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Governo alerta sobre notícias falsas relacionadas a programas sociais

27 October 2026 at 23:34

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O governo federal faz um alerta à população sobre informações falsas que circulam nas redes sociais relacionadas ao fim da escala 6x1 e a programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo. 

Em nota divulgada nesta terça-feira (27), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) garantiu a continuidade dos benefícios e esclareceu que o texto da emenda constitucional que pôs fim à escala 6x1 não sofreu nenhuma alteração após as eleições. 

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“É falsa a afirmação de que, após as eleições, o governo recuou do fim da escala 6x1 e passou a preparar exclusões de categorias de trabalhadores. Não há nenhuma proposta que retire direitos em discussão no governo”, diz a nota.  

A Emenda Constitucional nº 141 assegura dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. Permite diferentes formas de distribuição das folgas, inclusive por negociação coletiva, desde que sejam garantidos, em média, dois dias de descanso por semana ao longo do mês.

“O diálogo com os setores trata da implementação dessas disposições, dentro dos limites constitucionais. O Poder Executivo não pode vetar ou alterar uma emenda à Constituição promulgada pelo Congresso”, esclarece o governo federal.

Também são falsas informações sobre cortes no Bolsa Família. “O programa segue em funcionamento, sem qualquer suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios”, diz a nota.

A Secom também garante que o programa Gás do Povo continua garantindo a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de 13 quilos às famílias contempladas, com orçamento assegurado para 2026 e previsão de recursos na proposta orçamentária de 2027 enviada ao Congresso Nacional. 

Dúvidas

 O governo federal orienta a população a verificar as informações nos canais oficiais antes de compartilhá-las.

Dúvidas sobre os programas sociais podem ser esclarecidas pelo Disque Social 121. Informações sobre o Bolsa Família também estão disponíveis nos aplicativos Bolsa Família e Caixa TEM e pelo telefone 111, da Caixa.

Lula venceu em cidades com maior dependência do Bolsa Família

26 October 2026 at 13:07

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas cidades brasileiras com maior presença do Bolsa Família. Nos 100 municípios em que o programa atende a maior parcela da população, o presidente reeleito recebeu 72% dos votos válidos, enquanto o adversário somou 28%.

O resultado também foi favorável ao petista quando considerados os municípios com o maior número absoluto de famílias beneficiárias. Nesse grupo de 100 cidades, Lula alcançou 52,5% dos votos, contra 47,5% de Flávio.

Ao todo, o candidato do PT foi o mais votado em 93 das 100 cidades mais dependentes do programa de transferência de renda. Flávio Bolsonaro venceu nas outras sete localidades.

No resultado nacional do segundo turno, Lula conquistou 51,79% dos votos, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 48,21%.

Municípios com maior proporção de moradores atendidos

O levantamento a seguir considera a parcela da população de cada município que recebe o Bolsa Família. Entre as dez cidades com maior proporção de beneficiários, estão localidades do Amapá, Pará, Amazonas e Maranhão.

  1. Itaubal (AP): 2.024 famílias atendidas;
  2. Mocajuba (PA): 9.089 famílias;
  3. Autazes (AM): 15.932 famílias;
  4. Cachoeira Grande (MA): 3.653 famílias;
  5. Cajari (MA): 5.585 famílias;
  6. Belágua (MA): 2.039 famílias;
  7. Anajás (PA): 6.327 famílias;
  8. Pracuúba (AP): 1.128 famílias;
  9. Serrano do Maranhão (MA): 4.011 famílias;
  10. São Paulo de Olivença (AM): 7.410 famílias.

Cidades com mais famílias beneficiárias

Neste ranking, o critério é o número total de famílias que recebem o benefício, sem considerar a proporção em relação à população municipal. São Paulo lidera a lista, seguida pelo Rio de Janeiro e por Fortaleza.

  1. São Paulo (SP): 663.234 famílias atendidas;
  2. Rio de Janeiro (RJ): 418.534 famílias;
  3. Fortaleza (CE): 299.959 famílias;
  4. Salvador (BA): 293.721 famílias;
  5. Manaus (AM): 249.574 famílias;
  6. Brasília (DF): 166.058 famílias;
  7. Belém (PA): 147.461 famílias;
  8. Recife (PE): 139.370 famílias;
  9. Belo Horizonte (MG): 126.153 famílias;
  10. São Luís (MA): 121.378 famílias.

Cartão do Bolsa Família | Foto: Divulgação/MDAS

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Flávio Bolsonaro Apologizes to Lula During Brazil Presidential Debate

24 October 2026 at 06:48
Lula da Silva and Flávio Bolsonaro debate maternity leave, Bolsa Família and poverty during Brazil’s presidential election.

Flávio Bolsonaro admitted he was wrong to oppose extending maternity leave and apologized to Lula for a personal insult during a heated debate.


Brazilian presidential candidate Flávio Bolsonaro apologized to President Luiz Inácio Lula da Silva during a televised debate after Lula challenged him over his past opposition to extending maternity leave, sparking a heated exchange over social welfare, poverty and personal attacks.

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Flávio Bolsonaro, who represents the Liberal Party (PL), acknowledged that his earlier vote was a mistake and said he would take a different position today. He also apologized for calling Lula “nine fingers,” a reference to the president’s missing finger, but followed the apology by demanding that Lula answer for his government’s record on poverty and social assistance.

The confrontation unfolded during the debate’s second segment, after Lula requested a right of reply over remarks he considered offensive. The production team had yet to rule on the request when the candidates resumed their exchanges.

Lula chose social policy as the subject of his question and returned to an issue he said Flávio Bolsonaro had left unanswered in the previous debate. He challenged his opponent to explain why he had been the only state legislator in Rio de Janeiro to vote against extending maternity leave.

Qual a justificativa para votar contra a licença-maternidade? Contra o direito das mulheres e da família? Explique, Flávio Bolsonaro. pic.twitter.com/17ibHC7knP

— Lula (@LulaOficial) October 24, 2026

Text Reads: What is the justification for voting against maternity leave? Against the rights of women and the family? Explain, Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro defended his earlier decision by saying he had believed the measure could make employers less willing to hire women. He acknowledged that he had been wrong, adding that marriage and having two children had changed his perspective.

He said he now understood the importance of mothers staying close to their children and would support extending maternity leave beyond 180 days where possible. He maintained that he would vote differently today.

Lula dismissed the explanation, arguing that Flávio Bolsonaro had failed to support the measure when he had the opportunity and was now changing his position as women became more politically active and fought for their rights.

The president then challenged his rival over the term “Bolsa Farelo,” which Flávio Bolsonaro had used to disparage Bolsa Família, Brazil’s income-transfer program. Lula called the expression disrespectful to poor people, arguing that those removed from economic hardship often treated the poor as though they had no value.

The exchange escalated when Lula responded to Flávio Bolsonaro’s use of the nickname “nine fingers.” The president explained that he had lost a finger at age 17 while working the night shift at a factory, saying he had needed the job to afford food.

“I will not allow a militiaman to call me ‘nine fingers,’” Lula declared. He also accused Flávio Bolsonaro of never having worked, alleging that the first job recorded in his rival’s employment record was a fictitious position arranged by his father.

Flávio Bolsonaro offered an apology, saying he had not intended to offend Lula with the remark. He then turned the criticism back on the president, demanding that Lula apologize to people experiencing homelessness and recipients of Bolsa Família.

Flávio Bolsonaro claimed that the number of people living on the streets had nearly doubled under Lula’s current government, citing a figure of 199,000 people as the starting point. He also accused the president of neglecting Bolsa Família beneficiaries for four years and addressing their concerns only 17 days before the election.

The candidate criticized a recent adjustment to the benefit, claiming the increase amounted to three Brazilian reais a day — enough, he quipped, to buy three eggs.

The exchange brought the candidates’ competing arguments over social policy into sharp focus. Lula pressed Flávio Bolsonaro to account for his legislative record on maternity leave, while his opponent sought to shift scrutiny toward the government’s handling of homelessness and income support.

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