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Pesca na foz do Rio Doce volta a ser liberada depois de dez anos

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Após dez anos, a pesca voltou a ser liberada na área marinha próxima à foz do Rio Doce, entre Aracruz e Linhares, no Espírito Santo.

A decisão, dos ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), foi tomada com base em uma nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que apontou não haver perigo para o consumo de pescados. 

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Com isso, os pescados da região poderão ser comercializados e consumidos.

A atividade pesqueira foi suspensa após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), por causa da possibilidade de contaminação dos peixes, moluscos e crustáceos. 

A Portaria n°75/2026 estabelece que a atividade pesqueira profissional na área delimitada deverá ser exercida por pescadores e embarcações devidamente regularizados, quando exigido pela legislação. O ordenamento da pesca na região não altera o pagamento do Programa de Transferência de Renda (PTR).

“Também deverão ser observadas as normas vigentes sobre períodos de defeso, áreas com restrição à pesca, espécies protegidas, tamanhos mínimos de captura, modalidades permitidas, equipamentos utilizados e medidas para reduzir a captura incidental”, disse o MPA.

A fiscalização ficará a cargo dos órgãos competentes. Além disso, a retomada da atividade pesqueira será acompanhada por um Plano de Ação Integrado, coordenado pelo MPA e pelo MMA, em articulação com os demais órgãos competentes, entre eles Ministério da Saúde (MS), Anvisa e as instâncias de gestão participativa.

O plano conta com medidas de implementação, monitoramento e avaliação da atividade pesqueira. Ele poderá ser atualizado com base nos resultados do monitoramento, em informações técnicas e científicas e na participação das comunidades pesqueiras.

Rompimento 

A atividade de pesca foi suspensa, em 2016, por tempo indeterminado, por decisão da Justiça do Espírito Santo que atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF).

O órgão apontou a inexistência de estudos conclusivos sobre a contaminação de peixes, moluscos e crustáceos que vivem na região, devido aos rejeitos da barragem de Fundão, da Samarco, rompida em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG).

O rompimento despejou aproximadamente 40 a 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração de ferro, contaminando toda a Bacia do Rio Doce. Os rejeitos soterraram os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo e 19 pessoas morreram.

Nota técnica

A nota técnica com dados de monitoramento ambiental e da atividade pesqueira produzidos pela Anvisa apontou não haver nas regiões dulcícola, marinha e de mangue, a presença de chumbo e mercúrio acima do limite máximo tolerado, definido em normas nacionais e internacionais.

Para cobre, cromo, ferro, níquel, manganês e zinco, a presença detectada situa-se na média.

O MPA informou ainda que a água e os sedimentos do Rio Doce são monitorados continuamente pelo Programa de Monitoramento Quali-quantitativo Sistemático de Água e Sedimento (PMQQS), e não há alertas de não conformidade reportados pelo programa.

O ministério informou ainda que a liberação da atividade pesqueira, não substitui nem afasta as obrigações de reparação, recuperação e monitoramento previstas no acordo judicial relacionado ao rompimento da barragem.

Em carta golpista, Flávio agradece Milei e Trump por apoio para fuga

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Após fugir do Brasil para os Estados Unidos, o candidato derrotado na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

Em uma primeira versão da carta golpista, o senador se declarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o termo foi alterado para "líder do Brasil".

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No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República. No pleito, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos. Já Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões de votos. As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, reclamou.

As afirmações de Flávio contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As eleições no Brasil tiveram ainda o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes de diversos países de diferentes continentes. O PL, partido de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas. 

Na carta, Flávio criticou ainda a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático. Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da Polícia Federal (PF), que apontou riscos de o senador fugir do país em meio a investigações contra ele sobre casos de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr.

"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", diz.

A primeira versão da carta trazia um brasão da República com a palavra "Brazil", escrita com "z", em vez de Brasil, com "s". No lugar de República Federativa do Brasil, o símbolo trazia a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nome que deixou de ser usado em março de 1967.

O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a mulher e as duas filhas na manhã desta quarta-feira (28), após um dia de incertezas sobre o seu paradeiro. Eles cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27) por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com a argentina Puerto Iguazú. Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. De lá, eles foram para os Estados Unidos. 

Irmão nos EUA

Irmão mais novo de Flávio, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025. Poucos dias antes do segundo turno, ele chegou a falar em entrevista que Flávio deveria deixar o Brasil, caso perdesse as eleições.

Eduardo foi condenado pelo STF por ter articulado o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, em julho de 2025. O intuito era impedir o julgamento do seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado, meses mais tarde, a 27 anos de prisão por golpe de Estado.

Democratas

Na manhã de hoje (28), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, fez um comparativo entre a atual política migratória estadunidense aplicada a pessoas que fogem de conflitos e o tratamento concedido a Flávio e à família Bolsonaro.

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, diz o post do comitê no X.

Mailza Assis é reeleita governadora do Acre

25 October 2026 at 23:28

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Com  83,88% das urnas apuradas, a candidata Mailza Assis (PP) está matematicamente reeleita governadora do Acre. 

Mailza, que é a atual governadora do estado, recebeu, até o momento, 229.835 votos, o equivalente a 66,16% dos votos válidos. 

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A governadora disputava o segundo turno com  Alan Rick (Republicanos), que obteve 118.749  votos (33,84%).

Atual governadora do Acre, Mailza Assis é natural de Mundo Novo (MS) e tem 49 anos. Chegou ao cargo em abril deste ano, após a renúncia de Gladson Cameli, de quem era vice. 

Foi eleita em 2014 para o Senado como primeira suplente na chapa de Cameli e assumiu como titular do mandato em 2018. Em 2022, foi eleita vice-governadora na chapa de Cameli e assumiu o governo em abril, com a renúncia do governador para concorrer ao Senado. 

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