Morreu o ator Patrick Stewart

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A televisão estatal chinesa confirmou a suspensão das transmissões da Liga espanhola de futebol devido às declarações de Kylian Mbappé e rejeitou as explicações do Real Madrid, considerando que as palavras do jogador ultrapassaram os limites.
Um porta-voz do Centro de Desporto e Juventude do Grupo de Media da China (CMG) afirmou que a estação não aceita a posição atribuída ao Real Madrid, segundo a qual Mbappé “nunca teve intenção de ofender” e tem o direito de expressar opiniões.
A entidade, que confirmou na segunda-feira ter suspendido, em 26 de outubro, as transmissões da Liga espanhola, dos jogos relacionados com Mbappé e dos anúncios publicitários protagonizados pelo futebolista, reiterou que, enquanto o clube espanhol não apresentar um pedido de desculpas considerado satisfatório, “não há nada a discutir”.
Sem identificar Mao pelo nome, o jogador descreveu a figura como “um tipo que penso ser um ditador chinês” e afirmou que costumava partilhar a imagem com os amigos.
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A plataforma chinesa de notícias e comunidade de futebol Dongqiudi anunciou que não traduziria a entrevista, por considerar que as palavras do jogador ferem os sentimentos dos adeptos e do povo chinês.
Várias empresas chinesas, incluindo o grupo de bebidas Dongpeng e a gigante dos laticínios Mengniu, anunciaram, entretanto, o fim de parcerias comerciais com Mbappé.
Na terça-feira, o presidente da LaLiga, Javier Tebas, enviou uma carta à CMG na qual condenou o comportamento do futebolista, classificou-o de “inaceitável” e pediu desculpa pela ofensa causada.
A emissora de rádio e televisão respondeu que a LaLiga, o Real Madrid e, especialmente, Mbappé deveriam pedir desculpas publicamente e enviar uma carta de desculpas por escrito.
O avançado divulgou então um comunicado em francês, chinês e inglês, no qual lamentou as palavras e expressou “profundo respeito” pelo povo chinês e pela sua história.
“O meu comentário foi irrefletido e compreendo agora que magoou muitas pessoas na China e nas comunidades chinesas em todo o mundo”, afirmou Mbappé.
Ainda na terça-feira, Tebas reuniu-se com o embaixador chinês em Espanha, Yao Jing, para procurar uma solução para a controvérsia. A LaLiga mantém acordos de cooperação com entidades chinesas, incluindo um acordo estratégico com a liga profissional do país, válido até 2029.
Hoje, o jornal oficial Global Times, ligado ao Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês, publicou um editorial no qual advertiu as celebridades internacionais de que não podem beneficiar comercialmente do mercado chinês sem respeitar as sensibilidades nacionais.
“Respeitar não é opcional. Ninguém pode lucrar com a China enquanto a desrespeita”, escreveu o jornal, que considerou o caso um aviso para outras personalidades estrangeiras com interesses comerciais no país.
O editorial sugeriu ainda que os contratos comerciais com figuras públicas internacionais passem a incluir cláusulas mais claras sobre a respetiva conduta pública.
O Global Times não especificou, contudo, quais foram as declarações de Mbappé que desencadearam a polémica, limitando-se a afirmar que muitos chineses preferem não as repetir, por as considerarem ofensivas.
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© Getty Images
O projeto televisivo Conta Lá conta com mais um capítulo na sua história turbulenta, depois de a Meo descer o canal de posição na grelha. A empresa acumula, desde julho, sete processos em tribunal, cinco dos quais deram entrada depois de Sérgio Figueiredo ter abandonado o projeto.
O canal de televisão atualmente ocupa a 168ª posição na grelha de canais da operadora de telecomunicações Meo, abaixo de canais como o LocalVisãoTV, o Conectv e o Azores TV. No Facebook do canal, não atualizado desde 13 de outubro, mantém-se a referência à posição 15 — em que o canal se estreou –, abaixo de canais como o V+, SIC Mulher e a SIC Novelas. Na Nos e na Vodafone, o canal permanece na 123ª e na 999ª posição, respetivamente.
O +M questionou as três operadoras sobre a manutenção do canal nas suas grelhas, aguardando resposta.
O canal tem estado a emitir repetições dos seus conteúdos. Nas redes sociais, também a última atualização da página de Instagram data de 13 de outubro. No LinkedIn, o último conteúdo partilhado é de 24 de julho. Já no canal de Youtube, o mais recente vídeo foi publicado a 27 de julho.
As últimas notícias no site do canal remontam a 8 de julho e os vídeos a 12 de julho, de acordo com uma cópia arquivada no Internet Archive a 3 de outubro. Atualmente, quando se tenta aceder ao site, aparece uma mensagem de manutenção devido à atualização do seu servidor. De acordo com a informação visível, essa atualização decorre das recentes vulnerabilidades identificadas na linguagem de programação PHP, que deixaram milhares de sites em risco.
Além disto, desde julho que o Conta Lá acumula, pelo menos, sete processos no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, que totalizam os 504.322,36 euros. Os processos partem, por ordem de valor, da produtora Coral Europa — que procura ser ressarcida em 266.934,16 euros –, da sociedade de advogados Vieira, Grilo e Silva (71.631,56 euros), da unipessoal Mentes de Contacto, Produções Multimédia (39.589,37 euros) e de Isabel Maria dos Santos Osório (36.636,69 euros). Acrescem ainda os processos movidos pela unipessoal Vozes e Memórias (35.555,85 euros), pela empresa de soluções de áudio profissional Magnelusa (33.139,95 euros) e pela CFO do Grupo Impresa, Teresa Gonçalves (20.834,78 euros).
Recorde-se que um grupo de trabalhadores vai ainda avançar com um pedido de insolvência, segundo a informação avançada a 19 de outubro pela Lusa. Os trabalhadores procuram conseguir recorrer ao fundo de garantia salarial, num momento em que os salários estão em atraso há vários meses.
A agência noticiosa avançou ainda que os diretores estão demissionários desde 16 de outubro, devendo ter formalizado a saída na semana seguinte.
Em 12 de agosto, a assembleia-geral do Conta Lá elegeu uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, com mandato até dezembro, a qual nunca tomou posse. O projeto precisava de uma injeção de capital de cinco milhões de euros, que até ao momento não se concretizou.
A Comissão foi nomeada depois de um dos acionistas do projeto, Sérgio Figueiredo, ter abandonado o cargo de CEO em julho e convocado uma assembleia-geral para aprovar um plano de reestruturação. A Comissão Executiva era composta ainda por Maurício Ribeiro — o principal acionista do canal — e por Jorge Santos.
A música ambiente perdeu espaço para outra forma de preencher o silêncio: a “televisão ambiente”. O termo foi descrito pela professora de Estudos do Cinema Anna McCarthy, da New York University, que analisou em livro de 2001 a presença de televisões ligadas em espaços públicos como “bares, lavanderias e lojas” ou “aliviando o tédio em salas de espera”.
Hoje, o maior acesso à tecnologia tornou o fenômeno comum até dentro de casa. Um estudo publicado em 2025 na revista Psychology of Popular Media, da Associação Psicológica Americana, buscou descobrir por que tantos se recusam a desligar a telinha mesmo quando não interagem com ela.
Em “Eu Só Quero Ver Algo Que Posso Ignorar: Motivações, Gratificação e Controle do Humor em Televisão Ambiente de Fundo”, pesquisadores do departamento de Jornalismo, Relações Públicas e Novas Mídias da Baylor University lançaram a pergunta a 278 pessoas em uma pesquisa online.
“Assistir à televisão é um comportamento muito mais complicado do que pensamos”, diz Alec Tefertiller, um dos três coautores. “A televisão ambiente pode nos dar energia para fazer exercícios ou terminar tarefas entediantes e nos ajudar a relaxar. Ambas as coisas aumentam nossa satisfação com a TV.”
Entre as respostas, o trio identificou cinco motivações principais: energização, irritação, relaxamento, mindfulness, e companhia. Em alguns destes casos, a televisão ganhava uma dimensão ritualística, fazendo parte de rotinas repetitivas.
“Entender o consumo ambiente por suas motivações e impactos positivos nos ajuda a compreender melhor como usamos mídias para regular nossas emoções“, completa Tefertiller.
O uso de eletrônicos e telas de luz azul já foi associado à piora na qualidade do sono, especialmente em crianças. No entanto, um estudo publicado em 2022 no Journal of Sleep Research mostra que dedicar um curto período a assistir televisão (ou ler um livro e ouvir audiobooks) pode promover relaxamento suficiente para antecipar a hora de dormir.
Os benefícios dependem do período gasto consumindo a mídia, além do nível de atenção e do tipo do programa. Séries mais leves e familiares, por exemplo, são mais efetivas.
A pesquisa ilustra a importante distinção entre o efeito no sono das mídias passivas (como a televisão, o rádio ou podcasts e audiolivros) e mídias ativas, como jogos, redes sociais e aplicativos de troca de mensagens.
Os efeitos psicológicos das trilhas sonoras ambiente, que podem ser desde músicas monótonas e consistentes até sons de natureza ou ruídos brancos, também são objeto de estudo frequente.
Entre as hipóteses estão a difusão da atenção (quando um som preenche o silêncio, outros sons parecem menos chamativos), o instinto animal (que aprendeu a associar o silêncio à presença de predadores) e a busca por conexão social.
Até mesmo ouvir vozes humanas, sem interagir com elas nem prestar atenção ao que dizem, pode estimular nossas respostas parasociais e trazer um nível de conforto superior ao silêncio.




