❌

Normal view

Israel: oposición busca alianzas tras elecciones en que ningún partido logró mayoría 

30 October 2026 at 03:04
El bloque Benjamín Netanyahu alcanzó 53 escaños frente a los 48 de la oposición y los 19 de las fuerzas árabes. Sin que ningún sector logre la mayoría absoluta de 61 escaños en la Knéset, se abren complejas negociaciones para destrabar la gobernabilidad en Israel.

«¡La independencia es la solución!»: saharauis se movilizan ante votación en la ONU

30 October 2026 at 00:43
Rechazan el «borrador cero» promovido por EE.UU. que pretende imponer la autonomía marroquí como marco exclusivo; alertan que la transformación de la Minurso busca sepultar el referéndum y vulnerar el derecho inalienable del pueblo saharaui a su autodeterminación.

Trump y asesores ayudaron en huida de Flávio Bolsonaro hacia EE.UU.

30 October 2026 at 00:05
Trump apoyó en 2022 a Jair Bolsonaro cuando no aceptó su derrota electoral ante Lula, poco antes de promover un intento de golpe de Estado. También dio residencia permanente a Eduardo, con dos condenas pendientes en Brasil. Ayudó a Flávio a huir cuando tenía prohibido dejar el país por orden judicial.

ONU alerta que uso de novas tecnologias ameaça segurança marítima

29 October 2026 at 23:59

A Organização das Nações Unidas alertou hoje que o uso de tecnologias como a inteligência artificial (IA) e os sistemas de controlo remoto está a transformar a segurança marítima e a elevar os riscos de ataques, interferências e escaladas involuntárias.

 

Em consequência pediu o reforço da supervisão humana e da cooperação internacional.

O alerta foi feito por Courtenay Rattray, chefe de gabinete do secretário-geral, António Guterres, durante uma intervenção no Conselho de Segurança sobre tecnologias emergentes e as suas implicações para a paz e a segurança marítimas.

Avisou também que o mundo vai ser "menos resiliente" se apenas alguns, poucos, países tiverem capacidade para detetar vulnerabilidades e estabelecer medidas de proteção, pelo que pediu à comunidade internacional "uma cooperação mais estreita entre os Estados, as organizações internacionais e regionais, a indústria, a comunidade científica e a sociedade civil".

Leia Também: Ucrânia, Síria e não só: ONU pede ajuda para 9 milhões de deslocados

Resultados finais: Bloco de Netanyahu vence mas sem maioria para governar

29 October 2026 at 23:56

O Likud, do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, conquistou as eleições de terça-feira, com a sua coligação a obter 53 lugares, número insuficiente para governar, segundo os resultados finais divulgados na madrugada de hoje pela Comissão Eleitoral Central.

 

Os resultados finais da votação, após a contagem dos chamados votos em "envelope duplo", provenientes de eleitores que votaram fora do seu local de voto designado, indicam que o Likud alcançou 27 lugares e partido de oposição Yashar!, partido opositor liderado pelo general Gadi Eisenkot, ficou em segundo lugar, com 21 lugares.

A coligação pró-Netanyahu obteve um total de 53 lugares, contra 48 do bloco da oposição e 19 das duas listas árabes, estas últimas podendo funcionar como um fiel da balança, necessário para atingir a maioria de 61 lugares no Parlamento (Knesset).

Segundo o comunicado da comissão eleitoral, foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos.

Onze partidos ultrapassaram a barreira de 3,25% necessária para conquistar lugares, o que, nesta eleição, exigiu 184.947 votos.

Dentro do bloco de Netanyahu, o partido Judaísmo Unido da Torá (ultraortodoxo asquenaze) conquistou sete lugares, e o ultraortodoxo Shas, seis.

Entre os ultranacionalistas, o partido Poder Judeu, de Itamar Ben Gvir, obteve sete lugares, enquanto o Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, conquistou seis.

No bloco da oposição, aos 21 lugares do Yashar! juntam-se os 12 do partido Juntos, formado pelos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, os oito do partido Os Democratas, de Yair Golan, e os sete do Israel Beitenu, de Avigdor Líberman.

Entre os partidos árabes, que não integram nenhum dos dois blocos, a Lista Conjunta, de orientação de esquerda, obteve onze lugares, e o partido islamista Raam, de Mansur Abás, oito.

Faltam a Netanyahu oito lugares para a maioria absoluta, e ao bloco de Eisenkot, treze, o que significa que nenhum dos dois conseguiria governar sem o apoio dos partidos árabes ou dos deputados do bloco oposto.

Leia Também: Partidos árabes acusam Netanyahu de manipular resultados das eleições

Espanha. "Ninguém está preparado para uma cena de guerra daquelas"

29 October 2026 at 23:52

Juan Manuel Parra, médico do pronto-socorro do Hospital Alcorcón, seguia no último vagão de um dos comboios de alta velocidade que sofreram um acidente em Urda, Toledo, na quarta-feira. Sobreviveu à tragédia e, por conseguinte, foi um dos primeiros profissionais de saúde a prestar atendimento aos feridos, ainda junto aos trilhos.

 

Com 23 anos de experiência no sistema público de saúde de Madrid, esta não foi a primeira vez que ele arriscou a vida para salvar outras pessoas. Parra foi o primeiro médico a tratar a enfermeira Teresa Romero em 6 de outubro de 2014, a primeira profissional de saúde infetada com Ébola em Espanha .

Esta quarta-feira, não hesitou em socorrer os feridos após o desastre, naquele que descreveu ao Diario Público como um cenário de "guerra".

"Foi uma tragédia, estou mentalmente exausto", confessa. "O meu vagão descarrilou. Os assentos voaram para fora, as pessoas foram arremessadas. Bati no assento da frente, mas instintivamente levantei a mão para proteger o rosto. As pessoas entraram em pânico, parti a janela de emergência e começamos a sair."

O médico contou também como chegou a realizar uma triagem improvisada para classificar os feridos de acordo com a gravidade dos ferimentos e determinar quem precisava de atendimento prioritário.

"Quando a Guardia Civil chegou, eu já estava a dizer «Por favor, este precisa ser levado para aquele lado, vamos tirar este daqui...», principalmente para tirá-los da carruagem", relata.

Juan Manuel Parra considera que a resposta dos serviços de emergência foi rápida, mas revela que os momentos que se seguiram não foram fáceis.

"Foi horrível. Trabalho no pronto-socorro há 23 anos, mas nunca ninguém está preparado para uma cena de guerra como aquela. Eles treinam-te para trabalhar em emergências, mas os gritos, especialmente os pedidos de socorro, de resgate… Foi horrível", repetiu.

O acidente ocorreu na quarta-feira de manhã, quando dois comboios de alta velocidade em que viajavam mais de 500 pessoas colidiram em Urda, uma localidade a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid.

Pelo menos 110 pessoas foram atendidas em hospitais e 15 continuam internadas em estado grave, segundo as autoridades locais.

Segundo a CIAF (ou Autoridade Independente de Investigação de Acidentes de Transporte), o balanço de 69 mortos continua a ser provisório e há um número "muito elevado de feridos ainda pendente de confirmação".

O Rei de Espanha pediu hoje medidas para que não volte a ocorrer uma "catástrofe" como a do acidente ferroviário de Urda, que qualificou como "um duríssimo golpe" para o país.

O primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, prometeu hoje que serão esclarecidas "até ao último detalhe" as causas do acidente.

Este foi o segundo acidente ferroviário com comboios de alta velocidade este ano em Espanha, depois do de Adamuz, em Córdova, em janeiro, no qual morreram 46 pessoas.

Autoridade espanhola retifica número de mortos em acidente: Mantêm-se 69

Autoridade espanhola retifica número de mortos em acidente: Mantêm-se 69

As autoridades espanholas corrigiram o balanço das vítimas mortais da colisão de comboios em Toledo, recuando para os 69 mortos iniciais. A Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários tinha avançado temporariamente um aumento para 74 vítimas, mas veio retificar os dados oficiais esta quinta-feira.

Márcia Guímaro Rodrigues com Lusa | 16:30 - 29/10/2026

Clube Mar-a Lago de Trump colocado sob proteção de sistemas de defesa aérea

29 October 2026 at 23:49

Os militares norte-americanos colocaram sistemas terrestres de defesa aérea no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, no Estado da Florida, onde está a residência de Donald Trump, e nas suas imediações, segundo imagens difundidas por meios locais.

 

Os sistemas foram colocados em barcaças nas proximidades de Mar-a-Lago e no aeroporto internacional de Palm Beach, informou o canal WPTV.

A colocação foi realizada pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad, na sigla em inglês) e pelo Comando Norte dos EUA (Northcom), "a pedido do Serviço Secreto dos EUA", disse um porta-voz a este meio.

Mar-a-Lago tem estado sob apertado dispositivo de segurança desde que ocorreu um atentado a Trump, em setembro de 2024, no seu clube de golfe, em Palm Beach.

Segundo o WPTV, desde janeiro de 2025, quando Trump tomou posse, os pilotos de combate intercetaram mais de 60 aeronaves que violavam as restrições temporárias de voo em torno de Palm Beach.

Trump está agora no Estado da Carolina do Sul para protagonizar outro comício eleitoral, a menos de uma semana para as eleições de meio de mandato, nas quais os republicanos podem perder a maioria na Câmara de Representantes e no Senado.

Leia Também: Carney garante que EUA beneficiarão de aproximação do Canadá à UE

Venezuela anuncia Oliver Blanco para ministro das Relações Exteriores

29 October 2026 at 23:41

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou hoje que o diplomata Oliver Blanco será o novo ministro das Relações Exteriores do país, substituindo Félix Plasencia, que assumirá o cargo de diretor de Assuntos Internacionais.

 

Blanco atuava até agora como vice-primeiro ministro de Relações e Comércio Exterior da Venezuela, com especial foco para a Europa e América do Norte.

"Decidi nomear Oliver Blanco como chanceler da República Bolivariana da Venezuela. Espero que essa equipa fortalecida continue a avançar nas mudanças e na recuperação geopolítica da Venezuela em áreas de cooperação e amizade com todos os países", anunciou a chefe de Estado interina num discurso televisivo.

Plasencia partirá imediatamente para o Reino Unido "até recuperarmos o ouro que é dos venezuelanos e venezuelanas", adiantou Rodríguez, que, justamente na quarta-feira, reclamou a devolução das reservas de ouro do seu país, depositadas no Banco da Inglaterra, onde estão congeladas há mais de seis anos.

A Venezuela tem lingotes de ouro no banco avaliados em quase 2.000 milhões de euros que não pode retirar porque a Grã-Bretanha se recusou a reconhecer a reeleição de Nicolás Maduro, em 2018.

"Chega de desculpas" e "do roubo do nosso ouro", afirmou Rodriguez na quarta-feira, sublinhando que "esse ouro pertence aos venezuelanos, não ao Banco da Inglaterra".

Leia Também: Quatro portugueses continuam presos por razões políticas na Venezuela

Ataque russo com mísseis balísticos contra Kyiv faz pelo menos um morto

29 October 2026 at 23:35

Pelo menos uma pessoa morreu na sequência de um novo ataque russo com mísseis balísticos contra a capital da Ucrânia, Kyiv, informou o presidente da câmara da cidade.

 

Segundo o autarca, Vitali Klitschko, o alvo dos mísseis russos foram vários armazéns no bairro de Darnitsia, na capital ucraniana.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou entretanto a morte de um funcionário da Central Nuclear de Zaporijia — na região ucraniana de Energodar e sob controlo russo — após um ataque com drones não identificados.

"Qualquer ataque contra o pessoal de uma central nuclear é completamente inaceitável e viola os Sete Pilares Indispensáveis para a Segurança Nuclear e a Segurança durante um conflito armado", condenou o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi.

Pelo menos 13 pessoas morreram e cinco ficaram feridas hoje durante um ataque com um drone russo a uma plataforma na estação ferroviária de Dnipro, uma grande cidade no centro-leste da Ucrânia, informou o governador regional Oleksandr Ganzha na rede social Telegram.

O drone a jato embateu numa plataforma onde se encontrava um comboio, detalhou a companhia ferroviária nacional Ukrzaliznytsia, acrescentando que as vítimas também se encontravam na plataforma. Apesar do alerta de ataque aéreo, havia pessoas na plataforma, informou a empresa num comunicado.

Só em setembro, mais de 5.800 comboios tiveram de ser retirados devido a ameaças de ataques, declarou a Ukrzaliznytsia à agência de notícias AFP no início de outubro.

A Força Aérea ucraniana declarou hoje que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.

Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país e, até ao momento, não há informações sobre vítimas ou danos decorrentes desta onda de ataques.

Por outro lado, as autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.

O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.

Depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014, a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).

Leia Também: Alemanha pede à China que pressione Rússia para pôr fim à guerra

Única agência noticiosa da Finlândia vai encerrar informação e fotografia

29 October 2026 at 23:32

A única agência noticiosa da Finlândia, a STT, uma das mais antigas do mundo, anunciou hoje que vai encerrar os seus serviços de informação e fotografia em 2027, depois de anos de dificuldades financeiras.

 

Depois de negociações sobre uma reestruturação, o conselho de administração da STT anunciou ter "decidido acabar com as atividades de agência os domínios da informação e da fotografia", com uma paragem definitiva destes serviços em 31 e março de 2027.

"No próximo domingo, fará exatamente 139 anos que a STT começou as suas atividades. Considero o fecho dos nossos serviços de informação e fotografia uma tragédia para a sociedade finlandesa no seu conjunto", afirmou o seu diretor-geral, Kimmo Laaksonen, em comunicado.

A Finlândia torna-se assim um dos poucos Estados ocidentais sem uma agência de notícias, segundo o radiodifusor público, Yle.

A reestruturação afeta 95 postos de trabalho e deve levar à eliminação de 89, dos quais 68 de jornalistas. Trinta contratos a prazo também vão acabar.

A STT vai manter a difusão de comunicados de empresa, serviço que emprega sete pessoas.

A agência também anunciou que vai "explorar as possibilidades de exploração comercial dos seus arquivos e da tecnologia em curso de desenvolvimento".

A presidente do Sindicato dos Jornalistas da Finlândia, Marjaana Varmavuori, qualificou o anúncio como "devastador".

Em comunicado, deplorou: "O seu papel na produção e difusão de informação fiável na Finlândia é insubstituível. Estou profundamente chocada que o Estado e as empresas de informação tenham a intenção de deixar a nossa agência noticiosa acabar".

Leia Também: Submarino nuclear russo lança míssil estratégico que atinge alvo no Ártico

Houthis reivindicam ataques a refinarias, aeroportos e bases sauditas

29 October 2026 at 23:23

Os rebeldes houthis do Iémen reivindicaram hoje à noite seis ataques contra refinarias, aeroportos e bases militares na Arábia Saudita.

 

Os ataques fizeram pelo menos um ferido ligeiro na capital, Riade, confirmou depois a Defesa Civil do reino árabe.

O porta-voz militar dos houthis, o general Yahya Sari, explicou que as ações tiveram como alvos a refinaria de Ras Tanura, uma instalação da petrolífera estatal Aramco em Abqaiq, o Aeroporto Internacional Rei Khalid (em Riade), o Aeroporto Internacional Rei Fahd (em Dammam), a refinaria de petróleo de Rabigh e uma base militar em Najran.

Sari afirmou que este último ataque resultou em mortos e feridos nas fileiras sauditas, informação não confirmada por Riade.

A coligação liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis no Iémen, tinha reivindicado antes o derrube de dois mísseis balísticos disparados pelo movimento pró-Irão em direção a Riade, onde foram registadas oito explosões.

Ao início da noite de hoje, os jornalistas da agência France-Presse (AFP) tinham registado oito explosões na capital saudita, precedidas por mensagens de alerta enviadas pelas autoridades, que indicavam uma "ameaça aérea".

A Defesa Civil saudita também reportou um "perigo potencial" em Al-Kharj, a sudeste de Riade, e na cidade de Najran, no sul do país.

O grupo apoiado pelo Irão disse hoje, por sua vez, que um bombardeamento saudita fez pelo menos 12 mortos no oeste do Iémen.

Os houthis e as forças sauditas, que apoiam o Governo iemenita, têm trocado diariamente ataques desde o retomar, em julho, do conflito no Iémen, país que voltou a ser palco de guerra no Médio Oriente após quatro anos de relativa acalmia.

No Iémen, na quarta-feira, os bombardeamentos sauditas, que atingiram, entre outros locais, um posto de abastecimento de combustível e um mercado, fizeram pelo menos 14 mortos na província de Al-Jawf (noroeste), na fronteira, segundo os houthis.

Por sua vez, visaram o aeroporto de Áden, cidade no sul que alberga a sede temporária do governo, expulso da capital, Sana.

Segundo o porta-voz das forças governamentais, Majed al-Nuzaili, esta é a sexta vez que o aeroporto é alvo de ataques. Informou a existência de civis feridos e danos materiais.

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, justificou o ataque alegando "a presença de uma aeronave de carga militar" saudita "transportando armas destinadas a matar o povo iemenita".

A Arábia Saudita não comentou estas alegações.

Os combates no Iémen fizeram mais de 1.600 mortos e 275.000 deslocados, segundo dados da ONU, sem que se vislumbre qualquer solução diplomática.

Leia Também: Forças sauditas destruíram dois mísseis houthis em direção a Riade

Ucrânia, Síria e não só: ONU pede ajuda para 9 milhões de deslocados

29 October 2026 at 23:22

A ONU alertou hoje para a existência de pelo menos nove milhões de pessoas em quatro países afetados pela guerra – Ucrânia, Síria, Líbano e Afeganistão - que precisam de ajuda adicional para passar o inverno.

 

A situação nesses países, agravada pela escassez de financiamento e aumento dos preços da energia, levou a agência da ONU para os Refugiados a pedir um aumento das doações financeiras.

"Para ajudar a compensar a queda acentuada do seu orçamento, o ACNUR [Alto Comissariado da ONU para os Refugiados] pretende angariar pelo menos 50 milhões de dólares [44,8 milhões de euros] para apoio no inverno de 2026-27", avançou a organização no lançamento da sua campanha anual de angariação de fundos dirigida a particulares e ao setor privado.

O valor representa um aumento de 2,7 milhões de euros relativamente ao ano passado porque "os recursos são escassos e os custos estão a disparar", explicou a diretora de Relações Externas do ACNUR, Dominique Hyde, citada em comunicado.

"Milhões de pessoas nestes países frágeis e afetados pela guerra correm o risco de enfrentar as intempéries sem proteção suficiente contra o frio. Precisam mais do que nunca do apoio do público", defendeu.

De acordo com o ACNUR, as necessidades de inverno são enormes nos quatro países em causa, com milhões de pessoas a lidar com um recente aumento dos preços da energia e dos alimentos e a precisar de mais abrigos, combustível para aquecimento e para cozinhar e roupas e cobertores.

"O dinheiro angariado será utilizado para comprar, entre outras coisas, aquecedores no Afeganistão, cobertores térmicos na Síria e no Líbano e 'kits' para reparar casas bombardeadas na Ucrânia", adiantou o ACNUR.

Referindo que este será o quinto inverno de guerra na Ucrânia, a organização lembrou que as temperaturas no país descem até aos -20°C, que a Rússia tem intensificado os ataques contra civis e trabalhadores humanitários, provocando crescentes cortes de energia, e que há cerca de 4 milhões de deslocados internos.

"No inverno passado, as instalações energéticas foram atingidas pelo menos 423 vezes", recordou o ACNUR, apontando que o objetivo para este inverno inclui ajuda financeira a cerca de 310.000 pessoas e melhorias do isolamento de 80 mil casas.

Também o Afeganistão enfrenta outro inverno difícil numa altura de regressos em grande escala, enormes necessidades humanitárias e severas restrições de financiamento, alegou o ACNUR, referindo que quase 4 milhões de pessoas regressaram do Paquistão e do Irão entre janeiro de 2025 e julho passado.

Segundo a agência, há 4,2 milhões de pessoas a precisar de abrigo, enquanto quase um terço das famílias avaliadas reportou falta de vestuário adequado para o inverno.

"As famílias estão a fazer escolhas difíceis entre aquecimento, alimentação e cuidados de saúde. No inverno passado, muitas queimaram cartão, papel ou lixo plástico para se manterem quentes porque o carvão e a lenha eram inacessíveis", disse Dominique Hyde, acrescentando que as crianças estão especialmente vulneráveis.

No caso da Síria, apesar do otimismo provocado pelo regresso a casa de milhões de pessoas desde a queda do regime de Bashar al-Assad, a ajuda é urgente.

"Sem mais financiamento para o básico neste inverno – um teto, roupa, óleo para aquecimento – o destino dos retornados vai tornar-se cada vez mais precário", referiu a agência, adiantando que há 2,4 milhões de pessoas a precisar de ajuda no país.

Por fim, no Líbano, é estimado que quase 300 mil pessoas necessitem de assistência na estação mais fria, mas o orçamento do ACNUR só consegue chegar a metade.

"O aumento dos custos de aquecimento está a agravar as vulnerabilidades: os preços do gasóleo quase duplicaram desde antes da escalada regional de março de 2026, e as famílias relatam que a ajuda, que antes cobria grande parte do inverno, pode agora durar apenas algumas semanas", lamentou o Alto Comissariado.

Leia Também: Chefes tribais do Iémen lançam "código de honra" para proteger civis

❌