Desemprego cai para 5,2% no 3º trimestre e atinge menor nível desde 2012
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (30).
O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, que projetava 5,2% para o período.
No período, o rendimento real habitual ficou estável na comparação com o trimestre imediatamente anterior, em R$ 3.790, com alta de 3,6% na comparação anual.
O Banco Central, que terá sua reunião de política monetária na próxima semana, destacou o aquecimento do mercado de trabalho, mesmo diante da moderação gradual da atividade econômica, mas apontou a desaceleração dos rendimentos médios, enfatizando a importância de avaliar os padrões de transmissão desse processo para os preços.
O BC já promoveu cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto na taxa básica de juros, atualmente em 13,75%.
Segundo pesquisa Focus do Banco Central, concluída antes do segundo turno da eleição presidencial, a expectativa de economistas era de novo corte de 0,25 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária na semana que vem.
Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, no entanto, o mercado de juros futuros passou a precificar a manutenção da Selic na próxima semana.
No segundo trimestre do ano o desemprego foi de 5,4% e no terceiro trimestre do ano passado, de 5,6%. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam uma taxa de 5,2% para o terceiro trimestre.
Segundo o IBGE, a população aumentou 0,6% no trimestre em relação aos três meses anteriores, para 103,6 milhões, recorde da série, com destaque para um aumento de 2,8% das ocupações no setor de construção. Já o número de desocupados caiu 4%, para 5,6 milhões.
O gerente da pesquisa, William Kratochwill, lembrou que o terceiro trimestre é tradicionalmente favorável para o emprego, diante do aumento da produção para atender à demanda de fim de ano, mas ponderou que este ano o ritmo de alta foi menor, o que pode estar associado às eleições.
“O que pode ter acontecido é que muitos tomadores de decisões podem ter postergado suas decisões de investimentos e contratados a espera do resultado das eleições”, afirmou.
“Temos que esperar para ver se chegamos ao limite da ocupação e o ritmo de contratações pode ser mais lento mesmo daqui para frente.”