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Durigan diz que não há definição sobre Fazenda e elogia nome de Fonteles

27 October 2026 at 14:01

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera positiva uma eventual indicação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o comando da pasta econômica.

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

Segundo Durigan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai definir a nova composição da Esplanada dos Ministérios nas próximas semanas. O ministro da Fazenda se reuniu com o petista na última segunda-feira (26).

“Não tratamos de equipe. Isso é um assunto que o presidente vai se debruçar nas próximas semanas para definir. Acho o nome do Rafael um excelente nome”, declarou Durigan a jornalistas nesta terça-feira (27).

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

A nomeação de Fonteles ao Ministério da Fazenda exigiria deixar o governo estadual. O chefe do Executivo é formado em matemática e mestre em economia matemática.

Mercado externo mantém instabilidade nos ativos brasileiros após vitória de Lula

27 October 2026 at 12:37

Os investidores iniciaram esta terça-feira (27) acompanhando os efeitos da turbulência registrada nos mercados brasileiros após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). A reação negativa observada na sessão anterior se estendeu aos ativos negociados no exterior, enquanto o mercado busca avaliar as perspectivas econômicas e fiscais para o novo mandato presidencial.

Um dos indicadores que refletem esse movimento é o iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), fundo negociado na Bolsa de Nova York que reúne ações brasileiras. Durante as operações de pré-mercado desta terça-feira, o ativo chegou a US$ 31,71, recuo de aproximadamente 7,14% em relação ao fechamento anterior. Ao longo da manhã, recuperou parte do valor e passou a ser negociado perto de US$ 34,24, alta de cerca de 0,26% sobre o encerramento de segunda-feira, quando terminou a US$ 34,15.

A movimentação ocorreu depois de uma desvalorização de 19,82% do EWZ na segunda-feira (26). O fundo havia encerrado a sexta-feira (23) cotado a US$ 42,59 e perdeu valor até fechar a sessão seguinte a US$ 34,15, acompanhando a reação dos investidores internacionais ao resultado eleitoral brasileiro.

Ibovespa enfrenta queda acentuada e tem negociações interrompidas

A pressão sobre os ativos também atingiu a bolsa brasileira. O Ibovespa encerrou a segunda-feira aos 177.608 pontos, com recuo de 13,88%. A dimensão da queda provocou a ativação do circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as negociações quando as perdas atingem determinados limites, com o objetivo de reduzir movimentos abruptos no mercado.

A interrupção aconteceu no início do pregão, diante da forte desvalorização dos contratos futuros do Ibovespa, negociados antes da abertura regular da bolsa, prevista para as 10h. As operações foram retomadas às 10h40, mas a instabilidade continuou nos minutos seguintes.

Às 10h46, o índice chegou a 170.340,70 pontos, o equivalente a uma retração de 16,94%. Mais tarde, às 11h34, o indicador marcava 170.693,37 pontos, ainda com perda de 16,77%.

Uma recuperação parcial ocorreu durante o fim da manhã. Às 12h27, o Ibovespa havia avançado para 174.316,73 pontos, reduzindo a queda para cerca de 15%. A melhora, entretanto, não foi suficiente para reverter o movimento negativo. Às 15h10, o indicador estava em 174.964,11 pontos, com baixa de 14,69%, antes de fechar o dia aos 177.608 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar comercial também registrou valorização expressiva. A moeda norte-americana terminou a segunda-feira cotada a R$ 5,40, às 17h, avanço de 8,22% em comparação com o fechamento da sexta-feira.

Empresas brasileiras acompanham cautela dos investidores

A volatilidade também se refletiu nos recibos de ações de companhias brasileiras negociados nas bolsas dos Estados Unidos, conhecidos como ADRs. O comportamento desses papéis é acompanhado por investidores que buscam avaliar os efeitos das mudanças nas expectativas econômicas sobre empresas com atuação relevante no país.

Entre os ativos observados estão os da Petrobras, negociados sob o código PBR. As perspectivas para os investimentos da companhia e para a distribuição de dividendos estão entre os fatores considerados pelo mercado. No caso da Vale, os preços do minério de ferro e o desempenho da demanda chinesa seguem como referências importantes para a avaliação das ações.

Instituições financeiras como Itaú, Bradesco e Nu Holdings também estão no radar dos investidores. Nesse segmento, as expectativas sobre juros, atividade econômica e política fiscal ajudam a orientar as decisões de compra e venda.

A movimentação dos ativos brasileiros ocorre em meio a diferentes avaliações sobre os riscos e as oportunidades no mercado internacional. Parte dos investidores considera a diversificação de aplicações em um cenário de oscilações nas bolsas dos Estados Unidos, especialmente no setor de tecnologia. Ao mesmo tempo, permanecem as dúvidas sobre a condução das contas públicas e as diretrizes econômicas do governo Lula.

As próximas sessões devem mostrar se a recuperação parcial observada em alguns ativos conseguirá ganhar força ou se a instabilidade continuará predominando. O comportamento da bolsa brasileira, a cotação do dólar e as negociações dos papéis nacionais no exterior permanecem entre os principais indicadores acompanhados pelo mercado.

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Citi e BCA rebaixam recomendação de ativos brasileiros após vitória de Lula

27 October 2026 at 12:18

O Citigroup e a BCA Research rebaixaram a recomendação dos ativos brasileiros ​após a vitória eleitoral do presidente ​Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que o perfil de risco-retorno para ações, títulos e moeda se deteriorou, à medida que os investidores reavaliam as perspectivas de disciplina fiscal e reformas estruturais sob o novo governo.

Essas avaliações refletem uma mudança mais ampla no posicionamento dos investidores, com estrategistas ⁠alertando que uma política ​fiscal mais flexível, uma dinâmica mais fraca da dívida pública ​e um avanço mais lento nas reformas voltadas para o crescimento ⁠podem pesar sobre os mercados brasileiros, ⁠apesar das restrições impostas por um Congresso mais conservador.

O Citi ​encerrou ‌na segunda-feira (26) suas posições bullish no Brasil após a vitória eleitoral ⁠de Lula, retirando sua recomendação de “overweight” em ações e encerrando sua posição comprada no real.

“Embora os preços possam muito bem cair além dos níveis justos, ‌o ⁠mercado já estava ‌otimista antes disso, o que torna plausível uma queda excessiva. Dado o resultado da eleição, encerramos nossa exposição ao risco no Brasil”, afirmou o ⁠Citi.

Os ativos brasileiros despencaram na segunda-feira, ⁠com o real caindo mais de 11% em relação ao dólar e o índice de ‌ações Bovespa registrando uma queda de 13,9% — sua maior queda em um único dia desde março de 2020.

Os investidores esperam que as recentes apostas em uma mudança de governo sejam revertidas.

A BCA Research rebaixou, ‌na segunda-feira, a recomendação do Brasil em relação aos mercados emergentes, afirmando que a vitória de Lula “acaba com a perspectiva de um governo ⁠ortodoxo que promova melhorias estruturais nas contas fiscais e no crescimento potencial do Brasil”.

A BCA rebaixou as ações brasileiras de “neutro” para “underweight”, citando riscos crescentes ​de inadimplência, perspectivas de crescimento mais fracas e pressões inflacionárias decorrentes de ​uma moeda mais fraca.

A empresa também rebaixou os títulos em moeda local e o crédito soberano do Brasil de “overweight” para “underweight”, alertando para a deterioração da dinâmica da dívida.

Dólar dispara a R$ 5,40 e tem maior alta diária em 23 anos

26 October 2026 at 23:51

O dólar disparou 8,36% frente ao real nesta segunda-feira (26), fechando a R$ 5,4066 e registrando a maior alta diária em 23 anos.

Isso ocorreu pelo fato de o mercado ter reagido negativamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada no domingo (25).

A moeda americana chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã, mas desacelerou a alta ao longo do pregão. O avanço foi o maior desde 5 de março de 2003, quando o dólar subiu 10,4%.

O valor de fechamento ainda foi o mais alto desde 2 de janeiro deste ano.

O Ibovespa também registrou forte queda. O principal índice da bolsa brasileira recuou 13,88%, aos 176.608,23 pontos, na maior perda percentual diária desde 16 de março de 2020, quando caiu 13,92%, quando teve início a pandemia de Covid-19.

Durante o pregão, o índice chegou a cair mais de 17%, aos 169.516,43 pontos. A forte queda levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte oscilação.

Os juros futuros também dispararam após o petista superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. As taxas dos contratos de DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam em alta, superior a 250 pontos-base em alguns vencimentos.

O movimento reflete um ajuste em relação às quedas registradas após o primeiro turno, quando Flávio estava à frente de Lula, além das preocupações dos investidores com o futuro da política fiscal.

*Com informações da Reuters

Ações recuam mais de 50% em dia de circuit breaker; veja maiores perdas

26 October 2026 at 21:58

Após um pregão turbulento nesta segunda-feira (26), o Ibovespa fechou em queda de mais de 13%, aos 176.608 pontos, em resposta do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19.

Diante do movimento, a B3 precisou acionar o circuit breaker, ferramenta utilizada em momentos de maior volatilidade no mercado, quando há maior aversão ao risco por parte dos investidores e os principais índices acionários sofrem fortes quedas.

A suspensão ocorreu logo no início do pregão e teve duração prevista de 30 minutos.

Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) lideraram as perdas, com queda acima de 58%. O setor varejista é um dos mais expostos aos juros, que dispararam na sessão após a frustração do mercado com a vitória de Lula e o esvaziamento das expectativas de mudança na política fiscal.

O pódio ainda é composto pelos papéis da Vamos (VAMO3), com perda de quase 57%, e a Hapvida (HAPV3), que perdeu aproximadamente 55%.

Maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (26)

  1. Magazine Luiza (MGLU3): -58,23%
  2. Vamos (VAMO3): -56,79%
  3. Hapvida (HAPV3): -54,93%
  4. C&A Modas (CEAB3): -47,47%
  5. Cosan (CSAN3): -46,73%

Já as maiores altas ficaram com empresas voltadas ao mercado internacional, que tendem a se beneficiar com o avanço do dólar via exportações.

O lado positivo do pregão foi puxado por Suzano (SUZB3), que avançou 10,08%, Embraer (EMBJ3), com alta de 8,89%, e WEG (WEGE3), que subiu 4,21%.

Reação negativa às eleições

O principal indicador do mercado brasileiro de ações reagiu ao resultado eleitoral do último domingo, que confirmou o quarto mandato de Lula. A eleição contrariou as expectativas dos acionistas, que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A expectativa do mercado em relação ao candidato da oposição foi alimentada, principalmente, pelas pesquisas eleitorais de segundo turno, que mostravam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ligeiramente à frente.

Lula obteve 51,79% dos votos, reelegendo-se pela segunda vez e renovando seu próprio recorde de presidente mais votado da história.

Segundo Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, o mercado precificou e se preparou para uma mudança de governo, na expectativa de anos mais “racionais” em relação ao controle de gastos e ao perfil da dívida pública.

“Entretanto, com o cenário consumado da reeleição do Lula, os investidores globais cortam suas expectativas para mais 4 anos do mesmo perfil de governo que levou o Brasil a um dos juros reais mais altos do mundo. É por isso que a bolsa cai tanto hoje”, afirmou.

*Com informações da Reuters e Agência Estado 

Juros futuros fecham em alta após reeleição de Lula

26 October 2026 at 20:15

As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira (26) pós-eleição com fortes altas, superiores a 250 pontos-base em alguns contratos, após o presidente Luiz Inácio Lula da ​Silva (PT) superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto, surpreendendo o mercado.

A disparada dos ​prêmios na curva reflete tanto um ajuste em relação às baixas vistas após o primeiro turno, quando Flávio estava à frente de Lula, quanto as preocupações dos investidores com o futuro da política fiscal.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,8%, em alta de 194 pontos-base ante o ajuste de 12,859% da última sexta-feira, antes do segundo turno. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2031 estava em 15,185%, com elevação de 254 pontos-base ante 12,642%.

O início da sessão foi marcado por paralisações nos negócios com DIs após as taxas de vários vencimentos atingirem limites de alta. ⁠A B3 anunciou a expansão desses limites ainda pela manhã, mantendo ​pausas para que o mercado encontrasse preços de equilíbrio.

Às 11h02, após uma paralisação, a taxa do DI para janeiro de 2031 atingiu a máxima ​intradia de 15,940%, em alta de 330 pontos-base ante o ajuste de sexta-feira.

O movimento foi consequência direta da vitória de Lula sobre Flávio no segundo turno ⁠da disputa presidencial, por 51,79% a 48,21% dos votos válidos. Como o mercado ⁠estava em grande parte posicionado para uma vitória de Flávio, o ajuste na curva foi inevitável.

Isso porque com Flávio no Planalto o ​mercado ‌enxergava chances maiores de controle das contas públicas – ainda que nem o candidato nem seus assessores econômicos tenham apresentado durante a campanha propostas concretas para reduzir gastos.

Como Lula ⁠venceu, o mercado voltou a incorporar prêmios à curva, em especial entre os contratos de longo prazo, mais suscetíveis à política fiscal. O movimento ocorreu em paralelo à forte queda do Ibovespa e à disparada do dólar ante o real.

A disparada desta segunda-feira colocou as taxas inclusive acima dos patamares vistos antes do primeiro turno da eleição presidencial, o ‌que sugere ⁠que o mercado não apenas ‌reincorporou à curva os prêmios perdidos anteriormente quanto acrescentou mais prêmios.

A taxa do DI para janeiro de 2031, por exemplo, que encerrou a sessão regular desta segunda-feira em 15,185%, estava em 13,99% no dia 2 de outubro, antes do primeiro turno.

Assim como a B3, o Tesouro atuou ao longo do dia para tentar acalmar o mercado. O órgão ⁠anunciou pela manhã o cancelamento do tradicional leilão de títulos indexados à inflação na terça-feira e ⁠o cancelamento do leilão de papéis prefixados na quinta-feira.

Por outro lado, manteve o leilão regular de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos indexados à taxa básica Selic, previsto para terça-feira.

Em outra frente, o Tesouro ‌recomprou cerca de R$ 7,1 bilhões de títulos prefixados em posse do mercado no fim da manhã e mais R$7,7 bilhões em títulos indexados à inflação durante a tarde. Ao promover a recompra de títulos, o Tesouro atuou para suavizar a disparada das taxas.

O triunfo de Lula também alterou de forma substancial a parte curta da curva de DIs, que passou a precificar a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central não cortar a Selic, hoje em 13,75%, na ‌próxima semana.

No auge da pressão, durante a manhã, a curva chegou a precificar aumento de 25 pontos-base da Selic na próxima semana, sendo que na sexta-feira havia quase 100% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base.

No fim da tarde, a curva já precificava manutenção da Selic na próxima semana, com elevação de ⁠25 pontos-base em dezembro e 50 pontos-base em janeiro.

“O mercado está muito disfuncional”, resumiu Lais Costa, analista da Empiricus Research, que na noite de domingo já havia alertado para a tendência de fortes altas para as taxas nesta segunda-feira.

Segundo ela, a nova precificação da Selic ocorre por conta do dólar, que chegou a oscilar acima dos R$ 5,50 durante o ​dia, e da deterioração das expectativas.

O boletim Focus divulgado mais cedo trouxe projeções calculadas apenas até a última sexta-feira – portanto antes do segundo turno. Nele, as expectativas de inflação ​dos economistas do mercado estão em 5,19% em 2026, 4,34% em 2027 e 3,75% em 2028. No caso do dólar, a projeção é de R$ 5,05 no fim deste ano.

Assim como a curva passou por ajustes, essas projeções tendem a ser revistas nesta semana pelos economistas, já sob a perspectiva de continuidade do governo Lula.

Sem efeito nas negociações desta segunda-feira, às 16h55 o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões ‌de investimento – caía 1 ponto-base, a 4,98%.

 

 

Risco-país brasileiro avança 26% e atinge maior nível desde junho de 2025

26 October 2026 at 20:04

O CDS (Credit Default Swap) de 5 anos do Brasil, um derivativo que protege contra calotes na dívida soberana, termômetro do risco-país, sobe 26% nesta segunda-feira (26) e opera em 151,7 pontos – na sexta-feira, estava em 120,2 pontos.

O indicador acompanhando a reprecificação dos ativos brasileiros com a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o maior patamar do índice desde junho de 2025.

Os estrategistas do Morgan Stanley avaliam que o CDS do Brasil pode subir 40 pontos, enquanto o dólar pode bater em R$ 6,00 se as pressões fiscais se intensificarem. A avaliação do banco americano, em relatório, é que o risco fiscal em alta ameaça ações, moeda e títulos de dívida do Brasil.

Ao fim do primeiro turno, com o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), preferido de boa parte do mercado financeiro, saindo na frente, o CDS chegou a cair para abaixo de 108 pontos, no menor nível em 6 anos.

Em seguida, o indicador começou a subir novamente, em meio às dúvidas eleitorais, com as pesquisas mostrando empate técnico, mas sem embutir nas cotações uma vitória de Lula, observa um gestor de fundo dedicado a emergente em Nova York.

Abicom: reeleição de Lula fará Petrobras reajustar gradualmente os preços

26 October 2026 at 19:45

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve provocar uma arrumação gradual nos preços dos combustíveis da Petrobras, avalia o presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que não vê espaço no momento para um reajuste que afete fortemente o preço ao consumidor.

Nesta segunda-feira (26), o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para discutir a defasagem dos preços da companhia, considerada insustentável por conselheiros e membros da administração.

Apesar da defasagem em relação ao preço internacional, principalmente do diesel, ser alta, um esperado aumento deve vir aos poucos, explica Araújo. Na semana passada, a defasagem do diesel ultrapassou a subvenção ao combustível ao atingir R$ 3,53 o litro, contra R$ 3,52 da subvenção.

“O sistema de preços de combustíveis está muito desarrumado. Os preços da Petrobras estão muito defasados. Existem diversas camadas de subsídio para o diesel e a gasolina está desonerada, o que é explicado pelo momento eleitoral que se estava.

Passado esse momento, vão ter que arrumar a casa, mas terá que ser de maneira lenta e gradual”, afirma.

Para Araújo, o governo tem que fazer a conta do que está arrecadando com os impostos do setor, como royalties, participações especiais, imposto de exportação, e fazer um balanço do que pode reduzir na subvenção para poder organizar o setor.

“O que se espera é que gradualmente o governo arrume a casa e a Petrobras possa praticar preços mais racionais”, conclui.

Lei que isenta IR até R$ 5 mil é sancionada; entenda o que muda

Em festa da vitória, Lula pede que público cante Hino da Independência

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O presidente da República reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na festa da vitória na Avenida Paulista, pediu que os presentes cantassem o Hino da Independência do Brasil. Momentos antes, em entrevista coletiva, Lula afirmou que houve intromissão estrangeira e que as plataformas digitais tentaram direcionar o resultado eleitoral no país.

“Eu devo essa vitória a cada um e a cada uma de vocês. Por isso, ontem [em manifestação no mesmo local] fiquei emocionado e quero pedir para, outra vez, cantarem o Hino da Independência para eles saberem que nós não cabemos no quintal de ninguém”, disse.

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Lula disse que a eleição de 2026 serviu de lição e que o seu quarto mandato terá a participação do povo na gestão do governo.

“Eu aprendi, neste segundo turno, a grande lição da minha vida. Quando o governante não sabe o que fazer, ele pergunta ao seu povo que o seu povo saberá ensinar o que ele tem que fazer”, acrescentou.

“Acho que no dia em que o povo brasileiro acordou e resolveu eleger um metalúrgico, sem diploma universitário, como presidente da República, foi o dedo de Deus que fez vocês confiarem que um operário poderia fazer mais do que a elite brasileira tinha feito em 500 anos neste país”. O presidente agradeceu novamente o deputado federal André Janones (Rede-MG) por ter coordenado uma campanha nas redes sociais de apoio à sua reeleição e comandado o canal no whatsapp Exército do Lula, decisivo na disputa eleitoral.

“O nosso exército teve um papel muito importante nesse segundo turno. Agora, você [dirigindo-se ao deputado André Janones] vai ter que assumir um compromisso com esse povo. Que a gente ganhou a primeira batalha. O exército não pode dispersar. O exército vai ter que continuar”, afirmou Lula.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também discursou na Avenida Paulista. Ele destacou que essa eleição presidencial teve vários recordes e que o presidente Lula já salvou a democracia duas vezes. 

“O primeiro recorde é que o presidente Lula teve mais de 64 milhões de votos. O presidente Lula é eleito pela quarta vez. [Foi] a menor abstenção em 20 anos. E agradecer a São Paulo. Aqui, entre o primeiro e o segundo turno, aumentou 27,5% a votação do presidente Lula. E, finalmente, trazer uma palavra: o presidente Lula salvou a democracia no Brasil duas vezes.”

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