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Assédio eleitoral: saiba como denunciar crime mesmo após eleições

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Mesmo com o fim das eleições, ainda é possível denunciar casos de assédio eleitoral. Nesta segunda-feira (26), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que a Justiça continuará combatendo esse tipo de prática e que todas as denúncias serão julgadas. 

Até o dia 26, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já havia recebido 1.937 denúncias de assédio eleitoral. 

O que é o assédio eleitoral

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Assédio eleitoral é quando um chefe ou superiores hierárquicos pressionam o trabalhador a votar ou deixar de votar em um determinado candidato.

Essa conduta ocorre, por exemplo, quando o chefe ameaça demitir o funcionário ou fechar a empresa caso um dos candidatos perca a eleição ou pede ao funcionário para gravar vídeo de apoio político.

Coações sutis, como promessas de vantagens para induzir o voto, também são passíveis de punição. 

A prática é considerada crime eleitoral e pode dar pena de reclusão e multa. As vítimas podem ser trabalhadores celetistas, terceirizados, estagiários e servidores. 

Como denunciar

Quem sofrer assédio eleitoral pode fazer denúncia ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e pelos canais próprios do Ministério Público (MPT) e Ministério Público Eleitoral (MPE).

Outra opção é o site No Meu Voto Mando Eu, que faz parte da campanha da Justiça do Trabalho para combater o assédio eleitoral. 

Casos concretos

Um dos casos mais emblemáticos do segundo turno diz respeito ao empresário Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás.

Ele publicou um vídeo nas redes sociais ofertando viagem para a cidade turística de Caldas Novas (GO), com todas as despesas pagas, para 1 mil apoiadores do então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo seria que eles não fossem votar.

A Justiça do Trabalho acabou concedendo uma liminar para barrar a iniciativa, sob pena de multa de R$ 100 mil por trabalhador encontrado na situação.

PF registrou 86 crimes eleitorais durante o 2º turno

26 October 2026 at 23:19

A PF (Polícia Federal) afirmou nesta segunda-feira (26) que registrou ao menos 86 possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das eleições, no último domingo (25). 

Segundo a nota, até as 8h desta segunda-feira 13 inquéritos policiais foram instaurados, 64 TCOs (Termos Circunstanciados de Ocorrência) foram registrados por alguma autoridade competente e seis situações em flagrante estavam sob análise.

Entre os casos registrados pela PF, 38 foram sobre violação ou tentativa de violação do sigilo de voto, 24 propaganda eleitoral irregular, oito por desordem nos trabalhos eleitorais e seis de desobediência eleitoral. Danos a urnas eletrônicas e suspeitas de votação em nome de terceiros também foram registrados.

Foram conduzidos à Polícia Federal 74 suspeitos.

As ocorrências foram registradas em 21 estados:

  • Paraíba (11);
  • Minas Gerais (9);
  • Sergipe (8);
  • Bahia (5);
  • Pernambuco (5);
  • Rio de Janeiro (5);
  • Alagoas (4);
  • Espírito Santo (4);
  • Mato Grosso (4);
  • Acre (3);
  • Distrito Federal (3);
  • Piauí (3);
  • Paraná (3);
  • São Paulo (3);
  • Ceará (2);
  • Maranhão (2);
  • Mato Grosso do Sul (2);
  • Pará (2);
  • Rio Grande do Norte (2);
  • Rondônia (2);
  • Santa Catarina (1)

Também foram apreendidos no segundo turno R$ 41.420,02 em bens como celulares, equipamentos de informática e som, além de R$ 4.175,00 em dinheiro.

Dados gerais das eleições

Ao todo, o balanço aponta que foram registrados 1.629 inquéritos policiais com denúncias de crimes eleitorais no decorrer de todo o ano de 2026, além de 98 operações deflagradas e 2.483 inquéritos em andamento.

Ao longo do ano, também foram apreendidos R$ 51.947.512,10 em bens e valores decorrentes de ações relacionadas a crimes eleitorais, sendo R$ 31.752.150,20 referentes dinheiro em espécie.

Foram instaurados 88 crimes eleitorais relacionados à violência política contra a mulher, prevista no art. 326-B do Código Eleitoral. E, até o dia 26 de outubro, havia 104 inquéritos sobre o crime em andamento.

Os dados seguem abertos para atualização no portal da Polícia Federal.

*Sob supervisão de João Ker

PF registrou 86 casos de possíveis crimes eleitorais no 2º turno

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A Polícia Federal divulgou nesta segunda-feira (26) que 86 casos relacionados a possíveis crimes eleitorais foram registrados no segundo turno das eleições.

Também foram instaurados 13 inquéritos policiais e lavrados 64 termos circunstanciados de ocorrência. Além disso, seis situações de flagrante permaneciam em análise.

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Entre os principais registros, estão 38 casos de possíveis violações ou tentativas de violações dos sigilos dos votos, 24 de propaganda eleitoral irregular, oito de desordem nos trabalhos eleitorais e seis de desobediência eleitoral. Foram registradas ainda ocorrências envolvendo danos a urnas eletrônicas e suspeitas de votação em nome de terceiros.

Os casos foram registrados em 21 unidades da federação: Paraíba (11), Minas Gerais (9), Sergipe (8), Bahia (5), Pernambuco (5), Rio de Janeiro (5), Alagoas (4), Espírito Santo (4), Mato Grosso (4), Acre (3), Distrito Federal (3), Piauí (3), Paraná (3), São Paulo (3), Ceará (2), Maranhão (2), Mato Grosso do Sul (2), Pará (2), Rio Grande do Norte (2), Rondônia (2) e Santa Catarina (1).

Durante o segundo turno, foram apreendidos, em contagem preliminar, R$ 41.420 em bens e valores, incluindo R$ 4.157 em dinheiro. Entre os materiais apreendidos, estão aparelhos celulares, equipamentos de informática e de som.

Números de 2026

Até as 9h30 desta segunda-feira (26), a Polícia Federal havia instaurado 1.629 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026. Na mesma data, havia 2.483 inquéritos em andamento.

O valor total de bens e valores apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais alcançou quase R$ 52 milhões, dos quais R$ 31 milhões correspondem a dinheiro em espécie.

Os dados também incluem investigações relacionadas à violência política contra a mulher, prevista no art. 326-B do Código Eleitoral. Ao longo do ano, há 104 inquéritos em andamento.

Os números são dinâmicos e podem sofrer alterações em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição.

PM detém cinco pessoas por crimes eleitorais em São Paulo

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A Polícia Militar de São Paulo deteve cinco pessoas, neste domingo (25), por crimes eleitorais. A maioria dos crimes ocorreu após eleitores fotografarem as urnas eletrônicas ou usarem o celular durante a votação, o que é proibido pela legislação eleitoral. Também houve uma ocorrência de desacato e um atendimento de apoio a um Oficial de Justiça.

Um desses crimes ocorreu na capital paulista, quando mesários identificaram e denunciaram um eleitor que estava fotografando uma urna eletrônica na Rua Palmerina. A imagem foi apagada e os envolvidos foram encaminhados para o 31º Distrito Policial para elaboração de um termo circunstanciado.

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Em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, uma eleitora foi identificada utilizando um aparelho celular dentro da cabine de votação, na Rua Santo Antônio.

Em Osasco, uma pessoa foi conduzida ao 3º Distrito Policial após fotografar a urna eletrônica durante votação na Avenida Cruzeiro do Sul.

Em Marília, no interior do estado, houve uma ocorrência de desacato por um mesário na Escola Municipal Professor Antônio Ribeiro.

A polícia não forneceu maiores detalhes sobre quais seriam os demais casos ocorridos neste domingo de eleições, mas divulgou que também foram registradas outras duas ocorrências na cidade de São Paulo e outra na cidade de Guarantã.

Desde as 8h da manhã, os eleitores do estado de São Paulo estão votando em segundo turno para a escolha do presidente da República. 

O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, o que corresponde a cerca de 21,4% do eleitorado nacional.

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