Moeve, Namíbia e guerra. Os botões que fazem subir e descer as ações da Galp
"A bolsa sobe pelas escadas e desce de elevador". O velho ditado de Wall Street não tem autoria conhecida, mas expressa bem o que acontece muitas vezes nos mercados e aplica-se na perfeição ao impacto das negociações com a Moeve nas ações da Galp este ano. A 8 de janeiro, quando as duas empresas anunciaram que iam discutir a possibilidade de unirem os negócios de refinação e distribuição na Península Ibérica, a reação dos mercados foi positiva, mas a subida foi pela escadaria: 2,4% no dia do anúncio, 3,55% no seguinte e por aí além, perfazendo um ganho de 10,9% em cinco sessões. Esta segunda-feira, a notícia que essas conversações foram interrompidas sem acordo contribuiu para uma reação praticamente simétrica, uma queda de 10,8% para 20,77 euros cada, mas desta vez a viagem foi de elevador, numa só sessão.
Grande parte da reação -- que retirou 1,7 mil milhões de euros à capitalização bolsista da Galp -- teve a ver com o fator surpresa. Biraj Borkataria, analista do RBC Capital afirmou…
Este artigo é exclusivo para assinantes
Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.
Já é assinante? Iniciar sessão
Ver todos os planos