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Bulos, refuerzo policial y comerciantes en alerta por altercados en Madrid: “Hay preocupación, pero nos dicen que no hay que alarmarse”

30 October 2026 at 10:46

La policía no baja la guardia ante la posible réplica de los graves altercados de Barcelona del 24 de octubre, que se saldaron con 130 detenidos, muchos menores, y numerosos daños en comercios, mobiliario y vehículos. Se trató de una protesta anónima convocada por las redes sociales bajo el nombre de Blocus que reunió a medio centenar de jóvenes que se dedicaron al pillaje y a la guerrilla urbana. La policía monitoriza desde entonces una posible segunda convocatoria para este sábado 31 de octubre en Madrid, en la zona centro. Supuestamente, este llamamiento se ha anulado, pero tanto la Policía Nacional como la Municipal mantienen el despliegue previsto que incluye un operativo de 200 agentes de Unidad de Intervención Policial (antidisturbios) en el centro y 1.700 policías municipales en diferentes puntos de la ciudad y en el transporte urbano.

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© Rodrigo Jimenez (EFE)

Agentes de la Policía Nacional desplegados hace 11 días en Madrid.

Estudante da UTAD vence prémio com projeto de mobiliário urbano

23 October 2026 at 19:23

VTM

Alerson Lisboa, estudante do mestrado em Arquitetura Paisagista da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), conquistou o primeiro lugar no Prémio Académico AMOP com o projeto “HABIT”.

O projeto consiste numa coleção de mobiliário urbano concebida para promover a convivência entre pessoas e a biodiversidade. Inspiradas na geometria triangular e nas caraterísticas do louva-a-deus, as peças apresentam uma estrutura modular flexível e adaptável a diferentes espaços e utilizações.

O Prémio Académico AMOP, promovido pela Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP), distingue trabalhos académicos que apresentem soluções inovadoras, funcionais e tecnicamente viáveis para espaços exteriores, valorizando a sua aplicabilidade em contextos reais.

Segundo Alerson Lisboa, a ideia surgiu da “necessidade de construir uma alternativa para a reestruturação da vida selvagem em espaços degradados”, com destaque para a criação de novos microhabitats e para a interação entre estes e os seus utilizadores.

O projeto cria condições favoráveis à biodiversidade, integrando soluções para insetos polinizadores e pequenos animais. A utilização de pedra reconstituída reforça uma abordagem sustentável, baseada na economia circular e no design regenerativo.

Desenvolvida no âmbito do mestrado, a coleção cruza conhecimentos de arquitetura paisagista, ecologia e design.

A atribuição do primeiro prémio ajudar a dar visibilidade ao projeto junto de profissionais de referência da área da arquitetura paisagista.

A AMOP selecionou a coleção “HABIT” para produção e comercialização, abrindo caminho à sua aplicação prática.

Segundo a UTAD, esta distinção vem reforçar o contributo da universidade “no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis, capazes de responder aos desafios atuais”.

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CCDR Algarve apresentou no IPDJ em Faro protótipo de mobiliário urbano em taipa

19 October 2026 at 19:32

Sessão de 15 de outubro, no IPDJ, debateu a integração de soluções em terra crua no espaço público e os desafios à adoção destas soluções pelos municípios.

A aplicação da taipa ao mobiliário urbano, explorando novas possibilidades para uma técnica tradicional de construção, esteve no centro da sessão técnica “Taipa no Mobiliário Urbano: inovação sustentável para o espaço público”, realizada no dia 15 de outubro, no Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), em Faro. A apresentação de um protótipo desenvolvido no âmbito do projeto “Matéria Adentro” permitiu conhecer esta experiência e debater o potencial dos materiais endógenos na criação de soluções mais sustentáveis para o espaço público.

Desenvolvido pelas “Perto Arquitetura” e “A Engenharia da Taipa”, no âmbito do projeto “Matéria Adentro”, o protótipo explora a aplicação desta técnica tradicional a uma peça de mobiliário urbano, neste caso um banco de jardim. Além deste protótipo, instalado no Jardim da Alameda, proposta acolhida desde o início pelo Município de Faro, será ainda colocado outro na Ilha da Culatra e um candeeiro, em Querença, no Jardim Manuel Viegas Guerreiro.

O enquadramento científico coube a Alfredo Braga, do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, que apresentou dados sobre a técnica, o desempenho e a durabilidade da construção em taipa no sul do país.

A sessão abordou também o património construído em taipa e o seu progressivo desaparecimento, reforçando a necessidade de divulgar novas possibilidades de utilização desta técnica, incluindo no mobiliário urbano. A discussão destacou ainda o potencial de outros materiais endógenos, como a cana e a ostra, para o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis, num setor da construção com elevado impacto ambiental.

A aplicação destas soluções pelos municípios esteve em destaque na mesa-redonda, moderada por Catarina Cruz, com a participação de representantes do Município de Aljezur, da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), da Ordem dos Arquitetos e da equipa do projeto “Matéria Adentro”. Entre os temas abordados estiveram a durabilidade e a manutenção, a regulamentação e o licenciamento, a contratação pública e as possibilidades de produção, bem como os desafios associados à adoção destas soluções pelas entidades públicas.

No balanço final, foi sublinhada a importância de produzir, partilhar e transmitir conhecimento sobre os materiais e as técnicas tradicionais às gerações futuras. Neste contexto, foi destacado o papel das escolas e instituições de ensino superior, da Ordem dos Arquitetos, dos designers, das entidades responsáveis pelo licenciamento, dos municípios e dos profissionais da construção na valorização e disseminação destas práticas.

Foi igualmente salientada a importância de recorrer à reutilização de terras provenientes de construções anteriores e de resíduos de construção e demolição, contribuindo para a economia circular. Neste âmbito, foi referida a existência de oportunidades de financiamento no Programa Regional ALGARVE 2030.

O projeto Matéria Adentro encerra a 22 de outubro, em Faro, com uma sessão no auditório da CCDR Algarve, às 14h30. O encontro constitui uma oportunidade para conhecer os resultados do projeto e aprofundar a reflexão sobre a valorização dos materiais endógenos e a sua aplicação em novos produtos.

A iniciativa enquadra-se no «Programa de Desenvolvimento de Novos Produtos baseados em Materiais Endógenos Inspirados na Dieta Mediterrânica», que associa a valorização dos recursos locais a uma relação mais equilibrada com o território.

Sobre o projeto “Matéria Adentro”

O «Programa de Desenvolvimento de Novos Produtos baseados em Materiais Endógenos Inspirados na Dieta Mediterrânica» desenvolve-se no âmbito do INOVA ALGARVE 3.0 — Promoção da Qualificação e Inovação na Região do Algarve, dinamizado pela Proactivetur e cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030.

Tem como objetivo estimular a criação de novos produtos a partir dos materiais endógenos do Algarve, promovendo a sua valorização económica e cultural. Inspirado nos valores da Dieta Mediterrânica, associa os saberes e as técnicas tradicionais à inovação, procurando contribuir para a diversificação da economia regional e para a continuidade das atividades artesanais.

Assente no mapeamento de recursos e agentes locais, foram promovidas residências criativas com artesãos, empresas, designers, arquitetos e investigadores. Através da cocriação e da experimentação com a cana, a casca de ostra, o barro e a taipa, foram desenvolvidos produtos com potencial de aplicação no design, na arquitetura e na construção sustentável, integrando princípios de economia circular e de utilização responsável dos recursos.

Missão da CCDR ALGARVE

Nos termos do Decreto-Lei n.º 36/2023 de 26 de maio, que procedeu à sua conversão em institutos públicos, as CCDRs têm por missão definir e executar as estratégias de desenvolvimento regional; integrar e articular territorialmente políticas públicas indispensáveis à execução das políticas de desenvolvimento regional nos domínios do ambiente, cidades, economia, cultura, educação, saúde, ordenamento do território, conservação da natureza, e agricultura e pescas; assegurar o planeamento e a gestão da política de coesão no âmbito dos programas regionais, e dos programas de cooperação territorial europeia, enquadrados nos ciclos de programação das políticas da União Europeia, tendo em vista o desenvolvimento económico, social e cultural dos territórios que constituem as respetivas circunscrições; e, apoiar tecnicamente as autarquias locais e as suas associações.

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