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Populares contra a mina “satisfeitos” com retirada de máquina da Savannah

30 October 2026 at 12:55

VTM

Sobre a retirada da máquina, Aida Fernandes, presidente do Baldio de Covas do Barroso, refere, citada em comunicado, que “é uma vitória para a nossa luta. E é uma alegria vermos uma máquina daquelas, que não tem outro objetivo que não destruir o baldio, a ir-se embora”.

“É uma vitória para a nossa luta. E é uma alegria vermos uma máquina daquelas, que não tem outro objetivo que não destruir o baldio, a ir-se embora”, acrescenta.

Carlos Gonçalves, morador de Covas do Barroso, também citado no comunicado, sublinha que a empresa “diz que não houve nenhum bloqueio, porque não havia trabalhos planeados. Alguém acredita nisto? De manhã, quando começávamos o bloqueio, víamos a carrinha dos trabalhadores a chegar ao local. Mas quando nos avistavam, iam-se embora. Se não tinham mais trabalhos planeados, porque é que demoraram três dias a retirar a máquina? É um discurso conveniente. Serve só para evitar alarme entre os investidores”.

Nélson Gomes, presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), frisa que “este bloqueio mostra que a comunidade está disposta a fazer o necessário para travar este projeto. A empresa não tem a maior parte dos terrenos que precisa para avançar com a mina, e ninguém aqui lhes vai facilitar a vida. Os investidores deste projeto andam iludidos. Tudo o que a empresa promete acaba por ser mais caro e demorado do que o prometido. E tenho a certeza de que no final este projeto vai cair”, pode ler-se na nota de imprensa envida pela associação UDCB.

Durante três dias, entre terça e quinta-feira, populares juntaram-se junto a um local de prospeção, em terreno baldio inserido na servidão administrativa concedida à Savannah, com o objetivo de bloquear os trabalhos da empresa.

Durante estes dias, a concessionária da mina insistiu que “não estavam previstas intervenções no local dos protestos” e, ao final da tarde de quinta-feira, anunciou que concluiu os trabalhos geotécnicos no bloco este do projeto lítio do Barroso, numa área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação.

A empresa referiu que o programa se encontra concluído naquela área, que as operações prosseguiram noutras frentes de trabalho, de acordo com o planeamento definido e repetiu que a sua atuação, no local, ocorreu ao abrigo da servidão administrativa concedida pela Estado português.

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Savannah conclui trabalhos geotécnicos no Bloco Este do projeto Lítio do Barroso

30 October 2026 at 12:21

VTM

A Savannah comunicou na quinta-feira ao mercado que concluiu com “sucesso no início da semana” os trabalhos de reconhecimento geotécnico e hidrogeológico previstos para o Bloco Este do Projeto Lítio do Barroso.

“Esta é a área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação”, sublinha a empresa.

A campanha, realizada em contínuo pela equipa ao longo de aproximadamente cinco meses, permitiu recolher mais informação técnica detalhada sobre as características dos terrenos e as condições hidrogeológicas da área, essencial à engenharia e à preparação das futuras infraestruturas do Projeto.

Foram abrangidos 276 pontos de observação, incluindo 189 poços de reconhecimento, dos quais resultaram centenas de amostras enviadas para ensaios geotécnicos em laboratórios certificados.

Realizaram-se ainda 32 sondagens para piezómetros, que permitem medir e acompanhar os níveis de água, e 30 sondagens geotécnicas, que forneceram dezenas de amostras destinadas a caracterizar as condições das fundações das futuras instalações e a qualidade dos materiais que poderão ser utilizados em construção.

Impacto na economia local

Para além dos mais de 40 trabalhadores da Savannah envolvidos nesta campanha, os trabalhos mobilizaram, em média, cerca de 30 profissionais por dia.

A campanha contou adicionalmente com a participação de quatro empresas portuguesas: uma local na limpeza florestal e movimentação de terras, uma empresa regional na segurança no trabalho e duas empresas nacionais, respetivamente, nos serviços especializados de perfuração geológica e geotécnica e de vigilância profissional de equipamentos e pessoas.

Somando estes serviços aos de restauração, alojamento e outros de dia-a-dia, terão sido aplicados, durante este período de menos de meio ano, bem mais de 500 mil euros em serviços diretos na economia local.

Os trabalhos prolongaram-se por coincidirem com o verão, período de maior risco de incêndio rural definidos pelas autoridades locais, e altura em que as operações e os horários foram adaptados em conformidade com as restrições em vigor.

Emanuel Proença, CEO da Savannah, considera que “A conclusão desta campanha representa mais um passo concreto no desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso.

Foram cinco meses de trabalho intenso, com uma equipa alargada e envolvendo empresas locais e regionais, que nos permitiram recolher um conjunto muito significativo de informação técnica para a próxima fase do Projeto”.

“Relativamente à contestação ao projeto dos últimos dias, por sermos da região, sabemos que a mesma não representa o sentimento local. Nós vemos no dia a dia a cada vez maior aceitação do Projeto por todos aqueles que acolheram a via do diálogo, vemos o interesse que as pessoas têm no Projeto e nas oportunidades que ele está já a criar nas comunidades. Mais de 2.000 candidatos a novos empregos, e 50 novas vagas para preencher nos próximos meses, reforçam a grande responsabilidade que temos em mãos. Vamos continuar a desenvolver um Projeto de sucesso, que nos orgulhe a todos, no Barroso, em Portugal e na Europa”, acrescentou.

Savannah rejeita acusações

A Savannah esclarece ainda que, ao contrário do referido repetidamente nos últimos três dias, o protesto dos últimos dias não paralisou trabalhos. Conforme a empresa foi esclarecendo, não estavam previstas intervenções no local dos protestos, encontrando-se o programa já concluído nessa área. As operações prosseguiram noutras frentes de trabalho, de acordo com o planeamento definido pela empresa.

A Savannah reafirma que a sua atuação no local ocorreu ao abrigo da Servidão Administrativa concedida pela Estado português.

Com a conclusão da campanha, a Savannah revela que “dispõe agora de informação geotécnica e hidrogeológica adicional para apoiar as soluções de engenharia do Bloco Este do Projeto Lítio do Barroso”.

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Covas do Barroso anti-mining campaigners sense sweet scent of victory

30 October 2026 at 11:36
Covas do Barroso blockade

It appears to have only taken three days of blockades, another flurry of newspaper articles – and the repeated conviction that protests will never let up – for protesters in

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Apoio de 3 milhões de euros para áreas afetadas pelos grandes incêndios

29 October 2026 at 17:54

VTM

O Governo abriu um novo aviso de três milhões de euros para apoiar a estabilização de emergência das áreas florestais afetadas pelos grandes incêndios rurais de 2026. O financiamento, lançado pelo Ministério da Agricultura e Mar ao abrigo do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) no continente, abrange territórios de vários concelhos, incluindo Boticas, Chaves, Montalegre e Valpaços.

O concurso destina-se a financiar intervenções urgentes para reduzir os efeitos dos incêndios sobre os solos, os recursos hídricos e os ecossistemas, contribuindo para a recuperação do potencial produtivo e ecológico dos espaços florestais, correspondendo ao primeiro lote de grandes incêndios de 2026.

No distrito de Vila Real, o apoio contempla freguesias afetadas pelos incêndios de Ardãos e São Domingos, que abrangem os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre, e de Ervões e Moimenta, no concelho de Valpaços. Estão também incluídas áreas de Vilar de Maçada, no concelho de Alijó.

Também alguns concelhos do distrito de Bragança estão incluídos no apoio. Localidades dos concelhos de Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vinhais estão contempladas.

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População bloqueia novamente os trabalhos em Covas do Barroso

29 October 2026 at 12:41

VTM

Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) refere que perante o resultado da ação nos últimos dois dias, que “interrompeu completamente os trabalhos da empresa no baldio”, cerca de 50 pessoas “voltaram a concentrar-se junto dos locais de sondagem a partir das seis horas da manhã, impedindo desta forma o acesso às máquinas de perfuração”.

Segundo a associação, os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa “realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes”. Esta autorização dada pelo Governo “permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território”.

Sobre o bloqueio, Nélson Gomes, presidente da UDCB, refere que “o bloqueio para nós tem sido um enorme sucesso. A Savannah está há três dias sem trabalhar no baldio. E é preciso desmontar o que tem sido a narrativa da empresa, ao afirmar que não planeava de qualquer forma trabalhos nestes dias. Alguém acredita nisto? Vindo de uma empresa que está pressionada para avançar com os licenciamentos de um projeto que se arrasta há quase dez anos? É conversa de conveniência para amenizar as preocupações dos investidores”.
Maria Loureiro, pastora de Romainho, afirma que “hoje está a ser um dia de bloqueio muito especial para nós, porque chegaram pessoas de todas as pontas do país para nos ajudarem e estarem presentes. Mostra o quanto cada vez mais isto não é uma luta apenas de Covas do Barroso. O que só nos dá mais convicção de que estamos a fazer a coisa certa, quando dizemos não a este projeto”.

Rui Valente, ativista do Porto, foi uma das pessoas que se deslocou a Covas do Barroso para apoiar a população no Barroso. “Quando percebi que o bloqueio estava a acontecer não consegui ficar indiferente. O que se passa nesta aldeia revolta-me muito, como a várias pessoas pelo país todo. Não é difícil imaginar a dificuldade que seria para estas pessoas aguentarem um bloqueio deste tipo, a ter de deixar constantemente o trabalho e questões familiares em suspenso. Foi a pensar nisso que juntei um grupo de amigos e viemos ajudar. Eu sou de fora, mas na verdade, como habitante do Porto, isto também me pode vir a afetar. A contaminação do Rio Covas, em última análise, é também a contaminação do rio Douro”.

 

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Doughty lithium mine opponents gather in Covas do Barroso for third day

29 October 2026 at 11:58

For the third day running, around 50 doughty protesters have gathered near a drilling site on common land in Covas do Barroso, Boticas, to oppose the lithium mine they have

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Novo apoio pretende garantir igualdade de oportunidades no ensino superior

28 October 2026 at 18:22

VTM

Esta medida encontra-se prevista no projeto do regulamento municipal de Bolsas de Capacitação e Formação para Jovens do município de Boticas, que foi aprovado pela câmara municipal na reunião de 17 de setembro. O regulamento encontra-se em consulta pública por um período de 30 dias úteis, durante o qual os interessados poderão apresentar sugestões e observações.

Segundo Guilherme Pires, presidente da Câmara Municipal de Boticas, esta medida tem como objetivo apoiar os jovens do concelho e garantir a igualdade de oportunidades de acesso ao ensino superior. “Investir nos nossos jovens é investir no futuro de Boticas”.

O autarca destacou ainda a importância de dar a todos os jovens a oportunidade de prosseguir os estudos, desenvolver competências e construir um futuro com mais possibilidades. “Porque as oportunidades devem ser para todos. Porque o futuro de Boticas começa nos nossos jovens”.

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Covas do Barroso maintains David v. Goliath struggle against lithium mining

28 October 2026 at 10:47
Communities around Covas do Barroso have been protesting against Savannah's plans for years. This is a demo from 2019.

Opponents of lithium mining in Covas do Barroso, Boticas, are continuing their protest today against exploration work by British based Savannah Resources, to “defend a way of life” and, ultimately,

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População mantém o bloqueio aos trabalhos em Covas do Barroso

28 October 2026 at 09:51

VTM

Perante o resultado da ação, que interrompeu durante todo o dia os trabalhos da empresa, cerca de 40 pessoas estão no local desde as seis horas da manhã, impedindo o acesso às máquinas de perfuração.

Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) revelou que durante o dia de ontem, a mobilização chegou a “reunir cerca de 50 pessoas e conseguiu interromper os trabalhos de prospeção da empresa”.

Já a ação de hoje pretender “dar continuidade a uma resistência que já tinha levado à interrupção dos trabalhos a 9 de outubro, ocasião em que 27 pessoas foram identificadas pela polícia”.

A população de Covas do Barroso mantém há oito anos a oposição à exploração de lítio no seu território, considerado pela FAO como património agrícola mundial.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes. Esta autorização dada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território.

Citada em comunicado, Rita Mó, presidente da Junta de Freguesia de Covas do Barroso, refere que este protesto é sinal de determinação da comunidade local. “Com este bloqueio, a comunidade está, mais uma vez, a mostrar o quão longe está disposta a ir para defender a sua terra. Para nós Covas do Barroso não é um lugar qualquer. É o sítio onde nascemos, crescemos, e onde queremos fazer a nossa vida. Temos muito amor à nossa aldeia, aos nossos costumes, às nossas paisagens. E se para defender a aldeia tivermos de continuar a fazer bloqueios, que assim seja. Vamos continuar a lutar até travarmos este projeto”.

Na mesma nota de imprensa, Aida Fernandes, presidente dos Baldios de Covas do Barroso, sublinha que “toda a gente aqui está a lutar pelos seus próprios motivos pessoais, mas também por uma razão coletiva. Aqui crescemos a olhar para o baldio como a nossa herança comum, algo que é ao mesmo tempo de todos e de ninguém. Para nós é um lugar cheio de afetos, memórias, histórias. Não aceitamos que de um dia para o outro, a partir de gabinetes de Lisboa, decidam que o vão expropriar em nome de uma empresa privada. É muito revoltante. E por isso é que a comunidade se levanta com tanta determinação, para proteger o que é seu por direito”.

Armando Gonçalves, morador na aldeia de Romainho, explica o que o levou a estar presente no protesto. “Nós estamos a lutar pela nossa aldeia. Mas não apenas. Não quero que os meus netos um dia acordem num país em que os agricultores não têm direitos”.

 

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Opponents of Boticas’ Lithium mine mount new blockade

27 October 2026 at 13:38

Opponents of the Barroso lithium mine in Boticas, mounted a new blockade today, stressing they will not give up in their fight to thwart British-based mining company Savannah Resources. Early

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Novo bloqueio em Covas do Barroso contra extração de lítio pela Savannah

27 October 2026 at 09:56

VTM

Cerca de 30 pessoas que se opõem à extração de lítio em Covas do Barroso, no concelho de Boticas, repetiram hoje um bloqueio aos trabalhos realizados pela Savannah numa das áreas da servidão administrativa. O presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes, afirmou à Lusa que nada os vai fazer parar. “Dissemos que não íamos parar e não vamos parar, nada nos vai desmobilizar da nossa luta”.

Os manifestantes juntaram-se às 06h00 nos terrenos assinalados para os trabalhos de sondagem da Savannah Resources e formaram um cordão humano em frente a uma máquina de prospeção. Com a chegada dos seguranças da empresa ao local, foi também chamada a GNR. Nélson Gomes frisou que “não queremos uma mina à porta das nossas casas”.

O responsável do coletivo acrescentou que ter uma mina próxima representa o risco de ter que abandonar as suas habitações. “Numa altura que tanto se fala da habitação, é precisamente também a nossa casa que está em risco”, disse Gomes.

No dia 9 de outubro, a associação já havia interrompido os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina. Nélson Gomes destacou que estão em terrenos baldios onde já foram realizados projetos de intervenção para preservar a floresta. “As máquinas entram, fazem decapação, cortam pinheiros e árvores”, lamentou.

Em maio, o ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa para permitir à Savannah realizar trabalhos de geotecnia em terrenos comunitários e privados. Esta decisão foi contestada em tribunal pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, resultando na suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.

Paulo Pires, pastor de Romainho, sublinhou que esta luta é pela defesa do modo de vida da comunidade. “Ninguém quer viver a 200 metros de uma mina a céu aberto (…) agora é o nosso próprio Governo que nos quer tirar isso à força”, afirmou.

A presidente da Junta de Covas do Barroso, Rita Mó, considerou o bloqueio um protesto contra a atuação da União Europeia. Ela questionou: “Onde se vê essa Europa dos direitos quando as suas populações rurais são assim tratadas como descartáveis?” A autarca criticou ainda o projeto mineiro promovido pela Comissão Europeia como um atentado ambiental.

Nélson Gomes garantiu que os bloqueios vão continuar enquanto for necessário. O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada emitida em 2023. A empresa Savannah pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Variante aprovada com investimento de 55 milhões de euros

21 October 2026 at 15:20

VTM

Com um custo de construção estimado em 55 milhões de euros, a variante ligará a Estrada de Acesso Norte do projeto mineiro, através da ER311, à A24, com ligações à EN103 e à EN312. A via ficará aberta ao público, apesar de financiada pela Savannah Resources.

A obra responde a uma reivindicação antiga do município, e por isso, a câmara emitiu parecer favorável à proposta durante o processo de avaliação ambiental.

Para Emanuel Proença, presidente executivo da Savannah, a decisão representa “uma excelente notícia para o desenvolvimento global do projeto, mas também para toda a região”.

Entre os traçados analisados, a APA selecionou a alternativa Norte, considerada pela Comissão de Avaliação a opção com menor impacte ambiental. A decisão surge na sequência da entrega dos projetos revistos e do Estudo de Impacte Ambiental, em fevereiro de 2026, e da consulta pública realizada entre 5 de junho e 17 de julho.

O processo avança agora para a elaboração do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE). A declaração favorável está sujeita ao cumprimento de condições ambientais e não autoriza, por si só, o início das obras.

A variante poderá ter um calendário de execução distinto do projeto da mina, afirma a empresa em comunicado, uma vez que este poderá entrar em funcionamento antes da conclusão da estrada.

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Novos produtos à base de truta-fário querem chegar à mesa dos consumidores

21 October 2026 at 14:34

VTM

O desafio foi lançado pela Associação Empresarial Mais Boticas, que fez uma candidatura à Fundação La Caixa e obteve financiamento para valorizar a truta-fário, que existe em grande quantidade no concelho de Boticas.

Para isso foi desenvolvido o projeto “Sustainable Trout” – Promoção, Valorização e Sustentabilidade da truta de Boticas, que criou uma marca para impulsionar a dinâmica económica local e a sustentabilidade dos recursos endógenos.

Boticas paulo aleixo
“Os chefs criaram pratos extraordinários, agora, esperamos que a restauração aproveite”
PAULO ALEIXO,
Presidente da Associação Mais Boticas
 

Paulo Aleixo, presidente da associação empresarial, explicou à VTM as motivações por detrás da candidatura. “Surgiu a necessidade de escoar a produção excessiva da truta-fário que, em determinadas alturas do ano, existe em grande quantidade nos nossos viveiros”, explicou, adiantando que se juntaram ao projeto o Aquavalor (Universidade Politécnica de Bragança), o CIMO (Centro de Investigação de Montanha) e o município de Boticas, para se conseguir criar um produto diferenciado.

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Borboletas aos Montes angariam 2.600 euros na caminhada solidária

14 October 2026 at 18:59

VTM

A iniciativa teve como objetivo sensibilizar para o cancro da mama, reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e demonstrar apoio a quem enfrenta a doença.

Alda Claudino, fundadora e presidente da Associação Borboletas aos Montes, referiu à VTM que a iniciativa contou com cerca de 350 inscrições e permitiu angariar fundos para apoiar mulheres que enfrentam a doença.

“O objetivo desta caminhada é sensibilizar a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e angariar fundos para continuar a ajudar as mulheres que estão a passar por esta experiência que é o cancro da mama”, explicou Alda Claudino, sublinhando que a sensibilização continua a ser uma das principais prioridades da associação.

A iniciativa permitiu angariar 2.600 euros, revelou Alda Claudino, salientando que “cada um dá o que pode” e que o mais importante é participar e sensibilizar para a causa.

Durante o mês de outubro, a associação promove ainda outras caminhadas de sensibilização, em Vila Real, Murça e Boticas. Está também prevista uma missa de homenagem às mulheres, de agradecimento pela saúde e de memória das que já partiram.

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