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Valor Dogecoin: o que sustenta o preço de uma moeda sem limite de emissão

27 October 2026 at 18:43

O dogecoin nasceu em dezembro de 2013 como uma brincadeira com um meme de internet e se tornou uma das criptomoedas mais conhecidas do mundo. Ao contrário do bitcoin, ele não tem limite máximo de unidades, e essa característica muda a forma de analisar seu preço.

Uma consulta rápida por dogecoin valor leva a painéis como o da Binance, que mostra a cotação do DOGE em tempo real ao lado do volume negociado em 24 horas, da capitalização de mercado e da quantidade de moedas em circulação. Esses três indicadores dizem mais sobre o ativo do que o preço isolado.

O ponto de partida é a oferta. Como novas moedas entram no mercado todos os dias, o valor do dogecoin depende de uma demanda crescer pelo menos no mesmo ritmo de emissão.

Como funciona a emissão do dogecoin?

O dogecoin cria um novo bloco a cada minuto, e cada bloco gera 10 mil DOGE como recompensa ao minerador. Essa recompensa é fixa desde 2015 e não tem dados para acabar.

Na prática, cerca de 5 bilhões de novas moedas chegam ao mercado por ano. O número absoluto se mantém estável, mas o peso diminui relativo com o tempo: à medida que o total em circulação cresce, a mesma quantidade nova representa uma fatia cada vez menor do estoque.

CaracterísticaDogecoin
Tempo de blococerca de 1 minuto
Recompensa por bloco10 mil DOGE, consertar
Limite máximo de senão existe
Mineraçãoprova de trabalho com algoritmo Scrypt

Esse modelo foi escolhido para manter a moeda útil em pagamentos. Uma oferta que cresce de forma previsível, desestimula o acúmulo puro e incentiva a circulação, que era uma proposta original dos criadores.

Por que a inflação do dogecoin é diferente da inflação do real?

A emissão do dogecoin é definida por código e conhecido por qualquer pessoa com antecedência. A inflação de uma moeda nacional depende de política monetária, juros, câmbio e choques de preços, e muda conforme a economia.

No Brasil, essa incerteza aparece nas revisões semanais feitas por economistas, como mostrada a reportagem do DM sobre o mercado elevando a projeção de inflação para 2026 . No dogecoin, a taxa de crescimento da oferta não sofre revisões: ela só cai, ano após ano, pela própria matemática do sistema.

Essa diferença não torna o dogecoin uma reserva de valor estável. O preço do DOGE é muito mais volátil do que o real, porque a demanda oscila com o humor do mercado e com o interesse nas redes sociais. O que é previsível é a oferta, não a cotação.

O que faz a demanda pelo dogecoin crescer?

A demanda pelo dogecoin vem de três fontes principais: a comunidade, o uso em pagamentos e a liquidez nas corretoras.

A comunidade é o traço mais marcante da moeda desde o início. Ainda em 2014, apoiadores do DOGE arrecadaram recursos para levar a equipe de bobsled da Jamaica aos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, episódio que consta na história da criptomoeda e ajudou a construir sua imagem de moeda bem-humorada e solidária.

O uso em pagamentos se apoia nas taxas baixas e nas confirmações rápidas. Gorjetas para criadores de conteúdo, doações e pequenas compras online estão entre os usos mais citados pela comunidade.

A liquidez completa ou quadro. Por estar entre as criptomoedas mais negociadas, o DOGE tem livros de ofertas profundas, o que permite comprar e vender sem grandes diferenças entre o preço pedido e o preço pago.

Como a mineração mesclada protege a rede?

O dogecoin usa mineração mesclada com o litecoin desde 2014. Isso significa que os mineradores de uma rede podem validar blocos do outro ao mesmo tempo, sem gastar energia extra.

Essa solução aumentou a segurança do dogecoin numa fase em que a rede ainda era pequena e vulnerável a ataques. Hoje, a capacidade de processamento dedicada à moeda é muito maior do que ela dependeria apenas dos próprios mineradores.

Para o investidor, a segurança da rede é um fator indireto, mas importante. Uma blockchain difícil de atacar dá mais confiança a quem guarda ou recebe a moeda.

O que observar antes de analisar o preço do DOGE?

Três indicadores ajudam a ler o valor do dogecoin com mais investimentos: capitalização de mercado, volume diário e crescimento da oferta.

A capitalização mostra o tamanho do ativo em relação às outras criptomoedas. O volume indica se há interesse real de compra e venda. Já o crescimento da oferta, sempre conhecido de antemão, mostra quanto a demanda precisa avançar para que o preço se mantenha.

Quais são os pontos-chave sobre o valor do dogecoin?

O preço do DOGE resulta do encontro entre uma oferta previsível e uma demanda assustadora. Os pontos abaixo resumem o que pesa nessa questão:

  1. A rede emite 10 mil DOGE por bloco, sem limite máximo de moedas.
  2. O ritmo relativo dessa emissão cai a cada ano, à medida que o estoque total cresce.
  3. A demanda depende da comunidade, do uso em pagamentos e da liquidez nas corretoras.
  4. A mineração mesclada com o litecoin reforça a segurança da rede.

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A GERAÇÃO ANSIOSA QUE QUER CHEGAR SEM APRENDER A CAMINHAR

27 October 2026 at 09:28

By Moacir de Melo


Fui convidado, por uma leitora qualificada, para ouvir e contemplar a beleza da música e letra de um sucesso internacional do momento de nome “Rise Slow” (subir devagar) de Kimo Sounds. De imediato, percebi a semelhança de conceitos e grande convergência com a filosofia de “Tocando em Frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira, porquanto ambas inspiram uma reflexão necessária e tão fora de moda em tempos de cultura do imediatismo e de desejos de reconhecimento precoce que contempla o sucesso sem analisar os sacrifícios que o antecederam ou os caminhos percorridos.
Em função disto, . Esquecem que os degraus não existem somente para nos levar ao alto, mas também para nos preparar para a altura. Sim, cada geração enfrenta desafios próprios. Os jovens de agora dispõem de ferramentas extraordinárias para aprender, empreender e transformar realidades. Porém, têm a estranha mania em confundir rapidez com maturidade. Afinal, chegar ao topo é uma conquista; permanecer nele sem perder a própria essência exige sabedoria.
Em O Pequeno Príncipe, Saint-Exupéry nos oferece, no diálogo com a raposa, uma delicada lição: a felicidade do encontro começa antes da chegada. A espera não representa necessariamente um vazio entre o desejo e sua realização. Pode ser parte da própria felicidade. Talvez seja justamente isso que o imediatismo esteja nos roubando: o encantamento da expectativa. Queremos tanto antecipar as conquistas que esquecemos de saborear o caminho. Afinal, o melhor da festa é esperar por ela.
Um exemplo típico é de uma árvore que não cresce apenas para cima. Enquanto seus galhos procuram a luz, suas raízes avançam silenciosamente pela terra. Com o ser humano acontece algo semelhante: conquistas podem surgir rapidamente, mas caráter, equilíbrio, discernimento e sabedoria exigem cultivo e preparo. Afinal, a sabedoria popular já confirmou que ninguém triunfa sem méritos, porém, não permanecerá inédito sem os méritos que precisam ser construídos a longo da caminhada.
Sim, a IA torna essa reflexão ainda mais urgente. Respostas complexas surgem em segundos, a informação tornou-se abundante. Porém, a sabedoria continua dependendo de reflexão, experiência e responsabilidade. Aprender a ouvir, reconhecer erros, enfrentar frustrações e recomeçar são degraus invisíveis. Em Tocando em Frente, encontramos a sensibilidade de quem compreende que viver também significa aprender com o caminho. E a letra de Rise Slow nos permite reconhecer que subir devagar e consciente pode ser mais importante do que simplesmente subir depressa.
Importante: talvez devêssemos perguntar menos aos jovens onde pretendem chegar e mais quem desejam se tornar durante a jornada. Às gerações mais velhas cabe compartilhar experiências sem sufocar a inovação. Às mais novas, compreender que nem todo atalho representa progresso. E talvez a grande lição seja esta: não tenha medo de subir devagar. Tenha medo de chegar tão depressa que não tenha aprendido o valor da própria caminhada. Vale a pena ouvir, comparar e analisar as duas lindas e proféticas letras musicadas: Rise Slow e Tocando em frente.

* Moacir de Melo é empresário

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Sócia de Lulinha chama presidente de mentiroso e quer fazer delação

18 October 2026 at 15:48

ANA POMPEU

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A lobista Roberta Luchsinger afirmou neste sábado (17) que pretende firmar um acordo de delação premiada. As declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil. Ela disse optar pela colaboração para não responder por todos os atos investigados sozinha.
Roberta é investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência.
“Eu não vou poupar ninguém, porque o que está em questão é a verdade, doa a quem doer”, disse. “Não vou poupar o filho do presidente, não vou poupar o presidente.”
Questionada sobre que informações ela poderia entregar, disse estar proibida de entrar em detalhes.
“Grande parte já está no processo, mas existe uma decisão judicial que me proíbe de falar de elementos. Tenho medidas cautelares que, se quebradas, eu vou presa, mas tudo que a Justiça tem me perguntado, tem conseguido”, afirmou.
As investigações envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e também o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, são uma das principais fontes de desgaste para a campanha de reeleição do presidente Lula.
Os três inquéritos envolvendo Lulinha e Luchsinger tramitam no STF e foram abertos a partir de elementos encontrados nas buscas e quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Um dos pontos apurados pela Polícia Federal é a suspeita de que Roberta e Lulinha mantiveram uma “sociedade oculta” em negócios. A defesa dos dois nega que eles tenham cometido irregularidades.
Os inquéritos foram abertos a partir de elementos encontrados nas buscas e quebras de sigilo da operação que mira suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS -outro caso que respinga na avaliação presidencial.
Como a Folha mostrou, investigação da PF aponta que a lobista ordenou ao seu motorista pagamentos a integrantes da cúpula do Ministério do Desenvolvimento Social e que ela guardava dinheiro vivo em malas na sua residência.
Mensagens trocadas por Roberta com Ulisses Barbosa, seu auxiliar pessoal e motorista, apontam pagamentos em espécie para as contas de Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto do ministério comandado por Wellington Dias, e para José Martinho Ferreira de Araújo, atual coordenador do cerimonial da pasta.

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Datafolha mostra queda de Flávio e Lula estável

16 October 2026 at 01:08

IGOR GIELOW

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A dez dias do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de votos válidos, ante 49% de Lula (PT), configurando assim um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento.
Há uma semana, a diferença entre eles era de quatro pontos no quesito, com o senador marcando 52% e o incumbente, 48%. A Justiça Eleitoral usa o voto válido, que exclui brancos e nulos, para a contagem final no dia da eleição. No caso de levantamentos de intenção, são retirados da conta também os indecisos.
Nos votos totais, que incluem esses três quesitos, Flávio tem 47% e Lula, 45%. Na pesquisa anterior do Datafolha, o primogênito de Jair Bolsonaro tinha 49%, ante os mesmos 45% do presidente.
A oscilação negativa do senador se refletiu nos brancos e nulos, que foram de 5% para 6%, e nos indecisos, que variaram de 1% para 2%.
A movimentação de rua em favor de Lula registrada na última semana não se refletiu em intenção de voto no cômputo geral, restando saber se funcionará para levar ausentes no primeiro turno para o voto no dia 25. A abstenção na primeira rodada foi de 33,4 milhões de eleitores, e o petista perdeu por 2,2 milhões para o senador.
O instituto ouviu 2.520 eleitores de terça (13) a quarta (14) em 153 municípios, em um trabalho encomendado pela Folha. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-00466/2026.
Do ponto de vista de grandes estratos socioeconômicos, Flávio tem liderança importante no Sudeste, que concentra 42% da amostra do Datafolha e é foco de ambas as campanhas. Na região, ele bate Lula por 51% a 41% dos votos totais, índice semelhante ao da semana passada.
Ele também tem vantagem mais expressiva na classe média que ganha de 2 a 5 salários mínimos, que compõe 37% da amostra, marcando 55% ante 40% do presidente.
Lidera com mais folga entre os 14% de sulistas, com 57% a 35%, e entre os 30% de evangélicos (62% a 29%), embora no grupo religioso tenha oscilado sete pontos para baixo, dentro da margem específica de quatro pontos percentuais do segmento.
Já o presidente compensa com a força usual entre os 47% mais pobres (53% a 38%), entre os 48% de católicos (52% a 42%), 27% de menos instruídos (56% a 36%) e 27% de nordestinos (61% a 32%).
O petista tem vantagem de 49% a 40% entre as mulheres (51% dos ouvidos), enquanto Flávio o bate por 52% a 40% entre os homens (49% dos entrevistados).
Com ampla presença de jovens, as manifestações pró-Lula podem estar ligadas à inversão de posição entre os rivais no segmento de 16 a 24 anos: o petista bate o senador por 50% a 43%, o mesmo placar pelo qual perdia. Só que esse grupo tem uma margem de 6 pontos, o que impede conclusões definitivas, e representa 12% da amostra.
Apesar do empate técnico nas intenções de voto, 54% dos entrevistados dizem achar que Flávio ganhará a eleição, contra 37% que apostam em Lula e 10% que dizem não saber.
No quesito rejeição, a polarização segue viva: 46% afirmam não votar no petista de forma alguma, ante 44% que declaram o mesmo sobre o candidato do PL.
A pesquisa também aponta estabilidade na avaliação do governo Lula: 41% a consideram ruim ou péssima, 35%, ótima ou boa e 23%, regular. Na rodada anterior, os números eram de 40%, 35% e 24%, respectivamente.
LULA MUDOU RUMO DA CAMPANHA
O tira-teima da eleição até aqui mais parelha desde a redemocratização de 1989 ocorrerá daqui a dez dias. Se a primeira pesquisa desta etapa feita pelo Datafolha havia captado o momento inicial favorável a Flávio, a segunda fez a mensuração da nova tática do PT para tentar manter Lula no Planalto.
O partido passou a apostar em uma mobilização de rua inaudita na esquerda mesmo na campanha que o levou ao terceiro mandato, quando derrotou o pai de Flávio no segundo turno de 2022. Multidões foram registradas em cidades como São Paulo e Rio, um movimento que agora tentará ser emulado pelo senador.
A disputa também se acirrou na seara digital, temperada pelo conflito no Judiciário que tem marcado a campanha. A criação do canal de WhatsApp “Exército de Lula” pelo deputado André Janones (Rede-MG) virou objeto de uma guerra de decisões, em que saiu chamuscado o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, acusado de pró-Flávio.
Por fim, Lula zerou cobranças federais sobre combustíveis neste mês e lançou um pacote para microempreendedores individuais, entre outras medidas. Acima de tudo, aposta no efeito da aprovação da PEC do fim da escala 6×1, ocorrida nesta quarta (14) —quando o Datafolha já havia encerrado dois dias de levantamento, logo o eventual impacto só será aferido de fato na semana que vem.
FLÁVIO VENDE IMAGEM DE ELEITO
No horário eleitoral gratuito, que voltou ao ar na sexta-feira (9), Flávio tem se apoiado na vitória por 47,03% a 45,16% dos válidos contra Lula no primeiro turno, reafirmando que encarna o sentimento de mudança, e prometendo governabilidade com o Congresso de ampla maioria de direita eleito em 4 de outubro.
O senador tem se comportado como virtual eleito, costurando apoios, mas causou apreensão em setores mais moderados ao sugerir mudanças na Constituição visando a “redemocratizar” o país, além de promover reformas no Judiciário.
O impeachment de magistrados, Alexandre de Moraes à frente, é uma de suas bandeiras, e a composição mais bolsonarista do Senado sugere força ao movimento.
O senador foi obrigado a mudar de posição e declarar voto favorável à popular pauta do fim da escala 6×1, pelo que vinha sendo pressionado pelo campo petista —Lula havia tomado a bandeira para si desde o primeiro turno. Ainda assim, prometeu rever o tema se for eleito, e tenta emplacar ainda o debate sobre a redução da maioridade penal.
Ambos os rivais irão se enfrentar pela primeira vez ao vivo no debate previsto para o domingo (18) na Band.
Desde a redemocratização, nenhum candidato que ficou em segundo no primeiro turno virou o jogo na segunda rodada, mas tanto Bolsonaro contra Lula em 2018 quanto Aécio Neves (PSDB) contra Dilma Rousseff (PT) em 2014 chegaram perto, perdendo por margens mínimas.

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