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Reis rivais se uniram para deter a última grande invasão africana na Península Ibérica e isso mudou a configuração do mapa da Europa

30 October 2026 at 19:29

Em 30 de outubro de 1340, as margens do rio Salado, próximo a Tarifa, na Espanha, foram palco de um dos confrontos mais decisivos do período da Reconquista. A Batalha do Salado contrapôs os exércitos cristãos da Coroa de Castela e do Reino de Portugal às forças muçulmanas do Império Merínida e do Reino Nacérida de Granada.

O objetivo do bloco islâmico era deter o avanço cristão e consolidar o domínio sobre o Estreito de Gibraltar.

A aliança militar e a disputa estratégica

O conflito teve início após Alboácem Ali, sultão de Fez e Marrocos, unir forças com Iúçufe I, emir de Granada, para recuperar posições no sul da Península Ibérica. Diante da ameaça sobre a cidade estratégica de Tarifa, o rei Afonso XI de Castela solicitou apoio militar ao seu sogro, o rei D. Afonso IV de Portugal.

A aliança uniu contingentes terrestres e forças navais. O controle marítimo e terrestre do Estreito de Gibraltar era o ponto central do confronto, pois garantia a passagem de suprimentos e tropas do Norte da África para a Europa.

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O combate e a reviravolta em Tarifa

No campo de batalha, as forças aliadas dividiram as frentes: Castela combateu o exército do Império Merínida, enquanto os portugueses enfrentaram os contingentes de Granada. O ponto de virada ocorreu quando a guarnição cristã de Tarifa realizou um ataque surpresa saindo da fortaleza, atingindo a retaguarda do acampamento de Alboácem Ali.

O movimento causou desorganização nas tropas invasoras, culminando na vitória das forças hispano-portuguesas e na tomada dos acampamentos inimigos. A atuação na peleja rendeu a D. Afonso IV o cognome de “o Bravo”.

Impacto para a cristandade

A Batalha do Salado encerrou as invasões em larga escala originárias do Magrebe na Península Ibérica. A derrota das forças de Fez e Granada assegurou a hegemonia cristã sobre o Estreito de Gibraltar e alterou definitivamente o equilíbrio geopolítico no sudoeste europeu.

Cogumelo nuclear 8 vezes maior que o Everest: a explosão soviética cuja onda deu 3 voltas na Terra e foi 1.570 vezes mais forte que Hiroshima em 1961

30 October 2026 at 17:46

Em 30 de outubro de 1961, a União Soviética realizou o teste nuclear da Tsar Bomba – designada oficialmente como AN602. O dispositivo de 27 toneladas foi lançado de uma altitude de 10,5 quilômetros por um bombardeiro Tu-95V sobre a Baía de Mityushikha, no arquipélago de Nova Zembla.

A detonação ocorreu a 4,2 quilômetros acima do solo para reduzir a contaminação por radiação na superfície.

Impacto e escala da explosão

Com potência estimada entre 50 e 57 megatons, a energia liberada superou em cerca de 1.570 vezes a soma das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. A nuvem em forma de cogumelo resultante atingiu 67 quilômetros de altitude — alcançando a mesosfera e equivalendo a quase oito vezes a altura do Monte Everest —, com um diâmetro de topo de 95 quilômetros.

A onda de pressão atmosférica e a onda sísmica geradas pela detonação circundaram o planeta Terra por três vezes. O clarão da luz pôde ser observado a mais de mil quilômetros de distância, enquanto os danos materiais, como vidros quebrados, foram registrados a até 900 quilômetros do ponto central do teste.

Decisão técnica e redução de potência

O projeto original desenvolvido sob supervisão do físico Andrei Sakharov e do líder soviético Nikita Khrushchev previa uma capacidade de 100 megatons. No entanto, os engenheiros substituíram o revestimento interno de urânio-238 por chumbo.

A alteração reduziu o poder explosivo pela metade para limitar a precipitação radioativa na atmosfera e garantir tempo suficiente de fuga para a tripulação da aeronave.

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Desfecho e legado geopolítico

Devido ao peso e às dimensões do artefato, a Tsar Bomba não se tornou uma arma de uso militar prático.

O teste confirmou os cálculos teóricos da física termonuclear multiestágio e impulsionou a assinatura do Tratado de Interdição Parcial de Ensaios Nucleares, firmado em 1963.

O desastre de 1940 que fez uma ponte virar ‘vela no vento’ e obrigou a engenharia a criar pistas com formato de asa

30 October 2026 at 15:36

Em 1940, nos Estados Unidos, uma pista fina e comprida colapsou após entrar em um movimento contínuo de torção provocado por ventos de cerca de 60 km/h. O impacto do ar atuou sobre a estrutura horizontal como uma vela no vento, aumentando progressivamente a oscilação até a ruptura.

O evento na Ponte de Tacoma Narrows, ocorrido no estado de Washington, nos Estados Unidos, marcou a história da engenharia civil e forçou a reformulação no projeto de grandes travessias, resultando na criação do tabuleiro aerodinâmico com bordas afinadas no formato de asa.

O efeito da aerodinâmica em grandes estruturas

Antes do acidente, o desenvolvimento focava no suporte a cargas verticais e no uso de cabos de aço em leque (estais) para sustentar o peso da pista sobre rios de até 1 km. No entanto, a queda da estrutura demonstrou que superfícies planas e oferecem grande resistência frontal à passagem do ar.

Para evitar a retenção do vento, os projetistas alteraram o perfil das pistas. Ao afinar as bordas na forma de asa de avião, o ar passou a fluir sobre e sob a estrutura sem gerar turbulência. A alteração reduziu a pressão exercida pelas rajadas e eliminou movimentos de torção.

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Salvaguardas físicas em pontes estaiadas

A adoção do tabuleiro aerodinâmico passou a compor um conjunto de soluções físicas integradas.

Entre as tecnologias aplicadas estão as juntas de dilatação com dentes de aço, projetadas para absorver variações térmicas que fazem uma pista de 1 km expandir até 40 cm do frio para o calor, e aparelhos de apoio de borracha, que evitam o desgaste pelo atrito sobre os pilares.

Adicionalmente, ilhas de pedra (defensas) passaram a ser posicionadas no entorno das bases para bloquear colisões de navios desgovernados.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

Do “roubo” do casaco ao alívio da ansiedade: o verdadeiro motivo de elas ficarem com o moletom do parceiro

30 October 2026 at 14:35

A retenção do moletom do namorado por parte das parceiras não decorre de mero apego à peça ou esquecimento casual, mas sim de uma resposta biológica inconsciente para regulação emocional.

Estudos apontam que o hábito é impulsionado pelo vínculo olfativo e pela sensação de proteção gerada pelo odor do parceiro.

O impacto do cheiro no cérebro

O cérebro processa o aroma natural do parceiro impregnado no tecido por meio do sistema olfativo, que possui ligação direta com a amígdala e o hipocampo. Essas estruturas são responsáveis pelas memórias sociais e pelo processamento das emoções.

Pesquisas da University of British Columbia demonstram que a inalação do cheiro do parceiro romântico reduz os níveis de cortisol, o hormônio associado ao estresse no organismo feminino.

Além disso, a presença desse odor estimula a liberação de oxitocina, substância química ligada ao bem-estar e ao fortalecimento do vínculo afetivo, promovendo alívio da ansiedade e simulando o conforto de um abraço.

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Objeto de transição no público adulto

Na psicologia, o vestuário retido atua como um objeto de transição. Esse conceito descreve itens utilizados para preencher fisicamente a ausência do parceiro e manter uma sensação contínua de segurança.

Portanto, o uso contínuo da peça funciona como uma ferramenta de proteção psicológica que torna o distanciamento físico mais suportável.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

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