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CNI: Preocupação com juros é a 2ª maior entre industriais da construção

26 October 2026 at 21:52

Quatro em cada dez empresários apontaram as taxas de juros elevadas como o principal problema enfrentado pelo setor no terceiro trimestre de 2026, segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta segunda-feira (26) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em parceria com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

O resultado representa aumento de 3,8 pontos porcentuais em relação ao segundo trimestre e é o segundo maior da série histórica, iniciada em 2015.

“É um problema que ocupa a primeira posição do ranking há algum tempo e continua ganhando importância mesmo com as sucessivas reduções da taxa Selic pelo Banco Central. Apenas no segundo trimestre de 2023 o porcentual de assinalação do problema foi maior”, afirmou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Na sequência, a alta carga tributária, assinalada por 31% dos empresários, manteve-se como a segunda maior preocupação da indústria da construção. No trimestre anterior, o entrave foi apontado por 33,6% dos entrevistados.

Já a falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada subiu da quarta para a terceira posição do ranking, saltando de 28,6% para 29% das assinalações entre o segundo e o terceiro trimestres.

No terceiro trimestre, as condições financeiras da indústria da construção continuaram negativas. O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito, por exemplo, caiu 1,4 ponto, passando de 39,3 para 37,9 pontos.

Por ter se distanciado ainda mais da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela maior dificuldade dos empresários na obtenção de empréstimos e de financiamentos.

O índice de satisfação com o lucro operacional também caiu no período: 1 ponto, para 40,7 pontos, o menor nível desde o primeiro trimestre de 2021, indicando maior insatisfação.

Apesar disso, o índice de satisfação com a situação financeira se manteve em 45,2 pontos e permaneceu abaixo da linha divisória, o que sinaliza descontentamento dos empresários com as finanças dos negócios.

Por outro lado, o indicador que mede a evolução do preço médio de insumos e matérias-primas diminuiu 0,6 ponto, de 66,2 para 65,5 pontos. O índice segue acima da linha de 50 pontos e revela percepção de encarecimento de insumos e matérias-primas.

Nesse cenário, mesmo após subir 2,2 pontos em relação a setembro, atingindo 41,9 pontos, o índice que mede a intenção de investimento do setor teve o pior mês de outubro desde 2020.

Os índices que medem as expectativas do setor para os próximos meses subiram entre setembro e outubro, mas a maior parte deles segue sinalizando perspectivas negativas. Além disso, todos eles estão abaixo da média histórica:

  • Nível de atividade: +3,1 pontos, para 50,1 pontos;
  • Compras de insumos e matérias-primas: +3,9 pontos, para 49,7 pontos;
  • Novos empreendimentos e serviços: +2,5 pontos, para 48,6 pontos;
  • Número de empregados: +0,7 ponto, para 48,7 pontos.

Com os resultados, as expectativas para o nível de atividade deixaram o pessimismo e se tornaram neutras. Já as perspectivas para compras de insumos e matérias-primas, novos empreendimentos e serviços e número de empregados se tornaram menos negativas.

Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, a CNI consultou 305 empresas, sendo 120 pequenas, 125 médias e 60 grandes, entre 1º e 13 de outubro, antes do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Bitcoin recua com mercado à espera de decisão do Fed sobre juros

26 October 2026 at 21:37

O Bitcoin registrou queda nesta segunda-feira (26), oscilando abaixo de US$ 80 mil, à espera da decisão de política monetária desta semana nos Estados Unidos. No noticiário corporativo, enquanto a Strategy não adquiriu unidades da criptomoeda na semana passada, a Strive comprou mais de 6 mil BTCs.

Por volta das 16h (em Brasília), o Bitcoin recuava 0,88%, a US$ 79.982,01, enquanto o Ethereum caía 0,94%, a US$ 2.332,36, de acordo com a plataforma Coinbase.

A primeira criptomoeda oscilou entre US$ 80 mil e US$ 79 mil durante toda a sessão. Para o FxPro, a pressão baixista está sendo atualmente contida pelos compradores, freando a tendência geral de queda.

Ainda assim, com a moeda recuando pela quarta semana seguida, “o cenário mais discutido atualmente parece ser uma correção para US$ 75 mil“, pondera.

Para a Zaye Capital Markets, a movimentação do bitcoin reflete o enfraquecimento da confiança dos investidores devido às perdas no setor de tecnologia e ao aperto das condições financeiras e às incertezas geopolíticas.

A possibilidade de avanços diplomáticos no Oriente Médio resultaram em uma queda no petróleo hoje, mas os preços permanecem em um nível elevado.

Ainda segundo a consultoria, o mercado permanece acompanhando as expectativas de política monetária do Federal Reserve antes da decisão desta quarta-feira – destacando que uma política mais restritiva poderia reforçar a força do dólar e ampliar a pressão vendedora sobre as criptomoedas.

Apesar de 90% das chances apontarem para uma manutenção dos juros nos EUA, segundo a ferramenta do CME Group, as apostas para o mês de dezembro são de uma alta. Além disso, a Zaye Capital Markets afirma que a direção do preço do bitcoin dependerá da recuperação da demanda institucional.

No noticiário corporativo, a Strategy – maior detentora corporativa do bitcoin – anunciou hoje que não realizou compras ou vendas da criptomoeda na semana entre os dias 19 a 25 de outubro.

Enquanto isso, a Strive afirmou que comprou 6.182 bitcoins na semana passada, pagando cerca de US$ 82.732 por cada moeda, de acordo com o CEO Matt Cole. Agora, a empresa possui uma reserva de cerca de 43 mil BTCs.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Petróleo cai com movimento para possível acordo entre EUA e Irã

26 October 2026 at 21:35

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (26) enquanto países aliados tentam costurar um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, após a forte alta da commodity na semana passada.

A baixa, entretanto, foi parcialmente contida pela cautela, que persiste diante das incertezas sobre a região e por investidores que aguardam a decisão de juros do Fed (Federal Reserve) na quarta-feira.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 0,86% (US$ 0,96), a US$ 110,74 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,46% (US$ 1,51), a US$ 101,76 o barril, na Nymex.

Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estiveram nesta segunda em Teerã, capital do Irã, para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar a retomada dos confrontos entre o país persa e os EUA, informou o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Em paralelo, uma coalizão liderada pelos sauditas afirmou que interceptou um míssil balístico lançado pelos houthis, apoiados pelo Irã, em direção a Riad.

“Guerra ou não guerra, e o mercado ainda não resolveu para qual lado vai”, diz Aaron Kildow, da Sparta Commodities.

Ele aponta que, embora os fluxos mais fortes pelo Estreito de Ormuz estejam ajudando a manter sob controle os diferenciais regionais, é duvidoso que os compradores asiáticos estejam colocando cargas em armazenamento, especialmente nesses níveis de preços elevados.

O Goldman Sachs estima que o valor justo subjacente do Brent seja em torno de US$ 85 por barril, embora novos ataques a embarcações ou à infraestrutura de energia possam manter os preços elevados.

Traders de energia também se mantêm atentos à agenda eleitoral em Israel. Circulam relatos de que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, pode ter se desentendido com as Forças Armadas israelenses sobre a possibilidade de iniciar uma escalada com o Irã imediatamente antes do pleito.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Wall Street sobe impulsionada por techs e anúncio de IPO da Anthropic

26 October 2026 at 21:34

A bolsa de Nova York fechou em alta nesta segunda-feira (26) à medida que os fabricantes de semicondutores se recuperaram após o pedido de IPO da Anthropic reviver o entusiasmo pelo comércio de IA (Inteligência Artificial).

O Dow Jones subiu 0,29%, aos 52.364,02 pontos. O S&P 500 avançou 0,7%, a 7.676,84 pontos. Já o Nasdaq encerrou em alta de 0,82%, nos 26.169,38 pontos.

O Nasdaq teve destaque positivo, com as ações de chips e outras relacionadas à IA subindo depois que a Anthropic apresentou publicamente seu pedido de IPO.

A empresa que desenvolveu o Claude relatou US$ 16,29 bilhões em receita para os seis meses encerrados em junho, um aumento de 1.304% em relação a US$ 1,16 bilhão durante o mesmo período do ano anterior.

Outras manchetes importantes de IA contribuíram para o sentimento de risco. A Meta informou nesta segunda que está planejando levantar US$ 95 bilhões para apoiar seus investimentos em IA.

O CEO da SpaceX, Elon Musk, disse no fim de semana que a empresa de satélites e lançamentos de foguetes fechou um acordo de dívida de US$ 40 bilhões para chips de IA.

Para analistas do Charles Schwab, os resultados podem fornecer mais evidências sobre se o investimento em IA valeu a pena após sinais positivos no segundo trimestre.

“O comércio de IA está entrando em uma fase mais exigente, com investidores examinando se os retornos futuros justificam os crescentes compromissos de capital”, afirmam.

Os semicondutores se recuperaram, com o fundo iShares Semiconductor marcando alta de mais de 2%. As ações da Nvidia subiram 2,4%, a Micron aumentou 3%, a Broadcom ganhou 2,33% e a Advanced Micro Devices saltou 2,8%.

Já as ações da Moderna caíam 0,6% ampliando a desvalorização registrada na semana passada, após os resultados de um estudo sobre uma vacina contra o câncer ficarem abaixo das expectativas dos investidores.

Veja empregos que ganham e perdem com a inteligência artificial

 

Detentora dos direitos de Elvis Presley processa Anthropic por violação

26 October 2026 at 21:22

A Authentic Brands Group, organização que detém os direitos autorais e de imagem de Elvis Presley, acusa a Anthropic de usar 274 canções do cantor para treinar a inteligência artificial da empresa.

A instituição, a editora musical Raleigh Music Publishing, vários fundos patrimoniais e pelo menos uma pessoa física abriram um processo contra a desenvolvedora.

A ação, protocolado na Califórnia, não é a primeira contra uma companhia de IA. Gravadoras como Sony, Warner Records e Universal, e a Recording Industry Association of America, associação que representa a indústria fonográfica nos Estados Unidos, já abriram processos semelhantes, acusando empresas do setor de violação de direitos autorais.

No documento da ação, aberta na sexta-feira (23), o advogado Richard Busch alega que o Claude, principalmente modelo da Anthropic, foi projetado para usar conteúdo protegido por direitos autorais e gerar conteúdo que infringe esses direitos em “praticamente todas as músicas de todos os catálogos disponíveis na internet”.

“Os autores da ação judicial, que representam Elvis, movem este processo para fazer valer esses direitos exclusivos contra o réu, que construiu todo o seu modelo de negócios com base na violação de direitos autorais em uma escala nunca vista antes”, escreveu Busch no documento.

O processo acusa a Anthropic de utilizar 274 canções de Elvis Presley, incluindo “Can’t Help Falling in Love” e “All Shook Up”. Os detentores dos direitos pedem indenização de US$ 150 mil por faixa violada, ou cerca de US$ 41 milhões.

A ação ainda afirma que, mesmo com mecanismos de proteção para limitar a produção de conteúdos que violam direitos autorais, a Anthropic teria se envolvido “conscientemente” e continuaria a se envolver intencionalmente nesse tipo de violação.

Isso porque grandes modelos de linguagem, como o Claude, são treinados com dados disponíveis na internet. No caso das músicas, a IA aprende sons, letras e expressões que já existem para, em seguida, gerar suas próprias canções.

Em comunicado, a Anthropic afirmou que discorda das acusações e pretende se defender no processo.

 

Reeleito, Lula fala em criar IA brasileira e regular big techs

26 October 2026 at 20:24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato não consecutivo no domingo (25), falou na criação de uma inteligência artificial brasileira e em regular as big techs em discurso pós-reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

“Iremos ensinar mais matemática e engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa ou americana. Eu quero criar uma brasileira”, afirmou.

Lula também falou em uma “intromissão vinda de fora através de plataformas digitais”, em alusão ao caso da Meta.

Desde o início do período eleitoral, a coligação liderada pelo PT e adversários do presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusaram a Meta de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros. Na última semana da corrida eleitoral, a big tech voltou ao centro do debate, quando surgiram novas denúncias de interferência, cobranças da Justiça eleitoral e a admissão da própria empresa de que há “falhas recorrentes” no controle do conteúdo.

“Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhando milhões e bilhões, não pagando imposto, e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país”, disse Lula a apoiadores na Avenida Paulista.

Lula ainda afirmou que o Brasil é o País com maior potencial energético renovável para trazer data centers para solo nacional. No entanto, defendeu que as infraestruturas deverão armazenar também os dados brasileiros, não apenas o de empresas estrangeiras.

Investimento em IA e data centers fazem parte das propostas de Lula

As falas de Lula durante o discurso repetem pontos que já foram apresentados no plano de governo.

O documento traz medidas relacionadas à soberania digital, com o desenvolvimento de um ecossistema nacional de tecnologia.

Isso inclui supercomputadores desenvolvidos e operados por instituições nacionais, e a expansão de data centers e de outras infraestruturas de IA no país — seja acompanhada de proteções socioambientais, incluindo impactos sobre o sistema elétrico, híbrido e população local.

No plano, Lula também prometeu a criação de um modelo de linguagem em português, voltado para os problemas do país, junto de uma plataforma nacional que forneça os dados de treinamento.

Sobre as plataformas, o plano de governo menciona mecanismos para “assegurar que o ambiente digital esteja submetido às leis brasileiras, proteja os direitos fundamentais e sirva ao interesse público” e a regulamentação das plataformas de jogos e dos ambientes digitais.

Juros futuros fecham em alta após reeleição de Lula

26 October 2026 at 20:15

As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira (26) pós-eleição com fortes altas, superiores a 250 pontos-base em alguns contratos, após o presidente Luiz Inácio Lula da ​Silva (PT) superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto, surpreendendo o mercado.

A disparada dos ​prêmios na curva reflete tanto um ajuste em relação às baixas vistas após o primeiro turno, quando Flávio estava à frente de Lula, quanto as preocupações dos investidores com o futuro da política fiscal.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,8%, em alta de 194 pontos-base ante o ajuste de 12,859% da última sexta-feira, antes do segundo turno. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2031 estava em 15,185%, com elevação de 254 pontos-base ante 12,642%.

O início da sessão foi marcado por paralisações nos negócios com DIs após as taxas de vários vencimentos atingirem limites de alta. ⁠A B3 anunciou a expansão desses limites ainda pela manhã, mantendo ​pausas para que o mercado encontrasse preços de equilíbrio.

Às 11h02, após uma paralisação, a taxa do DI para janeiro de 2031 atingiu a máxima ​intradia de 15,940%, em alta de 330 pontos-base ante o ajuste de sexta-feira.

O movimento foi consequência direta da vitória de Lula sobre Flávio no segundo turno ⁠da disputa presidencial, por 51,79% a 48,21% dos votos válidos. Como o mercado ⁠estava em grande parte posicionado para uma vitória de Flávio, o ajuste na curva foi inevitável.

Isso porque com Flávio no Planalto o ​mercado ‌enxergava chances maiores de controle das contas públicas – ainda que nem o candidato nem seus assessores econômicos tenham apresentado durante a campanha propostas concretas para reduzir gastos.

Como Lula ⁠venceu, o mercado voltou a incorporar prêmios à curva, em especial entre os contratos de longo prazo, mais suscetíveis à política fiscal. O movimento ocorreu em paralelo à forte queda do Ibovespa e à disparada do dólar ante o real.

A disparada desta segunda-feira colocou as taxas inclusive acima dos patamares vistos antes do primeiro turno da eleição presidencial, o ‌que sugere ⁠que o mercado não apenas ‌reincorporou à curva os prêmios perdidos anteriormente quanto acrescentou mais prêmios.

A taxa do DI para janeiro de 2031, por exemplo, que encerrou a sessão regular desta segunda-feira em 15,185%, estava em 13,99% no dia 2 de outubro, antes do primeiro turno.

Assim como a B3, o Tesouro atuou ao longo do dia para tentar acalmar o mercado. O órgão ⁠anunciou pela manhã o cancelamento do tradicional leilão de títulos indexados à inflação na terça-feira e ⁠o cancelamento do leilão de papéis prefixados na quinta-feira.

Por outro lado, manteve o leilão regular de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos indexados à taxa básica Selic, previsto para terça-feira.

Em outra frente, o Tesouro ‌recomprou cerca de R$ 7,1 bilhões de títulos prefixados em posse do mercado no fim da manhã e mais R$7,7 bilhões em títulos indexados à inflação durante a tarde. Ao promover a recompra de títulos, o Tesouro atuou para suavizar a disparada das taxas.

O triunfo de Lula também alterou de forma substancial a parte curta da curva de DIs, que passou a precificar a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central não cortar a Selic, hoje em 13,75%, na ‌próxima semana.

No auge da pressão, durante a manhã, a curva chegou a precificar aumento de 25 pontos-base da Selic na próxima semana, sendo que na sexta-feira havia quase 100% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base.

No fim da tarde, a curva já precificava manutenção da Selic na próxima semana, com elevação de ⁠25 pontos-base em dezembro e 50 pontos-base em janeiro.

“O mercado está muito disfuncional”, resumiu Lais Costa, analista da Empiricus Research, que na noite de domingo já havia alertado para a tendência de fortes altas para as taxas nesta segunda-feira.

Segundo ela, a nova precificação da Selic ocorre por conta do dólar, que chegou a oscilar acima dos R$ 5,50 durante o ​dia, e da deterioração das expectativas.

O boletim Focus divulgado mais cedo trouxe projeções calculadas apenas até a última sexta-feira – portanto antes do segundo turno. Nele, as expectativas de inflação ​dos economistas do mercado estão em 5,19% em 2026, 4,34% em 2027 e 3,75% em 2028. No caso do dólar, a projeção é de R$ 5,05 no fim deste ano.

Assim como a curva passou por ajustes, essas projeções tendem a ser revistas nesta semana pelos economistas, já sob a perspectiva de continuidade do governo Lula.

Sem efeito nas negociações desta segunda-feira, às 16h55 o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões ‌de investimento – caía 1 ponto-base, a 4,98%.

 

 

Risco-país brasileiro avança 26% e atinge maior nível desde junho de 2025

26 October 2026 at 20:04

O CDS (Credit Default Swap) de 5 anos do Brasil, um derivativo que protege contra calotes na dívida soberana, termômetro do risco-país, sobe 26% nesta segunda-feira (26) e opera em 151,7 pontos – na sexta-feira, estava em 120,2 pontos.

O indicador acompanhando a reprecificação dos ativos brasileiros com a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o maior patamar do índice desde junho de 2025.

Os estrategistas do Morgan Stanley avaliam que o CDS do Brasil pode subir 40 pontos, enquanto o dólar pode bater em R$ 6,00 se as pressões fiscais se intensificarem. A avaliação do banco americano, em relatório, é que o risco fiscal em alta ameaça ações, moeda e títulos de dívida do Brasil.

Ao fim do primeiro turno, com o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), preferido de boa parte do mercado financeiro, saindo na frente, o CDS chegou a cair para abaixo de 108 pontos, no menor nível em 6 anos.

Em seguida, o indicador começou a subir novamente, em meio às dúvidas eleitorais, com as pesquisas mostrando empate técnico, mas sem embutir nas cotações uma vitória de Lula, observa um gestor de fundo dedicado a emergente em Nova York.

Tesouro Nacional anuncia leilão de recompra de até 3 milhões de NTN-B

26 October 2026 at 19:56

O Tesouro Nacional anunciou que irá realizar um leilão extraordinário de NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B) para três vencimentos. O certame ocorrerá entre 15h e 16h desta segunda-feira (26) com resultados anunciados a partir de 16h15.

A autoridade fiscal 1 milhão de títulos atrelados à inflação com vencimento em agosto de 2030; 1 milhão de papéis com vencimento em maio de 2035; e 1 milhão de títulos com vencimento em agosto de 2050.

Também nesta segunda-feira, o Tesouro já realizou um leilão de recompra de NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F), das quais foram recomprados 8,4 milhões de papéis, de um total de 15 milhões que o órgão se dispôs a recomprar. O volume financeiro da operação somou R$ 7,11 bilhões.

Governo precisa de anúncio forte sobre ajuste fiscal, diz Zeina Latif

26 October 2026 at 19:50

O mercado financeiro aguarda com expectativa novos anúncios do governo em relação às contas públicas. Para Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting, as medidas discutidas até o momento vão na direção correta, mas ainda são insuficientes diante dos desafios fiscais que se apresentam.

“Vão na direção correta, mas precisa mais coisa, até porque foram feitas promessas na campanha, como por exemplo o passe livre no final de semana, coisas que precisam entrar no orçamento“, afirmou Zeina Latif.

Para ela, é necessário um anúncio robusto e tempestivo, especialmente diante de uma dinâmica de mercado que considera muito preocupante.

Urgência na sinalização fiscal

Zeina Latif destacou que o momento exige uma postura clara e rápida.

“Nós estamos vendo uma dinâmica de mercado muito preocupante, mercado muito sem parâmetros. Tem reunião do Copom [Comitê de Política Monetária] na semana que vem, alguns já discutindo alta de juros”, observou.

Segundo ela, é fundamental que haja uma sinalização forte das intenções e dos planos do governo para interromper a dinâmica negativa nos preços dos ativos, que, em suas palavras, “machucam sim a economia”.

Arcabouço fiscal precisa de credibilidade

Questionada sobre o arcabouço fiscal, Zeina Latif reconheceu que o instrumento apresenta problemas, mas defendeu ajustes em vez de uma reformulação completa.

“É muito mais uma questão de fazer ajustes do que tentar uma fórmula nova”, disse. Para a especialista, o mais importante não é o formato das regras, mas a credibilidade na sua execução.

“Não adianta você apertar as regras do jogo e aí, com o tempo, perceber que o governo não tem nem capacidade política, nem intenção, nem convicção do que é preciso ser feito”, alertou.

Desafio político supera o técnico

Ao analisar a possibilidade de cortes de gastos, Zeina Latif ressaltou que o orçamento da União está praticamente todo comprometido, com uma margem de manobra em despesas não obrigatórias ou discricionárias de não mais que 5%.

“Não existe uma dificuldade técnica aqui, a dificuldade é muito mais política”, afirmou. Ela explicou que o verdadeiro desafio está em conter o crescimento das despesas obrigatórias, muitas delas de caráter constitucional, e que o diagnóstico do que precisa ser feito já existe dentro da máquina pública.

Ceticismo em relação ao superávit

Sobre a expectativa do governo de alcançar superávit no ano seguinte, Zeina Latif apontou que há muito ceticismo no mercado em relação a essa meta. “Tem muito ceticismo em relação a isso, sempre as dúvidas em relação às estimativas de receita e despesa”, disse.

Com a necessidade de aprovação do orçamento e da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), ela avaliou que os próximos passos serão testes concretos para a gestão fiscal.

“Esse timing não pode ser perdido para tentar dar uma sinalização um pouco mais contundente do que vão ser os próximos anos na gestão fiscal. Esse é o momento de dar o sinal”, concluiu.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

 

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Abicom: reeleição de Lula fará Petrobras reajustar gradualmente os preços

26 October 2026 at 19:45

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve provocar uma arrumação gradual nos preços dos combustíveis da Petrobras, avalia o presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que não vê espaço no momento para um reajuste que afete fortemente o preço ao consumidor.

Nesta segunda-feira (26), o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para discutir a defasagem dos preços da companhia, considerada insustentável por conselheiros e membros da administração.

Apesar da defasagem em relação ao preço internacional, principalmente do diesel, ser alta, um esperado aumento deve vir aos poucos, explica Araújo. Na semana passada, a defasagem do diesel ultrapassou a subvenção ao combustível ao atingir R$ 3,53 o litro, contra R$ 3,52 da subvenção.

“O sistema de preços de combustíveis está muito desarrumado. Os preços da Petrobras estão muito defasados. Existem diversas camadas de subsídio para o diesel e a gasolina está desonerada, o que é explicado pelo momento eleitoral que se estava.

Passado esse momento, vão ter que arrumar a casa, mas terá que ser de maneira lenta e gradual”, afirma.

Para Araújo, o governo tem que fazer a conta do que está arrecadando com os impostos do setor, como royalties, participações especiais, imposto de exportação, e fazer um balanço do que pode reduzir na subvenção para poder organizar o setor.

“O que se espera é que gradualmente o governo arrume a casa e a Petrobras possa praticar preços mais racionais”, conclui.

Lei que isenta IR até R$ 5 mil é sancionada; entenda o que muda

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