Normal view
Média nacional das barragens acima dos 70% mas há reservas preocupantes no Alentejo
![]()
O ano começou com chuva recorde e barragens cheias. A barragem de Alqueva está a 80% da capacidade e a média nacional supera os 70%, no entanto, há zonas do distrito de Évora onde as reservas de água continuam a ser motivo de preocupação, como demonstra a reportagem da SIC.
Janeiro e fevereiro foram os meses mais chuvosos dos últimos 50 anos, num início de ano que parecia promissor para os recursos hídricos.
Alqueva, o maior reservatório de água do país, atingiu a cota máxima no início de fevereiro, o que obrigou à libertação de água. Atualmente, encontra-se a 80% da capacidade de armazenamento.

Em média, as barragens, os reservatórios e as bacias hidrográficas estão acima dos 70% da capacidade. Ainda assim, há exceções. A barragem da Vigia, no distrito de Évora, está apenas a 25% da capacidade.
A água armazenada é importante para uma área de 1500 hectares, explorada por cerca de uma centena de agricultores, sobretudo dedicados ao olival e à vinha. Se a chuva não regressar, poderá ser necessário recorrer ao rateio da água, apesar de este ter sido um ano favorável em termos de precipitação.
A situação é ainda mais difícil para os produtores e agricultores da zona de Assumar, no distrito de Portalegre. Sem reservas de água nas proximidades, estão dependentes das condições meteorológicas, numa altura em que a água da chuva que caiu no início do ano já se esgotou.
A estes constrangimentos juntam-se os custos dos combustíveis, da energia, dos fertilizantes e das sementes, que têm reduzido as margens de lucro dos produtores. Para já, não se preveem problemas de água no próximo ano agrícola, mas a ocorrência de chuva será essencial para garantir que esse cenário se concretiza.
Ao mesmo tempo, a instabilidade internacional tem provocado um aumento significativo dos custos de produção, de forma transversal. Perante este cenário, a expectativa é de que o próximo ano traga aumentos generalizados dos preços dos produtos alimentares.
Como é o trabalho em uma mina de ouro a 1.600 metros?
De celulares a equipamentos cirúrgicos e tecnologias utilizadas na exploração espacial, o ouro tem aplicações que vão muito além das joias e dos investimentos financeiros. A presença do metal nesses dispositivos se deve a propriedades como a alta condutividade elétrica e a resistência à corrosão. Embora seja um dos materiais mais conhecidos e valorizados do mundo, o caminho que percorre desde a extração até chegar à indústria ainda é pouco familiar para grande parte da população.
Em uma mina subterrânea, a retirada do minério exige planejamento, equipamentos especializados e profissionais de diferentes áreas. O trabalho se estende por galerias escavadas a centenas de metros da superfície e envolve uma série de procedimentos, desde a extração das rochas até o processamento do material e a destinação dos resíduos.
Para mostrar essa realidade, a AngloGold Ashanti, mineradora de ouro responsável pela atividade industrial mais longeva ainda em operação no Brasil, lança a websérie “Além do Ouro – A mineração como você nunca viu”. Com estreia em 28 de outubro, a produção terá oito episódios semanais no canal da empresa no YouTube, com imagens dos bastidores e relatos de quem trabalha diretamente nas operações.
Os próprios profissionais apresentam as etapas da mineração, os cuidados com a segurança e as tecnologias empregadas na atividade. A produção também aborda a gestão dos rejeitos e o relacionamento com as comunidades próximas às instalações da mineradora.
Uma mina com 300 quilômetros de túneis
Um dos cenários da série é a Mina Cuiabá, localizada em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Apontada como a mina subterrânea mais profunda do Brasil, ela chega a mais de 1.600 metros abaixo da superfície e possui cerca de 300 quilômetros de túneis, extensão equivalente a aproximadamente sete maratonas.
A circulação dos trabalhadores, o transporte de equipamentos e minério, a ventilação e o monitoramento das condições do subsolo exigem planejamento e controles específicos. No segundo episódio, os profissionais mostram como funciona a extração do ouro e explicam os procedimentos adotados para realizar o trabalho de acordo com a legislação.
Antes de chegar às galerias subterrâneas, a websérie recupera a origem do metal e sua trajetória ao longo da história. O capítulo de estreia aborda as características que tornaram o mineral tão valorizado e suas aplicações em diferentes setores da economia.
Da rocha ao metal precioso
O ouro encontrado na natureza geralmente está associado a outros minerais. Por isso, a retirada do minério do subsolo é apenas uma das etapas do processo. Para recuperar o metal, o material extraído passa por uma sequência de operações industriais conhecida como beneficiamento.
O terceiro episódio acompanha esse trabalho, desde o processamento das rochas até a separação do ouro. Além dos desafios técnicos, essa etapa exige atenção à destinação dos rejeitos, materiais que permanecem após a recuperação do metal.
O armazenamento desses resíduos é o assunto dos três capítulos seguintes. O quarto apresenta a engenharia das barragens de rejeitos, incluindo os critérios técnicos envolvidos em sua construção e os cuidados necessários para manter as estruturas seguras.
O quinto episódio mostra as tecnologias utilizadas no monitoramento, que permitem acompanhar as condições das barragens e identificar alterações que exigem avaliação ou intervenção. Já o sexto trata da descaracterização, processo de engenharia destinado a eliminar as características que fazem dessas instalações uma barragem de rejeitos, conforme as exigências técnicas e legais.
Alternativas para armazenar os rejeitos
A gestão dos materiais provenientes do beneficiamento também envolve outras soluções de engenharia. Uma delas é apresentada no sétimo episódio, dedicado às pilhas de rejeitos, estruturas geotécnicas projetadas para armazenar esses resíduos.
O capítulo explica como funcionam essas instalações e quais critérios orientam sua utilização, incluindo os aspectos de segurança e controle ambiental que tornam essa alternativa adequada para determinadas operações minerais.
A mineração e a vida nas comunidades
A relação com a população dos municípios onde a mineradora atua é o assunto do oitavo e último episódio, previsto para 16 de dezembro. O capítulo apresenta iniciativas da AngloGold Ashanti e explica o conceito de mineração circular, associado ao aproveitamento de coprodutos e às contrapartidas sociais e econômicas da atividade.
Entre as ações abordadas estão a geração de empregos, a qualificação profissional e o apoio a projetos culturais e sociais. A série também apresenta experiências de parceria com moradores e instituições locais, além de discutir o legado da mineração para essas regiões.
A websérie Além do Ouro – A mineração como você nunca viu, da AngloGold Ashanti, estreia em 28 de outubro, com oito episódios semanais até 16 de dezembro, disponíveis no canal oficial da mineradora no YouTube.
Tabuaço contesta projeto de instalação de painéis solares

© ESTELA SILVA/LUSA
Câmaras dizem que acórdão põe em risco IMI sobre renováveis

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Solar flutuante de Vilar-Tabuaço procura aprovação ambiental

© Flickr