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Desemprego cai para 5,2% no 3º trimestre e atinge menor nível desde 2012

By: pedroz
30 October 2026 at 12:02

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (30).

O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, que projetava 5,2% para o período.

No período, o rendimento real habitual ficou estável na comparação com o trimestre imediatamente anterior, em R$ 3.790, com alta de 3,6% na comparação anual.

O Banco Central, que terá sua reunião de política monetária na próxima semana, destacou o aquecimento do mercado de trabalho, mesmo diante da moderação gradual da atividade econômica, mas apontou a desaceleração dos rendimentos médios, enfatizando a importância de avaliar os padrões de transmissão desse processo para os preços.

 O BC já promoveu cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto na taxa básica de juros, atualmente em 13,75%.

Segundo pesquisa Focus do Banco Central, concluída antes do segundo turno da eleição presidencial, a expectativa de economistas era de novo corte de 0,25 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária na semana que vem.

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, no entanto, o mercado de juros futuros passou a precificar a manutenção da Selic na próxima semana. 

No segundo trimestre do ano o desemprego foi de 5,4% e no terceiro trimestre do ano passado, de 5,6%. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam uma taxa de 5,2% para o terceiro trimestre.

Segundo o IBGE, a população aumentou 0,6% no trimestre em relação aos três meses anteriores, para 103,6 milhões, recorde da série, com destaque para um aumento de 2,8% das ocupações no setor de construção. Já o número de desocupados caiu 4%, para 5,6 milhões.

O gerente da pesquisa, William Kratochwill, lembrou que o terceiro trimestre é tradicionalmente favorável para o emprego, diante do aumento da produção para atender à demanda de fim de ano, mas ponderou que este ano o ritmo de alta foi menor, o que pode estar associado às eleições.

“O que pode ter acontecido é que muitos tomadores de decisões podem ter postergado suas decisões de investimentos e contratados a espera do resultado das eleições”, afirmou.

“Temos que esperar para ver se chegamos ao limite da ocupação e o ritmo de contratações pode ser mais lento mesmo daqui para frente.”

 

 

Empresas na Bolsa perdem R$ 873 bilhões em valor de mercado após o 2º turno

By: pedroz
29 October 2026 at 14:57

A sangria da bolsa brasileira vem se prolongando desde o resultado do segundo turno, que chancelou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda-feira (26), a bolsa viu um circuit breaker e um tombo de quase 14% em um único pregão.

As quedas seguiram entre terça-feira (27) e quarta-feira (28) e o balanço, até agora, é de uma perda de R$ 873 bilhões no valor de mercado consolidado de todas as empresas listadas na B3, segundo levantamento realizado pela Elos Ayata.

Os investidores seguem reprecificando as expectativas, principalmente, com relação ao que esperar sobre a política monetária da próxima gestão Lula. Os agentes desmobilizaram posições enquanto grandes bancos revisaram suas recomendações de exposição ao Brasil.

Citigroup e a BCA Research rebaixaram a recomendação dos ativos brasileiros ​argumentando que o perfil de risco-retorno para ações, títulos e moeda se deteriorou, à medida que os investidores reavaliam as perspectivas de disciplina fiscal e reformas estruturais sob o novo governo.

A BCA vê ainda riscos crescentes ​de inadimplência, perspectivas de crescimento mais fracas e pressões inflacionárias decorrentes de ​uma moeda mais fraca.

Outro relatório importante que baliza a atual corrente do mercado financeiro é o da Moody’s. A agência de classificação de risco pontua que a ausência de um perfil mais firme com a consolidação fiscal pode pressionar o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo.

A instituição avalia que a reeleição de Lula deve manter a atual trajetória da política fiscal, com ajustes graduais, prolongando os déficits nominais, os custos elevados de financiamento e o aumento dos encargos da dívida pública.

Outro fator que contribuiu para esse resultado foi a alta dos juros futuros. Na segunda-feira as taxas dispararam mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos e têm se estabilizado em patamares mais elevados. Na manhã desta quinta-feira (29), a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,43%.

O forte desmonte de posições dos investidores após a eleição e a perspectiva mais pessimista sobre a trajetória da política monetária brasileira vai além das ações e pressiona também as gestoras.

Um levantamento de rentabilidade de fundos ao qual a analista de Economia do CNN Money, Lucinda Pinto, teve acesso aponta quedas de até 21% entre os multimercados da amostra.

Nas estratégias que combinam posições compradas e vendidas, mas mantêm maior exposição à alta das ações, as perdas chegaram a superar 40% em um único dia.

Diante dessa mudança abrupta de cenário e de projeções, o mercado passa a ver menor espaço para que o Banco Central continue reduzindo a taxa de juros no país. Atualmente, a Selic opera em 13,75% ao ano.

Na próxima semana, o Copom deve se reunir para uma nova decisão sob pressão desse novo cenário que vem se desenhando ao longo dos últimos dias.

BC diz que número de endividados de “risco” sobe 75% e soma 20,3 milhões

By: pedroz
27 October 2026 at 12:10

O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026. O documento aponta a existência de 20,3 milhões de endividados de risco em junho, alta de 75% em relação ao mesmo período de 2021.

O número equivale a 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Para ser considerado endividado de alto risco, a pessoa precisa se encaixar em dois dos indicadores estabelecidos pelo BC ao mesmo tempo. Veja:

  • Comprometer mais de 50% com o pagamento de dívidas;
  • Ter uma renda que, após o pagamento das dívidas, fique abaixo da linha da pobreza (R$ 500 a R$ 600);
  • Inadimplência;
  • Multimodalidade (quando a pessoa tem financiamentos em diferentes modalidades).

Segundo o Banco Central, o comprometimento de renda atingiu o nível mais elevado dos últimos 21 anos, com intenso impacto nos tomadores de menor renda. A autoridade monetária indica que a crescente digitalização dos serviços financeiros tem ampliado significativamente a exposição de consumidores de menor renda a ofertas de crédito, contribuindo para intensificar o endividamento.

“As famílias utilizaram o aumento da renda disponível para ampliar seu endividamento, com maior demanda por modalidades mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”, diz o relatório.

Na semana passada, o Banco Central adotou três novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores do endividamento. As resoluções contemplam ações contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação de operações de crédito.

Além do endividamento das famílias, a capacidade de pagamento de empresas também permanece desafiadora.

“Embora não haja sinais de deterioração relevante na maioria das corporações, aumentou o número de empresas com lucro líquido menor e despesa financeira líquida maior, indicando margem de segurança mais estreita para honrar dívidas”, afirma.

Governo renova subvenção de R$ 2,12 do diesel por mais 30 dias

By: pedroz
27 October 2026 at 11:06

O Governo Federal informou nesta terça-feira (27) que vai renovar a subvenção de R$ 2,12 do diesel. A medida será compensada com receitas extraordinárias de petróleo.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida valerá por um mês. O impacto é o mesmo da subvenção atual. A pasta informou ao CNN Money que a ampliação da medida irá custar R$ 10,5 bilhões.

Leia Mais:

A subvenção do diesel foi inicialmente estabelecida pela MP (Medida Provisória) 1.363, de 30 de maio de 2026, no valor de R$ 1,12 por litro.

Posteriormente, diante do agravamento do cenário externo, a MP 1.391, de 11 de setembro de 2026, autorizou o Ministério da Fazenda a definir, por ato próprio, o valor da subvenção ao diesel. Com fundamento nessa autorização, a pasta publicou uma portaria para fixar uma subvenção adicional de R$ 1,00 por litro, que, somada ao valor previsto na MP 1.363/2026, resultou em uma subvenção total de R$ 2,12 por litro.

Como a MP 1.363 perdeu a validade em 26 de setembro, a equipe econômica editou uma portaria na época para assegurar a manutenção do subsídio no patamar de R$ 2,12, válida para outubro.

O Ministério da Fazenda estima que as receitas extraordinárias com petróleo devem alcançar R$ 67,5 bilhões em 2026. O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Ao longo de 2026, o governo abriu crédito extraordinário para compensar as medidas dos combustíveis. Veja o que já foi editado até o momento:

  • MP 1.340/2026 (subvenção do diesel): crédito extraordinário de R$ 7 bilhões;
  • MP 1.349/2026 (subvenção do GLP e apoio financeiro ao setor aéreo): crédito extraordinário de R$ 800 milhões
  • MP 1.358/2026 (subvenção diesel e gasolina): crédito extraordinário de R$ 4,1 bilhões;
  • MP 1.363/2026 (subvenção do diesel em R$ 1,12): R$ 12,5 bilhões.
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