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Portimão une desporto e solidariedade na luta contra o cancro da mama

24 October 2026 at 10:00

A Zona Ribeirinha de Portimão recebe, no próximo domingo, 25 de outubro, uma caminhada solidária dedicada à sensibilização para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama. Integrada nas comemorações do Outubro Rosa, a iniciativa propõe dois percursos, de 5 e 8 quilómetros, com início às 10:00, junto à Antiga Lota, e está aberta à participação de pessoas de diferentes idades.

Organizada pelo Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, com o apoio da Câmara Municipal de Portimão, a Caminhada Outubro Rosa pretende associar a prática de exercício físico à promoção de estilos de vida saudáveis e à sensibilização para a importância da deteção precoce da doença.

Momento de aquecimento que antecedeu a Caminhada Outubro Rosa, na edição de 2025, em Portimão

A iniciativa integra o Calendário Regional de Marcha/Corrida do Algarve 2026/2027, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e tem caráter solidário e não competitivo.

Além da sensibilização para a prevenção do cancro da mama, o evento procura reforçar o apoio às mulheres que enfrentam a doença e às respetivas famílias. As receitas angariadas destinam-se a contribuir para a continuidade do trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, no acompanhamento de doentes oncológicos e familiares.

Participação gratuita com possibilidade de adquirir kit solidário

A participação na caminhada é gratuita, mas exige inscrição prévia através da plataforma BOL, na qual os interessados podem escolher entre duas modalidades: caminhada sem kit, sem qualquer custo, ou caminhada com kit, pelo valor de cinco euros.

O kit de participante inclui uma t-shirt, uma peça de fruta e uma garrafa de água, constituindo também uma forma de contribuir para a causa solidária.

As inscrições devem ser efetuadas através da plataforma BOL, sendo obrigatório o preenchimento dos dados solicitados para efeitos de seguro de acidentes pessoais.

Quem pretenda apoiar a iniciativa através da aquisição do kit solidário, mas não possa participar na caminhada, poderá efetuar o donativo presencialmente nas instalações do Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, sem necessidade de inscrição na plataforma.

Caminhada começa às 10:00 junto à Antiga Lota

A concentração dos participantes está marcada para a manhã de domingo, 25 de outubro, junto à Antiga Lota, na Zona Ribeirinha de Portimão.

O secretariado abre às 08:30, para acolhimento dos participantes e levantamento dos kits, encerrando às 09:15. O aquecimento coletivo está previsto para as 09:30, seguindo-se, às 10:00, o início dos percursos de 5 e 8 quilómetros.

Os participantes que optarem pela modalidade com kit poderão levantá-lo antecipadamente no Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão, nos complexos desportivos de Alvor e da Mexilhoeira Grande, no Pavilhão Desportivo da Boavista ou nas instalações do Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, durante os respetivos horários de funcionamento.

No próprio dia do evento, o levantamento dos kits decorrerá entre as 08:30 e as 09:15, junto à Antiga Lota.

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Portimão associa-se à campanha Outubro Rosa, procurando incentivar a população a adotar hábitos de vida saudáveis e a reconhecer a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.

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António Bastos e DANZ levam música ao Museu Zer0

24 October 2026 at 09:00

Duas propostas de música e criação artística chegam ao Museu Zer0 este mês, com a apresentação pública da residência “SEMENTE”, de António Bastos, a 25 de outubro, e um concerto de DANZ, músico e produtor algarvio, marcado para dia 30.

A primeira iniciativa decorre às 16:00 e resulta do trabalho desenvolvido por António Bastos com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, num processo de criação colaborativa que envolveu diferentes agentes e entidades locais.

Já a 30 de outubro, às 21:30, DANZ apresenta o seu mais recente álbum no âmbito da terceira edição do AFTER ZER0, programação que decorre nas últimas sextas-feiras de cada mês.

Residência junta criação contemporânea e tradições locais

Com mais de 30 EP e discos editados sob os nomes Johnwaynes e António Bastos, o músico, compositor, produtor e professor tem desenvolvido trabalho em géneros que vão do jazz, house e funk à música tradicional portuguesa, techno e música clássica.

Na residência “SEMENTE”, António Bastos trabalhou com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, envolvendo a Charola da Amizade, o grupo de bordado tradicional, o Centro Social Nossa Senhora das Dores e outros elementos da população.

O processo procurou cruzar conhecimentos e práticas tradicionais com linguagens contemporâneas e tecnológicas, numa lógica de cocriação e experimentação.

O concerto-performance que resulta da residência será apresentado a 25 de outubro, às 16:00. A entrada está incluída no bilhete da exposição. A iniciativa conta com o apoio da CCDR Algarve – Cultura, Junta de Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo e Associação Cultural Memória Viva.

DANZ apresenta novo disco em formato trio

A segunda proposta musical está marcada para 30 de outubro, às 21:30, com DANZ, projeto artístico de Rui Daniel, músico, produtor, DJ e técnico de som algarvio.

Em palco, o músico apresenta-se em trio, explorando o diálogo entre bateria e percussão acústicas e uma caixa de ritmos de sonoridade sintetizada e industrial.

O grupo integra também Henrique Guerreiro, nos sintetizadores, e Ângelo Neto, nas guitarras, numa formação que interpretará o álbum “GETTING COMFORTABLE WITH YOUR OWN DARKNESS”.

O disco cruza eletrónica, rock, indie dance e ambiente, com referências subtis ao grunge. O concerto conta com o apoio do programa Equinócios, da Câmara Municipal de Tavira.

No dia do espetáculo, a cafetaria e a exposição “lugar-depois” estarão abertas a partir das 15:00. A entrada custa oito euros e inclui acesso à exposição até às 21:30 e ao concerto. Está também prevista uma visita orientada à exposição, às 19:30, incluída no bilhete.

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Alcoutim debate identidade, território e sustentabilidade em fórum no Espaço Guadiana

24 October 2026 at 08:00

Encontro dedicado à sustentabilidade, identidade e valorização do território vai reunir representantes do turismo, setor social e comunidade local a 13 de novembro, em Alcoutim, numa manhã que ficará também marcada pela entrega do certificado Destino Biosphere Certified ao município.

O Fórum “Sentir, Enraizar e Sustentar”, promovido pelo Município de Alcoutim e pela Biosphere Portugal, decorrerá entre as 9:30 e as 13:00, no Espaço Guadiana.

Além da entrega do certificado ao concelho, será assinada a Carta de Compromisso do Festival do Contrabando, dando início ao processo de certificação do evento.

Identidade do território abre debate

O programa está organizado em dois painéis. O primeiro, “O Território como Marca: Fazer Lugares”, será dedicado à identidade territorial e ao seu papel na valorização dos destinos.

Participam André Gomes, presidente da Região de Turismo do Algarve, Paulo Paulino, presidente do Município de Alcoutim, e Patrícia Araújo, CEO e cofundadora da Biosphere Portugal. A moderação estará a cargo de Júlio Cardoso, técnico de Turismo do Município.

O segundo painel, “Sem Pessoas Não Há Destino”, colocará em discussão o papel das comunidades na construção de destinos sustentáveis.

A sessão contará com Ana Abegão, do Grupo Details, Francisco Santos, do Grupo Highgate, Daniela Marques, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim, e Leonel Ribeiro Toledo, em representação da comunidade local. A moderação será assegurada por Ana Henriques, gestora do Departamento de Territórios e Comunidades Sustentáveis da Biosphere Portugal.

Fórum coincide com arranque do TANG

A iniciativa realiza-se no primeiro dos dois dias do TANG — Tráfico de Arte no Guadiana, marcado para 13 e 14 de novembro na vila de Alcoutim.

O evento pretende estabelecer uma ligação entre a reflexão sobre o futuro do território e a cultura e criação artística. O programa do TANG será anunciado posteriormente e deverá incluir teatro de rua, videomapping e arte pública, entre outras propostas.

Está igualmente previsto o lançamento do cartaz e a divulgação da data do Festival do Contrabando 2027.

Com o fórum, o Município de Alcoutim pretende promover a partilha de experiências e envolver a comunidade na valorização do concelho, articulando identidade, cultura e sustentabilidade.

A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição obrigatória, que pode ser efetuada aqui.

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O cancro do pulmão não tira férias: o peso invisível da doença | Por Filipa Macedo

24 October 2026 at 07:30

Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável. Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…

Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa.

61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.

Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.

A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.

Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.

A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência. Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.

Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.

A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.

Cuide-se bem.

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