DJs, produtores, editoras, promotores e outros profissionais da indústria musical, constituindo um espaço de divulgação artística e de contacto entre diferentes intervenientes do setor.

Bruno Zarra e Sylva Drums representam diferentes sonoridades da música eletrónica

Bruno Zarra e Sylva Drums apresentam percursos distintos dentro da música eletrónica, embora ambos desenvolvam a sua atividade para além das fronteiras portuguesas.

DJ e produtor, Bruno Zarra tem construído uma identidade musical centrada na house e na tech house, dois géneros que fazem parte do seu trabalho enquanto artista.

Sylva Drums, por sua vez, está associado às sonoridades afro house, explorando uma abordagem musical marcada por influências rítmicas características deste estilo.

A participação de ambos no Xpressive Showcase integra um alinhamento internacional dedicado à diversidade da música eletrónica, proporcionando-lhes uma oportunidade de apresentar o seu trabalho num dos principais eventos do setor.

A presença dos dois DJs representa também uma forma de dar visibilidade à produção musical portuguesa associada ao Algarve e de reforçar as ligações dos artistas da região aos circuitos internacionais.

Amsterdam Dance Event celebra 30 anos de existência

O Amsterdam Dance Event assinala, em 2026, o seu 30.º aniversário, mantendo-se como um ponto de encontro para artistas, profissionais e organizações ligadas à música eletrónica.

Ao longo das últimas três décadas, o evento tem reunido participantes de diferentes países, promovendo o contacto entre criadores, editoras, agentes e promotores musicais.

É neste contexto que Bruno Zarra e Sylva Drums vão participar no Xpressive Showcase, marcado para sábado, 24 de outubro, no 50:HERTZ House & Techno Cafe, em Amesterdão.

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Portugal dividido este fim de semana: temperaturas não chegam aos 20 graus no Norte, mas há regiões que podem atingir os 23

23 October 2026 at 18:50

O último fim de semana de outubro antes da mudança da hora promete trazer um ambiente mais típico de outono a Portugal Continental, embora as temperaturas não sejam iguais em todas as regiões. Enquanto o Norte continuará a registar valores relativamente baixos, algumas cidades do Sul poderão alcançar os 23 ºC.

De acordo com as previsões divulgadas pela Meteored, a estabilidade atmosférica deverá manter-se durante sábado e domingo, dias 24 e 25 de outubro, graças à influência do anticiclone. Esta situação surge depois da passagem de uma frente fria associada à depressão Austen, que provocou chuva em vários pontos das regiões Norte e Centro durante a madrugada desta sexta-feira.

Apesar da melhoria das condições meteorológicas, as temperaturas continuarão a apresentar diferenças significativas entre o litoral norte, o interior e o Sul do território continental.

Estas são as cidades onde os termómetros podem chegar aos 23 graus

Segundo a mais recente atualização do modelo europeu ECMWF, citada pela Meteored, Beja deverá destacar-se entre as capitais de distrito com temperaturas mais elevadas ao longo do fim de semana.

No sábado, 24 de outubro, a cidade alentejana poderá atingir uma máxima de 23 ºC, enquanto Lisboa, Santarém e Évora deverão chegar aos 22 ºC. Já Castelo Branco, Portalegre e Faro poderão registar valores próximos dos 21 ºC.

No domingo, 25 de outubro, está prevista uma ligeira subida das temperaturas em algumas regiões. Lisboa, Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja poderão alcançar os 23 ºC, enquanto Leiria e Faro deverão ficar pelos 22 ºC.

Coimbra também deverá beneficiar desta subida, com os termómetros a atingirem os 21 ºC. Estes valores mostram que, apesar da chegada do tempo mais fresco, algumas regiões continuarão a registar temperaturas relativamente amenas para a época.

Norte de Portugal continuará com temperaturas abaixo dos 20 graus

O cenário será bastante diferente nas regiões mais a norte do país, onde o ambiente deverá manter-se mais fresco durante grande parte do fim de semana.

No sábado, Viana do Castelo poderá ser a capital de distrito mais fria, com uma temperatura máxima de apenas 15 ºC. Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro deverão registar 17 ºC, enquanto Braga e Guarda poderão chegar aos 18 ºC.

Em Viseu, os termómetros poderão atingir os 19 ºC, aproximando-se dos valores previstos para algumas cidades do Centro.

Já no domingo, a tendência será de uma ligeira recuperação das temperaturas, embora o noroeste do país continue a apresentar os valores mais baixos.

Viana do Castelo deverá registar uma máxima de 16 ºC, enquanto Braga, Porto e Vila Real poderão chegar aos 18 ºC. Bragança e Aveiro deverão atingir os 19 ºC, com Viseu a alcançar os 20 ºC.

Chuva deverá dar tréguas durante o fim de semana

Depois da instabilidade registada durante a madrugada de sexta-feira, a influência do anticiclone deverá favorecer condições meteorológicas mais estáveis em Portugal Continental.

Segundo a Meteored, não são esperadas alterações significativas deste cenário durante o fim de semana, pelo que o tempo deverá apresentar-se mais tranquilo do que nos dias anteriores.

Ainda assim, as diferenças térmicas entre regiões serão evidentes. No domingo, por exemplo, a diferença entre as máximas previstas para Viana do Castelo e Beja poderá chegar aos sete graus, com 16 ºC na cidade minhota e 23 ºC na capital do Baixo Alentejo.

As previsões poderão sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos meteorológicos, pelo que é aconselhável acompanhar a evolução do estado do tempo, sobretudo para quem pretende realizar atividades ao ar livre.

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Frusoal produz mais de 40.000 toneladas de fruta por ano no Algarve e assegura 220 empregos diretos

23 October 2026 at 18:40

Mais de 40.000 toneladas de fruta são produzidas anualmente por uma organização algarvia que reúne dezenas de agricultores e assegura centenas de postos de trabalho na região. Com uma atividade centrada sobretudo nos citrinos, a empresa comercializa grande parte da produção em Portugal, mas também está presente em vários mercados internacionais, incluindo países fora da Europa.

Trata-se da Frusoal, sediada em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, que reúne atualmente 65 produtores agrícolas. De acordo com o portal de notícias ECO, a organização registou um volume de negócios conjunto de 34,4 milhões de euros em 2025 e assegura 220 empregos diretos, aos quais se juntam outros 150 postos de trabalho indiretos associados às equipas de colheita.

Empresa reúne dezenas de produtores em 1.500 hectares

Fundada em 1990, a Frusoal desenvolve a sua atividade numa área agrícola de aproximadamente 1.500 hectares, apresentando-se como a maior organização de produtores de citrinos em Portugal. As laranjas, tangerinas e outros citrinos representam cerca de 80% da produção, embora a empresa tenha vindo a apostar noutras culturas para diversificar a sua oferta.

Segundo a mesma fonte, entre os produtos comercializados encontram-se também figos, dióspiros e abacates. A organização começou a desenvolver produção própria em 2007 e, dois anos depois, adquiriu a Tavifruta, uma operação que permitiu aumentar a capacidade de processamento e passar a utilizar um segundo armazém. Atualmente, a própria Frusoal é o maior produtor entre os seus associados.

Cerca de 75% da fruta é vendida em Portugal

A maior parte da produção destina-se ao mercado nacional, sobretudo através das principais cadeias de supermercados e hipermercados. Esta distribuição representa aproximadamente 75% do total comercializado, enquanto os restantes 25% seguem para mercados estrangeiros, permitindo à organização manter relações comerciais com compradores de diferentes países.

O ECO refere que Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Polónia e Suíça estão entre os destinos da fruta produzida pelos agricultores associados. Mais recentemente, a empresa começou também a vender para o Canadá e pretende alargar a presença internacional a Itália e aos países escandinavos, numa estratégia de expansão para novos mercados.

Frusoal investe mais de meio milhão de euros num laboratório

Além da produção e comercialização de fruta, a empresa decidiu reforçar a investigação agrícola através de um investimento de 515.000 euros. O montante foi destinado à criação do Laboratório Frusoal InovCitrus, apresentado esta sexta-feira, 23 de outubro, com o objetivo de desenvolver soluções para problemas que afetam os pomares algarvios.

O novo centro de investigação e desenvolvimento pretende estudar formas de combater pragas e doenças, encontrar utilizações alternativas para subprodutos agrícolas e melhorar as práticas de cultivo. João Duarte, diretor financeiro da Frusoal, explicou ao mesmo jornal que a intenção é aproximar o conhecimento científico das necessidades dos agricultores, procurando respostas que possam ser aplicadas diretamente nos terrenos de produção.

Praga detetada em Tavira será o primeiro alvo da investigação

Um dos primeiros desafios do laboratório será estudar o inseto Scirtothrips aurantii, conhecido como tripes sul-africano, que foi identificado pela primeira vez em Portugal em dezembro de 2022, no concelho de Tavira. A praga alimenta-se de partes das plantas em desenvolvimento, incluindo folhas, rebentos e frutos, podendo provocar danos que dificultam a comercialização da produção.

Segundo a publicação, em janeiro, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária contabilizava 106 zonas demarcadas no Algarve devido à presença deste inseto. O projeto de investigação decorrerá durante três anos, até 2028, e procurará compreender o comportamento da praga em pomares de laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e limeiras. Os trabalhos contam com a colaboração do InnovPlantProtect e o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, incluindo ensaios em terrenos dos produtores associados e no Centro de Experimentação Agrária de Tavira.

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Estudantes de Faro organizam protesto contra exames nacionais e exigem mais investimento na educação

23 October 2026 at 18:20

Os alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, vão realizar um protesto na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 13:30, em frente ao portão do estabelecimento de ensino, para exigir mais investimento na escola pública, melhores condições de aprendizagem e o fim dos exames nacionais. A iniciativa, organizada no âmbito da semana de luta convocada pelo Movimento Voz aos Estudantes, contará com intervenções e testemunhos dos próprios estudantes.

A ação assume o formato de uma tribuna de estudantes e integra um conjunto de manifestações previstas entre 26 e 30 de outubro, em diferentes pontos do país.

De acordo com o Movimento Voz aos Estudantes, a mobilização surge num contexto de preocupação com as condições das escolas, o acesso ao ensino superior e as restrições que a organização considera existirem ao exercício dos direitos de participação e manifestação dos alunos.

Movimento contesta exames nacionais e denuncia falta de investimento na escola pública

Entre as principais reivindicações dos estudantes da Escola Secundária Tomás Cabreira está o reforço do investimento na educação, que o movimento considera insuficiente para responder às necessidades dos estabelecimentos de ensino.

A organização sustenta que ainda existem 600 escolas em Portugal a necessitar de obras, apontando este número como exemplo da degradação das condições de ensino.

O Movimento Voz aos Estudantes critica igualmente o modelo de acesso ao ensino superior, considerando que os exames nacionais contribuem para limitar as oportunidades dos alunos.

No comunicado, a organização denuncia o que classifica como um processo de “elitização do Ensino Superior a partir dos injustos Exames Nacionais”, defendendo a eliminação destas provas.

Outra das preocupações manifestadas prende-se com aquilo que o movimento descreve como a “limitação da democracia e direito à manifestação” em diversos estabelecimentos de ensino.

A organização critica ainda a “redução do investimento na educação na proposta do Orçamento de Estado de 2027”, considerando que as opções orçamentais não respondem às necessidades dos estudantes e das escolas.

Perante estas questões, os alunos vão reunir-se à entrada da Escola Secundária Tomás Cabreira para apresentar publicamente as suas reivindicações e partilhar experiências relacionadas com o quotidiano escolar.

Segundo o Movimento Voz aos Estudantes, estão previstos dezenas de protestos durante a semana de luta, entre 26 e 30 de outubro, procurando dar visibilidade às reivindicações dos alunos do ensino secundário.

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Já vão 16: Primark vai abrir mais uma loja em Portugal e com mais de 3 mil metros quadrados

23 October 2026 at 18:10

Uma nova megaloja da Primark está prestes a abrir portas em Portugal, mesmo a tempo das compras de Natal. A conhecida cadeia de moda anunciou a inauguração de um espaço comercial com mais de 3 mil metros quadrados, reforçando a sua presença no mercado português.

A abertura está marcada para 19 de novembro de 2026, no GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia, e será a primeira loja da marca neste concelho.

Segundo a Marketeer, a nova unidade será a 16.ª loja da Primark em Portugal e faz parte de um plano de expansão que representa um investimento de 45 milhões de euros no mercado nacional.

Nova Primark terá mais de 3 mil metros quadrados

A loja ficará instalada num único piso do GaiaShopping e contará com uma área comercial superior a 3 mil metros quadrados.

Os consumidores poderão encontrar uma vasta seleção de artigos de moda para diferentes idades, produtos de beleza, acessórios, decoração para a casa e outros artigos essenciais para o dia a dia.

A oferta incluirá também as coleções de outono e inverno, numa altura em que muitos portugueses começam a preparar as compras para a época natalícia.

A inauguração acontece precisamente algumas semanas antes do Natal, permitindo aos consumidores da região conhecer o novo espaço durante um dos períodos de maior movimento comercial do ano.

Primark reforça presença na região do Grande Porto

Com esta abertura, a cadeia de moda passa a contar com três lojas na região do Grande Porto.

Atualmente, a marca já está presente no NorteShopping, em Matosinhos, e no Parque Nascente, em Gondomar.

A chegada ao GaiaShopping permitirá reforçar a cobertura comercial da empresa e aproximar a oferta dos consumidores de Vila Nova de Gaia e dos concelhos vizinhos.

Nelson Ribeiro, responsável de vendas da Primark em Portugal e Espanha, considera que a abertura representa um marco importante para a empresa.

Segundo o responsável, citado em comunicado divulgado pela marca, o objetivo passa por aproximar a Primark dos consumidores de Gaia e das restantes localidades da região.

Investimento de 45 milhões de euros em Portugal

A nova loja integra o plano de investimento de 45 milhões de euros anunciado pela Primark para o mercado português.

A estratégia passa por continuar a expandir a rede comercial da marca, apostando em novas localizações e reforçando a presença em regiões onde já existe procura pelos seus produtos.

Com a inauguração de Vila Nova de Gaia, a Primark passa a contar com 16 estabelecimentos em território nacional.

A abertura está confirmada para quinta-feira, 19 de novembro, permitindo aos consumidores visitar a nova megaloja antes do início da época de compras de Natal.

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Portimão prolonga apoios sociais até 2027 e facilita acesso a subsídios para renda, água e medicamentos

23 October 2026 at 18:00

A Câmara Municipal de Portimão vai manter e alargar em 2027 os apoios sociais destinados às famílias com dificuldades económicas, introduzindo a renovação automática dos subsídios e facilitando as condições de acesso às comparticipações para o pagamento da renda, da água e dos medicamentos.

As medidas abrangem atualmente mais de 1.700 agregados familiares, com destaque para o apoio ao arrendamento, que representa um investimento municipal anual superior a 2,2 milhões de euros.

Entre as principais alterações estão a redução do período mínimo de residência no concelho, de cinco para dois anos, e o aumento do limite de rendimento para acesso aos apoios, permitindo que mais famílias possam beneficiar destas medidas.

A autarquia pretende também evitar que os beneficiários percam os apoios por motivos administrativos ou por terem atingido o prazo máximo de atribuição, passando a assegurar a renovação automática dos subsídios em vigor.

Apoio ao arrendamento chega a 677 famílias e pode atingir 350 euros mensais

O Subsídio de Apoio ao Arrendamento é atualmente atribuído a 677 agregados familiares de Portimão, mais 132 do que no início de 2026.

Segundo a Câmara Municipal, esta medida representa um investimento anual de 2.257.671 euros, inteiramente suportado pelo orçamento municipal.

O valor da comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, em função do rendimento de cada agregado familiar, mantendo-se os montantes de apoio atualmente praticados.

Uma das principais alterações previstas para 2027 diz respeito ao alargamento dos critérios de elegibilidade. O limite de rendimento per capita passa a corresponder a 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, permitindo o acesso de famílias que anteriormente poderiam ficar excluídas.

Também o período mínimo de residência exigido para beneficiar do subsídio será reduzido de cinco para dois anos.

A renovação do apoio passa a ser automática, incluindo nos casos em que os beneficiários atinjam o limite de três anos anteriormente previsto.

O pagamento da comparticipação continuará, no entanto, dependente da apresentação mensal do comprovativo de pagamento da renda.

Tarifa Social da Água abrange 992 agregados familiares

A Tarifa Social da Água é outra das medidas que a Câmara Municipal de Portimão decidiu prolongar e reforçar.

Atualmente, 992 agregados familiares beneficiam desta tarifa, destinada a aliviar os encargos associados ao consumo doméstico de água.

As condições de acesso serão harmonizadas com as previstas para o apoio ao arrendamento, nomeadamente através do alargamento do limite de rendimento e da redução para dois anos do período mínimo de residência no concelho.

A renovação das tarifas sociais em vigor passará igualmente a ser automática, procurando assegurar a continuidade do benefício sem necessidade de novos procedimentos administrativos de renovação.

Comparticipação para medicamentos pode chegar aos 350 euros por ano

No âmbito da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, a Câmara de Portimão apoia atualmente 107 agregados familiares.

O valor anual deste apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o respetivo escalão de rendimento.

A autarquia vai também alargar as condições de acesso a esta medida, mantendo os montantes atribuídos e introduzindo a renovação automática para os atuais beneficiários.

No conjunto, os três programas municipais abrangem mais de 1.700 famílias, procurando reduzir as despesas associadas à habitação, aos serviços essenciais e aos cuidados de saúde.

Segundo a Câmara Municipal, a decisão de prolongar estas medidas surge num contexto de dificuldades económicas, marcado pelo aumento dos custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais, bem como pela pressão exercida pelo mercado habitacional sobre os rendimentos familiares.

A autarquia associa este cenário à instabilidade internacional, nomeadamente à guerra na Ucrânia e às tensões no Médio Oriente, considerando que estes fatores continuam a afetar os orçamentos das famílias.

Álvaro Bila defende continuidade dos apoios e abertura a novas famílias

O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, considera que a manutenção dos programas municipais é necessária para responder às dificuldades económicas sentidas por muitos residentes.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o autarca.

A Câmara Municipal esclarece que os três programas continuam abertos a novas candidaturas, permitindo que outros agregados familiares possam requerer os benefícios, desde que cumpram as condições estabelecidas.

Os interessados em obter informações sobre os requisitos de acesso e os prazos de candidatura podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site oficial do município.

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Restaurante Abyad no EPIC SANA Algarve prepara buffet de Réveillon com mesa de marisco e sobremesas por 220€

23 October 2026 at 17:50

Um hotel de cinco estrelas no Algarve prepara uma festa de passagem de ano com jantar buffet, mesa de marisco, sobremesas e animação até de madrugada. A proposta destina-se a quem pretende celebrar a chegada de 2027 num restaurante, com um programa que inclui diferentes momentos de entretenimento antes e depois da meia-noite.

Trata-se do restaurante Abyad, integrado no EPIC SANA Algarve, uma unidade hoteleira situada junto à Praia da Falésia, no concelho de Albufeira. Segundo o programa divulgado pelo grupo SANA Hotels, o jantar de 31 de dezembro terá um preço de 220 euros por pessoa, fazendo parte de uma celebração intitulada EPIC Elements, inspirada nos quatro elementos da natureza.

O que inclui o buffet de passagem de ano?

O restaurante Abyad apresenta uma proposta gastronómica de inspiração portuguesa, em formato buffet, para assinalar a última noite de 2026. A oferta anunciada inclui uma mesa de marisco e sobremesas, permitindo aos participantes escolher entre diferentes opções durante o jantar, que tem início previsto para as 20 h.

O Abyad é um espaço dedicado à cozinha internacional, com destaque para produtos locais do mar e da terra. Habitualmente, o restaurante disponibiliza refeições em formato buffet e propostas preparadas ao momento, incluindo carnes e peixes grelhados. Para a passagem de ano, a unidade apresenta um programa específico, com bebidas selecionadas durante o jantar.

Restaurante Abyad, no EPIC SANA Algarve.
Restaurante Abyad, no EPIC SANA Algarve. Crédito: DR

Festa começa com cocktail e inclui espetáculo de fogo

As comemorações terão início às 19 h, com um cocktail de boas-vindas no lobby do hotel. Uma hora depois, os participantes seguem para os respetivos restaurantes, onde serão servidos os jantares temáticos. Ao longo da noite estão previstas atuações ao vivo, integradas no programa de entretenimento preparado para receber o novo ano.

Pelas 23:30 h, o programa inclui um espetáculo de fogo na zona do Espelho de Água, um dos espaços exteriores do empreendimento. Já depois da meia-noite, a partir das 00:30 h, a festa prossegue no Bluum Bar, com DJ e bar aberto de bebidas selecionadas. À 1 h está ainda prevista uma ceia volante, prolongando as comemorações pela madrugada.

Existem outras opções de jantar no mesmo hotel

Além do Abyad, o EPIC SANA Algarve disponibiliza três experiências gastronómicas alternativas para a noite de passagem de ano. O restaurante Lima apresenta um menu italiano por 260 euros por pessoa, enquanto o UDDO propõe uma experiência de inspiração japonesa e asiática, com um preço de 300 euros.

A opção mais dispendiosa é o restaurante Al Quimia, onde será servido um menu de degustação de autor por 420 euros por pessoa. Esta experiência está reservada a adultos. Conforme a informação disponibilizada pelo hotel, os participantes podem ainda usufruir do programa de animação previsto para a noite, existindo também atividades destinadas às crianças no Little Stars Kids Club.

EPIC SANA Algarve.
EPIC SANA Algarve. Crédito: DR

Quanto custa reservar e quais são as condições?

O jantar de Réveillon no Abyad custa 220 euros por adulto, sendo a opção mais económica entre os quatro restaurantes anunciados. Para crianças até aos três anos, o hotel prevê entrada gratuita, enquanto as que tenham entre quatro e 12 anos beneficiam de um desconto de 50% sobre a tarifa de adulto.

As condições divulgadas pelo grupo SANA determinam o pagamento integral no momento da reserva, com possibilidade de cancelamento gratuito até sete dias antes do evento. O hotel apresenta ainda um pacote de duas noites com alojamento, pequeno-almoço e experiências gastronómicas, desde 615 euros por pessoa em quarto duplo Vista Resort. Este pacote constitui uma modalidade diferente da reserva do jantar de passagem de ano.

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Amigo de marroquino morto em Olhão diz não se recordar de agressões da PSP

23 October 2026 at 17:40

Hassan Ait Rahou, amigo do cidadão marroquino que morreu em março de 2024, na sequência de uma intervenção policial em Olhão, afirmou esta sexta-feira, no Tribunal de Faro, não se recordar das alegadas agressões cometidas pelos dois agentes da PSP acusados de homicídio qualificado. O homem, de 27 anos, admitiu que estava sob o efeito de medicamentos no dia dos acontecimentos e que conserva apenas algumas memórias do sucedido.

A testemunha foi ouvida na ausência dos arguidos, Jorge Sousa e Pedro Barbosa, depois de o coletivo de juízes ter deferido parcialmente um requerimento apresentado pelo advogado dos pais da vítima, por considerar que a presença dos agentes poderia condicionar o depoimento.

Os dois polícias, atualmente suspensos de funções, estão acusados pelo Ministério Público de dois crimes de sequestro agravado e um de homicídio qualificado, relacionados com a morte de Aissa Ait Aissa, que esteve internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.

Durante a audição, com recurso a tradutor, Hassan Ait Rahou afirmou que, no dia dos factos, tanto ele como o amigo estavam “drogado”, depois de terem consumido comprimidos de Rivotril, um ansiolítico que lhes teria sido fornecido por outro conhecido, com o propósito de se “esquecer” do que se passava durante algumas horas.

Testemunha recorda detenção no supermercado, mas não as alegadas agressões

Hassan Ait Rahou relatou que os dois amigos saíram de casa e se deslocaram a um supermercado, onde Aissa Ait Aissa terá “escondeu” alguns produtos na roupa, levando as funcionárias a chamar a polícia, apesar de, segundo a testemunha, se ter mostrado disponível para pagar.

O homem recordou ter sido “levado com força” para o carro-patrulha, onde ambos foram algemados “por detrás das costas”, tendo os agentes indicado que seriam conduzidos à esquadra.

Durante o trajeto, afirmou ter estado “a dormir e acordado” e que “não estava com a cabeça no sítio”, devido ao efeito dos medicamentos que tinha consumido.

Segundo o seu depoimento, “a última memória” que conserva de Aissa Ait Aissa é a de o amigo ter “pedido para alargar as algemas que estavam apertadas”.

A testemunha afirmou que apenas voltou a recordar-se dos acontecimentos quando se encontrava numa ambulância, onde recebeu assistência antes de ser transportado para o hospital.

Questionado pelo advogado dos pais da vítima sobre eventuais agressões dos agentes da PSP, Hassan Ait Rahou declarou não ter memória de tais acontecimentos.

Durante o contraditório, a defesa confrontou-o com algumas “contradições” entre o depoimento prestado em tribunal e declarações anteriores.

O homem reconheceu que uma abordagem dos mesmos agentes policiais tinha ocorrido na tarde do dia dos factos, depois de inicialmente ter situado esse episódio no dia anterior.

A testemunha apresentou também uma versão diferente sobre qual dos agentes teria pedido calma aos dois amigos durante o transporte no veículo policial. Em tribunal, identificou o passageiro, embora, numa inquirição realizada em 2024, tivesse indicado o condutor.

Agentes negam responsabilidade na morte e julgamento prossegue em novembro

De acordo com a acusação do Ministério Público, os dois agentes transportaram Hassan Ait Rahou e Aissa Ait Aissa num carro-patrulha para fora da cidade de Olhão, onde terão agredido violentamente uma das vítimas.

Aissa Ait Aissa morreu em 28 de março de 2024, depois de permanecer internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.

O Ministério Público sustenta que os arguidos “abusaram gravemente” da autoridade policial, tendo consciência de que, ao desferirem “várias pancadas na cabeça e face” da vítima, poderiam provocar-lhe a morte.

Na primeira sessão do julgamento, Jorge Sousa e Pedro Barbosa negaram qualquer responsabilidade na morte do cidadão marroquino.

Os agentes alegaram que, depois de não ter sido apresentada uma queixa relacionada com os distúrbios no supermercado, decidiram afastar os dois homens daquela zona para os levar a casa.

Segundo a versão apresentada pelos arguidos, ambos foram transportados algemados no carro-patrulha com o seu consentimento e acabaram por ser deixados, conscientes, num caminho municipal em Pechão.

O julgamento prossegue no dia 10 de novembro, às 09:15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa, constituídos assistentes no processo e que reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros.

Na próxima sessão está igualmente prevista a audição das duas últimas testemunhas.

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UAlg inaugura laboratório digital de 473 mil euros para transformar a comunicação científica

23 October 2026 at 17:30

A Universidade do Algarve (UAlg) inaugurou, no dia 9 de outubro, um novo laboratório digital destinado a transformar informação científica complexa em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos. Denominada INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, a infraestrutura está instalada no Campus da Penha, em Faro, e representa um investimento de 473.800 euros, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O novo espaço integra o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e pretende criar condições para o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que aproximem o conhecimento científico do público.

Equipado com tecnologia avançada de produção imersiva e interatividade, o INTERFACE permite a investigadores e estudantes explorar novas formas de apresentar resultados científicos, recorrendo a narrativas visuais que facilitem a compreensão de matérias complexas.

Tecnologia imersiva transforma dados científicos em conteúdos acessíveis

O INTERFACE foi concebido para funcionar como uma infraestrutura especializada na comunicação científica, utilizando recursos digitais para transformar informação técnica em experiências visuais e interativas.

Entre as áreas que poderão beneficiar desta abordagem encontram-se as ciências da saúde, cujos dados e resultados de investigação podem apresentar dificuldades de interpretação para públicos não especializados.

Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

A infraestrutura pretende, assim, proporcionar novas ferramentas para a divulgação de conhecimento, permitindo que a investigação científica seja apresentada através de formatos que combinem imagem, tecnologia e interatividade.

O laboratório abre igualmente oportunidades de colaboração com as indústrias criativas, através do desenvolvimento de projetos que estabeleçam ligações entre a ciência, a comunicação e a arte digital.

O investimento de 473.800 euros foi assegurado pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Inteligência artificial e acessibilidade integram projeto

O INTERFACE inclui também o AI Studio, uma extensão do projeto localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, dedicada à inteligência artificial e à literacia digital.

Este espaço dispõe de equipamentos concebidos para facilitar a utilização das tecnologias digitais por pessoas com diferentes necessidades, incluindo dispositivos Braille e sistemas de comandos por voz.

A utilização destas ferramentas pretende contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais acessíveis, integrando a inclusão digital nas atividades de investigação e inovação.

O AI Studio complementa o trabalho desenvolvido no Campus da Penha, alargando as possibilidades de investigação relacionadas com inteligência artificial, acessibilidade e comunicação digital.

Nova infraestrutura reforça ligação entre ciência e arte digital

Com a abertura do INTERFACE, o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve reforça a capacidade de desenvolver projetos que envolvam diferentes áreas do conhecimento.

A infraestrutura procura promover a investigação transdisciplinar, articulando competências científicas, artísticas e tecnológicas para criar novas formas de comunicação e divulgação da ciência.

Através da produção de conteúdos visuais, interativos e imersivos, o laboratório pretende contribuir para que resultados de investigação possam ser compreendidos por públicos mais alargados.

O projeto constitui, deste modo, uma aposta da Universidade do Algarve na utilização de tecnologias digitais para aproximar a investigação científica da sociedade, com particular atenção à acessibilidade, à inovação e à colaboração entre a ciência e as indústrias criativas.

Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas no website.

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Fátima Lopes apresenta percurso literário e fala de amor e relações humanas em Tavira

23 October 2026 at 17:20

A conhecida apresentadora de televisão e escritora Fátima Lopes vai estar em Tavira, na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 17:00, para uma conversa com o público na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos. A iniciativa integra a rubrica “Encontro com Autores” e a programação do Mês Sénior, que decorre ao longo de outubro no concelho.

O encontro será dedicado ao percurso literário de Fátima Lopes, que, a par da carreira na televisão e na comunicação, tem desenvolvido uma atividade na escrita, com obras nas áreas do romance e do desenvolvimento pessoal.

A sessão dará particular destaque ao livro Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, uma narrativa que aborda os sentimentos, os desafios das relações humanas e a forma como os receios podem influenciar as escolhas ao longo da vida.

Romance sobre o amor e a perda em destaque na conversa

Reconhecida pelo seu trabalho como apresentadora de televisão, Fátima Lopes tem construído também um percurso literário marcado pela reflexão sobre temas relacionados com o amor, as relações humanas, a fé, o bem-estar e as diferentes etapas da vida.

Durante a sessão em Tavira, a autora irá abordar os livros que tem publicado e partilhar aspetos do seu percurso enquanto escritora.

Entre as obras em destaque estará Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, um romance que convida os leitores a refletir sobre a complexidade dos sentimentos e os desafios emocionais associados às relações.

A narrativa explora ainda a importância de enfrentar os receios, tomar decisões e reconhecer novas oportunidades nas diferentes fases da vida.

A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos pretende proporcionar um momento de diálogo entre a escritora e os participantes, permitindo conhecer melhor os temas e as experiências que inspiram a sua produção literária.

Encontro integra programação do Mês Sénior em Tavira

A presença de Fátima Lopes está inserida na rubrica “Encontro com Autores”, promovida pela Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, que procura aproximar os escritores do público e incentivar o interesse pela leitura.

A iniciativa integra também a programação do Mês Sénior, assinalado ao longo de outubro em Tavira, associando a promoção da literatura à participação da comunidade na vida cultural do concelho.

Segundo a Câmara Municipal de Tavira, estas sessões procuram criar oportunidades de contacto direto com autores, valorizando os livros como ponto de partida para a partilha de experiências, emoções e reflexões.

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Roger Waters vem a Portugal este sábado para homenagear Luís Represas e promete momento inédito na Europa

23 October 2026 at 17:10

Portugal prepara-se para receber uma das figuras mais conhecidas da história do rock. Roger Waters, antigo membro dos Pink Floyd, estará este sábado, 24 de outubro, em Penafiel, para participar numa homenagem ao músico português Luís Represas, falecido em julho deste ano.

A presença do artista britânico foi anunciada pela Câmara Municipal de Penafiel e integra a programação da 19.ª edição do festival literário Escritaria, que decorre até domingo, 25 de outubro.

Segundo o Expresso, Roger Waters vai participar numa iniciativa intitulada «Luís Represas, uma voz por Timor», que pretende recordar o percurso artístico do músico português e a sua ligação à causa timorense.

Roger Waters vai interpretar clássico dos Pink Floyd pela primeira vez na Europa

Um dos momentos mais aguardados do evento será a atuação conjunta de Roger Waters e da artista palestiniana Mona Miari.

Os dois músicos lançaram recentemente uma nova versão de «Comfortably Numb», um dos temas mais conhecidos dos Pink Floyd.

De acordo com a autarquia de Penafiel, esta interpretação será apresentada ao vivo pela primeira vez na Europa durante o festival Escritaria.

A atuação integra uma homenagem anunciada como uma «conversa-concerto», que reunirá vários artistas e convidados ligados ao percurso de Luís Represas.

Homenagem a Luís Represas vai recordar ligação a Timor

A iniciativa terá a curadoria de Manuel Faria e será moderada pelo jornalista Pedro Dias de Almeida.

Além de Roger Waters e Mona Miari, estão previstas as participações de Cícero Lee, Flávio Serpa, Irene Lima, João Gil e João Nuno Represas.

O encontro terá como um dos principais pontos de destaque a canção «Timor», composta antes da independência do território, que se tornou um símbolo da ligação de Luís Represas à causa timorense.

A homenagem pretende recordar não apenas a carreira musical do artista português, mas também o seu envolvimento em questões humanitárias e sociais.

Festival Escritaria decorre até domingo em Penafiel

A 19.ª edição do Escritaria é dedicada ao escritor timorense Luís Cardoso e apresenta uma programação que cruza literatura, música e diferentes expressões artísticas.

Além da presença de Roger Waters, o programa inclui um concerto de Adriana Calcanhotto, agendado para sexta-feira, 23 de outubro, e uma atuação de Sérgio Godinho no domingo, 25 de outubro.

A participação do antigo membro dos Pink Floyd constitui um dos principais destaques desta edição, sobretudo pela estreia europeia ao vivo da nova versão de «Comfortably Numb».

O evento decorre em Penafiel e termina este domingo, reunindo artistas portugueses e internacionais numa programação dedicada à literatura e à música.

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A pedagogia da violência | Por Luís Ganhão

23 October 2026 at 17:00

Todos os dias, ao ligarmos a televisão, entra-nos pela sala dentro uma torrente de violência. Cidades reduzidas a escombros, crianças a chorar entre ruínas, populações inteiras obrigadas a fugir, milhares de mortos apresentados em gráficos e estatísticas, como se os números, por serem muitos, deixassem de representar seres humanos.

Mas nem toda a violência parece merecer a mesma indignação. Dependendo da geografia, da bandeira ou das conveniências políticas dos comentadores, um bombardeamento pode ser apresentado como uma atrocidade ou como uma inevitabilidade estratégica. Certas vítimas choram-se comovidamente; outras são remetidas para notas de rodapé. Certos exércitos são condenados sem apelo; outros são compreendidos até ao limite da absolvição.

Reduzem-se, assim, conflitos complexos, cujas raízes por vezes mergulham em décadas ou séculos de antagonismos, a uma simplista narrativa de bons e maus, de preto e branco, como se a realidade tivesse a amabilidade de se adaptar às necessidades dos debates televisivos.

Entretanto, do plano internacional descemos ao doméstico e verificamos que a violência não se encontra apenas nos campos de batalha.

Ela manifesta-se crescentemente no discurso político. O adversário deixou de ser alguém que defende ideias diferentes para passar a ser alguém moralmente indigno, intelectualmente desprezível ou pessoalmente detestável. Multiplicam-se figuras públicas que parecem cultivar a agressividade como método de intervenção, confundindo firmeza com brutalidade, convicção com histeria e frontalidade com ofensa. Por vezes, mais do que políticos, assemelham-se a personagens permanentemente zangadas com o mundo, incapazes de existir sem um inimigo para apontar.

E se os exemplos vêm de cima, dificilmente deixarão de produzir efeitos cá em baixo.

Observe-se o que sucede em muitos parlamentos democráticos. Instituições que deveriam constituir escolas de cidadania transformam-se frequentemente em arenas de exibição. O insulto substitui o argumento. A interrupção vale mais do que a escuta. A gritaria sobrepõe-se ao raciocínio. O ataque pessoal torna-se mais eficaz do que a confrontação de ideias.

É então transmitida aos cidadãos uma curiosa lição cívica: prega-se o respeito, mas recompensa-se a agressividade; fala-se de democracia, mas valoriza-se o espetáculo; exalta-se o diálogo, mas pratica-se a hostilidade.

Perante este ambiente, será verdadeiramente surpreendente o aumento da violência nas ruas?

Sem procurar, naturalmente, justificar ou absolver quem agride, rouba ou destrói, importa perguntar se uma sociedade que convive diariamente com exemplos de violência simbólica, verbal e mediática pode esperar que os seus cidadãos permaneçam imunes a essa influência.

Mais inquietante ainda é o que parece ocorrer no espaço escolar. Durante muito tempo acreditou-se que a escola funcionaria como um refúgio civilizador, um local onde os impulsos seriam disciplinados e a convivência aprendida. Contudo, multiplicam-se relatos de agressões entre alunos, intimidação, desrespeito por professores e comportamentos que outrora seriam considerados impensáveis.

Talvez porque as escolas não existam fora da sociedade. São, afinal, um dos seus mais fiéis espelhos.

Se os jovens crescem a assistir a guerras transformadas em espetáculo permanente, a debates públicos transformados em combates de vale-tudo e a representantes eleitos que frequentemente trocam argumentos por insultos, não será difícil perceber a mensagem que recebem. A violência pode não ser apresentada como virtude, mas é-lhes mostrada, dia após dia, como um instrumento eficaz para obter atenção, impor vontades ou derrotar adversários.

A questão, por isso, não é apenas policial nem apenas disciplinar. É, antes de mais, cultural e moral.

Uma sociedade que normaliza a violência nas palavras acabará por se surpreender, injustamente, quando a encontra nas ações. E uma sociedade que se habitua a viver permanentemente exaltada não deveria admirar-se se vier a descobrir que os seus filhos aprenderam demasiado bem as lições que lhes deu.

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Portugueses ‘correm’ atrás dos Certificados de Aforro: há 2 anos que as poupanças aumentam todos os meses

23 October 2026 at 16:50

As famílias portuguesas continuam a reforçar as poupanças aplicadas em Certificados de Aforro, um produto de dívida pública que registou aumentos mensais durante dois anos consecutivos. A procura ultrapassou as expectativas do Governo, que decidiu aumentar em seis mil milhões de euros o limite de emissão de certificados previsto para 2026, permitindo acomodar um volume superior de subscrições até ao final do ano.

O montante aplicado em Certificados de Aforro atingiu 45.391 milhões de euros no final de setembro, o valor mais elevado desde o início da série estatística do Banco de Portugal. Segundo o Jornal de Negócios, os dados divulgados na quinta-feira, 22 de outubro, mostram um crescimento de aproximadamente 787 milhões de euros face a agosto, prolongando uma tendência de subida que já dura há 24 meses.

Governo aumenta limite de emissão em seis mil milhões de euros

A procura pelos produtos de poupança do Estado levou o Ministério das Finanças a rever os valores inicialmente estabelecidos para este ano. O limite conjunto de emissão de Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro, anteriormente fixado em 10 mil milhões de euros, foi aumentado para 16 mil milhões, através de uma alteração publicada esta sexta-feira, 23 de outubro, em Diário da República.

Segundo a mesma fonte, o Executivo justifica a decisão com o interesse demonstrado pelos particulares, que tem ultrapassado as previsões elaboradas no início de 2026. A revisão também considera a procura pela nova série de Certificados do Tesouro, disponibilizada em julho, embora este produto continue a apresentar um saldo negativo entre o dinheiro aplicado e os montantes retirados pelos aforradores.

Portugueses já têm mais de 45 mil milhões de euros aplicados

Os Certificados de Aforro continuam a destacar-se entre os produtos de poupança disponibilizados pelo Estado. Só nos primeiros nove meses de 2026, o valor acumulado nestes instrumentos aumentou cerca de 5,2 mil milhões de euros, refletindo a continuidade do interesse das famílias por uma aplicação financeira com capital garantido pelo Estado.

A evolução está também relacionada com a remuneração oferecida pelos certificados, cuja taxa-base acompanha a Euribor a três meses. Esta voltou a atingir o limite máximo de 2,5% na série atualmente comercializada, a que podem acrescer prémios de permanência. Contudo, importa distinguir o aumento do valor total aplicado de novas subscrições, uma vez que a evolução do montante acumulado também pode refletir juros capitalizados.

Certificados do Tesouro seguem caminho contrário

Apesar do crescimento dos Certificados de Aforro, os Certificados do Tesouro continuam a perder dinheiro aplicado pelos particulares. No final de setembro, o montante existente nestes produtos situava-se nos 6.330,95 milhões de euros, menos 110,4 milhões do que no mês anterior. Considerando os primeiros nove meses do ano, a redução acumulada aproxima-se dos 1,4 mil milhões de euros.

O Jornal de Negócios acrescenta que a tendência de diminuição se mantém desde novembro de 2021, não tendo sido invertida pela chegada da nova série de Certificados do Tesouro, em julho. Esta modalidade apresenta taxas de juro fixas, que aumentam ao longo do prazo do investimento, mas as subscrições realizadas continuam a ser insuficientes para compensar os resgates e os títulos que chegam ao vencimento.

Poupanças das famílias ultrapassam os 51 mil milhões de euros

Apesar dos resultados distintos, o conjunto dos dois produtos de poupança do Estado continua a crescer. No final de setembro, os portugueses tinham aproximadamente 51.722 milhões de euros aplicados em Certificados de aforro e do Tesouro, mais 676,5 milhões do que em agosto. O crescimento foi assegurado pelos Certificados de Aforro, que compensaram a diminuição registada no outro instrumento.

Os dados mostram ainda que os Certificados de Aforro representam a maior parte das aplicações das famílias nestas duas modalidades. Ao contrário dos Certificados do Tesouro, que oferecem uma remuneração definida para diferentes períodos, os Certificados de Aforro apresentam uma componente variável, associada à evolução das taxas de juro de referência, além dos prémios de permanência previstos nas condições de cada série.

Revisão também abrange outros instrumentos de dívida pública

A alteração aprovada pelo Governo não se limita aos certificados destinados às famílias. O limite de emissão de outra dívida pública fundada aumenta de 32 mil milhões para 36,5 mil milhões de euros, numa decisão relacionada com as disponibilidades financeiras existentes em várias entidades do setor público e com a possibilidade de utilização de certificados especiais de dívida de curto prazo.

Em contrapartida, foram reduzidos os limites de emissão de obrigações do Tesouro, de 35 mil milhões para 27,5 mil milhões de euros, e de bilhetes do Tesouro, de 18 mil milhões para 15 mil milhões. Estas alterações dizem respeito à gestão do financiamento do Estado e não modificam, por si só, as condições de remuneração dos certificados já subscritos pelas famílias portuguesas.

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Frusoal investe 515 mil euros em laboratório para proteger citrinos do Algarve

23 October 2026 at 16:40

A Frusoal apresentou esta sexta-feira, 23 de outubro, em Tavira, o Laboratório Frusoal InovCitrus, um investimento de 515 mil euros dedicado à investigação na cultura dos citrinos. O primeiro projeto centra-se no estudo de uma praga originária da África do Sul que ameaça os pomares algarvios.

A investigação, prevista para o triénio 2026-2028, procurará compreender o ciclo de vida e a evolução das populações de Scirtothrips aurantii, conhecido como tripes dos citrinos da África do Sul. O objetivo é produzir conhecimento que permita desenvolver estratégias de proteção mais eficazes e sustentáveis para os produtores.

“Há três anos que a citricultura algarvia convive com uma praga sobre a qual sabemos ainda muito pouco. O InovCitrus nasce para transformar essa falta de conhecimento em decisões práticas e eficazes para os nossos produtores”, afirma Tomás Magalhães, técnico responsável pelo primeiro projeto do laboratório, na nota de imprensa enviada ao POSTAL.

Crédito: POSTAL | HDF

Praga detetada pela primeira vez em Tavira

Segundo a informação divulgada pela Frusoal, o Scirtothrips aurantii foi detetado pela primeira vez em Portugal em dezembro de 2022, no concelho de Tavira, e está classificado como praga de quarentena na União Europeia.

Em janeiro de 2026, os dados da DGAV citados no comunicado apontavam para 106 zonas demarcadas no Algarve para esta espécie, cinco para Scirtothrips dorsalis e duas com a presença de ambas.

O inseto alimenta-se de tecidos jovens, incluindo rebentos, folhas e frutos em desenvolvimento, provocando cicatrizes na superfície dos frutos, junto ao pedúnculo. Embora os danos sejam essencialmente estéticos, podem impedir a sua comercialização em fresco.

A Frusoal refere prejuízos económicos que podem ultrapassar os 50%, comparando-os com valores habituais na ordem dos 20%, particularmente na lima e no limão. O comunicado não especifica a base de cálculo destas percentagens.

A identificação do inseto exige equipamentos de elevada ampliação: os ovos medem menos de 0,2 milímetros e os adultos cerca de um milímetro. A organização sublinha ainda a escassez de literatura científica sobre a espécie no contexto europeu.

Pedro Madeira, sócio-gerente da Frusoal. Crédito: Frusoal

Investigação acompanha laranja, tangerina, limão e lima

O projeto “Determinação da Fenologia e Ciclo de Vida dos Tripes em Pomares de Citrinos do Algarve” vai acompanhar a dinâmica populacional da praga em pomares de laranja, tangerina, limão e lima.

A análise terá em conta as fases de desenvolvimento das culturas, as condições do solo e do clima, as plantas infestantes presentes nos pomares e os usos dos terrenos adjacentes.

O trabalho será desenvolvido em colaboração com o InnovPlantProtect, entidade especializada em entomologia agrícola, e com o apoio do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, da CCDR Algarve. A coordenação cabe à equipa técnica da Frusoal.

As atividades decorrerão em pomares da organização e dos seus associados, bem como em campos do Centro de Experimentação Agrária de Tavira. O conhecimento produzido será divulgado em ações a agendar ao longo dos três anos.

Laboratório pretende ir além do estudo de pragas

A investigação integra o objetivo de investigação e desenvolvimento do 9.º Programa Operacional da Frusoal, para 2026-2028, enquadrando-se nas prioridades de investimento em I&D do PEPAC, segundo a organização.

Além das pragas e doenças, o laboratório pretende estudar novos aproveitamentos para subprodutos e métodos de cultivo que contribuam para uma agricultura mais sustentável.

“Queremos um laboratório com os pés nos pomares: que trabalhe de perto com o sistema científico regional e nacional, mas sempre com uma visão prática, orientada para quem produz”, afirma João Duarte, diretor financeiro da Frusoal.

“A nossa ambição é afirmar o Frusoal InovCitrus como referência de conhecimento para a agricultura algarvia e a citricultura nacional”, acrescenta.

Crédito: Frusoal
Créditos: Frusoal

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Escola Cantina Salazar reabre esta sexta-feira para uma nova vida: o objetivo é refletir sobre o Estado Novo

23 October 2026 at 16:40

Uma antiga escola que ostenta o nome de António de Oliveira Salazar vai abrir novamente as portas esta sexta-feira, 23 de outubro, mas com uma finalidade diferente daquela para que foi construída. O edifício, que durante décadas recebeu crianças nas suas salas de aula, passa agora a ser um espaço dedicado ao estudo do Estado Novo e das formas de resistência à ditadura.

Localizada no Vimieiro, no concelho de Santa Comba Dão, terra natal de Salazar, a antiga Escola Cantina Salazar vai acolher o Centro Interpretativo do Estado Novo, Regime e Resistência. De acordo com a agência de notícias Lusa, o projeto esteve em discussão durante mais de duas décadas, atravessou diferentes executivos municipais e conta agora com a coordenação científica da Associação Ephemera, fundada por José Pacheco Pereira.

Projeto esteve mais de 20 anos em discussão

A criação deste espaço foi acompanhada por diferentes posições sobre a forma como deveria ser apresentada a história do Estado Novo. Uma das principais preocupações manifestadas ao longo dos anos estava relacionada com a possibilidade de o edifício vir a transformar-se num museu dedicado à figura de Salazar, questão que contribuiu para alimentar a discussão pública em torno do projeto.

Segundo a mesma fonte, a presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, Inês Matos, considera que o período de debate ajudou a definir o modelo agora escolhido. A autarca garante que não pretende criar um espaço de homenagem ao antigo governante, mas também rejeita que o centro seja utilizado exclusivamente para apresentar uma visão negativa da sua figura. O objetivo, explicou, passa por disponibilizar um local de investigação, conhecimento e debate histórico.

Antiga escola conserva elementos de outras épocas

Construída na década de 1940, a Escola Cantina Salazar foi concebida como uma escola modelo durante o Estado Novo. O edifício mantém elementos que permitem recordar o funcionamento do ensino naquele período, incluindo uma sala de aula com mobiliário antigo e objetos associados às práticas escolares da época.

Um dos antigos alunos, João Santos, de 29 anos, regressou ao edifício onde estudou durante dois anos e recordou à Lusa alguns episódios da infância. Entre as memórias encontram-se os jogos de futebol no espaço que atualmente funciona como auditório e as refeições no antigo refeitório. Na sala de aula permanecem ainda objetos como a palmatória e a cana-da-índia, associados a práticas disciplinares utilizadas no passado.

Primeira exposição será dedicada à censura

A abertura do centro interpretativo será assinalada com a exposição “Só Existe o que se Sabe que Existe, A Censura no Estado Novo”, dedicada aos mecanismos de controlo da informação durante a ditadura. A iniciativa pretende dar a conhecer diferentes aspetos da censura, incluindo a sua influência sobre a imprensa, a literatura e a música.

A programação inaugural prolonga-se por três dias e inclui atividades culturais e momentos de reflexão. Entre os convidados encontra-se o músico Diogo Martins, natural da região, que apresentará interpretações de canções de José Afonso. A escolha da música está também relacionada com a tradição cultural de Santa Comba Dão, concelho que conta com três bandas filarmónicas e um conservatório.

Centro também terá biblioteca e espaços de investigação

Além das exposições temporárias, o novo equipamento municipal dispõe de uma biblioteca temática e de uma área destinada à consulta de documentação histórica. Está igualmente prevista uma sala de exposição permanente com trabalhos de David Oliveira, artista ligado à escultura e à medalhística, falecido em 2014.

O programa de funcionamento deverá incluir debates, conferências e mesas-redondas, permitindo abordar diferentes acontecimentos e características do regime que governou Portugal até 25 de abril de 1974. A Associação Ephemera será responsável pela coordenação científica, procurando assegurar o enquadramento histórico dos conteúdos apresentados aos visitantes.

Câmara espera atrair escolas, investigadores e turistas

A autarquia pretende que o centro interpretativo receba não apenas visitantes ocasionais, mas também grupos escolares, estudantes universitários e investigadores interessados na história contemporânea portuguesa. Inês Matos defende que a programação deverá ser renovada regularmente, de forma a incentivar o regresso do público e evitar que o edifício fique limitado a uma exposição permanente.

A presidente da Câmara espera ainda que a recuperação da antiga escola contribua para valorizar o património local e atrair visitantes ao concelho. João Santos, antigo aluno do estabelecimento, partilha essa expectativa e considera que o espaço poderá ajudar as novas gerações a conhecer melhor a história do país, ao mesmo tempo que preserva a memória de um edifício que fez parte da vida de várias famílias de Santa Comba Dão.

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Tavira celebra 100 anos do Posto Agrário com fórum dedicado às raças autóctones do Algarve

23 October 2026 at 16:31

A preservação das raças autóctones do Algarve e a valorização do património pecuário regional vão estar em debate no próximo dia 12 de novembro, a partir das 09:30, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT). O encontro, organizado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), assinala o Dia Nacional das Raças Autóctones e marca o início das comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira.

Sob o tema “Raças Autóctones: Património Vivo, Biodiversidade e Território”, a iniciativa reunirá associações de criadores, investigadores, representantes de autarquias e agentes do setor turístico, com o objetivo de discutir a preservação e valorização das raças bovina, ovina e caprina algarvias.

Promovido pela CCDR Algarve, através da área da Agricultura, em parceria com a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve (DSAVR Algarve), o fórum integra também as iniciativas associadas ao Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, assinalado em 2026.

Raças bovina, ovina e caprina algarvias em destaque

A sessão de abertura está marcada para as 09:30, seguindo-se, às 09:45, uma intervenção de Luísa Pereira, da CCDR Algarve, dedicada ao centenário do Centro de Experimentação Agrária de Tavira e ao papel desempenhado pelo antigo Posto Agrário no desenvolvimento da pecuária regional.

O programa prossegue com apresentações sobre três raças características do Algarve, procurando dar a conhecer a sua importância e os desafios associados à preservação deste património genético.

Às 10:00, Afonso Nascimento, da ASCAL – Associação de Criadores de Gado do Algarve, abordará a raça Bovina Algarvia, seguindo-se, às 10:15, uma intervenção do mesmo representante sobre a raça Ovina Churra Algarvia.

Pelas 10:30, Célia Marques, da ANCCRAL – Associação Nacional de Criadores de Caprinos da Raça Algarvia, apresentará uma comunicação dedicada à raça Caprina Algarvia.

O encontro pretende proporcionar uma reflexão sobre o contributo destas raças para a biodiversidade, a atividade pecuária e a identidade rural do território algarvio, reunindo diferentes entidades ligadas à sua conservação e valorização.

Universidade do Algarve apresenta investigação e projeto de valorização da carne

A componente científica do fórum estará representada por investigadores da Universidade do Algarve, que apresentarão trabalhos relacionados com a caracterização genética e a valorização económica das raças regionais.

Às 10:45, Adelino Canário, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, abordará a caracterização genómica e a valorização das raças algarvias.

A intervenção será seguida, às 11:00, pela apresentação de um projeto-piloto dedicado à valorização da carne de ovinos da raça Churra Algarvia, a cargo de Jorge Pereira, também da Universidade do Algarve.

O programa inclui ainda, às 11:15, a apresentação do projeto “Alinhados pela mesma Lã”, desenvolvido pela Câmara Municipal de Loulé, através de uma intervenção de Joana Dias.

Pelas 11:30, João Fernandes, do Amendoeiras Resort, dará a conhecer a iniciativa “Pastores do Algarve 2027”, integrada na reflexão sobre a valorização das atividades ligadas à pastorícia e ao território.

As apresentações serão seguidas de um debate, previsto para as 11:45, permitindo a troca de experiências e perspetivas entre os participantes.

O encerramento do fórum está marcado para as 12:15, seguindo-se, às 12:30, uma prova de produtos regionais.

Exposições assinalam centenário do antigo Posto Agrário de Tavira

Para além das intervenções e do debate, o Centro de Experimentação Agrária de Tavira acolherá, ao longo do dia, três exposições temáticas relacionadas com a história da atividade agrícola e pecuária no Algarve.

Uma das mostras será dedicada aos 100 anos do antigo Posto Agrário de Tavira, assinalando o percurso desta estrutura e o seu papel na atividade agropecuária regional.

As restantes exposições darão destaque às raças autóctones algarvias e aos produtos regionais associados à sua criação e valorização.

A realização do fórum marca o início do ciclo de comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira, associando a memória histórica da instituição aos desafios atuais da preservação da biodiversidade e da valorização dos recursos pecuários da região.

Com esta iniciativa, a CCDR Algarve e a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve pretendem promover o diálogo entre criadores, investigadores, autarquias e outros agentes do território, colocando em destaque a importância das raças tradicionais para o património rural algarvio.

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Frusoal apresenta laboratório InovCitrus em Tavira

23 October 2026 at 16:14

A apresentação do laboratório Frusoal InovCitrus está a decorrer esta sexta-feira, 23 de outubro, na Tavifruta, em Tavira. A iniciativa reúne no programa o projeto de investigação e desenvolvimento InovCitrus, o estudo dos tripes e a apresentação de uma plataforma webGIS.

De acordo com o programa enviado ao POSTAL, a sessão de abertura, marcada para as 16h00, contempla intervenções de Pedro Madeira, sócio-gerente da Frusoal, e de Fernando Severino, vice-presidente da CCDR Algarve.

Organização de produtores e investigação no programa

A evolução da Frusoal enquanto organização de produtores e o papel dos programas operacionais são os temas da apresentação a cargo de João Duarte, diretor financeiro da empresa. Esta intervenção inclui também o projeto de investigação e desenvolvimento InovCitrus.

O programa dedica o momento seguinte ao estudo dos tripes. Tomás Magalhães, técnico da Frusoal InovCitrus, tem a seu cargo a apresentação do enquadramento, do método de análise e dos objetivos deste trabalho.

A agenda combina, assim, uma abordagem ao percurso da organização de produtores com a divulgação do projeto e de uma das suas áreas de estudo.

Plataforma webGIS e encerramento institucional

A apresentação da plataforma webGIS está prevista para as 16h45, numa intervenção de Ilaria Marengo, da InnovPlantProtect.

O encerramento encontra-se agendado para as 17h00, com intervenções previstas de José Aplonário, presidente da CCDR Algarve, e de Ana Paula Martins, presidente da Câmara Municipal de Tavira.

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Mudança da hora continua em Portugal apesar de a UE ter aprovado o seu fim: saiba porquê

23 October 2026 at 16:10

Os portugueses vão ter mais uma hora de sono este fim de semana, mas há uma questão que continua sem resposta: porque é que ainda mudamos os relógios duas vezes por ano? A União Europeia chegou a avançar com uma proposta para acabar com esta prática, mas sete anos depois a decisão continua por concretizar.

A mudança acontece na madrugada de sábado para domingo, 25 de outubro de 2026, quando Portugal regressa à hora de inverno. No continente e na Madeira, os relógios devem ser atrasados das 2h00 para a 1h00, enquanto nos Açores passam da 1h00 para a meia-noite.

De acordo com a Euronews, a manutenção desta prática deve-se sobretudo à falta de entendimento entre os Estados-membros da União Europeia.

União Europeia aprovou o fim da mudança da hora em 2019

Em março de 2019, o Parlamento Europeu aprovou, com 410 votos a favor e 192 contra, uma proposta destinada a acabar com a mudança semestral da hora.

O objetivo era permitir que cada Estado-membro escolhesse manter permanentemente a hora de verão ou a hora de inverno, deixando de ser necessário adiantar e atrasar os relógios todos os anos.

Inicialmente, estava previsto que a medida entrasse em vigor em 2021. Contudo, a proposta precisava também da aprovação do Conselho da União Europeia, onde estão representados os governos dos Estados-membros.

Esse entendimento nunca foi alcançado. Segundo a Euronews, a pandemia de Covid-19 e, posteriormente, a guerra na Ucrânia contribuíram para que o assunto perdesse prioridade na agenda europeia.

Porque é que os países ainda não chegaram a acordo?

A principal dificuldade está na escolha do horário que deverá vigorar permanentemente. Enquanto alguns países poderão preferir manter a hora de verão, outros consideram mais adequada a hora de inverno.

Esta diferença de posições levanta preocupações relacionadas com os transportes, as comunicações, o comércio e o funcionamento do mercado interno europeu.

Caso países vizinhos adotassem horários permanentes diferentes sem coordenação, poderiam surgir dificuldades na organização de atividades económicas e nas deslocações internacionais.

Por esse motivo, o Conselho da União Europeia continua sem aprovar a proposta, o que significa que a mudança da hora permanece em vigor e não existe uma data definida para o seu fim.

Maioria dos europeus queria acabar com esta prática

A oposição à mudança da hora não é recente. Em 2018, uma consulta pública promovida pela Comissão Europeia revelou que 84% dos participantes eram favoráveis ao fim da alteração semestral dos relógios.

Na Alemanha, por exemplo, os inquéritos realizados pelo instituto Forsa têm mostrado, ao longo dos últimos anos, que mais de sete em cada dez cidadãos consideram desnecessária esta prática.

Contudo, segundo a Euronews, sondagens mais recentes indicam que a oposição à mudança da hora tem vindo a diminuir entre os alemães mais jovens.

Porque começou a mudar-se a hora na Europa?

A alteração sazonal dos relógios ganhou importância na Europa durante a década de 1970, sobretudo na sequência da crise petrolífera.

Em 1976, França introduziu a hora de verão como forma de tentar reduzir o consumo energético, aproveitando melhor a luz natural durante os meses mais quentes.

Outros países europeus seguiram o mesmo caminho e, posteriormente, a União Europeia harmonizou as datas das mudanças para evitar diferenças que prejudicassem o funcionamento do mercado interno.

Atualmente, porém, os benefícios energéticos desta prática são considerados limitados e continuam a ser discutidos.

Quando volta a mudar a hora em Portugal?

A próxima mudança acontece já este domingo, 25 de outubro, quando os relógios recuam uma hora e os dias passam a escurecer mais cedo.

A alteração seguinte está prevista para 28 de março de 2027, último domingo desse mês, quando Portugal regressará à hora de verão.

Até que os Estados-membros cheguem a um entendimento e a legislação europeia seja alterada, os portugueses terão de continuar a acertar os relógios duas vezes por ano.

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