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Dólar sobe 0,76% e fecha a R$ 5,39 em dia de cautela

Logo Agência Brasil

Em meio a preocupações com o cenário econômico nacional e internacional, o dólar fechou em alta de cerca de 1% nesta quinta-feira (29), aproximando-se de R$ 5,40. A bolsa caiu pouco mais de 1% e encerrou abaixo dos 170 mil pontos, na quarta queda consecutiva.

O mercado financeiro foi influenciado pelo avanço da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes, por dados econômicos dos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Notícias relacionadas:

Principais números
  • Dólar comercial: R$ 5,387 (+0,76%);
  • Ibovespa: 169.186 pontos (-1,06%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,43, por volta das 15h30;
  • Mínima do Ibovespa: 168.765 pontos, às 15h26.
  • Dólar no ano: queda acumulada de 1,85%

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,76%, cotado a R$ 5,387. Por volta das 15h30, a moeda chegou a R$ 5,43, alta de 1,56% em relação ao fechamento anterior.

No cenário internacional, a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos contribuiu para o movimento cambial. O Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) estadunidense cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% de economistas consultados pela Reuters. Os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em setembro.

O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas. O índice cheio avançou 0,5%.

Após a divulgação dos dados, o dólar ganhou força em relação a moedas de países emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.

No Brasil, as atenções também se voltaram às expectativas para o próximo mandato presidencial, como a formação da equipe econômica e futuras medidas na área.

A preocupação fiscal também ganhou relevância após dados do Banco Central indicarem que a dívida bruta do setor público chegou a 82,9% do PIB em setembro. A dívida líquida atingiu 70% do PIB, contra 69,3% no mês anterior.

No exterior, às 17h07, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, recuava 0,16%, aos 101,960 pontos.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186,42 pontos, e completou a quarta sessão consecutiva de perdas. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos.

Os investidores também acompanharam os dados de inflação dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros norte-americanos. Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,3%, em uma sessão negativa para o setor de tecnologia, após os resultados da Alphabet ampliarem as preocupações com os custos crescentes de investimentos em inteligência artificial.

No Brasil, o mercado também repercutiu os dados fiscais divulgados pelo Banco Central.

* Com informações da Reuters

Troque pontos Loop por dólar para financiar sua viagem internacional

29 October 2026 at 19:40

A troca de pontos de fidelidade por dólar ganhou espaço entre brasileiros que planejam viagens internacionais. Segundo o Inter, a utilização do programa Loop para experiências no exterior cresceu 200% e a conversão de pontos em moeda estrangeira passou a integrar o planejamento de quem viaja aos Estados Unidos.

Pontos acumulados no dia a dia viram dólar

O Loop é o programa de fidelidade do Inter. Além de cashback no uso de gift cards, a instituição financeira observa maior procura pela troca de pontos do programa por dólar, benefício que permite transformar o acúmulo de pontos do cotidiano em recursos utilizáveis no destino.

Os dólares resgatados ficam disponíveis na conta global para gastos em viagens e compras internacionais. É possível trocar a partir de 500 pontos Loop que valem em média USD 2,38, a conversão é feita na hora na hora e o valor varia conforme a contação.

Como funciona a troca

Segundo o Inter, a troca de pontos do Loop por dólar é um dos benefícios do ecossistema internacional da instituição e tem sido cada vez mais usada por clientes que se preparam para viajar. A estratégia permite converter o saldo do programa de fidelidade em moeda americana, somando mais uma fonte de recursos ao orçamento da viagem.

O que 200% de crescimento revela sobre o viajante

O Inter registrou crescimento de 200% na utilização do programa Loop para experiências internacionais. Na avaliação da instituição, o movimento faz parte de uma mudança estrutural no comportamento do viajante brasileiro, que deixou de comprar dólar apenas às vésperas do embarque e passou a se planejar com antecedência, usando ferramentas digitais para organizar os gastos.

Mais de um produto por viagem

“Grande parte dos clientes da Global Account utilizam mais de um produto ou serviço internacional do ecossistema, combinando câmbio, investimentos e meios de pagamento”, explica a instituição.

Entre as ferramentas mais procuradas estão o alerta de queda do dólar e o cashback no uso de gift cards de marcas como Apple, Macy’s, Best Buy, Walmart, TJ Maxx e Disney.

Um ecossistema em expansão

A contratação de eSIMs, chips virtuais integrados ao dispositivo, para viagens à América do Norte também cresceu, evidenciando a busca por conveniência, praticidade e autonomia durante a viagem.

A combinação de câmbio, investimentos e meios de pagamento em uma mesma conta reduz a necessidade de recorrer a múltiplas instituições no planejamento internacional.

Como os pontos entram no plano de financiamento da viagem

A troca de pontos por dólar pode ser combinada com as demais estratégias de financiamento da viagem apontadas pelo Inter: compra programada de moeda, investimento até a data do embarque e uso de cashback no destino.

Preço médio, IOF reduzido e rentabilidade

Para quem se organiza com antecedência, a recomendação do Inter é separar um valor mês a mês e comprar dólar aos poucos, construindo um preço médio e reduzindo a exposição às oscilações de curto prazo.

Câmbio, pontos e cashback na mesma conta

Na Global Account, o cliente deposita em dólar com cotação comercial, mais competitiva do que a turismo, e acompanha os gastos em tempo real.

O cartão global de débito e crédito é aceito em mais de 170 países. Somados à troca de pontos e ao cashback de gift cards, câmbio e investimento formam um plano em que cada frente reduz uma parcela do custo total da viagem.

Limites e cuidados na troca de pontos por dólar

As regras de conversão de pontos por dólar — como taxa de câmbio aplicada, valor mínimo, prazo de crédito e condições do programa — podem variar e devem ser verificadas no aplicativo antes da troca.

Além disso, a conversão de pontos em moeda estrangeira é um complemento ao planejamento, e não um substituto. Quitar parte do orçamento com pontos reduz a necessidade de compra de moeda, mas não elimina o acompanhamento do câmbio nem o desenho do orçamento da viagem.

Os benefícios da Global Account vão além das funcionalidades da conta. Quem viaja à Flórida encontra vantagens exclusivas dentro do ecossistema do Inter, incluindo acesso ao Inter Lounge, em Orlando, que oferece suporte presencial e um espaço de conveniência dedicado aos clientes. Também fazem parte da experiência benefícios como acesso a áreas VIP em eventos e partidas no Inter&Co Stadium, café por US$1 no Inter Café, em Miami, e uso gratuito das Inter Bikes por até uma hora. A iniciativa reforça a estratégia do Inter de integrar serviços financeiros e experiências que acompanham o cliente também em sua jornada internacional.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a troca de pontos Loop por dólar

O que é o programa Loop?

É o programa de fidelidade do Inter, que permite aos clientes acumular pontos e trocá-los por benefícios, incluindo a conversão em dólar. Segundo a instituição, a utilização do programa para experiências internacionais cresceu 200%.

Como funciona a troca de pontos por dólar?

Os pontos acumulados no Loop podem ser trocados por dólar, que ficam disponíveis na conta global para uso na viagem. As condições exatas da conversão (taxa, mínimo e prazo de crédito) devem ser confirmadas no aplicativo.

O que pode ser combinado com os pontos Loop?

Cashback no uso de gift cards, alerta de queda do dólar, compra programada de moeda, investimento com liquidez flexível como o Time Deposit e contratação de eSIM para o destino.

Quais cuidados tomar antes de trocar pontos por dólar?

Verificar as condições da conversão no aplicativo (taxa de câmbio aplicada, valor mínimo, prazo de crédito) e lembrar que a troca complementa o planejamento, mas não substitui o acompanhamento do câmbio nem o desenho do orçamento da viagem.

Euro sobe em relação ao dólar após BCE manter taxas de juros

29 October 2026 at 17:53

O euro subiu ligeiramente na quinta-feira (29), depois de o BCE (Banco Central Europeu) ter mantido as taxas de juro inalteradas , enquanto o dólar se desvalorizou face à maioria das principais moedas na sequência de dados que mostram um aumento da inflação nos EUA.

O BCE manteve as taxas de juros inalteradas, numa decisão já bastante anunciada, mas alertou para o aumento dos riscos de inflação devido à alta dos custos de energia.

O banco central também anunciou a saída antecipada da presidente Christine Lagarde, que deixará o cargo em 7 de fevereiro, antes do término de seu mandato em outubro de 2027.

O euro caiu para o seu nível mais baixo em relação ao dólar desde maio, mas registrava alta de 0,11% no dia, cotado a cerca de US$ 1,1163. O euro (EUR/GBP) desvalorizou-se 0,23% em relação à libra esterlina, fechando a 0,834.

“Como esperado, o BCE manteve as taxas de juros inalteradas na reunião de hoje, mas sinalizou que um aumento em dezembro é uma possibilidade concreta, citando riscos de alta para as perspectivas de inflação“, disse Marchel Alexandrovich, economista para a Europa da Saltmarsh Economics.

“A notícia mais importante é a confirmação de que Christine Lagarde deixará o cargo em fevereiro, e não em outubro do próximo ano. Os mercados não ficarão surpresos com o anúncio, mas ele destacará o fato de que o BCE está caminhando para uma reformulação significativa no primeiro semestre de 2027, com Isabel Schnabel, Lagarde e Philip Lane – o economista-chefe de fato do BCE – todos com saídas previstas para breve.”

Dados do Departamento de Comércio dos EUA mostraram que a inflação acelerou em setembro, com os consumidores pagando mais por gasolina e outros bens, corroborando as expectativas dos economistas de um aumento na taxa de juros pelo Fed (Federal Reserve) em dezembro.

A economia dos EUA, no entanto, cresceu mais rápido do que o esperado no terceiro trimestre, impulsionada pelo consumo resiliente e pelos investimentos empresariais baseados em inteligência artificial, conforme também mostraram os dados .

O Fed optou por adiar quaisquer alterações nos custos de empréstimo até depois das eleições de meio de mandato da próxima semana .

O dólar não reagiu de forma significativa aos últimos acontecimentos econômicos, em grande parte porque muitos deles já estavam previstos e precificados, afirmou Eugene Epstein, chefe de produtos estruturados da Moneycorp North America.

O dólar desvalorizou-se 0,13%, para 0,827, face ao franco suíço (CHF= ).

O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a inflação pode ser reduzida para a meta de 2% sem “atrapalhar o crescimento” ou aumentar o desemprego, levando os investidores a moderarem as apostas em aumentos de juros em 2027.

Warsh também afirmou que o banco central começará a reservar uma de suas oito reuniões regulares de política monetária no próximo ano e duas em 2028 para discutir as principais questões que a instituição enfrenta, e não as utilizará para considerar mudanças na política monetária.

Ainda assim, os mercados estão precificando uma probabilidade de quase 80% de aumento da taxa de juros em dezembro, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

O USD (índice do dólar) , que mede o valor da moeda americana em relação a uma cesta de moedas que inclui o iene e o euro, caiu 0,08%, para 102,02.

Decisão do Boj em foco

As atenções também estão voltadas para o Boj (Banco do Japão), que conclui uma reunião de dois dias na sexta-feira e deve manter as taxas de juros estáveis. O iene japonês (JPY=) desvalorizou-se 0,04% em relação ao dólar, cotado a 157,87 por dólar.

O dólar neozelandês (NZD=D3) manteve-se estável em US$ 0,5625, após ter caído quase 2% na sequência da decisão surpresa do Banco da Reserva da Nova Zelândia, na quarta-feira, de manter as taxas de juro em 2,75%.

Ibovespa recua com dados dos EUA e política fiscal em foco; dólar sobe

29 October 2026 at 12:53

O Ibovespa mostrava indefinição nesta quinta-feira (29), com Bradesco entre as principais pressões negativas em meio à piora das perspectivas de analistas, enquanto Gerdau era destaque positivo com alta de 4% endossada por “upgrade” do Itaú BBA.

Investidores também repercutiam o balanço da Ambev e dados de produção e vendas da Petrobras, em pregão ainda marcado pela divulgação de números de inflação nos Estados Unidos.

Às 11h18, a principal referência do mercado acionário brasileiroa presentava queda moderada de 0,54%, aos 170.079,58 pontos, tendo já alcançado 170.255,96 na mínima e 171.402,97 na máxima.

O volume financeiro no pregão somava R$ 6,33 bilhões.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, investidores também estão com as atenções voltadas para a condução econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A principal preocupação é a capacidade do governo de estabilizar a dívida pública e recuperar a confiança dos investidores”, afirmou.

“Para o mercado, a questão central permanece fiscal. A ausência de uma estratégia clara para conter o crescimento da dívida poderá manter os juros elevados, pressionar o câmbio e limitar a recuperação da bolsa”, acrescentou Pedroso.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguem atentos a desdobramentos políticos e econômicos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,43%, a R$ 5,3725 na venda.

Na quarta-feira (28), o dólar encerrou o dia estável, com variação negativa de de 0,04%, cotado a R$ 5,3466.

Em entrevista à CNN, a ex-ministrad do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet disse qye as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal.

“A janela de oportunidade é agora”, disse.

No exterior, o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidospreservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.

A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação

*Com informações da Reuters

Ibovespa recua com ajuste pós-eleição, balanços e Fed no radar; dólar cai

28 October 2026 at 12:36

O Ibovespa tem queda nesta quarta-feira (28), com a bolsa paulista ainda sob efeito dos ajustes pós-eleição.

Investidores também de olho na temporada de balanços, que incluía os números de Santander Brasil e Klabin, e analisando potenciais desdobramentos da ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos.

Às 10h11, o índice de referência do mercado acionário brasileiro perdia 0,71%, a 174.466,83 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto INDZ26, em 16 de dezembro, caía 0,94%.

Enquanto isso, o dólar passou a ceder à espera de decisão de juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve deve manter as taxas inalteradas nesta reunião, após ter elevado os juros em 0,25 ponto percentual no mês passado.

Perto das 9h (de Brasília), a moeda norte-americana tinha alta de 0,11%, cotada a R$ 5,35. Na última sessão, o dólar caiu 1,07%, cotado a R$ 5,3488.

Autoridades do Fed, antes da reunião de política monetária de dois dias desta semana, sinalizaram que o banco central pode ser paciente.

Há cerca de 90% de probabilidade de que o banco central americano mantenha as taxas inalteradas quando divulgar sua decisão de política monetária às 15h (horário de Brasília), de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

Em atualização

*Com informações da Reuters

Dólar abre em alta à espera de decisão do Fed sobre juros

28 October 2026 at 12:36

O dólar abriu a sessão em alta nesta quarta-feira (28), enquanto investidores calibram os ânimos à espera de decisão de juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve deve manter as taxas inalteradas nesta reunião, após ter elevado os juros em 0,25 ponto percentual no mês passado.

Perto das 9h (de Brasília), a moeda norte-americana tinha alta de 0,11%, cotada a R$ 5,35. Na última sessão, o dólar caiu 1,07%, cotado a R$ 5,3488. 

Autoridades do Fed, antes da reunião de política monetária de dois dias desta semana, sinalizaram que o banco central pode ser paciente.

Há cerca de 90% de probabilidade de que o banco central americano mantenha as taxas inalteradas quando divulgar sua decisão de política monetária às 15h (horário de Brasília), de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

Em atualização

*Com informações da Reuters

Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

Logo Agência Brasil

O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Notícias relacionadas:

Principais números
  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters

Entenda o que esperar do mercado financeiro após reeleição de Lula

27 October 2026 at 15:07

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou forte turbulência nos mercados financeiros brasileiros, com queda expressiva do Ibovespa e valorização acentuada do dólar na sessão seguinte ao resultado do segundo turno. A analista de Economia da CNN Débora Oliveira explicou, ao Live CNN, os movimentos e os cenários esperados para os próximos dias.

O desmonte de posições e a reação do mercado

Segundo Débora Oliveira, o que ocorreu após o resultado eleitoral foi um movimento conhecido como “desmonte de posições”.

Muitos investidores haviam apostado fortemente na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), especialmente após o resultado do primeiro turno, comprando ações de setores que poderiam se beneficiar de uma maior responsabilidade fiscal e de uma eventual redução de juros.

“O setor de varejo, com a possibilidade de redução de juros, poderia se favorecer um pouco mais. E apostaram muito pesado”, afirmou a analista.

Com a confirmação da vitória de Lula, esses investidores correram para vender suas posições, derrubando as cotações de diversas empresas.

O Ibovespa, que havia chegado a 205 mil pontos após o primeiro turno — saindo de 166 mil pontos no início da campanha —, fechou em 176.608 pontos no dia seguinte ao segundo turno.

“Foi devolvido todo aquele otimismo, aquele cenário que o mercado apostou e apostou muito forte para um único lado”, destacou Débora Oliveira.

 

Quedas expressivas em ações de varejo e outros setores

Entre as maiores quedas registradas no Ibovespa, a analista destacou as ações da Magazine Luiza, que recuaram quase 58,5%. A empresa havia acumulado uma valorização de cerca de 70% durante o período eleitoral, o chamado “trade eleitoral”.

“Não houve uma piora econômica exatamente assim de um dia para o outro, no final de semana. Mas a verdade é que estava sendo apostado muito forte de que o setor de varejo poderia se favorecer um pouco mais”, explicou. Outras empresas, como Vamos e Hapvida, também registraram quedas superiores a 54%.

Dólar bate recorde de valorização em um único dia

No câmbio, o movimento foi igualmente intenso. O dólar, que havia fechado a R$ 4,98 na sexta-feira (23) anterior ao segundo turno, encerrou o dia seguinte ao resultado cotado a R$ 5,40. “Essa valorização que a gente teve do dólar, de uma maneira tão rápida em um dia, a gente não via acontecer há mais de duas décadas”, afirmou Débora Oliveira.

No entanto, nesta terça-feira (27), a moeda americana recuava cerca de 1,30%, cotada a R$ 5,34, em movimento que a analista classificou como uma entrada na racionalidade.

Segundo avaliação de Débora Oliveira, o Ibovespa deve atingir certa estabilidade e voltar ao patamar registrado antes do período eleitoral.

O que o mercado espera do novo governo

Débora Oliveira ressaltou que, na fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou atenção a ênfase na expressão “busca pelo centro da meta”.

Segundo ela, fontes do mercado ouvidas pela analista, como Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA, Felipe Salto, economista-chefe e sócio da Warren Investimentos, e Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting, destacaram a importância de medidas críveis de responsabilidade fiscal sendo anunciadas imediatamente.

“Todos eles grifam muito essa questão da responsabilidade fiscal, de ter medidas críveis imediatamente sendo anunciadas”, disse.

O mercado também aguarda a definição de um nome para o Ministério da Fazenda, bem como indicações para o STF (Supremo Tribunal Federal) e para o Banco Central, movimentos que, segundo a analista, teriam peso importante para sinalizar comprometimento institucional.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Dólar abre em queda após disparar 8% na sessão anterior

27 October 2026 at 12:13

O dólar abriu em baixa ante o real nesta terça-feira (27), depois de ter disparado mais de 8% na sessão anterior e ter a maior alta diária em 23 anos.  Às 09h (de Brasília), a moeda americana tinha queda de 0,20%, cotada a R$ 5,3960.

O avanço do dia anterior foi sustentado pela reação negativa do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora segue para o seu quarto mandato e se tornou o presidente mais votado da história.

Na segunda (26), o dólar disparou 8,36% frente ao real, fechando a R$ 5,4066. A moeda americana chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã, mas desacelerou a alta ao longo do pregão. O avanço foi o maior desde 5 de março de 2003, quando o dólar subiu 10,4%.

O valor de fechamento ainda foi o mais alto desde 2 de janeiro deste ano.

Em atualização

*Com informações da Reuters

Metais preciosos: “Perspetiva de longo prazo continua a ser atrativa”, realça Julius Baer

27 October 2026 at 10:57

O Julius Baer, um dos principais grupos bancários privados da Suíça, especializado em gestão de património, referiu esta terça-feira 27 de outubro que os riscos de curto prazo nos metais preciosos “parecem inclinados” para o lado negativo, mas a perspetiva de longo prazo “continua a ser atrativa”. Pelo que mantém a sua visão “construtiva” para o ouro e “neutra” para a prata. No mercado cambial o cenário base é de fraqueza do dólar a longo prazo.

“A pressão sobre os metais preciosos persiste, mas não é claro o que está a levar à queda dos preços. Uma possível causa das vendas pode ser a necessidade de os investidores chineses angariarem dinheiro em resposta à repressão do capital offshore”, referiu o Head Next Generation Research do Julius Baer, Carsten Menke.

“Os preços do ouro caíram para perto dos 4.000 dólares/onça, e a prata rompeu a barreira dos 55 dólares/onça. Embora a trajetória da tendência não tenha mudado significativamente desde o pico dos preços no início do ano, não é claro para nós o que está por detrás da recente queda. Normalmente, existe uma forte correlação entre os preços e os stocks de produtos fisicamente lastreados. A compra destes produtos eleva os preços, e a venda reduz-nos. Dito isto, tem havido uma notável desconexão recentemente, particularmente para o ouro”, referiu.

“As reservas de produtos de ouro lastreados fisicamente aumentaram cerca de 70 toneladas desde o verão, enquanto os preços caíram mais de 13%. Também não observámos vendas significativas por parte de investidores especulativos no mercado de futuros. Além disso, os factores habituais, como um dólar norte-americano mais forte ou rendimentos mais elevados dos títulos do Tesouro dos EUA, têm estado ausentes nos últimos dias”, continua.

Carsten Menke salienta que uma “possível fonte de vendas” poderá ser a dos investidores chineses, que são forçados a angariar capital devido à “repressão” do país ao capital offshore. “O pagamento de impostos pode levar à liquidação de parte das suas posições em metais preciosos, criando uma fonte de pressão vendedora que não é imediatamente visível. Esta é uma tese baseada nas últimas notícias disponíveis, no momento da onda de vendas e na pressão mais ampla sobre os ativos chineses. Teriam estas vendas o potencial de levar os metais preciosos a uma queda duradoura? Provavelmente não”, acrescenta. “No entanto, poderiam alastrar para o mundo ocidental, levando os investidores a desfazerem-se também das suas posições”, reforça.

O Head Next Generation Research do Julius Baer, relativamente ao ouro, defende que uma queda abaixo dos 4.000 dólares/onça “provavelmente desencadearia” algumas vendas. “Os riscos de preço no curto prazo parecem estar inclinados para a baixa, mas ainda vemos um cenário de longo prazo bastante promissor. Tanto o ouro como a prata devem ser sustentados pelas preocupações com o endividamento e o peso das taxas de juro nos Estados Unidos. Embora o ouro também beneficie das compras dos bancos centrais, uma forte fonte estrutural de procura, o mesmo não se aplica à prata. Mantemos a nossa visão construtiva para o ouro e neutra para a prata”, diz.

Cenário base do Julius Baer é de um dólar fraco a longo prazo

Já o economista do Julius Baer, David A. Meier, refere que a política francesa “desencadeou uma forte reprecificação” do euro, que “parece estar interrompida” por agora. “A fraqueza do dólar a longo prazo continua a ser o nosso cenário base, mas o caminho para a recuperação do euro pode ser árduo. O franco suíço continua sustentado pelos riscos da zona euro, no meio de possíveis obstáculos decorrentes de uma reprecificação da taxa de juro suíça”, assinala.

“Na segunda quinzena de setembro, o euro sofreu uma pressão significativa devido às preocupações políticas em França. Um alargamento expressivo dos spreads das obrigações do governo francês em relação às obrigações alemãs refletiu a crescente inquietação com os futuros desenvolvimentos políticos e fiscais”, descreve. “Contudo, apesar da contínua ampliação dos spreads em Outubro, o euro tem-se mantido em grande parte lateralizado, sugerindo que os investidores reagiram decisivamente quando os riscos políticos começaram a ganhar destaque”, refere.

“Os mercados de opções fornecem provas deste ajustamento: as reversões de risco do euro moveram-se acentuadamente a favor da protecção contra quedas, atingindo níveis verificados antes da mudança radical na política orçamental da União Europeia (UE)”, salienta o economista. “Desde então, a procura por hedge adicional diminuiu. Um padrão semelhante é visível nos dados de posicionamento especulativo, sugerindo que os investidores adotaram agora uma postura de cautela”, explica.

Face a este contexto o Julius Baer refere que a sua meta de  1,15 para o par euro/dólar norte-americano a três meses “parece ambiciosa”. A instituição salienta que “continua a esperar uma fraqueza do dólar norte-americano a longo prazo”, mas alerta que uma recuperação do euro “pode agora revelar-se mais difícil”.

As dificuldades do euro foram acompanhadas por uma “força renovada” do franco suíço, sublinha. “No início do ano, o franco passou por um período de menor valorização devido à sua crescente desvantagem em relação às taxas de juro, enquanto a sensibilidade aos preços da energia limitou o seu apelo como porto seguro durante o conflito de Hormuz”, diz.

“No entanto, o franco continua a servir como uma proteção fiável contra riscos específicos da zona euro, como ilustrado pela sua dissociação dos diferenciais de taxas durante os acontecimentos recentes. Olhando para o futuro, o franco poderá desvalorizar modestamente se as expectativas em relação às taxas suíças forem reavaliadas. Esperamos ainda que o Banco Nacional Suíço (SNB) mantenha as taxas até meados do próximo ano, enquanto os mercados ainda antecipam uma normalização mais rápida. Qualquer fraqueza resultante do franco deverá ser menos pronunciada do que a implícita na nossa previsão atual de 0,95 para o par euro/franco suíço a três meses”, conclui.

El rublo ruso podría situarse por debajo de los 80 por dólar

27 October 2026 at 07:12

Moscú, 27 oct (Prensa Latina) La moneda nacional rusa podría situarse por debajo de los 80 rublos por dólar en noviembre según un pronóstico de consenso publicado hoy por el rotativo Izvestia.

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Dólar dispara a R$ 5,40 e tem maior alta diária em 23 anos

26 October 2026 at 23:51

O dólar disparou 8,36% frente ao real nesta segunda-feira (26), fechando a R$ 5,4066 e registrando a maior alta diária em 23 anos.

Isso ocorreu pelo fato de o mercado ter reagido negativamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada no domingo (25).

A moeda americana chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã, mas desacelerou a alta ao longo do pregão. O avanço foi o maior desde 5 de março de 2003, quando o dólar subiu 10,4%.

O valor de fechamento ainda foi o mais alto desde 2 de janeiro deste ano.

O Ibovespa também registrou forte queda. O principal índice da bolsa brasileira recuou 13,88%, aos 176.608,23 pontos, na maior perda percentual diária desde 16 de março de 2020, quando caiu 13,92%, quando teve início a pandemia de Covid-19.

Durante o pregão, o índice chegou a cair mais de 17%, aos 169.516,43 pontos. A forte queda levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte oscilação.

Os juros futuros também dispararam após o petista superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. As taxas dos contratos de DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam em alta, superior a 250 pontos-base em alguns vencimentos.

O movimento reflete um ajuste em relação às quedas registradas após o primeiro turno, quando Flávio estava à frente de Lula, além das preocupações dos investidores com o futuro da política fiscal.

*Com informações da Reuters

Dólar sobe 8,21%, e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula

Logo Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

O dólar fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 13,88% e atingiu os 176.608,23 pontos. Durante a manhã, a bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

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Principais números do dia:
  • Dólar: R$ 5,403 (+8,21%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,6049 durante a manhã;
  • Ibovespa: 176.608,23 pontos (-13,88%);
  • Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos, recuo superior a 17%.
  • Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%.
  • Ibovespa em outubro: queda acumulada de 5,22%.
  • Ibovespa em 2026: valorização acumulada de 9,61%.

Dólar tem disparada histórica

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Foi a maior valorização percentual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro.

Durante a manhã, a divisa chegou a R$ 5,605, ultrapassando a marca de R$ 5,60. Ao longo do dia, porém, perdeu força e recuou para a faixa de R$ 5,40, em um movimento de realização de lucros (venda de dinheiro para embolsar ganhos) e entrada de recursos de exportadores que aproveitaram a alta para internalizar divisas.

O resultado eleitoral alterou as posições que investidores haviam montado antes da votação. Parte do mercado esperava a vitória de Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno, e precisou ajustar suas estratégias após a confirmação da reeleição de Lula.

O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Apesar da disparada diária, a moeda estadunidense ainda acumulava queda de 1,57% em 2026.

Bolsa registra forte queda

O Ibovespa fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de fechamento desde 31 de agosto. O resultado representou a maior queda diária desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de covid-19.

Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos. A intensidade da queda levou à ativação do circuit breaker, mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte desvalorização.

O volume financeiro movimentado no pregão foi de R$ 88,6 bilhões, muito acima da média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões.

Com o resultado da sessão, o Ibovespa eliminou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês. No acumulado de 2026, o índice manteve valorização de 9,61%.

*Com informações da Reuters

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