❌

Normal view

Associação de Basquetebol do Algarve divulga agenda de jogos até 4 de novembro

29 October 2026 at 18:43

A Associação de Basquetebol do Algarve (ABA), em nota enviada à nossa redação, divulga a agenda de jogos regionais e nacionais, que vão decorrer entre os dias 29 outubro e 4 de novembro de 2026.

A ABA salienta que os jogos regionais assinalados com fundo de cor verde têm Juízes nomeados pelo CAD Algarve.

Ginásio Clube de Faro | 10ª edição do Festival Calceteiros de Letras

29 October 2026 at 17:49

Poesia, performance, música, joalharia de autor e oficinas de palavra dita. O Ginásio Clube de Faro promove, de 13 a 15 de novembro, mais uma edição do Festival Calceteiros de Letras, no qual a palavra dita, a poesia e a performance são abordadas de forma contemporânea, numa fusão com a música, teatro, artes visuais e […]

NERA levou empresárias algarvias ao 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia

29 October 2026 at 18:22

Iniciativa reuniu empresárias do Algarve, Alentejo e Andaluzia para promover o empreendedorismo feminino e a cooperação transfronteiriça.

O NERA – Associação Empresarial do Algarve, sedeada em Loulé, enquanto parceiro do projeto INTREPIDA pro, promoveu a participação de empresárias algarvias no 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EURO AAA), realizado nos dias 27 e 28 de outubro, em Sevilha, Espanha.

Do Algarve, participaram 10 gestoras e líderes de negócios dos concelhos de São Brás de Alportel, Faro, Tavira, Silves e Loulé representando diferentes setores de atividade, como artesanato, design, apicultura, produção de aguardente de medronho, turismo ou desenvolvimento pessoal, refletindo a diversidade do tecido empresarial feminino da região.

Organizado pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, entidade líder do projeto, o encontro combinou sessões de capacitação com momentos de networking, proporcionando às participantes oportunidades de partilha de experiências e estabelecimento de contactos empresariais.

O programa abordou temas como a comunicação assertiva, a inteligência artificial aplicada aos negócios, a marca pessoal e as estratégias de venda. Entre as intervenções, destacou-se a sessão «A Arte e a Ciência de Vender», dinamizada por Penélope Serrano Serradilla, centrada na compreensão das necessidades dos clientes, na comunicação de valor e na construção de relações comerciais de confiança.

Dando continuidade às atividades do projeto, estão previstas novas sessões em Portugal, dedicadas ao empreendedorismo no feminino e promovendo a capacitação em temas como a utilização de ferramentas de inteligência artificial em contexto empresarial. A nível eurorregional, o projeto promoverá mais três fóruns transfronteiriços para mulheres empresárias, que terão lugar em Cádis, na Andaluzia, em Évora, no Alentejo, e no Algarve, em local a definir.

O INTREPIDA pro é cofinanciado pelo Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027. A parceria é liderada pela Fundación Tres Culturas del Mediterráneo e integra o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, a Mancomunidad de Desarrollo Condado de Huelva e a Fundación Bahía de Cádiz para el Desarrollo Económico.

Para mais informações o NERA sugere uma consulta ao website https://tresculturas.org/intrepida ou www.nera.pt .

Novembro chegou. Não deixe as suas costas hibernarem

29 October 2026 at 18:00

Com a chegada do Outono, os dias ficam mais curtos, o frio aperta e a chuva convida a ficar em casa. Trocamos a caminhada pelo sofá, o carro substitui o passeio a pé, e as horas em frente ao ecrã multiplicam-se. É natural. Mas as nossas costas podem pagar a fatura.

A dor lombar é uma das principais causas de incapacidade no mundo e um dos principais motivos para recorrer a serviços de saúde. Estima-se que atualmente a lombalgia afete mais de 600 milhões de pessoas e que, até 2050, ultrapasse os 800 milhões. Na consulta, vemos frequentemente pessoas com dor lombar cujas queixas começaram ou pioraram no seguimento de períodos de menor atividade.

Porquê? A coluna não foi feita para estar parada. É sustentada por músculos que funcionam como um suporte natural para o nosso tronco; quando passamos muitas horas sentados, esses músculos inativam-se, enfraquecem e perdem qualidade.

Também os discos intervertebrais, as almofadas esponjosas que temos entre as vértebras, sofrem com a ausência de movimento, principalmente em posições de maior stress mecânico, como é a posição sentada. Se associarmos a estes factos o aumento do peso que ocorre com a diminuição da atividade física, temos a receita pronta para a dor lombar – a coluna fica menos protegida e até um gesto simples, como pegar num saco de compras ou apertar os sapatos, é o bastante para desencadear dor.

O problema tem um efeito de bola de neve – quem tem dor mexe-se menos, e quem se mexe menos tem mais dor. Durante muito tempo, aconselhou-se repouso para tratamento da dor lombar mecânica, mas hoje sabemos que, na grande maioria dos casos, manter-se ativo é parte do tratamento.

A boa notícia é que não são precisos grandes sacrifícios. Ficam algumas sugestões simples para esta altura do ano:

  • Evite os períodos prolongados sentado – levante-se a cada 45 minutos: se trabalha sentado, vá buscar água, atenda o telefone de pé ou dê uma volta pelo corredor. Intercale o uso de cadeira com a bola de pilates para se sentar; experimente uma standing desk que permita alternar posicionamentos.
  • Melhore a sua postura ao computador – costas apoiadas, pés no chão, ecrã à altura dos olhos, e rato e teclado à altura dos cotovelos; evite o computador portátil.
  • Caminhe todos os dias – trinta minutos, mesmo divididos em blocos de dez, fazem diferença. Em dias de chuva, as escadas interiores podem compensar a caminhada no exterior – evite o elevador.
  • Fortaleça o tronco. Exercícios simples em casa, como pranchas ou pontes, mantêm a “cintura” muscular ativa.
  • Mantenha um peso saudável. O excesso de peso sobrecarrega a coluna, dificulta a mobilidade e promove o círculo vicioso do sedentarismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. Parece muito, mas são pouco mais de 20 minutos por dia.

Importa também saber quando procurar ajuda. A franca maioria das dores nas costas tem origem mecânica, não é preocupante, e melhora em poucas semanas – mais de 80% dos adultos ativos têm pelo menos um episódio de lombalgia ao longo da sua vida. Mas uma dor que não alivia, que o acorda a meio da noite, que irradia às pernas ou que se acompanha de perda de força, dormência ou febre, deve ser avaliada por um médico.

O Inverno não tem de ser uma pausa para o corpo. Este novembro, faça das suas costas uma prioridade: mexa-se um pouco mais, todos os dias. A sua coluna vai agradecer-lhe na primavera.

Sobre a Campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’

A campanha “Olhe pelas suas costas”, lançada em 2009, é uma iniciativa que visa sensibilizar a população para a problemática das dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A iniciativa tem a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e conta com o apoio da Medtronic. Para mais informações, consulte a Página de Facebook, Instagram, canal de Youtube e site da Campanha “Olhe pelas Suas Costas”. 

* Médico Ortopedista, Cirurgia da Coluna Vertebral, Hospital CUF Descobertas, membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas

ASMAL apresenta livro dirigido ao público infantil em Faro e Loulé

29 October 2026 at 17:23

A nova edição do livro ‘A Arca da Alegria‘ surge no âmbito do Projeto ‘O Nosso Livro na Comunidade!‘ promovido pela Associação de Saúde Mental do Algarve (ASMAL) e cofinanciado pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência – IDiPD, I.P, vai ser apresentado em Faro e Loulé.

O livro ‘A Arca da Alegria’ é um trabalho colaborativo e inclusivo, co-criado por pessoas com doença mental, deficiência e/ou incapacidades no decurso da oficina de Escrita Criativa (dinamizada por Daniela Pinheiro) e da Oficina de Ilustração (dinamizada por Susana Pinto Coelho). A adaptação de texto é de Olinda Maria e a coordenação do projeto de Nídia Gonçalves.

Esta nova edição traz consigo o ‘Caderno da Alegria‘ (um caderno de atividades com base na  estória do livro) igualmente criado nas Oficinas de Ilustração, sob orientação de Susana Pinto Coelho, através da participação ativa das pessoas com doença mental, deficiência e/ou incapacidades.

Salienta a ASMAL que o livro e o caderno de atividades são dirigidos ao público infantil, entre o ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, visando promover a participação, a inclusão, o respeito e a aceitação da diferença junto da comunidade.

  • 07 de novembro – sábado | 11h00 – FNAC Faro – Fórum Algarve
  • 08 de novembro – domingo | 15h00 – FNAC Loulé – Mar Shopping

Ministra do Ambiente e Energia preside esta sexta-feira à assinatura de contrato e protocolo em Faro

29 October 2026 at 17:02

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, preside esta sexta-feira, 30 de outubro, em Faro, à Assinatura do Contrato de Cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com as Universidades de Aveiro e do Algarve, com vista ao Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, cujo Estudo deverá apresentar soluções técnicas para o tratamento de resíduos urbanos numa região onde a sua produção ultrapassa as 400 mil toneladas por ano e onde as taxas de deposição nos dois aterros existentes ultrapassam os 80%.

A cerimónia de assinatura do Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, realiza-se pelas 15h00, na Sede da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, sita na Rua General Humberto Delgado 18, em Faro.

Uma hora depois, ou seja, às 16h00, na Câmara Municipal de Faro, perante António Miguel Pina, Presidente da Câmara Municipal, Maria da Graça Carvalho, preside à Assinatura do Protocolo de Colaboração Técnica entre a APA e o Município de Faro com vista à mitigação das cheias urbanas, em particular da Rua de São Luís.

Através deste Protocolo, a APA garante o acompanhamento técnico especializado nas fases de contratação e estudos, cabendo ao Município de Faro preparar e lançar os processos para a captação de fundos para as empreitadas, apontando-se como veículo prioritário os avisos do Programa Sustentável 2030.

Do Algarve para o Alentejo, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, desloca-se para Alvito, onde às 19h30 preside à Cerimónia Oficial de Inauguração da Feira dos Santos e Frutos Secos 2026, que se realiza no Pavilhão Institucional no Recinto da Feira do Alvito.

Ginásio Clube de Faro organiza 10ª edição do Festival Calceteiros de Letras

29 October 2026 at 16:40

Poesia, performance, música, joalharia de autor e oficinas de palavra dita

O Ginásio Clube de Faro promove, de 13 a 15 de novembro, mais uma edição do Festival Calceteiros de Letras, no qual a palavra dita, a poesia e a performance são abordadas de forma contemporânea, numa fusão com a música, teatro, artes visuais e joalharia de autor.

Para assinalar a 10ª edição, integram a programação projetos como “ESTILHAÇOS”, com o carismático frontman dos Mão Morta, Adolfo Luxuária Canibal (13 de novembro), “Os Poetas têm de cumprir a lei!”, performance poética e primeira criação de Kijota (um dos fundadores do coletivo Calceteiros de Letras), que conta com a participação do poeta e escritor algarvio Rogério Cão, e a fechar a noite, “Fundos Perdidos & Napoleão Mira”, atuação que cruza o rock underground com a poesia e o spoken word (14 de novembro).

Realiza-se, ainda, no dia 14 de novembro, uma oficina de performance e de palavra dita – “Poesia Con’Sentidos”, a cargo de Rita Bravo, Campeã Nacional de Poetry Slam em 2025. 

De referir que os espetáculos de 13 e 14 de novembro, assim como a oficina, estão programados para a sede do Ginásio Clube de Faro, situado na Rua Ivens, nº 12, 2º em Faro.

Já a 15 de novembro, terão lugar no Teatro Municipal de Faro, os eventos “Corpo Restrito”, fusão entre a poesia e a joalharia contemporânea de autor, num desfile com modelos vivos, em que o corpo é o suporte de esculturas experimentalistas e de joias arrojadas, criadas por joalheiros, escultores, cenógrafos, designers e artistas plásticos.

Saliente-se que o festival apresenta uma estreia absoluta, “O Lugar do Silêncio”, pela Lisbon Poetry Orchestra, um coletivo multidisciplinar formado por músicos e poetas, que integra dois músicos dos Rádio Macau, Alex Cortez e Filipe Valentim, e convida outros artistas a celebrar e interpretar a poesia. Uma viagem única de descoberta e reinvenção da palavra dita.

Para finalizar, será entregue o Prémio “Calceteiros de Letras”, que tem como objetivo reconhecer e premiar uma personalidade ou instituição pelo seu papel no mundo da poesia e da palavra dita.

Artistas juntam-se em Faro em concerto solidário

29 October 2026 at 16:09

O Grande Auditório da Universidade do Algarve, no campus de Gambelas, vai acolher no próximo dia 7 de novembro, a partir das 18h00, a gala solidária “Humanizar a Espera”.

O conteúdo Artistas juntam-se em Faro em concerto solidário aparece primeiro em Algarve Marafado.

Osteoporose:  uma doença silenciosa

29 October 2026 at 15:03

Partir um osso pode mudar uma vida inteira, e esta frase resume bem a realidade da osteoporose. Uma fratura de fragilidade é, muitas vezes, o primeiro sinal de uma doença que, até então, não dava qualquer sintoma. Dor, perda de autonomia, incapacidade e, em alguns casos, aumento significativo do risco de morte são consequências possíveis de uma fratura da anca, da coluna ou de outro local, com um impacto que não é apenas físico, mas também psicológico, familiar e social. Por isso, uma fratura por fragilidade deve ser encarada como uma oportunidade: a de diagnosticar e tratar a osteoporose e de prevenir novas fraturas.

Essa oportunidade, porém, continua a ser desaproveitada, e daí resulta um paradoxo: existem tratamentos eficazes, mas muitos doentes permanecem sem tratamento e, entre os que o iniciam, a adesão é insuficiente. Por isso, é fundamental explicar ao doente que o objetivo de tratar não é apenas aumentar a densidade óssea, mas sobretudo reduzir o risco de uma nova fratura.

A escolha do tratamento deve ser individualizada, tendo em conta as características, preferências e expectativas de cada pessoa, porque um tratamento que o doente compreende e aceita tem maior probabilidade de ser cumprido. É igualmente necessário melhorar o acompanhamento após o início da terapêutica, para identificar precocemente dificuldades de adesão ou efeitos adversos.

Aqui, a existência de circuitos estruturados de acompanhamento de doentes com fratura de fragilidade pode ter um papel muito importante, assim como a articulação entre o médico de família, reumatologista e outras especialidades.

Na realidade, o acompanhamento deve ser partilhado, com uma comunicação clara entre os diferentes profissionais envolvidos. O médico de família tem um papel fundamental na identificação de fatores de risco, prevenção, acompanhamento global e manutenção da terapêutica, enquanto ao reumatologista cabe identificar os doentes com maior risco de fratura, fazer a avaliação clínica e densitométrica, investigar causas secundárias de perda de massa óssea e definir, em conjunto com o doente, a estratégia mais adequada ao risco individual, que inclui medidas não farmacológicas e tratamento farmacológico. 

Consoante cada doente, outras especialidades, como a ortopedia, a endocrinologia, a ginecologia ou a medicina interna, também podem ser importantes. O essencial é que o doente não se perca entre consultas e que exista um percurso assistencial integrado.

Tudo isto só tem pleno sentido se olharmos também para o que acontece antes da fratura. Tratar bem é essencial, mas prevenir é melhor, e a prevenção começa muito cedo. É possível reduzir significativamente o risco de osteoporose e de fraturas com hábitos saudáveis ao longo de toda a vida: uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de cálcio e vitamina D, exercício físico regular, em particular exercício com carga e treino de força, e a ausência de tabaco e de consumo excessivo de álcool são medidas fundamentais.

Manter um peso adequado e prevenir quedas, sobretudo nas pessoas mais velhas, é igualmente importante. No entanto, alguns fatores de risco não são modificáveis, pelo que a avaliação individual do risco de fratura continua a ser essencial.

Se há uma mensagem que gostaria que os portugueses retivessem, é que a osteoporose não é uma consequência inevitável do envelhecimento, e existem formas eficazes de reduzir o risco de fratura. Trata-se de uma doença muitas vezes silenciosa, pelo que a primeira manifestação pode ser precisamente uma fratura depois de um traumatismo mínimo.

Quem sofre uma fratura de fragilidade deve ser avaliado para osteoporose, mesmo que se sinta bem e nunca tenha feito uma densitometria. E, sobretudo, é importante saber que diagnosticar e tratar atempadamente pode evitar a próxima fratura e preservar a autonomia e a qualidade de vida.

* Reumatologista CUF Barreiro e ULS Arrábida

Gala solidária em Faro angaria fundos para tornar mais digna e acolhedora a sala de espera da Oncologia 

29 October 2026 at 14:33

IRIS, Bubba Brothers, João de Brito e Rui Baeta estão entre os artistas que se juntam à iniciativa “Humanizar a Espera”, a 7 de novembro, no Grande Auditório da Universidade do Algarve. Transformar a sala de espera do Serviço de Oncologia de Faro num espaço mais humano, digno e acolhedor é o objetivo da gala […]

Qual a cor

29 October 2026 at 14:07

VTM

A imposição do Mapa verde energético pretende substituir o verde natural por painéis cinzentos e torres brancas nos altos dos montes acrescentando assim mais cores à “monótona” natureza. Não se prioriza, por exemplo, a implantação dos projetos energéticos, amigos do ambiente, em parques de estacionamento de grandes superfícies e municipais, nem em edifícios públicos e privados desde que tenham condições para acomodar as instalações e, desta forma, seria algo que daria um impulso ao próprio Estado para recuperar o inúmero património imóvel que detém aproveitando a eficiência e a produção energética.

A prioridade em primeiro lugar é cartelizar o setor energético em grande expansão e não resolver parte de dois problemas atuais de uma só vez: baixar o custo do consumo de energia e recuperar edifícios para habitação.

A recuperação patrimonial associada à eficiência energética é também futuro e contraria o paradigma que força o pensamento em que recuperar património é mais caro e não compensa, e assim se cumpria com a Convenção de Faro (2005 – Quadro do Conselho da Europa relativa ao Valor do Património Cultural para a Sociedade) que defende a utilização do património como um recurso para o desenvolvimento económico e social sustentável.

As palavras eco; sustentável; amigo do ambiente, etc. surgem sempre pintadas a verde e nesses termos não se encontra outra vontade de fazer pelo ambiente se não houver investimento por trás. Sem investimento não há alteração do ambiente, sendo uma verdadeira máquina de lavar a roupa verde.

Imaginemos que para criar uma zona verde, como nos brindam com o anunciado parque das Tourinhas, é preciso um investimento de 3 milhões de euros no âmbito do programa nacional PRO.NAT.URBE (Despacho n.º 11559/2026, de 21 de Setembro) mas com financiamento europeu, algo compatível com a expansão prevista em PDM da área urbana para a mesma zona. Se num lado criam uma zona verde, ao lado e noutra parte autorizam a destruição de um prado. Uma verdadeira perseguição a toda a velocidade ao verde numa cidade que prefere substituir o verde citadino por granito, onde se promove o abate de árvores por todos os motivos para abrir espaço para o sol brilhar e onde a visão futurística dos últimos 13 anos é uma contradição às metas ecológicas.

Se no passado o financiamento assim o exigia para uma visão de grandes praças descampadas e livres para qualquer evento municipal, agora a moda é outra e no final continua a população daltónica e sem ver o retorno das cores desses investimentos e o verde tende a desaparecer no nosso meio.

The post Qual a cor appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.

Pingo Doce abre votações do Bairro Feliz com 62 causas em Faro

29 October 2026 at 13:18

O Pingo Doce desafia as comunidades de norte a sul do país a decidir quais os projetos que vão ganhar vida nos seus bairros. Arranca a fase de votação da 6.ª edição do programa Bairro Feliz, que coloca 62 causas locais a votação nas lojas Pingo Doce em Faro. Até dia 28 de novembro, cada […]

Gala solidária em Faro angaria fundos para sala de espera de Oncologia

29 October 2026 at 12:15

IRIS, Bubba Brothers, João de Brito e Rui Baeta estão entre os artistas que se juntam à iniciativa “Humanizar a Espera”, a 7 de novembro, no Grande Auditório da Universidade do Algarve

Transformar a sala de espera do Serviço de Oncologia de Faro num espaço mais humano, digno e acolhedor é o objetivo da gala solidária “Humanizar a Espera”, que se realiza no próximo dia 7 de novembro, às 18h00, no Grande Auditório da Universidade do Algarve, no campus de Gambelas.

A iniciativa convida a comunidade algarvia a juntar-se a uma noite de música, dança e cultura, cujas receitas de bilheteira contribuirão para esta transformação.

Para quem enfrenta uma doença oncológica, a espera por uma consulta ou por um tratamento pode ser acompanhada de ansiedade, receio e incerteza.

Tornar o espaço onde essa espera acontece mais confortável e acolhedor é uma forma de atender também às necessidades emocionais dos doentes e de quem os acompanha.

É com este propósito que a gala reúne artistas e projetos que se associam à causa através da música, da dança e de outras expressões culturais. IRIS, Bubba Brothers, João de Brito, Marine & Tiago, Fernando Leal e Rui Baeta são alguns dos nomes que integram o cartaz.

A iniciativa pretende mobilizar a região em torno de uma melhoria concreta no quotidiano das pessoas que recorrem ao Serviço de Oncologia de Faro.  Cada bilhete adquirido é um contributo para tornar esta mudança possível.

Os bilhetes para a gala “Humanizar a Espera” estão disponíveis online, através da Ticketline.

Diabetes: a tecnologia não pode substituir as consultas

29 October 2026 at 10:02

Fala-se cada vez mais em inovação no tratamento da diabetes. As bombas de insulina, os sensores de glicose e os sistemas automáticos são frequentemente apresentados como soluções revolucionárias e, de facto, representam um avanço indiscutível. No entanto, no terreno, a realidade permanece mais complexa.

Enquanto enfermeiro numa consulta de pé diabético, vejo diariamente essa realidade.

Apesar dos progressos tecnológicos, continuam a chegar à consulta pessoas com feridas, infeções e complicações que, em muitos casos, poderiam ter sido evitadas. Este facto levanta uma questão: estaremos a valorizar demasiado a tecnologia e a desvalorizar o acompanhamento?

A diabetes não é apenas uma questão de controlo glicémico. É uma doença sistémica, silenciosa e progressiva, que exige vigilância contínua, especialmente ao nível dos pés, onde pequenas lesões podem rapidamente evoluir para situações graves. É aqui que a consulta de pé diabético assume um papel central.

A importância do acompanhamento

Na prática clínica, o acompanhamento regular permite, identificar precocemente alterações na pele e na sensibilidade, educar a pessoa para os cuidados diários com os pés, corrigir comportamentos de risco bem como, intervir antes que uma pequena lesão se torne uma ferida complexa. Mais do que tratar feridas, a consulta é um espaço de prevenção, educação e proximidade.

Muitas vezes, é também o momento em que percebemos que o problema não é a falta de tecnologia, mas a dificuldade em gerir a doença no dia a dia.

As bombas de insulina melhoram o controlo metabólico e reduzem complicações a longo prazo. Mas não eliminam o risco. Podemos então afirmar que, um bom controlo glicémico ajuda, mas não substitui questões como a observação regular dos pés, o uso de calçado adequado, a vigilância de sinais de alerta, e o acompanhamento por profissionais de saúde.

Na consulta, encontramos pessoas a usar tecnologia avançada, mas com défices de literacia em saúde ou dificuldades na adesão aos cuidados básicos. Isto mostra que a inovação, por si só, não resolve tudo.

Parar, escutar e educar para a prevenção

Ensinar uma pessoa a olhar para os seus pés, a reconhecer sinais de risco e a agir atempadamente pode evitar internamentos, cirurgias e amputações, e isso, não se faz com dispositivos, faz-se com tempo, escuta e acompanhamento contínuo.

Portugal tem investido no acesso a novas tecnologias, e esse caminho deve continuar. Mas é fundamental garantir que esse investimento é acompanhado por reforço das equipas de saúde, valorização das consultas especializadas, tempo clínico para educação terapêutica. Caso contrário, corremos o risco de ter uma medicina tecnologicamente avançada, mas clinicamente incompleta.

A inovação na diabetes é bem-vinda e necessária. As bombas de insulina são um exemplo claro de progresso. Mas, na prática, aquilo que continua a fazer a diferença é o acompanhamento próximo e qualificado.

Enquanto enfermeiro numa consulta de pé diabético, é impossível ignorar esta evidência: muitas complicações ainda acontecem não por falta de tecnologia, mas por falta de acompanhamento eficaz.

[the_ad id="555438"]

Na diabetes, prevenir continua a ser mais poderoso do que tratar, e essa prevenção começa na consulta.

* Enfermeiro Farmácias Holon

CCVAlg estreia Festival Geração Ciência Sem Medo em Faro

29 October 2026 at 09:56

O programa inclui experiências, cinema, gastronomia e exposições na Alameda e no IPDJ, de 30 e 31 de outubro. Algumas atividades exigem inscrição.

O conteúdo CCVAlg estreia Festival Geração Ciência Sem Medo em Faro aparece primeiro em Barlavento.

CCVAlg | A Geração Ciência Sem Medo chega a Faro já esta sexta-feira!

29 October 2026 at 08:55

Nos dias 30 e 31 de outubro, o Festival Geração Ciência Sem Medo transforma o Jardim da Alameda e o IPDJ num grande espaço de descoberta, com experiências científicas, conversas, gastronomia, cinema, exposições e atividades gratuitas para escolas, famílias e público em geral. A ciência está em todo o lado. Vem descobri-la… sem medo! A […]

Festival Geração Ciência Sem Medo chega esta sexta-feira ao Jardim da Alameda e ao IPDJ em Faro

28 October 2026 at 20:03

É nos dois últimos dias de outubro, 30 e 31, que o Festival Geração Ciência Sem Medo chega ao Jardim da Alameda e ao IPDJ, em Faro, num grande espaço de descoberta, com experiências científicas, conversas, gastronomia, cinema, exposições e atividades gratuitas para escolas, famílias e público em geral.

A ciência está em todo o lado. Vem descobri-la… sem medo!

A ciência vai sair à rua em Faro! Já esta sexta-feira, 30 de outubro, arranca a primeira edição do Festival Geração Ciência Sem Medo, uma iniciativa do Centro Ciência Viva do Algarve (CCVAlg), coorganizada com a União das Freguesias de Faro, com o apoio da Câmara Municipal de Faro e da Agência Nacional Ciência Viva, e que conta com a participação de mais de 30 parceiros, entre instituições científicas, escolas, associações e outras entidades.

Durante dois dias, o Jardim da Alameda e as instalações do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) transformam-se num espaço de encontro entre a ciência e a comunidade, convidando visitantes de todas as idades a experimentar, descobrir, fazer perguntas e participar em dezenas de atividades gratuitas.

Sob o tema central «Energias Verdes e Azuis», o Festival propõe uma viagem por diferentes áreas do conhecimento, do mar e da biodiversidade às energias renováveis, da sustentabilidade à Dieta Mediterrânica, passando pela tecnologia, astronomia, arte e cultura.

O Palco Alameda reúne conversas científicas e sabores do Algarve

O Palco Alameda será um dos principais pontos de encontro do Festival, com conversas com investigadores, apresentações de projetos e demonstrações gastronómicas que revelam a ligação entre ciência, ambiente, alimentação e tradições algarvias.

Na sexta-feira, 30 de outubro, o público poderá descobrir novas perspetivas sobre as pescas de baixo impacto, conhecer melhor a riqueza natural da Pedra do Valado e surpreender-se com curiosidades sobre os camaleões e as baleias que visitam o Algarve. A gastronomia terá também um lugar de destaque, com demonstrações dedicadas à azeitona britada, à herança mediterrânica e à valorização sustentável dos recursos da terra e do mar.

No sábado, 31 de outubro, o programa convida a descobrir a importância da pecuária extensiva na conservação da biodiversidade e das raças autóctones algarvias. Ao meio-dia, a tradição encontra a inovação numa demonstração gastronómica que propõe uma nova interpretação das conhecidas bolas de Berlim, inspirada na Dieta Mediterrânica.

Manhãs e tardes com  demonstrações culinárias e novas oportunidades para descobrir o fascinante mundo da investigação algarvia.

Do cinema ambiental à ficção científica: a ciência em destaque

Na sexta-feira, 30 de outubro, o Auditório do IPDJ acolhe uma programação que cruza ciência, cinema e sustentabilidade, convidando o público a refletir sobre alguns dos principais desafios ambientais da atualidade.

Durante a tarde, as sessões de curtas-metragens ambientais apresentam vídeos dedicados a temas tão diversos como a importância da água, a poluição, o aproveitamento da energia do mar e os serviços dos ecossistemas da Ria Formosa. Através de imagens e histórias, estas sessões convidam à descoberta e à reflexão sobre a nossa relação com o ambiente, mostrando como a ciência nos ajuda a compreender e proteger os recursos naturais.

No sábado, 31 de outubro, duas sessões prometem despertar especialmente a curiosidade dos visitantes.

Às 15h00, «Star Wars: da Ciência à Ficção» convida o público a explorar a ciência por detrás de uma das sagas cinematográficas mais conhecidas do mundo. O que é possível à luz do conhecimento científico atual? E o que continua a pertencer ao domínio da ficção?

[the_ad id="555438"]

E porque é Halloween, o desafio está lançado: venha vestido da sua personagem favorita de Star Wars e ajude-nos a encher o auditório de Jedis, Siths e outras figuras de uma galáxia muito, muito distante!

Logo depois, às 16h00, «Jovens Cientistas Sem Medo» dá voz a jovens investigadores, que aceitaram o desafio de apresentar os seus projetos de investigação em apenas três minutos. Uma oportunidade para conhecer a ciência que está a ser desenvolvida, através de apresentações breves, acessíveis e surpreendentes.

A ciência também se joga e  conversa… de copo na mão!

A Esplanada do IPDJ recebe, na sexta-feira, atividades que convidam à descoberta e à participação, como «Mais do que Jogos de Tabuleiro», entre as 10h00 e as 13h00, e «Operação Semente», das 15h00 às 16h00.

Ao final da tarde, entre as 17h00 e as 18h30, chega a «Ciência Imperial», um encontro informal entre investigadores e público, inspirado no espírito do conhecido movimento internacional Pint of Science.

Num ambiente descontraído, a ciência sai dos laboratórios e das salas de conferências para se sentar à mesa, convidando todos a conversar diretamente com quem faz investigação, colocar perguntas e descobrir curiosidades científicas, sem formalismos e sem necessidade de conhecimentos prévios.

Uma oportunidade para terminar a tarde com boa conversa, novas descobertas e, quem sabe, uma imperial na mão!

Ciência, arte e ambiente em exposição, dentro e fora de portas

Ao longo dos dois dias, o Festival convida também o público a explorar um conjunto de exposições e instalações artísticas, distribuídas pelas instalações do IPDJ e pelos espaços exteriores do Jardim da Alameda, que cruzam ciência, arte, património natural e sustentabilidade.

Na Sala de Exposição do IPDJ, a exposição «Semear Saberes, Colher Sabores — Uma Viagem pela Dieta Mediterrânica» propõe uma descoberta dos alimentos, tradições e conhecimentos associados a este património cultural. Já no hall de entrada do IPDJ, a instalação artística «Human Postcards», da konceito.r, convida à reflexão através da criatividade e da expressão artística.

No Jardim da Alameda, as exposições ao ar livre dão a conhecer diferentes olhares sobre o ambiente e a sustentabilidade, com destaque para a biodiversidade marinha da Pedra do Valado, para projetos ligados à energia solar e para iniciativas que exploram as relações entre arte, oceano e natureza.

Entre imagens, instalações e projetos científicos, estas exposições oferecem novas formas de descobrir a riqueza natural e cultural do Algarve e de refletir sobre a importância da sua preservação.

Vários espaços transformam-se num grande laboratório ao ar livre!

Um dos grandes atrativos do Festival será o conjunto de bancas científicas e atividades interativas que, nos dias 30 e 31 de outubro, entre as 10h00 e as 17h00, ocuparão o Jardim da Alameda e a sla de exposição do IPDJ.

Dinamizadas pelas entidades participantes, estas atividades convidam o público a explorar, tocar, testar, questionar e descobrir.

Dos mistérios do oceano à biodiversidade marinha, das energias renováveis à sustentabilidade, da tecnologia aos desafios ambientais, haverá experiências para diferentes idades e interesses.

As bancas estarão organizadas em três grandes áreas temáticas: Mar, Oceano e Biodiversidade; Ambiente, Sustentabilidade e Território; e Ciência, Tecnologia e Criatividade.

Investigadores, estudantes, professores e técnicos estarão disponíveis para partilhar conhecimentos e conversar diretamente com os visitantes, mostrando como a ciência está presente no quotidiano e contribui para encontrar soluções para os desafios do futuro.

Do fundo do mar às estrelas: descobertas para toda a família

O programa estende-se a outros espaços do Jardim da Alameda, com propostas que prometem despertar a curiosidade de pequenos e graúdos.

Na Plataforma das Rosas, uma sessão de Zumba logo pela manhã de dia 30 de outubro e o Planetário Móvel do Centro Ciência Viva do Algarve que proporcionará sessões imersivas de descoberta do Universo, na sexta-feira, e observações astronómicas, no sábado, permitindo explorar o céu e os seus mistérios de uma forma diferente.

Na sexta-feira, às 17h00, a «Caça às Invasoras» desafia os participantes a descobrir mais sobre as espécies invasoras e a importância da proteção dos ecossistemas.

E porque o Festival acontece em plena época de Halloween, o «Jardim 100 Medos», a partir das 16h30 de sexta-feira, promete juntar ciência, mistério e diversão numa atividade especial para as famílias.

Um convite especial às escolas na sexta-feira e às famílias no sábado!

O Festival Geração Ciência Sem Medo pretende mostrar que a ciência não vive apenas nos laboratórios ou nos livros. Está no mar, nos alimentos, na natureza, na tecnologia e até nos filmes que nos fazem sonhar.

Na sexta-feira, 30 de outubro, as escolas são especialmente convidadas a participar num programa rico em experiências, oficinas e atividades educativas, que proporciona oportunidades de aprendizagem fora da sala de aula e de contacto direto com investigadores e projetos científicos.

No sábado, 31 de outubro, o convite estende-se particularmente às famílias, com um programa que combina ciência e entretenimento: descobrir a ciência de Star Wars, conhecer os projetos de jovens investigadores, experimentar nas bancas científicas, participar em atividades gastronómicas e explorar o Universo no Planetário Móvel.

Com a participação de mais de 30 parceiros, o Festival pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre gerações, instituições e comunidade, onde a curiosidade, a criatividade e o pensamento crítico são os verdadeiros protagonistas.

A participação no Festival é gratuita, embora algumas atividades tenham lugares limitados e necessitem de inscrição prévia. O programa completo e as inscrições estão disponíveis clicando aqui.

Osteoporose e coluna: proteger os ossos para manter a autonomia

28 October 2026 at 18:01

A coluna sustenta o corpo e protege a medula. Permite-nos andar, dobrar, levantar pesos e manter a postura. Quando a coluna adoece, as tarefas mais simples tornam-se difíceis. Vestir, cozinhar ou passear podem passar a causar dor e insegurança.

O envelhecimento e a fragilidade dos ossos

O osso é um tecido vivo e renova-se ao longo de toda a vida. Atingimos a massa óssea máxima por volta dos 30 anos. A partir daí, perdemos osso de forma lenta e progressiva. Nas mulheres, a perda acelera após a menopausa, com a descida dos estrogénios.

A osteoporose surge quando o osso perde densidade e qualidade. Torna-se poroso e frágil. A doença não dá sintomas até ao dia em que um osso parte. Por isso, chamam-na de “doença silenciosa”.

Em Portugal, cerca de 22% das mulheres e 7% dos homens com mais de 50 anos têm osteoporose. Todos os anos ocorrem cerca de 52 000 fraturas de fragilidade.

As vértebras são os ossos mais atingidos. Uma fratura vertebral pode acontecer após uma queda ligeira, um espirro forte ou o simples gesto de levantar um saco de compras. Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos venham a sofrer uma fratura por osteoporose. Cerca de dois terços das fraturas vertebrais passam despercebidas, porque a dor é atribuída à idade ou à artrose.

O impacto das fraturas vertebrais

Uma vértebra fraturada perde altura e fica em forma de cunha. A dor nas costas pode surgir de repente ou instalar-se aos poucos. Com várias fraturas, a coluna curva-se para a frente. A pessoa perde altura e ganha a chamada “corcunda”.

A dor limita o movimento. A curvatura dificulta a respiração e a digestão. O medo de cair leva muitas pessoas a sair menos de casa. Perdem força, equilíbrio e confiança. A autonomia diminui e a dependência de terceiros aumenta.

A primeira fratura vertebral é também um sinal de alarme. Quem já fraturou uma vértebra tem um risco de sofrer outra cerca de cinco vezes maior.

Prevenir ao longo da vida

A prevenção começa na infância e continua até ao fim da vida. Algumas medidas simples fazem diferença:

  • • Praticar exercício regularmente, sobretudo caminhadas e exercícios de força e de equilíbrio;
  • • Comer alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte, queijo, peixe e vegetais de folha verde;
  • • Manter níveis adequados de vitamina D, com exposição solar moderada e suplementos quando o médico os indicar;
  • • Deixar de fumar e moderar o consumo de álcool;
  • • Adaptar a casa para evitar quedas, com boa iluminação, tapetes fixos e barras de apoio na casa de banho;
  • • Falar com o médico sobre o risco de osteoporose após a menopausa, depois dos 65 anos ou durante tratamentos prolongados com corticóides.

A densitometria óssea permite fazer o diagnóstico. Se a osteoporose for confirmada, existem medicamentos eficazes que fortalecem o osso e reduzem o risco de novas fraturas. O tratamento deve ser cumprido com regularidade e acompanhado pelo médico.

Uma dor nas costas que surge de repente depois dos 50 anos merece avaliação médica. Uma perda de altura também a merece. Cuidar dos ossos hoje protege a liberdade de amanhã.

Sobre a Campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’

A campanha “Olhe pelas suas costas”, lançada em 2009, é uma iniciativa que visa sensibilizar a população para a problemática das dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A iniciativa tem a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e conta com o apoio da Medtronic. Para mais informações, consulte a Página de Facebook, Instagram, canal de Youtube e site da Campanha “Olhe pelas Suas Costas”.   

[the_ad id="555438"]

* Médico ortopedista no Lusíadas Saúde e membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas

❌