Fórmula 1 pode chegar ao GP de São Paulo com campeão mundial definido
Kimi Antonelli não pôde beber champanhe de verdade no pódio após vencer no Texas no último fim de semana. O piloto da Mercedes, de 20 anos, ainda não tem idade suficiente para consumir bebidas alcoólicas pelas leis locais. Mas o Grande Prêmio da Cidade do México, neste domingo (1º), pode render uma grande festa.
Como até os moradores dos vales e das ilhas mais remotas da Itália certamente já sabem, Antonelli pode se tornar o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 no Autódromo Hermanos Rodríguez, na extensa capital mexicana, situada em grande altitude. Ele também pode ser o primeiro italiano a conquistar o título desde 1953.
Agora com 123 pontos de vantagem na liderança e vencedor de metade das 18 corridas disputadas nesta temporada, Antonelli precisa apenas terminar entre os nove primeiros para garantir o campeonato. O título também estará assegurado caso seu companheiro de Mercedes, George Russell, ou Lewis Hamilton, da Ferrari, não vença a prova.
O chefe da equipe Mercedes e coproprietário da escuderia, Toto Wolff, concordou que a conquista está 99,9% garantida. Ainda assim, Antonelli, que comemorou com uma garrafa de espumante sem álcool e sem marca em Austin, precisa concluir o trabalho na pista.
“Ou será uma grande festa com tequila ou, se não for com tequila, será com caipirinha no fim de semana seguinte”, disse Wolff, referindo-se ao Grande Prêmio de São Paulo, que será disputado depois da etapa mexicana.
Antonelli quer conquistar título com vitória no México
Antonelli, cuja empolgação juvenil e paixão pelas corridas ficaram evidentes desde que assumiu a liderança do campeonato na terceira etapa da temporada, no Japão, naturalmente pretende encerrar a disputa pelo título em grande estilo.
“Vou encarar isso com a mesma mentalidade, apenas tentando me divertir o máximo possível e, com sorte, lutar por mais uma vitória”, afirmou o italiano.
“Seria melhor terminar em alta, e esse é o objetivo”, completou o piloto da Mercedes.
A Cidade do México também celebra o Dia dos Mortos neste mesmo fim de semana, com uma grande festa espalhada pela cidade, independentemente da chegada da Fórmula 1.
A Mercedes ainda pode conquistar o título do Mundial de Construtores, mas o cenário é considerado improvável. A equipe precisaria ter uma tarde perfeita, enquanto a Ferrari teria de apresentar um desempenho muito ruim.
A etapa brasileira, no fim de semana seguinte, parece uma oportunidade mais provável para a definição.
Verstappen e Norris tentam desafiar domínio da Mercedes
Lando Norris, da McLaren, venceu o Grande Prêmio do México saindo da pole position no ano passado. No entanto, a equipe, atual campeã mundial de construtores, ainda precisa recuperar terreno e pode não apresentar o mesmo nível de competitividade.
Max Verstappen, da Red Bull, também tem um histórico expressivo no México, com cinco vitórias nas últimas oito participações. O tetracampeão mundial holandês tentará recuperar o embalo após Antonelli impedir que ele conquistasse três vitórias consecutivas.
Na classificação do Mundial de Construtores, Red Bull e McLaren estão empatadas em pontos, com a equipe austríaca à frente por levar vantagem nos critérios de desempate. A disputa pelo terceiro lugar geral pode se estender até a última etapa.
A briga entre Audi e Haas pelo sétimo lugar também promete emoção até o fim da temporada. As duas equipes estão separadas por apenas sete pontos na classificação.
Sergio Pérez disputará 300ª corrida diante da torcida mexicana
Mais atrás no grid, a Cadillac, estreante na categoria e atualmente entre as últimas colocadas, também tem motivos para comemorar. O experiente mexicano Sergio Pérez está prestes a disputar sua 300ª corrida diante da torcida de seu país.
O piloto ficou fora da temporada passada após deixar a Red Bull em 2024. Agora, terá a oportunidade de alcançar a marca histórica em casa, diante dos torcedores que o acompanham desde o início da carreira.
“Quanto precisa acontecer para que você dispute sua 300ª corrida em casa?”, questionou Pérez, ao comentar a ocasião. Segundo ele, o cenário só se tornou possível após o cancelamento da etapa da Arábia Saudita e o reagendamento da corrida do Bahrein na Malásia.
“É incrível. E ter todas as pessoas que estão comigo desde o primeiro dia, me apoiando, todos os meus patrocinadores, toda a minha família, todos os meus fãs”, acrescentou o mexicano.
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