Casal detido na Guarda por abusos sobre filha

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É apresentado na próxima sexta-feira, pelas 18h30, no Polo Casimiro de Brito, em Almancil, da Biblioteca Municipal de Loulé, o livro “O que se passa na infância não fica na infância” Tomo III, por Catarina Silva Almeida.
O momento, integrado na iniciativa “Livros Abertos”, contará com dois dos 52 autores, Ana Poeta, Rui Diniz Monteiro, bem como João Pedro Gaspar e Paulo Guerra, coordenadores da obra.
«Por considerarmos que a infância é um chão que percorremos durante a vida toda, só há que constatar que as vítimas precoces – as crianças que o sistema de promoção e proteção entende que devem ser retiradas às suas famílias biológicas, muitas vezes para delas serem protegidas – têm a vida toda para sofrerem as consequências dessas experiências adversas.
“O que se passa na infância, não fica na infância”, obra editada pela Editora d’Ideias, recorre a 52 personalidades – ligadas pessoalmente ou profissionalmente à proteção das crianças e ao seu saudável desenvolvimento -, reunindo um conjunto de abordagens pessoais e multidisciplinares, remetendo para as consequências irreversíveis e duradouras das experiências adversas na infância – personifica uma campanha que visa prevenir os mau- tratos na infância, idealizada pela entidade que, em Portugal, se dedica a apoiar quem cresceu em acolhimento, a PAJE – Plataforma de Apoio a Jovens (Ex)acolhidos.
A obra e a campanha, qual manifesto, parte da premissa de que é fundamental contrariar a invisibilidade da adversidade e do trauma vivido na infância por cada um de nós, tornando-se, assim, imperioso que os vários contextos e os seus profissionais estejam imbuídos e capacitados de uma abordagem sensível ao trauma, que permita reconhecê-lo, bem como aos seus efeitos, e responder-lhe de forma hábil e reparadora. Para que a onda cresça! E para que cada um de nós faça o que lhe compete – estar atento, denunciar, integrar e tratar o trauma infantil antes que «o monstro tome conta de nós». (João Pedro Gaspar e Paulo Guerra)
Rui Diniz Monteiro é engenheiro, professor do ensino básico e secundário, e Hipno terapeuta com licenciatura em Psicologia. A fazer voluntariado desde há mais de 50 anos, apoiante ativo da campanha “Nem Mais Uma Palmada!”, palestrante e professor da disciplina “Sabedoria, Civilização e Felicidade” em universidades sénior.
Ana Poeta é cientista social, mestre em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, ativista há mais de 30 anos, atualmente trabalha na área do Bem-Estar Animal.
O Município de Olhão, em parceria com os Agrupamentos de Escolas do concelho e outras entidades parceiras, disponibiliza aos seus munícipes a oferta da Escola a Tempo Inteiro, procurando reforçar a articulação entre a escola, as famílias e a comunidade local e reconhecendo o papel fundamental desta resposta no desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos alunos.
No âmbito desta parceria, a Associação Portuguesa para a Inovação e Empreendedorismo Social e Digital (AI9) disponibilizou os “Baús da Brincadeira” às escolas do Município de Olhão, tendo concluído, na passada sexta-feira, a sua entrega em todos os agrupamentos escolares do concelho. A última entrega decorreu na EB1 n.º 4, onde foram disponibilizados os baús destinados ao Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira.
Cada escola tem agora quatro baús, que disponibilizam um conjunto diversificado de materiais para utilização pelas crianças durante os intervalos.
Os baús incluem materiais criteriosamente selecionados do ponto de vista pedagógico, como jogos de tabuleiro, bolas de diferentes tipos, cordas, arcos, jogos tradicionais e jogos de água, entre outros recursos que estimulam diferentes formas de brincadeira, movimento e interação.
Disponíveis durante os intervalos, estes materiais permitem que as crianças escolham livremente as atividades que querem realizar, explorando os recursos ao seu ritmo e de acordo com os seus interesses, num ambiente de brincadeira espontânea e com a necessária supervisão dos adultos.
Mais do que proporcionar atividades organizadas, a iniciativa pretende valorizar o brincar livre, dando espaço à imaginação, à criatividade, à autonomia e à interação entre pares. O recreio deve ser também um espaço de descoberta, onde as crianças possam experimentar, criar, partilhar e, acima de tudo, ser crianças.
Os “Baús da Brincadeira” constituem, assim, um importante contributo para a criação de recreios mais ativos, inclusivos e estimulantes, reforçando a importância do brincar no desenvolvimento e bem-estar das crianças.
A iniciativa evidencia ainda o valor da parceria entre o Município de Olhão e a AI9, contribuindo para a construção de ambientes educativos mais ricos, participativos e promotores do desenvolvimento integral das crianças.