Uma mulher de 35 anos que era procurada há cerca de um ano após ser condenada pela morte do filho de dois anos foi presa nesta quarta-feira (28), em Brazlândia, na Região Administrativa IV do Distrito Federal. O crime ocorreu em 2017 e, à época, a ré confessou que matou a criança por ela ter semelhanças com o pai, seu ex-marido.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher cometeu o crime em Iporá, no oeste do Goiás, mas fugiu para o Distrito Federal após obter a progressão de regime oito anos após o crime.
À época da condenação, a mulher recebeu a pena de 26 anos de reclusão pela Justiça de Goiás. Durante o interrogatório do caso, ela confessou o crime e afirmou que jogou álcool e, logo depois, ateou fogo no filho.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, os agentes constataram que a mulher está grávida de oito meses. Ela foi encaminhada à 35ª DP (Sobradinho II) e, em seguida, levada à DCCP (Divisão de Controle e Custódia de Presos), onde aguardará os próximos passos para o cumprimento de sua pena.
O velório do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, que morreu após ser espancado durante un ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Santos, no litoral paulista, será realizado nesta quarta-feira (28), a partir das 9h, no Cemitério Chora Menino, no bairro do Imirim, zona Norte de São Paulo.
O sepultamento está previsto para às 16h, no Cemitério Congonhas, na zona Sul da capital. Veja imagem divulgada pela família:
Marcelo participava de um evento com apresentação de samba durante um ato político em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). • Reprodução / Redes Sociais
Marcelo era estudante de mestrado na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ele morreu na tarde da última segunda-feira (26), após permanecer internado em decorrência das agressões sofridas durante a madrugada do último sábado (24) em Santos.
Entenda o caso
Marcelo participava de um evento com apresentação de samba durante um ato político em apoio ao presidente Lula, na região da avenida Conselheiro Nébias, em Santos.
Segundo informações divulgadas pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro e foi abordado por um grupo de pessoas. Ele foi agredido e teve pertences roubados.
Ao perceberem a demora, os amigos procuraram Marcelo e o encontraram inconsciente. A vítima foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada inicialmente à Santa Casa de Santos.
Posteriormente, foi transferida para o Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Unifesp, onde morreu.
Dois adolescentes foram apreendidos
A Polícia Civil apreendeu dois adolescentes suspeitos de envolvimento no crime. Segundo a SSP-SP, a investigação identificou cinco adolescentes e dois adultos suspeitos de participação no caso.
Após a morte de Marcelo, a ocorrência passou a ser investigada como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do ataque e a participação de cada suspeito.
O pai de Marcelo havia apontado uma possível motivação política e homofóbica para a agressão. A Polícia Civil afirmou que o boletim de ocorrência foi registrado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, e investiga o ocorrido, a motivação e a identificação dos envolvidos.