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Artemis IV espera inspirar crianças como Apollo há 50 anos

29 October 2026 at 18:13
Kelsey Young, que lidera a integração científica do programa Artemis, falou à Lusa na cimeira GLEX Ignition, em Coimbra, onde revelou surpresas da missão Artemis II.

© BILL STAFFORD/NASA

Antes do regresso à lua, Artemis III é uma missão tripulada da NASA planeada para 2027, que funcionará como um ensaio de testes em órbita baixa da Terra

Empresa de satélites que ajudam no avanço do agro no Brasil e na prospecção de terras raras fecha parceria com a Nasa para monitoramento terrestre

29 October 2026 at 06:37

A Nasa fechou um contrato de US$ 3 milhões com a EarthDaily, que vai fornecer dados sobre seus satélites para a agência espacial e ao USG (Serviço Geológico dos Estados Unidos), para criar novas formas de incorporar recursos comerciais aos programas federais de monitoramento da superfície terrestre.

A empresa canadense atua no Brasil e presta serviço para o agronegócio e exploração mineral, incluindo terras raras, do país e tem sede própria em São Paulo. Brasil tem a segunda maior reserva do mundo, ficando atrás apenas da China. 

A parceria será realizada avaliando os dados da constelação de satélites da EarthDaily com base nos padrões e requisitos do Landsat, que considera a qualidade dos dados, calibração o, estabilidade, desempenho radiométrico e geométrico, capacidade de harmonização e adequação às finalidades de uso.

A avaliação examinará se os dados podem oferecer produtos de reflectância da superfície e temperatura da superfície com qualidade equivalente aos padrões do Landsat.

O grupo também oferece serviços para mineradores, combinando sensoriamento remoto imagens, dados geológicos e geoquímicos e modelos de inteligência artificial para trabalhos que envolvam a exploração de minérios, como as terras raras, essenciais para economia global.

Imagens de campo de mineração • Earth Daily

“A tecnologia não significa que o satélite simplesmente “enxerga uma jazida de terras raras” no subsolo. O trabalho é mais sofisticado: sensores espectrais conseguem identificar assinaturas minerais e alterações geológicas presentes ou refletidas na superfície que podem estar associadas a determinados tipos de depósitos. Esses dados são combinados com outras informações geológicas, geofísicas e geoquímicas para selecionar áreas prioritárias para investigação em campo e, posteriormente, perfuração”, diz trecho da nota enviada à CNN Brasil.

A constelação de satélites também pode auxiliar no monitoramento de florestas, permitindo acompanhar mudanças na vegetação, estresse ambiental, incêndios e áreas queimadas. 

Além disso, as organizações irão analisar como as observações comerciais podem contribuir para o desenvolvimento de produtos de observação da Terra, que serão preparados para inteligência artificial, que utilizará eles para realizar o processamento de dados e aplicações de aprendizado de máquina.

Essa avaliação pode resultar em observações mais frequentes e em benefícios para usuários que precisam de medições consistentes das mudanças ocorridas entre as aquisições de imagens.

Para a EarthDaily, a colaboração com a Nasa e a USGS está centrada na avaliação de dados, demonstração de fluxos de processamento, avaliação e validação de produtos, estruturas padronizadas de dados e caracterização de incertezas.

Imagens do Aeroporto Internacional de Pequim-Capital gerada pelo satélite • Earth Daily

LEIA TAMBÉM: Ciência traça caminho para Brasil virar potência em terras raras até 2040

A empresa explica que o trabalho entre as organizações vai testar os dados da constelação de satélites juntamente com Landsat e dados de outras missões que são referência, além da avaliação da utilização desses fatores em luxos de processamento do USGS Analysis Ready Data e do NASA Harmonized Landsat and Sentinel-2.

A EarthDaily informou a CNN Brasil que serão analisadas a compatibilidade com séries, as séries históricas de longo prazo de observação da superfície terrestre e a possibilidade desses dados aumentarem a frequência de visitas e a melhora da resolução espacial.

Os resultados do trabalho previsto no contrato poderão contribuir para identificar e aprimorar os requisitos que os recursos comerciais e os produtos de dados derivados devem atender para para permitir sua harmonização com o acervo histórico do Landsat.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix 

Satélite “morto” da Nasa retorna à Terra após 38 anos

 

“Temos empresas da área dos drones interessadas em estabelecer-se em Tires”

29 October 2026 at 06:38

Sessão de abertura do ano letivo 2026/27 da licenciatura e do mestrado em Engenharia Aeroespacial, que decorreu esta quarta-feira no Aeródromo Municipal de Cascais, em Tires.

Empresas nacionais ligadas aos drones estão interessadas em instalar-se no Aeródromo de Tires, onde a Universidade NOVA de Lisboa quer criar um polo de ensino, investigação e desenvolvimento tecnológico para o setor aeroespacial: o NOVA Aerospace. A instituição de ensino superior está a preparar uma arena de drones, que funcionará como laboratório da faculdade, e garante que há empresas disponíveis não só para colaborar com a universidade, mas também para se estabelecerem no local.

“Temos empresas da área dos drones que estão interessadas, não só em colaborar connosco, mas que estão interessadas em estabelecer-se aqui”, afirma José Júlio Alferes, diretor da NOVA FCT, à margem da sessão de abertura da licenciatura e mestrado em Engenharia Aeroespacial, realizada esta quarta-feira no hangar 7 do aeródromo, ao ECO/eRadar.

Para já, não são conhecidos os nomes das empresas interessadas, nem os montantes que poderão investir ou os prazos para uma eventual instalação. Mas o interesse no segmento dos drones dá uma dimensão mais industrial ao projeto NOVA Aerospace, que pretende fazer de Tires um ponto de encontro entre empresas, estudantes e investigadores, num setor em que a ligação entre conhecimento e capacidade de produção é cada vez mais relevante.

“Vai-se montar aqui uma área de drones. A arena de drones é um laboratório nosso, da faculdade”, explica José Júlio Alferes. Entre as empresas que a universidade procura atrair, existem também interesses nas áreas dos satélites e de outras tecnologias aeroespaciais, explica o responsável.

José Júlio Alferes, diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa – NOVA FCT, durante a sessão de abertura do ano letivo 2026/27 da licenciatura e do mestrado em Engenharia Aeroespacial, que decorreu esta quarta-feira no Aeródromo Municipal de Cascais.

Cinco milhões para arrancar, empresas para captar

A NOVA FCT prevê investir cinco milhões de euros na construção do seu edifício e na aquisição de equipamentos. Esse valor não representa, contudo, o investimento total que poderá ser mobilizado para o polo, já que a instalação de empresas poderá exigir novas infraestruturas e a construção de hangares.

O projeto abrange 20 hectares cedidos pela Câmara Municipal de Cascais, em regime de direito de superfície por 50 anos, renovável. A ambição é criar um ecossistema em que o ensino e a investigação decorram junto de empresas e de atividade aeronáutica real, permitindo aos estudantes trabalhar mais perto dos desafios da indústria.

Vai-se montar aqui uma área de drones. Temos empresas da área dos drones que estão interessadas, não só em colaborar connosco, mas que estão interessadas em estabelecer-se aqui.

José Júlio Alferes

Diretor da NOVA FCT

“A nossa ideia é ensinar e investigar nesta área do aeroespacial dentro de um ecossistema que, desde logo, tem um aeroporto”, sucinta o diretor da NOVA FCT. A proximidade ao aeródromo deverá permitir o acesso a aeronaves e a condições para realizar testes, dando aos alunos contacto direto com aplicações práticas da engenharia.

O novo polo já recebe os alunos da licenciatura e do mestrado em Engenharia Aeroespacial da NOVA FCT, que terão aulas no aeródromo um dia por semana. O modelo permite aproximar a formação da realidade operacional do setor, com acesso a hangares, oficinas e laboratórios integrados na infraestrutura aeroportuária. A Câmara de Cascais assegura o transporte dos estudantes nas deslocações de ida e volta.

A criação deste polo já tinha sido anunciada pela universidade no início do ano. Em fevereiro, José Branco, pró-reitor da NOVA, esclareceu ao ECO/eRadar que o projeto pretendia reunir academia e empresas e que o investimento de cinco milhões de euros dizia respeito ao edifício e aos equipamentos da universidade, sendo o potencial global mais elevado à medida que as empresas se instalassem. A instituição tinha então apontado um horizonte de cerca de quatro anos para ter pelo menos uma empresa instalada no espaço.

Entre as empresas já ligadas ao ecossistema está a Indra, que formalizou em março uma parceria com a NOVA Aerospace. A universidade refere também contactos com outras empresas, enquanto a TAP Academy já está presente nas imediações. O objetivo passa por atrair atividade empresarial para o aeródromo e desenvolver projetos conjuntos de investigação e formação, mas o interesse em instalar capacidades industriais terá ainda de se traduzir em decisões concretas.

O novo polo já recebe os alunos da licenciatura e do mestrado em Engenharia Aeroespacial da NOVA FCT, que terão aulas no aeródromo um dia por semana, sendo o transporte de ida e volta garantido pela Câmara de Cascais.

Indra mantém em aberto eventual expansão industrial

A associação da Indra à NOVA Aerospace deverá reforçar a colaboração com a universidade, sobretudo na área espacial. Para já, não existe um plano definido para a criação de novas instalações ou capacidades de fabrico em Tires, nem foi confirmada qualquer intenção de desenvolver ali atividade ligada a drones.

“Aquilo que pode ser no futuro ainda está por desenhar, não existe nenhum plano concreto”, refere Nuno Ávila, diretor da Indra/Deimos, ao ECO/eRadar. O responsável explicou que o grupo pretende avançar para atividades de maior valor acrescentado, incluindo a industrialização e a criação de produtos, mas sublinhou que qualquer expansão dependerá das competências disponíveis, da massa crítica e do foco do investimento.

Aquilo que pode ser no futuro ainda está por desenhar, não existe nenhum plano concreto. É no espaço que nós temos tido a relação com a NOVA Aerospace e eu acredito que é no espaço que vamos continuar a consolidar esta relação.

Nuno Ávila

Diretor da Indra / Deimos

A Indra tem vindo a desenvolver competências na área dos drones em Espanha, mas Nuno Ávila não adiantou se essa atividade poderá passar por Portugal. “É no espaço que nós temos tido a relação com a NOVA Aerospace e eu acredito que é no espaço que vamos continuar a consolidar esta relação”, frisa.

A parceria assinalada em março prevê colaboração em investigação aplicada, desenvolvimento tecnológico, formação avançada e participação de estudantes e investigadores em projetos industriais. Inclui também a ligação a projetos da Agência Espacial Europeia, mestrados e doutoramentos.

Agência Espacial antecipa novidades com colaboração

O desenvolvimento de empresas e startups é também uma das ambições para o ecossistema que está a nascer em Tires. Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, destaca a importância de aproximar os estudantes do setor e criar condições para transformar projetos académicos em negócios.

“Muitos destes jovens que estão aqui vão ter as suas próprias empresas. Têm as suas ideias, vão fazer as suas startups e vão, obviamente, ser uma das empresas do ecossistema nacional”, diz o responsável, ao ECO/eRadar à margem do evento.

A Agência Espacial Portuguesa está também em conversações com a NOVA sobre formas de colaboração. Questionado sobre se o contacto poderia evoluir para uma parceria, Ricardo Conde confirma apenas que o assunto está a ser analisado e antecipa que “haverá surpresas”, sem adiantar pormenores.

Anã branca com disco de restos antevê fim do Sistema Solar

28 October 2026 at 08:46
Foi detetado pela primeira vez um disco duplo em torno de uma estrela anã branca. A descoberta sugere que planetas podem sobreviver à morte da sua estrela e permite prever o fim do Sistema Solar.

© ESO/L. Calçada

Imagem artística do disco de restos em torno da anã branca J1328−1450

Já se sabe a data certa da "Noite Estrelada" de Van Gogh?

27 October 2026 at 22:28
Estudo sugere que o céu representado por Van Gogh corresponde ao que se podia observar a 22 de julho de 1889. Os investigadores cruzaram astronomia, matemática, meteorologia e cartas do pintor.

O óleo de 73,7 por 92,1 cm de Van Gogh está exposto no Museum de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA)

Airbus vai construir mais dois satélites de nova geração para a Constelação Galileo

27 October 2026 at 11:51

A Airbus recebeu um novo contrato da Agência Espacial Europeia (ESA) para construir mais dois satélites de segunda geração da Constelação Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite. O reforço da encomenda eleva para oito o número de satélites desta geração contratados à empresa e pretende aumentar a precisão, a robustez e a segurança dos serviços europeus de posicionamento e navegação.

“Estamos empenhados em entregar estes satélites de próxima geração, que são vitais para aumentar as capacidades de navegação para a segurança e defesa europeias, bem como para benefícios societais mais amplos”, afirmou Alain Fauré, Diretor de Sistemas Espaciais da Airbus, citado em comunicado.

O contrato foi atribuído pela ESA em nome da Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA), ao abrigo de uma delegação da Comissão Europeia. A nova encomenda junta-se a um contrato anterior para seis satélites Galileo de segunda geração (G2), beneficiando das capacidades industriais já instaladas pela Airbus.

O valor do novo contrato não foi divulgado. A produção, integração e testes dos satélites vão mobilizar várias instalações da empresa na Alemanha, Espanha e França, incluindo Backnang, Friedrichshafen, Ottobrunn, Getafe e Toulouse.

“A ESA e a indústria europeia estão a salvaguardar a continuidade dos serviços de navegação por satélite da Europa, a responder às necessidades em constante evolução dos utilizadores e a reforçar a autonomia estratégica da Europa. Estes contratos representam um investimento na capacidade da Europa de navegar o seu próprio futuro, de forma independente e com confiança”, assinalou Laurent Jaffart, diretor de Resiliência, Navegação e Conectividade da ESA, citado na nota de imprensa.

Os novos satélites vão incorporar antenas de navegação melhoradas, destinadas a aumentar a precisão do Galileo, e cargas úteis totalmente digitais que poderão ser reconfiguradas em órbita.

Cada satélite contará também com relógios atómicos melhorados e ligações entre satélites, que permitirão trocar informação e cruzar dados, incluindo ainda tecnologias de proteção contra interferências (jamming) e falsificação de sinais (spoofing), ameaças relevantes para a fiabilidade dos sistemas de navegação, tanto em aplicações civis como militares.

O Galileo é um dos principais programas espaciais da UE e permite disponibilizar serviços globais de posicionamento, navegação e sincronização temporal sob controlo civil europeu. É uma alternativa ao GPS norte-americano e a outros sistemas globais de navegação por satélite.

Voyager 1 será o primeiro objeto construído por humanos a ficar a um dia-luz da Terra

By: ZAP
27 October 2026 at 07:00
Passagem desta fronteira simbólica deverá acontecer a 18 de novembro. Recordemos a longa viagem da sonda que mudou a astronomia para sempre. A Voyager 1 está prestes a tornar-se o primeiro objeto construído pela Humanidade a atingir a distância de um dia-luz da Terra, quase 50 anos depois do lançamento. A velha sonda continua a enviar informações sobre uma região do Espaço que conhecemos muito pouco. No dia 18 de novembro deste ano, deverá atingir um marco histórico: estará tão longe da Terra que os seus sinais de rádio demorarão mais de 24 horas a chegar até nós. Segundo os

Como um buraco negro estará a eliminar estrelas binárias do centro da Via Láctea

By: ZAP
23 October 2026 at 07:20
Estudo português ajuda a explicar os poucos sistemas de estrelas binárias junto ao buraco negro supermassivo. É um fenómeno que tem intrigado os cientistas: um conjunto de estrelas muito jovens orbita Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo da nossa galáxia, no centro da Via Láctea, a escassos anos-luz de distância. Agora, um estudo revela que a influência gravitacional do próprio buraco negro é responsável por destruir e alterar uma grande parte dos sistemas estelares duplos (sistemas binários) naquela região. A análise foi feita por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com a

Agricultor encontra no campo um objeto de 3,3 metros que pode ter caído do Espaço

By: ZAP
22 October 2026 at 17:10
Um agricultor que trabalhava na colheita do milho em Scott Township, no estado norte-americano do Minnesota, encontrou um objeto metálico entre as plantas. O Gabinete do Xerife do Condado de Stevens descreveu-o como “presumivelmente um objeto espacial”. A dimensão do objeto, a hora exata e o local em que foi encontrado, bem como a trajetória de lançamento espacial, levaram especialistas a associar destroços a um foguetão Zhuque-2E, desenvolvido pela empresa chinesa LandSpace. No entanto, a origem do objeto ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo o Ars Technica, os indícios apontam para que os destroços pertençam ao estágio superior de um

Habitação, bate-bocas e o drama de querer falar na televisão

22 October 2026 at 08:21
Verdades sejam ditas: entre tentar acabar frases na TV, negociar tempo com jornalistas e falar para o céu, a política nacional provou que o verdadeiro desafio da habitação é conseguir espaço de antena

Agência Espacial Europeia apoia competição em Portugal

13 October 2026 at 08:33
European Rocketry Challenge (EuRoC) é uma competição que coloca estudantes a desenvolver foguetes em Constância. Apoio da agência reforça a ligação entre o ensino superior e o setor espacial europeu.

© PAULO CUNHA/LUSA

A sétima edição do European Rocketry Challenge (EuRoC) realiza-se de 15 a 21 de outubro em Constância, distrito de Santarém, com cerca de 600 participantes
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