Apesar de reconhecerem o "impacto económico da obesidade", a Associação Protetora dos Dabéticos em Portugal alerta que tratar da obesidade "significa também tratar mais de 200 doenças associadas".
O Estado vai comparticipar em 15% o preço de determinados medicamentos destinados ao tratamento da obesidade, desde que prescritos por médicos especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria. De acordo com a portaria publicada esta quinta-feira, o regime abrange medicamentos sujeitos a receita médica destinados que obtenham uma decisão favorável de comparticipação. Este entra em vigor em fevereiro de 2027. O apoio financeiro, correspondente ao escalão D, tem a duração de 12 meses, contados a partir da data da primeira dispensa do medicamento. Este período corresponde ao tempo mínimo de intervenção previsto no Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa
A iniciativa da Novo Nordisk junta profissionais de saúde, figuras públicas e criadores de conteúdo numa corrente de conversas sobre as diferentes dimensões da gestão do peso. O humorista e radialista Nuno Markl, a apresentadora de televisão Júlia Pinheiro e a médica de família Margarida Santos são algumas das vozes que farão parte da corrente […]
Para beneficiarem da comparticipação, devem ser prescritos por médicos especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria, que integrem o Núcleo de Cuidados Hospitalares da EMO.
Os utentes devem ter processo clínico ativo de acordo com o Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade
No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, Carla Rêgo, pediatra, professora universitária e investigadora no CINTESIS fala sobre obesidade infantil, o papel dos pais e literacia alimentar.
Endocrinologista alerta que medicamentos para obesidade podem agravar problemas como a anorexia e a ortorexia. Contraceptivos orais tomados simultaneamente com medicamentos injetáveis perdem eficácia.
Especialista em diabetes e nutrição admitiu que existem pessoas com estas perturbações a usar estes medicamentos, manifestando a esperança de que "não haja médicos a receitar" nestas circunstâncias e de que "ninguém caia nessa"
"Estamos a partir da premissa de que, para um decisor político, seja no nível multilateral global ou a nível nacional, estas são as ameaças potenciais que podem ser enfrentadas, e esta é a magnitude pela qual [o decisor político] pode realmente fazer a diferença", afirmou Ibrahim Abubakar, membro da comissão.