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Associação Portuguesa do Sono esclarece mito: afinal lembrar-se dos sonhos não é sinal de que dormiu bem

26 October 2026 at 19:40

Acordar de manhã com uma recordação clara dos sonhos da noite anterior pode parecer um sinal de que se dormiu bem. No entanto, esta associação nem sempre corresponde à realidade, uma vez que a capacidade de recordar aquilo com que sonhámos depende de vários mecanismos cerebrais e pode até estar relacionada com interrupções do sono.

A Associação Portuguesa do Sono clarifica que a maioria das pessoas sonha todas as noites, embora muitas não consigam recordar esses episódios ao despertar. A entidade esclarece que lembrar-se dos sonhos não significa necessariamente ter tido uma noite de descanso de qualidade, contrariando uma ideia relativamente comum sobre o funcionamento do sono.

Porque é que algumas pessoas se lembram dos sonhos?

Os sonhos acontecem sobretudo durante a fase REM do sono, caracterizada por movimentos rápidos dos olhos e por uma atividade cerebral intensa. Porém, as experiências vividas durante esta fase tendem a ser esquecidas pouco depois de acontecerem, o que explica por que motivo muitas pessoas acordam sem qualquer recordação daquilo com que sonharam.

Segundo a mesma fonte, a possibilidade de recordar um sonho é maior quando o despertar acontece durante ou pouco depois da fase REM. Nestas circunstâncias, a memória do episódio ainda pode estar disponível, permitindo recuperar imagens, acontecimentos ou emoções que fizeram parte do sonho. Contudo, isso não significa que o sono tenha sido mais reparador.

O cérebro pode contribuir para apagar as memórias dos sonhos

Um estudo publicado na revista científica Science, em 2019, identificou mecanismos cerebrais que poderão ajudar a explicar o esquecimento durante o sono. A investigação demonstrou, em experiências com animais, que determinados neurónios produtores da hormona concentradora de melanina, ativos durante o sono REM, participam em processos de esquecimento associados ao hipocampo.

Esta região do cérebro desempenha um papel importante na formação e consolidação de memórias. A Associação Portuguesa do Sono refere que a atividade daqueles neurónios poderá dificultar o armazenamento de determinadas informações, ajudando a explicar a rapidez com que os sonhos desaparecem da memória. No entanto, o estudo não demonstrou diretamente que este mecanismo seja responsável pelo esquecimento dos sonhos nos seres humanos.

Quem se lembra dos sonhos pode acordar mais vezes durante a noite

Outra investigação, publicada em 2013 na revista Frontiers in Psychology, analisou as diferenças entre pessoas que recordavam frequentemente os sonhos e outras que raramente conseguiam fazê-lo. Os investigadores acompanharam 36 participantes saudáveis e observaram diferenças nos padrões de atividade cerebral e nos períodos em que permaneciam acordados durante a noite.

Os resultados mostraram que os participantes que recordavam os sonhos com maior frequência passavam, em média, cerca de 30 minutos acordados durante o período de sono, enquanto os restantes registavam aproximadamente 14 minutos. Estes dados sugerem uma associação entre os despertares noturnos e a capacidade de recordar sonhos, embora não permitam concluir que todas as pessoas que se lembram deles dormem pior.

Lembrar-se dos sonhos significa que dormimos mal?

Apesar da relação identificada entre os despertares e a memória dos sonhos, recordar o que aconteceu durante a noite não constitui um sinal de problemas de sono. A frequência com que uma pessoa se lembra dos sonhos pode variar e não é suficiente para determinar se o descanso foi adequado ou se existe alguma perturbação.

A Associação Portuguesa do Sono sublinha que “o facto de uma pessoa se lembrar de um sonho não é indicativo de um sono de qualidade”. Assim, tanto quem acorda com memórias detalhadas como quem raramente recorda os sonhos pode ter dormido adequadamente. A investigação disponível aponta para diferentes fatores envolvidos neste fenómeno, sem estabelecer uma relação direta entre a quantidade de sonhos recordados e a qualidade do descanso.

O que se pode concluir sobre a memória dos sonhos?

As investigações ajudam a compreender por que razão algumas pessoas conseguem descrever os sonhos com bastante detalhe, enquanto outras praticamente nunca se lembram deles. O momento do despertar, a atividade de determinadas regiões cerebrais e a existência de interrupções durante a noite estão entre os fatores que podem influenciar essa capacidade.

Por isso, a recordação dos sonhos não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade do sono. O estudo publicado na Frontiers in Psychology identificou uma associação entre maior frequência de recordação e mais tempo acordado durante a noite, mas os próprios resultados não permitem determinar se essa característica corresponde necessariamente a um descanso insuficiente.

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Galp falha casamento com fundo de Abu Dhabi mas está aberta a novas relações na refinaria de Sines

26 October 2026 at 18:52

O negócio com a Moeve caiu, mas a intenção de trazer outros investidores para a refinação mantém-se de pé. A Galp melhorou as projeções de resultados para este ano. E os seus gestores desdramatizam a queda das ações esta segunda-feira: num só dia ‘voaram’ €1,7 mil milhões de capitalização bolsista

Carro está abandonado há mais de dois anos e ocupa três lugares de estacionamento em Coimbra: saiba o que diz a lei

26 October 2026 at 17:30

Uma viatura encontra-se abandonada há mais de dois anos num parque de estacionamento em Portugal, ocupando três lugares que poderiam ser utilizados por outros automobilistas. Apesar das reclamações e de o veículo já ter sido autuado, a situação continua por resolver, levantando dúvidas sobre os procedimentos previstos na lei para a remoção de automóveis deixados durante longos períodos na via pública.

O caso acontece no estacionamento da estação ferroviária de Coimbra-B. De acordo com o Diário de Coimbra, o automóvel foi deslocado várias vezes durante as obras realizadas naquela zona, acabando por ficar atravessado no local onde permanece atualmente. Os moradores garantem que já foram feitos contactos com diferentes entidades, mas a viatura continua no mesmo espaço.

Moradores já enviaram reclamações às autoridades

Segundo a mesma fonte, foram enviados vários emails à Câmara Municipal de Coimbra e à Proteção Civil para alertar para a situação. Apesar destes contactos e da existência de uma autuação, não foi concretizada qualquer intervenção que permitisse libertar os três lugares de estacionamento ocupados pelo automóvel.

Um dos moradores manifestou o descontentamento com a ausência de uma solução, afirmando que “até hoje ninguém fez nada” para retirar o veículo. A situação ganha particular relevância numa zona utilizada por passageiros ferroviários e outros automobilistas, uma vez que a permanência do carro impede o aproveitamento de lugares destinados ao estacionamento.

Código da Estrada prevê remoção após determinados prazos

O artigo 163.º do Código da Estrada estabelece que o estacionamento de uma viatura pode ser considerado indevido ou abusivo quando esta permanece durante 30 dias ininterruptos no mesmo local da via pública ou num parque de estacionamento gratuito. A legislação prevê ainda que a simples deslocação do automóvel entre lugares do mesmo parque não interrompe necessariamente a contagem deste prazo.

Contudo, existem situações em que as autoridades não precisam de aguardar um mês. Quando um veículo apresenta sinais exteriores evidentes de abandono, inutilização ou impossibilidade de circular em segurança pelos próprios meios, o estacionamento pode ser considerado abusivo após um período superior a 48 horas. Já para determinados veículos, como reboques não atrelados e veículos publicitários, o prazo pode ser de 72 horas.

O que acontece quando um carro ultrapassa o prazo permitido?

De acordo com o artigo 164.º do Código da Estrada, as autoridades competentes podem proceder à remoção dos veículos estacionados indevida ou abusivamente. A legislação também permite o bloqueamento em determinadas circunstâncias, impedindo que o automóvel seja deslocado até estarem reunidas as condições necessárias para o seu transporte.

Além disso, o titular do documento de identificação do veículo pode ser responsabilizado pelas despesas relacionadas com a remoção e o depósito, sem prejuízo das sanções legalmente aplicáveis. No caso da viatura estacionada em Coimbra-B, não foram divulgados esclarecimentos oficiais que permitam determinar por que motivo ainda não foi removida, apesar do período de permanência denunciado pelos moradores.

Proprietário pode perder o veículo se não o reclamar

Depois de um automóvel ser removido, o artigo 165.º determina que o titular deve ser notificado para proceder ao seu levantamento. Por regra, dispõe de 45 dias para reclamar a viatura, embora este prazo possa ser reduzido para 30 dias quando o estado do veículo indicar risco de deterioração e os custos de remoção e depósito possam ultrapassar o valor obtido com uma eventual venda.

Se o proprietário não reclamar o automóvel dentro do prazo legal, este passa a ser considerado abandonado, podendo ser adquirido pelo Estado ou pela autarquia local nos termos previstos na legislação. No entanto, este procedimento depende da remoção e das formalidades de notificação. Assim, a situação denunciada em Coimbra-B continua a aguardar uma solução, depois de mais de dois anos de permanência da viatura no estacionamento.

Leia também: Fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama? Proposta foi aprovada e decisão passa para o Governo

Arquiteto Siza Vieira tem 93 anos e marcou presença na apresentação da sua biografia 8 dias depois de ter colocado um pacemaker

26 October 2026 at 17:20

O arquiteto português Álvaro Siza Vieira, de 93 anos, participou na apresentação da sua biografia poucos dias depois de ter sido submetido a uma intervenção cardíaca para colocação de um pacemaker. Apesar de não ter conseguido deslocar-se a Lisboa, acompanhou a cerimónia através de uma ligação por vídeo a partir da sua residência, no Porto.

A apresentação do livro Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos, da autoria da jornalista Fátima Campos Ferreira, realizou-se a 19 de outubro, em Lisboa. De acordo com o portal de notícias cor-de-rosa Flash!, o arquiteto tinha sido operado oito dias antes e encontrava-se em recuperação, situação que levou a autora a explicar aos convidados os motivos da sua ausência física.

Fátima Campos Ferreira revelou outros problemas de saúde

A jornalista explicou que a intervenção cardíaca não era o único motivo que impedia Siza Vieira de viajar até Lisboa. O arquiteto tinha também contraído uma constipação e enfrentava dificuldades de mobilidade relacionadas com dores na coluna, o que tornava as deslocações particularmente exigentes nesta fase de recuperação.

Segundo a mesma fonte, Fátima Campos Ferreira esclareceu que Siza Vieira conseguia andar, embora com bastante dificuldade, e pediu compreensão para o tempo necessário à recuperação. A autora acrescentou que tinha previsto encontrar-se com o arquiteto no Porto no dia seguinte à apresentação, mantendo assim o contacto com o protagonista da obra biográfica.

Apresentação contou com dois Presidentes da República

Apesar da ausência física de Siza Vieira, a cerimónia reuniu várias personalidades da política e da cultura portuguesas. Entre os presentes estiveram o Presidente da República, António José Seguro, e o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, que acompanharam a apresentação realizada no Campus XXI, em Lisboa, antiga sede da Caixa Geral de Depósitos.

O evento contou também com a participação de Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, e de Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves. Na plateia encontravam-se ainda o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, Leonor Beleza, Luís Marques Mendes, Helena Roseta e outras figuras ligadas à vida pública e cultural portuguesa.

Livro nasceu de três entrevistas com o arquiteto

A obra apresentada resulta de três entrevistas realizadas por Fátima Campos Ferreira a Álvaro Siza Vieira, nas quais foram abordados o percurso pessoal, a arquitetura e as referências culturais que influenciaram o seu trabalho. O livro procura dar a conhecer não apenas os projetos pelos quais o arquiteto se tornou conhecido, mas também a forma como observa o mundo e desenvolve as suas ideias.

Conforme escreve a Flash!, a jornalista descreveu Siza Vieira como um homem de pensamento inquieto e destacou o fascínio que continua a despertar entre profissionais da arquitetura. Numa entrevista anterior ao canal NOW, recordou ainda a ligação do arquiteto ao filme Aniki Bobó, realizado por Manoel de Oliveira em 1942, cuja representação da cidade do Porto constitui uma das suas referências.

Siza Vieira recebeu o Prémio Pritzker em 1992

Nascido em Matosinhos, em 1933, Álvaro Siza Vieira é uma das principais referências da arquitetura portuguesa contemporânea. Em 1992, recebeu o Prémio Pritzker, considerado uma das mais importantes distinções internacionais da área, pelo reconhecimento do seu percurso e contributo para a arquitetura.

A sua obra inclui projetos como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, e o Pavilhão de Portugal, construído para a Expo 98. Aos 93 anos, o arquiteto continua a ser homenageado pelo seu trabalho, tendo a apresentação da biografia reunido figuras de diferentes gerações numa cerimónia que conseguiu acompanhar à distância, apesar das limitações físicas descritas pela autora.

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Fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama? Proposta foi aprovada e decisão passa para o Governo

26 October 2026 at 15:10

As portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama poderão vir a ser eliminadas, caso avance uma proposta que pretende reduzir os encargos suportados pelos automobilistas que atravessam diariamente o rio Tejo. A iniciativa já recebeu aprovação de uma autarquia da margem sul, mas a concretização da medida depende de decisões que ultrapassam as competências municipais.

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou, na quarta-feira, 21 de outubro, uma proposta apresentada pelo Chega que defende o fim da cobrança nas duas travessias. De acordo com o Diário do Distrito, a deliberação foi tomada durante uma reunião pública do executivo e prevê um apelo ao Governo para que sejam desenvolvidos os procedimentos necessários à eliminação das portagens.

Quem poderá beneficiar do fim das portagens?

A proposta pretende aliviar as despesas dos residentes da Península de Setúbal que necessitam de atravessar o Tejo regularmente. Entre os principais beneficiários de uma eventual alteração estarão os trabalhadores que se deslocam para Lisboa, bem como estudantes e outras pessoas que dependem destas ligações para realizar atividades quotidianas.

Segundo a mesma fonte, a autarquia considera que as portagens representam um “encargo adicional para as famílias e empresas da região”. O documento destaca particularmente a situação dos cidadãos que não dispõem de alternativas adequadas para as suas deslocações, defendendo que a eliminação da cobrança poderia contribuir para uma maior integração entre as duas margens.

O que falta para as portagens serem eliminadas?

Apesar da aprovação da proposta, os condutores continuam obrigados a pagar as portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. A decisão tomada pela Câmara de Setúbal constitui uma posição institucional, não tendo efeitos imediatos sobre os valores cobrados aos automobilistas que utilizam diariamente estas infraestruturas.

Conforme explica a mesma fonte, a autarquia pretende solicitar ao Governo que avance com as “diligências políticas, jurídicas e negociais necessárias” para concretizar a medida. A eventual eliminação das portagens terá de respeitar o enquadramento legal e contratual existente, uma vez que as duas travessias são exploradas pela concessionária Lusoponte, cujo contrato tem como data de referência para o seu termo março de 2030.

Autarquia também quer melhorar os transportes públicos

A deliberação aprovada não se limita à questão das portagens. O executivo municipal defende igualmente o reforço dos transportes públicos que asseguram as deslocações entre as margens norte e sul do Tejo, considerando necessário melhorar as condições de mobilidade dos habitantes da Península de Setúbal.

A proposta refere a necessidade de aumentar a frequência, a capacidade e a fiabilidade dos serviços, bem como de melhorar a integração tarifária. O município entende que estas alterações poderão contribuir para facilitar as deslocações dos cidadãos que dependem dos transportes coletivos, particularmente nas viagens realizadas entre os municípios da margem sul e Lisboa.

Câmara de Setúbal quer envolver outros municípios

Para reforçar a posição aprovada, a Câmara Municipal de Setúbal pretende solicitar o apoio de outras entidades da região. Entre os organismos que deverão ser contactados encontram-se a Área Metropolitana de Lisboa, a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal e os restantes municípios deste território, procurando estabelecer uma posição institucional conjunta.

O objetivo passa por defender junto do Governo medidas que reduzam os custos das deslocações e melhorem a mobilidade entre as duas margens. Contudo, não existe ainda uma decisão governamental que determine o fim das portagens, nem foi anunciada uma data para uma eventual alteração das condições de utilização das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.

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Casal suspeito de simular acidentes para burlar idosos em Silves e Albufeira fica em liberdade: tribunal impõe apresentações às autoridades

26 October 2026 at 14:40

Um casal suspeito de simular acidentes de viação para exigir dinheiro a condutores idosos, nos concelhos de Silves e Albufeira, ficou em liberdade depois de ter sido presente a tribunal. Apesar de terem sido detidos pela GNR, os dois suspeitos não ficaram sujeitos a prisão preventiva, tendo o juiz determinado apresentações periódicas às autoridades.

A decisão foi tomada na quarta-feira, 21 de outubro, pelo Tribunal de Portimão. De acordo com o Correio da Manhã, o homem terá de se apresentar diariamente às autoridades policiais, enquanto a mulher ficou obrigada a apresentações semanais. Ambos tinham sido detidos na segunda-feira anterior, no âmbito de uma investigação relacionada com alegadas burlas a pessoas vulneráveis, sobretudo idosos.

Como funcionava o esquema utilizado pelo casal?

Os suspeitos, ambos de 45 anos, terão recorrido à simulação de acidentes rodoviários para convencer os condutores de que tinham provocado danos nas suas viaturas. Depois de abordarem as vítimas, exigiam o pagamento imediato de quantias em dinheiro, alegadamente destinadas a reparar os estragos, procurando evitar que a situação fosse comunicada às autoridades.

Segundo a mesma fonte, o casal utilizava diferentes argumentos para pressionar os condutores a aceitar o pagamento. Entre as justificações apresentadas estavam a possibilidade de receberem multas devido a problemas nos automóveis, perderem pontos na carta de condução ou sofrerem um agravamento do valor do seguro. Desta forma, os suspeitos procuravam convencer as vítimas a resolver os alegados acidentes sem chamar a GNR.

Suspeitos chegaram a acompanhar idosos aos bancos

Em algumas situações, a pressão exercida sobre os condutores não terminava no local do alegado acidente. O Correio da Manhã avança que o casal acompanhava determinadas vítimas até caixas multibanco, para que estas levantassem o dinheiro exigido. O objetivo seria garantir que os pagamentos fossem efetuados de imediato, sem recurso às autoridades policiais ou às seguradoras.

A detenção aconteceu em Silves, no dia 19 de outubro, depois de os suspeitos terem exigido 2.000 euros a uma vítima de 85 anos. O casal acompanhou o idoso a uma dependência bancária para levantar a quantia e acabou por ser intercetado por militares do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Silves, que recuperaram a totalidade do dinheiro.

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Cadeia de supermercados já vende copos com 130 gramas de gelo pelo mesmo preço de um saco com 2 quilos

26 October 2026 at 14:20

Comprar gelo para refrescar uma bebida pode custar exatamente o mesmo que levar para casa uma embalagem com quantidade suficiente para várias utilizações. Uma cadeia de supermercados a operar em Portugal está a comercializar copos com pequenas porções de gelo por 99 cêntimos, apesar de disponibilizar sacos com dois quilos pelo mesmo preço.

A diferença pode ser encontrada no supermercado Auchan, onde um copo da marca 528, com 130 gramas de gelo, custa 0,99 euros. Segundo os preços apresentados no site oficial da cadeia, consultados a 26 de outubro, o saco de dois quilos de gelo em cubos da marca Auchan também está disponível por 0,99 euros, oferecendo mais de 15 vezes a quantidade do produto vendido em copo.

Quanto custa realmente cada embalagem de gelo?

Embora ambos os produtos tenham o mesmo preço, a diferença torna-se mais evidente quando se compara o valor por quilograma. No caso do copo de gelo da marca 528, o preço indicado pela Auchan corresponde a 7,62 euros por quilo, enquanto o saco de dois quilos apresenta um custo de aproximadamente 50 cêntimos por quilograma.

Segundo a informação disponibilizada pela cadeia de supermercados, o copo contém 130 gramas de gelo e foi concebido para permitir arrefecer bebidas fora de casa. Por outro lado, o saco de dois quilos contém uma quantidade consideravelmente superior, sendo uma alternativa para quem necessita de gelo para várias bebidas ou pretende guardá-lo no congelador.

Copo com cubos de gelo vendidos pela Auchan.
Copo com cubos de gelo vendidos pela Auchan. Crédito: DR

Porque é que o copo custa o mesmo que um saco?

A principal diferença entre os dois produtos está no formato em que são comercializados. O copo da marca 528 apresenta-se como uma solução individual, destinada a quem procura utilizar uma pequena quantidade de gelo sem precisar de transportar ou armazenar uma embalagem de maiores dimensões.

Na descrição apresentada no site da Auchan, o produto é anunciado como uma forma de manter as bebidas frescas durante deslocações ou em momentos fora de casa. Contudo, não é apresentada uma explicação específica para a diferença de preço por quilograma relativamente ao saco da marca própria.

Há uma diferença superior a 1,8 kg pelo mesmo preço

Quem optar pelo saco de dois quilos em vez do copo de 130 gramas recebe mais 1.870 gramas de gelo, sem pagar mais por isso, considerando os preços anunciados. A comparação também demonstra que seriam necessários aproximadamente 15 copos para obter uma quantidade de gelo próxima da existente numa única embalagem de dois quilos.

No entanto, o formato mais adequado depende da utilização pretendida. Para refrescar uma bebida durante uma deslocação, um copo individual pode dispensar a necessidade de transportar uma embalagem maior. Já para uma refeição em família, uma festa ou outras ocasiões em que sejam necessárias várias porções, o saco disponibiliza uma quantidade superior pelo mesmo valor.

Saco com 2 kg de gelo.
Saco com 2 kg de gelo. Crédito: DR

Os dois produtos estão disponíveis no site da Auchan

De salientar que os copos de gelo da marca 528 são apresentados na categoria de congelados da loja online da Auchan, com a referência de produto 5430000062398. Na mesma secção encontra-se o gelo em cubos da marca própria, comercializado em embalagens de dois quilos, com a referência 5601002105486.

Os preços consultados são de 99 cêntimos para ambas as opções, mas podem variar em função de campanhas promocionais, disponibilidade e condições de compra. Antes de escolher, os consumidores podem comparar o preço por quilograma indicado nas etiquetas ou nas páginas dos produtos, uma informação que permite identificar a diferença de quantidade entre embalagens vendidas pelo mesmo valor.

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Júlio chegou a pesar 310 kg e já perdeu 120 kg sem recorrer a cirurgia ou medicamentos: agora foi à China cumprir o sonho do pai

26 October 2026 at 12:40

Com 36 anos, Júlio Mamute chegou a pesar 310 quilos e teve uma fase da vida em que até tomar banho representava um desafio. O brasileiro já perdeu cerca de 120 quilos, sem recorrer a cirurgia ou medicamentos, e viajou até à China para participar numa maratona de 42,195 quilómetros na Grande Muralha, um local que o pai sempre sonhou conhecer.

Natural de Recife, no estado brasileiro de Pernambuco, Júlio pesa atualmente cerca de 190 quilos e tem participado em provas desportivas em diferentes países, incluindo Portugal. De acordo com a agência Lusa, o brasileiro tinha previsto participar na maratona chinesa no passado domingo, 25 de outubro, depois de uma transformação que começou num período em que enfrentava dificuldades para realizar tarefas quotidianas.

Promessa ao pai levou Júlio até à China

A escolha da Grande Muralha da China não aconteceu por acaso. O pai de Júlio, natural do interior de Pernambuco, tinha uma paixão pela geografia e gostava de ensinar ao filho as bandeiras e capitais dos diferentes países. A China e a Austrália estavam entre os destinos que mais desejava conhecer, tendo transmitido esse interesse ao longo da infância do brasileiro.

Segundo a mesma fonte, Júlio chegou a prometer ao pai que um dia fariam uma viagem juntos, mas este morreu pouco depois de o filho iniciar o processo de emagrecimento. A participação na prova chinesa ganhou, por isso, um significado pessoal. “Para mim, ter escolhido aqui a Muralha da China é uma coisa muito afetiva”, explicou à Lusa, reconhecendo que desconhecia a dimensão do desafio que teria pela frente.

Houve um episódio com o sobrinho que mudou tudo

A decisão de transformar a sua vida surgiu depois de um acontecimento familiar. No dia 13 de novembro, data do seu aniversário, nasceu um sobrinho, precisamente à mesma hora em que Júlio tinha nascido. Poucos dias depois, quando tentou visitar a criança para lhe entregar um presente, não conseguiu sair do automóvel devido às dificuldades de mobilidade.

O episódio levou-o a refletir sobre a situação em que se encontrava, depois de ter aumentado cerca de 120 quilos durante dois anos e meio, num período marcado pelo isolamento durante a pandemia. Na entrevista à agência noticiosa recordou que até tomar banho se tinha tornado uma tarefa difícil e que frequentemente precisava de se deitar para recuperar do esforço.

Natação foi o primeiro passo para perder peso

Depois daquele episódio, Júlio decidiu inscrever-se em aulas de hidroginástica e começou gradualmente a recuperar a mobilidade. Mais tarde, passou a praticar natação, chegando a permanecer mais de duas horas por dia na piscina, divididas em duas sessões. “A natação salvou a minha vida”, afirmou, ao recordar a importância que a modalidade teve na sua transformação.

A atividade física também o ajudou a alterar algumas rotinas associadas à compulsão alimentar. Dentro da piscina, não tinha acesso ao telemóvel nem podia encomendar comida, circunstâncias que, segundo explicou, facilitaram a mudança de hábitos. Entretanto, começou a partilhar o percurso nas redes sociais, sobretudo depois de perder o pai e um tio, procurando manter a motivação para continuar.

Conseguiu completar 15 quilómetros quando pesava 220 kg

A participação em provas de atletismo surgiu depois de uma visita à secretaria municipal dos Desportos de São Paulo, onde foi desafiado a inscrever-se na tradicional corrida de São Silvestre. Na altura, Júlio pesava aproximadamente 220 quilos e nunca tinha percorrido mais de seis quilómetros durante os treinos, pelo que completar os 15 quilómetros da competição representava um desafio.

Ao sétimo quilómetro, esteve prestes a desistir e chegou a deitar-se no chão. Contudo, recebeu um vídeo enviado pela irmã e pelo sobrinho, que o incentivaram a continuar. O brasileiro acabou por concluir a prova e, desde então, participou em competições em Portugal, Argentina e Uruguai. A experiência também contribuiu para aumentar a sua presença nas redes sociais, onde começou a documentar as diferentes etapas da transformação.

Próximo objetivo é participar na maratona de Atenas

Além da atividade desportiva, Júlio associou o processo de emagrecimento a uma iniciativa solidária. Segundo contou à Lusa, já distribuiu mais de duas toneladas de alimentos em países como Brasil, Angola e Cabo Verde. Depois da viagem à China, pretende deslocar-se a Barcelona para participar numa corrida ligada aos bombeiros locais e organizar uma nova doação alimentar.

O brasileiro estabeleceu ainda como objetivo perder cerca de 220 quilos relativamente ao peso máximo que atingiu, o que significaria chegar aproximadamente aos 90 quilos. Entre os desafios que pretende concretizar encontra-se a maratona de Atenas, na Grécia, associada às origens históricas desta modalidade. Apesar das dificuldades que encontrou ao longo do percurso, Júlio mantém a intenção de continuar a participar em provas desportivas. “Eu não vou desistir até chegar, até alcançar isso”, garantiu.

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El infierno en las calles

25 October 2026 at 23:06

Dijeron que no habría paz en las calles y la promesa se va cumpliendo. La llama de la revolución prende fácil en esta izquierda como de celofán, aunque en realidad no se hace la revolución robando enmascarado una consola, como un panal, ni representa ninguna democracia nueva, vieja u olvidada prenderle fuego a ésta como si fuera un establo. Aunque la izquierda intente desmarcarse de los saqueos y los disturbios, los vándalos no hacen sino aprovecharse del caos que ella está provocando y promoviendo, con su reivindicación y su estética de las muchedumbres, la lucha, la fuerza bruta, la justicia o el desquite por la propia mano, esa “moral de linchamiento” que Bertrand Russell achacaba a los puritanismos. La izquierda, con sus tocas pacifistas, su plumaje de besos y su herpes del amor, pasa pronto al tumulto o la guerrilla, no porque cambie de principios sino porque sólo cambia de táctica. El pueblo es sabio hasta que te da la espalda y la democracia es aceptable hasta que no te votan ni los que van a tu tasca a vomitar sobre el serrín las bolas de pelo de las barbas de sus profetas. Entonces, recuerdan las injusticias eternas y los fetiches históricos, cae uno en que es sindicalista con camisa de leñador o profesor de un instituto con humedades arqueológicas, y salen a tomar la calle precisamente porque no es suya, que a ver si no para qué.

La izquierda admira ese fuego en el que arde la democracia, sea por su mano o por otra mano cercana o lejana pero en todo caso aliada, amiga, que aquí les vale igual Sánchez, Putin, China o Irán. La izquierda admira cómo arden, igual que un museo de cera, los ayuntamientos a vela, las tiendas todas como de jerséis y peluquines de rico, las calles mojadas de madrugada como de gasolina, las góndolas de las diosas y los caballos de los tejados, que hasta en el barroquismo o neoclasicismo de las ciudades (va por barrios) se nota el avasallamiento capitalista, que es como veneciano. No está seguro uno de qué busca la izquierda, por lo menos aquí, saliendo a la calle con cacerola, antifaz o mechero. No puede ser el poder porque ya lo tenían, o al menos tenían ministerios grandes, esponjosos y chorreantes como tartas nupciales, muy bien repartidos en el banquete. Tampoco puede ser la justicia, porque el pobre, el currante y el que vive bajo un chubasquero en un zulo abuhardillado han seguido en su continuidad y resignación históricas aun gobernando ellos, o sobre todo gobernando ellos.

La izquierda admira ese fuego en el que arden sus enemigos o sus fetiches, como una iglesia que arde, como un palco que arde, pero no se trata sólo de volver al fuego atávico y ritual, para el que, por otro lado, tampoco necesitan muchas razones. Se trata, sobre todo, de supervivencia. Cuando al personal le parece que la izquierda, o al menos cierta izquierda, allí pasando la esquina de la socialdemocracia como pasando el estanco, no sirve para nada, ni para gobernar ni para quejarse, se hace necesario inventar una utilidad fuera de los ministerios y fuera del sistema. Ahí es cuando vuelve otra vez la Revolución, o al menos el remedo de Revolución, prendiendo fuego a esa realeza de la ciudad que son las boutiques o las fuentes con estatua. Quieren que pensemos que la izquierda es útil incluso, o sobre todo, cuando no gobierna. O que, una vez encendida la llama poética y material de la Revolución, si llegan a gobernar otra vez, si vuelven a sus ministerios achampanados, sí se podrán cambiar las cosas. En democracia nunca consiguen nada y sustituyendo la democracia por sus utopías sólo consiguen ruina, miseria, crueldad y corrupción. Esta Revolución o amago de Revolución, esta purificación por el fuego y por el hierro, esta cosa un poco vikinga que tiene la izquierda, este éxtasis por la violencia propia o prestada, les sirve como reinicio del cuento. En realidad sólo quieren que les vuelvan a votar para el ayuntamiento navideño o para el escañito como un trono de casita de chocolate, que entonces se acabarán todos los fuegos.

En democracia nunca consiguen nada y sustituyendo la democracia por sus utopías sólo consiguen ruina, miseria, crueldad y corrupción"

La izquierda sólo quiere reiniciarse, que ahora está atascada como la roomba, y seguir sobreviviendo. En cuanto a los demás encapuchados, van a lo suyo: el que quiere la consola va a por la consola y el que quiere el caos va a por el caos, que es un fin en sí mismo cuando buscas la destrucción. Sánchez no sé si aún tiene la esperanza de sobrevivir (a las elecciones, a la verdad y a la Justicia), aunque alguien que lo fía todo a campañas que duran tres días, a hacer de travoltín con paquetón de calcetín, a aparecer ante el Guernica como haciendo un anuncio de Micolor, a salir en televisión intentando hacer chistes con su cara de tambor muy tensado; alguien así, decía, me parece que ya lo da todo por perdido. Pero, si hay alguna oportunidad, sabe que está en el caos. Sánchez sigue su plan, que es que arda todo para poder escaparse entre las llamas, como un terminator. La izquierda sigue su plan, que es renacer de las cenizas, las virutas y el fracaso cada cierto tiempo. Y tambíen Putin, China e Irán siguen sus planes de guerra híbrida contra Occidente. Y todos ellos se ayudan y se retroalimentan. La izquierda en el caos parece más poderosa, Europa en el caos parece ya derrotada, y la civilización en llamas les suena al paraíso a los infames y fanáticos cabreros islamistas. Hay que persistir, pues, en la civilización y en la democracia, que es lo contrario a que las ciudades ardan por culpa no sólo de encapuchados sino también de maestritos.

Por diferentes razones, con diferentes actores pero con esa sincronía que a veces presta la historia, arde Francia como una barquita, arde Italia como un telón, arde Barcelona como una fachada o una mecedorita de Gaudí, y puede arder toda España o toda Europa por ese conjuro del fanatismo o de la estupidez capaz de hacer que ardan la piedra, el agua, la libertad y hasta la verdad como si sólo ardiera un cuadro. El afán destructor de la izquierda se ha unido al afán destructor de minorías anticivilizatorias, de potencias extranjeras y hasta de Sánchez, que es el gran destructor, como un meteorito o una bestia apocalíptica. La violencia siempre ha sido el medio más directo para conseguir cualquier cosa, algunos dirían que el medio natural. La mayoría de la historia de la humanidad no es sino violencia pura más o menos organizada, y desde Homero o Plutarco hasta ahora mismo seguíamos considerando grandes hombres a ambiciosos sanguinarios. La paz es un lujo, además de la prueba de que nuestra democracia liberal es, de momento, la cumbre de la civilización. Por eso la atacan los totalitarios, los autócratas, los fanáticos, los primitivos con su fuego primitivo. También los de aquí, al menos hasta que consigan otro gobiernito de progreso y otro ministerio de mantequilla. Y ya, hasta la próxima vez que necesiten la carnaza del pueblo y el infierno en las calles.

Galp soma novo lucro recorde no terceiro trimestre: petrolífera ganha €7,5 milhões por dia

26 October 2026 at 07:12

Galp fechou o terceiro trimestre com um resultado líquido de €682 milhões, um lucro sem precedentes na empresa. No conjunto dos primeiros nove meses do ano o ganho da Galp ascendeu a €1494 milhões e já supera todo o lucro do ano completo de 2025, que já tinha tido um resultado recorde

A água da torneira saiu branca? EPAL esclarece que não há perigos para a saúde

25 October 2026 at 17:20

Abrir a torneira e encontrar uma água aparentemente branca ou leitosa pode levantar dúvidas sobre se existe algum problema com aquilo que vai beber. No entanto, esta alteração visual pode ter uma explicação bastante simples e não significa necessariamente que a água esteja imprópria para consumo.

O aspeto esbranquiçado resulta normalmente da presença de ar dissolvido na água, que origina numerosas microbolhas, segundo esclarece a EPAL. Trata-se de uma situação passageira que, nas condições descritas pela entidade, não altera a qualidade da água.

Microbolhas são responsáveis pela cor branca

Quando a pressão existente nas tubagens ou nos reservatórios sofre oscilações, o ar dissolvido pode formar pequenas bolhas. Como são muito numerosas e de reduzida dimensão, fazem com que a água pareça branca logo depois de sair da torneira.

Não se trata, portanto, de uma substância branca misturada na água. O efeito visual é provocado pelo ar e tende a desaparecer pouco depois, à medida que as microbolhas se libertam.

Copo transparente permite fazer a experiência

A própria EPAL sugere uma forma simples de observar o fenómeno. Basta encher um copo ou um jarro transparente e deixar a água repousar durante alguns instantes.

À medida que as bolhas desaparecem, a água volta progressivamente a apresentar um aspeto límpido. Esta mudança ajuda a perceber que a tonalidade inicial estava relacionada com o ar presente na água e não com uma alteração permanente da sua cor.

Ruídos nas canalizações podem ter a mesma origem

O ar também pode explicar outro comportamento ocasional das torneiras. Depois de uma interrupção no abastecimento ou de um período prolongado sem utilização, como durante umas férias, podem ouvir-se ruídos nas canalizações.

Nessas circunstâncias, a água também pode sair de forma irregular, aos chamados “jorros”. Segundo a mesma entidade, a presença de ar nas tubagens está novamente na origem do fenómeno, sendo aconselhado deixar correr a água durante alguns minutos.

Cheiro a cloro tem uma explicação diferente

Já um eventual cheiro ou sabor a cloro não está relacionado com as microbolhas. O cloro é utilizado durante o tratamento da água para preservar a sua qualidade microbiológica ao longo do percurso entre as estações de tratamento, a rede de distribuição e as torneiras.

Quando esse cheiro ou sabor se torna percetível, a EPAL recomenda deixar a água repousar durante alguns minutos. A entidade explica que o cloro é utilizado em doses reduzidas, destinadas a manter a proteção microbiológica durante a distribuição.

Canalizações também podem alterar algumas características

Nem todas as alterações observadas na água têm origem na rede pública. A idade e o estado de conservação das canalizações existentes dentro dos edifícios, bem como de eventuais equipamentos hidropressores, podem influenciar características como a cor, o cheiro ou o sabor.

A temperatura também pode mudar a perceção do sabor, sendo a água fresca geralmente mais agradável ao paladar. Assim, quando a água sai branca da torneira e recupera rapidamente a transparência depois de repousar, a explicação indicada pela EPAL é a presença temporária de microbolhas de ar, fenómeno que não afeta, de forma individual, a qualidade da água.

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Nos Açores há uma pequena localidade onde se cultiva café e a explicação está no clima

25 October 2026 at 11:40

Portugal não é propriamente conhecido como produtor de café, mas há um recanto do arquipélago dos Açores onde os cafezeiros encontraram condições para crescer. Trata-se da Fajã dos Vimes, na ilha de São Jorge, onde o grão é cultivado, colhido e transformado localmente, num caso pouco habitual no contexto europeu.

Segundo o portal do Turismo dos Açores, a explicação encontra-se no microclima existente em algumas fajãs de São Jorge. Estas condições permitiram desenvolver culturas agrícolas pouco comuns nesta latitude, entre as quais os cafezeiros da Fajã dos Vimes, cujo café é descrito pela entidade como tendo sabor e aroma intensos.

Arribas ajudam a criar um clima diferente

As fajãs são pequenas superfícies relativamente planas existentes junto ao mar, formadas por escoadas de lava ou pela acumulação de materiais provenientes de desabamentos. Em São Jorge existem mais de 40 e representam uma das características mais marcantes da paisagem da ilha.

No caso das fajãs formadas junto a grandes arribas, a própria configuração do terreno pode criar condições diferentes das que se encontram nas zonas altas. Um guia oficial do Visit Azores explica que estes locais ficam protegidos pelas falésias e apresentam frequentemente um clima mais ameno, favorável até ao cultivo de espécies de caráter mais tropical.

Café chega a ser produzido para consumo local

É precisamente isso que acontece na Fajã dos Vimes. As condições microclimáticas permitem manter plantações de café destinadas ao consumo local, uma particularidade que se tornou uma das imagens de marca deste ponto da costa sul de São Jorge.

Os grãos utilizados são colhidos na própria fajã. O portal do Turismo dos Açores considera mesmo estas plantações uma das “raridades agrícolas” proporcionadas pelo microclima e classifica a existência de cafezeiros neste território como um caso raro na Europa.

Solo fértil também ajuda a explicar o fenómeno

O clima não é a única característica favorável. A Fajã dos Vimes situa-se na costa sul de São Jorge, na freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, e apresenta terrenos descritos pelas entidades regionais como férteis e adequados a diferentes culturas agrícolas.

O portal ambiental SIARAM, dos Açores, refere especificamente a combinação de clima ameno e solo fértil, indicando o café entre as culturas existentes no local. Três linhas de água chegam ainda a esta fajã, onde existe também uma nascente de água mineral gaseificada.

Ilha tem mais de 40 fajãs junto ao mar

O cenário é muito diferente das grandes regiões produtoras de café associadas ao Brasil ou à Colômbia. São Jorge mede cerca de 54 quilómetros de comprimento e apenas 6,9 quilómetros na sua largura máxima, sendo atravessada por uma cordilheira central que contrasta com uma costa alta e recortada.

As fajãs aparecem junto à base dessas arribas e algumas têm acessos exclusivamente pedestres. Entre as mais conhecidas encontram-se a Caldeira de Santo Cristo, associada às amêijoas, a Fajã dos Cubres, com a sua lagoa, e a Fajã do Ouvidor, procurada pelas piscinas naturais.

Fajã dos Vimes guarda outra tradição

O café não é, contudo, a única particularidade deste pequeno território. Na Fajã dos Vimes mantém-se também a produção de colchas em antigos teares de madeira, tradição que continua associada ao artesanato de São Jorge.

É assim entre as arribas da costa sul açoriana, longe das regiões tropicais normalmente relacionadas com esta cultura, que os cafezeiros encontraram um pequeno espaço para prosperar. O abrigo proporcionado pelo relevo, um microclima mais ameno e os solos férteis ajudam a explicar por que razão na Fajã dos Vimes é possível colher e beber café produzido em território português.

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Perto de Tavira há uma pequena localidade onde telhas e tijolos ainda são feitos à mão com barro retirado da própria terra

25 October 2026 at 08:10

Há uma localidade no Algarve onde o barro retirado dos próprios terrenos continua a ser utilizado para fabricar telhas, tijolos e ladrilhos através de métodos tradicionais. Numa altura em que grande parte dos materiais de construção é produzida industrialmente, esta atividade artesanal mantém-se ligada às características naturais da região e ao conhecimento dos seus habitantes.

A tradição continua presente em Santa Catarina da Fonte do Bispo, uma freguesia do concelho de Tavira, situada entre o barrocal e a serra algarvia. De acordo com o portal do Município de Tavira, a produção de cerâmica artesanal constitui uma das atividades características da localidade, onde a composição dos solos favoreceu o desenvolvimento deste ofício.

Segredo está no barro retirado da própria região

A existência de terrenos argilosos e calcários ajuda a explicar a ligação de Santa Catarina da Fonte do Bispo à indústria cerâmica. É precisamente desta terra que se extrai o barro utilizado na produção de diferentes materiais, permitindo aproveitar uma matéria-prima disponível na região sem depender exclusivamente de recursos provenientes de outros locais.

Segundo a mesma fonte, os telheiros da freguesia continuam a produzir ladrilhos, telhas artesanais e os chamados tijolos de burro. Entre as peças fabricadas encontram-se elementos de inspiração mourisca, cuja confeção permanece essencialmente manual, mantendo técnicas associadas à construção tradicional e à identidade arquitetónica algarvia.

Associação ajuda a preservar esta atividade

A produção artesanal está associada ao trabalho desenvolvido pela Associação de Telheiros Artesanais, entidade referida pelo Município de Tavira como responsável pela continuidade desta atividade histórica. O fabrico dos materiais mantém uma ligação às técnicas tradicionais, num processo em que o trabalho manual continua a desempenhar um papel importante.

A autarquia destaca ainda a procura por materiais de construção com características ecológicas e valor estético, fatores que contribuem para manter a relevância dos produtos fabricados na freguesia. Assim, as telhas e os tijolos tradicionais continuam a ter utilização na construção, preservando simultaneamente uma atividade ligada ao património local.

Paisagem também explica as tradições da freguesia

Santa Catarina da Fonte do Bispo ocupa uma área de 11.920 hectares, distribuída entre o barrocal e a serra. Além da cerâmica, a economia local está historicamente associada à agricultura, à pecuária, ao artesanato e ao turismo rural, atividades que refletem as características naturais deste território do interior algarvio.

A paisagem apresenta amendoeiras, alfarrobeiras e sobreiros, além de terrenos utilizados para diferentes culturas agrícolas. A produção de aguardentes, licores e medronho também integra as tradições locais, numa zona onde a diversidade do solo e da vegetação influenciou as atividades desenvolvidas pela população.

Há outros espaços que preservam a história da localidade

Quem visita Santa Catarina da Fonte do Bispo pode ainda conhecer a cooperativa agrícola da freguesia, que conserva um antigo lagar industrial. O espaço permite descobrir aspetos relacionados com a produção tradicional de azeite, incluindo utensílios utilizados e diferentes etapas do processo, contando também com uma loja dedicada aos produtos regionais.

Outro dos edifícios de interesse é a Igreja Paroquial de Santa Catarina da Fonte do Bispo, cuja construção começou na primeira metade do século XVI. O templo conserva elementos associados às arquiteturas manuelina e renascentista, incluindo características visíveis na capela-mor e nos contrafortes exteriores, constituindo outro testemunho do património histórico desta freguesia do concelho de Tavira.

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Direitos das pessoas com deficiência sem Orçamento são apenas boas maneiras

24 October 2026 at 19:32

O Orçamento para 2027 não permite identificar recursos, necessidades ou resultados concretos para as pessoas com deficiência, diz Nuno Miguel Neto.

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BMW chegou a oferecer mais de 650.000€ para trabalhadores saírem: procura foi tanta que a marca fechou inscrições

24 October 2026 at 15:40

Receber mais de 650.000 euros para abandonar o emprego foi uma das propostas apresentadas pela BMW a alguns dos seus trabalhadores, no âmbito de um programa de saídas voluntárias. A iniciativa despertou tanto interesse que o sistema informático da empresa chegou a ficar temporariamente indisponível, levando o fabricante automóvel alemão a encerrar antecipadamente as inscrições.

O objetivo passa por reduzir os custos de funcionamento e eliminar cerca de 8.000 postos de trabalho até ao final de 2027. Segundo o Observador, a BMW decidiu oferecer indemnizações superiores às praticadas por outros fabricantes automóveis, procurando incentivar os funcionários a aceitar a saída da empresa. Contudo, os valores mais elevados dizem respeito a situações individuais e não representam uma compensação garantida a todos os trabalhadores.

Indemnizações podem ultrapassar os 650.000 euros

As condições apresentadas pela BMW variam consoante o perfil de cada funcionário, sendo considerados fatores como a remuneração, a idade e os anos de serviço. O jornal alemão Handelsblatt teve acesso a informações sobre o programa e identificou casos em que as propostas ultrapassaram os 650.000 euros, embora a empresa não tenha confirmado publicamente os montantes individuais.

Os valores colocam algumas destas compensações acima das oferecidas por outros fabricantes alemães. A Volkswagen chegou a apresentar indemnizações próximas dos 400.000 euros em programas anteriores, enquanto a Mercedes disponibilizou propostas na ordem dos 500.000 euros para determinados trabalhadores. No entanto, estes montantes também estavam associados a condições específicas, não correspondendo a valores uniformes para todos os funcionários.

Quem sair mais cedo pode receber um bónus adicional

Além das indemnizações, a BMW criou um incentivo financeiro denominado “Turbo Bónus”, destinado aos trabalhadores que aceitem antecipar a saída. Segundo o Handelsblatt, o programa estabelece duas datas de cessação dos contratos: 31 de março e 31 de outubro de 2027. Os funcionários abrangidos pela primeira modalidade podem receber uma compensação adicional.

A empresa prevê ainda condições específicas para trabalhadores mais velhos, incluindo benefícios associados à aquisição de automóveis da marca. Porém, o programa funciona através de acordos voluntários, o que significa que não basta um funcionário manifestar interesse em abandonar a empresa. Tanto o trabalhador como a BMW têm de concordar com a cessação do contrato.

Procura foi tão elevada que o sistema deixou de funcionar

Quando o programa ficou disponível, a 8 de outubro, dezenas de milhares de funcionários receberam informações sobre a possibilidade de consultar as respetivas propostas. O número de acessos simultâneos ao portal interno foi tão elevado que o sistema ficou temporariamente indisponível, impedindo vários trabalhadores de conhecer imediatamente os valores que poderiam receber.

Entretanto, a BMW confirmou, a 20 de outubro, que tinha atingido antecipadamente o objetivo de adesões e encerrado as inscrições. Milhares de funcionários manifestaram interesse em sair, mas nem todos deverão conseguir celebrar um acordo. A empresa pretende concluir a análise das candidaturas até meados de novembro, embora algumas saídas só venham a concretizar-se durante 2027.

BMW pretende poupar mil milhões de euros por ano

A redução do número de trabalhadores integra uma estratégia destinada a melhorar os resultados financeiros da fabricante alemã. A empresa pretende aumentar a rentabilidade das suas operações e, segundo as informações divulgadas, estima conseguir poupanças anuais de aproximadamente mil milhões de euros a partir de 2028, através da reorganização da sua estrutura.

O plano está associado à liderança de Milan Nedeljkovic, que assumiu a presidência executiva da BMW em maio de 2026. A redução de pessoal deverá afetar sobretudo áreas administrativas, de desenvolvimento e de gestão, não abrangendo diretamente os trabalhadores da produção no programa alemão de saídas voluntárias. A fabricante pretende ainda diminuir o número de cargos de chefia, numa reorganização que deverá prolongar-se até ao final do próximo ano.

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Portal da Queixa soma mais de 600 reclamações relacionadas com descontos nos supermercados

24 October 2026 at 08:20

Os descontos anunciados pelos supermercados nem sempre correspondem ao valor que os consumidores acabam por pagar, uma situação que tem motivado centenas de reclamações em Portugal. Entre os problemas comunicados encontram-se promoções que não são aplicadas, cupões que deixam de funcionar e dificuldades na utilização de benefícios associados aos cartões de fidelização.

Segundo o portal de notícias Dinheiro Vivo, o Portal da Queixa recebeu 626 reclamações relacionadas com promoções, descontos e cupões desde o início de 2026, ultrapassando já as 583 registadas durante todo o ano passado. O aumento acompanha uma tendência mais abrangente, uma vez que o setor dos hipermercados e supermercados acumulou 3.406 queixas, mais 19,8% do que as 2.843 contabilizadas no período homólogo de 2025.

Descontos e cupões estão entre os motivos de reclamação

Uma parte das reclamações está relacionada com situações em que os consumidores não conseguem usufruir das vantagens anunciadas pelos estabelecimentos comerciais. Entre os casos identificados encontram-se códigos promocionais que não funcionam, descontos que não são aplicados no momento da compra e condições de campanhas que, segundo os queixosos, não são cumpridas.

Segundo a mesma publicação, os problemas associados a promoções, benefícios e ofertas representam 18,77% das reclamações registadas este ano, quando em 2025 correspondiam a 12,65%. Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, considera que “a experiência de compra vai muito além do preço anunciado”, sublinhando a importância do cumprimento das condições apresentadas aos clientes.

Atendimento continua a ser a principal fonte de insatisfação

Apesar do aumento das queixas sobre descontos, o atendimento e a experiência de compra continuam a ser os motivos que mais reclamações geram. Esta categoria representa 27,78% do total, abrangendo situações em que os consumidores consideram que não receberam a assistência adequada durante as compras ou na resolução de problemas.

Entre as dificuldades relatadas encontram-se tempos de espera prolongados, falta de funcionários, falhas de comunicação e problemas nos canais digitais disponibilizados pelas cadeias de distribuição. O Dinheiro Vivo acrescenta que estas situações continuam a ter maior expressão do que as reclamações relacionadas com promoções, embora ambas as categorias representem uma parte significativa dos registos.

Qualidade dos alimentos também motiva centenas de queixas

A qualidade e a segurança dos produtos constituem outro dos principais motivos de reclamação, representando 25,93% do total registado em 2026. Apesar de este valor ser inferior aos 27,97% verificados no ano passado, continuam a surgir relatos de artigos danificados, produtos considerados impróprios para consumo e problemas relacionados com embalagens ou pesos incorretos.

Os produtos alimentares são os mais mencionados nas reclamações, correspondendo a 40,37% das referências identificadas. Conforme explica a mesma fonte, o talho e a charcutaria destacam-se com 10,66%, seguindo-se as bebidas, com 9,15%, a mercearia e os congelados, com 7,56%, e as frutas e os legumes, que representam 6,56%.

Caixas automáticas também estão a gerar descontentamento

A crescente utilização de sistemas automáticos nos supermercados está igualmente presente nas reclamações dos consumidores. Os registos relacionados com automação e ausência de atendimento humano passaram de 44 em 2024 para 89 em 2026, considerando o mesmo período de cada ano, o que representa mais do dobro das ocorrências.

Segundo a publicação, algumas queixas estão relacionadas com a substituição de caixas tradicionais por equipamentos de pagamento automático. Os consumidores também referem que passaram a realizar tarefas anteriormente asseguradas pelos funcionários. Sobre esta mudança, Pedro Lourenço defende que “a transformação do retalho deve responder às necessidades dos consumidores”, conciliando a modernização dos serviços com a assistência prestada aos clientes.

Lisboa concentra mais reclamações do que qualquer outro distrito

A distribuição geográfica das queixas revela que Lisboa concentra 34,09% dos registos realizados em 2026, seguindo-se o Porto, com 16,82%, e Setúbal, com 12,42%. No que diz respeito à idade, o grupo dos 35 aos 44 anos representa a maior parcela dos consumidores que apresentaram reclamações, correspondendo a 25,78% do total.

Os hipermercados concentram 53,70% das queixas, enquanto os supermercados de grande retalho representam 43,83%. Comparando com o mesmo período do ano anterior, as reclamações aumentaram 21,69% nos hipermercados e 21,09% nos supermercados. Os dados foram divulgados pelo Portal da Queixa num comunicado enviado às redações, no qual a entidade destaca a importância da transparência das condições comerciais e da qualidade do atendimento.

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Lufthansa escolhida para comprar parte da TAP: Miguel Pinto Luz explica o que vai mudar na companhia aérea portuguesa

23 October 2026 at 21:20

A TAP prepara-se para entrar numa nova fase da sua história, depois de o Governo português ter escolhido a Lufthansa para adquirir uma participação no capital da companhia aérea. A operação deverá permitir reforçar a presença internacional da transportadora, embora existam condições para garantir que a empresa mantém a sua identidade portuguesa e o aeroporto de Lisboa como principal centro de operações.

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, explicou recentemente o que poderá mudar na companhia após a entrada do grupo alemão. Segundo o Notícias ao Minuto, o governante utilizou as redes sociais para destacar as perspetivas de crescimento da TAP, apontando para uma maior capacidade de expansão e para o reforço das ligações aéreas a partir de Portugal.

O que vai mudar na TAP com a chegada da Lufthansa?

Entre as principais alterações esperadas está o aumento da capacidade da TAP para competir no mercado internacional. Miguel Pinto Luz considera que a integração num grupo com a dimensão da Lufthansa poderá proporcionar novas oportunidades à transportadora portuguesa, nomeadamente no desenvolvimento da sua rede de destinos e no reforço das ligações existentes.

Segundo a mesma fonte, o ministro destacou três objetivos: aumentar a dimensão operacional, melhorar a conectividade e criar condições para o crescimento da companhia. O governante garantiu ainda que a identidade portuguesa será preservada, tal como a importância de Lisboa enquanto centro de operações, conhecido no setor da aviação como hub.

Grupo alemão apresenta proposta superior a mil milhões de euros

A proposta selecionada pelo Governo prevê um encaixe global de 1.201 milhões de euros, correspondente à alienação de até 49,9% do capital da TAP. Deste montante, 1.025 milhões dizem respeito à aquisição de 44,9% das ações pelo grupo alemão, enquanto os restantes valores incluem ajustamentos financeiros e a participação de 5% reservada aos trabalhadores.

A operação ainda depende da concretização de diferentes procedimentos contratuais. Nesta primeira fase, o Estado português deverá conservar uma participação maioritária de 50,1% na transportadora, pelo que a escolha da Lufthansa não significa que a companhia aérea tenha sido integralmente vendida ao grupo alemão.

Lufthansa terá de pagar um sinal que pode chegar aos 30 milhões

Uma das condições estabelecidas pelo Governo diz respeito ao pagamento inicial que a Lufthansa terá de efetuar antes da concretização da venda. O valor corresponde a 2,5% do montante oferecido pelas ações, podendo situar-se nos 25,6 milhões de euros ou aproximar-se dos 30 milhões, dependendo da parcela da proposta considerada para o cálculo.

Além deste pagamento, o grupo alemão terá de apresentar uma garantia bancária destinada a assegurar o montante remanescente da operação. O Governo pretende concluir a assinatura dos contratos até ao final de 2026, embora a concretização da transação dependa ainda dos procedimentos e autorizações necessários.

Quando ficará concluída a privatização da TAP?

Apesar de a Lufthansa já ter sido escolhida como parceira estratégica, a conclusão da operação não será imediata. Segundo o calendário apresentado pelo Executivo, a primeira fase da privatização deverá ficar concluída até ao início de 2028, estando ainda por cumprir diferentes etapas administrativas e contratuais.

O processo poderá também abrir caminho a uma segunda fase de privatização, embora essa possibilidade não faça parte da venda agora selecionada e dependa de decisões posteriores. Para já, as mudanças anunciadas por Miguel Pinto Luz traduzem os objetivos do Governo para a companhia, que pretende reforçar a sua capacidade de crescimento internacional, mantendo a marca TAP e a ligação estratégica a Portugal.

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Frusoal produz mais de 40.000 toneladas de fruta por ano no Algarve e assegura 220 empregos diretos

23 October 2026 at 18:40

Mais de 40.000 toneladas de fruta são produzidas anualmente por uma organização algarvia que reúne dezenas de agricultores e assegura centenas de postos de trabalho na região. Com uma atividade centrada sobretudo nos citrinos, a empresa comercializa grande parte da produção em Portugal, mas também está presente em vários mercados internacionais, incluindo países fora da Europa.

Trata-se da Frusoal, sediada em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, que reúne atualmente 65 produtores agrícolas. De acordo com o portal de notícias ECO, a organização registou um volume de negócios conjunto de 34,4 milhões de euros em 2025 e assegura 220 empregos diretos, aos quais se juntam outros 150 postos de trabalho indiretos associados às equipas de colheita.

Empresa reúne dezenas de produtores em 1.500 hectares

Fundada em 1990, a Frusoal desenvolve a sua atividade numa área agrícola de aproximadamente 1.500 hectares, apresentando-se como a maior organização de produtores de citrinos em Portugal. As laranjas, tangerinas e outros citrinos representam cerca de 80% da produção, embora a empresa tenha vindo a apostar noutras culturas para diversificar a sua oferta.

Segundo a mesma fonte, entre os produtos comercializados encontram-se também figos, dióspiros e abacates. A organização começou a desenvolver produção própria em 2007 e, dois anos depois, adquiriu a Tavifruta, uma operação que permitiu aumentar a capacidade de processamento e passar a utilizar um segundo armazém. Atualmente, a própria Frusoal é o maior produtor entre os seus associados.

Cerca de 75% da fruta é vendida em Portugal

A maior parte da produção destina-se ao mercado nacional, sobretudo através das principais cadeias de supermercados e hipermercados. Esta distribuição representa aproximadamente 75% do total comercializado, enquanto os restantes 25% seguem para mercados estrangeiros, permitindo à organização manter relações comerciais com compradores de diferentes países.

O ECO refere que Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Polónia e Suíça estão entre os destinos da fruta produzida pelos agricultores associados. Mais recentemente, a empresa começou também a vender para o Canadá e pretende alargar a presença internacional a Itália e aos países escandinavos, numa estratégia de expansão para novos mercados.

Frusoal investe mais de meio milhão de euros num laboratório

Além da produção e comercialização de fruta, a empresa decidiu reforçar a investigação agrícola através de um investimento de 515.000 euros. O montante foi destinado à criação do Laboratório Frusoal InovCitrus, apresentado esta sexta-feira, 23 de outubro, com o objetivo de desenvolver soluções para problemas que afetam os pomares algarvios.

O novo centro de investigação e desenvolvimento pretende estudar formas de combater pragas e doenças, encontrar utilizações alternativas para subprodutos agrícolas e melhorar as práticas de cultivo. João Duarte, diretor financeiro da Frusoal, explicou ao mesmo jornal que a intenção é aproximar o conhecimento científico das necessidades dos agricultores, procurando respostas que possam ser aplicadas diretamente nos terrenos de produção.

Praga detetada em Tavira será o primeiro alvo da investigação

Um dos primeiros desafios do laboratório será estudar o inseto Scirtothrips aurantii, conhecido como tripes sul-africano, que foi identificado pela primeira vez em Portugal em dezembro de 2022, no concelho de Tavira. A praga alimenta-se de partes das plantas em desenvolvimento, incluindo folhas, rebentos e frutos, podendo provocar danos que dificultam a comercialização da produção.

Segundo a publicação, em janeiro, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária contabilizava 106 zonas demarcadas no Algarve devido à presença deste inseto. O projeto de investigação decorrerá durante três anos, até 2028, e procurará compreender o comportamento da praga em pomares de laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e limeiras. Os trabalhos contam com a colaboração do InnovPlantProtect e o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, incluindo ensaios em terrenos dos produtores associados e no Centro de Experimentação Agrária de Tavira.

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Restaurante Abyad no EPIC SANA Algarve prepara buffet de Réveillon com mesa de marisco e sobremesas por 220€

23 October 2026 at 17:50

Um hotel de cinco estrelas no Algarve prepara uma festa de passagem de ano com jantar buffet, mesa de marisco, sobremesas e animação até de madrugada. A proposta destina-se a quem pretende celebrar a chegada de 2027 num restaurante, com um programa que inclui diferentes momentos de entretenimento antes e depois da meia-noite.

Trata-se do restaurante Abyad, integrado no EPIC SANA Algarve, uma unidade hoteleira situada junto à Praia da Falésia, no concelho de Albufeira. Segundo o programa divulgado pelo grupo SANA Hotels, o jantar de 31 de dezembro terá um preço de 220 euros por pessoa, fazendo parte de uma celebração intitulada EPIC Elements, inspirada nos quatro elementos da natureza.

O que inclui o buffet de passagem de ano?

O restaurante Abyad apresenta uma proposta gastronómica de inspiração portuguesa, em formato buffet, para assinalar a última noite de 2026. A oferta anunciada inclui uma mesa de marisco e sobremesas, permitindo aos participantes escolher entre diferentes opções durante o jantar, que tem início previsto para as 20 h.

O Abyad é um espaço dedicado à cozinha internacional, com destaque para produtos locais do mar e da terra. Habitualmente, o restaurante disponibiliza refeições em formato buffet e propostas preparadas ao momento, incluindo carnes e peixes grelhados. Para a passagem de ano, a unidade apresenta um programa específico, com bebidas selecionadas durante o jantar.

Restaurante Abyad, no EPIC SANA Algarve.
Restaurante Abyad, no EPIC SANA Algarve. Crédito: DR

Festa começa com cocktail e inclui espetáculo de fogo

As comemorações terão início às 19 h, com um cocktail de boas-vindas no lobby do hotel. Uma hora depois, os participantes seguem para os respetivos restaurantes, onde serão servidos os jantares temáticos. Ao longo da noite estão previstas atuações ao vivo, integradas no programa de entretenimento preparado para receber o novo ano.

Pelas 23:30 h, o programa inclui um espetáculo de fogo na zona do Espelho de Água, um dos espaços exteriores do empreendimento. Já depois da meia-noite, a partir das 00:30 h, a festa prossegue no Bluum Bar, com DJ e bar aberto de bebidas selecionadas. À 1 h está ainda prevista uma ceia volante, prolongando as comemorações pela madrugada.

Existem outras opções de jantar no mesmo hotel

Além do Abyad, o EPIC SANA Algarve disponibiliza três experiências gastronómicas alternativas para a noite de passagem de ano. O restaurante Lima apresenta um menu italiano por 260 euros por pessoa, enquanto o UDDO propõe uma experiência de inspiração japonesa e asiática, com um preço de 300 euros.

A opção mais dispendiosa é o restaurante Al Quimia, onde será servido um menu de degustação de autor por 420 euros por pessoa. Esta experiência está reservada a adultos. Conforme a informação disponibilizada pelo hotel, os participantes podem ainda usufruir do programa de animação previsto para a noite, existindo também atividades destinadas às crianças no Little Stars Kids Club.

EPIC SANA Algarve.
EPIC SANA Algarve. Crédito: DR

Quanto custa reservar e quais são as condições?

O jantar de Réveillon no Abyad custa 220 euros por adulto, sendo a opção mais económica entre os quatro restaurantes anunciados. Para crianças até aos três anos, o hotel prevê entrada gratuita, enquanto as que tenham entre quatro e 12 anos beneficiam de um desconto de 50% sobre a tarifa de adulto.

As condições divulgadas pelo grupo SANA determinam o pagamento integral no momento da reserva, com possibilidade de cancelamento gratuito até sete dias antes do evento. O hotel apresenta ainda um pacote de duas noites com alojamento, pequeno-almoço e experiências gastronómicas, desde 615 euros por pessoa em quarto duplo Vista Resort. Este pacote constitui uma modalidade diferente da reserva do jantar de passagem de ano.

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Portugueses ‘correm’ atrás dos Certificados de Aforro: há 2 anos que as poupanças aumentam todos os meses

23 October 2026 at 16:50

As famílias portuguesas continuam a reforçar as poupanças aplicadas em Certificados de Aforro, um produto de dívida pública que registou aumentos mensais durante dois anos consecutivos. A procura ultrapassou as expectativas do Governo, que decidiu aumentar em seis mil milhões de euros o limite de emissão de certificados previsto para 2026, permitindo acomodar um volume superior de subscrições até ao final do ano.

O montante aplicado em Certificados de Aforro atingiu 45.391 milhões de euros no final de setembro, o valor mais elevado desde o início da série estatística do Banco de Portugal. Segundo o Jornal de Negócios, os dados divulgados na quinta-feira, 22 de outubro, mostram um crescimento de aproximadamente 787 milhões de euros face a agosto, prolongando uma tendência de subida que já dura há 24 meses.

Governo aumenta limite de emissão em seis mil milhões de euros

A procura pelos produtos de poupança do Estado levou o Ministério das Finanças a rever os valores inicialmente estabelecidos para este ano. O limite conjunto de emissão de Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro, anteriormente fixado em 10 mil milhões de euros, foi aumentado para 16 mil milhões, através de uma alteração publicada esta sexta-feira, 23 de outubro, em Diário da República.

Segundo a mesma fonte, o Executivo justifica a decisão com o interesse demonstrado pelos particulares, que tem ultrapassado as previsões elaboradas no início de 2026. A revisão também considera a procura pela nova série de Certificados do Tesouro, disponibilizada em julho, embora este produto continue a apresentar um saldo negativo entre o dinheiro aplicado e os montantes retirados pelos aforradores.

Portugueses já têm mais de 45 mil milhões de euros aplicados

Os Certificados de Aforro continuam a destacar-se entre os produtos de poupança disponibilizados pelo Estado. Só nos primeiros nove meses de 2026, o valor acumulado nestes instrumentos aumentou cerca de 5,2 mil milhões de euros, refletindo a continuidade do interesse das famílias por uma aplicação financeira com capital garantido pelo Estado.

A evolução está também relacionada com a remuneração oferecida pelos certificados, cuja taxa-base acompanha a Euribor a três meses. Esta voltou a atingir o limite máximo de 2,5% na série atualmente comercializada, a que podem acrescer prémios de permanência. Contudo, importa distinguir o aumento do valor total aplicado de novas subscrições, uma vez que a evolução do montante acumulado também pode refletir juros capitalizados.

Certificados do Tesouro seguem caminho contrário

Apesar do crescimento dos Certificados de Aforro, os Certificados do Tesouro continuam a perder dinheiro aplicado pelos particulares. No final de setembro, o montante existente nestes produtos situava-se nos 6.330,95 milhões de euros, menos 110,4 milhões do que no mês anterior. Considerando os primeiros nove meses do ano, a redução acumulada aproxima-se dos 1,4 mil milhões de euros.

O Jornal de Negócios acrescenta que a tendência de diminuição se mantém desde novembro de 2021, não tendo sido invertida pela chegada da nova série de Certificados do Tesouro, em julho. Esta modalidade apresenta taxas de juro fixas, que aumentam ao longo do prazo do investimento, mas as subscrições realizadas continuam a ser insuficientes para compensar os resgates e os títulos que chegam ao vencimento.

Poupanças das famílias ultrapassam os 51 mil milhões de euros

Apesar dos resultados distintos, o conjunto dos dois produtos de poupança do Estado continua a crescer. No final de setembro, os portugueses tinham aproximadamente 51.722 milhões de euros aplicados em Certificados de aforro e do Tesouro, mais 676,5 milhões do que em agosto. O crescimento foi assegurado pelos Certificados de Aforro, que compensaram a diminuição registada no outro instrumento.

Os dados mostram ainda que os Certificados de Aforro representam a maior parte das aplicações das famílias nestas duas modalidades. Ao contrário dos Certificados do Tesouro, que oferecem uma remuneração definida para diferentes períodos, os Certificados de Aforro apresentam uma componente variável, associada à evolução das taxas de juro de referência, além dos prémios de permanência previstos nas condições de cada série.

Revisão também abrange outros instrumentos de dívida pública

A alteração aprovada pelo Governo não se limita aos certificados destinados às famílias. O limite de emissão de outra dívida pública fundada aumenta de 32 mil milhões para 36,5 mil milhões de euros, numa decisão relacionada com as disponibilidades financeiras existentes em várias entidades do setor público e com a possibilidade de utilização de certificados especiais de dívida de curto prazo.

Em contrapartida, foram reduzidos os limites de emissão de obrigações do Tesouro, de 35 mil milhões para 27,5 mil milhões de euros, e de bilhetes do Tesouro, de 18 mil milhões para 15 mil milhões. Estas alterações dizem respeito à gestão do financiamento do Estado e não modificam, por si só, as condições de remuneração dos certificados já subscritos pelas famílias portuguesas.

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