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SC Vila Real vence e é líder isolado

18 October 2026 at 18:15

VTM

Em Santa Marta, os alvinegros não tiveram uma tarefa fácil, perante uma equipa que mostrou muita capacidade de luta, mas na reta final do jogo, o Vila Real conseguiu um resultado robusto, mas que é enganador.

Ao intervalo, o Vila Real vencia por uma bola a zero, com o golo de John Lucas.

Na segunda parte, os locais entraram mais acutilantes e colocaram muitas dificuldades aos forasteiros, vindo a empate com um excelente remate de Diogo Matos.

Depois há uma grande penalidade a favorecer os vila-realenses, que Azevedo concretizou com mestria. Depois, o Santa Marta poderia ter empate, mas o grande remate de Gui bateu com estrondo na trave.

Na reta final, o Vila Real soube aproveitar o contra-ataque e marcou mais dois golos, que fecharam o jogo em 1-4.

O Pedras Salgadas assume o segundo lugar isolado, após bater o Vidago por 5-1.

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Penálti aos 94 coloca o Portimonense na quarta eliminatória da Taça de Portugal

18 October 2026 at 13:11

O Portimonense foi ontem a casa do Florgrade sofrer até ao fim do jogo, até que uma grande penalidade ao minuto 94 garantiu a passagem da equipa algarvia à quarta eliminatória da Taça de Portugal.

A equipa da casa entrou bem na partida, conseguindo a vantagem ao minuto 14, por Léo Cá, no entanto, Welinton Júnior, aos 34, igualou o marcador e deu alguma tranquilidade ao Portimonense na ida para intervalo.

Já na segunda parte, nenhuma das equipas conseguiu finalizar com sucesso e, quando se previa o prolongamento, uma falta dentro da área deu origem a uma grande penalidade, convertida com sucesso por Tiago Mamede, aos 90+4, carregando o Portimonense até à quarta eliminatória da Taça de Portugal.

Já na Segunda Liga, o Portimonense, 11.º classificado, com 10 pontos, terá o Sporting B como próximo adversário, no dia 24 de outubro, às 11h.

Farense derrota Marco 09 por 3-0 e segue em frente na Taça de Portugal

18 October 2026 at 11:09

O Farense recebeu o Marco 09 no Estádio de São Luís, em Faro, confirmando o favoritismo com uma vitória por 3-0 frente a uma equipa do terceiro escalão, naquela que foi a terceira eliminatória da Taça de Portugal.

Os “leões de Faro” não demoraram muito tempo a marcar, por Gabriel Barbosa, logo no segundo minuto de jogo. Pouco tempo depois, João Resende fez o 2-0 (16′), um resultado confortável ao intervalo, que foi dilatado ao minuto 71, com golo de Toni Herrero, garantindo a passagem do Farense à quarta eliminatória da Taça de Portugal.

Quanto à Liga, a equipa de Faro segue no 3.º lugar, com 14 pontos, três de diferença do líder Lusitânia.

O próximo jogo será no dia 24, às 18h, na receção ao Penafiel, que é quarto, com 13 pontos.

GD Bragança eliminado da Taça de Portugal

17 October 2026 at 19:46

VTM

Na 3ª eliminatória da Taça de Portugal, a equipa de André Irulegui entrou determinada e com os olhos postos na baliza adversária, sem receio de estar a enfrentar uma equipa da II Liga.

Aliás, os transmontanos marcaram primeiro por intermédio de Pipo, ainda na primeira parte (25′), resultado com que foram para o descanso, a vantagem pela margem mínima.

Na segunda parte, o Leiria entrou melhor e acabou por empatar por Pablo Fernandez (48′). E poderiam ter dado a volta pouco depois, mas o guarda-redes brigantino defendeu uma grande penalidade aos 56 minutos.

O UD Leiria foi mais feliz e apontou o golo da vitória por Diogo Martins (64′), que colocou a sua equipa na 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, onde existe apenas o GD Chaves a representar a região de Trás-os-Montes.

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GD Chaves segue em frente na Taça de Portugal

16 October 2026 at 22:44

VTM

Roberto inaugurou o marcador para os transmontanos na primeira parte, através de um castigo máximo (14’), mas a formação de Coimbra conseguiu chegar ao empate na segunda metade, por Yuri, perante a passividade da defesa da casa (53′).

O Chaves reagiu e o mexicano Gilberto Garcia colocou novamente a equipa transmontana na frente do jogo e na eliminatória. Estavam decorridos 70 minutos de jogo.

Os forasteiros tentaram reagir, mas os donos da casa conseguiram guardar a margem mínima e seguir para a próxima eliminatória da Taça de Portugal.

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Campanha ‘O Fair-Play Joga em Casa’ distinguida nos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética

16 October 2026 at 18:43

A Associação de Futebol do Algarve (AFA) recebeu, esta quinta-feira, no Centro de Juventude de Lisboa, a certificação e premiação pela dinamização da campanha “O Fair-Play Joga em Casa”, na Cerimónia dos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética.

A convite do Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Português do Desporto e Juventude, Ricardo Gonçalves, João Pedro Gomes, Presidente da Direção da AFA, marcou presença na cerimónia para receber a distinção, que é atríbuida através do Plano Nacional de Ética no Desporto.

Esta é uma premiação coletiva, não apenas da AFA mas acima de tudo dos seus filiados, parceiros, embaixadores e todas as instituições e personalidades que se associaram a este movimento, que valoriza todo o desporto no Algarve. Sem o contributo de todos os envolvidos, “O Fair-Play Joga em Casa” não passaria do papel para a realidade, não estaria na agenda desportiva a nível nacional e não chegaria à dimensão que alcançou, e que ainda vai alcançar.

Este é mais um exemplo de que a luta pelo desportivismo, respeito, igualdade e bons valores permanece uma causa nobre e de relevo, à qual não devemos permanecer indiferentes.

A campanha lembra-nos que o respeito e a ética não pertencem apenas aos recintos desportivos, mas acompanham-nos em qualquer lugar. A “casa” pode ser o clube, o recinto de jogo, as bancadas, ou até o espaço interior de cada um, onde se decide agir com empatia e lealdade. Jogar em casa significa transformar qualquer ambiente num lugar de boas práticas, onde a vitória maior é a da conduta exemplar.

A cerimónia dos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética 2026 reconheceu o trabalho desenvolvido por clubes e associações desportivas, municípios, escolas e outras entidades que fazem dos valores uma dimensão central da sua intervenção, entre os quais se destacam outros algarvios:

  • “Farense com Valores – Educar pelo Desporto” – Sporting Clube Farense (Menção Honrosa Projeto)
  • Departamento de Futebol de Formação – Clube Desportivo e Recreativo Quarteirense (Menção Honrosa Departamento)
  • Departamento de Educação Física da Escola Secundária Pinheiro e Rosa (Prémio Departamento (ex aequo)

Para consultar a lista completa clique aqui.

Campanha «O Fair-Play Joga em Casa» vale prémio à Associação de Futebol do Algarve

16 October 2026 at 16:38

A cerimónia dos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética distinguiu também o Farense, o Quarteirense e o Departamento de Educação Física da Escola Secundária Pinheiro e Rosa.

O conteúdo Campanha «O Fair-Play Joga em Casa» vale prémio à Associação de Futebol do Algarve aparece primeiro em Barlavento.

O sequestro da cueca vermelha

12 September 2026 at 08:00

Acredito que a vida adulta te coloca algumas provações inusitadas, como descobrir que detergente virou bebida de maluco negacionista e que o papel higiênico não se desenrola sozinho — a não ser quando seu gato faz picadinho dele numa madrugada qualquer. 

Existem outras, claro, tão banais, como ir à lavanderia. Eu estou nessa prática há pouco tempo e percebi como esse ecossistema úmido é repleto de armadilhas sociológicas. 

A lavanderia é um lugar onde a intimidade alheia se expõe, rodopiando a mil rotações por minuto, atrás de um vidro embaçado. Foi numa dessas incursões, armado com um cesto de roupas sujas e a ingenuidade de um novato, que o destino me pregou uma peça.

Recolhi minhas roupas da secadora e dobrei tudo com a pressa de quem quer voltar ao sofá. Ao organizar as gavetas, notei uma intrusa. Uma cueca vermelha. Não um vermelho discreto. Era um vermelho vibrante, quase radioativo, um vermelho que gritava “eu não tenho medo de desbotar na lavagem”.

Eu não tenho cuecas vermelhas. Minhas gavetas são um monótono degradê de cinza, preto e azul-marinho, o uniforme padrão da melancolia masculina urbana. Aquela peça rubra era um alienígena no meu guarda-roupa. Fiquei imaginando quem seria o dono e o que aquela cueca teria vivido. 

Pensei em levar de volta. “Amanhã eu desço e deixo no balcão”, prometi. Mas o amanhã não chegou. A cueca vermelha ficou ali, no cesto de roupa suja, me encarando com toda a sua ousadia escarlate toda vez que eu me aproximava. 

Semanas se passaram e a cueca foi soterrada por outras peças. Chegou o dia de lavar roupa novamente. No piloto automático, peguei tudo no cesto, desci, lavei, sequei, subi. Quando fui guardar… lá estava ela. Eu a havia lavado de novo. Avisei a Alexa para anotar o recado e me lembrar no dia seguinte. “Devolver a cueca”.

Por um momento, eu não só a tinha sequestrado, como também a mantinha num regime bizarro de cativeiro com pensão completa. Ela tinha dono e não era eu. Senti um misto de culpa e absurdo. E, por algum motivo besta, tinha nojinho dela. 

Decidi que daria um fim naquilo. Um assassinato de algodão. Mas hesitei. Vai que o cara é apegado? A cueca já tinha ganhado status de entidade na minha casa. 

Na vez seguinte em que desci à lavanderia, a maldita estava na minha sacola, pronta para ser devolvida. Enquanto a máquina girava, sentei-me e abri um livro, tentando fingir que não carregava a roupa íntima de um estranho no bolso. Fiquei sem jeito de colocar a danada na bancada porque havia mais gente. 

Não é qualquer gente, é dessas que puxam assunto na lavanderia. Elas existem. Foi quando um rapaz deu início ao papo. Falamos do tempo, do síndico, da inflação do sabão. Amenidades. A conversa fluiu para o futebol. Ele suspirou pesado e, com a naturalidade de quem confessa um pecado, soltou:

— Pra piorar, perdi minha cueca da sorte aqui faz um mês. Sou flamenguista. Tinha uma cueca vermelha que eu só usava no dia de clássico. Sumiu na secadora. Sem ela, o Mengão perdeu o último jogo. 

Eu, são-paulino desde o berço, congelei. A mão, que instintivamente tinha ido ao bolso, parou no meio do caminho. O tecido vermelho pareceu queimar meus dedos. 

Olhei para o rapaz. Ele tinha um olhar triste, de quem acreditava que o time dependia daquela peça íntima. Pensei no meu Tricolor lutando no campeonato e nas minhas próprias mandingas de torcedor. Pensei no Flamengo. Pensei na cueca vermelha, limpinha, amaciada com lavanda, refém no meu bolso esquerdo.

Fiz o que qualquer homem ético e apaixonado por futebol faria naquela situação.

Fiquei em absoluto silêncio.

— Puxa, cara… que chato — lamentei, com a voz embargada por uma solidariedade falsa. — A máquina sempre come alguma coisa — consolei.

Ele assentiu, resignado. Recolheu suas roupas e saiu com sua sacola, levando consigo a esperança do seu time. E eu fiquei ali, com a cueca no bolso. Já sozinho, a depositei no balcão, olhando para os lados, e resolvi escrever um bilhete de improviso.

— Pertence a um flamenguista. Favor respeitar. Ele voltará.

Voltei para o apartamento satisfeito. Tirei as roupas da sacola, dobrei com cuidado e guardei. Para minha surpresa, e revolta, agora havia uma meia. Apenas o pé direito, daquelas estampadas com capivaras usando óculos escuros.

— “Não é possível”, pensei. 

Levantei a meia contra a luz para observar melhor a capivara com seus óculos de lacração tug life. Se o Flamengo perdeu o jogo por causa da cueca, o que será que estava em jogo com aquela meia de capivara? Pelo sim, pelo não, passei a calçar a meia para ver os jogos do São Paulo. Passado um tempo, a conclusão: se o universo estava tentando me dar uma vantagem, definitivamente não funcionou.

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