Um vídeo de um filhote de coruja sendo alimentado por um fantoche infantil chamou a atenção nas redes sociais na última semana.
O bebê, ainda sem penas e posicionado dentro de um pote de plástico, recebe comida de uma seringa segurada por uma mão coberta pelo fantoche. A enfermeira humana tem uma máscara ocultando seu rosto.
Publicada pelo Cetra (Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens) da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), a cena reflete um princípio pouco conhecido do cuidado com animais silvestres: o anti-imprinting.
É um comportamento também chamado de “estampagem” ou “cunhagem” que acontece logo nos primeiros dias da vida de um animal, em resposta à presença de uma figura materna ou paterna.
Ele foi descrito pela primeira vez pelo etólogo Konrad Lorenz ao observar filhotes de gansos e patos recém-nascidos. Assim que saíam dos ovos, os bebês seguiam instintivamente o primeiro objeto que viam – podendo ser sua mãe, outro animal ou até um objeto inanimado.
Seria este o mecanismo responsável pela aprendizagem de comportamentos essenciais para a sobrevivência: ao fixar sua atenção em figuras maternas e paternas, os filhotes copiam os comportamentos dos mais velhos e extraem diversas informações importantes.
Mas quando animaissão separados dos pais ao nascer, o “imprinting” pode escolher um alvo que não tem estes aprendizados a oferecer. Este é o contexto do “anti-imprinting”.
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Fantoches viram “pais” de pequenos suindaras
No vídeo do Cetra, um filhote de coruja-da-igreja ou suindara é alimentado com uma luva de fantoche desenhada para parecer uma coruja adulta. O rosto da cuidadora, além de sua mão, é oculto para não desviar a atenção do bebê para a figura humana.
“Cada detalhe importa para preservar o comportamento natural e garantir uma soltura com sucesso no futuro”, diz a publicação.
A tática simula o oferecimento do alimento pela mãe coruja, e também preserva o distanciamento natural entre as espécies, conservando instintos de proteção das corujas e impedindo o desenvolvimento de confiança excessiva nos humanos.
O ufólogo Jaime Maussan divulgou um novo vídeo da criatura apontada por internautas como o “chupacabra”. A figura com rabo, unhas grandes e aparência clara viralizou na internet após ser supostamente flagrada atacando animais em uma área residencial de Ciudad Juarés, na fronteira do país com os Estados Unidos, no último dia 17 de outubro.
As novas evidências da circulação da criatura, de acordo com Jaime, foram registradas em 14 de outubro, entre 19h e 20h no Valle del Juárez.
O vídeo foi obtido por meio de uma câmera-trap instalada na área de mata dessa região, um tipo de dispositivo utilizado para monitorar a atividade da fauna silvestre e acompanhar a presença de cervos.
Um homem, chamado Armando Reséndiz, relatou que recuperou os cartões de memória para verificar o material e se surpreendeu com a presença da criatura.
Veja a gravação:
Ataques a galinhas
O ufólogo afirmou ter começado a investigar o caso depois que um garoto viu a criatura pegar uma galinha pela cabeça e correr em uma árvore.
Segundo as informações locais, uma equipe foi mobilizada para tentar localizar o “chupacabra”, instalando uma câmera de segurança próximo ao local.
Os pesquisadores dizem ter capturado provas da existência do bicho, após ele ser flagrado escalando um grande muro de tijolos.
Durante uma coletiva de imprensa, a equipe de quatro assistentes de pesquisa que trabalham com Maussan disse aos jornais locais que a criatura tinha quase 1,80 metro de comprimento (seis pés), da cabeça até a ponta da cauda, que eles acreditam ter, sozinha, aproximadamente um metro e meio de comprimento.
“É um predador. Não estou dizendo que é extraterrestre, mas é algo assustador”, disse Maussan à mídia local mexicana. Não há, até agora, qualquer confirmação científica de que se trate de um “chupacabra”.
A lenda do chupacabra
O chupacabra, nome que significa “sugador de cabras”, é uma figura do folclore das Américas. A criatura é descrita como responsável por mortes de animais de criação, principalmente cabras, mas também ovelhas e galinhas.
Um mega apagão está previsto para a próxima sexta-feira, 30 de outubro, com a população, empresas e instituições a serem desafiadas a desligar as luzes durante três horas. A iniciativa já conta com a intenção de participação de várias entidades públicas e privadas, incluindo municípios, unidades hoteleiras e um aeroporto.
Apesar da designação, não se trata de uma falha no fornecimento de eletricidade nem de um corte obrigatório de energia. O objetivo é reduzir voluntariamente a iluminação exterior desnecessária, entre as 20h00 e as 23h00, contribuindo para a proteção de aves marinhas particularmente vulneráveis nesta altura do ano.
A iniciativa, denominada Mega Apagão, é promovida pela SPEA-BirdLife e dirige-se à população da Madeira e do Porto Santo, onde a iluminação artificial representa uma ameaça para as cagarras juvenis durante os primeiros voos em direção ao mar.
Porque é que as luzes vão ser desligadas durante três horas?
Nesta altura do ano, as cagarras mais jovens, com apenas alguns meses de vida, começam a abandonar os ninhos e a realizar os primeiros voos em direção ao oceano.
Contudo, a presença de iluminação artificial pode interferir com a orientação destas aves, atraindo-as para zonas urbanizadas e afastando-as do percurso natural até ao mar.
Segundo a SPEA-BirdLife, esta desorientação aumenta o risco de colisões com edifícios e outras estruturas, além de provocar quedas em terra, onde as aves ficam particularmente vulneráveis.
A redução da iluminação exterior desnecessária poderá, por isso, contribuir para diminuir estes perigos e aumentar as probabilidades de sobrevivência das cagarras juvenis.
Municípios, hotéis e aeroporto deverão participar
Entre as entidades que já manifestaram intenção de aderir ao Mega Apagão encontram-se os municípios do Funchal, Santa Cruz, Câmara de Lobos e Machico.
A iniciativa deverá contar também com a participação do INATEL Porto Santo Hotel, do Grupo Cardoso, do Hotel Quinta da Serra e do Aeroporto da Madeira, que deverão reduzir a iluminação exterior durante o período estabelecido.
A participação não está limitada a estas entidades. Qualquer cidadão, empresa ou instituição pode associar-se à campanha, desde que seja possível desligar iluminação exterior não essencial sem comprometer as condições de segurança.
Os interessados podem ainda registar o seu apoio através do formulário disponibilizado no âmbito da Campanha Salve uma Ave Marinha.
Associação alerta para consequências da iluminação artificial
Cátia Gouveia, coordenadora da SPEA-BirdLife Madeira, sublinha que a forma como as cidades são iluminadas tem consequências diretas para a biodiversidade.
“A forma como iluminamos as nossas cidades tem consequências para a biodiversidade, mas também está ao nosso alcance mudar essa realidade”, afirma a responsável, citada pela imprensa regional.
A coordenadora considera que iniciativas desta natureza ajudam a sensibilizar a população para a importância de adotar práticas de iluminação noturna mais conscientes e menos prejudiciais para os animais.
Campanhas de resgate prolongam-se até novembro
O Mega Apagão integra um conjunto mais alargado de iniciativas destinadas a combater os efeitos da poluição luminosa sobre a biodiversidade noturna.
As campanhas de resgate de aves marinhas já estão em curso e deverão prolongar-se até 5 de novembro, mobilizando voluntários para ajudar as aves que acabam por cair em terra durante os primeiros voos.
Paralelamente, a SPEA promove o galardão «Noite com Vida», que distingue estabelecimentos que adotam boas práticas de iluminação exterior e assumem compromissos com a conservação da biodiversidade.
Estas iniciativas integram o projeto LIFE Natura@night, cofinanciado pelo programa LIFE da União Europeia e coordenado pela SPEA, em colaboração com diversas entidades regionais e nacionais.
Assim, na próxima sexta-feira, 30 de outubro, o desafio lançado aos habitantes da Madeira e do Porto Santo passa por um gesto simples: desligar as luzes exteriores que não sejam necessárias durante três horas, ajudando as cagarras mais jovens a encontrar o caminho para o mar.
Três pareceres alertam que a decomposição de cadáveres junto a animais vivos e a acumulação de dejetos podem disseminar bactérias perigosas e comprometer a saúde dos trabalhadores de três explorações de galinhas e coelhos e da comunidade local. Alerta: algumas imagens no interior deste artigo podem ferir suscetibilidades.
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A preservação das raças autóctones do Algarve e a valorização do património pecuário regional vão estar em debate no próximo dia 12 de novembro, a partir das 09:30, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT). O encontro, organizado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), assinala o Dia Nacional das Raças Autóctones e marca o início das comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira.
Sob o tema “Raças Autóctones: Património Vivo, Biodiversidade e Território”, a iniciativa reunirá associações de criadores, investigadores, representantes de autarquias e agentes do setor turístico, com o objetivo de discutir a preservação e valorização das raças bovina, ovina e caprina algarvias.
Promovido pela CCDR Algarve, através da área da Agricultura, em parceria com a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve (DSAVR Algarve), o fórum integra também as iniciativas associadas ao Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, assinalado em 2026.
Raças bovina, ovina e caprina algarvias em destaque
A sessão de abertura está marcada para as 09:30, seguindo-se, às 09:45, uma intervenção de Luísa Pereira, da CCDR Algarve, dedicada ao centenário do Centro de Experimentação Agrária de Tavira e ao papel desempenhado pelo antigo Posto Agrário no desenvolvimento da pecuária regional.
O programa prossegue com apresentações sobre três raças características do Algarve, procurando dar a conhecer a sua importância e os desafios associados à preservação deste património genético.
Às 10:00, Afonso Nascimento, da ASCAL – Associação de Criadores de Gado do Algarve, abordará a raça Bovina Algarvia, seguindo-se, às 10:15, uma intervenção do mesmo representante sobre a raça Ovina Churra Algarvia.
Pelas 10:30, Célia Marques, da ANCCRAL – Associação Nacional de Criadores de Caprinos da Raça Algarvia, apresentará uma comunicação dedicada à raça Caprina Algarvia.
O encontro pretende proporcionar uma reflexão sobre o contributo destas raças para a biodiversidade, a atividade pecuária e a identidade rural do território algarvio, reunindo diferentes entidades ligadas à sua conservação e valorização.
Universidade do Algarve apresenta investigação e projeto de valorização da carne
A componente científica do fórum estará representada por investigadores da Universidade do Algarve, que apresentarão trabalhos relacionados com a caracterização genética e a valorização económica das raças regionais.
Às 10:45, Adelino Canário, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, abordará a caracterização genómica e a valorização das raças algarvias.
A intervenção será seguida, às 11:00, pela apresentação de um projeto-piloto dedicado à valorização da carne de ovinos da raça Churra Algarvia, a cargo de Jorge Pereira, também da Universidade do Algarve.
O programa inclui ainda, às 11:15, a apresentação do projeto “Alinhados pela mesma Lã”, desenvolvido pela Câmara Municipal de Loulé, através de uma intervenção de Joana Dias.
Pelas 11:30, João Fernandes, do Amendoeiras Resort, dará a conhecer a iniciativa “Pastores do Algarve 2027”, integrada na reflexão sobre a valorização das atividades ligadas à pastorícia e ao território.
As apresentações serão seguidas de um debate, previsto para as 11:45, permitindo a troca de experiências e perspetivas entre os participantes.
O encerramento do fórum está marcado para as 12:15, seguindo-se, às 12:30, uma prova de produtos regionais.
Exposições assinalam centenário do antigo Posto Agrário de Tavira
Para além das intervenções e do debate, o Centro de Experimentação Agrária de Tavira acolherá, ao longo do dia, três exposições temáticas relacionadas com a história da atividade agrícola e pecuária no Algarve.
Uma das mostras será dedicada aos 100 anos do antigo Posto Agrário de Tavira, assinalando o percurso desta estrutura e o seu papel na atividade agropecuária regional.
As restantes exposições darão destaque às raças autóctones algarvias e aos produtos regionais associados à sua criação e valorização.
A realização do fórum marca o início do ciclo de comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira, associando a memória histórica da instituição aos desafios atuais da preservação da biodiversidade e da valorização dos recursos pecuários da região.
Com esta iniciativa, a CCDR Algarve e a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve pretendem promover o diálogo entre criadores, investigadores, autarquias e outros agentes do território, colocando em destaque a importância das raças tradicionais para o património rural algarvio.
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