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Inflação em Portugal volta a acelerar para 3,8%. É a mais alta desde maio de 2023

30 October 2026 at 11:04

A inflação homóloga em Portugal, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), acelerou em outubro para 3,8%, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que a registada no mês anterior. A estimativa rápida foi divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostra uma subida dos preços pelo terceiro mês consecutivo, após um abrandamento entre abril e julho.

A confirmar-se a inflação nos 3,8% esta seria a variação mais alta de aumento dos preços desde maio de 2023, ou seja, mais de três anos, quando se fixou em 4%. No final desse ano a inflação caiu para metade até 1,4% em dezembro. Desde essa altura a subida de preços não foi menor do que 1,9%.

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“A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 17,4% (15,3% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,7% (valor idêntico em setembro)” , detalha o INE.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, terá registado uma variação de 2,8% em outubro, taxa superior em 0,1 p.p. à do mês precedente. Já em termos de variação mensal, o IPC terá sido 0,2% (1,2% em setembro e nula em outubro de 2025). O INE estima ainda uma variação média nos últimos doze meses de 2,9% (2,8% no mês anterior).

A variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, indicador que permite comparações entre os Estados-membros da União Europeia, terá sido de 3,9%, superior aos 3,6% do mês anterior. Os dados de outubro tanto da Zona Euro, como da UE, ainda não são conhecidos. Em setembro, a inflação foi de 3,8% nos países da moeda única.

PIB da Zona Euro sobe 1,3% no terceiro trimestre. Portugal é o terceiro que mais cresce

30 October 2026 at 10:16

As economias da Zona Euro cresceram 1,3% no terceiro trimestre em termos homólogos e 0,4% na comparação em cadeia, num período que se têm feito sentir os impactos da guerra no Médio Oriente nos preços. Portugal apresentou a terceira maior taxa entre os países para os quais há dados disponíveis, revela a estimativa do Eurostat divulgada esta sexta-feira.

A estimativa preliminar do gabinete de estatísticas europeu reflete uma ligeira aceleração na evolução homóloga face aos 1,2% registados no trimestre precedente, mas uma desaceleração na ótica da comparação em cadeia face aos 0,6% verificados entre abril e junho. Os números do segundo trimestre foram revistos em alta pelo gabinete de estatísticas europeu face aos valores avançados nas duas primeiras estimativas, que foram, na mesma ordem, de 1% e 0,4%.

Para a União Europeia os valores são ligeiramente superiores. As economias dos 27 Estados-membros terão expandido, em termos homólogos, 1,5% e 0,5%, em cadeia. À semelhança da Zona Euro, na comparação anual representa uma aceleração face aos 1,4% do trimestre anterior e um abrandamento mensal face aos 0,7% desse período.

Agora, entre os países da Zona Euro para os quais há dados disponíveis, Portugal apresenta a terceira maior taxa de crescimento homóloga (2,4%), apenas ultrapassado pela Irlanda (3,6%) e por Espanha (2,7%). No entanto, na variação mensal, Portugal está abaixo da média de 0,4% dos países da moeda única, com uma aceleração de 0,2%.

A maior variação em cadeia foi registada pela Irlanda, de 5,5%, seguida pela Estónia, Espanha e Países Baixos, cujas economias aceleraram 0,6%. Lituânia (-1%) e França (-0,1%) registaram uma contração. O Eurostat detalha ainda que o crescimento anual das economias foi positivo em 14 países e negativo em apenas um: França.

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