❌

Normal view

Fonteles nega que tenha tratado sobre cargos “com Lula ou qualquer pessoa”

30 October 2026 at 00:33

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou nesta quinta-feira (29) ter discutido a possibilidade de ocupar um cargo no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação no X, o petista afirmou que também não conversou sobre a política econômica do futuro governo.

“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”, escreveu.

Fonteles também disse que não saber de uma eventual viagem de Lula ao Piauí. “Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do Presidente ao nosso Estado”, acrescentou.

Na mesma mensagem, o governador comemorou sua participação na campanha presidencial e o desempenho dos aliados no estado. Fonteles passou a integrar o núcleo mais próximo das decisões do presidente reeleito no segundo turno, após garantir o cargo novamente no governo piauiense.

“Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo”, afirmou.

Cotado para a Fazenda

Como mostrou a CNN Brasil, Fonteles é um dos nomes considerados para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Lula. Segundo aliados, o governador sinalizou disposição para integrar a Esplanada caso fosse convidado pelo presidente. Sua atuação na comunicação da campanha durante o segundo turno ampliou a proximidade com o petista e fortaleceu seu nome nas discussões sobre a futura equipe.

Antes de chegar ao governo estadual, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e presidiu a Comsefaz, comitê que reúne os secretários estaduais da área. Ele é formado em matemática e mestre em economia matemática. Na terça-feira (27), o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o governador como um “excelente nome”.

 

Tarcísio afirma que orientou Flávio a ficar no Brasil após eleição

29 October 2026 at 01:28

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que recomendou a Flávio Bolsonaro (PL) que permanecesse no Brasil após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Estadão nesta quarta-feira (28), afirmou que não sabia que o senador pretendia viajar para os Estados Unidos.

A orientação foi discutida em um encontro com advogados e integrantes da campanha, entre eles o senador Rogério Marinho (PL-RN). Segundo o governador, a recomendação também era recorrer aos mecanismos previstos na legislação eleitoral, em vez de rejeitar o resultado. Ele sustentou que eventuais alegações de abuso de poder político e econômico deveriam ser apresentadas à Justiça por meio de ações de investigação.

“O conselho que nós demos a ele […] foi que ficasse”, relatou Tarcísio. “Foi na reunião na casa dos advogados, quando a gente discutia, por exemplo, o próprio recado à nação, que foi a gravação daquele vídeo. Ali ele não fala mais que não vai reconhecer o resultado. Isso não cabe. Fala, por exemplo, que vai pedir a cassação, porque a cassação da chapa é algo normal”, disse o governador.

Embora tenha defendido a permanência do aliado no país, Tarcísio evitou condenar sua escolha. “Não julgo a decisão que foi tomada”, afirmou, mencionando a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, que está preso.

O governador também criticou a exigência de entrega dos passaportes de Flávio e classificou a medida como “intimidação”. “Uma pessoa que acabou de conquistar 60 milhões de votos, minutos depois da proclamação do resultado, já está sendo ali admoestado pela Polícia Federal, mas com que base? Essa é a pergunta”, disse Tarcísio.

Governador defende respeito às urnas

A entrevista ocorreu antes da divulgação da carta na qual Flávio se apresentou como presidente eleito e alegou fraude sem apresentar provas. Posteriormente, o senador alterou o documento e passou a se definir como líder do Brasil.

Após a publicação da carta, Tarcísio afirmou que o resultado eleitoral deve ser respeitado. O governador disse compreender a indignação do aliado, mas defendeu que a oposição fiscalize o governo e exerça suas funções dentro das instituições democráticas.

Flávio deixou o país apesar da determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibia sua saída e exigia a entrega dos passaportes. A ordem foi expedida em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega irregularidades.

No segundo turno, Lula recebeu 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos, enquanto Flávio somou 59.826.041, equivalentes a 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação da votação não comprometeu o processo. “Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou após o resultado.

Carta de Flávio mobiliza aliados e provoca críticas de governistas

29 October 2026 at 00:08

A carta de teor golpista divulgada pelo ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (28), após chegar aos Estados Unidos, provocou manifestações de parlamentares da oposição e de aliados de Lula nas redes sociais. No documento, ele alega fraude no segundo turno das eleições de 2026 sem apresentar provas e anuncia que pretende liderar a oposição do exterior.

Em uma versão da carta, Flávio apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Depois, substituiu a expressão por “líder do Brasil”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro (PL), ou 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Reações da oposição

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) leu a carta em vídeos publicados nas suas redes sociais. Ele chamou Flávio de asilado político nos Estados Unidos e defendeu a união dos aliados na disputa pelo comando do Senado.

Jordy reproduziu a versão na qual Flávio se apresenta como presidente eleito e afirma que vai liderar a oposição do exterior. Ao comentar o documento, disse ser a hora de “estarmos unidos para conquistar a Presidência do Senado e lutar contra a ditadura do Judiciário no nosso país“.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), também eleito senador em outubro, classificou a situação de Flávio como uma “perseguição ditatorial” do Judiciário. Assim como Jordy, ele também leu a versão anterior da carta, que continha a autoproclamação como presidente eleito.

Gayer se emocionou durante a leitura e questionou a situação do país. “Olha o que virou o Brasil, cara?”, afirmou no Instagram, atribuindo a saída do senador a uma suposta perseguição política.

Reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Maurício Marcon (PL-RS) relacionou a carta à eleição para a Presidência do Senado e cobrou que os parlamentares de direita mantenham distância de Lula e do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Espero que quem tenha sido eleito pela direita não fique flertando com Davi Alcolumbre e com Lula, porque serão achincalhados nas ruas. O eleitor não espera que vocês façam isso”, declarou. Ao abordar as alegações de fraude, acrescentou: “A gente espera que possa ser comprovado”.

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), reeleito neste ano, também divulgou a carta. No vídeo, afirmou que nesta quinta-feira (29) seriam apresentadas informações sobre o que chamou de “fraude eleitoral que aconteceu no último domingo”. A declaração contraria a avaliação do TSE sobre a integridade do processo.

Também compartilharam o documento, sem comentários adicionais, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), o senador Jorge Seif (PL-SC), eleito em 2022, e o senador eleito José Medeiros (PL-MT).

Aliados de Lula e autoridades

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), reeleito em outubro, criticou a autoproclamação de Flávio e a busca de respaldo nos Estados Unidos. Nas redes sociais, afirmou que a escolha do presidente cabe ao eleitorado brasileiro.

“O Brasil não é quintal dos Estados Unidos e a nossa democracia não aceita presidente autoproclamado!”, escreveu. “Nenhuma carta, nenhum apoio de Trump e nenhuma encenação substituem a soberania popular.”

Também reeleita, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) classificou o documento como um sinal de enfraquecimento político do adversário de Lula.

“Delírio e desmoralização. Esse é o significado da carta de Flávio Bolsonaro”, publicou no X. A parlamentar afirmou ainda que os demais adversários do presidente reconheceram o resultado e chamou Flávio de “o mais fraco e patético da extrema-direita brasileira“.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), reeleito para a Câmara, acusou Flávio e seus aliados de entreguismo. Sua manifestação vinculou a divulgação da carta à saída do senador do país.

“Se ainda havia dúvidas sobre o que essa gente representa, a fuga e a carta de hoje esclareceram tudo”, escreveu. O petista chamou Flávio de “traidor da pátria” e afirmou que seus aliados tentam escapar das consequências dos próprios atos.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) questionou quem teria organizado e financiado a viagem de Flávio aos EUA. Ex-presidente do PT, ela também criticou a contestação do resultado eleitoral.

“Sem provas e cheio de inquéritos por corrupção, Flávio Bolsonaro questiona resultado das urnas e se autodeclara ‘presidente eleito’ do ‘Brazil'”, publicou. Depois da alteração do documento, acrescentou: “Já recuou e retirou da carta o trecho em que se declara presidente do Brasil“. Gleisi classificou o episódio como um “pastelão”.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação da votação até as 19h não comprometeu o processo eleitoral.

“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou após o pleito.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro (PL), ou 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Relembre aliados e familiares de Bolsonaro que também fugiram do Brasil

27 October 2026 at 22:48

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil nesta terça-feira (27), após derrota na eleição presidencial, retoma uma sequência de episódios envolvendo familiares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que também saíram do país após perderem nas urnas. Entre os nomes, estão Carla Zambelli, Alexandre Ramagem, Eduardo Bolsonaro e Oswaldo Eustáquio.

Flávio chegou aos Estados Unidos com a mulher e as filhas nesta terça-feira (27), segundo fontes ligadas ao governo americano ouvidas pela CNN Brasil. A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para entregar seus passaportes.

Confira os principais casos desde 2022 e, como antecedente, a saída de Allan dos Santos, ocorrida ainda em 2020.

Flávio Bolsonaro – Estados Unidos, em 2026

O senador deixou o país nesta terça, após ser intimado a entregar seus documentos de viagem. O prazo terminou às 11h desta terça-feira, sem cumprimento da ordem, e a Polícia Federal cancelou seus passaportes. Na segunda-feira (26), ele havia afirmado que não pretendia sair do Brasil.

Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um inquérito que também envolve o advogado Willer Tomaz. Ao comentar a ordem judicial, o senador afirmou que entregaria os documentos e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.

Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL) em discurso após derrota no 2º turno das eleições presidencias • CNN Brasil

Carla Zambelli – Itália, em 2025

A ex-deputada federal deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão no processo sobre a invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em junho de 2025, anunciou que estava no exterior e alegou buscar tratamento médico. Posteriormente, foi presa na Itália, onde tem cidadania.

Zambelli atualmente aguarda em liberdade decisões sobre sua extradição. Nesta terça-feira (27), a Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro a análise do pedido relacionado à condenação por perseguir um homem com arma em punho, em 2022. A defesa alegou não ter tido acesso a documentos enviados pelo Brasil.

Ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) • Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Eduardo Bolsonaro – Estados Unidos, em 2025

O ex-deputado federal se estabeleceu nos Estados Unidos em 2025 e pediu licença do mandato em março daquele ano. Alegando perseguição política, passou a aturar junto ao governo americano em defesa do pai. Sua saída ocorreu antes da condenação criminal que receberia posteriormente.

Em junho de 2026, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A Corte concluiu que ele buscou interferir no julgamento da tentativa de golpe mediante pressão sobre autoridades brasileiras. A defesa negou a configuração de coação. A condenação tornou-se definitiva em outubro, quando foi determinado o início do cumprimento da pena.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro • CNN Brasil

Alexandre Ramagem – Estados Unidos, em 2025

Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) “paralela” no governo Bolsonaro, Ramagem deixou o país mesmo proibido pelo STF. Segundo investigação da PF, atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana e entrou nos Estados Unidos com passaporte diplomático.

Ele foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à CNN Brasil, em julho, afirmou que aguardava a análise de um pedido de asilo e negou as acusações. Ramagem chegou a ser detido pelo serviço de imigração americano em abril, mas foi liberado dois dias depois.

Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin • 17 de junho de 2020 REUTERS/Adriano Machado

Oswaldo Eustáquio – Espanha, desde 2023

O blogueiro bolsonarista passou pelo Paraguai antes de se estabelecer na Espanha, em 2023. Com mandados de prisão expedidos no Brasil, foi considerado foragido pelas autoridades brasileiras. A Justiça espanhola rejeitou um pedido de extradição, apontando motivação política na investigação.

Neste mês, a Primeira Turma do STF o tornou réu por associação criminosa relacionada aos atos de 8 de Janeiro. A denúncia atribui a Eustáqui participação na mobilização contra o resultado da eleição de 2022. O recebimento da acusação abre a ação penal e ainda não representa condenação.

O blogueiro Oswaldo Eustáquio
O blogueiro Oswaldo Eustáquio • Reprodução/Facebook

Silvinei Vasques – capturado no Paraguai, em 2025

O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi preso em Assunção, no Paraguai, em 26 de dezembro de 2025. Segundo a PF, Silvinei Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica, saiu de Santa Catarina de carro e tentou embarcar para El Salvador usando um passaporte falso.

Silvinei havia sido condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Após ser detido pelas autoridades paraguaias, foi entregue às autoridades brasileiras.

Allan dos Santos – saída anterior a 2022

O caso de Allan dos Santos antecede o recorte desta lista: o blogueiro deixou o Brasil em 2020 e foi para os Estados Unidos. Em 2021, Moraes determinou sua prisão preventiva no contexto das investigações sobre milícias digitais, e o governo brasileiro passou a buscar sua extradição. Allan alegava sofrer perseguição.

Em uma apuração distinta, Moraes acolheu em 2026 um pedido da PGR e arquivou uma investigação envolvendo Allan, Oswaldo Eustáquio, Marcos do Val e outro influenciador. A Procuradoria considerou insuficientes as provas para denunciar o grupo por obstrução de investigação e incitação ao crime naquele caso.

Vice de Flávio, Gaspar reconhece derrota e agradece eleitores

27 October 2026 at 20:25

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), agradeceu aos eleitores e atribuiu ao que chamou de “sistema” a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na manifestação, afirmou que o grupo enfrentou perseguições e defendeu a continuidade da atuação política no Congresso.

“Foram quase 60 milhões de brasileiros e brasileiras que confiaram em Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar”, declarou. “Nunca foi por mim, nunca foi pelo poder, foi pela vontade de mudar o país.”

Gaspar também relembrou o convite para integrar a chapa. Segundo ele, a conversa com Flávio ocorreu em 4 de agosto, data que descreveu como o dia que mudou sua vida.

Ao avaliar a campanha, o deputado destacou a liderança da chapa no primeiro turno, quando Flávio terminou com mais de 2 milhões de votos de vantagem sobre Lula.

“Foram muitos obstáculos, perseguições, mas nós resistimos, nós ultrapassamos os obstáculos”, afirmou. “O sistema também mudou as regras da eleição, mas nós também permanecemos de pé.”

O ex-candidato a vice disse que as viagens pelo país permitiram conhecer as dificuldades da população e possíveis soluções. Também apontou as bancadas eleitas pelo PL como instrumento para dar continuidade ao projeto político.

“Nada foi em vão, elegemos a maior bancada da Câmara dos Deputados e do Senado, nossa trincheira de luta está pronta, agora vamos adiante”, declarou.

Gaspar encerrou a manifestação afirmando que o grupo preservou suas convicções, apesar do resultado. “Lutamos até o fim, permanecemos de pé, mantivemos nossos princípios. Tem vitórias que representam derrotas e tem derrotas que são verdadeiras vitórias.”

Resultado, prorrogação da votação e saída de Flávio

Lula foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio, equivalentes a 48,21%. A votação foi marcada por denúncias de redução da circulação de ônibus, que motivaram a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de estender o prazo até as 19h. O TSE orientou a continuidade nas seções cujas urnas ainda não haviam sido encerradas. O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não comprometeu o processo eleitoral.

Nesta terça-feira (27), aliados de Flávio relataram à CNN Brasil que o senador deixou o país rumo aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas, após Moraes determinar a entrega de seus passaportes. A defesa afirmou que não conseguia contato com o parlamentar e que havia combinado receber os documentos pela manhã. Na segunda-feira (26), Flávio havia declarado que não pretendia sair do Brasil e que entregaria os passaportes.

Dois dias após reeleição, Lula completa 81 anos nesta terça-feira (27)

27 October 2026 at 07:15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa 81 anos nesta terça-feira (27), dois dias após conquistar seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Nascido em 27 de outubro de 1945, o petista iniciará o próximo governo, em 2027, ampliando seu próprio recorde como o presidente mais velho a tomar posse no Brasil.

Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. O adversário recebeu 59.826.041, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos, segundo apuração concluída do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O aniversário também marca os 24 anos de sua primeira vitória presidencial. Em 27 de outubro de 2002, quando completou 57 anos, Lula derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno e foi eleito para comandar o país pela primeira vez.

Recorde de idade e votação

Lula já havia estabelecido o recorde de idade na posse ao iniciar seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, aos 77 anos. Em 2024, tornou-se também a pessoa mais velha a exercer a Presidência, ultrapassando Michel Temer (MDB), que deixou o cargo aos 78. No ano seguinte, foi o primeiro presidente brasileiro a chegar aos 80 anos durante o exercício do mandato.

Com a vitória de domingo (25), o petista também superou sua maior votação anterior. Em 2022, havia recebido 60.345.999 votos contra Jair Bolsonaro (PL). Agora, ultrapassou os 64 milhões e se tornou o primeiro candidato a vencer uma eleição presidencial brasileira após terminar o primeiro turno em segundo lugar.

Do movimento sindical ao quarto mandato

Lula nasceu em uma localidade que, à época, pertencia a Garanhuns, em Pernambuco, e hoje integra o município de Caetés. Ainda criança, mudou-se com a família para o estado de São Paulo. Formou-se torneiro mecânico pelo Senai e trabalhou em fábricas antes de ingressar no movimento sindical.

Em 1975, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Ganhou projeção nas graves do ABC Paulista no fim daquela década e participou da fundação do PT, em 1980. Seis anos depois, foi eleito deputado federal e integrou a Assembleia Nacional Constituinte.

Sua primeira disputa pelo Planalto ocorreu em 1989, quando perdeu para Fernando Collor. Voltou a concorrer em 1994 e 1998, eleições vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antes de conquistar a Presidência em 2002.

Foi reeleito em 2006, contra Geraldo Alckmin, então no PSDB e hoje seu vice. Retornou ao cargo após derrotar Jair Bolsonaro em 2022. A eleição de 2026 foi sua sétima disputa presidencial nas urnas e garantiu o quarto mandato, que começara aos 81 anos.

Ruas pediram para Lula conduzir mudanças, diz Edinho

26 October 2026 at 22:39

O presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (26), em entrevista à CNN Brasil, que o resultado da eleição presidencial e a presença massiva nas ruas expressaram um pedido do povo brasileiro por mudanças. Segundo ele, a definição dos apoios do partido às presidências da Câmara e do Senado deve considerar as condições para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) executar suas propostas.

“As ruas disseram para nós que o presidente precisa fazer mudanças“, declarou. Edinho citou como exemplo uma reforma do Judiciário e defendeu uma articulação com o Congresso para discutir uma reforma político-eleitoral.

Na avaliação do dirigente, a vitória de Lula também representa uma escolha por avanços em direitos trabalhistas, no SUS (Sistema Único de Saúde), na educação integral e no acesso ao transporte público.

“O povo fez uma escolha de qual Brasil ele quer pôr em prática“, afirmou. Entre as prioridades, mencionou um país que “avance em direitos trabalhistas, avance no SUS, na educação integral” e comece a debater mobilidade urbana.

PT discutirá apoio às presidências do Congresso

Edinho afirmou que o PT reunirá sua bancada de deputados nesta terça-feira (27) para debater o cenário político e a atuação dos parlamentares que assumirão em 2027. Segundo ele, os senadores do partido também deverão discutir o tema. Ao tratar da escolha dos próximos presidentes da Câmara e do Senado, o dirigente vinculou a decisão à capacidade de aprovar medidas do governo.

“Vamos escolher a melhor candidatura para que a gente possa dar as condições para Lula governar, para que Lula coloque em prática o que o povo brasileiro escolheu”, afirmou.

A discussão ocorre em meio às articulações dos atuais presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela recondução aos cargos. Aliados avaliam que a reeleição de Lula fortaleceu os dois diante dos planos do PL de conquistar espaço no comando do Congresso.

 

Lula tem 24,4 milhões de votos no Nordeste e bate recorde do PT na região

26 October 2026 at 21:53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 24.450.432 votos no Nordeste no segundo turno das eleições de 2026, estabelecendo o maior resultado de um candidato petista na região.

O recorde considera todas as disputas presidenciais desde 1989, incluindo primeiro e segundo turnos, de acordo com com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Na votação deste domingo (25), Lula conquistou 69,37% dos votos válidos nos nove estados nordestinos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 10.796.736 votos, equivalentes a 30,63%.

O recorde anterior de votação do PT na região também pertencia a Lula. No segundo turno de 2022, contra Jair Bolsonaro (PL), o petista havia recebido 22.534.967 votos. Em quatro anos, foram 1.915.465 votos a mais, um crescimento de aproximadamente 8,5%.

Além do total de votos, o resultado de 2026 estabeleceu ainda a maior vantagem absoluta do partido sobre seu principal adversário no Nordeste: 13.653.696 votos. A diferença superou em 39.795 votos a registrada em 2006, quando Lula derrotou Geraldo Alckmin, então no PSDB e hoje seu vice.

Na comparação percentual, porém, o melhor desempenho continua sendo o de 2006. Naquela eleição, Lula conquistou 77,13% dos votos válidos nordestinos.

Considerando apenas primeiros turnos, a maior vantagem petista no Nordeste foi registrada em 2022, quando Lula recebeu 12.965.745 votos a mais que Jair Bolsonaro. Na ocasião, o presidente também alcançou sua maior votação regional nessa etapa: 21.753.139 votos.

Recordes em 14 unidades da Federação

O segundo turno de 2026 também marcou recordes de votação do PT em 13 estados e no Distrito Federal. Todos os nove estados nordestinos integram a lista, ao lado de Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Distrito Federal.

Entre os recortes regionais, Lula atingiu recordes de votos do partido no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste, além do exterior. No Norte, recebeu 5.024.626 votos e venceu Flávio por apenas 1.079. No Centro-Oeste, somou 3.733.919 votos, mas ficou atrás do senador, que recebeu 5.603.867.

Entre os brasileiros que votaram fora do país, Lula alcançou 200.154 votos, também o maior total do PT nesse eleitorado.

2002 preserva marcas no Sul e no Centro-Oeste

As maiores vantagens absolutas do partido no Sul e no Centro-Oeste ocorreram no primeiro turno de 2002, quando Lula enfrentou José Serra (PSDB) como principal adversário. As diferenças foram de 2.939.709 e 1.025.556 votos, respectivamente.

Aquela votação também concentra os recordes de vantagem petista em dez unidades da Federação. Entre elas está São Paulo, onde Lula recebeu 3.473.549 votos a mais que Serra no primeiro turno.

Nordeste mudou de preferência ao longo das eleições

A sequência de vitórias petistas no Nordeste começou em 2002. Antes disso, em 1989, Fernando Collor, então no PRN, venceu Lula na região no segundo turno por 1.817.069 votos.

Em 1994 e 1998, o Nordeste também deu mais votos a Fernando Henrique Cardoso (PSDB), eleito presidente nas duas ocasiões em primeiro turno. Desde 2002, o PT venceu todos os segundos turnos presidenciais na região, com Lula (2002, 2006, 2022 e 2026), Dilma Rousseff (2010 e 2014) e Fernando Haddad (2018).

No resultado nacional de 2026, Lula conquistou o quarto mandato com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos. Flávio terminou com 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.

 

Cury cumprimenta Lula após vitória do petista: “Que governe para todos”

26 October 2026 at 20:23

O psiquiatra e ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu que o próximo governo atue “sem revanchismo e sem sentimentos de vingança”, e “que governe para todos”.

A manifestação ocorre após o escritor apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

“Faço um apelo sincero: que o presidente governe para todos os brasileiros. As dores humanas são suprapartidárias. A educação, a saúde, as famílias endividadas e os empreendedores sufocados pelos juros precisam de respostas”, disse Cury. “Espero responsabilidade fiscal e disposição para ouvir especialistas. Torço, com humildade, para que este governo acerte e o Brasil avance”, finalizou.

Cury também afirmou que um quarto mandato dificulta a renovação das ideias, projetos, equipes e motivações, mas disse respeitar o resultado. “Quero cumprimentá-lo fazendo um apelo sincero ao presidente que governe sem revanchismo e sem sentimentos de vingança”, declarou.

Na área econômica, o escritor defendeu responsabilidade fiscal, redução dos juros e financiamento para microempresas. Também sugeriu que o governo prepare os trabalhadores para as mudanças provocadas pela inteligência artificial e pela robótica.

Lula foi reeleito neste domingo (25) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos. Flávio recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. Com todas as urnas apuradas, a diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos.

Apoio a Flávio

Cury anunciou apoio a Flávio em 8 de outubro, após uma conversa por videoconferência. A decisão foi vinculada a compromissos apresentados em uma carta, que incluía propostas para educação, saúde, proteção às mulheres, financiamento de microempresas e fim da reeleição presidencial.

O documento também previa a pacificação nacional e o compromisso de governar para brasileiros de diferentes correntes políticas, sem perseguição ou ressentimento.

❌