❌

Normal view

Os negros da casa de Soros

By: A A
29 October 2026 at 11:45

Coalizão Negra por Direitos, financiada por Soros, elege 16 deputados federais que aplicam a agenda identitária da Open Society no Congresso.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

A política identitária dita “antirracista” tem recebido uma atenção crescente da Open Society. Em documento publicado em 2021, o diretor da divisão do Programa de Saúde Pública da organização, Kayum Ahmed, descreveu uma mudança na estratégia de financiamento para melhor incorporar a questão racial, de poder e de privilégios à política de financiamento da OSF.

“Estamos trabalhando para incorporar uma abordagem interseccional ao nosso financiamento; para mudar a distribuição do poder, precisamos mudar com quem trabalhamos, por meio do financiamento e da nossa capacidade de convocar atores”, escreveu.

O documento recomenda expressamente que as estratégias de financiamento incluam análises de poder e privilégio e objetivos para enfrentar estruturas de opressão e discriminação. Também orienta que a fundação seja específica ao falar de racismo, perguntando se está se referindo ao racismo antinegro e à supremacia branca. É uma orientação para modificar a seleção dos beneficiários, as relações institucionais e a distribuição de recursos segundo uma análise “interseccional” de poder.

No meu último artigo para a SCF, abordei os parlamentares eleitos em outubro com o apoio de ONGs que se passam por defensoras dos negros e que são financiadas pela Open Society. A organização guarda-chuva que reivindica a luta dos negros é a Coalizão Negra por Direitos, que promoveu candidaturas a partir do projeto Quilombo nos Parlamentos. São ao menos 16 novos deputados federais. Entre eles está Jones Manoel (PSOL).

Em agosto deste ano, Jones Manoel foi um dos destaques do lançamento do Quilombo nos Parlamentos em Pernambuco. Em seu discurso, ele afirmou: “acho que na atual conjuntura brasileira, há dentro da própria esquerda uma ofensiva contra o movimento negro, e não só, tachando-o, a partir de um debate equivocado, de identitarismo. Então há uma fala de que lutas antirracistas, antipatriarcais, antilgbtfóbicas, seriam lutas identitárias menores.”

O deputado eleito pelo PSOL também confirmou ter assinado a carta compromisso do Quilombo nos Parlamentos, aderindo oficialmente às diretrizes estabelecidas pela Coalizão Negra por Direitos. Isso significa que Jones se comprometeu a aplicar a política da Coalizão como deputado no Congresso Nacional.

A política da Coalizão Negra por Direitos segue exatamente a cartilha de sua financiadora, a Open Society. A organização guarda-chuva de George Soros financia o movimento Black Lives Matter nos EUA, que desmontou a revolta popular contra o assassinato de George Floyd e levou à eleição de Biden/Harris. No Brasil, copiou-se o movimento Vidas Negras Importam. No mesmo momento em que Soros impulsionava o BLM, a Coalizão publicou um manifesto de direitos humanos: “exigimos a garantida de direitos humanos a negras e negros. Queremos viver, não apenas sobreviver! Vidas negras importam. Basta de genocídio.”

Enquanto a OSF, ao anunciar as iniciativas em torno do legado de Marielle Franco, destacou sua intenção de “apoiar mulheres negras na política brasileira”, o manifesto de 2024 do Quilombo nos Parlamentos deixava claro que estava “impulsionando candidaturas, mandatas e bancadas negras”.

A teoria do racismo estrutural e do genocídio negro, propagada pela Coalizão Negra por Direitos e pelas organizações negras identitárias, tampouco é original. Anos atrás, Alexander Soros, filho, herdeiro e continuador do legado de George Soros na OSF, já utilizava exatamente o termo “racismo estrutural”. O relatório “Advancing Diversity, Equity and Inclusion in Grant Making”, publicado em 2021 pela OSF, também afirmava: “a maioria [das sociedades] também incorpora o racismo estrutural e a desvalorização sistêmica de pessoas com pele mais escura.”

Jones Manoel é conhecido por relativizar o papel do financiamento imperialista a organizações que se dizem representantes dos oprimidos. Para ele, fundações como as de George Soros realmente fazem filantropia e não seria um absurdo receber financiamento delas. Agora fica claro porque ele pensa dessa maneira: ele próprio acaba de ser impulsionado pelas entidades de Soros para se eleger deputado.

Erika Hilton é um caso de envolvimento profundo com a Open Society. Além de ser promovida pela Coalizão Negra por Direitos, a fundação de Soros impulsiona a deputada a partir da pauta transexual, como demonstrado em artigo recente. Em 2025, Hilton destinou R$ 1,5 milhão em recursos de emendas parlamentares à Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), incluindo a prestação de serviços para a Frente Parlamentar LGBT+, liderada pela própria Hilton. A Abong recebeu R$ 4,3 milhões de financiamento da OSF entre 2016 e 2024 e também integra a Coalizão Negra por Direitos, como mostrado no artigo anterior.

Além disso, tal como foi promovida pela Coalizão Negra por Direitos, Hilton também recebeu apoio da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) nas eleições de 2026. A ANTRA recebeu 25,8 milhões da OSF, através do Fundo Brasil, entre 2016 e 2024. A deputada também chegou a indicar Bruna Benevides (presidente da ANTRA e integrante do conselho deliberativo da Conectas Direitos Humanos, que é financiada pela OSF e também faz parte da Coalizão) para receber a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara Federal em 2024. Por fim, um documentário biográfico chamado House of Hilton foi produzido com o aporte de 25 mil dólares de um fundo da Firelight Media, uma organização sediada em Nova Iorque que tem entre seus apoiadores a Open Society Foundations.

Os atuais mandatos de Dandara Tontzin e Carol Dartora são responsáveis pela indicação de uma emenda parlamentar que permitiu um termo de fomento de R$ 2,4 milhões entre novembro de 2025 e fevereiro de 2027 ao Instituto de Referência Negra Peregum, uma das ONGs da Coalizão Negra por Direitos que é financiada pela Open Society.

Tontzin também apresentou, em abril de 2025, o requerimento para realizar, em conjunto com outra comissão, o seminário “Racismo Ambiental e Transição Energética Justa”. Entre os convidados estavam representantes do Peregum, do Geledés, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) e da Terra de Direitos. O INESC e a Terra de Direitos também são receptores de fundos da Open Society (o primeiro recebeu R$ 8,6 milhões e o segundo R$ 4,6 milhões). O seminário ocorreu em 28 de maio de 2025. A página oficial da Câmara registra a participação de Carol Dartora e de Maíra Rodrigues da Silva, coordenadora da área de combate ao “racismo ambiental” do Peregum.

O funcionamento do esquema Soros, que é repetido mundo afora, fica muito claro. Primeiro, localiza indivíduos com ideias e objetivos compatíveis com os da Open Society. Depois, promove esses indivíduos através de suas ONGs. Quando eles se elegem deputados, passam a representar os interesses de Soros no Parlamento. E ainda por cima ajudam as ONGs que os promoveram, fortalecendo-as ainda mais para que continuem o seu trabalho de treinamento de novos agentes.

Todos esses deputados se apresentam como políticos de esquerda e até mesmo socialistas e anticapitalistas. Não passam de enganadores de um público ingênuo de esquerda, que gostaria de verdadeiras mudanças no País mas que estão capturados pelas ideias identitárias. Essa falsidade ideológica leva setores de direita a acreditarem que George Soros é um socialista, pois financia a esquerda. No entanto, ainda que acreditem ser de esquerda, esses deputados não podem ser considerados como verdadeiros esquerdistas, socialistas ou anticapitalistas. O socialismo é a antítese do capitalismo e, portanto, seu inimigo mortal. Se um dos maiores capitalistas do mundo os financia não é para instaurarem o socialismo, mas sim para aprimorarem o sistema de dominação capitalista sobre o povo brasileiro. Esses deputados “socialistas” são os negros da casa de Soros.

Midterm 2026, il più costoso della storia Usa: i milioni di Musk, dei super ricchi e i “dark money” per finanziare i repubblicani

29 October 2026 at 07:04

Questa volta potrebbero essersi sbagliati. Alle elezioni di midterm del 3 novembre, i super ricchi hanno scelto il partito repubblicano e potrebbero aver puntato sul cavallo sbagliato. I sondaggi, a meno di una settimana dal voto, danno infatti i repubblicani destinati a perdere la maggioranza alla Camera e in un testa a testa molto poco rassicurante con i democratici al Senato. Un’analisi condotta da CNBC sui dati della Federal Election Commission ha evidenziato comunque che 14 dei 20 dei maggiori finanziatori o gruppi di finanziatori al midterm 2026 hanno scelto il G.O.P. Guida il gruppo pro-repubblicani Elon Musk – ovviamente, verrebbe da dire, considerato il suo ruolo in gran parte della battaglie della destra Usa e globale. Vengono quindi i proprietari di Uline, Richard e Elizabeth Uihlein, seguiti da Jeff Yass, l’uomo più ricco della Pennsylvania, tra i 25 più ricchi al mondo. I 20 hanno comunque complessivamente messo a disposizione di questo ciclo elettorale 1 miliardo e 200 milioni di dollari, pari a circa un ottavo dei 9 miliardi e 800 milioni complessivi raccolti sino al 25 settembre dalle campagne dei partiti e dai super Pac. Se però si considera il cosiddetto dark money, quindi i fondi non tracciabili provenienti dai gruppi non-profit, la spesa per queste elezioni potrebbe arrivare a 15 miliardi. Una cifra stratosferica, che fa del midterm 2026 il più costoso della storia americana.

Sono diverse le ragioni che spiegano il vantaggio dei repubblicani sui democratici nella raccolta di finanziamenti elettorali. A risaltare è anzitutto il ruolo di Donald Trump, il presidente più pro-business della storia americana, che ha gestito la Casa Bianca come un comitato d’affari in cui politica e miliardi si confondono, in cui si esige dal mondo del business fedeltà cieca – in cambio di leggi e regolamentazioni favorevoli – e in cui dichiarazioni e decisioni governative sono state sapientemente distribuite in modo da orientare migliaia di operazioni sui mercati azionari e delle criptovalute. La scelta del G.O.P. da parte dei super ricchi dipende comunque anche da ragioni interne al Partito Democratico. Tra queste, c’è il “trauma” per la sconfitta di Kamala Harris, ancora molto forte. Non è poi ancora chiaro quale sarà il peso dei socialisti democratici nel partito. Domina anche una certa scarsa considerazione per la leadership democratica di Washington, guidata da Chuck Schumer e Hakeem Jeffries, non particolarmente capaci di dare al partito una linea unitaria. Questo complesso di ragioni ha fatto sì che, rispetto al passato, siano passati meno finanziamenti per il Democratic National Committee. Quando i ricchi hanno voluto donare ai democratici, lo hanno fatto direttamente ai candidati o alle cause che sostengono.

È vero che i democratici sono stati capaci di lavorare soprattutto su milioni di piccoli contributi, poi indirizzati ai 13 duelli chiave al Senato – ciò che ha rafforzato le loro speranze di riprendersi anche il Senato. Per il resto, appunto, nel campo dem si è distinto il solito George Soros, il maggiore finanziatore privato individuale delle cause progressiste anche a questo giro elettorale, che ha destinato 103 milioni di dollari a organizzazioni a lui collegate, tipo “Democracy PAC”, che hanno a loro volta sostenuto gruppi e comitati vicini ai dem. Subito dietro Soros, tra i principali donatori dell’area liberal, si colloca l’ex sindaco di New York Michael Bloomberg, che è intervenuto soprattutto nell’ultima fase della campagna elettorale, tra settembre e ottobre, con un mega finanziamento di 80 milioni di dollari destinato all’“House Majority PAC” e in generale ai gruppi focalizzati sulla riconquista democratica della Camera. Bloomberg ha continuato anche a finanziare una causa cui da anni si mostra particolarmente sensibile: quella del controllo nella vendita e possesso delle armi.

Sono stati però appunto i repubblicani ad accaparrarsi la fetta più consistente delle centinaia di milioni donati nel 2026 dai grandi ricchi alla politica Usa. In cima alla classifica dei “generosi” del G.O.P. c’è Elon Musk, che a questo ciclo elettorale si impone definitivamente come il più grande donatore politico individuale nella storia degli Stati Uniti. Per le elezione 2026, Musk ha investito 446 milioni di dollari del suo patrimonio personale. Il finanziamento – che segue a un’altra donazione record, quasi 290 milioni di dollari alle presidenziali 2024 – è stato fatto cadere a pioggia su istituzioni ufficialmente legate al partito e a gruppi che rappresentano le cause conservatrici. Al “Senate Leadership Fund” il principale PAC a sostegno dei candidati repubblicani per il Senato, è andata la donazione più consistente del proprietario di Tesla: circa 158 milioni, destinati soprattutto alla non facile impresa di sostenere le speranze di elezione in Texas di Ken Paxton, candidato voluto fortemente da Donald Trump ma segnato, nella sua carriera politica, da troppe zone d’ombra. L’ultima riguarda i circa 350 viaggi fuori del Texas, pagati dai contribuenti del Texas, che Paxton fece da attorney general dello Stato.

Tra i beneficiari di Musk c’è poi, con 76 milioni, il suo personale gruppo di pressione politica, “America Pac”, che si è concentrato sulle operazioni di canvassing, la campagna porta a porta dei candidati, oltre che sulla mobilitazione dell’elettorato conservatore nei distretti elettorali in bilico. Al “Congressional Leadership Fund” sono invece andati 20 milioni di dollari, meno che al Senato, considerate le scarse speranze repubblicane di mantenere il controllo della Camera. Ancora al Texas, in particolare al “Lone Star Liberty PAC”, Musk ha indirizzato 10 milioni di dollari – la perdita del seggio senatoriale in Texas sarebbe simbolicamente, oltre che politicamente, un pessimo segnale per l’America di Trump. Altri milioni sono andati all’associazione dei governatori repubblicani e a quella degli attorneys general – rispettivamente, 10 e 2 milioni di dollari. Se una parte significativa dell’enorme quantità di denaro immesso da Musk nel midterm è andata alla difesa della maggioranza repubblicana del Senato – il miliardario cerca di tutelare i contratti che SpaceX ha con il governo federale, in particolare NASA e Dipartimento alla Difesa, ed evitare che un Congresso dominato dai democratici faccia partire inchieste a raffica sul suo operato a capo del DOGE – non sono state dimenticati i temi qualificanti dell’agenda conservatrice più radicale, con milioni di dollari a gruppi che contrastano le restrizioni in tema di AI o che si battono contro i diritti delle persone transgender.

Dietro Musk, si è consolidato a queste elezioni il ruolo di Richard e Elizabeth Uihlein come grandi donatori conservatori. A capo di un impero costruito grazie agli imballaggi industriali, la coppia ha donato quest’anno ai repubblicani tra i 135 e i 150 milioni di dollari. Gli Uihlein si sono concentrati su aree e candidati specifici. 34,8 milioni di dollari sono andati ai repubblicani del Wisconsin e sono serviti in gran parte a finanziare la campagna a governatore di Tom Tiffany. Una cifra ancora maggiore, intorno ai 39 milioni di dollari, sono stati versati dagli Uihlein a “Restoration of America PAC”, che li ha a sua volta destinati alle campagne elettorali dei repubblicani di un altro Stato del Midwest, il Minnesota. In California Richard Uihlein ha spedito circa 17 milioni di dollari per sostenere la “Prop 39”, un referendum sull’introduzione dI regole più severe nell’identificazione degli elettori. Brilla poi come finanziatore di cause conservatrici Jeff Yass, storico libertarian, co-fondatore della società di trading Susquehanna International Group, che ha donato milioni di dollari a cause come la libertà di scelta scolastica per le famiglie e il finanziamento pubblico per le scuole private; la battaglia contro la regolamentazione delle attività economiche; il sostegno a Israele e l’elezione del maggior numero di giudici federali conservatori. Dietro questo gruppetto si schiera il Gotha della finanza e dell’economia Usa, da Marc Andreessen e Ben Horowitz a Miriam Adelson, da Kenneth Griffin a Paul Singer – tutti insieme appassionatamente per sostenere con una valanga di dollari quella che potrebbe rivelarsi una tra le delusioni più cocenti nella storia recente dei repubblicani.

L'articolo Midterm 2026, il più costoso della storia Usa: i milioni di Musk, dei super ricchi e i “dark money” per finanziare i repubblicani proviene da Il Fatto Quotidiano.

Rejoin the EU, Says Think Tank Funded by Soros and the European Climate Foundation

24 October 2026 at 07:00

This week a self-described "influential think tank", the IPPR, advised that the "UK must seek EU membership”. Charlotte Gill was not surprised to find it was funded by George Soros and the European Climate Foundation.

The post Rejoin the EU, Says Think Tank Funded by Soros and the European Climate Foundation appeared first on The Daily Sceptic.

Ao menos 16 deputados federais negros foram eleitos com o apoio de George Soros no Brasil

By: A A
18 October 2026 at 15:00

16 deputados federais negros eleitos com apoio da Coalizão Negra por Direitos, financiada por George Soros via Open Society Foundations.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

A Coalizão Negra por Direitos, organização que reúne centenas de entidades que se reivindicam da causa negra, comemorou a eleição de 42 candidaturas nas eleições legislativas no Brasil. Dessas, 26 são regionais e 16 federais.

Dos 16 deputados federais eleitos com a promoção da Coalizão, oito são do PT (Anielle Franco, Dandara Tontzin, Carol Dartora, Renato Freitas, Jack Rocha, Ana Elisa, Rosa Amorim e Walmir Assunção), cinco são do PSOL (Jones Manoel, Erika Hilton, Fábio Felix, Henrique Vieira e Talíria Petrone) e três são do PCdoB (Daiana Santos, Olivia Santana e Perpétua Almeida).

“Esse é o resultado da mobilização do Quilombo nos Parlamentos nas eleições de 2026”, publicou a Coalizão em suas redes sociais. “Essa conquista é fruto da organização política negra quando decide ocupar os espaços de poder. Cada candidatura eleita leva consigo o compromisso firmado no nosso Manifesto e a responsabilidade de fortalecer, dentro dos Parlamentos, as agendas construídas pelo movimento negro.”

O Quilombo nos Parlamentos é uma iniciativa da Coalizão Negra por Direitos com o objetivo explicitado em sua própria denominação: eleger candidatos negros para o Poder Legislativo. Isso fortaleceria a chamada “representatividade” dos negros brasileiros nas instituições, tornando-as mais favoráveis aos seus direitos.

Assim como todo movimento identitário, é uma iniciativa de caráter reformista rebaixado, que prega a farsa do “empoderamento” coletivo através de conquistas individuais. Um negro eleito deputado é apenas e tão somente um feito pessoal que beneficia o indivíduo em questão, não o conjunto dos negros. Beneficia, como fica claro ao ver quem são os negros eleitos pela Coalizão, uma aristocracia negra de classe média, que alcança um cargo no Estado capitalista para fazer carreira contra o restante da população negra.

Se não fosse isso, esses candidatos não seriam apoiados pelos banqueiros e grandes empresários nacionais e internacionais.

A Coalizão Negra por Direitos foi criada em 2019 e reúne centenas de ONGs, coletivos e entidades. Parte central de sua estratégia é a “incidência política”, ou seja, precisamente o lobby sobre as instituições brasileiras e os órgãos internacionais. Essa é justamente a estratégia delineada pela Open Society Foundations, do especulador multibilionário George Soros, que financia ONGs mundo afora para, como indica o próprio nome da organização, abrir as sociedades à penetração total do capital financeiro com o apoio de seus agentes dentro das instituições. Os deputados são alguns desses agentes.

E a OSF financia a Coalizão Negra por Direitos.

A entidade que recebeu a maior quantidade de fundos da OSF até 2024 havia sido a Conectas Direitos Humanos (R$ 34 milhões). O Instituto Clima e Sociedade (iCS) recebeu R$ 23,8 milhões da Open Society entre 2017 e 2023. Quem cruzar os dados do compilado feito pelo Instituto Monte Castelo sobre as ONGs financiadas pela OSF com a lista de organizações que fazem parte da Coalizão também encontrará, entre outros: o Instituto de Referência Negra Peregum (R$ 6,9 milhões), a Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (R$ 6,9 mi), o Geledés – Instituto da Mulher Negra (R$ 6,1 mi), a Associação Marielle Franco (R$ 4,8 mi), a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (R$ 4,3 mi), o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (R$ 4,2 mi), a Justiça Global (R$ 3 mi), o Instituto AMMA Psique e Negritude (R$ 2,5 mi), o Instituto de Defesa da População Negra (R$ 2,3 mi), o Instituto Afrolatinas (R$ 2 mi), a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (R$ 1,8 mi), a Associação Elas Existem (R$ 1 mi), a Casa Sueli Carneiro (R$ 900 mil), o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (R$ 515 mil), o PerifaConnection (R$ 92.700).

Todas essas organizações fazem parte da Coalizão Negra por Direitos e parte delas tem atuação que vai muito além do movimento negro identitário, como a Conectas e a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).

A Associação Marielle Franco parece ser um erro no levantamento da própria OSF, porque não existe uma entidade com esse nome. Trata-se na verdade do Instituto Marielle Franco, criado formalmente em julho de 2018 para se beneficiar da imagem da vereadora assassinada em março daquele ano, o que gerou forte comoção e ampla divulgação nos noticiários. O instituto só foi se estruturar definitivamente em 2020. Mas no mês seguinte ao assassinato de Marielle Franco, a Open Society anunciou a criação de uma iniciativa “destinada a incentivar o protagonismo político de mulheres negras no Brasil”, inspirada em Marielle Franco.

A iniciativa contou com uma doação inicial de 10 milhões de dólares, dividida com a Fundação Ford e outras organizações.

“Marielle representava a possibilidade de uma mulher negra, da favela, bissexual chegar em espaços de poder. Seu assassinato brutal foi uma tentativa de dizer que essa possibilidade não existe. É fundamental que anunciemos para o mundo que o Brasil produzirá novas Marielles. Que mulheres negras das periferias ocuparão espaços de poder e que esse caminho não tem volta”, anunciou à época Pedro Abramovay, diretor da OSF para a América Latina.

A fundadora do Instituto Marielle Franco é sua irmã, Anielle Franco. Não por coincidência, ela trabalhou como consultora da OSF para a América Latina a partir de 2019. Em 2023, assumiu o cargo de ministra da Igualdade Racial do governo Lula e agora foi eleita deputada federal com o apoio da Coalizão Negra por Direitos.

❌