Normal view
Rubio dice que Cuba es un caso muy distinto a Venezuela

Trump diz que eleição do Brasil pareceu fraudada, mas que gosta de Lula
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26), sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, mas destacou que gosta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que se dá bem com o petista.
Questionado por repórteres sobre sua avaliação do pleito, realizado no domingo (25), Trump disse que achou “terrível”. Flávio Bolsonaro (PL), que foi derrotado por Lula, anunciou que não reconhecerá o resultado da votação e que pedirá anulação.
“Não tomei partido, mas a imagem que passou para o mundo foi péssima; é mais uma eleição — e você sabe, eleições precisam ser inquestionáveis —, por isso, para mim, a situação pareceu muito ruim”, adicionou.
“Não apoiei ninguém nem nada, mas acompanhei a eleição e ela pareceu tão corrupta”, acrescentou.
Em outro momento, o presidente dos Estados Unidos foi questionado se faria algo a respeito da eleição brasileira, respondendo que não comanda o Brasil e que tem bom relacionamento com Lula.
“Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a forma como a apuração foi feita passou uma impressão muito ruim”, disse.
No domingo (25), dia do segundo turno, Donald Trump Jr., filho do presidente, criticou a extensão do horário de votação no Brasil, que teve fim adiado das 17h para as 19h.
“Se um governo conservador no Brasil fizesse isso, todo mundo na imprensa mainstream americana perderia a cabeça, mas acho que eles estão apenas escolhendo ficar em silêncio porque é tudo pela causa”, alegou.
Até agora, os Estados Unidos não reconheceram oficialmente o resultado da eleição presidencial brasileira. Outros países, como China, França, Espanha, Portugal e Alemanha, reconheceram a votação e parabenizaram Lula.
Outras autoridades dos EUA também se pronunciaram e saudaram o petista, como Gavin Newsom, governador da Califórnia, o senador Bernie Sanders e Zohran Mamdani, prefeito de Nova York.
Nações da América do Sul, como Chile, Peru e Colômbia, que são comandadas por líderes de direita, também reconheceram o resultado. A Argentina, de Javier Milei, não se pronunciou.
Campanhas de Flávio e Lula pediram extensão do horário de votação
A solicitação de extensão do horário da votação foi feita tanto pela campanha de Lula quanto pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O pedido do grupo de Lula usou como base relatos de problemas envolvendo o transporte de eleitores em todo o país.
Já a campanha de Fávio havia pedido o alongamento da votação ao TSE para os estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo por causa das fortes chuvas.
O PT (Partido dos Trabalhadores) também protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para prorrogação da votação por mais duas horas em todo o território nacional. Cristiano Zanin foi sorteado relator do caso às 16h30, no horário de Brasília.
O magistrado acatou a solicitação às 16h57, mas a decisão só entrou nos sistemas da Corte às 17h01. A apuração foi paralisada por volta das 17h06, com o TSE já tendo divulgado os números de algumas urnas.
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, referendou a medida às 18h.
Autoridades do Brasil confirmam lisura da votação para presidente
O presidente do TSE também assegurou, ainda no domingo, que não houve irregularidades na eleição presidencial e que a prorrogação do horário de votação não comprometeu sua lisura.
“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques.
Partidos que haviam declarado apoio a Flávio Bolsonaro também parabenizaram a reeleição do presidente Lula. Foi o caso de União Brasil, Republicanos e Podemos.
Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União) e Hugo Motta (Republicanos), respectivamente, também se pronunciaram.
Alcolumbre disse que o resultado foi uma “vitória da democracia” e pediu respeito à “vontade soberana do povo”. Hugo também elogiou o sistema eleitoral brasileiro e afirmou que a data se trata de “um dia de alegria para nós, democratas”.
Votos após as 17h representaram 0,027% do total
Apenas 34.330 votos foram computados depois das 17h de domingo (25), horário previsto para o encerramento do segundo turno das eleições.
O número representa 0,027% dos 127,8 milhões de votos registrados no país e não teria peso suficiente para alterar o resultado da disputa presidencial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário.
- Martinoticias.com
- EEUU propone ampliar a Cuba los controles sobre inversiones en tecnologías sensibles
EEUU propone ampliar a Cuba los controles sobre inversiones en tecnologías sensibles

- Martinoticias.com
- Contactar con la CIA: el caso Cohen y el mensaje a quienes controlan las armas y la represión en Cuba
Contactar con la CIA: el caso Cohen y el mensaje a quienes controlan las armas y la represión en Cuba

- Martinoticias.com
- Autoridades de Miami-Dade reiteran que revocarán licencias a negocios por violación de sanciones a Cuba
Autoridades de Miami-Dade reiteran que revocarán licencias a negocios por violación de sanciones a Cuba

- Martinoticias.com
- Hammer se reúne con jefe del Comando Sur de EEUU: "Mucho de qué hablar sobre Cuba"
Hammer se reúne con jefe del Comando Sur de EEUU: "Mucho de qué hablar sobre Cuba"

- Martinoticias.com
- Cuando EEUU exigió a la URSS responder por los misiles en Cuba ante la ONU (VIDEO)
Cuando EEUU exigió a la URSS responder por los misiles en Cuba ante la ONU (VIDEO)

- Região Sul
- F1: Antonelli conquista a pole-position do GP dos Estados Unidos. Bortoleto cumpre penalização
F1: Antonelli conquista a pole-position do GP dos Estados Unidos. Bortoleto cumpre penalização
![]()
Kimi Antonelli conquistou a pole-position para o GP dos Estados Unidos, 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, neste sábado (24), no Circuito das Américas, em Austin. O jovem piloto da Mercedes registou 1:34,035s no Q3 e superou Max Verstappen e Isack Hadjar formando o trio mais rápido.
Na tabela classificativa seguiram-se Leclerc, Hamilton da Ferrari, na fente do segundo Mercedes de George Russell.
Pela McLaren, Oscar Piastri terminou em sétimo, enquanto Lando Norris ficou em oitavo após ter a sua melhor volta anulada por exceder os limites da pista. Arvid Lindblad e Liam Lawson completaram o top- ten.
Após três sessões de treinos livres, em que a Ferrari se mostrava mais forte, eis que na hora da verdade, quando se discutia quem iria partir na frente, eis que a Mercedes decidia posicionar-se na liderança, através de Kimi Antonelli e alcançava a pole-position para o GP dos Estados Unidos.
Q1 – 18 minutos
Na sessão Q1, com 18 minutos de duração, Lando Norris, depois de nas sessões livres ter ficado de certa forma meio discreto, apareceu nesta sessão na liderança, averbando o tempo de 1:35,029, na frente de Leclerc (+0,171s) e de Verstappen (+0,186s). Isack Hadjar e Lewis Hamilton completavam o top-five. Gabriel Bortoleto fazia o 7.º tempo.
Os eliminados foram: Ocon, Stroll, Sainz, Albon, Perez e Bottas.
Q2 – 15 minutos
Só iriam passar para o Q3 os 10 mais rápidos. E logo de início Bortoleto surgia em pista a dar vácuo para o seu companheiro de equipa (o brasileiro sabe que nada adianta alcançar nesta sessão uma boa posição, porque tem que cumprir a sua penalização partindo da cauda do pelotão) então ajudar Hülkenberg era a missão do dia.
Verstappen surgia nesta sessão com grande determinação e saltava para o topo da tabela (1:34,471s), seguido por Norris e Antonelli. Mas de seguida, quando faltavam 5 minutos para o final da sessão, todos regressavam à pista, agora com pneus macios novos, e Leclerc voava para a liderança com o crono 1:34,198s, secundado por Antonelli (+0,080s) e com Russell no terceiro lugar (+0,107s). Verstappen e Norris desciam para as quarta e quinta posições.
Hülkenberg ficava no limite, em 11º e não conseguia qualificar-se.
Os eliminados eram: Gasly, Hulkenberg, Bearman, Bortoleto, Colapinto e Alonso.
Q3 – 13 minutos
Depois de alguns bons registos, nomeadamente de Russel, Verstappen e Hadjar, o piloto da Mercedes Kimi Antonelli saltava para o topo da classificação com 1:34,035s.
A cerca de cinco minutos do final da sessão, praticamente todos os pilotos regressavam à pista para uma tentativa final de obterem o melhor registo, mas o crono do italiano não era superado.
Verstappen ficava na segunda posição (+0,179s) e Hadjar em terceiro (+0,215s), relegando os dois Ferrari para as posições imediatas – 4.º Leclerc (+0,232s) e 5.º Hamilton a fechar o top-five (+0,276s).
Entretanto o tempo de Norris que era era neutralizado (por ultrapassar os limites da pista) e descia para oitava posição.
Eis como ficou a grelha de partida para o GP dos Estados Unidos:
1) Kimi Antonelli (Mercedes) 1’34.035
2) Max Verstappen (Red Bull/Red Bull Ford) 1’34.214
3) Isack Hadjar (Red Bull/Red Bull Ford) 1’34.250
4) Charles Leclerc (Ferrari) 1’34.267
5) Lewis Hamilton (Ferrari) 1’34.311
6) George Russell (Mercedes) 1’34.476
7) Oscar Piastri (McLaren/Mercedes) 1’34.803
8) Lando Norris (McLaren/Mercedes) 1’35.049
9) Arvid Lindblad (Racing Bulls/Red Bull Ford) 1’36.049
10) Liam Lawson (Racing Bulls/Red Bull Ford) –
11) Pierre Gasly (Alpine/Mercedes) 1’35.080
12) Nico Hülkenberg (Audi) 1’35.158
13) Fernando Alonso (Aston Martin/Honda) 1’35.818
14) Oliver Bearman (Haas/Ferrari) 1’36.031
15) Esteban Ocon (Haas/Ferrari) 1’36.531
16) Lance Stroll (Aston Martin/Honda) 1’36.677
17) Carlos Sainz (Williams/Mercedes) 1’36.770
18) Alexander Albon (Williams/Mercedes) 1’36.967
19) Sergio Pérez (Cadillac/Ferrari) 1’37.433
20) Valtteri Bottas (Cadillac/Ferrari) 1’37.523
21) Franco Colapinto (Alpine/Mercedes) 1’35.722
22) Gabriel Bortoleto (Audi) 1’35.691
Colaboração F1Mania
- El País
- “Es la inflación, estúpido”: Estados Unidos se sume en el descontento pese al crecimiento económico
“Es la inflación, estúpido”: Estados Unidos se sume en el descontento pese al crecimiento económico
Han pasado 640 días desde que Donald Trump prestó juramento en el Capitolio en un discurso grandilocuente en el que proclamó: “La Edad de Oro de Estados Unidos comienza justo ahora. A partir de hoy, nuestro país prosperará y volverá a ser respetado en todo el mundo”. Casi dos años después, si los sondeos no fallan, está a punto de sufrir una histórica derrota en las elecciones de medio mandato que se celebran el próximo 3 de noviembre debido al descontento de las familias estadounidenses sobre la situación económica. La inflación, los aranceles y la guerra contra Irán explican la gran decepción que se extiende desde una costa a otra de Estados Unidos. Un sentimiento que ha contagiado a las zonas rurales del Medio Oeste y el Sur del país, donde los demócratas no gobiernan desde hace casi un siglo, como Kansas o Mississippi. El malestar de los estadounidenses con la situación económica contrasta con las grandes cifras que sitúan al país como una de las potencias que más crece.
El motor de la IA, entre el riesgo de burbuja y un nuevo paradigma
La inteligencia artificial está protagonizando la mayor revolución económica de la historia. Nunca se había destinado tanto dinero en tan poco tiempo a desarrollar una nueva industria, ni siquiera en la revolución del ferrocarril de finales del siglo XIX o en la era de la burbuja de las puntocom. La inversión estimada que los grandes laboratorios de IA hasta 2032 ascenderá a 10,3 billones de dólares, una cantidad que representa el 3,6% del PIB, según un reciente estudio del Stijn van Nieuwerburgh, publicado por la Brookings Institution.
El Mapa de Centros de Datos de Estados Unidos, que recopila la información sobre esta actividad, tiene registrados 5098 instalaciones y proyectos en el país: 3172 operativos, 400 en construcción y 1199 planificados, con una capacidad de 395,1 GW. Se prevé que solo este año, la inversión en IA alcance en Estados Unidos el 1,9 % del PIB, según estimaciones de Goldman Sachs.
El sector está teniendo un impacto evidente en la economía, pero también ha provocado malestar social por los efectos nocivos que suponen estas instalaciones. “La mayor parte del gasto de capital, que este año podría alcanzar los 800.000 millones de dólares, va destinada a la construcción de enormes centros de datos”, remarca Jared Franz, economista de Capital Group. “Este nivel de inversión ofrece un fuerte impulso a la economía estadounidense. De hecho, creo que no estamos valorando en su justa medida el impacto que podría tener el auge de la inteligencia artificial”.
Franz cree que se podría estar infravalorando el crecimiento del PIB entre 0,5 y 1 punto porcentual. Las grandes compañías están inmersas en una alocada carrera de inversiones, que está llevando a la industria a protagonizar algunas a Bolsa más rimbombantes de la historia. Los analistas empiezan a hablar del riesgo de burbuja, con un ecosistema de empresas endeudadas y con estrechos vínculos entre ellas.
Las autoridades, sin embargo, tienen depositadas muchas esperanzas en los robustos aumentos de productividad que supondrá la inteligencia artificial cuando la industria esté plenamente desarrollada.

© KENT NISHIMURA (AFP / GETTY IMAGES) (EL PAÍS)
Trump dice que EEUU "se encargará de Cuba" después de Irán

F1: Leclerc continuou líder no TL2 do GP dos Estados Unidos; Bortoleto fica em 11.º
![]()
A Ferrari confirmou hoje no TL2 o bom desempenho no Circuito das Américas e coloca os seus dois pilotos entre os quatro primeiros; Bortoleto supera o companheiro de Audi, mas terá punição de 20 posições na largada.
Charles Leclerc foi o mais rápido do segundo treino livre para o GP dos Estados Unidos da Fórmula 1, realizado nesta sexta-feira (23), no Circuito das Américas, em Austin, no Texas.
O piloto da Ferrari registou 1:35.291s e superou Kimi Antonelli, da Mercedes, por apenas 0,042s. O holandês Max Verstappen, da Red Bull, terminou em terceiro (+o,192s), seguido por Lewis Hamilton e George Russell, a completarem o lote dos cinco mais velozes.
Liam Lawson ficou em sexto, à frente de Lando Norris, Oscar Piastri, Isack Hadjar e Oliver Bearman, que fecharam o top-ten.
Gabriel Bortoleto terminou em 11º, com 1:36.832s, superando Nico Hülkenberg, seu companheiro de Audi, que foi apenas o 18º. O brasileiro, entretanto, terá uma penalização de 20 posições no grid de largada de domingo por exceder o limite anual de componentes da unidade de potência.
A Ferrari confirmou o bom desempenho apresentado desde o início do fim de semana. Leclerc também havia liderado o TL1 e voltou a estabelecer a melhor marca no TL2, enquanto Hamilton colocou o segundo carro da equipa italiana entre os quatro primeiros.
Red Bull e McLaren, por sua vez, apresentaram ritmo promissor nas simulações de corrida, indicando uma disputa equilibrada para o resto do fim de semana.
Na parte final da sessão, as equipas concentraram os trabalhos nas simulações de corrida, sem mudanças relevantes na tabela de tempos.
Verstappen e os pilotos da McLaren apresentaram ritmo promissor, enquanto Bortoleto também demonstrou desempenho superior ao de Hülkenberg nas sequências mais longas.
Tabela de tempos registados no TL2 do GP dos Estados Unidos:
1) Charles Leclerc (Ferrari), 1:35.291
2) Kimi Antonelli (Mercedes), 1:35.333
3) Max Verstappen (Red Bull Racing), 1:35.480
4) Lewis Hamilton (Ferrari), 1:35.906
5) George Russell (Mercedes), 1:36.035
6) Liam Lawson (Racing Bulls), 1:36.331
7) Lando Norris (McLaren), 1:36.373
8) Oscar Piastri (McLaren), 1:36.387
9) Isack Hadjar (Red Bull Racing), 1:36.411
10) Oliver Bearman (Haas F1 Team), 1:36.536
11) Gabriel Bortoleto (Audi), 1:36.832
12) Pierre Gasly (Alpine), 1:36.840
13) Arvid Lindblad (Racing Bulls), 1:36.959
14) Esteban Ocon (Haas F1 Team), 1:37.111
15) Franco Colapinto (Alpine), 1:37.201
16) Fernando Alonso (Aston Martin), 1:37.235
17) Lance Stroll (Aston Martin), 1:37.269
18) Nico Hulkenberg (Audi), 1:37.430
19) Valtteri Bottas (Cadillac), 1:38.422
20) Carlos Sainz (Williams), 1:38.446
21) Sergio Perez (Cadillac), 1:39.036
22) Alexander Albon (Williams), 1:43.426
Colaboração F1Mania
- Martinoticias.com
- La CIA publica una guía para contactarla de forma segura tras el llamado de Rubio a los cubanos
La CIA publica una guía para contactarla de forma segura tras el llamado de Rubio a los cubanos

Trump dice que EEUU "se encargará de Cuba" después de Irán

- Martinoticias.com
- Rubio llama a quienes buscan un cambio en Cuba a colaborar discretamente con la CIA
Rubio llama a quienes buscan un cambio en Cuba a colaborar discretamente con la CIA

- Martinoticias.com
- Melania media un alto el fuego entre Rusia y Ucrania en Oleshky para llevar ayuda y evacuar civiles
Melania media un alto el fuego entre Rusia y Ucrania en Oleshky para llevar ayuda y evacuar civiles

‘Leilão às avessas’: vitória de Flávio consolidaria interferência dos EUA no Brasil
This article is a partnership with Mother Jones
A duas semanas do segundo turno das eleições brasileiras, o norte-americano Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde dos Estados Unidos e expoente do movimento antivacina, esteve no Rio de Janeiro para casar seu filho, Conor Kennedy. A noiva era a cantora Giulia Be, que, apesar de ter declarado voto em Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, é membro de outro clã da direita, a família Marinho, ligada aos Bolsonaro. Seu pai, Paulo Marinho, foi um dos principais nomes da campanha de Jair em 2018 e é suplente de Flávio no Senado.
A cerimônia religiosa foi na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no centro do Rio de Janeiro, onde Dom Pedro I e Dom Pedro II foram coroados. Com pompa e circunstância, a celebração ganhou cobertura internacional.
Apenas uma semana depois do casamento, em São Paulo, apoiadores de Flávio Bolsonaro carregaram um míssil inflável com os dizeres “Trump nuke Brazil” (Trump, faça um ataque nuclear ao Brasil), em mais uma demonstração de subserviência ao governo de Donald Trump.

Os dois eventos revelam a crescente proximidade da extrema direita brasileira com a norte-americana. Uma eventual vitória de Flávio representaria a consolidação do projeto por trás da Doutrina Donroe, que promove o retorno do domínio norte-americano sobre a América Latina, na opinião do cientista político Guilherme Casarões, da Florida International University.
“A Doutrina Monroe, a original do século 19, tinha como ideia básica proteger o hemisfério americano dos interesses europeus e consolidar a hegemonia dos EUA. O que o Trump tenta fazer agora é justamente revitalizá-la com características novas, que se baseiam não só na imposição de um certo poderio militar e de relações econômicas, mas também envolvem a construção de uma aliança ideológica nas Américas”.
Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.
Terras raras: do fundo do poço para o bolso de Trump Jr.
No início de abril, André Marinho, o irmão da noiva do casamento no Rio, esteve nos EUA, onde se encontrou com o vice-presidente americano, J.D. Vance. O encontro foi articulado por Robert Kennedy Jr.. Na ocasião, Marinho disse ter tratado com Vance da expansão do crime organizado no Rio de Janeiro e das conexões de facções criminosas com redes internacionais.
De lá pra cá, uma profusão de digitais dos EUA apareceu nas articulações do bolsonarismo para as eleições de 2026, da abertura de uma filial brasileira da Rockbridge, rede de financiadores da extrema direita criada por Vence, ao financiamento do filme “Dark Horse”, realizado por meio de um fundo estabelecido no Texas.
Na frente econômica, chamou atenção o documento produzido por André Marinho com as possíveis vantagens de uma administração de Flávio Bolsonaro para o governo e os negócios da família Trump. O “Prosperity Partnership”, de autoria do irmão da noiva, mostra como os EUA explorariam terras raras – elementos químicos essenciais para a produção de ímãs de alta potência em turbinas, eletrônicos e armamento – em mais um governo de extrema direita no Brasil.
Revelado pelo jornalista Guilherme Amado, o plano foi elaborado em março deste ano, cerca de duas semanas antes de Marinho viajar aos EUA para se reunir com Vance. Marinho negou que o documento, com a capa “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, tivesse relação com a campanha bolsonarista.
Segundo o “Prosperity Partnership”, um novo governo Bolsonaro “posicionará o Brasil como o principal fornecedor e polo de processamento de minerais críticos alinhado ao Ocidente no Hemisfério Ocidental”; não tornará o país “dependente” de cadeias de processamento chinesas; e, por fim, “se alinhará com os Estados Unidos na construção de um sistema de abastecimento paralelo”. O documento também fala em “aceleração no processo regulatório”, em consonância com o programa de governo de Flávio Bolsonaro, que, ao tratar do tema, promete “licenciamento ágil e técnico”.
Procurado pela reportagem, Marinho afirmou que o “assunto é superado exatamente por não haver qualquer consequência prática na realidade”. Em seguida, mandou nota em que disse que “o estudo foi elaborado por iniciativa exclusivamente pessoal, como um exercício hipotético de análise de cenários. Não se tratava de proposta oficial nem foi produzida a pedido de qualquer campanha, autoridade ou organização.”
Marinho disse ainda que não enviou o material à “campanha de Flávio Bolsonaro, a autoridades ou organizações americanas, nem foi objeto de qualquer reunião ou tratativa”. Completou que seu encontro com Vance, em abril de 2026, “não teve qualquer relação com esse estudo”.
Acesso facilitado a recursos naturais
As ideias do apoiador de Flávio e mais novo integrante da família de Robert Kennedy Jr. se alinham aos pilares econômicos da Doutrina Donroe, fundamentados no acesso facilitado dos EUA a recursos naturais de países latino-americanos.
A doutrina vem sendo aplicada com êxito por Trump na Venezuela. Após intervir militarmente no país vizinho, multinacionais americanas e empresários alinhados a Trump já conseguiram contratos para exploração de petróleo e, em agosto, o governo dos EUA anunciou um acordo que garante ao país a concessão, por 100 anos, para extrair barris de 17 campos de petróleo venezuelanos.
Já na Argentina, um decreto do presidente Javier Milei revogou a lei que impunha restrições à compra de terras por estrangeiros. Apesar da resistência popular e nos tribunais, a Suprema Corte do país primeiro confirmou a decisão de Milei, mas agora reverteu o entendimento.
O desequilíbrio de poder entre os EUA e os países latino-americanos levanta dúvidas sobre o futuro da exploração de terras e recursos naturais com o fortalecimento da Doutrina Donroe. Casarões destaca que, em um cenário de “subserviência ao governo norte-americano”, caso Flávio vença a eleição, “pode ser que os países da América do Sul, sobretudo Brasil e Argentina, mas também Colômbia e Chile, entrem numa espécie de corrida para o fundo do poço. Um leilão às avessas, com uma dinâmica de quem cede mais [aos EUA]”.
O fundo 1789 Capital, que tem como sócio Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente, já investiu na norte-americana Vulcan Elements, que, por sua vez, faz parte de uma cadeia de empresas envolvidas no Projeto Caldeira, de exploração de terras raras no sul de Minas Gerais.
A Pública mostrou que outra empresa envolvida no projeto, a australiana Meteoric, responsável pela extração de minério, assinou um memorando com a canadense Ucore, que garantiu investimentos do Departamento de Defesa dos EUA para desenvolvimento de uma planta de separação de terras raras.
Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.
Milícia e mortes de crianças
Não menos importante para o governo Trump é a afinidade com a abordagem bolsonarista ao combate ao tráfico de drogas. Em maio de 2026, dias depois do encontro de Flávio Bolsonaro com Trump na Casa Branca, o governo dos EUA designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Esta é considerada uma das principais vitórias de Flávio Bolsonaro, que atribuiu a si a reivindicação.
Por outro lado, as conexões de Flávio com a milícia e o caso da menina Ana Clara, morta por um tiro de fuzil de um policial em Niterói (RJ), em 2021, por enquanto passam ao largo das discussões sobre segurança entre a extrema direita. Além de defender o policial autor da morte da menina em Niterói, em 2021, Flávio também já justificou o assassinato de outra criança, dessa vez nos EUA. Tamir Rice, de 12 anos, brincava com uma arma de brinquedo num parque de Cleveland, em 2014, quando foi morto pela polícia.
“Os policiais chegaram para abordar esse menor, que estava com a arma na cintura, e disseram: ‘Mãos ao alto!’ O menino meteu a mão na arma e a puxou apontando para os policiais. Ele foi alvejado na hora, como tem que ser”, disse em 2007, em discurso na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando era deputado estadual.
“A imprensa brasileira ou grande parte dela trata isso como um erro grave porque morreu uma criança. O fato é, sim, lamentável. Quem não se incomoda com isso? E se fosse uma arma de verdade?”, completou.
O Brasil não faz parte do Escudo das Américas, que reúne pelo menos 13 países da região, sob liderança dos EUA. O grupo foi criado em março de 2026 e reúne governos aliados de Trump, com o propósito de se tornar uma espécie de Otan da região para enfrentar o crime organizado.
Em outubro, o The New York Times revelou que os EUA já estão enviando centenas de soldados para treinar e realizar exercícios com forças locais na América Latina, com o argumento de combater o narcotráfico na região. Há presença militar americana no território de países signatários da aliança, como Panamá, Colômbia e Equador.
Casarões aponta a contradição entre a postura bolsonarista receptiva ao intervencionismo norte-americano e o pensamento militar que a família sempre disse defender, que, paradoxalmente, defende a mesma soberania que se tornou bandeira de Lula nesta eleição:
“Depois do golpe de 1964, mesmo os militares tinham muitos problemas em aceitar qualquer tipo de presença ou ingerência militar norte-americana no Brasil. Os novos tempos têm convidado a família Bolsonaro a fazer uma coisa muito distinta daquilo que eles supostamente defendem, que é o legado dos militares no Brasil.”
Agendas espelhadas no Legislativo
No novo Congresso brasileiro, eleito no primeiro turno, algumas das figuras mais votadas também emulam pautas trumpistas e de candidatos que concorrem nas eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para 3 de novembro, menos de dez dias depois do segundo turno brasileiro. O pleito vai renovar toda a Câmara dos Deputados e 35% do Senado norte-americano.

Eduarda Campopiano (PL), a deputada estadual mais votada de São Paulo, não acredita em feminicídio. Lucas Pavanato (PL), o mais votado para a Câmara Federal pelo mesmo estado, apostou no pânico moral dos banheiros trans, assim como Nikolas Ferreira (PL), reeleito para a Casa com recorde de mais de 3 milhões de votos.
Nos EUA, as discussões sobre atletas trans e tratamento para transição de gênero em menores fazem parte da agenda moral de vários candidatos conservadores. Pesquisa do FactCheck.org, ONG ligada à Universidade da Pensilvânia, identificou mais de US$ 100 milhões em gastos pelo Partido Republicano com pelo menos 200 anúncios desde 1º de agosto, com as palavras “mudança de sexo”. Somente nas eleições para o Senado, os gastos superaram US$ 77 milhões.

F1: Matematicamente Antonelli pode conquistar título mundial no GP dos Estados Unidos
![]()
Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes AMG Formula One Team, encara no GP dos Estados Unidos da Fórmula 1 a sua primeira chance de colocar as mãos no título mundial. Acontece que, para ser coroado campeão mundial de Fórmula 1, apenas a vitória pode fechar o campeonato e arrecadar a titularidade máxima.
O jovem italiano chega ao Circuito das Américas com uma liderança de 102 pontos sobre o seu companheiro de equipa George Russell, segundo classificado. Até ao encerramento do calendário, com mais seis etapas por cumprir – isto se Qatar e Abu Dhabi se realizarem – há mais 150 pontos em jogo. Após a competição de Austin, estarão 125 na mesa.
Portanto, para alcançar o título já no próximo domingo, 25 de outubro, o piloto de 21 anos precisa aumentar sua vantagem em mais 23 pontos. Portanto, Kimi Antonelli precisa ganhar a corrida para somar os 25 pontos da prova. Caso isso não aconteça, então não ficará com o título nos Estados Unidos.
Resumindo, a hipótese de Antonelli se consagrar já no domingo existe, mas vem a seguir o GP do México na próxima semana, dia 1 de novembro e na sequência, está aí o GP de São Paulo (Brasil), em 8 de novembro.
Nos Construtores, a Mercedes, por outro lado, ainda não pode garantir o título, pois precisaria sair de Austin com uma vantagem de 215 pontos sobre a segunda colocada Ferrari. Considerando que a vantagem atualmente é de 134, o México é a primeira oportunidade para a marca alemã conquistar seu primeiro campeonato desde 2021.
Classificação no Campeonato de Pilotos
- Kimi Antonelli – 340
- George Russell – 238
- Lewis Hamilton – 229
- Max Verstappen – 221
- Charles Leclerc – 215
- Lando Norris – 201
- Oscar Piastri – 138
- Isack Hadjar – 97
- Liam Lawson – 75
- Pierre Gasly – 41
- Martinoticias.com
- EEUU acusa al régimen cubano de utilizar votación sobre el embargo para aferrarse al poder
EEUU acusa al régimen cubano de utilizar votación sobre el embargo para aferrarse al poder

Trump confirma que CEO da Google recusou proposta para mudar o nome do oceano Atlântico
Líder da Google recusou alterar no Google Maps a designação do oceano Atlântico para “oceano das Américas”. Entretanto
