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Vídeo: Robô de entrega ignora sinal vermelho e bate com ônibus na Estônia

29 October 2026 at 23:25

Um robô de entrega autônomo entrou em uma faixa de pedestres, apesar de o sinal estar vermelho, em Tallinn, na Estônia, na segunda-feira (26), ferindo passageiros em um ônibus que colidiu com ele.

A empresa de transporte municipal de Tallinn informou que o motorista do ônibus freou bruscamente, fazendo com que vários passageiros caíssem e se ferissem.

Veja vídeo:

Imagens divulgadas pela empresa de transporte mostraram o robô colidindo com o ônibus e, na sequência, passageiros caindo dentro do veículo.

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A empresa afirmou que o motorista reagiu corretamente ao perigo, evitando um acidente mais grave.

O que é a cláusula de barreira nas eleições de Israel?

27 October 2026 at 11:00

Nesta terça-feira (27), Israel realizará as eleições para o Knesset, o Parlamento do país, que irão definir quem será o novo primeiro-ministro, responsável por governar. O cargo hoje é ocupado por Benjamin Netanyahu.

O Knesset é composto por 120 parlamentares, então, para obter a maioria, é necessário conseguir 61 cadeiras ou formar uma coalizão de partidos que atinja esse número. 

Contudo, diferentemente do Brasil, em que a população vota diretamente em um deputado, em Israel a votação é para um partido e não em uma pessoa em específico. 

Cada partido monta uma lista de pessoas em uma espécie de “ordem de importância ou prioridade” de quem assumirá as cadeiras que a legenda conseguir na eleição. Exemplo: O número 1 da lista do partido Likud é reservado para o presidente da legenda, Benjamin Netanyahu. Já o segundo da lista é o ministro Eli Cohen. A ordem dos políticos é definida no Likud com base em primárias internas do partido. 

Nas eleições legislativas de Israel, para que um partido entre no Parlamento e consiga uma cadeira, ele precisa superar uma espécie de “nota de corte mínima” de número de votos. 

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A cláusula de barreira é o nome dado à porcentagem mínima de 3,25% dos votos válidos que um partido precisa obter para eleger representantes no Parlamento israelense. O percentual equivale na prática a quatro deputados. 

Nesta eleição de 2026, 38 partidos participam, mas, segundo especialistas, cerca de 23 deles não devem atingir a cláusula de barreira e não vão conseguir cadeiras. 

Em toda a história de Israel, nenhum partido conseguiu sozinho a maioria absoluta de 61 dos 120 assentos do Knesset. Por isso, sempre são necessárias coalizões de mais de um partido para que se forme uma base de governo. 

No caso de uma negociação bem-sucedida, os partidos assinam um documento de acordo de coalizão que contém também um nome indicado para ser primeiro-ministro. O nomeado então apresenta ao plenário do Knesset o novo governo e os deputados fazem um voto de confiança. No caso da aprovação, há um juramento e posse do novo premiê. 

Contudo, caso as negociações falhem e não seja possível chegar a uma base para formar um governo, novas eleições são convocadas. 

A cláusula da barreira no Brasil

O Brasil também detém esta cláusula. Contudo, aqui o mecanismo também é chamado de cláusula de desempenho. 

Trata-se de uma regra eleitoral que limita o acesso dos partidos políticos ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão e ao fundo partidário, uma verba pública distribuída pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e doações privadas para manutenção dos partidos políticos. 

Segundo o site do TSE, os critérios da cláusula são: a eleição de pelo menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação; ou a obtenção de, no mínimo, 2% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas.

Caso um partido não ultrapasse a cláusula no Brasil, os representantes eleitos ainda podem tomar posse, porém o grupo perde o direito de utilizar o fundo partidário e o tempo de propaganda gratuita.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

*Com supervisão de Derla Cardoso

Musk e Bannon, aliados de Trump, questionam vitória de Lula: “Ilegítimo”

26 October 2026 at 21:04

Elon Musk, empresário multibilionário e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nesta segunda-feira (26) a legitimidade dos resultados das eleições brasileiras após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de três pontos percentuais.

O dono da Tesla questionou o ganho de 9,3 milhões de votos do candidato do PT em uma publicação no X. “A conta não fecha”, afirmou o empresário ao repostar outro post sobre o tema.

Além dele, Steve Bannon, ex-conselheiro da Casa Branca e outro aliado de Trump, também criticou o pleito, chamando o resultado de “ilegítimo”.

Ele afirmou em seu podcast, Bannon’s Warroom, que a virada de Lula representava um “governo marxista ilegal”.

O aliado de Trump também pediu que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente americano cortassem todas as relações com o Brasil.

“O Secretário de Estado e o Presidente (Trump) precisam sair agora, cortar as relações diplomáticas e fechar tudo com o Brasil”, afirmou Bannon.

Os comentários foram feitos após a extensão do período de votação para até as 19h do domingo (25), devido a relatos de problemas no transporte público em diversas regiões do país.

Entenda a prorrogação no 2º turno

A decisão da prorrogação do horário da votação foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, por volta das 17h, horário inicialmente previsto para o encerramento do pleito, e provocou um impasse operacional, já que milhares de urnas haviam sido fechadas.

Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que a prorrogação valeria apenas para as seções eleitorais que ainda estivessem abertas, sem possibilidade de reabrir equipamentos já encerrados.

Apesar das dificuldades, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não comprometeu o resultado das eleições, que confirmaram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).

A diferença de votos entre o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos. Esse número foi duas vezes superior à vitória de Lula contra Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando o petista teve uma vantagem de 2,1 milhões de votos.

“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques, após a divulgação do resultado.

*sob supervisão de Tiago Tortella, da CNN Brasil

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