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A lenda é real? A incrível descoberta sobre os dois cavalos de Troia gigantes que estão escondidos na Turquia

30 October 2026 at 01:22

Duas enormes réplicas do Cavalo de Troia chamam a atenção de visitantes na Turquia e mantêm viva a curiosidade sobre uma das narrativas mais conhecidas da Antiguidade. Inspirada na tradição da Guerra de Troia, a estrutura de madeira tornou-se um símbolo de uma história que atravessou séculos, misturando literatura, mitologia e investigações arqueológicas.

Para explorar esses monumentos e o patrimônio ao redor, uma reportagem especial da rede CNN, apresentada pelo correspondente Leroy Ah Ben e produzida junto à jornalista Işıl Sarıyüce, levou o público diretamente ao Museu de Troia, localizado próxima a Çanakkale, no noroeste da Turquia.

O resgate da memória e o acervo histórico

O primeiro cavalo está posicionado do lado de fora do próprio museu. Já a segunda réplica fica no meio do centro urbano de Çanakkale, sendo famosa por ter sido utilizada originalmente como peça de cenário do filme estrelado por Brad Pitt em 2004. A presença dessas duas atrações permite aos visitantes interagir diretamente com a lenda.

A experiência de explorar a atração por dentro

O repórter Leroy aproveitou a oportunidade para conhecer as estruturas internas do monumento gigante, “Não sabemos se o cavalo troiano existiu de fato, mas quando te dão a chance de entrar em um modelo gigante de madeira, você sobe”, comentou o jornalista.

Ao encarar os degraus, ele observou a complexidade da construção: “Parece haver muitas escadas. Quantos soldados caberiam aqui dentro?”. Em seguida, se deparou com uma vista esplêndida de uma das janelas. “Olhem só essa perspectiva do alto”.

O veredito sobre a existência do monumento

Ao observar a dimensão da estrutura do alto, o correspondente refletiu sobre a logística da narrativa clássica: “Não faço ideia de como conseguiram colocar isso para dentro das muralhas da cidade”. A declaração reforça a perplexidade visual que a enorme réplica causa em quem a visita.

“A cidade de Troia é definitivamente real, mas se o cavalo gigante de madeira existiu de fato… bom, isso eu deixo para o julgamento de cada um de vocês”, declarou o jornalista ao encerrar a matéria, selando a fronteira entre a história comprovada e o mito.

Fóssil raro de dinossauro é vendido por US$ 47 milhões em leilão, tornando-se o segundo mais valioso da história

30 October 2026 at 00:21

Um raro esqueleto de Nanotyrannus, um parente menor do T. rex, foi vendido em um leilão da casa Sotheby’s, em Nova York, por US$ 47,3 milhões (R$ 251 milhões), após uma disputa de lances de 12 minutos entre seis concorrentes.

O espécime, chamado Jodi, é um dos únicos três esqueletos de Nanotyrannus relativamente completos conhecidos pela ciência.

Ultrapassando a estimativa de US$ 6 a US$ 9 milhões (R$ 30 a R$ 45 milhões), a venda foi feita por pouco abaixo do recorde de leilão para um fóssil, estabelecido em julho com Gus — um esqueleto excepcional de T. rex que foi vendido por US$ 50,1 milhões (R$ 267 milhões).

Com 2,9 metros de altura e 5,9 metros de comprimento, Jodi tem mais da metade do tamanho de Gus, e a escassez de espécimes semelhantes provavelmente contribuiu para o aumento do preço de venda.

A própria existência da espécie Nanotyrannus é alvo de intenso debate na paleontologia; pesquisadores só recentemente inclinaram a balança a favor de considerar o Nanotyrannus um dinossauro distinto, em vez de um T. rex juvenil.

De acordo com a Sotheby’s, o espécime está excepcionalmente preservado, é composto por 191 elementos ósseos e inclui um crânio “virtualmente completo”.

Como o esqueleto foi descoberto?

O esqueleto foi descoberto em 2019 pela rancheira de Montana, Jodi Pierson — que também inspirou seu nome — e escavado por Clayton Phipps, um paleontólogo comercial conhecido como o “Cowboy dos Dinossauros”.

Assim como vários outros fósseis importantes vendidos anteriormente em leilão, Jodi provém da Formação Hell Creek, um cemitério geológico que se estende por Montana, Wyoming e as Dakotas.

Um dos primeiros esqueletos de T. rex foi encontrado nessa região em 1902, e o nome T. rex foi dado à espécie com base em fósseis desenterrados na área.

Em 2006, a uma curta distância do sítio arqueológico de Jodi, Phipps desenterrou os “Dinossauros Duelistas”, um fóssil lendário que agora se encontra no Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, em Raleigh.

O fóssil apresenta dois esqueletos aparentemente em combate — um de Triceratops e outro de um tiranossauro menor, agora identificado como um Nanotyrannus.

O terceiro esqueleto conhecido de Nanotyrannus é Jane, também de Hell Creek, e está exposto no Museu Burpee de História Natural, em Rockford, Illinois.

Com base no tamanho geral e no desenvolvimento ósseo, Jodi é um espécime adulto, de acordo com a Sotheby’s.

Os ossos faltantes foram substituídos por elementos personalizados impressos em 3D e esculpidos, e o fóssil foi oferecido com “direitos totais”, o que significa que não contém nenhum elemento protegido por direitos autorais de outros dinossauros.

Seu novo proprietário — cuja identidade é desconhecida — pode, portanto, criar réplicas do esqueleto e vendê-las para museus ou colecionadores.

A venda de fósseis de dinossauros a preços exorbitantes tem gerado fortes críticas por parte dos cientistas, pois retira os espécimes do domínio público e os torna indisponíveis para estudo.

“Acabamos de descobrir que o Nanotyrannus é real, e agora um dos melhores esqueletos está prestes a ser vendido para o maior lance”, disse Steve Brusatte, professor de paleontologia e evolução da Universidade de Edimburgo, na Escócia, em um e-mail.

“É angustiante pensar que ele possa desaparecer nos cofres de um colecionador em vez de ser exibido em um museu, onde pode impressionar e inspirar crianças, famílias e o público em geral.”

David Hone, paleontólogo e professor de zoologia na Queen Mary University de Londres, disse estar muito surpreso com o fato de Jodi ter sido vendida por um valor muito superior às estimativas.

“Parece que estamos diante de uma bolha de preços de dinossauros que inevitavelmente estourará em algum momento; os preços não podem continuar subindo para sempre”, acrescentou em um e-mail.

“Em termos do potencial valor científico do espécime, é muito difícil dizer sem um estudo adequado e verificado por especialistas”, disse Hone.

“Eu ficaria muito surpreso se o espécime acabasse em uma coleção pública e disponível para estudo, portanto, até esse momento, ele está efetivamente fora do âmbito científico.”

Dinossauro do tamanho de um cão é identificado a partir de fóssil raro

 

Conheça a história do parque na “Orlando brasileira”, um dos mais visitados de todas as Américas e o terceiro com maior público no mundo

29 October 2026 at 23:20

A trajetória desse gigante começou em 1987, quando a descoberta de águas termais no subsolo de Olímpia (SP) impulsionou a cidade no maior polo de viagens em família do Brasil. Mais de quatro décadas após a sua criação, o local segue como um motor econômico indispensável para a região e é referência nacional.

Divulgado na terça-feira (27), o relatório TEA Global Experience Index, produzido pela Themed Entertainment Association (TEA), confirmou o impacto global da atração. O levantamento da instituição, referência na indústria de lazer, colocou o espaço no topo do continente americano e na 3ª posição mundial em número de visitantes.

Desempenho que supera o mercado global

Durante o ano de 2025, a atração registrou uma alta de 5,4% no seu volume de frequentadores em comparação com o período anterior. Esse desempenho superou com folga o ritmo dos 20 maiores parques aquáticos do planeta, cuja média de expansão foi de 3%.

Para Jorge Noronha, presidente do Termas dos Laranjais, a posição de destaque reflete os aportes contínuos em infraestrutura e a modernização constante do catálogo de brinquedos. Ele destaca que a projeção internacional valida a relevância do município paulista e sua capacidade de encantar o público com novidades.

Estrutura completa e responsabilidade ambiental

Com funcionamento sem pausas durante os 365 dias do ano, o espaço dispõe de mais de 60 atrações alimentadas por águas aquecidas naturalmente. Essa engrenagem contínua atrai multidões a cada temporada, injetando recursos vitais no comércio e nos serviços regionais.

Pioneiro também na pauta socioambiental, o complexo tornou-se o primeiro parque aquático brasileiro a assinar o Pacto Global e a adotar formalmente os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Poucas horas para renunciar: como os generais de Getúlio Vargas puseram fim a 15 anos de Estado Novo

29 October 2026 at 22:00

Getúlio Vargas (1882-1954) ocupa um capítulo importante na política brasileira no século 20, sendo estudado em livros de história na escola. Após 15 anos no poder, foi deposto pelo próprio ministério em 29 de outubro de 1945, em um movimento que pôs fim ao Estado Novo (1937-1945).

Os articuladores do golpe militar foram os generais Eurico Gaspar Dutra – ex-ministro da Guerra, que viria a assumir a presidência em 31 de janeiro de 1946, ficando no posto até a mesma data de 1951 – e o então ministro da Guerra Góis Monteiro, dois de seus homens de confiança do gabinete. Eles não gostaram da nomeação polêmica do irmão dele, Benjamin Vargas, para a Chefia de Polícia do Rio de Janeiro, então capital federal.

O que aconteceu?

Na época, Vargas vinha prometendo eleições e ensaiando uma transição controlada após 15 anos ininterruptos no comando do país. No entanto, para conter os protestos e o movimento “Queremista” (que pedia sua permanência no poder), Getúlio exonerou o chefe da Polícia Federal do Distrito Federal, João Alberto Lins de Barros, e nomeou para o cargo o próprio irmão, Benjamin Vargas, apelidado de “Bejo”.

A escolha foi interpretada pela cúpula das Forças Armadas e pela oposição como uma manobra para perpetuar o regime ou dar um novo golpe de estado. A reação dos generais foi imediata, enviando um ultimato ao presidente: renunciar ou ser deposto pelas armas.

Sem apoio militar e disposto a evitar um derramamento de sangue, Getúlio concordou em assinar a renúncia naquela mesma tarde, afastando-se do cargo, abrindo caminho para a redemocratização e voltando para São Borja, no Rio Grande do Sul, sua terra natal. Com a deposição em 29 de outubro, todos os quadros com a foto dele como presidente foram removidos das paredes das repartições da noite para o dia.

Discrição

Apesar de terem comandado o golpe, os militares preferiram manter as aparências institucionais para garantir uma transição pacífica e, ao invés de assumirem a presidência imediatamente, o então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro José Linhares, ocupou o cargo interinamente, até a posse de Dutra, em janeiro do ano seguinte.

Vargas manteve-se recolhido em sua cidade, preparando o terreno para o retorno por vias democráticas, na eleição de 1950, ficando no cargo até o suicídio, em 1954.

O filme proibido de Thomas Edison: a tragédia com o presidente dos EUA que deu origem ao Serviço Secreto

29 October 2026 at 21:02

Em 29 de outubro de 1901, por volta das sete horas da manhã, um prisioneiro foi levado de sua cela na Prisão de Auburn em Nova York para uma câmara de execução. Sentou-se na cadeira elétrica e, enquanto tinha os eletrodos conectados à sua pele e as tiras amarradas em suas pernas, declarou:

“Eu matei o presidente porque ele era o inimigo do bom povo trabalhador. Não me arrependo do meu crime.” E terminou: “Lamento não ter podido ver meu pai.”

O homem passou o próximo minuto recebendo choques elétricos com tensões entre 1.800 e 300 volts. Seu óbito foi decretado pelos médicos presentes quatro minutos depois. Foi executada com sucesso a pena capital de Leon Czolgosz, assassino do 25º presidente dos Estados Unidos.

Como foi o ataque a William McKinley?

53 dias antes, o político de carreira William McKinley cumprimentava seus apoiadores em uma feira de inovação em Buffalo, Nova York. Seis meses após ser reeleito presidente dos Estados Unidos, o republicano no auge de sua popularidade passou a priorizar o contato com o público, abrindo lugar na agenda para ir a eventos como aquele.

Seu secretário não gostava tanto da ideia. George B. Cortelyou sabia da aversão de McKinley a sair com equipes de segurança e considerava a Exposição Pan-Americana no Temple of Music um grande risco para a integridade do estadista.

Mas a vontade do presidente foi feita, e às 16h de 6 de setembro de 1901, William McKinley estava parado em frente a uma fila de pessoas que aguardavam para apertar sua mão.

Fotografia de William McKinley, de terno, em preto e branco
William McKinley 25º Presidente dos EUA • Getty Images

Finalmente, chegou a vez de Leon Czolgosz. No livro ‘The President and the Assassin’, o jornalista Scott Miller reconta a cena: um homem aparentemente calmo estende a mão direita, coberta por um pano, em direção ao presidente.

O político estende a mão de volta, como havia feito com todos os presentes até então. Em vez de um cumprimento, William McKinley é surpreendido com duas balas de revólver calibre .32, à queima-roupa no abdome.

Czolgosz foi contido por agentes de segurança antes de conseguir disparar o terceiro tiro. A feira tornou-se um caos, e o republicano foi levado às pressas para um hospital, onde passou por cirurgia.

Scott Miller conta que, enquanto uma das balas passou de raspão, outra penetrou o corpo do presidente e nunca foi encontrada.

McKinley não morreu de imediato. Ele parecia estar fazendo boa recuperação até que, seis dias depois, sua condição piorou. Em 14 de setembro, o presidente morreu por consequência de gangrena, atribuída a uma infecção bacteriana que passou despercebida pelos médicos.

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Esta era a terceira morte de um líder do Estado norte-americano por assassinato em menos de 50 anos; James Garfield e Abraham Lincoln haviam sido mortos a tiros em locais públicos de Washington, D.C., em 1881 e em 1865, respectivamente.

Duas mudanças importantes ocorreram após o crime: o então vice-presidente Theodore Roosevelt iniciou o primeiro de seus dois mandatos, e o Congresso americano formalizou a atuação do Serviço Secreto, que agora forneceria agentes para acompanhar o presidente 24 horas por dia.

Quem foi Leon Czolgosz e qual foi sua motivação?

Leon F. Czolgosz era um jovem operário de 28 anos, nascido em Detroit, Michigan, e filho de imigrantes poloneses. Trabalhador braçal, atuou principalmente em fazendas e fábricas, enfrentando dificuldades financeiras desde a infância.

Criado como católico, ele abandonou a religião e voltou-se para a ideologia política depois da crise econômica da década de 1890. Ele encontrou motivação na doutrina anarquista após assistir a um discurso da ativista Ana Goldman, em maio de 1901.

Scott Miller afirma em seu livro que, durante depoimento à polícia, Czolgosz atribuiu ao anarquismo a decisão de matar o presidente.

Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.”]Estava no meu coração, não havia como fugir. […] Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.

”Leon

Após um julgamento sumário que durou cerca de oito horas e meia, Czolgosz foi condenado por assassinato em primeiro grau.

Encenação da execução de Leon Czolgosz foi filmada pela produtora de filmes de Thomas Edison
Encenação da execução de Leon Czolgosz foi filmada pela produtora de filmes de Thomas Edison • Wikimedia Commons

“Execução de Czolgosz com panorama da Prisão de Auburn”, o filme

Uma consequência inusitada da morte do assassino de McKinley foi a produção de um curta-metragem pela Edison Studios, a produtora de cinema do inventor Thomas Edison.

Em pouco menos de três minutos e meio, o filme combina gravações externas reais do exterior da prisão no dia da execução e uma encenação da própria pena capital, com cadeira elétrica falsa e um ator interpretando o prisioneiro.

O intuito era filmar a própria execução, mas o diretor, Edwin S. Porter, não conseguiu autorização.

A 28.800 km/h e a 410 milhões de km da Terra: como uma sonda da Nasa encarou um asteroide de perto pela 1ª vez

29 October 2026 at 20:16

Uma espaçonave construída para explorar Júpiter acabou fazendo história antes mesmo de chegar ao planeta. Em 29 de outubro de 1991, a sonda americana Galileo, da NASA, realizou a primeira passagem próxima de uma espaçonave por um asteroide, registrando imagens inéditas de Gaspra, localizado entre Marte e Júpiter. O acontecimento completa 35 anos nesta quinta-feira (29).

Durante a aproximação, a Galileo passou a aproximadamente 1.600 quilômetros do centro do asteroide, permitindo observar detalhes de sua superfície que até então não haviam sido registrados tão de perto. O feito marcou uma nova etapa na exploração espacial e ampliou o conhecimento sobre esses corpos rochosos.

Imagens históricas da missão Galileo mostram os asteroides Gaspra e Ida, cujas observações marcaram avanços na exploração espacial da NASA
À esquerda, Gaspra, fotografado em 1991; à direita, Ida, registrado em 1993, com destaque para sua pequena lua Dactyl • NASA/JPL

Encontro entre Galileo e Gaspra

Desenvolvida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, a Galileo foi projetada para investigar Júpiter e suas luas. A missão recebeu o nome do astrônomo italiano Galileu Galilei, que descobriu quatro grandes luas do planeta em 1610. Seu objetivo era estudar Júpiter durante anos, algo que nenhuma espaçonave havia feito até então.

Lançada em 18 de outubro de 1989, a bordo do ônibus espacial Atlantis, a Galileo precisou seguir um caminho diferente do planejado. Após o acidente com o ônibus espacial Challenger, em 1986, a NASA alterou o sistema de lançamento da missão. Sem a propulsão inicialmente prevista para uma viagem mais direta, a espaçonave aproveitou a gravidade de Vênus e da Terra para ganhar velocidade e alcançar Júpiter.

Durante esse percurso, surgiu a oportunidade de observar Gaspra. A NASA ajustou a trajetória da Galileo para permitir a aproximação e, em 1991, a sonda passou pelo asteroide a uma velocidade relativa de aproximadamente 28.800 quilômetros por hora.

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Porém, a missão enfrentava algumas dificuldades técnicas. Meses antes, a antena principal da sonda não havia conseguido se abrir completamente, prejudicando a comunicação com a Terra. Apesar do problema, a Galileo conseguiu armazenar imagens e informações sobre Gaspra, que foram transmitidas posteriormente.

Das primeiras imagens às novas descobertas

Com aproximadamente 20 quilômetros em sua maior dimensão, Gaspra chamou a atenção pelos detalhes registrados durante a aproximação. As fotografias revelaram um asteroide de formato irregular, com crateras espalhadas pela superfície, características que até então não haviam sido observadas de tão perto por uma espaçonave.

Em 14 de novembro de 1991, pouco mais de duas semanas após a aproximação, a NASA divulgou a primeira imagem próxima de um asteroide. A fotografia havia sido captada a cerca de 16.200 quilômetros de Gaspra, aproximadamente 34 minutos antes da maior aproximação. Na época, a Galileo estava a cerca de 410 milhões de quilômetros da Terra.

Dois anos depois, em agosto de 1993, a missão protagonizou outra descoberta ao passar pelo asteroide Ida. Meses após a aproximação, pesquisadores identificaram nas imagens uma pequena lua, posteriormente chamada Dactyl. Foi a primeira identificação confirmada de um satélite natural orbitando um asteroide.

Somente em dezembro de 1995, seis anos após o lançamento, a Galileo chegou a Júpiter, seu principal destino. A missão foi encerrada em setembro de 2003, quando a NASA direcionou a espaçonave para a atmosfera do planeta. Apesar disso, a passagem por Gaspra permanece como um marco da exploração espacial por ter proporcionado as primeiras imagens próximas de um asteroide.

Comida de lado e rascunho na mesa: como um jantar improvisado acabou com 600 anos do Império Otomano e criou a Turquia em 24 horas

29 October 2026 at 19:02

Há 104 anos, o Império Otomano sofria sua derrocada, sendo extinto em 1º de novembro de 1922, e a República da Turquia só foi proclamada no dia 29 de outubro de 1923. A decisão de mudar a forma de governar o país surgiu em um jantar improvisado na véspera e provocou uma correria nos bastidores para correr com os trâmites nas 24 horas seguintes.

Com o término do Império após 600 anos e o fim da Guerra de Independência, a Turquia passou a ser governada por um parlamento, sem uma forma de governo claramente definida. O líder militar Mustafa Kemal Atatürk resolveu que era hora de por um fim a esse impasse e reuniu um pequeno grupo de aliados, entre comandantes e deputados, para jantar no Palácio de Çankaya, em Ancara, na noite de 28 de outubro de 1923.

O menu pensado para a ocasião foi sopa tarhana (feita à base de grãos e iogurte fermentado), marmarina (à base de espinafre, queijo e ovos), Saray kebab (carne assada com vegetais e especiarias) e helva-i hakani (doce tradicional feito com farinha, amido, leite, manteiga e mel/açúcar, servido historicamente em grandes celebrações otomana).

A decisão

No meio da conversa, anunciou, pegando a maioria de surpresa: “Efendiler, yarın Cumhuriyeti ilan edeceğiz!” (“Senhores, amanhã proclamaremos a República!”), disse. Os registros históricos não contam em que tom a frase foi dita mas, ao perceber a animação dos convidados com a novidade, Atatürk decidiu: “Deixemos a comida de lado!”, iniciando uma corrida contra o tempo para fazer tudo o mais rápido possível.

Os pratos foram afastados, transformando a mesa de jantar em uma mesa de trabalho. Ele e o aliado İsmet İnönü rascunharam a emenda constitucional que mudaria a estrutura política do país. Na tarde do dia seguinte, o texto foi apresentado ao parlamento e aprovado sob aplausos, elegendo Atatürk como o primeiro presidente da República da Turquia.

Filme sobre o caso

Lançado em 2023, o filme “Son Akşam Yemeği” (“A Última Ceia”) retrata os eventos que se desenrolaram na cozinha e na sala de jantar do Palácio de Çankaya na noite de 28 de outubro de 1923, a ideia da República finalmente tomou forma.

 

Há 22 anos, Osama bin Laden admitiu pela primeira vez ter ordenado os ataques de 11 de Setembro e se tornou o maior inimigo mundial do século XXI

29 October 2026 at 18:02

Em 29 de outubro de 2004, a divulgação de um vídeo inédito alterou os rumos da política internacional e da corrida presidencial nos Estados Unidos. Após passar três anos escondido e sem aparecer em registros visuais, Osama bin Laden reapareceu publicamente para confirmar, pela primeira vez de forma explícita e inequívoca, que havia planejado e ordenado os ataques de 11 de setembro de 2001.

A gravação surgiu a apenas quatro dias da eleição entre George W. Bush e John Kerry, tornando-se o fato conhecido como a “Surpresa de Outubro” naquele pleito.

As justificativas e a estratégia do discurso

Ao se dirigir diretamente aos eleitores americanos, o líder da Al-Qaeda rebateu alegações do governo dos EUA de que o atentado teria ocorrido porque o grupo “odiava a liberdade”, questionando por que países como a Suécia não haviam sido atacados.

Osama bin Laden afirmou que o 11/9 foi uma retaliação ao apoio americano à invasão do Líbano por Israel em 1982 e explicou que a estratégia central do grupo era induzir os EUA a intervenções militares dispendiosas para “sangrar” o país financeiramente.

No mesmo pronunciamento, ironizou a reação do presidente George W. Bush no dia dos atentados — enquanto este permanecia ouvindo a leitura do livro The Pet Goat em uma escola — e acusou a administração americana de abrir frentes de conflito para beneficiar corporações dos setores petrolífero e de armamentos.

Bastidores da inteligência e a opinião pública

Embora a confissão pública em vídeo só tenha ocorrido três anos depois, os órgãos de inteligência já conheciam a autoria dos atentados desde o dia do ataque.

Na noite de 11 de setembro de 2001, por volta das 21h30, o diretor da CIA, George Tenet, informou Bush de que o Centro de Contraterrorismo atribuía a ação a bin Laden e à Al-Qaeda, suspeita anotada pelo próprio presidente em seu diário pessoal naquela noite. Além disso, interceptações de comunicações realizadas no próprio dia pela NSA e pela inteligência alemã já apontavam para a organização extremista.

Apesar dessas constatações e de o governo ter declarado publicamente em 2003 que não havia evidências da ligação de Saddam Hussein com o 11/9, a opinião pública americana permaneceu confusa.

Uma pesquisa do Washington Post realizada dois anos após os ataques revelou que 69% dos americanos acreditavam no envolvimento pessoal do líder iraquiano e 82% achavam que ele havia prestado assistência a bin Laden — percepção influenciada pelo uso do impacto emocional dos ataques para mobilizar apoio à Guerra do Iraque.

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O impacto decisivo nas eleições americanas de 2004

A aparição surpresa do vídeo na reta final da campanha de 2004 definiu o debate político. O pronunciamento colocou a segurança nacional e a Guerra ao Terror no centro da atenção dos eleitores. Integrantes da campanha do candidato democrata John Kerry relataram que tentaram evitar que o pleito se tornasse uma eleição focado no 11 de Setembro, mas o vídeo selou essa pauta.

Posteriormente, o próprio Kerry declarou acreditar que a gravação divulgada às vésperas da votação custou sua eleição à presidência.

Criada em 1925 com estilo inspirado nas “Mil e Uma Noites”: a rota secreta usada por Flávio Bolsonaro para chegar aos EUA

29 October 2026 at 17:22

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka (OPF), nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, por volta das 10h25. A chegada ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil através da fronteira terrestre com a Argentina e realizar uma escala técnica em Guayaquil, no Equador, a bordo de um jato executivo privado.

O deslocamento internacional descumpriu a ordem judicial emitida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que havia determinado a retenção de seu passaporte. Ao tocar o solo americano, o senador e seus familiares diretos, a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal, deixaram o pátio do terminal executivo a bordo de veículos particulares, em direção a um endereço não revelado.

História e estrutura do refúgio da aviação executiva na Flórida

O projeto urbanístico da cidade de Opa-locka, idealizado por Glenn Curtiss na década de 1920, foi inteiramente baseado na temática do livro As Mil e Uma Noites, incorporando elementos da arquitetura de estilo mourisco em suas construções.

Mas foi em 1927, que o Aeroporto de Miami-Opa-locka foi fundado por Glenn Curtiss, no terreno onde antes funcionava seu Campo de Aviação da Flórida. O Sr. Curtiss doou seu Campo de Aviação da Flórida para a Marinha dos EUA pouco antes de sua morte prematura em 1930.

O Aeroporto de Miami-Opa-locka fez parte do Comando de Treinamento da Marinha dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e foi o centro de seis bases de treinamento naval. Amelia Earhart decolou em sua malfadada tentativa de dar a volta ao mundo em 1937 do antigo “Aeroporto Municipal de Miami”, localizado próximo à entrada principal do aeroporto.

Numerosas aeronaves e edifícios históricos ainda permanecem no local. O dirigível “Akron” da Marinha dos EUA caiu em uma tempestade em seu voo de retorno para o norte em 1933, após partir de Miami-Opa-locka.

Durante a Guerra Fria, o Aeroporto de Miami-Opa-locka desempenhou um papel importante em esforços militares e civis, incluindo os infames Voos Negros para a Guatemala na década de 1950, a invasão da Baía dos Porcos e a Crise dos Mísseis de Cuba.

Da gestão militar ao topo da aviação executiva e de resgate

Durante a Guerra da Coreia, o aeroporto serviu como Estação Aeronaval de Miami e Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Miami. No início de 1962, a escritura do aeroporto foi assinada e a transferência para o Condado e o Departamento de Aviação de Miami-Dade foi concluída.

Em 1967, Opa-locka era o aeroporto mais movimentado do mundo, com mais de 650.000 operações de voo. Em 2014, o Aeroporto de Opa-locka passou a se chamar Aeroporto Executivo de Miami-Opa-locka. Até hoje, mantém uma presença militar com a Estação Aérea da Guarda Costeira dos EUA, que abriga a Estação de Resgate Aéreo/Marítimo mais movimentada do mundo.

Atualmente, o complexo dispõe de três pistas ativas, sendo a maior delas com 2.439 metros de comprimento por 46 metros de largura, e registra em média de 300 a 400 operações aéreas diárias, com forte presença de jatos corporativos e voos charter executivos oriundos das Américas e da Europa.

Há 66 anos, Muhammad Ali enfrentava chefe de polícia aos 18 anos em sua estreia no boxe profissional

29 October 2026 at 16:48

Muito antes de se tornar um dos maiores nomes da história do boxe, Muhammad Ali já acumulava conquistas no esporte, apesar da pouca idade. Aos 18 anos, o jovem norte-americano havia conquistado uma medalha de ouro olímpica quando decidiu iniciar a carreira profissional. Sua estreia aconteceu em 29 de outubro de 1960, em Louisville, nos Estados Unidos, cidade onde nasceu, ainda utilizando o nome Cassius Clay.

O primeiro adversário foi Tunney Hunsaker, de 30 anos, que também trabalhava como chefe de polícia. Clay venceu a luta por decisão unânime dos juízes, após seis rounds, e iniciou uma trajetória que o levaria ao título mundial dos pesos-pesados. Sua relação com o boxe, no entanto, havia começado aos 12 anos, depois de um episódio envolvendo o roubo de uma bicicleta.

Como Muhammad Ali começou no boxe?

Cassius Marcellus Clay Jr. cresceu no bairro de West End, em Louisville, no estado do Kentucky. Sua família integrava a classe média negra da região, marcada pela segregação racial nos Estados Unidos. O pai trabalhava como pintor de placas comerciais, enquanto a mãe também realizava serviços domésticos.

O interesse pelo boxe surgiu em 1954, quando Clay teve sua bicicleta roubada durante um evento na cidade. Ao procurar o policial Joe Martin, contou que pretendia enfrentar o responsável pelo furto. Martin, que também ensinava boxe a jovens, sugeriu que ele aprendesse a lutar primeiro. A partir desse encontro, Clay começou a treinar no Columbia Gym, em Louisville.

Nos anos seguintes, participou de competições amadoras e conquistou títulos em torneios como o Golden Gloves. Em setembro de 1960, venceu o polonês Zbigniew Pietrzykowski na final dos meio-pesados dos Jogos Olímpicos de Roma, garantindo a medalha de ouro aos 18 anos. Poucas semanas depois, passou para o boxe profissional.

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Primeira luta profissional

A estreia aconteceu em 29 de outubro de 1960, na Freedom Hall, apenas 54 dias após a conquista olímpica. Seu adversário, Tunney Hunsaker, era chefe de polícia em Fayetteville, na Virgínia Ocidental, e já tinha experiência no boxe profissional. Clay, por sua vez, chegava ao confronto com um histórico de 134 vitórias e sete derrotas em competições amadoras, segundo o Muhammad Ali Center.

Diante de aproximadamente 6,1 mil espectadores, Clay venceu por decisão unânime dos juízes, após seis rounds. Segundo a cobertura publicada pelo jornal norte-americano The Courier-Journal, o jovem utilizou sua velocidade e movimentação para superar Hunsaker, que sofreu ferimentos no nariz e próximo a um dos olhos durante o combate.

A realização da luta em Louisville também estava ligada ao início de sua carreira profissional. Na semana da estreia, Clay havia firmado um contrato com empresários da cidade para financiar sua trajetória no esporte. A arrecadação do evento foi destinada ao Kosair Children’s Hospital, hospital infantil da região. Pelo confronto, recebeu US$ 2 mil, enquanto Hunsaker ganhou US$ 300.

A ascensão de Muhammad Ali na carreira

Após a vitória sobre Hunsaker, Clay acumulou outras 18 vitórias consecutivas e ganhou destaque pela velocidade, movimentação e autoconfiança. Também ficou conhecido pelas provocações aos adversários e pelo hábito de prever os resultados das lutas. Em fevereiro de 1964, aos 22 anos, derrotou Sonny Liston e conquistou seu primeiro título mundial dos pesos-pesados.

Naquele mesmo ano, passou a utilizar o nome “Muhammad Ali”, dado pelo líder religioso Elijah Muhammad, da Nação do Islã. Segundo o próprio boxeador, Muhammad significa “digno de louvor”, enquanto Ali significa “elevado”. Fora dos ringues, destacou-se por suas posições contra a discriminação racial e pela recusa em servir ao Exército dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã. Ao longo da carreira, conquistou três vezes o título mundial dos pesos-pesados e acumulou 56 vitórias em 61 lutas profissionais.

60 mansões de R$ 5 milhões, superesportivos e jatinho: saiba o que dá para comprar com o prêmio histórico da Mega-Sena

29 October 2026 at 16:23

Uma aposta única registrada no estado do Mato Grosso acertou as seis dezenas do concurso 3077 da Mega-Sena e faturou o prêmio de R$ 324,8 milhões.

O montante total coloca o novo ganhador entre os maiores detentores de patrimônio gerado por loterias no país.

O poder de compra dos R$ 324,8 milhões

Para dimensionar a quantia sorteada no concurso 3077, o valor total permite aquisições de grande porte nos mercados imobiliário, automotivo e de aviação:

  • Imóveis de alto padrão: O valor equivale à compra de 60 mansões avaliadas em R$ 5 milhões cada, mantendo ainda um saldo restante superior a R$ 24 milhões para custos operacionais e impostos.
  • Veículos de luxo: A quantia possibilita a aquisição de uma frota com mais de 300 carros esportivos de luxo na faixa de R$ 1 milhão por unidade.
  • Aviação executiva: O prêmio comporta a compra de duas a três aeronaves executivas de longo alcance, além da estruturação de hangaragem própria.

Rendimento na renda fixa e prazo de resgate

Caso o valor integral de R$ 324,8 milhões seja aplicado em modalidades tradicionais de investimento ou na caderneta de poupança, o rendimento mensal estimado pode variar entre R$ 1,6 milhão e R$ 2,5 milhões, a depender da taxa básica de juros vigente.

De acordo com as normas das Loterias Caixa, o ganhador possui o prazo limite de 90 dias corridos, contados a partir da data do sorteio, para realizar a retirada do prêmio em uma agência bancária credenciada.

Se o prêmio não for resgatado dentro do período determinado por lei, o montante total é repassado ao Tesouro Nacional para destinação ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Neymar no litoral catarinense: o prédio de 32 mil m² com apartamentos de até R$ 54 milhões que terá robô autônomo nos elevadores

29 October 2026 at 15:52

Um empreendimento residencial em construção na frente-mar da Meia Praia, em Itapema (SC), que tem como a família do jogador Neymar como sócios do projeto imobiliário, passará a contar com um robô entregador autônomo para transportar encomendas e pequenos volumes diretamente até a porta dos apartamentos.

A tecnologia é integrada aos elevadores do edifício e tem como objetivo aumentar a privacidade dos moradores, além de otimizar a rotina da equipe de atendimento do condomínio.

Após o recebimento e a liberação do pacote pela portaria, o volume é colocado no compartimento do equipamento. O robô realiza sozinho o deslocamento pelos corredores e pavimentos, utilizando os elevadores para entregar o pedido na unidade indicada e retornando em seguida à base.

Estrutura do edifício e mercado de robótica

Com 32 mil m² de área construída e 45 pavimentos, o edifício soma 68 apartamentos com áreas privativas entre 264 m² e 966 m² e opções de quatro a seis suítes. Os valores de venda das unidades variam de R$ 14 milhões a R$ 54 milhões, somando um VGV estimado em R$ 650 milhões.

A adoção do sistema reflete o crescimento da automação no setor residencial e de logística. De acordo com estudo da consultoria MarketsandMarkets, o mercado global de robôs de entrega deve avançar de US$ 800 milhões em 2025 para US$ 3,24 bilhões em 2030.

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Infraestrutura e previsão de entrega

Além da entrega automatizada, o projeto prevê segurança monitorada por inteligência artificial, infraestrutura para carregamento de veículos elétricos e heliponto homologado. A entrega do edifício está prevista para dezembro de 2028.

Menino de 13 anos nadou 4 km no mar agitado, correu na praia e ligou para o resgate para salvar a família — e acabou virando ‘herói do mar’

29 October 2026 at 15:27

Um adolescente de 13 anos nadou cerca de 4 quilômetros em mar aberto, percorreu mais 2 quilômetros a pé pela areia e acionou o serviço de emergência para salvar a mãe e dois irmãos menores que ficaram à deriva na praia de Quindalup, na Austrália Ocidental.

O caso ocorreu após a embarcação em que a família estava começar a alagar devido aos fortes ventos e à correnteza.

Decisão crítica em mar aberto

O incidente começou quando Austin Appelbee, a mãe, Joanne, de 47 anos, e os irmãos Beau, de 12, e Grace, de 8, foram surpreendidos por rajadas de vento que empurram os caiaques da família para longe da costa. Com uma das embarcações enchendo de água, o jovem decidiu deixar o grupo e nadar sozinho em direção à praia para buscar socorro.

Durante a travessia de aproximadamente quatro horas contra as ondas, Austin manteve o foco na costa. Ao atingir a terra firme, o garoto ainda correu dois quilômetros ao longo da praia até encontrar um ponto com sinal de telefone para discar para o serviço de emergência.

A ligação para o socorro

Na chamada telefônica divulgada pelas autoridades locais, o garoto manteve a calma ao repassar as coordenadas geográficas aproximadas de onde a família havia sido vista pela última vez. Durante o atendimento, Austin solicitou um helicóptero de resgate para localizar os familiares e pediu uma ambulância para si mesmo, relatando sintomas de exaustão e hipotermia.

A Polícia da Austrália mobilizou equipes de resgate aéreo e marítimo. A mãe e as duas crianças foram encontradas flutuando na água, agarradas aos coletes salvividas e aos destroços do caiaque, pouco antes do pôr do sol.

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Reconhecimento das autoridades

Todos os membros da família foram levados ao hospital para avaliação médica e liberados sem ferimentos graves. A atuação do adolescente foi elogiada por equipes de resgate e autoridades policiais, que destacaram o preparo físico e a determinação do jovem diante de uma situação de risco no oceano.

O feito rendeu a Austin o apelido de “herói do mar” pela imprensa australiana e pela comunidade local.

E se a sua melhor atitude for movida pelo egoísmo? Entenda a teoria da “química moral”

29 October 2026 at 14:38

Atos de generosidade, compaixão e sacrifício pessoal podem não derivar de virtudes puras ou desinteressadas, mas sim de impulsos de preservação individual e busca pelo prazer. A tese da “química dos conceitos e sentimentos” foi apresentada pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche.

Segundo a análise, comportamentos classificados como morais ou altruístas constituem versões refinadas de inclinações egoístas herdadas.

A dissolução do altruísmo e a metáfora da química

Na tradição filosófica clássica, virtudes como a abnegação eram tratadas como qualidades de origem elevada ou milagrosa. No entanto, a investigação psicológica indica que não existe ação inteiramente isenta de interesse pessoal.

Leia também: Aos 10 anos, ele descobriu a maior tragédia de sua vida no próprio funeral da mãe: a história do filósofo que transformou o trauma no segredo da vida

Nietzsche utilizou a analogia da química para demonstrar que, assim como cores magníficas são extraídas de materiais brutos e desprezados, as condutas mais estimadas pela sociedade resultam da sublimação de impulsos básicos.

Atitudes de amabilidade e socorro ao próximo trazem consigo o sentimento de poder, o alívio de um desconforto próprio ou a busca por aprovação social.

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Autoconservação e a utilidade social das virtudes

De acordo com a reflexão de séculos passados, a distinção entre atos considerados bons ou maus não se baseia em oposições essenciais, mas no grau de desenvolvimento do intelecto e na autoconservação do indivíduo.

Condutas prejudiciais ou benéficas são motivadas pelo desejo de obter prazer e evitar o sofrimento.

A transição da moralidade para a observação objetiva

A desconstrução da pureza moral não busca condenar a conduta humana, mas libertá-la de interpretações equivocadas.

Leia também: Por que algumas pessoas rejeitam casamentos e rotinas rígidas? Entenda quem são os “espíritos livres”

Ao reconhecer que a moralidade do costume nasceu da necessidade de convivência e proteção mútua, a observação psicológica substitui o julgamento moral pelo entendimento objetivo das causas reais do comportamento.

Personagem de “Os Simpsons” volta a falar após 9 anos; por que ficou todo esse tempo sem voz?

29 October 2026 at 14:04

Apu Nahasapeemapetilon, personagem indiano de “Os Simpsons”, voltou a falar após 9 anos sem diálogos nos episódios do desenho. Não se ouvia a voz dono da rede de lojas de conveniência Kwik-E-Mart desde o episódio “Os Serfsons” , de 2017.

Apresentado pela primeira vez em 1997, no episódio “Conversa Fiada”, na 8ª temporada, Apu representava o estereótipo de asiáticos donos de mercadinhos nos Estados Unidos. Fiel à religião hindu, vegetariano e com oito filhos, costumava vender produtos que tinham passado da data de vencimento.

Críticas e sumiço

As críticas à forma que ele era retratado na série vinham aumentando e, no documentário “The Problem With Apu” (“O Problema com Apu”, em tradução livre), de 2017, Hari Kondabolu levantou os estereótipos racistas, apontando que chamar alguém de ‘Apu’, em alguns lugares, virou uma espécie de ofensa racial. Tudo isso fez com que, a partir daí, desaparecesse da série.

Em 2020, Azaria se manifestou, revelando que não dublaria mais a personagem. “Tudo o que combinamos é que eu não farei mais a voz. Tomamos a decisão juntos. Todos concordamos. Todos sentimos que é a coisa certa a fazer e estamos bem com isso”, explicou, na ocasião.

No ano seguinte, o ator se desculpou por ter aceitado dublar Apu da forma que fez por todos aqueles anos. “Uma parte de mim sente que preciso ir até cada indiano neste país e pedir desculpas pessoalmente. Às vezes faço isso, quando esse assunto surge”.

Agora, Apu tem novo dublador: o ator Sunil Malhotra, que nasceu em Nova Deli, na Índia, e vive nos Estados Unidos. A esposa, Manjula, é interpretada por Janina Gavankar, descendente de indianos.

Malhotra disse à revista “Variety” que quis conhecer pessoalmente produtor executivo Matt Selman e o co-produtor executivo Cesar Mazariegos, e aceitou dubla-lo após os dois se comprometerem a evitar estereótipos. “Foi o início de uma experiência profundamente colaborativa. Espero que satisfaça os fãs de longa data de ‘Os Simpsons‘ e outras crianças do sudeste asiático que, como eu, pararam de assistir a série em algum ponto pelo caminho”, espera.

Selman também comentou à publicação o retorno de Apu. “Adoramos essa personagem e queríamos trazer de volta de uma forma inteligente, ao estilo dos Simpsons, que permitisse sua evolução”.

O episódio

Em “A Vingança”, episódio especial de Halloween exibido no último dia 18 nos Estados Unidos, uma figura mascarada busca se vingar dos habitantes de Springfield. Ap tirar o capacete, é Apu, explicando que passou os últimos anos abandonado na Ilha do Lixo Esquecido. “Eu sou o homem que vocês deixaram para morrer. Eu sou aquele que vocês fingiram que nunca existiu! Teria sido tão fácil me trazer de volta”, dispara.

Marge tenta impedi-lo de destruir a cidade. “Apu, sentimos muito por termos te deixado para morrer. Acredite, queríamos fazer a coisa certa”, diz, para acalma-lo. “Mas estávamos com tanto medo e simplesmente não sabíamos o que fazer”, complementa Bart.  No fim, Apu percebe que tudo não passou de um sonho e é convidado para a festa de Halloween dos Simpsons.

Assista ao retorno de Apu falando em “Os Simpsons”:

 

Série “Os Simpsons” previu a final entre México e Portugal? Entenda

A cauda que salvou vidas: como 9 pessoas sobreviveram à queda de um Boeing que matou 96 pessoas em 76 segundos

29 October 2026 at 13:45

Uma tragédia que marcou a aviação civil da Nigéria completa 20 anos nesta quinta-feira: em 29 de outubro de 2006, o Boeing 737-200 decolou do Aeroporto Internacional Nnamdi Azikiwe, em Abuja, para o voo 53 da ADC Airlines, mas caiu pouquíssimo tempo depois, matando 96 pessoas – entre elas autoridades políticas – e deixando apenas nove sobreviventes.

A repercussão do episódio na época mudou as diretrizes de segurança de voo e treinamento de pilotos na Nigéria, que passaram a ser mais rigorosos após a reação ao caso.

O que aconteceu?

O voo ADC 53 saiu de Calabar, fez uma escala em Lagos e pousou na capital federal, Abuja, por volta das 10h20 (horário local) do dia 29 de outubro de 2006, antes de ir para seu destino final, Sokoto, no extremo norte da Nigéria. Por volta das 11h14, a tripulação solicitou autorização para dar partida aos motores, apesar da forte instabilidade meteorológica, com tempestades de rápida formação sobre a região do aeroporto.

O capitão Charles Kolawole Atanda e o Primeiro Oficial Celestine Okonneh ignoraram os avisos da torre de controle de Abuja sobre as rajadas de vento e pediram autorização imediata de decolagem na Pista 22. Demorou apenas 76 segundos, após sair do solo e atingir aproximadamente 1.000 pés de altitude, para o avião entrar em uma nuvem de tempestade e perder sustentação.

A asa esquerda colidiu com a copa de uma árvore e a aeronave despencou em alta velocidade em um campo agrícola, explodindo no impacto. As partes dianteira e central da fuselagem ficaram destruídas, mas a cauda do avião partiu-se e permaneceu quase intacta.

Mortos e feridos

Eram 105 ocupantes. Entre os 100 passageiros estavam figuras que vinham ganhando notoriedade na sociedade nigeriana, como o Sultão de Sokoto, Muhammadu Maccido (considerado na época a maior autoridade muçulmana da região), senadores, diplomatas e três filhas do então governador do estado de Kogi, Ibrahim Idris.

Apenas nove pessoas acomodadas no fundo do avião sobreviveram: uma comissária de bordo e oito passageiros – entre eles as três filhas do governador. Todos saíram do acidente apenas com ferimentos leves.

Investigações

acidente ADC 53 nigéria
Parte traseira do avião ficou quase intacta, e nove pessoas sobreviveram à tragédia do ADC 53 na Nigéria, em 2006 • Reprodução/Youtube

As investigações foram conduzidas pelo antigo Bureau de Investigação de Acidentes (AIB, na sigla em inglês) da Nigéria, renomeado atualmente para Gabinete de Investigação de Segurança, com ajuda do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) dos Estados Unidos.

A perícia concluiu que houve “erro do piloto e fenômeno meteorológico adverso”: ao atravessar a tempestade, o avião sofreu uma microexplosão descendente (que acontece quando uma coluna de ar extremamente densa e fria despenca de uma nuvem de tempestade em alta velocidade), perdendo repentinamente a sustentação do ar.

Além disso, o “nariz” da aeronave ficou excessivamente para cima, na tentativa de ganhar altitude, interrompendo o fluxo de ar para os motores Pratt & Whitney JT8D-15. O erro primário, no entanto, foi a decisão dos pilotos em decolar em condições perigosas e desfavoráveis, contrariando avisos explícitos e procedimentos padrão.

O relatório apontou ainda que o radar primário do aeroporto de Abuja estava desligado no momento do acidente, atrasando por alguns minutos a localização exata dos destroços pelas equipes de resgate. Havia irregularidades ainda na licença de voo do primeiro oficial.

Melhorias

A tragédia do Voo 53 repercutiu, gerando comoção nacional e uma onda de protestos no país sem precedentes. Entre 1995 e 2006, foram mais de 500 mortos em acidentes aéreos na Nigéria.

Para dar uma resposta, o então presidente Olusegun Obasanjo exonerou e remanejou o Ministro da Aviação, Babalola Borishade, ordenando uma varredura completa nas companhias aéreas. A ADC Airlines teve sua licença operacional suspensa por tempo indeterminado e encerrou definitivamente suas atividades em 2007.

Além disso, passou a ser obrigatório para todos os pilotos comerciais do país o treinamento periódico de procedimentos de reconhecimento e recuperação de windshear (mudança brusca na direção ou na velocidade do vento em uma curta distância ou intervalo de tempo) em simuladores de voo. Desde então, a Nigéria reduziu radicalmente seus índices de acidentes na aviação comercial.

Laser mapeia a Amazônia e descobre antigas aldeias ligadas por estradas de até 2 km, mostrando uma ocupação planejada da floresta antes dos europeus

29 October 2026 at 12:40

Muito antes da chegada dos europeus à América, a Amazônia já abrigava cidades conectadas por estradas, com praças, moradias e áreas destinadas ao cultivo de alimentos. Vestígios dessas construções, que começaram a surgir há cerca de 2.500 anos, foram identificados no Equador e revelam uma extensa rede de comunidades escondida sob a vegetação.

A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista Science, em janeiro de 2024, sob a liderança do arqueólogo francês Stéphen Rostain. Para investigar a região, os pesquisadores combinaram escavações realizadas ao longo de décadas com imagens obtidas pela tecnologia LiDAR, que utiliza pulsos de laser para mapear o relevo mesmo em áreas cobertas pela floresta.

O que o laser encontrou na floresta amazônica?

No Vale do Upano, próximo à Cordilheira dos Andes, foram identificadas mais de 6 mil plataformas de terra e pelo menos 15 assentamentos, espalhados por aproximadamente 300 quilômetros quadrados. Muitas plataformas estavam distribuídas ao redor de praças e provavelmente sustentavam construções de madeira.

Entre os achados mais impressionantes estão as estradas que ligavam diferentes comunidades. Algumas eram largas, retas e escavadas no terreno, formando uma rede de caminhos que se estendia por vários quilômetros e facilitava a circulação entre os núcleos habitados.

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Os pesquisadores também encontraram vestígios de terraços agrícolas, campos de cultivo e sistemas de drenagem. Essas estruturas indicam que os moradores adaptavam o terreno às necessidades do cotidiano, combinando espaços de moradia com áreas destinadas à produção de alimentos.

Quem eram os habitantes dessas antigas cidades?

As construções estão associadas principalmente às culturas Kilamope e Upano, que viveram na região em diferentes períodos. De acordo com as análises arqueológicas, a construção das primeiras plataformas começou por volta de 500 a.C., enquanto a ocupação ligada a esses grupos se estendeu até aproximadamente 300 a 600 d.C.

As estradas e a disposição das construções sugerem que os habitantes mantinham relações entre diferentes comunidades. A existência de praças e áreas agrícolas também mostra que havia uma organização dos espaços utilizados para morar, circular e produzir alimentos.

Os vestígios ajudam a reconstruir a história da Amazônia antes da colonização europeia e mostram que populações indígenas já construíam estradas, organizavam comunidades e cultivavam alimentos em áreas da floresta há milhares de anos.

Mar de chocolate no Caribe: entenda o fenômeno das algas que exalam cheiro de ovo podre

29 October 2026 at 12:18

O acúmulo massivo de uma alga marinha conhecida como sargaço alterou a paisagem de praias paradisíacas no Caribe mexicano, criando o fenômeno chamado de “mar de chocolate”.

Além do impacto visual na Riviera Maya e no estado de Quintana Roo, a matéria orgânica em decomposição exala um odor de ovo podre e gera gás sulfeto de hidrogênio, uma substância tóxica que acende alertas de saúde e preservação ambiental na região.

Como surge o fenômeno e por que o odor é tão forte?

Cientistas apontam que a proliferação acelerada do sargaço decorre do aquecimento das águas oceânicas. O ciclo de presença das algas, que costumava durar entre dois e três meses, estendeu-se para um período crítico de até nove meses por ano.

Projeções de autoridades ambientais indicam que o volume recolhido nas praias deve ultrapassar 131 mil toneladas até o fim do ano, superando o recorde anterior de 105 mil toneladas.

A decomposição das algas ocorre entre 24 e 48 horas após a chegada à costa. Nesse intervalo, há a liberação do sulfeto de hidrogênio. Além disso, o sargaço pode filtrar metais pesados, como o arsênio, para a areia da praia, impactando a biodiversidade local.

Brian LaPointe, professor do Harbor Branch Oceanographic Institute da Universidade Atlântica da Flórida, destaca a necessidade de integrar sistemas de observação via satélite a intervenções coordenadas.

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Prejuízos financeiros e impacto no turismo

A crise afeta diretamente a economia local. De acordo com o vereador de Tulum, Elheno Barbacano, a redução no fluxo de turistas é severa, prejudicando hotéis, restaurantes e o comércio. Para conter os danos estéticos e operacionais, trabalhadores realizam diariamente a remoção manual e mecânica das algas nas praias.

O governo de Quintana Roo estima que o gerenciamento do sargaço custa cerca de US$ 2 bilhões por ano, o equivalente a aproximadamente 11% do Produto Interno Bruto (PIB) regional. Especialistas reforçam que a implementação de modelos de previsão e mitigação prévia é fundamental para conter os impactos contínuos no ecossistema e na economia caribenha.

*Com informações da Reuters

Adeus pedreiro? Placas de gel 3D renovam cozinha sem quebradeira

29 October 2026 at 12:02

A reforma tradicional de cozinha arranca azulejos velhos, levanta poeira de argamassa e gera até cinco dias de barulho e entulho. Existe um caminho diferente: placas autoadesivas de gel 3D com efeito tijolinho que colam direto sobre a cerâmica antiga, transformando a parede em poucas horas.

A técnica usa resina de poliuretano flexível com adesivo acrílico de alta fixação. O material adere por contato molecular ao esmalte do azulejo velho, dispensa argamassa e cimento, e resiste a respingos de água e gordura. Este guia mostra como aplicar o revestimento, preparar a superfície e garantir durabilidade.

Como o adesivo de gel adere sobre azulejo antigo sem argamassa

As placas trazem uma camada de adesivo acrílico sensível à pressão (PSA) recoberta por resina de poliuretano com relevo tridimensional. O composto se molda sobre o esmalte cerâmico liso e preenche imperfeições da parede.

A resina de gel simula o acabamento vitrificado do azulejo tradicional. O brilho e a textura conferem resistência contra respingos de água e gordura. A fixação acontece por contato molecular direto, sem necessidade de quebrar alvenaria.

O poliuretano de alta densidade resiste a temperaturas de até 70 °C. A flexibilidade permite cortes milimétricos com estilete para encaixar tomadas e cantoneiras de parede.

Vantagens da placa adesiva frente à reforma tradicional de azulejo

O tempo de instalação cai drasticamente. Enquanto a colocação de azulejo tradicional leva de três a cinco dias com geração de entulho, as placas de gel cobrem cinco metros quadrados em duas a três horas.

A aplicação é totalmente limpa. Não há poeira de argamassa, quebra de cerâmica velha ou remoção de alvenaria. A parede fica pronta no mesmo dia, sem interromper o uso da cozinha.

O custo de mão de obra também diminui. A técnica dispensa pedreiro especializado e não exige transporte de entulho nem caçamba.

Preparação da cerâmica antiga para garantir aderência total

A durabilidade do adesivo depende da descontaminação química do azulejo. Resíduos de gordura de fritura e umidade formam uma barreira oleosa que reduz a força da cola em menos de 30 dias.

Limpe as peças velhas com álcool 70% ou desengordurante neutro. Seque com pano de microfibra até eliminar qualquer vestígio de água. Certifique-se de que os rejuntes antigos estejam secos e sem mofo preto antes de aplicar as primeiras placas.

A superfície precisa estar completamente seca. Aguarde pelo menos 24 horas após a limpeza em áreas com alta umidade, como a região próxima à pia.

Cuidados ao aplicar perto do fogão e da pia

O adesivo resiste ao calor irradiado, mas não deve entrar em contato direto com chamas abertas. Mantenha uma distância mínima de 20 cm entre os queimadores do fogão e o início das placas na parede.

Para garantir acabamento alinhado e impermeável, marque uma linha guia horizontal na parede com nível laser. O padrão de tijolinho fica torto se você confiar apenas no olho.

Utilize régua metálica e lâmina nova de estilete para recortar contornos de interruptores e tomadas. Cortes precisos evitam frestas que acumulam sujeira. Higienize a resina de gel apenas com detergente neutro e água, usando pano macio — esponjas abrasivas de aço arranham o acabamento vitrificado.

As placas autoadesivas descolam com o vapor da água na pia?

Não. O adesivo acrílico é 100% resistente à umidade após 24 horas da cura inicial. O material suporta respingos contínuos da torneira e vapor de cocção sem perder a fixação.

Como retirar as placas adesivas sem danificar a parede no futuro

Aqueça as placas com um secador de cabelo em temperatura média para amolecer a cola acrílica. Puxe as bordas lentamente, começando pelos cantos. A técnica remove o revestimento sem deixar resíduos nem arrancar o esmalte do azulejo original.

5 pontos para ter cozinha mais higiênica

 

Osso de 30 mil anos encontrado em caverna francesa revela conexões surpreendentes entre o Leste e o Oeste da Europa

29 October 2026 at 10:59

Cientistas analisaram o genoma de três pessoas que viveram na Europa há 30.000 anos e descobriram uma conexão de parentesco impressionante. Naquela época, logo após a extinção dos neandertais, florescia no continente a cultura Gravetiana, famosa por espalhar artefatos marcantes como as pequenas estatuetas chamadas de Vênus.

Antes desse estudo, como a ciência só tinha conseguido analisar o DNA de cerca de 24 esqueletos desse período, acreditava-se que as pessoas da Europa Ocidental e da Oriental quase não se misturava. Mas o estudo publicado na revista Science Advances com achados da Espanha, França e Itália mostrou que havia um intenso vaivém de genes entre as duas regiões.

A descoberta incrível na Caverna de Isturitz

A grande peça desse quebra-cabeça veio de um osso de uma mulher que viveu há 30 mil anos no sudoeste da França, na Caverna de Isturitz. O local tem um histórico curioso: além de ter sido usado por neandertais no passado, serviu até para abrigar taças feitas de crânios humanos milênios depois.

O antropólogo Pere Gelabert, da Universidade de Viena, explicou que o DNA dessa mulher tinha a base do oeste europeu, mas trazia marcas claras do leste. Essa mistura ocorreu por um deslocamento de populações que migraram do oriente entre 31.500 e 32.500 anos atrás, mostrando que as fronteiras da época eram bem mais abertas.

Um ponto de encontro movimentado e nada de parentesco

A Caverna de Isturitz funcionava como um verdadeiro ponto de encontro no continente, pois ficava bem no caminho entre a Europa Central e a Península Ibérica. Além disso, a genética revelou que os três indivíduos analisados tinham pele escura, cabelos escuros e olhos escuros.

Outro detalhe interessante é que nenhum dos três era filho de pais aparentados, sinal de que esses grupos caçadores-coletores evitavam o casamento entre parentes próximos (endogamia). No fim das contas, a vida social e o mapa genético da Idade da Pedra eram muito mais dinâmicos do que a gente imaginava!

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