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Preços das portagens podem subir 3,8% a partir de 1 de janeiro de 2027

30 October 2026 at 11:36

Os preços das portagens das autoestradas poderão subir mais de 3,8% a partir de 1 de janeiro do próximo ano. As contas resultam da estimativa rápida da inflação de outubro divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, divulgada esta sexta-feira.

A taxa de inflação homóloga, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou para 3,8% em outubro, mais 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior. Os dados preliminares avançados pelo organismo de estatística nacional permitem já antecipar que a generalidade das portagens nas autoestradas portuguesas deverão subir 3,82%.

Isto porque a inflação excluindo a habitação ter-se-á fixado em 3,72% em outubro, a que acrescem 0,1 pontos percentuais, conforme foi negociado e acordado em 2023, quando o então Governo de António Costa teve de intervir para travar um aumento muito significativo dos custos das portagens, devido ao surto inflacionista provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

A taxa de referência, que ainda terá de ser confirmada pelo INE em novembro, para utilização das portagens não se aplica, contudo, às portagens da Lusoponte, que têm como orientação o mês de setembro.

Por lei, as concessionárias de autoestradas têm de entregar ao Governo, até 15 de novembro, a sua proposta para a revisão das portagens para entrar em vigor a 1 de janeiro do ano seguinte, tendo o Estado 30 dias para se pronunciar. Só então ficará definido o aumento específico para cada autoestrada ou troço.

Inflação em Portugal volta a acelerar para 3,8%. É a mais alta desde maio de 2023

30 October 2026 at 11:04

A inflação homóloga em Portugal, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), acelerou em outubro para 3,8%, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que a registada no mês anterior. A estimativa rápida foi divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostra uma subida dos preços pelo terceiro mês consecutivo, após um abrandamento entre abril e julho.

A confirmar-se a inflação nos 3,8% esta seria a variação mais alta de aumento dos preços desde maio de 2023, ou seja, mais de três anos, quando se fixou em 4%. No final desse ano a inflação caiu para metade até 1,4% em dezembro. Desde essa altura a subida de preços não foi menor do que 1,9%.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

“A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 17,4% (15,3% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,7% (valor idêntico em setembro)” , detalha o INE.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, terá registado uma variação de 2,8% em outubro, taxa superior em 0,1 p.p. à do mês precedente. Já em termos de variação mensal, o IPC terá sido 0,2% (1,2% em setembro e nula em outubro de 2025). O INE estima ainda uma variação média nos últimos doze meses de 2,9% (2,8% no mês anterior).

A variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, indicador que permite comparações entre os Estados-membros da União Europeia, terá sido de 3,9%, superior aos 3,6% do mês anterior. Os dados de outubro tanto da Zona Euro, como da UE, ainda não são conhecidos. Em setembro, a inflação foi de 3,8% nos países da moeda única.

⛽Combustíveis seguem direções opostas na próxima semana. Gasóleo sobe 2,5 cêntimos

30 October 2026 at 10:31

Se tem carro a gasolina e precisa de atestar o depósito do automóvel, é melhor aguardar pela próxima semana. Já se precisar de ir às bombas abastecer com gasóleo, espera para o fazer até domingo se não quiser pagar mais. A partir de segunda-feira, os preços dos combustíveis seguem direções opostas.

O preço do diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá aumentar 2,5 cêntimos, enquanto o da gasolina deverá descer 2,5 cêntimos, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) através de informação transmitida por fontes do setor.

A confirmarem-se as previsões do ACP para a próxima semana, o preço médio do gasóleo simples vai aumentar para 2,215 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina simples 95 deverá descer para 2,008 euros por litro. Por comparação, o preço médio do litro do gasóleo custa esta sexta-feira 2,19 euros, enquanto o preço médio da gasolina totaliza os 2,033 euros, de acordo com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

O ACP avisa que, ao dirigir-se às bombas de combustível, pode encontrar postos com preços mais altos que o previsto, porque o setor é “liberalizado” e explica também que, como a previsão tem por base o valor da matéria-prima no fecho dos mercados de quinta-feira, é possível que haja efeito nos postos se hoje as cotações do crude se agravarem, o que se está a verificar.

Brent sobe mais de 2% após ataque em Ormuz

A cotação do chamado ‘ouro negro’ está a subir cerca de 2%, mantendo-se acima dos 100 dólares por barril. O valor do WTI, produzido no Texas, avança 1,98% para os 104,02 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent, o crude do Mar do Norte que serve de referência para a Europa, sobe 2,23% para os 113,32 dólares. No acumulado de outubro, o Brent encontra-se a caminho de fechar com uma subida de quase 13%, enquanto o WTI está prestes a registar um salto mensal de 14%.

A motivar esta subida está o facto de um petroleiro no Estreito de Ormuz ter sido atingido por engenhos explosivos instalados por uma pequena embarcação, de acordo com a informação disponibilizada pela Organização Marítima e de Transportes do Reino Unido e divulgada pela agência Reuters.

“Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Médio Oriente, com os Estados Unidos, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região. A guerra levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, levando o preço dos combustíveis a sofrer graves alterações”, realça a associação automóvel portuguesa.

Notícia atualizada às 10h39 com mais informação

Cabaz alimentar desce 44 cêntimos para 253,55 euros na última semana

By: Lusa
28 October 2026 at 16:15

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste desceu 0,44 euros, fixando-se nos 253,55 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.

Depois de ter descido pela primeira vez na semana passada (-2,27 euros), após semanas consecutivas de subidas, o cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste “situa-se nos 253,55 euros, o que traduz um decréscimo de 0,44 euros face à semana anterior”.

A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.

Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

Entre 21 e 28 de outubro, os cereais de fibra registaram um aumento de 10% para 4,75 euros, a couve-flor subiu 8% para os 2,52 euros e o arroz agulha registou um acréscimo de 7% para os 1,55 euros, tendo tido os maiores aumentos percentuais.

No início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 11,72 euros (menos 4,85%).

Segundo a Deco Proteste, há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 9,87 euros (menos 4,05%).

Já no início de 2022, era possível gastar menos 65,85 euros (uma diferença de 35,08%).

Em relação ao ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o bacalhau graúdo (36% custando atualmente 21,82 euros por quilograma), o tomate chucha (33% custando atualmente 2,90 euros por quilograma), e a couve-coração (24% o que se reflete num custo de 1,78 euros por quilograma).

Desde 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (114% para 12,47 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (106% para 21,82 euros por quilograma) e os ovos (82% para 2,08 euros)

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