Ventura admite que não daria asilo a Flávio Bolsonaro

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

© ANDRE BORGES/EPA
Depois de perder as eleições, e tendo sido proibida a sua saída do Brasil e solicitado que entregasse os passaportes, Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira com a Argentina, viajou até ao Equador e seguiu para os EUA. O Governo Trump providenciou o jato utilizado pelo candidato derrotado para chegar até Miami.

Flávio Bolsonaro, derrotado, recusa-se a reconhecer o resultado, alegando fraude, enquanto Lula, com 51,7% dos votos, vai iniciar o quarto mandato presidencial.


© SAMUEL CORUM / POOL/EPA
Débora Messenberg, que estuda a extrema-direita no Brasil e no mundo há dez anos, diz que a direita brasileira enfrenta dificuldades para reorganizar a liderança após a derrota de Flávio, que fugiu do país, para Lula da Silva nas eleições presidenciais.

O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que ingressou na instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira por indicação de Jair Bolsonaro, assegura que as eleições foram normais e respeitaram a Constituição.

Este brasão não era utilizado desde 1967, ano a partir do qual o país passou a chamar-se República Federativa do Brasil. A carta, divulgada esta quarta-feira, foi substituída ao fim de cerca de 20 minutos.

Numa carta divulgada após a chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro promete liderar a oposição a partir do estrangeiro. Acusa as autoridades brasileiras de fraude eleitoral, agradece o apoio de Donald Trump e Javier Milei e compara a sua situação à de figuras históricas que combateram regimes autoritários no exílio. "É uma forma de tentar legitimar uma fuga à justiça", considera o analista José Bourbon-Ribeiro

Numa carta divulgada após a chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro promete liderar a oposição a partir do estrangeiro. Acusa as autoridades brasileiras de fraude eleitoral, agradece o apoio de Donald Trump e Javier Milei e compara a sua situação à de figuras históricas que combateram regimes autoritários no exílio. "É uma forma de tentar legitimar uma fuga à justiça", considera o analista José Bourbon-Ribeiro

Flávio Bolsonaro divulgou esta quarta-feira, 28 de outubro, uma carta em que declara ser o “Presidente eleito” do Brasil. No texto, acusa as autoridades brasileiras de perseguição política e de fraude eleitoral, sem, no entanto, apresentar quaisquer provas. Leia aqui, na íntegra, a carta.

Numa carta dirigida ao povo brasileiro, Flávio Bolsonaro afirmou-se, primeiro, “Presidente eleito”, para pouco depois substituir a expressão por “líder do Brasil”. No texto, diz-se vítima de uma fraude eleitoral e explica que abandonou o país, rumo aos EUA, perante o que classifica de “instrumentalização política da Justiça”.



© AFP via Getty Images

O ex-candidato presidencial atravessou a fronteira do Brasil para a Argentina. Está sob investigação por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal e pode ter como destino os EUA, onde já vive o irmão Eduardo

O ex-candidato presidencial atravessou a fronteira do Brasil para a Argentina. Está sob investigação por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal e pode ter como destino os EUA, onde já vive o irmão Eduardo

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que não sabe se Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos, mas aprova a ideia. “Eu aprovaria. Acho que são pessoas de bem”, disse aos jornalistas, adiantando que 'ouviu dizer' que Bolsonaro estava na Argentina.



© Andre Borges/EPA