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Derrite reconhece derrota de Flávio, critica TSE e evita falar sobre fraude

27 October 2026 at 21:24

O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP), um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (27) em que reconhece a derrota do candidato à Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na gravação, Derrite critica a condução da campanha eleitoral, questiona a atuação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e defende a reorganização da oposição no Congresso Nacional.

O senador eleito não comentou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, que provocou surpresa e insatisfação entre aliados políticos do candidato derrotado.

“Não foi o resultado que a gente queria, não foi o resultado para o qual nós trabalhamos”, afirmou Derrite, ao agradecer aos eleitores que apoiaram a candidatura de Flávio.

Apesar de reconhecer o resultado, Derrite fez críticas à campanha adversária e acusou o grupo político de Lula de disseminar informações falsas para influenciar o eleitorado.

“O nosso adversário usou uma máquina de disparo de fake news e a Justiça Eleitoral e a Justiça brasileira parece que nada fizeram, ou o que poderia ter sido feito não foi feito”, declarou.

Segundo Derrite, a campanha de Lula teria espalhado medo entre os eleitores com informações de que Flávio acabaria com programas sociais e direitos previdenciários. O senador eleito não apresentou provas das acusações no vídeo.

Derrite também comentou a circulação de vídeos que levantam suspeitas de fraude nas eleições, mas afirmou não ter elementos para sustentar essas alegações.

“Vi muitos vídeos de pessoas que acreditam que teve fraude. É difícil a gente falar alguma coisa sem ter como provar”, disse.

O senador eleito acrescentou que fazer afirmações sem provas poderia trazer consequências jurídicas. “Qualquer coisa fora disso eu acabo me incriminando, aliás já vimos esse filme anteriormente”, afirmou.

Atuação da oposição

Derrite afirmou que pretende concentrar sua atuação no Senado Federal, especialmente em pautas relacionadas à segurança pública e à fiscalização dos demais Poderes.

“Nosso trabalho vai continuar, ainda mais lá no Senado Federal. Temos a responsabilidade de proteger nosso país e não permitir que abusos sejam cometidos por quaisquer Poderes”, declarou.

O senador eleito também defendeu que a oposição utilize sua representação no Congresso e a presença de governadores aliados para atuar de maneira estratégica durante o próximo mandato de Lula.

“Serão quatro anos difíceis, mas vamos resistir, trabalhar”, afirmou.

Derrite citou ainda a redução da maioridade penal como uma das pautas que pretende acompanhar e cobrou que Lula cumpra posições defendidas durante a campanha eleitoral.

Ao final da gravação, agradeceu aos mais de 13 milhões de eleitores que, segundo ele, apoiaram sua candidatura ao Senado por São Paulo e reafirmou o compromisso de combater o crime organizado.

Deputados do PT pedem a prisão de Flávio e alerta vermelho da Interpol

27 October 2026 at 18:21

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) e a deputada federal eleita Ana Elisa Santos (PT-MG) pediram nesta terça-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caso o mandado seja expedido, solicitam também um alerta vermelho da Interpol contra o senador.

O pedido aponta descumprimento da ordem de entrega dos passaportes e risco de fuga. Nesta tarde, aliados próximos à família disseram à CNN que Flávio fugiu do Brasil rumo aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas. Segundo essas fontes, a saída começou durante a madrugada e foi motivada pelo medo de prisão. A reportagem não confirmou a rota utilizada.

A PF (Polícia Federal) cancelou os passaportes comum e diplomático do senador ao meio-dia, após o fim do prazo para entrega, às 11h. A corporação vai comunicar o descumprimento da decisão ao gabinete de Moraes. Integrantes da defesa relataram à CNN que haviam combinado de receber os documentos pela manhã, mas não conseguiram contato com Flávio.

Mais cedo, o governo brasileiro acionou autoridades argentinas para apurar uma possível passagem do senador pelo país. À CNN, o Ministério da Segurança da Argentina negou que ele tenha entrado ou solicitado entrada em território argentino.

Na petição, os parlamentares pedem que a defesa informe o paradeiro de Flávio e que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste com urgência. Solicitam ainda cooperação com a Argentina para obter registros de passageiros e identificar quem contratou o jato mencionado nas notícias que embasaram o pedido.

O documento cita duas investigações por suspeitas de lavagem de dinheiro. Uma trata do financiamento do filme “Dark Horse”, ligado ao caso Banco Master. A outra apura a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, também investigado no caso do INSS.

Na segunda-feira (26), o senador afirmou que nunca pensou em deixar o Brasil e que entregaria os passaportes. Ele nega irregularidades nas investigações.

Autoridade dos EUA diz à Reuters que Flávio está a caminho do país

27 October 2026 at 17:41

Uma fonte do governo dos Estados Unidos informou à Reuters nesta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está a caminho do país. Como mostrou a CNN Brasil mais cedo, aliados do candidato derrotado à Presidência da República relataram que ele fugiu para os EUA com a esposa e as duas filhas.

A Reuters não confirmou com quem o senador viajou aos EUA, mas apurou que as duas filhas do parlamentar não foram para as escolas que cada uma delas estuda em Brasília nesta terça.

O principal motivo foi o medo de ser preso após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar a retenção de seus passaportes.

Mais cedo, o governo brasileiro acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do senador.

O site argentino Infobae publicou nesta terça-feira (27) que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. A CNN Brasil não confirmou qual foi a rota do de Flávio.

Algumas horas mais tarde, a PF (Polícia Federal) cancelou os passaportes comum e diplomático do ex-presidenciável no sistema da corporação após decisão de Moraes.

O magistrado havia determinado que Flávio entregasse os documentos até às 11h de desta terça-feira.

Flávio foi aconselhado por aliados a não deixar o país

Flávio foi aconselhado por aliados a não deixar o país, apesar de afirmar que corria risco de ser preso.

O senador ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos, e é investigado em dois inquéritos da PF (Polícia Federal).

O conselho para que não deixasse o país foi dado na tarde de segunda-feira (26), em uma reunião com os principais nomes de sua campanha no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília. Foi a última vez que Flávio falou com a maioria deles.

Na avaliação de aliados moderados, uma eventual prisão do senador logo após a eleição seria ruim para a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no exterior. Por isso, eles acreditavam que nenhuma medida seria tomada contra Flávio.

Os interlocutores defenderam a moderação e reforçaram que o senador não deveria pedir a anulação da votação. A orientação era seguir com uma Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) por abuso de poder econômico.

Segundo relatos feitos à CNN, Flávio demonstrou irritação com a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que entregasse seus passaportes.

Foi nessa conversa que ele foi orientado a fazer um vídeo relatando que havia sido intimado pela Polícia Federal após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar pela condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Hoje de manhã, fui visitar meu pai, como vocês sabem ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse Flávio no vídeo, publicado nas redes sociais na tarde de segunda.

Na gravação, o senador afirmou que iria se dedicar à organização da oposição.

“Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição. A gente fez a maioria no Senado e na Câmara. Foi uma vitória que vocês deram para o Brasil”, disse.

Apesar da derrota presidencial, o PL saiu fortalecido das eleições para o Congresso e os governos estaduais. O partido elegeu 121 deputados federais, terá uma bancada de 28 senadores a partir de 2027 e comandará seis estados, o maior número entre as legendas.

Investigações

Proibido de deixar o país e intimado a entregar seus passaportes, Flávio terá de lidar com o avanço de dois inquéritos da Polícia Federal.

Uma das investigações envolve o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, com recursos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A PF apura o destino do dinheiro e se parte dos recursos foi utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, nos Estados Unidos.

O outro inquérito investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, por meio de empresas de apostas e plataformas de pagamento. Entre os pontos apurados estão o acesso a uma conta de empresa ligada ao advogado e o custeio de viagens.

Flávio nega irregularidades e afirma manter apenas uma relação de amizade com Willer, que também contesta as suspeitas.

Flávio se reúne com Tarcísio em Brasília após derrota para Lula

26 October 2026 at 22:42

O candidato derrotado do PL (Partido Liberal) à Presidência, Flávio Bolsonaro, se reuniu na tarde desta segunda-feira (26) com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Segundo fontes, Tarcísio e Flávio discutiram as possíveis reações ao resultado eleitoral da disputa presidencial deste ano, que deu vitória a Lula (PT).

Como mostrou a CNN Brasil, o governador paulista, ainda na noite de domingo, recomendou a Flávio que reconhecesse a derrota e ligasse para Lula.

 

Aliados de ambos afirmam que Tarcísio foi um dos que aconselhou Flávio a mudar de estratégia e abandonar o plano de questionar o resultado eleitoral. O senador deve mirar uma acusação de abuso de poder da chapa de Lula.

 

Flávio desiste de questionar vitória de Lula nas urnas

26 October 2026 at 21:08

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de questionar a validade da votação que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após anunciar que pediria a anulação das eleições, o candidato derrotado decidiu concentrar a ofensiva jurídica em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico cometidos pela campanha petista.

À CNN Brasil, integrantes da campanha de Flávio afirmaram, sob reserva, que não haverá pedido de anulação da votação. A estratégia será contestar supostos abusos da máquina pública durante a campanha, sem colocar em dúvida a validade dos votos.

Segundo interlocutores da equipe jurídica, já foram apresentados 20 pedidos de cassação de Lula, e novas ações devem ser protocoladas nos próximos dias. Os casos estão sendo analisados com cautela antes de serem levados à Justiça Eleitoral.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio acusou a campanha petista de cometer abusos e anunciou que buscará a cassação da chapa de Lula.

“Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, afirmou.

A decisão representa um recuo em relação ao discurso feito por Flávio na noite de domingo (25), logo após a confirmação da derrota. Na ocasião, o senador afirmou que não reconheceria o resultado e anunciou que pediria a anulação da eleição, alegando interferência do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na votação.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, declarou.

Flávio criticou a decisão de Zanin que prorrogou até as 19h a votação em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura das urnas já fechadas.

Antes do pronunciamento, o senador havia sido informado pessoalmente da derrota por meio de uma ligação telefônica do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que também telefonou para Lula para comunicar sua reeleição.

Como mostrou a CNN Brasil, Flávio foi aconselhado por quatro aliados próximos a reconhecer o resultado e telefonar para Lula. A recomendação partiu do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e de uma integrante da equipe jurídica do senador.

O grupo defendia que Flávio reconhecesse a derrota, mas ressalvasse os problemas ocorridos durante a votação e mantivesse a possibilidade de recorrer à Justiça Eleitoral para questionar supostos abusos cometidos pela campanha petista.

A discussão ocorreu na casa do Lago Sul, em Brasília, onde Flávio acompanhou a apuração. No calor da derrota, porém, o senador deu preferência à orientação de uma ala mais radical, que defendia contestar imediatamente o resultado e colocar em dúvida a legitimidade da vitória de Lula.

A posição acabou perdendo sustentação política à medida que partidos que apoiaram Flávio no segundo turno passaram a reconhecer a reeleição do petista.

MDB, Republicanos, União Brasil e PSD divulgaram manifestações reconhecendo o resultado das urnas, reduzindo o espaço político para uma ofensiva contra a validade da votação.

Com o recuo, a campanha de Flávio abandona o pedido de anulação da eleição, mas mantém a ofensiva judicial contra Lula. A estratégia agora é buscar a cassação da chapa petista por supostos abusos durante a campanha, sem questionar a validade dos votos depositados nas urnas.

Flávio: Câmara e Senado serão nossa fortaleza contra mais 4 anos de Lula

26 October 2026 at 20:06

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, declarou nesta segunda-feira (26) que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal serão a “fortaleza” da oposição contra mais quatro anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25).

“Pra resistir ao caos, eu vou organizar a oposição. A gente fez a maioria no Senado e na Camara, foi uma vitória que vcs deram para o Brasil. Vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar uma estratégia e fazer da camara e do senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já está desenhada para acontecer”, disse em suas redes sociais.

Leia Mais:

No pleito do dia 4 de outubro, data do primeiro turno e definição das cadeiras legislativas, o PL (Partido Liberal) de Flávio Bolsonaro terá 29 dos 81 senadores e 121 cadeiras na Câmara dos Deputados.

O senador também destacou que não será calado ou intimidade e pediu aos apoiadores para “levantar a cabeça”.

Lula foi reeleito pela quarta vez com 51,79% dos votos válidos, enquanto o primogênito de Jair Bolsonaro, 48,21%.

Flávio: a mando de Moraes, PF exigiu meus passaportes após visita a Jair

26 October 2026 at 19:52

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, disse nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela PF (Polícia Federal) a entregar seus passaportes após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta manhã.

“Hoje de manhã, fui visitar meu pai, como vocês sabem ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.

De acordo com o senador, a decisão foi proferida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, em decorrência de uma fala de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio que vive nos Estados Unidos.

“A decisão do Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?“, questionou o filho do ex-presidente.

No vídeo, Flávio fala em tentativa intimidação: “Clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar”. Ele também afirma que vai entregar os passaportes à PF.

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração“, concluiu.

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