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Calor e escassez de chuva fazem baixar previsão de produção de vinho

29 October 2026 at 18:14

VTM

A avaliação da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) aponta para uma quebra face às estimativas iniciais, devido às temperaturas elevadas, à falta de água nos meses mais quentes e à perda de volume das uvas. Ainda assim, os indicadores analisados permitem perspetivar vinhos de qualidade elevada.

De acordo com o relatório da ADVID, o ano vitícola começou com um inverno ameno e abundante em chuva, que permitiu acumular água no solo. A partir da primavera, porém, a precipitação tornou-se escassa e os termómetros registaram valores superiores aos habituais. Em julho não choveu nas três estações meteorológicas acompanhadas pela associação, enquanto setembro prolongou o cenário de calor e secura, com duas ondas de calor e défices de precipitação que variaram entre 74,2% e 89,5%, consoante a sub-região.

A evolução do tempo acelerou o desenvolvimento da videira e o amadurecimento das uvas. Nas parcelas de referência da ADVID, os trabalhos de colheita decorreram entre 18 de agosto e 16 de setembro, antes do período habitualmente observado. Apesar de a água acumulada durante o inverno ter ajudado a sustentar a vinha durante parte do ciclo vegetativo, os efeitos da falta de humidade acentuaram-se no verão, com episódios de escaldão e desidratação dos bagos.

A primeira estimativa, calculada através do método polínico, situava a produção entre 243 mil e 272 mil pipas. A evolução do ciclo e os danos provocados pelo calor conduziram a uma revisão em baixa, colocando a previsão final abaixo do patamar inferior inicialmente considerado.

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Muro da Avenida do Douro deverá estar concluído em junho

29 October 2026 at 17:24

VTM

A intervenção, financiada integralmente pelo Fundo Ambiental, representa um investimento de 7,3 milhões de euros e foi visitada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A obra, aprovada em 2024, deveria estar terminada este ano, mas as condições meteorológicas adversas e a complexidade dos trabalhos condicionaram a execução. Segundo a governante, trata-se de uma intervenção exigente do ponto de vista da engenharia, numa zona marcada pela erosão das margens do Douro, pela força das correntes e pela água que escorre das encostas.

“Vai ficar muito mais sólida e muito mais segura do que o que estava”, afirmou Maria da Graça Carvalho, explicando que a estrutura anterior tinha cerca de 30 anos. A intervenção recorre a novas tecnologias e materiais para reforçar a resistência da infraestrutura e melhorar a segurança da estrada e de quem circula naquela zona.

A Avenida do Douro, uma das principais vias de acesso à cidade, foi cortada ao trânsito devido a um abatimento de piso e à derrocada do muro de suporte em 2024.

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Fórum debate desafios das mulheres no empreendedorismo

29 October 2026 at 17:01

VTM

O encontro reuniu mulheres com negócios em diferentes áreas, num espaço de partilha de experiências e identificação de dificuldades, com o objetivo de perceber de que forma a autarquia pode apoiar as suas necessidades.

Mafalda Lopes Mendes, vereadora da Câmara de Alijó, explicou que a iniciativa pretende dar voz às empreendedoras do concelho e avaliar a possibilidade de realizar encontros semelhantes com regularidade. “O nosso papel é de escuta ativa”, afirmou, acrescentando que “ouvimos as dificuldades no dia a dia da mulher, porque sabemos que pesa muito sobre ela, principalmente quando tem um negócio e ainda tem que fazer toda a gestão familiar e pessoal”.

A vereadora conta que, durante o encontro, uma das participantes resumiu esse desgaste numa frase que a marcou. “Já não sei quem sou”, disse a participante, refletindo a dificuldade em encontrar tempo para si própria.

Entre as participantes encontravam-se profissionais de áreas distintas, como a agricultura, os transportes, a restauração, o alojamento local, a contabilidade, a advocacia, a estética e os cabeleireiros. Para Mafalda Lopes Mendes, esta diversidade permite conhecer realidades diferentes e reconhecer o contributo destas mulheres para a economia e a sociedade local.

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Profissionais e estudantes refletiram sobre os desafios do setor vitivinícola

28 October 2026 at 17:04

VTM

Subordinada ao tema “O Rumo do Vinho em Portugal”, a iniciativa foi organizada pela Associação Nacional de Estudantes de Enologia e Viticultura (ANEEV), em conjunto com a Direção da Licenciatura em Enologia da UTAD, reunindo representantes de várias regiões vitivinícolas do país, profissionais, docentes e estudantes.

Num contexto marcado pelas dificuldades enfrentadas pela atividade vitivinícola, nomeadamente as alterações climáticas e a necessidade de atrair novas gerações, o encontro procurou consciencializar os estudantes para a importância do setor e para as perspetivas de futuro nesta área.

Em declarações à VTM, Filipe Oliveira, presidente da ANEEV, destacou a importância de envolver os jovens na valorização do vinho português e de incentivar a sua entrada no mercado de trabalho, afirmando que “o setor primário é o mais importante”.

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Primeiros estudantes de Medicina já pensam em ficar no interior

28 October 2026 at 10:03

VTM

A abertura do mestrado integrado em Medicina da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) concretizou uma ambição antiga da região e abriu uma nova etapa para os 40 estudantes que iniciaram este ano letivo a primeira turma. Entre a adaptação a um método de ensino diferente do habitual e a descoberta da vida académica, os novos alunos estão a experimentar uma formação que pretende aproximar o conhecimento científico da prática clínica desde o primeiro ano.

Afonso Carvalho, de 18 anos, natural de Lordelo, no concelho de Vila Real, já tinha decidido no 12.º ano que queria seguir Medicina. Frequentava a Escola Secundária de São Pedro e a abertura do curso na UTAD, precisamente no ano em que se candidatou ao ensino superior, acabou por ser uma feliz coincidência.

“Foi uma boa oportunidade de ter aberto aqui no ano em que podia candidatar-me ao ensino superior”, afirma. A possibilidade de permanecer em Vila Real também pesou na decisão, sobretudo perante os custos associados a estudar noutra cidade. “De início, estava mais convencido a ir para o Porto, porque muitos dos meus colegas iam para lá e é sempre bom ir acompanhado”, conta. Com o passar do tempo, porém, começou a interessar-lhe a possibilidade de integrar a primeira turma e continuar a viver num ambiente que conhece desde sempre.

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Governo simplifica acesso aos apoios e reforça capacidade de investimento dos viticultores

27 October 2026 at 18:04

VTM

Em comunicado, o ministério da Agricultura revela que a medida “reduz a carga burocrática” associada ao processo, permitindo “solicitar o adiantamento da ajuda antes do início dos investimentos e assegurando uma resposta mais rápida às necessidades de tesouraria das explorações, sem comprometer o rigor na gestão dos fundos públicos”.

“Mantêm-se, assim, as exigências de prestação de garantia a favor do IFAP e de execução integral dos investimentos nos prazos definidos”, explica.

De acordo com o comunicado, a portaria procede ainda ao esclarecimento das regras de elegibilidade da intervenção de alteração do perfil do terreno na Região Demarcada do Douro, garantindo uma aplicação mais clara e uniforme do regime em vigor, sem prejuízo das especificidades já previstas para aquela região vitivinícola.

São igualmente introduzidos ajustamentos ao regime excecional de candidaturas da campanha 2026-2027, criado para apoiar os produtores afetados pelos fenómenos meteorológicos adversos registados entre janeiro e fevereiro deste ano.

Para o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, “não faz sentido obrigar um viticultor a iniciar um investimento para só depois poder aceder ao adiantamento do apoio. Com esta alteração, retiramos um obstáculo burocrático e garantimos que os apoios chegam quando são necessários: quando o viticultor decide investir”.

O ministro frisa ainda que “quem quer plantar, reconverter ou modernizar a sua vinha precisa de previsibilidade e liquidez. Estamos a simplificar procedimentos para que os apoios cheguem mais depressa ao terreno, sem abdicar do rigor na gestão dos fundos públicos”.

Esta alteração assume “particular importância” para a campanha em curso, ao permitir uma tramitação “mais célere dos processos e uma execução mais eficaz dos investimentos, contribuindo para uma execução mais rápida e eficaz dos investimentos apoiados e para uma maior capacidade de resposta financeira”, sustenta.

A alteração destas portarias integra uma ação mais ampla do Governo para responder aos desafios imediatos do setor e, em simultâneo, reforçar as suas bases para o futuro. Entre as medidas já adotadas encontram-se, por exemplo, as novas regras de rotulagem, o reforço do controlo e da rastreabilidade, com a criação de um sistema digital de rastreabilidade, o reforço da promoção internacional, a criação do Observatório da Vinha e do Vinho, o Plano de Ação para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro (2026-2032), e a instituição do Dia Nacional da Vinha e do Vinho.

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Workshop promoveu reflexão sobre os desafios e futuro da região

22 October 2026 at 19:34

VTM

O evento contou com a presença de representantes dos municípios de Vila Real e do Peso da Régua, produtores, associações do terceiro setor e outras entidades interessadas no futuro da região.

A sessão decorreu no âmbito do projeto Douro SocioEcological Living Lab, que envolve diferentes agentes da região na procura de respostas para os desafios sociais e ambientais do Douro.

Em declarações à VTM, Lívia Madureira, membro da direção do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento), explicou que o projeto Douro SocioEcological Living Lab consiste num laboratório vivo que visa promover a colaboração entre os vários intervenientes da região do Douro para “identificar problemas, definir prioridades e construir soluções conjuntas para os desafios do desenvolvimento sustentável”. Segundo a responsável, o projeto ambiciona criar “um espaço sobretudo coletivo, onde vários intervenientes se cruzem e discutam os problemas, procurando construir soluções”.

O projeto pretende também identificar as prioridades de intervenção e desenvolver projetos-piloto por meio de processos de cocriação. Embora os principais problemas do território estejam relativamente bem identificados, Lívia Madureira considera fundamental determinar os problemas mais prioritários e transformar as ideias discutidas em iniciativas concretas. “As pessoas têm a mesma opinião em relação a alguns problemas e soluções, o que poderá facilitar a construção de um caminho comum para enfrentar os desafios do Douro”.

Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, salientou a importância de acolher este evento, considerando que a iniciativa esteve em conformidade com a missão da instituição, que consiste em “unir a região em torno de uma causa comum e contribuir para a criação de uma visão estratégica para o futuro do Douro, por meio de um planeamento que considera necessário para a região”.

Quanto aos problemas debatidos durante a sessão, Fernando Seara salientou que o encontro permitiu aos participantes partilhar as suas perspetivas sobre os principais desafios da região e apresentar propostas para melhorar o seu futuro. Embora haja consciência de muitos dos problemas que afetam a região, nem sempre existem espaços para os discutir e comunicar. Neste sentido, o diretor do museu destacou que “muitas vezes temos noção de que esses problemas existem e sabemos quais são, mas não temos um local onde lhes possamos dar voz e comunicá-los”.

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Festival dos Percursos Pedestres mostra o melhor do concelho

22 October 2026 at 16:34

VTM

Integrado na estratégia de valorização do turismo de natureza e do património local, o festival proporciona um fim de semana de caminhada, convívio e contacto com as tradições do concelho, permitindo aos participantes explorar paisagens vinhateiras, aldeias históricas e locais de elevado interesse cultural.

Sonia pires
“Este projeto representa uma forte aposta do município na valorização do turismo”
SÓNIA PIRES
Vereadora da CM de Alijó 

Sónia Pires, vereadora da Câmara de Alijó, disse à VTM que foram dois dias a descobrir o concelho, com dois percursos diferentes. “No sábado, tivemos uma caminhada pelo Douro, por Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas e Casal de Loivos. No domingo, o percurso foi para o norte do concelho, que é mais montanha, para se descobrirem duas realidades distintas do nosso território”.

A vereadora destacou ainda que este projeto “representa uma forte aposta do município na valorização de um dos produtos turísticos mais procurados pelos amantes da natureza, da paisagem e do património”.

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Apoios do mau tempo excluem vinhas plantadas ao abrigo do VITIS há menos de 5 anos

By: LUSA
21 October 2026 at 18:06

VTM

“A exclusão das vinhas em período de compromisso é incompreensível. Esse período destina-se a garantir a manutenção do investimento em condições normais, não a uma calamidade alheia à vontade do beneficiário”, afirmou hoje a Prodouro, associação sediada no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

Decorre até 30 de outubro um período excecional de candidaturas ao regime de apoio VITIS 2026/2027, destinado à reestruturação e reconversão da vinha em Portugal continental, com uma dotação financeira de cinco milhões de euros e privilegia viticultores afetados pelo mau tempo verificado entre janeiro e fevereiro.

O presidente da Prodouro, Rui Soares, acrescentou à Lusa que, já no decurso do período de candidaturas, alguns associados deram conta desta situação de “exclusão das parcelas de vinha plantadas ao abrigo do apoio VITIS, há menos de cinco anos, que, por se encontrarem ainda em período de compromisso, não são elegíveis em termos de candidatura a este período excecional”.

“Ora, se nós aceitamos e compreendemos perfeitamente que uma parcela que tenha sido reestruturada há menos de cinco anos não se possa candidatar a um novo período de candidatura para um programa VITIS ‘normal’, não pode haver duplo financiamento para a mesma parcela, já não nos parece razoável que esta regra se aplique a um concurso extraordinário”, salientou.

O responsável defendeu que, num concurso excecional, as regras aplicadas não deveriam ser as de um concurso geral e apontou para um contrassenso com esta exclusão, porque em situações de precipitação intensa, são precisamente as vinhas mais novas as mais vulneráveis, por terem as terras ainda pouco consolidadas, pouco compactadas.

“Ora, não nos parece que isto faça qualquer sentido”, apontou.

Numa exposição remetida hoje ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ao presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Francisco Toscano Rico, e ao presidente do conselho diretivo do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP), Luís Souto Barreiros, a Prodouro pede que admitam, a título excecional, as parcelas ainda em período de compromisso com danos declarados às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, “aplicando-se o regime de força maior ao compromisso”.

Pedem ainda que confirmem que as parcelas com menos de 15 anos e danos declarados sejam autorizadas de forma generalizada, excluindo apenas as abrangidas por apoios incompatíveis.

Já em setembro, a Prodouro contestou a área mínima de candidatura que é de 0,3 hectares (3.000 metros quadrados) para este concurso extraordinário, não tendo obtido, até ao momento qualquer resposta à exposição então feita às mesmas entidades.

“As intempéries são muito aleatórias e nós não podemos qualificá-las se são maiores ou se são menores. São o que são. Estar a excluir candidaturas porque não têm uma área mínima de 0,3 hectares como se este fosse um concurso normal, na nossa opinião, não tem sentido”, referiu ainda Rui Soares.

No comunicado de hoje, a Prodouro disse que apurou que as vinhas históricas, na definição do IVV, não estão sujeitas à área mínima de 3.000 metros quadrados, congratulando-se “com esta solução, que reconhece o valor patrimonial dessas vinhas e as especificidades do Douro”.

“Mantém-se, porém, o pedido de esclarecimento sobre a aplicação da área mínima às restantes situações”, frisou a associação, que disse esperar que a “situação seja corrigida a tempo do encerramento das candidaturas”.

o prazo para apresentação de candidaturas à medida B.3.4 — Reestruturação e Conversão de Vinhas – VITIS Continente, campanha 2026/2027, acabava hoje, mas foi prorrogado até dia 30 de outubro.

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Festival dos Produtos Durienses regressa para promover o melhor da região

21 October 2026 at 16:20

VTM

A quinta edição do Festival dos Produtos Durienses regressa ao Mercado dos Produtos Durienses, em Paços, concelho de Sabrosa, nos dias 7 e 8 de novembro.

Os concertos de Augusto Canário, no sábado à noite, e do grupo Amigos da Sobreposta, conhecidos pelo tema viral “Bota Fogo no Terreiro”, no domingo à tarde, são destaque na programação deste ano.

Para além disso, ao longo do fim de semana, o festival, de entrada livre, reunirá mais de 50 produtores e expositores naquele espaço, proporcionando a divulgação e degustação de produtos locais e da região duriense, onde se vai destacar a riqueza e diversidade da oferta deste território.

A abertura oficial do certame acontece no sábado, 7 de novembro, pelas 15h00, seguindo-se a visita aos stands e expositores presentes, estando garantida a representação dos municípios da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro).

A programação inclui ainda animação itinerante, uma sessão de ‘showcoooking’ e diversas propostas musicais, complementando um fim de semana repleto de experiências, onde a organização convida a população e os visitantes a descobrir os sabores, os saberes, os produtos e as tradições de Sabrosa e do Douro.

O V Festival dos Produtos Durienses é organizado pelo Município de Sabrosa, e é dedicado à valorização do concelho de Sabrosa e do território da Comunidade Intermunicipal do Douro, dos vinhos, da gastronomia e dos produtos endógenos da região, com uma programação que cruza cultura e animação.

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Artista de Nagoselo do Douro dá vida à pintura com vinho  

21 October 2026 at 12:19

VTM

Natural de Nagoselo do Douro, no concelho de São João da Pesqueira, Eugénia Sousa é uma jovem artista que tem vindo a desenvolver um percurso criativo marcado pela versatilidade técnica, pelo rigor do detalhe e pela expressão artística. Aos 29 anos, encontra na pintura uma forma de explorar diferentes linguagens visuais, dando vida a rostos, figuras e elementos da natureza através de uma abordagem que privilegia o realismo.

O seu trabalho distingue-se pela capacidade de experimentar diferentes técnicas e materiais, procurando novas formas de expressão e explorando as potencialidades de cada suporte. Entre as suas experiências artísticas encontra-se a pintura com vinho, uma abordagem particularmente interessante pela ligação entre a criação artística e um dos produtos mais emblemáticos da região do Douro.

Nesta técnica, Eugénia Sousa utiliza diferentes castas e as tonalidades naturais que cada uma oferece, transformando as características cromáticas do vinho em matéria de criação. Uma forma original de cruzar arte, experimentação e identidade regional, valorizando também a riqueza de um território profundamente associado à cultura vitivinícola.

A sua expressão artística estende-se igualmente à pintura de murais, demonstrando uma abertura a diferentes escalas e contextos de intervenção. Neste âmbito, Eugénia Sousa participou nas duas últimas edições do Douro Street Art, realizadas no concelho de São João da Pesqueira. A presença da artista neste festival, que promove a criação artística e a valorização da identidade local através da arte urbana, constitui mais um testemunho do dinamismo criativo do concelho e da afirmação de talentos que, a partir das suas raízes, contribuem para enriquecer a paisagem cultural do Douro.

Ainda assim, uma parte significativa da sua produção centra-se na criação de retratos, trabalhos nos quais procura captar os traços, as expressões e os pormenores que tornam cada representação única.

Em muitas das suas composições, os rostos e as figuras surgem associados a elementos naturais, como flores e folhas, criando uma ligação entre a figura humana e a natureza. Esta combinação acrescenta dimensão estética e personalidade às obras, revelando uma abordagem criativa que alia a atenção ao detalhe à sensibilidade na composição.

Entre o realismo dos retratos, a experimentação com materiais e a intervenção em murais, o percurso de Eugénia Sousa evidencia a diversidade de possibilidades que a pintura oferece enquanto forma de expressão individual.

Através do seu trabalho, a artista leva também o nome de Nagoselo do Douro e do concelho de São João da Pesqueira para o universo da criação artística, contribuindo para dar visibilidade ao talento local e à diversidade de percursos criativos que existem no território.

 

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Plataforma reforça informação sobre territórios de baixa densidade

21 October 2026 at 11:02

VTM

Foi apresentada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) a plataforma QIH-TIM, uma ferramenta de análise que apoia a decisão nos territórios de baixa densidade.

A plataforma assenta no modelo QIH-TIM, de Alex Rodrigues, Carla Marques, Elias G. Carayannis e Nikos Zotas, que lê cada território nas cinco hélices da inovação (conhecimento, empresas, governo, sociedade civil e ambiente) e na acessibilidade. Segue também uma abordagem de base local em que territórios idênticos podem solicitar políticas diferentes.

Em declarações à VTM, Alex Rodrigues revelou que têm vindo a desenvolver uma investigação sobre aquilo que é a inteligência territorial, que é, na prática, “a capacidade coletiva de observar e também de recolher dados, não só quantitativos, mas também qualitativos, e processá-los de uma forma mais inteligente para a comunidade”.

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Homem morre após queda de um telhado

17 October 2026 at 17:59

VTM

O comandante dos bombeiros de Mogadouro, Luís Azevedo, disse à VTM que quando os bombeiros chegaram o “homem já estava em paragem cardiorrespiratória e foi atingido na cabeça por uma viga de ferro”.

Acabou por ser transportado pelos bombeiros de Mogadouro com ferimentos graves para o Serviço de Urgência Básica de Mogadouro, onde foi decretado o óbito apesar das tentativas de reanimação.

Para o local foram mobiliados vários operacionais, apoiados por quatro veículos, entre os quais os bombeiros de Mogadouro, a equipa da ambulância de Suporte Básico de Vida (SIV).

A GNR também se deslocou ao local e tomou conta da ocorrência.

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Viticultores do Douro apresentam 425 candidaturas a apoio excecional

16 October 2026 at 15:57

VTM

O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) revelou que foram registadas 425 candidaturas à medida de apoio ao rendimento até ao encerramento do prazo, na segunda-feira. Este apoio destina-se aos viticultores da Região Demarcada do Douro que enfrentaram dificuldades em escoar as uvas nesta vindima.

As candidaturas serão analisadas e validadas administrativamente e tecnicamente pelos serviços do IVDP. O objetivo é verificar o cumprimento dos critérios de elegibilidade estabelecidos na regulamentação aplicável e determinar a área abrangida pela medida.

Após a conclusão da análise das candidaturas, o IVDP divulgará o número de candidaturas elegíveis, a área de vinha abrangida e o montante total dos apoios a atribuir. Viticultores e associações ligadas à viticultura alertaram para os problemas agravados este ano devido às dificuldades em escoar a colheita e à venda das uvas a preços abaixo dos custos de produção.

Para mitigar os efeitos da crise na região, o Governo anunciou um apoio global de 12 milhões de euros aos viticultores da RDD. Este regime excecional visa garantir um rendimento mínimo aos viticultores que não conseguiram escoar a sua produção na atual campanha vitivinícola.

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros no dia 4 de setembro, com a portaria n.º 431/2026/1, datada de 15 de setembro, a estabelecer as regras para a atribuição da ajuda. O IVDP esclareceu que o apoio pretende “assegurar a esses viticultores um rendimento mínimo, prevenindo o abandono da vinha e a consequente degradação da paisagem vitícola”.

Podem beneficiar deste apoio tanto pessoas singulares como coletivas que sejam viticultores na RDD, incluindo associados das adegas cooperativas. O montante será pago diretamente pelo IVDP com base na quantidade de uvas que ficaram por colher.

Para ter direito à ajuda, os viticultores não podem “colher, transformar, comercializar ou por qualquer forma dar destino às uvas não colhidas” desde a data de apresentação da candidatura até ao pagamento previsto. O apuramento final dos resultados será realizado com base nas verificações previstas na regulamentação aplicável.

“O que deverá acontecer antes do pagamento e após o terminar o prazo de entrega da Declaração de Colheita e Produção (DCP)”, acrescentou o IVDP. A DCP para a campanha vitivinícola de 2026/2027 decorre até 31 de outubro.

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Uma boa alimentação faz a “diferença” na saúde e longevidade

16 October 2026 at 11:32

VTM

O envelhecimento é um processo natural, mas não se manifesta de forma igual para todos.

Para além da genética, existem fatores que se conseguem influenciar de forma direta, e a alimentação é um dos mais relevantes, tal como confirma à VTM Carla Gonçalves, professora na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

“A nutrição é um dos pilares para o envelhecimento saudável e para a qualidade de vida”, uma vez que ela “atua desde idades precoces na prevenção da doença, no bom desenvolvimento cognitivo e ajuda a pessoa a atingir o seu potencial, não é só no desporto”.

Carla Gonçalves lembra que uma boa nutrição pode ajudar também no pilar do crescimento saudável, na reabilitação, ao dar mais qualidade de vida, já que ajuda a gerir uma doença crónica, por exemplo. “Se tivesse que elencar dos pilares da qualidade de vida e do potencial de envelhecimento saudável, a nutrição é, sem dúvida, uma das bases”.

Carla Goncalves Nutricionista
“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa”
CARLA GONÇALVES – PROFESSORA DA UTAD

A professora explica que a nossa saúde “está dependente daquilo que comemos, mas não só, também depende dos fatores ambientais que podem ter uma grande influência na nossa saúde, aquilo que somos e aquilo que podemos vir a ser no futuro”. Ou seja, “nós somos aquilo que comemos e como comemos, em que a seleção dos alimentos que fazemos tem um impacto muito grande na nossa saúde”.

Além disso, “outro fator importante para a saúde e bem-estar são as nossas decisões diárias nos alimentos que escolhemos (como os produtos processados, embalados), e ainda como os preparamos na cozinha, se os fritamos, cozemos ou estufamos”, acrescenta a docente, sustentando que uma alimentação rica em nutrientes, variada e consistente ao longo do tempo tem um impacto positivo no envelhecimento.

A também presidente do Colégio de Nutrição Comunitária e de Saúde Pública da Ordem dos Nutricionistas frisa que a Roda dos Alimentos é a base para uma alimentação equilibrada. É composta por sete grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária.

“A nossa Roda dos Alimentos dá-nos muitas respostas. Se a compreendermos bem, conseguimos perceber o tamanho das porções e logo ali vemos a quantidade, que é um dos pilares importantes, mas também a variedade, que nos permite ter diferentes nutrientes e componentes”.

“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa, porque congrega todos os alimentos e ajuda-nos a ter uma alimentação saudável, que é aquela que nos fornece os nutrientes que nós necessitamos para regular o nosso organismo, a relação da microbiota intestinal com o nosso bem-estar e até com o nosso sono”.

A professora da UTAD lembra que, hoje em dia, parece mais fácil seguir as dietas da moda, do extremismo, quando o importante é seguir a simplicidade, que “muitas vezes traz respostas para um envelhecimento mais saudável”. Devemos “evitar aquilo que nos faz mal, como coisas que nós identificamos como alimentos, mas que não passam de uma amálgama de preparações, de aditivos e de ultraprocessados. Devemos efetivamente evitá-los e não ter problema em assumir que são alimentos maus, pois têm excesso de sal e gordura, que fazem mesmo mal à nossa saúde”, vinca.

Num mundo em que o tempo parece “voar”, Carla Gonçalves diz que é possível ter uma alimentação saudável, que “deve ser tendencialmente mais verde, com mais hortofrutícolas, mas também tem de ser prática. Hoje, as famílias têm pouco tempo e foram perdendo competências culinárias, sobretudo desde que a mulher passou a trabalhar e tem menos tempo para estar na cozinha e também para passar esses conhecimentos aos seus filhos”.

E a passagem desse conhecimento é importante para não se perder uma cadeia de saber fazer sopa ou as refeições no tacho, por exemplo. “Do saber colher e conservar, como as compotas, os molhos que se guardavam ou o feijão que se secava. Não quer dizer que nós tenhamos de voltar a isso, mas há ali um conhecimento que se perde e que nos deixa menos capazes”.

Segundo a docente, muitas vezes, sente-se isso com os jovens, que têm menos capacitação para este domínio que é tão importante na sua vida e que está associado à gestão económica. “É algo em que nós temos que pensar desde o ensino mais básico e incutir nas crianças”.

Por último, Carla Gonçalves revela que as pessoas têm de perceber que a alimentação “é fundamental” para uma maior longevidade e não deve ser vista como aquilo que é para “desenrascar e despachar”. Devem, por isso, “olhar para a nutrição como um elemento de qualidade de vida, um bom investimento para o seu futuro e bem-estar”.

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Alzheimer: Doença “não tem cura”, mas pode ser gerida

16 October 2026 at 10:06

VTM

A perda de memória é uma característica natural do envelhecimento, mas quando começa a perturbar a vida quotidiana da pessoa, já não estamos a falar de algo natural, mas sim daquilo que poderá ser um sintoma de demência.

A VTM foi tentar compreender melhor esta doença, que é, cada vez mais, frequente em todo o mundo.

Ana João Marques, neurologista na Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), revela que a Alzheimer é uma doença que não tem cura, mas, hoje em dia, pode ser gerida. “Se até há 20 anos era uma doença com uma sentença quase de uma debilidade muito precoce e de uma mortalidade muito elevada, hoje em dia é possível viver-se com Alzheimer até mais tarde e com mais qualidade”.

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Agricultor pede ajuda após incêndio ter destruído armazém

16 October 2026 at 09:22

VTM

Noel Afonso, comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, disse à VTM que quando os meios chegaram ao local, o armazém estava “tomado pelas chamas e os prejuízos são muito elevados”.

Acrescentou ainda que não se registaram feridos na sequência da ocorrência.

Dentro do armazém estavam diversas “máquinas agrícolas, tratores, feno, rações e ficou tudo destruído”, sublinhou o comandante.

Devido aos prejuízos elevados, o agricultor afetado, Celso Martins precisa de ajudar para recomeçar, já que só conseguiu salvar os animais e um trator agrícola, o restante ardeu por completo.

O prejuízo “é enorme” e o seguro só cobre uma pequena parte do que se perdeu. “Não chega para retomar a atividade, e é um processo que ainda vai demorar. O Celso, de um dia para o outro, ficou sem as máquinas, sem alimento para os animais e sem armazém, mesmo à entrada do inverno”, pode ler-se na página de Facebook Cultiva, que está a angariar fundos para ajudar este agricultor.


Pode ajudar através de: IBAN: PT50 0045 2260 4025 8897 3415 6 (TITULAR: CELSO MARTINS)
Crowdfunding: WWW. GOFUNDME.COM/F/VAMOSAJUDAR-A-RECONSTRUIR-OQUE-O-FOGO-DESTRUIU

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425 candidaturas ao apoio de 12 milhões para viticultores

15 October 2026 at 17:42
Prazo encerrou na segunda-feira. Candidaturas serão ainda validadas pelo IVDP, que só depois revelará montantes e área de vinha abrangidos pela medida.

© PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

O Governo lançou um apoio global de 12 milhões de euros aos viticultores da Região Demarcada do Douro

Os desafios da saúde mental na vida universitária

15 October 2026 at 17:31

VTM

Na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a gestão do tempo, o stress e a dificuldade em conciliar os estudos com a vida pessoal são alguns dos desafios identificados pelos estudantes, que consideram essencial garantir a continuidade dos projetos de promoção da saúde mental no Ensino Superior.

A preocupação com estas respostas é também partilhada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), que manifestou apreensão com a falta de garantias de continuidade e financiamento dos Programas de Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, desenvolvidos ao longo dos últimos três anos. Estes programas, financiados com 12 milhões de euros, apoiaram 40 projetos em 68 universidades e institutos politécnicos e permitiram reforçar os serviços de apoio psicológico, contratar psicólogos e implementar iniciativas de prevenção e promoção da saúde mental.

Em comunicado, a Bastonária da OPP, Sofia Ramalho, alerta que a interrupção destes programas pode comprometer “os resultados alcançados, a manutenção dos profissionais e o apoio prestado aos estudantes, numa fase da vida particularmente exigente”. Por isso, a OPP defende que a transição para o programa SOMA+ Academia, anunciado pelo Governo, deve garantir um financiamento efetivo, previsível e uma implementação rápida.

Estudantes

Entre os estudantes, as dificuldades emocionais estão frequentemente relacionadas com a exigência de conciliar diferentes áreas da vida. Lara Brito, estudante na UTAD na licenciatura em Comunicação e Multimédia, revelou à VTM que a gestão do tempo entre as atividades curriculares e extracurriculares é uma das suas principais dificuldades. A jovem referiu que a falta de organização pode contribuir para “o aumento do stress e da ansiedade”.

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