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Esperados mais de 100 mil visitantes e cerca de 600 expositores

30 October 2026 at 11:52

VTM

A organização procura aumentar o número de participantes sem comprometer a presença dos comerciantes locais e dos expositores habituais

A Feira dos Santos regressa a Chaves, reunindo perto de 600 expositores e com expectativas de trazer mais de 100 mil visitantes. Considerada pela organização a maior feira de rua do país, a iniciativa ocupa cerca de cinco quilómetros de arruamentos urbanos e mantém uma forte ligação à tradição, à agricultura, à pecuária e ao comércio.

A organização estima que o número de expositores aumente face aos cerca de 530 registados no ano passado, aproximando-se agora dos 600. O crescimento resulta de uma melhor gestão dos espaços disponíveis, sem alterações significativas ao percurso. “Conseguimos fazer isto sem grandes alterações ao percurso”, explica Vítor Pimentel, referindo que a ocupação de ambos os lados do Largo General Silveira permite aumentar a capacidade.

EVENTO DIFERENTE

“Mais do que vender uma feira, nós aqui vendemos uma cultura”, afirma Vítor Pimentel, defendendo que o certame permite preservar costumes e tradições que se têm perdido com a passagem do tempo. Para o responsável, a capacidade de reunir expositores de diferentes proveniências e visitantes portugueses e estrangeiros torna a feira um acontecimento distinto de outras iniciativas realizadas ao longo do ano.

“É um evento que é diferente de todos os outros. A Feira dos Santos é diferente”, sublinha, considerando que o certame poderá ser “o evento mais importante da cidade durante o ano”. O presidente da ACISAT destaca ainda a dimensão do percurso, que atravessa o centro histórico e condiciona a circulação automóvel durante os dias de maior afluência.

A seleção dos participantes procura conciliar a entrada de novos vendedores com a permanência de quem participa há vários anos. “Não queremos, naturalmente, que alguém que esteve nas edições anteriores fique de fora da feira querendo continuar a participar nela”, afirma, acrescentando que a organização também pretende garantir espaço aos comerciantes de Chaves que queiram integrar o certame.

O orçamento mantém-se próximo dos 150 mil euros, valor que deverá ser compensado por receitas de montante semelhante. Apesar de a edição deste ano decorrer ao longo de três dias, a redução da duração não representa uma diminuição significativa dos custos, devido ao aumento das despesas operacionais. “A nossa preocupação aqui é que a feira se pague a ela própria”, explica o responsável, que reconhece a dificuldade de acompanhar a inflação sem aumentar os encargos dos expositores na mesma proporção.

“Não conseguimos aumentar aos expositores na medida em que aumenta a inflação e os produtos, porque isso também inviabilizava a feira para eles”, acrescenta, defendendo a necessidade de uma gestão cuidada para garantir a continuidade do evento. Nesse processo, considera fundamental a colaboração do município de Chaves.

LOTAÇÃO

O impacto do evento de rua estende-se à hotelaria, à restauração e ao comércio local. Embora seja difícil contabilizar com rigor o número de visitantes, a organização estima que possam passar pela cidade mais de 100 mil pessoas. “Sabemos que efetivamente é muita gente e que a hotelaria e a restauração estão completamente lotadas durante os três dias, nos dias anteriores e nos dias seguintes”, refere Vítor Pimentel.

Para o presidente da ACISAT, a feira contribui também para promover Chaves enquanto destino turístico, levando muitos visitantes a descobrir outros recursos da cidade, como as termas e o património cultural. O responsável destaca ainda a dimensão intergeracional do evento, que continua a ser um ponto de reencontro para quem vive fora do concelho.

“Cada vez mais, o que esta feira tem de fantástico é que nós conseguimos manter as tradições, mas, ao mesmo tempo, criar aqui um relacionamento intergeracional”, afirma. A programação procura, por isso, conjugar as atividades tradicionais com propostas dirigidas aos mais jovens, nomeadamente através da música e da animação noturna.

A vertente rural mantém-se como um dos pilares do certame, com a Feira do Gado e os concursos pecuários e o Festival Gastronómico do Polvo. A animação musical inclui a atuação da Belcanto Show Orquestra e uma noite dedicada aos DJ que assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild.

A ACISAT prepara já, entretanto, os projetos seguintes, num calendário que inclui iniciativas comerciais e de animação ao longo de todo o ano. “Não há muito tempo para pensar no que aconteceu. Fazemos uma análise daquilo que correu menos bem e que é preciso mudar, procuramos alterar, mas imediatamente estamos com o foco no evento seguinte”, conclui Vítor Pimentel.

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Comércio fica a ganhar com milhares de visitantes

30 October 2026 at 10:22

VTM

Com hotelaria e restauração “completamente lotadas”, como disse Vítor Pimentel, da ACISAT, os visitantes procuram também os segredos dos comerciantes flavienses, que têm dias de muito trabalho pela frente.

Juliana Ferreira, da Boitique de Carnes, refere que muitos clientes habituais antecipam as compras para evitar os constrangimentos de trânsito. “Alguns dizem que vinham, mas que não podem porque não têm onde estacionar”, conta. Ainda assim, reconhece que o certame atrai visitantes “mais pela curiosidade e pela variedade” que o seu negócio apresenta. Ainda assim, nota que o número de visitantes dos “Santos” parece aumentar de ano para ano.

Na pastelaria Mil Doce, Paula Vaz destaca a chegada de visitantes espanhóis e de outras zonas do país, mas considera que o negócio já teve melhores dias. “Há muitos anos atrás era melhor. Vendia-se muito mais”, recorda, apontando o aumento generalizado dos preços como uma das razões para a quebra nas vendas.

Ainda assim, conta que “como os Santos são três dias, geralmente vêm muitos espanhóis para cá e também do Porto vem muita gente”. Desta forma, também “sentem curiosidade em vir aqui comer o pastelinho de Chaves e os espanhóis, as natas”.

Também Fátima Costa, que trabalha num quiosque junto ao Jardim do Bacalhau, com vários anos de experiência durante o certame, considera que a feira perdeu parte da dinâmica de compras de outros tempos. “As pessoas vêmpara a Feira dos Santos para relaxar as ideias, passear acima e abaixo”, observa, notando que a restauração parece beneficiar mais da afluência do que o restante comércio.

TRANSPORTE

Pedro Barroco, da Auto Viação do Tâmega, antecipa um aumento da procura de transportes públicos por ocasião da Feira dos Santos. O responsável explica que a afluência está ligada tanto ao certame como à tradição de visitar os cemitérios por ocasião do Dia de Todos os Santos. “A Feira dos Santos, para nós, começa uns dois dias antes”, afirma, referindo que muitas pessoas procuram chegar mais cedo.

Este ano, com o feriado de 1 de novembro a coincidir com um domingo, a empresa espera que a movimentação se concentre sobretudo entre sexta-feira e o fim de semana. A procura leva a reforçar a operação em determinados horários. “Em vez de os horários serem apenas de um carro, há horários em que saem três ou quatro veículos”, explica, destacando as deslocações de trabalhadores e estudantes à sexta-feira e os regressos ao domingo.

O responsável considera que o custo de viajar de automóvel pode levar mais pessoas a optar pelo autocarro. Uma vez que “é muito caro” fazer a viagem, observa, defendendo que o transporte público pode representar uma poupança significativa, sobretudo para quem beneficia de passes ou outros títulos de transporte. “Não há esse conforto que todos nós temos e gostamos, o do veículo próprio”, reconhece, mas acredita que o aumento das despesas com o automóvel poderá levar mais passageiros a deixar o carro em casa.

Pedro Barroco destaca também o crescimento do turismo na região e o aumento do tráfego rodoviário, incluindo de visitantes espanhóis.

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Feira dos Santos é “um momento de celebração da família”

30 October 2026 at 09:59

VTM

A Feira dos Santos é um dos momentos mais marcantes do calendário de Chaves, pela dimensão comercial, pela preservação das tradições e pela capacidade de reunir famílias que regressam à cidade nesta altura do ano. Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, considera que o certame mantém uma identidade própria, apesar das transformações que sofreu ao longo do tempo.

“É um evento absolutamente singular e excecional”, afirma o autarca, lembrando que a origem da feira se perde no tempo. Sem uma data conhecida da sua primeira realização, a iniciativa terá surgido como resposta às necessidades das comunidades rurais, num período em que os produtores procuravam vender os excedentes agrícolas e os animais para assegurar o aprovisionamento durante o inverno.

Hoje, a feira mantém essa ligação à agricultura e à pecuária, mas ganhou também uma dimensão festiva e familiar. “É um momento de celebração da família”, sublinha Nuno Vaz, referindo os reencontros de pessoas que vivem noutras cidades ou no estrangeiro e que aproveitam os Santos para regressar a Chaves.

Matriz

Inserida num “conjunto muito significativo de iniciativas”, considera o autarca que, apesar de atualmente ter “uma matriz diferente”, a Feira dos Santos “continua a estar muito ligada à pecuária, à agricultura, às tradições e àquilo que são os momentos marcantes das nossas comunidades”. E por isso, tem uma “dimensão de feira, mas também de festa”.

O facto de acontecer no Dia de Todos os Santos leva as comunidades a visitarem os cemitérios e recordarem os seus entes queridos. A feira tem, por isso, a capacidade de ser um “momento de encontro de famílias”.

“É, de facto, uma feira de uma expressão muito grande”, assume Nuno Vaz, acrescentando que “dizemos que é das maiores feiras de rua do país. Este ano, teremos cerca de 550 expositores, trata-se de uma feira com uma exposição muito grande. Prevemos que cerca de 5 quilómetros de vias, de arruamentos urbanos fiquem perfeitamente preenchidos”.

O presidente da câmara destaca ainda o contributo do evento para a economia local, através da dinamização do comércio, da restauração, da hotelaria e dos produtores. A afluência de visitantes, muitos provenientes da Galiza, cria oportunidades para os agentes económicos da cidade e da região.

“Também queremos que essa dinâmica possa ser aproveitada pelos nossos agentes económicos, seja a restauração, a hotelaria, o artesanato ou os produtos locais”, sublinha o autarca flaviense. “Acreditamos muito que, e sobretudo em concelhos do interior, que é com uma relação colaborativa que podemos garantir a sustentabilidade dos micro e pequenos negócios. Porque é nessa multiplicidade de atividades que podemos garantir a sustentabilidade e por esta via, a manutenção das famílias”, acrescenta.

A vertente rural continua a ocupar um lugar central no programa, com a Feira do Gado e os concursos de diferentes raças pecuárias, agendados para 31 de outubro, junto ao Forte de São Neutel. A iniciativa pretende dar visibilidade ao trabalho dos produtores e à importância da atividade agropecuária na preservação da paisagem e das comunidades do interior.

Nuno Vazdestaca, em particular, a valorização da raça Bísara, associada à produção de fumeiro, presuntos e enchidos tradicionais. Os concursos de bovinos, ovinos e do Cão de Gado Transmontano completam o programa dedicado ao património rural. “Queremos continuar a preservar esta nossa herança”, afirma.

Famílias

A programação inclui ainda artesanato, exposições, animação musical e arruadas, além do Festival Gastronómico do Polvo, que reforça os laços históricos e culturais entre Chaves e a Galiza.

O autarca reconhece que a dimensão do evento implica condicionamentos no trânsito e na circulação, mas considera que estes são temporários e devem ser enquadrados no interesse coletivo. “São três dias vividos de forma mais intensa”, refere, apelando à compreensão dos moradores.

Para o município, a Feira dos Santos deve continuar a conjugar comércio, tradição e diversão, mantendo viva uma herança que atravessa gerações e reforça a atratividade de Chaves. “O que nós queremos é que esta feira seja também uma festa da família”, conclui.

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Dos eventos mais marcantes do Norte do país

30 October 2026 at 09:12

VTM

A iniciativa é promovida pela Associação Empresarial do Alto Tâmega (A CISAT), em parceria com o município de Chaves, e volta a levar diferentes atividades ao centro da cidade e a vários espaços do concelho.

São 5 quilómetros preenchidos pela Feira dos Santos, com perto de 600 expositores, que atraem milhares de pessoas dos “quatro cantos do mundo”, como salienta Vítor Pimentel, presidente da ACISAT, que considera esta “a maior feira de rua do país”.

Em termos de orçamento, a edição de 2026 mantém-se ao nível da feira do ano passado, a rondar os 150 mil euros. De acordo com o responsável da ACISAT, “a feira paga-se a si própria”, gerando receitas ao mesmo nível do valor do investimento para a sua concretização.

A abertura oficial da feira, que tradicionalmente levava os habitantes das localidades situadas fora da malha urbana de Chaves à cidade para se prepararem para o inverno, está marcada para 30 de outubro, às 17h00, no Aquanatur Palace. O primeiro dia inclui ainda arruadas de grupos tradicionais e, à noite, pelas 21h30, a atuação da Belcanto Show Orquestra, no Largo General Silveira.

Sem nunca esquecer aquilo que esteve na génese desta feira, cuja data original ainda não foi encontrada em registos históricos, como conta o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, os produtores e a agricultura não são esquecidos na edição de 2026.

No dia 31 de outubro, a vertente pecuária assume particular destaque, com a Feira do Gado, a partir das 08h00, no Mercado do Gado. Pelas 11h00, junto ao Forte de São Neutel, realizam-se os concursos pecuários, que abrangem as raças bovinas Barrosã, Maronesa e Mirandesa, os suínos de raça Bísara, os ovinos de raça Churra Galega Bragança na Branca e o Cão de Gado Transmontano.

O programa inclui também, às 13h00, o Festival Gastronómico do Polvo, junto ao Forte de São Neutel, uma das influências que vem do lado de lá da fronteira.

Homenagem

A animação musical na Feira dos Santos de 2026 assume o carácter de demonstração de apreço do concelho por um artista local que honra as suas origens. Durante a noite de 31 de outubro, o DJ’s Night Festival assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild, que arrecadou prémios internacionais. A noite conta ainda com DJ Fino e DJ Tabuada, a partir das 21h30, no Largo General Silveira.

No dia 1 de novembro, as arruadas voltam a animar a cidade, com a participação de grupos tradicionais e da Banda de Gaitas de Verín.

Ao longo dos três dias, a Feira dos Santos integra ainda uma feira de artesanato, uma exposição de automóveis, no Largo da Lapa, uma exposição de máquinas agrícolas, no Largo do Monumento, e o Stock Out, no centro da cidade, com início diário previsto para as 13h00.

Organizada pela ACISAT, em parceria com o município de Chaves, a Feira dos Santos continua a ser uma referência das tradições e da valorização da identidade cultural de Chaves e de Trás-os-Montes.

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Matadouro do Cachão recupera autonomia após anulação de insolvência

29 October 2026 at 19:54

VTM

Michel Monteiro, presidente do conselho de administração, reconhece que os custos operacionais continuam a superar as receitas e que a redução dos abates dificulta a recuperação económica, obrigando os municípios de Mirandela e Vila Flor a continuar a financiar a atividade.

O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença do Tribunal de Bragança, que declarou a insolvência do matadouro industrial do Cachão. O tribunal considerou que, pela sua natureza intermunicipal, o matadouro não está sujeito ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.

O responsável considera que o acórdão de 15 de outubro era o desfecho expectável, tendo em conta a natureza intermunicipal da empresa. “O facto de termos esta independência, esta autonomia na gestão do matadouro, naturalmente, tranquiliza-nos”, afirma à VTM.

Apesar do alívio, Michel Monteiro sublinha que “os problemas mantêm-se na atualidade”. Os gastos operacionais, os fornecimentos externos e os custos comerciais continuam acima dos proveitos. “O núcleo central do negócio não é autossustentável”, admite, acrescentando que a atividade “continua a gerar valor negativo no seu dia a dia”.

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Ministro anuncia 35 milhões de euros para jovens agricultores

29 October 2026 at 19:34

VTM

Durante o I Encontro de Jovens Agricultores, que decorreu em Macedo de Cavaleiros, o ministro afirmou que “abrimos, agora, mais um novo concurso com o objetivo de termos 200 novos agricultores, que terão um apoio disponível de 35 milhões de euros”.

Adiantou que esta linha terá “custos unitários e custos simplificados” e haverá “desburocratização”, nomeadamente no licenciamento dos recursos hídricos e na transmissão de explorações, sendo por isso, “muito mais rápido” o acesso ao apoio.

O governante deu exemplos de simplificação do processo, já que “existe a possibilidade de termos uma transmissão de uma exploração de uma forma mais simples e célere sem penalização da candidatura”.

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Autarquia disponibiliza Cartão Digital do Munícipe

29 October 2026 at 19:14

VTM

Em comunicado, a autarquia explica que com esta medida, Sabrosa “integra o grupo dos primeiros municípios” a nível nacional a disponibilizar o cartão do munícipe na aplicação GOV.PT, numa solução que “visa simplificar o dia a dia dos mesmos, uma vez que este pode ser utilizado, de forma válida e oficial, em várias finalidades e necessidades”.

Fonte da câmara municipal explicou à VTM que um dos maiores benefícios “é poder ser usado como atestado de residência”, evitando deslocações aos serviços para solicitar este documento.

Acrescentou ainda que o município de Sabrosa é um dos primeiros a implementar este cartão, que poderá vir a ser muito útil para os utilizadores.

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Orçamento tem “rigorosamente zero para o distrito”

29 October 2026 at 18:54

VTM

Marcou presença o membro do Secretariado Nacional do PS, José Manuel Ribeiro, que ouviu as dúvidas de militantes e simpatizantes socialistas, dando, também, conta da posição do partido quanto ao documento apresentado pelo Governo à Assembleia da República.

O dirigente nacional explicou a posição do PS aos militantes e simpatizantes presentes, sobre este orçamento. Na ótica dos socialistas, a proposta do governo merecia um voto contra, mas não estão “em condições de criar uma crise política no país”, disse José Manuel Ribeiro, assegurando que “o orçamento não é um bom orçamento”.

Em declarações à VTM, Rui Santos, presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, considerou que o Orçamento do Estado para 2027 não responde às necessidades do interior, apontando a ausência de medidas para setores como a agricultura, a habitação e a saúde. “Este orçamento para o interior tem zero, não tem nada, tem rigorosamente zero para o distrito”, afirmou, dando como exemplo as dificuldades que a viticultura e o setor do vinho atravessam há três anos. Também na saúde, nomeadamente no que diz respeito à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e à prometida unidade do Alto Tâmega e Barroso, lamentou a falta de respostas orçamentais.

Apesar das críticas, Rui Santos justificou a abstenção do PS com a necessidade de garantir estabilidade política. “O Partido Socialista tem que estar sempre ao serviço do país e, neste caso, o melhor serviço que podemos prestar ao país, num momento complexo a nível internacional, é abstermo-nos e não ir novamente para eleições”, explicou o também deputado na Assembleia da República. Admitiu, contudo, que, se a decisão dependesse apenas dos interesses do distrito, o seu voto seria contra o documento.

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Calor e escassez de chuva fazem baixar previsão de produção de vinho

29 October 2026 at 18:14

VTM

A avaliação da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) aponta para uma quebra face às estimativas iniciais, devido às temperaturas elevadas, à falta de água nos meses mais quentes e à perda de volume das uvas. Ainda assim, os indicadores analisados permitem perspetivar vinhos de qualidade elevada.

De acordo com o relatório da ADVID, o ano vitícola começou com um inverno ameno e abundante em chuva, que permitiu acumular água no solo. A partir da primavera, porém, a precipitação tornou-se escassa e os termómetros registaram valores superiores aos habituais. Em julho não choveu nas três estações meteorológicas acompanhadas pela associação, enquanto setembro prolongou o cenário de calor e secura, com duas ondas de calor e défices de precipitação que variaram entre 74,2% e 89,5%, consoante a sub-região.

A evolução do tempo acelerou o desenvolvimento da videira e o amadurecimento das uvas. Nas parcelas de referência da ADVID, os trabalhos de colheita decorreram entre 18 de agosto e 16 de setembro, antes do período habitualmente observado. Apesar de a água acumulada durante o inverno ter ajudado a sustentar a vinha durante parte do ciclo vegetativo, os efeitos da falta de humidade acentuaram-se no verão, com episódios de escaldão e desidratação dos bagos.

A primeira estimativa, calculada através do método polínico, situava a produção entre 243 mil e 272 mil pipas. A evolução do ciclo e os danos provocados pelo calor conduziram a uma revisão em baixa, colocando a previsão final abaixo do patamar inferior inicialmente considerado.

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Apoio de 3 milhões de euros para áreas afetadas pelos grandes incêndios

29 October 2026 at 17:54

VTM

O Governo abriu um novo aviso de três milhões de euros para apoiar a estabilização de emergência das áreas florestais afetadas pelos grandes incêndios rurais de 2026. O financiamento, lançado pelo Ministério da Agricultura e Mar ao abrigo do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) no continente, abrange territórios de vários concelhos, incluindo Boticas, Chaves, Montalegre e Valpaços.

O concurso destina-se a financiar intervenções urgentes para reduzir os efeitos dos incêndios sobre os solos, os recursos hídricos e os ecossistemas, contribuindo para a recuperação do potencial produtivo e ecológico dos espaços florestais, correspondendo ao primeiro lote de grandes incêndios de 2026.

No distrito de Vila Real, o apoio contempla freguesias afetadas pelos incêndios de Ardãos e São Domingos, que abrangem os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre, e de Ervões e Moimenta, no concelho de Valpaços. Estão também incluídas áreas de Vilar de Maçada, no concelho de Alijó.

Também alguns concelhos do distrito de Bragança estão incluídos no apoio. Localidades dos concelhos de Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vinhais estão contempladas.

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Muro da Avenida do Douro deverá estar concluído em junho

29 October 2026 at 17:24

VTM

A intervenção, financiada integralmente pelo Fundo Ambiental, representa um investimento de 7,3 milhões de euros e foi visitada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A obra, aprovada em 2024, deveria estar terminada este ano, mas as condições meteorológicas adversas e a complexidade dos trabalhos condicionaram a execução. Segundo a governante, trata-se de uma intervenção exigente do ponto de vista da engenharia, numa zona marcada pela erosão das margens do Douro, pela força das correntes e pela água que escorre das encostas.

“Vai ficar muito mais sólida e muito mais segura do que o que estava”, afirmou Maria da Graça Carvalho, explicando que a estrutura anterior tinha cerca de 30 anos. A intervenção recorre a novas tecnologias e materiais para reforçar a resistência da infraestrutura e melhorar a segurança da estrada e de quem circula naquela zona.

A Avenida do Douro, uma das principais vias de acesso à cidade, foi cortada ao trânsito devido a um abatimento de piso e à derrocada do muro de suporte em 2024.

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Fórum debate desafios das mulheres no empreendedorismo

29 October 2026 at 17:01

VTM

O encontro reuniu mulheres com negócios em diferentes áreas, num espaço de partilha de experiências e identificação de dificuldades, com o objetivo de perceber de que forma a autarquia pode apoiar as suas necessidades.

Mafalda Lopes Mendes, vereadora da Câmara de Alijó, explicou que a iniciativa pretende dar voz às empreendedoras do concelho e avaliar a possibilidade de realizar encontros semelhantes com regularidade. “O nosso papel é de escuta ativa”, afirmou, acrescentando que “ouvimos as dificuldades no dia a dia da mulher, porque sabemos que pesa muito sobre ela, principalmente quando tem um negócio e ainda tem que fazer toda a gestão familiar e pessoal”.

A vereadora conta que, durante o encontro, uma das participantes resumiu esse desgaste numa frase que a marcou. “Já não sei quem sou”, disse a participante, refletindo a dificuldade em encontrar tempo para si própria.

Entre as participantes encontravam-se profissionais de áreas distintas, como a agricultura, os transportes, a restauração, o alojamento local, a contabilidade, a advocacia, a estética e os cabeleireiros. Para Mafalda Lopes Mendes, esta diversidade permite conhecer realidades diferentes e reconhecer o contributo destas mulheres para a economia e a sociedade local.

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“Liceu” aposta na realidade virtual para melhorar aprendizagem

29 October 2026 at 16:36

VTM

A realidade virtual aumenta a motivação, melhora a retenção de informação e permite simular ambientes complexos ou perigosos sem riscos reais.

Os principais benefícios passam por facilitar a compreensão de geometria, anatomia e física ao sair dos livros em 2D. Permite “visitas” a locais históricos, museus ou ao interior do corpo humano, aumentando a fixação do conteúdo. Possibilita treinos de laboratório, simulações industriais ou manobras médicas num ambiente totalmente seguro, além de reduzir as distrações e despertar maior interesse dos estudantes.

Margarida Seixas, professora na Escola Camilo Castelo Branco, explicou à VTM que os óculos de realidade virtual “permitem-nos aceder a mundos que de outra forma seriam completamente inatingíveis e desconhecidos. Ao colocarmos estes óculos podemos viajar até Marte, ir até ao tempo da pré-história, à Idade Média, ao Renascimento, ver moléculas ou até entrar num átomo do corpo humano”.

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Ser político é ser maior…

29 October 2026 at 16:09

VTM

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O presidente conseguiu transmitir uma imagem de pessoa bondosa, amável, educada e íntegra. Mas será mesmo assim?

Assembleia Municipal (AM)

Na AM de 28/9, foi questionado sobre se assumiria o lugar de psicólogo, caso ficasse em primeiro lugar no concurso do Conservatório de Vila Real, ou se continuaria como presidente da Câmara. Respondeu de imediato, agradecendo ao deputado a “preocupação com a sua vida pessoal”. Uma resposta demagógica e descontextualizada, pois estava a ser questionado no exercício das suas funções públicas. Acrescentou que a lei não o impedia de concorrer e que, no momento certo, a sua consciência ditaria a decisão. Será que Rui Santos irá pesar na consciência ou decisão…?

De facto, não existe uma proibição que impeça um presidente de câmara, por ser psicólogo, de concorrer a uma vaga numa escola do concelho que dirige. A questão, porém, não é apenas legal, é também de ética e conduta.

No final da AM, disse à Rádio Universidade que a sua candidatura o colocava nas mesmas condições da vereadora do PSD e do chefe de gabinete do Ministério da Agricultura. Mas as situações são incomparáveis. A vereadora tem vínculo laboral ao Ministério da Educação (ME) e foi, posteriormente, nomeada diretora interina do IEFP. O chefe de gabinete terá rescindido com a sua anterior entidade patronal, concorreu ao ensino e ficou colocado numa escola da Grande Lisboa, não sei se chegou a tomar posse….

Nataniel e Alina não têm nenhuma responsabilidade no funcionamento das escolas onde foram colocados. Já Favaios, enquanto presidente da CMVR, tem responsabilidades autárquicas na área da educação, com impacto no funcionamento das escolas – DL 21/2019. A questão central mantém-se, para além da legalidade, que decisão considera mais compatível com a ética, a transparência e as responsabilidades inerentes ao cargo que exerce?

Concurso

Favaios terá afirmado que ficou em primeiro num concurso nacional do ME. É meia verdade, na prova de conhecimentos (PC), realizada por sete candidatos, teve a melhor nota, os restantes 20, por razões da lei, não fizeram PC e em substituição, tiveram a nota da sua avaliação curricular. Houve cinco candidata(o)s com avaliação superior à do edil nº1.

Na entrevista, mas com um júri local, única prova comum aos 31, onde quatro faltaram, apesar de ter havido 8 vintes, sendo um deles o de Favaios, quis o destino que nenhum dos outros cinco tivesse nota para ficar em 1º lugar. Duas avaliações quantitativas, onde a entrevista contribuiu com 30% para o resultado.

O júri que assinou a ata de 8 de outubro era composto por: Presidente e vice: duas psicólogas das escolas Diogo Cão e Morgado de Mateus. Vogais: nº dois e três da direção do Conservatório de Vila Real, sendo a última, candidata independente a vereadora nas listas do PS, liderada por Favaios, nas autárquicas de 2025.

Nos dias de hoje, poderá tudo isto ser considerado normal?

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Apoio para criação de emprego pode financiar até 75% dos custos por trabalhador

29 October 2026 at 15:43

VTM

A sessão foi dinamizada pela ProBasto – Associação de Desenvolvimento Rural de Basto, responsável pela divulgação e pelo acompanhamento das candidaturas nos territórios de Mondim de Basto e Cabeceiras de Basto. Segundo José Brás, representante da associação, o objetivo passa por fazer chegar a informação aos empresários e potenciais empreendedores, disponibilizando também apoio gratuito na preparação das candidaturas.

“Este aviso é uma oportunidade para muitos empresários alavancarem a criação líquida de postos de trabalho”, explicou, sublinhando as condições específicas destinadas aos territórios de baixa densidade, onde o financiamento pode atingir 75% dos custos elegíveis por trabalhador.

O apoio permite financiar a criação de um a três postos de trabalho por candidatura. A comparticipação é calculada com base em custos salariais de referência definidos a nível nacional, acrescidos de uma componente de 40% para outros encargos associados ao emprego, como despesas com eletricidade, água ou equipamento. Esta parcela é atribuída através de custos simplificados, sem necessidade de justificar individualmente cada despesa.

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Feira Berço D’Ouro reuniu cerca de 60 expositores

29 October 2026 at 15:14

VTM

Cerca de 60 expositores e feirantes participaram na segunda edição da Feira Berço D’Ouro, em Santa Marta de Penaguião. Os dados são da autarquia e apenas das inscrições a dois dias da iniciativa.

Entre os participantes esteve António Gonçalves, agricultor da região, que levou cebolas, nabiças e feijão, produtos cultivados na sua própria horta. Foi a primeira vez que participou numa feira deste género e a expectativa era conseguir algum rendimento adicional. “Aproveitamos para ganhar aqui mais alguma coisinha”, explicou à VTM, num contexto em que, segundo referiu, a venda das uvas também não tem compensado como desejava.

Amélia Prior, residente no concelho, apresentou produtos caseiros, como marmelada e bolos, enquanto a sua prima disponibilizou roupa em segunda mão e trabalhos de Natal. Para a participante, a feira é uma oportunidade para quem produz em pequena escala e para os consumidores que procuram preços mais acessíveis. “É bom para todos, para o concelho e para nós, que fazemos as coisas”, considerou, defendendo a continuidade da iniciativa.

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Associação denuncia mais um ataque de lobo ibérico

29 October 2026 at 14:44

VTM

De acordo com a associação, a vítima foi um cão que acompanhava e protegia os rebanhos.

“Este caso é particularmente preocupante, uma vez que até os próprios cães utilizados para proteger os animais dos ataques de lobo acabam por ser vítimas quando tentam desempenhar a sua função de defesa”, sublinha a associação, acrescentado que esta situação “volta a levantar sérias dúvidas sobre a eficácia das medidas de proteção que continuam a ser recomendadas aos criadores”.

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Qual a cor

29 October 2026 at 14:07

VTM

A imposição do Mapa verde energético pretende substituir o verde natural por painéis cinzentos e torres brancas nos altos dos montes acrescentando assim mais cores à “monótona” natureza. Não se prioriza, por exemplo, a implantação dos projetos energéticos, amigos do ambiente, em parques de estacionamento de grandes superfícies e municipais, nem em edifícios públicos e privados desde que tenham condições para acomodar as instalações e, desta forma, seria algo que daria um impulso ao próprio Estado para recuperar o inúmero património imóvel que detém aproveitando a eficiência e a produção energética.

A prioridade em primeiro lugar é cartelizar o setor energético em grande expansão e não resolver parte de dois problemas atuais de uma só vez: baixar o custo do consumo de energia e recuperar edifícios para habitação.

A recuperação patrimonial associada à eficiência energética é também futuro e contraria o paradigma que força o pensamento em que recuperar património é mais caro e não compensa, e assim se cumpria com a Convenção de Faro (2005 – Quadro do Conselho da Europa relativa ao Valor do Património Cultural para a Sociedade) que defende a utilização do património como um recurso para o desenvolvimento económico e social sustentável.

As palavras eco; sustentável; amigo do ambiente, etc. surgem sempre pintadas a verde e nesses termos não se encontra outra vontade de fazer pelo ambiente se não houver investimento por trás. Sem investimento não há alteração do ambiente, sendo uma verdadeira máquina de lavar a roupa verde.

Imaginemos que para criar uma zona verde, como nos brindam com o anunciado parque das Tourinhas, é preciso um investimento de 3 milhões de euros no âmbito do programa nacional PRO.NAT.URBE (Despacho n.º 11559/2026, de 21 de Setembro) mas com financiamento europeu, algo compatível com a expansão prevista em PDM da área urbana para a mesma zona. Se num lado criam uma zona verde, ao lado e noutra parte autorizam a destruição de um prado. Uma verdadeira perseguição a toda a velocidade ao verde numa cidade que prefere substituir o verde citadino por granito, onde se promove o abate de árvores por todos os motivos para abrir espaço para o sol brilhar e onde a visão futurística dos últimos 13 anos é uma contradição às metas ecológicas.

Se no passado o financiamento assim o exigia para uma visão de grandes praças descampadas e livres para qualquer evento municipal, agora a moda é outra e no final continua a população daltónica e sem ver o retorno das cores desses investimentos e o verde tende a desaparecer no nosso meio.

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Movimento dos Cursilhos de Cristandade promove encontro de reflexão

29 October 2026 at 13:36

VTM

A reunião contou com a presença de D. António Augusto de Azevedo, Bispo de Vila Real, e de Joaquim Mota, Presidente do Secretariado Nacional do MCC, evidenciando a relevância da comunhão e da colaboração entre as estruturas diocesanas e nacionais do Movimento.

Durante a sua intervenção, D. António Augusto salientou a missão do Movimento dos Cursilhos de Cristandade e o papel da sinodalidade na vida da Igreja. Num contexto em que as comunidades procuram cada vez mais aproximar-se de Deus e aprofundar a vivência da fé, foi destacada a importância de uma Igreja próxima das pessoas, disponível para escutar, caminhar em conjunto e dar testemunho de Cristo nos diferentes ambientes da sociedade.

O encontro proporcionou um espaço de partilha, reflexão, comunhão fraterna e planeamento, permitindo aos participantes refletir sobre desafios comuns, reforçar os laços de união entre os Secretariados Diocesanos e renovar o compromisso com a missão evangelizadora do Movimento.

Num ambiente de corresponsabilidade e comunhão eclesial, os trabalhos evidenciaram a necessidade de continuar a levar a mensagem de Cristo aos ambientes em que cada cursilhista vive e desenvolve a sua atividade, através do testemunho pessoal, da amizade e de uma vivência coerente do Evangelho.

Esta reunião constituiu uma oportunidade para renovar a esperança e o entusiasmo na missão do MCC, reafirmando a disponibilidade do Movimento para continuar a caminhar com a Igreja, em espírito sinodal, ao serviço das comunidades e de todos aqueles que procuram Deus.

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Contrastes gritantes

29 October 2026 at 13:01

VTM

Os ponteiros continuaram o seu caminho. Há alguns dias, já não são tão poucos, no Porto, depois, em Lisboa e em outras cidades, essas manifestações têm vindo a ganhar adeptos. E vão engrossando. Só não vê quem não quer ver. Ao que parece, o Governo integra-se nesse grupo.

Perante estes movimentos cívicos, onde se destacam jovens, o Primeiro-Ministro (PM) classificou os manifestantes de “egoístas”, o presidente da câmara do Porto declarou-se “implacável” face aos acontecimentos na Praça D. João e o de Lisboa apelidou de “vandalismo” os do Rossio. Entretanto, a comunicação social foi informando que “os governantes portugueses possuem mais de mil casas”. O direito à propriedade, fique claro, é um direito de todos os cidadãos. Não será por ser governante que se perde esse direito. Mas fazer avançar uma lei que, a avaliar por análises diversas, vai beneficiar claramente os proprietários em prejuízo dos inquilinos leva-nos a realçar o forte contraste que daí decorre.

A persistência do problema mostra outra realidade, a de existir cerca de meio milhão de fogos construídos, mas não habitados, ou a de vermos o PM visitar escolas distantes de Lisboa, sem jornalistas, para não responder a perguntas incómodas para si. São mais contrastes. Gritante, como os anteriores, é este outro. Logo após a intervenção cirúrgica a que foi submetido, o Papa Leão XIV, em vez de descansar em Castel Gandolfo, quis estabelecer contacto telefónico com Putin e Zelensky sobre a gravíssima situação em que se encontram os habitantes, cada vez em menor número, é um facto, da cidade de Oleshky, na região de Kherson, sob controlo russo desde fevereiro de 2022 e onde os residentes se queixam de falta quase total de alimentos, medicamentos, água potável, eletricidade e gás. A avaliar pela imprensa internacional, tanto um como outro mostraram-se abertos a uma solução para aquela comunidade tão martirizada. Que dizer da Igreja, por cá, neste problema da falta de habitação, das manifestações das pessoas reivindicando soluções para tão premente problema? Silêncio, é o que se tem visto.

São contrastes relativos a problemas bem atuais. Dos que trabalham e não têm casa digna para viver, dos que já não têm outra forma de viver senão em guerra. Todos eles merecem a nossa atenção. De quem ousa refletir sobre os problemas, mas, de igual modo, dos líderes políticos, dos que exercem o poder central e o poder local, assim como dos dirigentes das várias religiões, desde logo, da hierarquia católica.

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