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Jornalistas da Sábado solidários com 12 despedidos

29 October 2026 at 19:13
Processo de adequação da estrutura de recursos humanos levou ao despedimento de 12 colaboradores. Esta quinta-feira, mais de 20 jornalistas assinaram um documento a manifestar a sua solidariedade.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

A Medialivre, dona do Correio da Manhã e do Jornal de Negócios, confirmou na quarta-feira que vai reduzir a equipa do departamento gráfico da imprensa, na sequência do aumento da automatização

Administração da Lusa prolonga direção de informação interina por uma semana

By: Lusa
29 October 2026 at 15:07

O Conselho de Administração da Lusa prorrogou esta quinta-feira a liderança interina da Direção de Informação da agência de notícias portuguesa por uma semana, remetendo para breve a divulgação da nova composição deste organismo.

Em comunicado, o Conselho de Administração “agradece aos jornalistas Nuno Simas e Maria de Deus Rodrigues pela disponibilidade para continuar a liderar a Direção de Informação (DI) interina até ao dia 6 de novembro“.

Num comunicado assinado pelos três elementos da administração, Joaquim Carreira, Ana Alves e Luís Ferreira Lopes, é referido que a liderança da nova Direção de Informação será divulgada em breve, “seguindo os trâmites legais, designadamente a solicitação dos pareceres do CR [Conselho de Redação] e da ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social]”.

Os então diretores-adjuntos de informação da Lusa, Maria de Deus Rodrigues e Nuno Simas, aceitaram assumir a direção interina da agência até 31 de outubro, a pedido do Conselho de Administração, segundo tinha sido comunicado à redação no último dia 8.

Na sequência da saída da diretora de informação, Luísa Meireles, os dois adjuntos afirmaram, então, ter tomado a decisão em nome do “sentido de responsabilidade coletiva e das necessidades da redação nesta fase de transição”.

Representantes dos trabalhadores querem reunir com Presidente da República

Entretanto, os órgãos representativos dos trabalhadores da Lusa (ORT) divulgaram esta quinta-feira, numa nota que o +M teve acesso, que solicitaram uma audição ao Presidente da República sobre a situação na empresa. O pedido foi realizado na terça-feira, 27 de outubro e segue-se a um pedido anterior do Sindicato dos Jornalistas, “que ainda se encontra pendente”.

“Depois de um primeiro pedido feito pelo SJ, os ORT entenderam ser pertinente, neste momento, alargar o âmbito da reunião a todas as estruturas representativas dos trabalhadores”, pode ler-se ainda.

O ORT é composto pela Comissão de Trabalhadores (CT), Conselho de Redação (CR), Sindicato dos Jornalistas (SJ), Sindicato dos Trabalhadores do Sector de Serviços (SITESE) e Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA).

Organizações de media pedem que Bruxelas deixe de bloquear acesso a documentos

By: Lusa
28 October 2026 at 13:10

Dezasseis organizações dos meios de comunicação social, incluindo associações de jornalistas e entidades de defesa da liberdade de imprensa, exigiram esta quarta-feira à Comissão Europeia que deixe de recusar o acesso a documentos, alertando para prejuízos ao serviço público.

“Os jornalistas procuram relatar os factos. […] No entanto, no seio das instituições da União Europeia, a própria Comissão Europeia está a falhar na disponibilização aos jornalistas dos documentos de que necessitam para escrutinar questões de interesse público, incluindo interesses financeiros ou políticos que afetam a vida dos cidadãos da UE”, criticam os signatários numa carta conjunta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

“Os pedidos de acesso a documentos apresentados pelos jornalistas sofrem atrasos consideráveis. Após esperas excessivamente prolongadas, o acesso pode ser recusado com base em fundamentos questionáveis, ou podem ser disponibilizados documentos com tantas passagens ocultadas que deixam de transmitir informações claras e, em alguns casos, a Comissão não conserva nem arquiva devidamente documentos fundamentais”, salientam ainda.

Entre os signatários encontram-se o Comité para a Proteção dos Jornalistas, a Federação Europeia de Jornalistas, a Federação Internacional de Jornalistas, o Instituto Internacional de Imprensa, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, o Projeto de Reportagem sobre Crime Organizado e Corrupção e a PEN Internacional, além de órgãos de comunicação social e outras organizações de defesa da liberdade de imprensa da União Europeia (UE).

A posição surge na sequência de casos como o Pfizergate, relacionado com as mensagens trocadas entre Ursula von der Leyen e o presidente executivo da Pfizer durante as negociações para a compra de vacinas contra a covid-19, e de outras polémicas relacionadas com a transparência e o acesso a documentos da Comissão Europeia.

A carta inclui, por isso, um conjunto de recomendações para tornar o acesso aos documentos mais rápido e simples e reforçar a transparência e a responsabilização da Comissão Europeia.

Entre as medidas propostas estão a revogação das regras internas de procedimento adotadas em dezembro de 2024, que, segundo as organizações, dificultam o acesso à informação, e a aplicação rigorosa do regulamento relativo ao acesso do público aos documentos das instituições europeias.

Os signatários defendem também a divulgação regular de dados sobre os pedidos de informação apresentados por jornalistas, incluindo os tempos de espera, e a criação de um registo eletrónico público abrangente, com documentos legislativos, preparatórios e anteriormente divulgados, incluindo metadados num formato legível por máquina.

As organizações pedem ainda a aplicação integral dos acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia relativos ao acesso a documentos e o reforço dos procedimentos internos de arquivo, bem como dos meios disponíveis para responder aos pedidos de forma rápida e eficiente.

Na carta, alertam que as dificuldades no acesso à informação prejudicam o debate público e impedem os cidadãos de fazerem escolhas políticas informadas em momentos decisivos. “A reputação da Comissão Europeia enquanto guardiã dos valores democráticos da UE está em risco”, adiantam.

Na segunda-feira, o Grupo de Reflexão de Alto Nível sobre a revisão em larga escala da Comissão Europeia defendeu uma revisão do regulamento relativo ao acesso do público aos documentos da UE, substituindo o atual modelo, centrado nos pedidos de acesso, por uma “abordagem mais proativa, centrada na informação, em que esta seja classificada no momento da sua criação e disponibilizada publicamente por defeito, com exceções para dados altamente sensíveis ou pessoais”.

Tráfego de pesquisa nos publishers do Sul da Europa volta a recuar no terceiro trimestre

By: + M
28 October 2026 at 07:30

O tráfego dos publishers proveniente de motores de busca voltou a diminuir na maioria das regiões no terceiro trimestre de 2026 quando comparado com o trimestre anterior, revela a ferramenta de análise de dados Chartbeat. Nenhum dos mercados registou uma melhoria.

A maior quebra na percentagem de pageviews provenientes da pesquisa ocorreu na Ásia Central, ao cair sete pontos percentuais para os 33%. A tabela continua a ser liderada por África, que desceu de 48% para 46%. No sul da Europa, a percentagem recuou um ponto percentual para os 25%. A percentagem na América Latina, Europa Central/de Leste e Norte da Europa manteve-se inalterada.

Apesar deste cenário, o tráfego geral manteve-se estável. Para a ferramenta, tal é um sinal de que “as audiências continuam a confiar nas suas fontes de notícias e entretenimento preferidas, apesar das mudanças na forma como as encontram”.

 

O tempo médio de leitura dos artigos dos publishers, a nível mundial, recuou um segundo, para os 25 segundos durante o terceiro trimestre. No topo mantém-se a Europa Central/Leste, que aumentou o tempo em meio segundo, para 38,9 segundos. A Ásia Central ocupa agora o final da lista, ao perder 2,4 segundos de leitura para os 19,7 segundos. É a maior queda entre as regiões.

Depois de registar uma subida no segundo trimestre, o Sul da Europa regista uma descida dos 23,3 segundos para os 22,2 segundos — um recuo de 1,1 segundos. Em contrapartida, cinco regiões viram o seu tempo de leitura aumentar, com a América do Norte a crescer 0,8 segundos.

Os dados do Chartbeat mostram ainda que o tráfego proveniente dos dispositivos móveis continua a compor a maioria de todas as pageviews, sendo que varia entre 81% na Ásia Central e 59% na América Latina. O Sul da Europa posiciona-se no terceiro lugar da tabela, empatado com o Médio Oriente, depois de subir dos 72% para os 75%.

Ao nível das redes sociais, os publishers do Sudeste Asiático mantêm-se na liderança, com o social a compor 27% de todo o tráfego. O maior aumento registou-se na Ásia Central, com uma subida de seis pontos percentuais, dos 11% para os 17%. Em África, a percentagem subiu três pontos, dos 23% para os 26%.

No Sul da Europa, as redes sociais voltaram a contribuir para 9% de todas as pageviews — valor igual ao do trimestre anterior.

Finalmente, a lealdade dos leitores manteve-se relativamente estável, com a exceção do Médio Oriente. Nessa região, a percentagem deste tipo de leitores desceu quatro pontos percentuais para os 38%. O Norte da Europa manteve-se na liderança, ao ter crescido um ponto percentual para os 59%. A região Sul da Europa que integra Portugal volta a ocupar o segundo lugar, com 48%.

 

Lula se solidariza com Juca Kfouri pela morte da filha, Camila Kfouri

27 October 2026 at 19:43

Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se solidarizou com o jornalista Juca Kfouri pela morte de sua filha, Camila Kfouri, nesta terça-feira (27). Lula usou o X, antigo Twitter, para enviar condolências ao jornalista.

“Meu querido amigo Juca Kfouri, é difícil imaginar a imensa dor que você está sentindo pela partida de sua filha Camila. Por isso, mesmo à distância, quero que receba o meu carinho e a minha solidariedade. Desejo, do fundo do meu coração, que você e todos os seus familiares tenham a força que lhes ajude a atravessar essa hora tão difícil”, escreveu o presidente.

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Camila morreu aos 48 anos. Segundo o pai, ela sofria de doenças adquiridas a partir do trauma de ver o avô paterno ser atingido por um tiro durante um assalto, em 1985, quando ela tinha apenas 6 anos de idade. Na época, o procurador aposentado Carlos Alberto Gouvêa Kfouri passou 11 dias internado antes de falecer.

“Camila, a Camiloca, a Cam, minha Joaninha, a menina entre meus quatro filhos, resolveu ir embora depois de sofrer muito com doenças adquiridas desde que, aos 6 anos, viu o avô paterno ser alvejado em assalto na porta de casa, e desenvolver uma porção de sequelas. Hoje, a última vítima daquele dia não resistiu mais. Disfunção de supra-renal, gordura em família longilínia, cirurgia bariátrica, compulsão, e neuropatia diabética”, escreveu Kfouri em artigo no Portal UOL.

Juca Kfouri é jornalista do UOL e também apresenta o programa Trio de Ataque, na TV Brasil.

A democracia tem que ser defendida na unha

26 October 2026 at 18:02

O resultado do segundo turno neste domingo, uma virada inédita do presidente Luíz Inácio Lula da Silva, demonstra que a política, como a conhecíamos, acabou de vez.

O resultado foi fruto de uma mobilização cidadã como nunca se viu desde que as redes sociais se tornaram onipresentes na vida dos brasileiros. A campanha digital, mobilizada especialmente por meio de um canal no WhatsApp que concentrou 5% da população — 1 em cada 10 eleitores de Lula — demonstrou que, na era digital, a política se faz com mobilização e participação. Este engajamento conseguiu dominar a conversa digital, saiu das redes e foi para as conversas no bar, em filas de supermercado. Conseguiu superar o boicote descarado da Meta, Big Tech que tem maior controle sobre a esfera de debate público no Brasil — são 110 milhões de usuários no Facebook, 130 milhões no Instagram e 160 milhões no WhatsApp. Foi também a mobilização da sociedade civil que levou essa empresa a ser questionada pela ONU, intimada pelo TSE e investigada pelo Ministério Público Federal.

Os jornalistas investigativos — em especial os de veículos independentes — trabalharam obstinadamente, incansavelmente. Do caso Dark Horse às ligações de Flávio com o Careca do INSS, foi graças ao trabalho de nossos colegas que o público foi informado sobre o passado do candidato do PL, fatos de interesse público fundamentais para o cidadão decidir seu voto.

Aqui na Agência Pública, revelamos as suspeitas de corrupção e omissão nos hospitais federais do Rio que eram o “feudo” de Flávio Bolsonaro durante o governo do seu pai; detalhamos laços do amigo de Flávio, Willer Tomaz, com o Careca do INSS; levantamos o estilo de vida de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos EUA, descobrimos uma empresa que Eduardo abriu com o passaporte Italiano no Bahrein, apuramos as medidas da Meta para prejudicar postagens da campanha de Lula. Mostramos como o assunto que mais afeta os brasileiros — a segurança pública — impacta nossas vidas. Revelamos mensagens inéditas que evidenciam como Daniel Vorcaro, do Banco Master, mantém uma relação umbilical com figuras da direita brasileira, e também da imprensa. Foi nosso jornalismo que revelou ao Brasil a história da professora Vânia de Souza Borges, que perdeu seu filho, Rafael Borges, para o vício em Bets, no especial Jogo Perigoso: o Brasil das Bets. No meio da campanha eleitoral, Vânia foi pessoalmente pedir ao presidente Lula a proibição das Bets – e foi atendida.

Nosso trabalho resultou em ataques, intimidação e assédio digitais. Também enfrentamos o boicote da Meta — tanto pela redução do alcance do Instagram quanto pela censura descarada de pelo menos um post que denunciamos na véspera do segundo turno. Mesmo assim, as revelações que apuramos voaram: foram amplamente republicadas, embasaram episódios da série documental do Youtube Revelando, viraram postagens de influenciadores e memes.

André Janones transformou uma de nossas matérias em uma “missão” do Canal Exército do Lula, comandando a tropa a pesquisar a frase “FLÁVIO BOLSONARO ESQUEMA PANDEMIA”. O primeiro resultado a aparecer foi a investigação da Agência Pública. No último domingo, antes da votação, no debate da TV Bandeirantes, o caso virou um questionamento ao candidato do PL em rede nacional. ⁠

Neste momento, a recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar a derrota e as denúncias de “golpe” por parte de nomes importantes da extrema direita vão fortalecer a narrativa de perseguição, de fraudes nas urnas e de uma suposta “ditadura”. Figuras como Nikolas Ferreira, Pablo Marçal e Eduardo Bolsonaro já começaram a dizer que a ampliação do período de votação constitui “roubo”. Os contra-ataques à eleição popular serão fortalecidos, ainda, pelo controle do Senado e da Câmara Federal, onde o partido PL obteve a maior bancada desde 1990. É uma bancada empenhada em desconstruir avanços como a proibição das bets, o fim da escala 6 x 1, a proteção do meio ambiente e dos direitos dos indígenas e a regulação das Big Techs.

O contexto pós-eleitoral se complica ainda mais porque o repuxo bolsonarista insere-se em um movimento global de forças antidemocráticas que querem matar justamente o tipo de mobilização cidadã que se viu no Brasil. Os EUA e seus aliados mais próximos no continente — como a Argentina de Milei — não reconheceram, até o momento, a eleição de Lula.

Neste contexto, nosso jornalismo será ainda mais necessário. Nosso compromisso é seguir investindo no jornalismo investigativo, ampliar nossa presença no Youtube para participar cada vez mais do debate que ocorre em vídeos nas telas de todos os brasileiros, além de fortalecer as redes de colaboração internacionais que distribuem nossos conteúdos e ampliam a vigilância sobre a democracia brasileira. Sabemos que o jornalismo cada vez mais faz parte de uma disputa que não se esgota na votação. Defender a democracia é, neste novo contexto, uma tarefa cotidiana que continuará a impulsionar nosso trabalho ao lado da sociedade civil e de movimentos organizados.

Há muito trabalho a ser feito. Vamos a ele.

A direção

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Imprensa internacional destaca vitória histórica de Lula

Logo Agência Brasil

A vitória histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato, estampou a página digital de alguns dos principais jornais do planeta.

Na página do jornal americano The New York Times na internet, a manchete no fim da noite destacava a vitória do Lula e a rejeição do filho de seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro.  

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"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conteve um movimento de direita liderado por Flávio Bolsonaro, cujo pai foi condenado por tentativa de golpe após a eleição de 2022", diz o periódico.

O britânico The Guardian destacou a virada inédita de Lula, que perdeu o primeiro turno e conquistou o quarto mandato presidencial, além da derrota política da extrema direita bolsonarista.

O jornal El País, com sede na Espanha, enfatizou a virada de Lula, citando a diferença de 4 milhões de votos de vantagem do presidente à frente de Flávio, e pontuando que o petista se consolida como uma resistência a Trump.

Na mesma linha, a agência de notícias Associated Press (AP) enfatiza a vitória de Lula como um revés para Trump e para a expansão da influência norte-americana sobre a América Latina, além de destacar o quarto mandato presidencial.

O alemão Der Spiegel também estampou em sua versão digital a escolha do povo brasileiro pela continuidade de Lula, aos 80 anos, na presidência brasileira.

Na Argentina, o Clarín destacou que Lula deu a volta na eleição, superando Flávio Bolsonaro por mais de três pontos percentuais.

A rede árabe Al Jazeera, do Qatar, noticiou que o presidente Lula superou por pequena margem seu rival, o senador Flávio Bolsonaro, e conquistou um quarto mandato inédito, citando o órgão eleitoral oficial do Brasil.

Editores querem suspender recolha de notícias pela Meta

23 October 2026 at 14:55
Editores defenderam a suspensão da cláusula e reclamaram as garantias de que os conteúdos jornalísticos não serão utilizados para fins comerciais sem autorização dos respetivos titulares.

© ADAM VAUGHAN/EPA

A associação acrescentou que a Meta não divulgou os critérios aplicados nem os mercados abrangidos por estas restrições

Redação da Lusa critica falta de frontalidade administrativa

23 October 2026 at 14:21
Em causa estão alegadas irregularidades nos contratos dos correspondentes internacionais, que os Órgãos Representativos dos Trabalhadores dizem ser uma tentativa de ingerência na esfera editorial.

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Luísa Meireles afirmou ter recebido um email a indicar que "o CA tinha decidido contratar a jornalista X (para Bruxelas), pelo que estava disponível para receber uma proposta da Direção de Informação para a contratação dessa jornalista"

Movimento fundado por Seguro defende apoio público aos media

23 October 2026 at 05:10
Movimento criado por António José Seguro antes da campanha presidencial fez primeira conferência com recomendações sobre futuro do jornalismo e IA. Defende apoios a jornais por entidade independente.

© DR

Paulo Lopes da Silva é o presidente do UPortugal e foi diretor da campanha de António José Seguro. É deputado do PS.

Metrópoles acusa Estadão de ocultar relação com Vorcaro e omitir fatos

22 October 2026 at 23:39

O Metrópoles publicou duas reportagens nesta quinta-feira (22/10) em que acusa o Estadão de não admitir os fatos sobre a relação do jornal com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo o portal, o jornal paulista usa as mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) quando lhe parece conveniente, mas desqualifica as mesmas conversas quando é citado.

Mensagens trocadas entre Vorcaro e o empresário Flávio Carneiro, seu sócio em operações de mídia, revelam como era a relação do grupo com o Estadão. Em um dos diálogos, Carneiro tranquiliza Vorcaro: no “Estadão estamos em casa, temos crédito lá”. A conversa ocorreu em 15 de maio de 2024, após uma repórter procurar um executivo do banco. Vorcaro escreveu a Carneiro: “Nos precisamos aumentar patrocínio folha e estadao”.

Em outro trecho, no dia 21 de maio, Carneiro afirma que quem estaria no comando do Estadão seria o empresário Rubens Ometto, fundador e presidente do conselho de administração do Grupo Cosan. Vorcaro lamenta não ter participado do negócio: “Agora já foi. Oportunidade ímpar. De blindar lá”. Carneiro responde: “Não tem o que entrar. Ele fez tudo sozinho. Tá há 6 meses montando isso para mascarar mas é tudo Ometo”.

O Metrópoles acusa o Estadão de usar as mensagens de Vorcaro de forma conveniente e de desqualificar as conversas do mesmo Vorcaro quando citado. Segundo o portal, o jornal afirmou que as declarações de Carneiro sobre “estar em casa” e “ter créditos” seriam apenas uma tentativa do empresário de demonstrar uma influência que não tinha. O Metrópoles rebate: “Se o Estadão considera mentirosas as afirmações feitas por Flávio Carneiro sobre a relação entre o veículo, Daniel Vorcaro e Rubens Ometto, o jornal vai processar Flávio Carneiro?”.

O Metrópoles também aponta que o Estadão escondeu por dois anos as identidades dos empresários e banqueiros que participaram do socorro financeiro ao grupo, que acumulava dívida de R$ 159 milhões. Os nomes só se tornaram públicos a partir de reportagem do Metrópoles. A operação de debêntures foi realizada em março de 2024 (R$ 45 milhões) e maio de 2024 (R$ 97,5 milhões), transformando bancos e grandes empresários — como Ometto — em credores do jornal. Em troca, os novos investidores ganharam assentos no conselho de administração e passaram a ter influência editorial no veículo, que ganhou a alcunha de “Jornal dos Banqueiros”.

O portal classifica a resposta do Estadão como um “ataque mentiroso” e afirma que tudo o que publica é comprovado pelos prints das conversas do telefone de Daniel Vorcaro. “Ao demandar respostas ao jornal paulista, o Metrópoles cumpre seu dever de bom jornalismo, qual seja, ouvir o outro lado antes de publicar qualquer matéria”. O Metrópoles também rebate a acusação de que praticaria “intimidação editorial”: “Se todos os que se sentirem atingidos pelas matérias considerarem o exercício de jornalismo como método de intimidação, isso poria fim ao mais importante trabalho da imprensa: apurar, checar, comprovar e publicar notícias que desagradam aos personagens retratados”.

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Trump estava prestes a atacar uma jornalista. Ela disse nove palavras que o acalmaram

By: ZAP
22 October 2026 at 12:30
Donald Trump é conhecido por atacar jornalistas mulheres, como Kaitlan Collins, da CNN, de quem se queixou por não sorrir durante a cobertura da Casa Branca. Desta vez, correu mal. O presidente dos EUA Trump estava prestes a descarregar sobre uma jornalista, em mais um dos seus confrontos acesos com aquilo a que chama “fake news”, mas depois percebeu para que órgão ela trabalhava. Donald Trump é conhecido por descarregar sobre jornalistas, sobretudo mulheres e os que trabalham em meios com uma cobertura desfavorável ao presidente. Mas, quando se preparava para atacar Mary Margaret Olohan, correspondente do The Daily Wire

Habitação, bate-bocas e o drama de querer falar na televisão

22 October 2026 at 08:21
Verdades sejam ditas: entre tentar acabar frases na TV, negociar tempo com jornalistas e falar para o céu, a política nacional provou que o verdadeiro desafio da habitação é conseguir espaço de antena

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